Rodney Brocanelli relembra aspectos da carreira de Claudio Carsughi, morto neste dia 10 de setembro de 2026. Trabalhou em rádios como a Panamericana (depois, Jovem Pan), Bandeirantes e Nacional. Também escreveu para diversas publicações do Brasil e da Itália. Clique e veja.
Na semana em que a Rádio Nacional faz 90 anos, programas da emissora vão abrir espaço para reviver momentos marcantes de suas trajetórias. De 7 a 11 de setembro, as atrações apresentam edições especiais com memórias, entrevistas, quadros e registros que reforçam a conexão histórica e afetiva com o público brasileiro. O veículo também prepara uma programação especial em rede, específica para o sábado (12), dia do aniversário. A Rádio Nacional nasceu em 12 de setembro de 1936 e hoje integra o conglomerado de mídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
As edições temáticas com os melhores momentos serão pauta dos seguintes programas durante a semana:
Rádio Nacional de Brasília AM 980Khz
Tarde Nacional Brasília, de segunda a sexta-feira, às 15h.
Madrugada Nacional, de segunda a sexta-feira, à 0h.
É Tudo Brasil, de segunda a sexta-feira, às 17h.
Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz
Espaço Arte, de segunda a sexta-feira, às 15h.
Rádio Nacional da Amazônia OC 11.780KHz | AM 6.180KHz
Ponto de Encontro, de segunda a domingo, das 10h às 12h.
Mosaico, de segunda a sexta-feira, às 12h30.
Nacional Jovem, de segunda a sexta-feira, às 13h30.
Tarde Nacional Amazônia, de segunda a sexta-feira, às 15h.
É Tudo Brasil, de segunda a sexta-feira, às 17h.
Rádio Nacional do Rio de Janeiro FM 87,1 MHz | AM 1130 kHz
Revista Rio, de segunda a sexta-feira, às 13h.
Tarde Nacional Rio, de segunda a sexta-feira, às 15h.
É Tudo Brasil, de segunda a sexta-feira, às 17h.
Rádio Nacional de São Paulo FM 87,1 MHz
Tarde Nacional SP, de segunda a sexta-feira, às 15h.
É Tudo Brasil, de segunda a sexta-feira, às 17h.
Rádio Nacional do Alto Solimões FM 96,1 MHz
Alô Fronteira, de segunda a sexta-feira, às 8h, no horário de Tabatinga (AM).
Tarde Cabocla, de segunda a sexta-feira, às 13h, no horário de Tabatinga (AM).
Desde o ano passado, a EBC realiza ações para celebrar as nove décadas da Rádio Nacional. Em 2026, a emissora estreou o documentário especial 90 anos em 90 histórias, com episódios diários em contagem regressiva até o aniversário. A iniciativa resgata a trajetória da rádio a partir de entrevistas com personagens que ajudaram a construir sua relevância e de acervos raros, muitos deles pouco conhecidos pelo público. Acesse aqui e confira.
A Rádio Nacional se consolidou ao longo dos anos como uma das principais referências da comunicação brasileira. Em suas nove décadas de existência, a emissora acompanhou transformações culturais, políticas e sociais do país, com programação marcada por jornalismo, prestação de serviço, música, dramaturgia, esporte, cultura e forte vínculo com os ouvintes.
Saiba como sintonizar a Rádio Nacional Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz São Paulo: FM 87,1 MHz Recife: FM 87,1 MHz São Luís: FM 93,7 MHz Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC Alto Solimões: FM 96,1 MHz Celular – App Rádios EBC para Android e iOS
Para celebrar as quatro décadas do programa Revista Brasil, produção diária apresentada pela Rádio Nacional, de segunda a sexta, entre 10h e 12h, a emissora pública transmite uma edição especial nesta quinta (6), diretamente do Museu da Rádio Nacional que fica no corredor central da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, com transmissão simultânea pelo canal da emissora no Youtube.
