No Radioamantes Entrevista, Marcus Aurélio fala da Rádio ONCB e Prêmio APCA

O Radioamantes Entrevista, novo projeto digital do Radioamantes e do canal Feras do Rádio no Youtube, estreia trazendo a palavra do jornalista Marcus Aurélio de Carvalho. Homem de rádio com passagens por Roquette Pinto, Tupi, CBN, Globo e MEC, hoje ele é gestor de comunicação da ONCB (Organização Nacional dos Cegos do Brasil). A organização tem como objetivo os direitos das pessoas cegas e com baixa visão e existe desde 2008 e atualmente tem uma parceria com a Uninove, dentro de um projeto de responsabilidade social.

Braço radiofônico da ONCB, a Rádio ONCB, cuidada por ele, conquistou o prêmio de rádio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na subcategoria Grande Prêmio da Crítica em 2025. Segundo Marcus, foi um prêmio que “lavou a alma de toda a equipe de comunicação”, formada por 11 pessoas cegas e 4 com baixa visão. O jornalista fez questão de destacar a competência de sua equipe e lamenta o fato de não terem mais espaço no mundo corporativo: “gente talentosa que é desperdiçada pelo mercado de trabalho”, disse.

A Rádio ONCB já havia sido finalista do mesmo Prêmio APCA em 2020, e só agora que conseguiu conquistar o troféu.

A programação totalmente voltada para pessoas cegas e com baixa visão, tem uma programação musical de bom gosto. O jornalismo se faz presente em duas ocasiões: no Redação ONCB, que traz informações sobre acessibilidade e inclusão e o ONCB Informa, com o noticiário geral.

Outro programa, com alcance mais geral, é o De Olho na Inclusão, que pode ser acompanhado pelo YouTube (clique aqui para assistir uma das edições mais recentes).

Outra característica marcantes da emissora são os shows com audiodescrição. Durante a pandemia, a Rádio ONCB fez parcerias com alguns artistas que se apresentaram naquele período em vídeo, sem a presença de público e respeitando os cuidados sanitários da época. Além das músicas, o público da emissora teve como saber como os artistas estavam vestidos, como foi a movimetação de palco, entre outros aspectos, graças a narração de profissionais preparados para isso.

Alguns exemplos de shows foram os de Marília Mendonça, Bruno e Marrone, Paralamas do Sucesso e o que reuniu Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevendo. Não houve custos adicionais para os dois lados: os dos respectivos produtores e o da ONCB. Durante a conversa, o jornalista informou que essa foi a primeira iniciativa do gênero no mundo, documentada a partir de um trabalho acadêmico assinado por Ana Júlia Perotti.

Um dos projetos futuros da emissora é apresentar um passeio pelos pontos turísticos de São Paulo com audiodescrição. Reuniões estão programadas para definir se esse evento será ao vivo ou gravado para ser veiculado em drops durante a programação.

Durante a conversa, o jornalista informou que essa foi a primeira iniciativa do gênero no mundo

Carioca radicado em São Paulo há vários anos, Marcus diz que São Paulo é uma cidade referência no que diz respeito á acessibilidade. Ainda há muito a se avançar em alguns aspectos, em especial a empregabilidade. “São Paulo tem um longo caminho pela frente, mas o longo caminho das outras cidades ainda é bem mais longo”, disse.

A entrega do APCA

Marcus falou sua participação na cerimônia de entrega dos prêmios, realizada em 4 de maio último no palco do Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo. Disse ter levado numa boa a participação dos personagens interativos, interpretados por Bárbara Salomé e Daniel Warren, que estavam no palco não apenas para entregar os troféus, mas, com suas intervenções, avisar de forma discreta que os discursos estavam se estendendo.

Durante a entrevista ao Radioamantes, o jornalista revelou que não costuma ler papel e que sempre fala de improviso. Como aquela era uma ocasião institucional, ele fez um texto previamente combinado com Beto Pereira, o presidente da ONCB. Eram duas laudas, com letras grandes, adaptação necessária para quem tem baixa visão, como é o caso de Marcus.

No entanto, um problema inesperado fez com que o papel fosse deixado de lado: a luz dos refletores gerou um clarão no papel onde o texto estava impresso. Não houve outro jeito a não ser improvisar.

