Por Rodney Brocanelli
O Corinthians, time para o qual torce o jornalista Marco Antonio Ribeiro, do programa Rádio Base Urgente, da Rádio USP, completa 101 anos hoje. E para lembrar a data, nada melhor que um registro espetacular de rádio: uma edição comemorativa do Show de Rádio, na Bandeirantes, apresentado por Estevam Sangirardi, em comemoração ao título paulista de 1982. O áudio tem a participação do Escrete do Rádio, comandado por Fiori Gigliotti. Ótima chance também para relembrar personagens clássicos como Didu Morumbi e Joca. Ouça nos players abaixo.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Bons tempos em que você ligava o rádio para ouvir uma partida de futebol porque tinha gosto de “ver” seu time jogar. Não tinha toda essa parafernália “midiática” e “marqueteira” que dão a impressão de que o ludopédio é um esporte inserido na modernidade. Balela. O que se ouve são mais e mais casos de corrupção e falcatruas no futebol, como se fora uma instância da política, com “p” minúsculo, que infelizmente vemos por aí.
Felizmente, os torcedores são mais nobres do que essa patuleia que pulula dentro e fora dos campos, com a complacência do governo e, pasmem, de boa parte da chamada “imprensa esportiva”, seja no rádio, seja na tv, seja nas revistas e nos jornais, seja na internet.
Só não desanimei de ainda dar uma olhadela no nosso esporte bretão porque começam a surgir movimentos populares como o movimento #caiforaricardoteixeira, no twitter, pela valorização e o fim da corrupção no futebol. Eles são a expressão de torcedores comuns, quiçá, os seus verdadeiros amantes, que não se conformam com o estado de coisas, apesar de, repito e friso aqui, alguns setores do jornalismo esportivo fingirem que está tudo bem dando destaque a aspectos menos importantes no momento, dado à gravidade da situação. Mas cada qual com o seu cada qual. Tento muito modestamente fazer a minha parte enquanto cidadão e, claro, enquanto torcedor também.
Mas esse vídeo aqui postado é uma boa lembrança de priscas eras em que torcer pelos times de futebol – ainda que pelo radinho de pilha – era uma diversão saudável. Você podia ir aos estádios com a família toda, não corria o risco de comprar ingresso falso ou na mão de cambistas, não corria o risco de apanhar da torcida uniformizada adversária, podia tirar o sarro de seu vizinho torcedor de outro clube, podia até aplaudir a atuação de algum atleta que jogasse em outra agremiação sem medo de ser xingado de “vira-casaca”. Também poda ir a um estádio de futebol, ou mesmo assistir a um jogo no campo da várzea perto de casa, era uma diversão e tanto no fim de semana.
Vejo muitos colegas de emissora que, semana após semana, reclamam das incongruências que às vezes presenciam durante uma cobertura de um jogo. Reclamam, mas não largam o osso. E talvez sejam deles a nobre missão de animar a mim e a outros apreciadores do nosso esporte maior, com o intuito de brigar para mudar este estado de coisas.
O jornalismo voltado ao futebol, na minha humilde opinião, é muito mais do que mostrar jogadas bonitas ou engraçadas, gols sensacionais, venda de jogadores por rios de dinheiro para o exterior – sem saber se ao menos pagam impostos devidos ao fisco – e firulas que tais. Ok, tudo isso faz parte. Mas não é justo que Folha, Estadão, O Globo, Jovem Pan e, principalmente, ESPN, além de outros veículos de comunicação se encarreguem da missão principal do jornalismo que é fiscalizar o poder, denunciar as falcatruas, as negociatas e tudo aquilo que lese a boa fé do cidadão e torcedor.
Desta forma conclamo a todos os leitores e editores deste blog, que apreciam futebol e amam o rádio, a fazer parte desta cruzada, que é de responsabilidade de todos nós, pela moralização do futebol, pelo respeito ao torcedor e pela valorização de todos os esportes, assinando a hastag #caiforaricardoteixeira, no seu twitter.
Obrigado pela atenção dispensada.
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