Sob o comando de Valter Lima e Miguelzinho Martins, o programa temático resgata áudios históricos preservados no acervo da Rádio Nacional. Os arquivos sonoros ajudam a traçar um panorama sobre a relevância do Revista Brasil no cenário do radiojornalismo nacional e da comunicação pública no país.
“Desde a sua concepção inicial, a atração se caracterizou por levar ao ar as informações mais importantes do momento com a participação de âncoras e repórteres de várias regiões do país”, afirma Mario Sartorello, coordenador de produção e programação da Rádio Nacional de Brasília.
De acordo com Sartorello, o Revista Brasil contribuiu para que a emissora se firmasse como um importante veículo jornalístico na apuração e divulgação de notícias locais e nacionais. “A realização de entrevistas diárias com assuntos de interesse público é outra marca do programa e que reforça o seu caráter informativo e de prestação de serviços”, completa.
Criado como Revista Nacional em 6 de agosto de 1986, o programa diário mudou de nome em 1998 e passou a ser chamado de Revista Brasil, sempre com o mesmo propósito e sob a apresentação do jornalista Valter Lima. Com entrevistas e reportagens, o conteúdo da revista jornalística no ar há 40 anos deixa o cidadão informado sobre os acontecimentos mais relevantes do dia no país e no mundo.
O especial reúne diversos profissionais de várias áreas e época diferentes que fizeram parte da trajetória e ajudaram a consolidar a importância do Revista Brasil no âmbito do radiojornalismo brasileiro. O bate-papo reúne nomes de destaque como Álvaro Bufarah, Irineu Tamanini e Carlos Zarur, além de fazer uma homenagem especial à jornalista Andrhea Tavares que também ancorou om programa até 2020, quando veio a falecer.
Álvaro Bufarah foi repórter em São Paulo e ancorava o programa da capital paulista. Já Irineu Tamanini, repórter que cobria o Palácio do Planalto, sugeriu a criação de um programa jornalístico e de prestação de serviços que veio a se concretizar no Revista Nacional. Carlos Zarur, por sua vez, era repórter, Diretor de Jornalismo e Presidente da Radiobrás no final dos anos 1980 e um dos idealizadores do programa. Foi ele quem contratou o jornalista Valter Lima assumir a ancoragem da produção diária.
Também participam dessa edição especial do Revista Brasil diversos convidados especiais com passagem pela equipe da Rádio Nacional como operadores de áudio, produtores e jornalistas. Esses profissionais colaboraram na construção do formato ao longo dessas quatro décadas de história na emissora pública.
Serviço
Revista Brasil – Especial 40 anos – quinta-feira, 6/8, às 10h, na Rádio Nacional de Brasília AM
Brasília (DF) 26/03/2026 – Radilistas Miguelzinho Martins e Walter Lima nos estudios da Radio Nacional AM Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Em um momento em que a inteligência artificial generativa transforma a forma como a música é criada, produzida e distribuída, e em que milhares de novas obras, muitas delas sintetizadas por algoritmos, chegam ao mercado todos os dias, nasce o “Elas no Som” para valorizar aquilo que nenhuma tecnologia é capaz de reproduzir: a trajetória humana por trás da criação. Mais do que conhecer uma música, o programa quer conhecer a autora, sua história, seu processo criativo e tudo aquilo que deu origem à obra, porque, quando se conhece quem cria, a música ganha novos significados e a conexão com ela se torna mais profunda.
Idealizado e apresentado por Bia Ambrogi, presidente da Apro+Som (Associação Brasileira das Produtoras de Som), o “Elas no Som” estreou como um dos primeiros programas da grade da MyNews VIP FM 90,9, nova emissora que une jornalismo independente, streaming e rádio em uma só plataforma. A rádio nasce da fusão entre o canal MyNews, fundado pela jornalista Mara Luquet, e a Rádio VIP. Com o programa, Ambrogi propõe um olhar sobre as múltiplas trajetórias das mulheres que movimentam o mercado da música e do áudio.