Tirando essas dificuldades. Marcus esteve bastante a vontade na cerimônia. Reviu colegas, como Haisem Abaki, com quem quase trabalhou na Rádio Globo. Só não houve acerto porque não havia uma janela na programação da época para um perfil mais jornalístico, onde Haisem poderia se encaixar. Além disso, Marcus também reencontrou profissionais com quem trabalhou na EBC que subiram ao palco para devido a conquista do troféu pelo programa Tarde Nacional, da Rádio Nacional, de São Paulo.

Além disso, sua esposa, Luciana, gerente de parcerias e novos negócios do Theatro Muncipal (SP) também esteve na premiação. Ela subiu ao palco para receber o troféu como melhor ópera, por uma adaptação de Porgy and Bess. Uma noite de pura alegria.

E a entrevista promete ainda uma segunda parte para falar muito mais de rádio e da passagem de Marcus Aurélio pela Rádio Globo. Aguardem.

Clique no player abaixo para assistir.

Rádio Nacional estreia videocast Rádio Memória para celebrar os 90 anos da emissora pública

Para comemorar as nove décadas da Rádio Nacional, a emissora pública lança a série Rádio Memória – 90 anos com um mergulho na história de um dos veículos de comunicação mais importantes do país. A novidade entra no ar em 12 de maio, a exatos 100 dias da efeméride. Em formato de videocast, o programa reúne fatos marcantes e curiosidades que ajudam a contar a trajetória da emissora.

A cada encontro, o jornalista e apresentador Dylan Araújo recebe convidados que fazem parte dessa história para conversas que resgatam memórias e revelam bastidores de diferentes fases da Rádio Nacional. A emoção atravessa os episódios para conectar gerações que viveram – e ainda constroem – a programação nos dias atuais.

Os programas ficarão disponíveis no canal do YouTube da Rádio Nacional e recortes poderão ser acompanhados no dial para ampliação do alcance. O conteúdo é apresentado no Revista Rio, às 13h, para o Rio de Janeiro, e durante o Tarde Nacional local, às 15h, nas demais praças. Com material de acervo e entrevistas, a série presta homenagem a quem já passou pela emissora e valoriza quem segue mantendo vivo o legado da Rádio Nacional.

A iniciativa integra uma agenda de ações que celebram os 90 anos em 12 de agosto de 2026. Com o slogan “Do passado ao futuro. Sem Fronteiras”, a emissora pública que integra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se mantém atual e relevante. Ao longo de sua história, a Nacional se firmou como uma das principais rádios do país e referência cultural na Música Popular Brasileira, no jornalismo e nas transmissões esportivas.

De acordo com o gerente-executivo de Rádios da EBC, Thiago Regotto, a ideia é agregar ao calendário comemorativo, produzir conteúdo que se torna o acervo do futuro e gerar engajamento a partir da efeméride.

“Sentimos a necessidade de fazer o mapeamento da memória oral de profissionais que passaram pela rádio ou que tenham contato com temas caros à emissora. Adaptamos o quadro Rádio Memória para o formato de videocast que lançamos 100 dias antes dos 90 anos da Rádio Nacional”, explica

Paixão nacional, futebol marca estreia da série

O primeiro episódio da série de videocast Rádio Memória – 90 anos volta o olhar para o futebol no rádio e destaca como a Rádio Nacional ajudou a popularizar o esporte em todo o país. Para investigar o assunto, Dylan Araújo recebe os radialistas Eraldo Leite e Waldir Luiz, nomes consagrados no jornalismo esportivo que já integraram o time de profissionais da emissora.

O programa destaca o papel pioneiro da Rádio Nacional na consolidação da linguagem esportiva no rádio e na construção de uma cultura brasileira em torno do futebol. A edição relembra de que forma as transmissões esportivas ampliaram o alcance das partidas ao levar emoção a ouvintes de diferentes regiões. Entre narrações históricas e bastidores, o episódio mostra como o rádio transformou o futebol em um espetáculo coletivo, criou ídolos e aproximou o público dos clubes.

O papo também evidencia como a linguagem do futebol foi se atualizando ao longo do tempo – de expressões como “volante” e “ponta de lança” aos termos mais recentes, como “meia armador”, “camisa 10 clássico”, “falso 9”, “linha alta” e “terço final”.

Nos próximos programas, o videocast aborda temas como o samba e o choro. O primeiro assunto pauta o encontro com a cantora e compositora Dorina; o historiador, cantor e compositor Marquinho China e o jornalista, sociólogo e pesquisador Bruno Fillipo. Já o choro embala a conversa com a cantora e compositora Nilze Carvalho e o instrumentista Ronaldo do Bandolim. As entrevistas foram gravadas no Museu do Rádio, na sede da EBC, no Rio de Janeiro.