Mais do que entrevistas com artistas, o programa também abre espaço para compreender como mulheres constroem suas carreiras na música, conciliando múltiplos papéis, enfrentando barreiras históricas e reinventando caminhos para conquistar seu lugar na economia criativa. A proposta é reunir vozes que vão da composição à produção musical, passando por produtoras executivas, mixadoras, engenheiras de áudio, técnicas, empreendedoras e gestoras do setor.
A estreia contou com a participação da cantora, compositora e produtora Fernanda Porto, inaugurando uma série de conversas que pretendem conectar experiências individuais a debates estruturais sobre o mercado e o futuro da criação.
“O protagonismo feminino na música vai muito além do palco. Queremos discutir carreira, processos criativos e os desafios de quem constrói essa indústria todos os dias. É um espaço para mostrar que existem mulheres ocupando diferentes posições e para inspirar outras profissionais a enxergarem que esse mercado também pertence a elas”, afirma Bia Ambrogi.
A iniciativa também reforça uma agenda que a Apro+Som vem desenvolvendo nos últimos anos. A associação atua na articulação do Projeto de Lei 1776/2025, o “Pague em 15”, que busca reduzir os prazos de pagamento para contratos do setor criativo, e acompanha de perto a tramitação do PL 2338/2023, que trata da regulação da inteligência artificial no país, pauta que reúne mais de 50 entidades das áreas criativa e audiovisual em torno da defesa de um marco regulatório que proteja direitos autorais. Paralelamente, a Apro+Som tem ampliado discussões sobre diversidade, representatividade e valorização das profissionais do setor, promovendo ações que incentivam uma indústria mais plural e sustentável.
O “Elas no Som” surge como uma extensão desse trabalho: um espaço contínuo para dar visibilidade às mulheres que ajudam a construir a música e o audiovisual brasileiros. Com novos episódios, o programa seguirá recebendo convidadas de diferentes áreas da cadeia do áudio, fortalecendo o diálogo entre gerações e experiências e contribuindo para ampliar o reconhecimento do protagonismo feminino em um segmento que ainda é majoritariamente masculino.
Neste vídeo, Rodney Brocanelli analisa os primeiros dias de cobertura da Copa do Mundo pelas emissoras de rádio brasileiras e ainda fez uma observação sobre a televisão.
Entre os destaques, Brocanelli ressaltou que a Rádio Bandeirantes reforçou sua equipe para o Mundial com profissionais da praça de Porto Alegre. Já a BandNews FM contou com jornalistas de Fortaleza para a transmissão de algumas partidas.
Na distribuição de conteúdo dentro do grupo, a Band FM retransmitiu o sinal da Rádio Bandeirantes durante o confronto entre Brasil e Marrocos. A Nativa FM, por sua vez, veiculou a transmissão da BandNews FM, repetindo a estratégia adotada durante a Copa do Mundo do Catar, em 2022.
Outro ponto destacado foi a atuação da Rádio Z FM, definida como “a verdadeira rádio do esporte”. Além da cobertura da Copa do Mundo, a emissora também transmitiu o torneio de Roland Garros e as finais da NBA.
Não foi esquecida a transmissão alternativa realizada pela Rádio Guaíba, baseada nos comentários de seus profissionais durante as principais partidas da competição. Um esquema que foi usado pela Rádio Jovem Pan em 2002 e fez escola
O vídeo ainda levanta uma curiosidade envolvendo dois dos mais conhecidos narradores esportivos do país: Oscar Ulisses e Nilson Cesar. Até o momento, nenhum dos dois tem em seu currículo a narração de um título mundial da Seleção Brasileira, o que mantém a expectativa para as próximas edições do torneio.
Já no trecho dedicado à televisão, por volta dos 19 minutos e 13 segundos do vídeo, Brocanelli criticou a Band por informar que a Copa do Mundo de 1986 teria sido o primeiro Mundial transmitido pela emissora. Segundo ele, a afirmação desconsidera a cobertura realizada pela rede na Copa de 1978.
Rodney Brocanelli volta a falar sobre o fim da Eldorado destacando algumas coisas:
-André Gois lança site A Hora da Vitrola e manifesta estranhamento com o pedido de socorro da Eldorado em forma de comunicado lido em seu último dia no ar. -E por falar em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo explicou como foi a homologação trabalhista dos funcionários da Eldorado. -Dica: o mini webdoc de Felipe Tellis mostrando os últimos dias da emissora. -Enquanto uma Eldorado sai do ar, outra (a de Criciúma) comemora 80 anos de existência.
Morreu neste sábado (16) o narrador esportivo Milton Naves, um dos nomes históricos do futebol na Rádio Itatiaia, A causa da morte não foi divulgada até o momento da publicação deste texto. O velório acontece ainda hoje, entre 15h e 19h no Funeral House, na Avenida Afonso Pena, nº 2.158, em Belo Horizonte. Depois, seu corpo será cremado. Ele tinha 67 anos.
Naves nasceu em Ilicínea, mas logo depois mudou-se para Alfenas. Foi nesta cidade em que ele começou sua carreira, trabalhando na Rádio Cultura. Transferiu-se para a capital mineira, assumindo uma vaga na Rádio Cultura. Em 1980, ingressou na Itatiaia, onde trabalhou na Rádio Itatiaia. Nesta emissora, destacou-se pela apresentação de programas e cobertura de Copas do Mundo (só não esteve na cobertura do mundial do México, em 1986). Deixou a emissora em 2022.
Ouça abaixo sua narração para Brasil 2 x 0 México, partida válida pela Copa de 2018.
Da mesma Copa, Brasil 2 x 0 Costa Rica.
E ainda a desclassificação brasileira com a derrota para os belgas pelo placar de 2 a 1.
Ouça Brasil 3 x 1 Croácia, partida válida pela Copa do Mundo de 2014
Brasil x Chile, partida emocionante da Copa de 2014.
Um comunicado lido por Emanuel Bonfim por volta das 17h do dia 14 de maio marcou uma mudança de discurso do Grupo Estado em relação a um de seus ativos, a Rádio Eldorado. O texto explica que a emissora vai encerrar as suas atividades porque o atual dono da frequência dos 107,3Mhz, a Fundação Gamaro, decidiu encerrar uma parceria de 15 anos e fazer um acordo com outro grupo. A Bandeirantes não foi citada.
Em seguida, ele fez um breve histórico informando que a emissora não ficou parada e houve a busca de parceiros para a continuidade da Eldorado. No entanto, os valores praticados no mercado inviabilizaram por ora a continuidade das operações.
Segue a nota: “Evidentemente que o Grupo Estado não gostaria de encerrar as operações da Eldorado. O grupo tem plena consciência do valor da Eldorado para a comunicação, para a cultura, para a arte e para a democracia do país. Por isso, transmito aqui um recado muito importante ainda mais para você, melhor ouvinte que faz parte de uma comunidade tão forte e tão qualificada, que demonstrou nessas últimas amor absoluto pela Eldorado. Não queremos encerrar essa história aqui. Ela pode continuar”.
A partir daqui, o texto ganha um tom de um pedido de socorro ao mercado publicitário: “O Grupo Estado está em busca de marcas e parceiros que, juntos com a Eldorado, queiram fazer um investimento que permita essa tão sonhada migração de dial. Você pode então fazer parte dessa história e manter a Eldorado viva(…) Marcas, empresas e agências interessadas é só nos procurar. Podemos construir algo muito forte juntos e amparar milhares de ouvintes e agora ficam orfãos aqui da programação da Rádio Eldorado”.
O comunicado encerra dessa forma: “O Grupo Estado espera que hoje seja apenas um até logo porque a Eldorado vive”.