Serviço
Rádio Memória – 90 anos – estreia – terça-feira, 12/5, às 12h, no programa Revista Rio, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Rádio Memória – 90 anos – estreia – terça-feira, 12/5, às 15h, no programa Tarde Nacional local, na Rádio Nacional nas demais praças da rede
Videocast Rádio Memória – 90 anos – estreia – terça-feira, 12/5, no YouTube da Rádio Nacional

Foto: Fernando Chaves / EBC

Com festa e presença de autoridades, Bandeirantes inaugura estúdio multimídia

A Bandeirantes inaugurou nesta quarta-feira (6), data em que a rádio comemora 89 anos, um estúdio multimídia que marca uma nova fase da emissora. A novidade chega com uma identidade modernizada, destacando o logotipo vermelho, cor histórica do veículo, e o “R” remetendo à palavra “Rede”, em referência à diversificação de formatos.

O evento, realizado na sede do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, foi prestigiado pelo presidente do conglomerado de mídia, João Saad, pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes, pelo ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, por autoridades, executivos e profissionais do mercado publicitário. “Gostaria de cumprimentar todos os colaboradores e parabenizá-los pelo trabalho. A Bandeirantes tem uma longa trajetória e sempre buscou se reinventar para levar tradição às próximas gerações. Nosso maior compromisso é olhar para diversos ângulos, sem viés partidário, procurando atender as demandas da população. Hoje, iniciamos a contagem regressiva para os 90 anos e seguimos com o mesmo propósito e determinação”, disse João Saad em seu discurso.

Ricardo Nunes enalteceu a importância do veículo para o Brasil. “A Bandeirantes nunca deixou de ser crítica, verdadeira e ética. Quando começamos a resolver o problema da Cracolândia, era a rádio que mais nos cobrava legitimamente. Esta é a missão da imprensa livre. No meu sexto ano cuidando dessa cidade, é uma alegria enorme estar aqui. Espero que possamos não só festejar outros aniversários, mas também os avanços do jornalismo coerente, sério e que traz muito orgulho para o país”, declarou o prefeito.

Frederico de Siqueira Filho chamou atenção para a relevância desse instrumento de comunicação. “É uma grande honra poder integrar esse momento inovador do Grupo Bandeirantes. São quase nove décadas de história e profissionalismo na divulgação de conteúdo confiável. O Ministério das Comunicações tem um papel fundamental para fortalecer a radiodifusão no território nacional. A emissora contribuiu para inúmeras transformações no mundo e se consolidou como uma ferramenta extremamente resiliente, e precisamos fomentar isso cada vez mais. O jornalismo correto produzido aqui está sendo visto pelo governo. Queremos apoiar as iniciativas, criando condições para que vocês consigam desempenhar suas funções da melhor maneira possível, pois quem conhece a realidade local e as comunidades são os repórteres que estão na linha de frente”, ressaltou o ministro.

A partir de agora, a assinatura se torna mais adequada ao conteúdo multiplataforma, que já vem sendo explorado há algum tempo. A estrutura conta com dois estúdios completamente reformulados e uma central técnica com novos equipamentos. No espaço principal, são cinco câmeras robóticas em 4K, painéis LED de alta resolução e monitores com tecnologia de ponta, elementos que vão proporcionar ao público mais qualidade nos diferentes meios.

A audiência pode acompanhar a programação em 90.9 FM e 86.3 FM, no aplicativo Bandplay, no site Band.com.br e no canal oficial no YouTube.

Equipe da Bandeirantes na estreia do novo cenário em celebração aos 89 anos da rede.

Crédito: Alexandre Battibugli/Band

Festa do Disco, da Rádio Nacional, celebra álbum de 1969 que marcou reinvenção de Roberto Carlos

Rádio Nacional leva ao ar, nesta quinta-feira (7), mais um episódio do Festa do Disco. A atração celebra, às 22h, o álbum homônimo de 1969 de Roberto Carlos. A apresentadora e jornalista Cibele Tenório recebe o historiador e biógrafo Paulo César de Araújo, maior pesquisador da obra do Rei, para contar as histórias por trás de um dos discos mais importantes da música brasileira.