Obviamente, o teor é bem diferente do primeiro comunicado divulgado no dia 23 de abril em que o Grupo Estado culpa joga a culpa do encerramento da emissora no “crescimento acelerado das plataformas de streaming musical e a transformação no uso dos meios lineares”.
O Fim de Tarde, revista eletrônica da Eldorado FM, se despediu hoje de seus ouvintes. A última edição foi dedicada aos colunistas que estão ou já passaram pela atração. Eles tiveram a oportunidade de dividir experiências com os ouvintes.
Essa edição derradeira se justifica porque o dia de amanhã, 14 de maio, o derradeiro da emissora, está reservado para a programação musical, com As 100 mais da Eldorado, que vai das 13h às 20h. com locução ao vivo.
No encerramento Leandro Cacossi, um dos apresentadores ficou emocionado ao fazer um agradecimento a Emanuel Bonfim, que também é o diretor artístico da Eldorado. “O Fim de Tarde é uma virada na minha vida (…) carreguei esse programa como um filho nas últimas, todas 1898 edições com essa e…brigado. Não consigo falar mais nada”, disse. Ouça abaixo.
O Radioamantes Entrevista, novo projeto digital do Radioamantes e do canal Feras do Rádio no Youtube, estreia trazendo a palavra do jornalista Marcus Aurélio de Carvalho. Homem de rádio com passagens por Roquette Pinto, Tupi, CBN, Globo e MEC, hoje ele é gestor de comunicação da ONCB (Organização Nacional dos Cegos do Brasil). A organização tem como objetivo os direitos das pessoas cegas e com baixa visão e existe desde 2008 e atualmente tem uma parceria com a Uninove, dentro de um projeto de responsabilidade social.
Braço radiofônico da ONCB, a Rádio ONCB, cuidada por ele, conquistou o prêmio de rádio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na subcategoria Grande Prêmio da Crítica em 2025. Segundo Marcus, foi um prêmio que “lavou a alma de toda a equipe de comunicação”, formada por 11 pessoas cegas e 4 com baixa visão. O jornalista fez questão de destacar a competência de sua equipe e lamenta o fato de não terem mais espaço no mundo corporativo: “gente talentosa que é desperdiçada pelo mercado de trabalho”, disse.
A Rádio ONCB já havia sido finalista do mesmo Prêmio APCA em 2020, e só agora que conseguiu conquistar o troféu.
A programação totalmente voltada para pessoas cegas e com baixa visão, tem uma programação musical de bom gosto. O jornalismo se faz presente em duas ocasiões: no Redação ONCB, que traz informações sobre acessibilidade e inclusão e o ONCB Informa, com o noticiário geral.
Outro programa, com alcance mais geral, é o De Olho na Inclusão, que pode ser acompanhado pelo YouTube (clique aqui para assistir uma das edições mais recentes).
Outra característica marcantes da emissora são os shows com audiodescrição. Durante a pandemia, a Rádio ONCB fez parcerias com alguns artistas que se apresentaram naquele período em vídeo, sem a presença de público e respeitando os cuidados sanitários da época. Além das músicas, o público da emissora teve como saber como os artistas estavam vestidos, como foi a movimetação de palco, entre outros aspectos, graças a narração de profissionais preparados para isso.
Alguns exemplos de shows foram os de Marília Mendonça, Bruno e Marrone, Paralamas do Sucesso e o que reuniu Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevendo. Não houve custos adicionais para os dois lados: os dos respectivos produtores e o da ONCB. Durante a conversa, o jornalista informou que essa foi a primeira iniciativa do gênero no mundo, documentada a partir de um trabalho acadêmico assinado por Ana Júlia Perotti.
Um dos projetos futuros da emissora é apresentar um passeio pelos pontos turísticos de São Paulo com audiodescrição. Reuniões estão programadas para definir se esse evento será ao vivo ou gravado para ser veiculado em drops durante a programação.
Durante a conversa, o jornalista informou que essa foi a primeira iniciativa do gênero no mundo
Carioca radicado em São Paulo há vários anos, Marcus diz que São Paulo é uma cidade referência no que diz respeito á acessibilidade. Ainda há muito a se avançar em alguns aspectos, em especial a empregabilidade. “São Paulo tem um longo caminho pela frente, mas o longo caminho das outras cidades ainda é bem mais longo”, disse.
A entrega do APCA
Marcus falou sua participação na cerimônia de entrega dos prêmios, realizada em 4 de maio último no palco do Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo. Disse ter levado numa boa a participação dos personagens interativos, interpretados por Bárbara Salomé e Daniel Warren, que estavam no palco não apenas para entregar os troféus, mas, com suas intervenções, avisar de forma discreta que os discursos estavam se estendendo.
Durante a entrevista ao Radioamantes, o jornalista revelou que não costuma ler papel e que sempre fala de improviso. Como aquela era uma ocasião institucional, ele fez um texto previamente combinado com Beto Pereira, o presidente da ONCB. Eram duas laudas, com letras grandes, adaptação necessária para quem tem baixa visão, como é o caso de Marcus.
No entanto, um problema inesperado fez com que o papel fosse deixado de lado: a luz dos refletores gerou um clarão no papel onde o texto estava impresso. Não houve outro jeito a não ser improvisar.
Tirando essas dificuldades. Marcus esteve bastante a vontade na cerimônia. Reviu colegas, como Haisem Abaki, com quem quase trabalhou na Rádio Globo. Só não houve acerto porque não havia uma janela na programação da época para um perfil mais jornalístico, onde Haisem poderia se encaixar. Além disso, Marcus também reencontrou profissionais com quem trabalhou na EBC que subiram ao palco para devido a conquista do troféu pelo programa Tarde Nacional, da Rádio Nacional, de São Paulo.
Além disso, sua esposa, Luciana, gerente de parcerias e novos negócios do Theatro Muncipal (SP) também esteve na premiação. Ela subiu ao palco para receber o troféu como melhor ópera, por uma adaptação de Porgy and Bess. Uma noite de pura alegria.
E a entrevista promete ainda uma segunda parte para falar muito mais de rádio e da passagem de Marcus Aurélio pela Rádio Globo. Aguardem.
Comandado por André Barcinski e veiculado pela Rádio Cultura Brasil, em 2025 o programa Dissonantes saiu do ar devido a uma mudança de diretoria. A revelação foi feita pelo próprio apresentador em uma live no YouTube. “Como em toda mudança de diretoria, eles (a nova diretoria) acabam com tudo o que a diretoria anterior fez”, disse Barcinski ao responder o questionamento de um internauta. “Impressionante, era o programa que dava mais audiência no horário da rádio”, afirmou.
Barcinski ainda disse que todos os programas que tinham menos de um ano (ou dois) no ar foram tirados da grade. Ele ainda declarou que houve uma promessa do tipo “depois a gente volta”, o que não aconteceu. “Eu adorava fazer, mas é impressionante como durou pouco tempo”, falou.
O programa Dissonantes marcou o retorno do jornalista André Barcinski ao rádio anos depois de sua experiência como um dos apresentadores do Garagem, que começou na Gazeta FM e marcou época na hoje extinta Brasil 2000 FM.
Este Radioamantes dedicou algumas linhas sobre o programa. Veja abaixo.
Veja abaixo o trecho em que Barcinski falou sobre o Dissionantes. Aproveite para também ver uma entrevista bem bacana com o músico Miguel Barella sobre o pós-punk.
Ribeiro Neto deixou o Grupo Bandeirantes, de Porto Alegre. O anúncio oficial aconteceu durante a edição local do Manhã Bandeirantes nesta quinta (30). Desta vez, foi ele mesmo que pediu para sair colocando fim a uma passagem de cinco anos. Em 2018, foi a própria Bandeirantes que encerrou o vínculo, iniciado em 1995. Ribeiro participava da versão de Os Donos da Bola no rádio. O futuro do profissional ainda não é conhecido, mas a se julgar pela mensagem deixada no Instagram, ele deverá se encaixar em algum projeto digital. Façam suas apostas.