No álbum de 1969, Roberto Carlos aparece na capa solitário e melancólico sentado na areia de uma praia deserta e foi a partir desse disco que todos os trabalhos subsequentes passaram a levar apenas o nome do cantor. Um gesto simples que dizia muito: a Jovem Guarda havia ficado para trás.

O material apresenta as primeiras canções no estilo romântico que seria consagrado pelo artista na década seguinte, além de uma espécie de reconhecimento perante a MPB, que durante anos criticou duramente o movimento Jovem Guarda. As faixas Não Vou Ficar, de Tim Maia, Sua Estupidez e As Curvas da Estrada de Santos dão prosseguimento à experiência de Roberto Carlos com a soul music e o funk.

O programa destaca ainda a história de Helena dos Santos, ex-empregada doméstica mineira que compôs “Do Outro Lado da Cidade”, e que ao longo de quase vinte anos compôs outras onze músicas gravadas pelo Rei.

Sobre o Festa do Disco

O programa Festa do Disco destaca semanalmente um álbum brasileiro emblemático em entrevistas com artistas, produtores e pesquisadores musicais. Os entrevistados são convidados a revelar bastidores, curiosidades, inspirações, contextos e o processo criativo de cada obra.

Conduzido pela jornalista Cibele Tenório, o bate-papo é intercalado pelas faixas do disco para que o ouvinte conheça também as canções de grandes álbuns da discografia nacional.

Festa do Disco vai ao ar na Rádio Nacional às quintas-feiras, às 22h. É possível também ouvir o programa pelo aplicativo Rádios EBC, disponível para download na Apple Store e Google Play. Além disso, os episódios do programa estão disponíveis no site https://radios.ebc.com.br/festa-do-disco.

Sobre a Rádio Nacional

A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

Serviço

Festa do Disco – Quinta-feira, dia 7/5, às 22h, na Rádio Nacional

Mudança de diretoria tirou Dissonantes do ar na Cultura Brasil

Por Rodney Brocanelli

Comandado por André Barcinski e veiculado pela Rádio Cultura Brasil, em 2025 o programa Dissonantes saiu do ar devido a uma mudança de diretoria. A revelação foi feita pelo próprio apresentador em uma live no YouTube. “Como em toda mudança de diretoria, eles (a nova diretoria) acabam com tudo o que a diretoria anterior fez”, disse Barcinski ao responder o questionamento de um internauta. “Impressionante, era o programa que dava mais audiência no horário da rádio”, afirmou.

Barcinski ainda disse que todos os programas que tinham menos de um ano (ou dois) no ar foram tirados da grade. Ele ainda declarou que houve uma promessa do tipo “depois a gente volta”, o que não aconteceu. “Eu adorava fazer, mas é impressionante como durou pouco tempo”, falou.

O programa Dissonantes marcou o retorno do jornalista André Barcinski ao rádio anos depois de sua experiência como um dos apresentadores do Garagem, que começou na Gazeta FM e marcou época na hoje extinta Brasil 2000 FM.

Este Radioamantes dedicou algumas linhas sobre o programa. Veja abaixo.

Dissonantes: a surpreendente volta de André Barcinski ao rádio – Radioamantes

Os arquivos da atração seguem no ar. Aprovite para escutar antes que a diretoria mude de ideia e mande apagar tudo.

Dissonantes – Rádio

Veja abaixo o trecho em que Barcinski falou sobre o Dissionantes. Aproveite para também ver uma entrevista bem bacana com o músico Miguel Barella sobre o pós-punk.

O #FicaEldorado ganha o palco da premiação APCA

Neste vídeo, Rodney Brocanelli fala sobre a campanha #FicaEldorado, que foi deflagrada no primeiro domingo de maio, com um ato realizado no vão livre do MASP. Além disso, a cerimônia de entrega do prêmios da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) também serviu de palco para o movimento de apoio à Rádio Eldorado, que deve sair do ar em 15 de maio. Haisem Abaki foi receber seu troféu como melhor profissional de rádio em 2025. O reconhecimento veio bem no momento em que o futuro da emissora era incerto. E mais: os problemas da cerimônia em si.

Bandeirantes inaugura estúdio multimídia no dia em que completa 89 anos

A Bandeirantes inaugura nesta quarta-feira (6) um estúdio multimídia que marca uma nova fase da rádio mais tradicional do país, lançada há exatos 89 anos. A novidade chega acompanhada de uma identidade renovada, que traz o logotipo vermelho, cor histórica na trajetória da estação, e o “R” remetendo agora à palavra “Rede”, refletindo a diversificação de formatos.

O evento, realizado na sede do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, terá a presença do presidente do conglomerado de mídia, João Saad, do prefeito da capital, Ricardo Nunes, e do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira.

Com o objetivo de tornar a marca mais adequada ao conteúdo multiplataforma, a estrutura passa a contar com dois estúdios completamente reformulados. No principal, serão cinco câmeras robóticas em 4K, painéis LED de alta resolução e monitores de última geração, elementos que vão proporcionar ao público mais qualidade em todos os meios de comunicação.

Ribeiro Neto deixa Grupo Bandeirantes em Porto Alegre

Por Rodney Brocanelli

Ribeiro Neto deixou o Grupo Bandeirantes, de Porto Alegre. O anúncio oficial aconteceu durante a edição local do Manhã Bandeirantes nesta quinta (30). Desta vez, foi ele mesmo que pediu para sair colocando fim a uma passagem de cinco anos. Em 2018, foi a própria Bandeirantes que encerrou o vínculo, iniciado em 1995. Ribeiro participava da versão de Os Donos da Bola no rádio. O futuro do profissional ainda não é conhecido, mas a se julgar pela mensagem deixada no Instagram, ele deverá se encaixar em algum projeto digital. Façam suas apostas.

Veja abaixo a despedida de Ribeiro Neto.

Guaíba comemora 69 anos com saudações de personalidades da comunicação esportiva

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Guaíba comemorou nesta quinta (30) 69 anos no ar. A efeméride foi amplamente comemorada no ar e o Ganhando o Jogo, principal programa futebolístico da emissora, veiculou mensagens gravadas por grandes personalidades da comunicação esportiva, entre eles Cleber Machado (tudo em casa, uma vez que ele é narrador da TV Record, praticamente do mesmo grupo), Mílton Jung (âncora da CBN, que iniciou sua carreira na emissora porto-alegrense como Milton Júnior) e Oscar Ulisses (narrador titular da CBN).Veja abaixo.

Vip FM poderá ter programação própria a partir 1° de julho

A a programação própria da Vip FM deverá estrear a partir do dia 1° de julho. Até lá, a frequência dos 90,9Mhz será ocupada pela Rádio Bandeirantes, que vai transmitir simultaneamente nos 107.3Mhz de forma provisória. Grupo Bandeirantes foi procurado pelo Radioamantes na última quarta (29), mas ainda não respondeu. A Vip FM também vem sendo sucessivamente acionada por este site. Caso ocorra alguma manifestação de ambos os veículos, será feito o devido registro. E mais: rádios do Paraguai são sintonizadas em São Paulo. Veja os detalhes com Rodney Brocanelli.

Gazeta FM lança concurso cultural de R$ 15 mil para celebrar o Dia das Mães

A Gazeta FM anunciou o lançamento do concurso “Minha Mãe É Nota Mil”, iniciativa que marca as celebrações de Dia das Mães da emissora e distribuirá R$15 mil em prêmios. Ao todo, serão selecionados 15 ganhadores que receberão, individualmente, um cartão de mil reais para uso livre. A ação reforça o posicionamento da rádio em criar conexões reais com sua audiência por meio de incentivos que valorizam a participação ativa do público.

Para concorrer, os ouvintes devem responder de forma criativa por que sua mãe merece o prêmio. O foco da campanha é a valorização de histórias autênticas e significativas, fugindo do formato de sorteio convencional e privilegiando o conteúdo gerado pelo próprio ouvinte. Os resultados serão divulgados ao vivo na programação, permitindo que a audiência acompanhe o desfecho das histórias selecionadas em tempo real.

Em movimento de expansão, a rádio prioriza a modernização do ecossistema de conteúdo, unindo a capilaridade do rádio tradicional ao engajamento interativo para consolidar sua presença no cenário crossmedia. 

Serviço

  • Premiação: 15 cartões de R$1.000,00 (um por ganhador).
  • Como participar: Preenchimento de formulário cultural no site oficial da Gazeta FM.
  • Divulgação dos resultados: De 26 a 30 de abril e de 01 a 10 de maio.
  • Horário: Às 18h, ao vivo na 88.1 FM ou via digital.