A Rádio Guaíba comemorou nesta quinta (30) 69 anos no ar. A efeméride foi amplamente comemorada no ar e o Ganhando o Jogo, principal programa futebolístico da emissora, veiculou mensagens gravadas por grandes personalidades da comunicação esportiva, entre eles Cleber Machado (tudo em casa, uma vez que ele é narrador da TV Record, praticamente do mesmo grupo), Mílton Jung (âncora da CBN, que iniciou sua carreira na emissora porto-alegrense como Milton Júnior) e Oscar Ulisses (narrador titular da CBN).Veja abaixo.
A Vip FM fez sua primeira manifestação oficial acerca de seu futuro desde que começaram as notícias relacionadas as grandes mudanças do dial na Grande São Paulo. Uma postagem no Instagram reconheceu a importância da parceria com a Radio Bandeirantes desde 1999 informa que uma nova programação está sendo desenhada e novos colaboradores estão chegando. Em paralelo, ouvintes organizam evento no vão livre do Masp, programado para o próximo dia 3 de maio pela Eldorado FM. Saiba mais no vídeo abaixo, com Rodney Brocanelli.
A Rádio Eldorado ocupa, há décadas, um lugar singular na vida cultural de São Paulo. Referência em curadoria musical, jornalismo e programação de qualidade, tornou-se um patrimônio afetivo e intelectual de gerações de ouvintes, contribuindo de forma decisiva para a formação de repertório, a difusão de artistas e o fortalecimento da cena cultural da cidade.
Nos últimos anos, sobretudo após a pandemia, entretanto, observamos mudanças profundas nos hábitos de consumo de áudio. O crescimento acelerado das plataformas de streaming musical e a transformação no uso dos meios lineares têm impactado de forma estrutural o papel das rádios FM tradicionais.
Atento a essas tendências, o Estadão vem revendo sua estratégia no segmento de áudio. Em função do término da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM, a operação de radiodifusão da Eldorado será encerrada no próximo dia 15 de maio.
Essa decisão se insere em um movimento mais amplo de reposicionamento estratégico do Estadão, que vem ampliando de forma consistente sua presença digital. Nos últimos dois anos, a companhia intensificou sua produção audiovisual, por exemplo, com a contratação de 14 colunistas com atuação multiplataforma, responsáveis por conteúdos em texto e vídeo. Esse esforço permitiu expandir de maneira significativa a presença do Estadão em suas plataformas próprias — site e aplicativo —, bem como em redes sociais e canais de vídeo.
A aquisição da NZN, em outubro de 2025, reforçou essa trajetória. Os ativos digitais do TecMundo ampliaram a capacidade de distribuição e produção audiovisual, enquanto a sede da empresa foi convertida em um hub de criação na região de Higienópolis — a “Blue House” — dedicado ao desenvolvimento de novos formatos e linguagens.
O encerramento da operação de radiodifusão da Eldorado não representa o fim de sua marca. A Eldorado seguirá presente em projetos especiais e eventos, preservando seu papel como referência cultural. Alguns de seus principais programas, incluindo iniciativas como Som a Pino e Clube do Livro, serão redesenhados e adaptados para novos formatos, com ênfase em vídeo e distribuição digital. Esta transição permitirá ao Estadão oferecer aos seus parceiros comerciais formatos mais segmentados, mensuráveis e aderentes aos novos hábitos de consumo de conteúdo.
O Estadão expressa seu profundo reconhecimento a todos os profissionais que construíram a história da Rádio Eldorado, bem como aos ouvintes que, ao longo dos anos, fizeram dela um espaço de encontro, descoberta e valorização da música de qualidade.