Vip FM faz sua primeira manifestação oficial

A Vip FM fez sua primeira manifestação oficial acerca de seu futuro desde que começaram as notícias relacionadas as grandes mudanças do dial na Grande São Paulo. Uma postagem no Instagram reconheceu a importância da parceria com a Radio Bandeirantes desde 1999 informa que uma nova programação está sendo desenhada e novos colaboradores estão chegando. Em paralelo, ouvintes organizam evento no vão livre do Masp, programado para o próximo dia 3 de maio pela Eldorado FM. Saiba mais no vídeo abaixo, com Rodney Brocanelli.

Guilherme Ravache reforça equipe da TMC como comentarista

A TMC (Transamérica Media Company) anuncia Guilherme Ravache, consultor e analista de negócios, como novo comentarista do TMC 360, com entradas ao vivo de segunda a sexta-feira, a partir de 27 de abril. A contratação está alinhada ao compromisso da multiplataforma de oferecer conteúdo analítico, com uma linguagem fácil de entender, que ajude a audiência a entender como movimentos globais impactam no dia a dia das pessoas.


“Tecnologia, economia e geopolítica não são temas tão distantes de nosso cotidiano como podem parecer, são forças que definem o preço do que a gente compra no mercado, a estabilidade do emprego e até as oportunidades que se abrem ou se fecham para os nossos filhos. A ideia é, explicar de forma clara e direta, como notícias que vemos a todo momento, a exemplo de novos modelos de IA, disputas comerciais entre potências ou o desenvolvimento de novas tecnologias mudam a sociedade”, conta Ravache, que acumula passagens por Folha de S. Paulo, Revista Época e Editora Caras, além de ter atuado no mercado corporativo.
 

Segundo Augusto Dolenga Neto, diretor de Conteúdo da TMC, esse é mais um movimento estratégico para trazer dinamismo à cobertura jornalística das principais notícias do Brasil e do Mundo. “Nosso papel não é só dar a notícia. É explicar o que ela muda na vida das pessoas. O Ravache chega para fazer exatamente isso.”

TMC 360 é um jornalístico matutino que combina notícias de última hora, análises aprofundadas, debates e prestação de serviço. Sua cobertura abrangente, inclui política, economia, saúde, finanças, estilo de vida, cultura e mobilidade urbana e prestação de serviços. Comentaristas experts em finanças pessoais, saúde, bem-estar, estilo de vida, negócios, arte e cultura compõem o time da TMC, traduzindo as notícias em informações relevantes. Vai ao ar de segunda a sexta, das 7h às 10h e sábado, das 7h às 9h.

De quem será que o Datena estava falando?

Por Rodney Brocanelli

Na edição da última sexa (24) do Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, o apresentador José Luiz Datena fez uma citação enigmática a uma das emissoras de rádio em que trabalhou, a Rádio Bradesco Esportes, mantida pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação entre 2012 e 2017. Respondendo a uma mensagem do ex-colega Fernando Camargo (hoje narrador da Ge TV), Datena fez uma ironia: “eu trabalhei (com ele) numa rádio que eu fechei…que eu fui o último a falar”. Agostinho Texeira, co apresentador do programa emendou: “não foi sua culpa que fechou” Em seguida o astro da Nacional completou: “Claro que não. Foi por culpa daquele mesmo cara de sempre”. De quem será que ele estava falando? Veja abaixo.

Eldorado, a rádio de cinco vidas

Estúdio da Rádio Eldorado, em São Paulo

Por Marcos Lauro

O mercado do rádio foi pego de surpresa nessa quinta-feira (23/4) com a notícia do encerramento das operações da Rádio Eldorado, uma das marcas mais tradicionais do dial paulistano. Criada em 1958 no AM, ganhou sua versão FM em 1973 e também foi gravadora, estúdio (o mais moderno da América Latina, à sua época), distribuidora de discos e tantos outros braços e projetos que fizeram história.

Mas, na verdade, o mercado não foi pego tão de surpresa assim. É histórico o problema na administração da emissora e o sucateamento que a rádio vinha sofrendo dentro do Grupo Estado. Executivos que nem sabem o que é rádio tinham poder e tomavam decisões atrapalhadas. E os que sabiam o que é rádio, viviam num jogo duplo trabalhando com arrendamento e venda de frequências. Muitas vezes esse descaso foi reproduzido no ar, com coordenadores artísticos preguiçosos e que tinham objetivos pouco gloriosos – um deles passava o dia editando músicas, ele mesmo, para que elas não tivessem mais de três minutos. Clássicos foram mutilados nesse triste período.

Tirando esses percalços do dia a dia, foram pelo menos cinco atentados à marca Eldorado nesses 68 anos de história – o que só mostra a força do que foi construído. Existiram outros “crimes” contra a Eldorado, mas esses foram os mais graves:

  • Saída de João Lara Mesquita – em 2003, o Conselho do Grupo Estado decidiu que toda a família Mesquita teria de ser retirada dos cargos de direção. Com isso, João Lara, que formatou a Eldorado como conhecemos – tirou a rádio da música clássica e colocou no universo pop/adulto contemporâneo – foi afastado da emissora sem que nenhuma diretriz fosse dada para quem continuou. Com cada um pensando uma Eldorado diferente, seguiu-se uma série de desencontros e a rádio sofreu uma queda de qualidade considerável. Tenho dezenas de críticas a esse modelo de rádio patriarcal e familiar, assim como a gestão de João Lara também não foi perfeita (com direito a processos trabalhistas e outros enroscos), mas, na Eldorado, funcionou. Só falamos da Eldorado até hoje por causa desse período;
  • Mudança da Aclimação para a sede do Grupo Estado – nos estúdios da rua Pires da Mota, a rádio Eldorado vivia seu próprio universo, com autonomia, quase que como uma rádio independente – uma continuação do clima dos estúdios anteriores, na Major Quedinho. A ida da Eldorado para a sede do Grupo Estado, no Bairro do Limão, mergulhou a rádio na confusão burocrática que é o Estadão. Afetou o dia a dia com problemas que iam do transporte nas viaturas do grupo para a realização de pautas externas até o próprio acesso ao estúdio – foram incontáveis os casos de convidados “barrados” na fria portaria da Celestino Bourroul, que tinham que ser resgatados por alguém da equipe;
  • Criação da Rádio Estadão ESPN e mudança da Eldorado para os 107,3 Mhz – em março de 2011, um dos golpes mais duros na história da Eldorado com sua mudança de frequência para dar lugar ao projeto da Rádio Estadão ESPN. Ouvintes ficaram perdidos e muitos desistiram de encontrar a rádio novamente no dial. Foram muitos os relatos de gente que, cinco, seis, até sete anos depois da mudança, ainda não sabiam que a Eldorado existia numa frequência diferente;
  • Arrendamento dos 92,9 Mhz e posterior venda – se ainda existia alguma esperança de que o Grupo Estado se importava com a marca Eldorado, em março de 2017 veio a certeza: não. Com a cessão dos 92,9 Mhz para uma igreja (clichê!), morriam as chances de reviver a marca com a potência e o alcance que ela sempre teve, impossibilitando a volta da emissora para a frequência original;
  • Mudança dos 107,3 Mhz para uma frequência do FM estendido e posterior desistência – desde o fim de 2025, uma consulta pública no site da ANATEL avisava sobre o interesse da Rádio Bandeirantes em trocar de lugar no dial com a Fundação Brasil 2000, dona da concessão dos 107,3 Mhz. A Band ficaria com a frequência, enquanto a Fundação e, consequentemente, a Eldorado, iriam para 86,3 Mhz, uma frequência do FM estendido e que pouca gente tem nos aparelhos, que costumam começar o dial perto de 88 Mhz. A consulta pública se tornou realidade, mas o Grupo Estado e a Fundação Brasil 2000 preferiram encerrar a parceria de ocupação da frequência e, com isso, assinar o fim da rádio Eldorado no dial de São Paulo.

Após a quinta morte, o Grupo Estado ainda cogita manter algumas marcas da Eldorado como projetos especiais. Infelizmente, parece ser apenas um consolo para ouvintes e profissionais, como todas as grandes empresas fazem quando anunciam o fechamento de algo com um legado tão grande – vimos isso na Abril, quando algumas marcar permaneceram no ar por pouco tempo e logo caíram.

O fim da Eldorado não é pelo cenário pós-pandemia ou pelo crescimento do streaming, como o grupo tentou dizer. O fim da Eldorado é resultado de incompetência e desinteresse, apenas isso. Assim como na fundação de uma rádio, os nomes dos responsáveis são citados e gravados para história, os nomes dos executivos do Grupo Estado tinham que ser gravados para a posteridade nesse fim de emissora.