Memória: uma reportagem sobre rádios piratas exibida pelo Vitrine, em 1995

Por Rodney Brocanelli

Em 1995 (portanto há dezenove anos), o programa Vitrine, da TV Cultura (SP), então apresentado por Maria Cristina Poli, veiculou uma reportagem sobre o movimentos de rádios piratas que teve uma grande explosão na metade da década de 1990. O repórter James Capelli (hoje sumido) visitou três emissoras que operavam em São Paulo, em diferentes pontos da cidade: Conexão, a Free e a Onze. A primeira procurava dar espaço os problemas do bairro, além de dar vez a pessoas que nunca tiveram experiência em rádio. A segunda era uma emissora ligada a igrejas. Já a terceira, era uma experiência que misturava pessoas ligadas ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da USP e moradores do centro de São Paulo. Na ocasião a reportagem divulgou que o governo da época (FHC) iria enviar ao Congresso uma lei para regulamentar essas rádios sem concessão. Depois de muito tempo e muita discussão, saiu a lei das rádios comunitárias. Eu sou um dos personagens desta reportagem. Apareço da metade para o final, no espaço dedicado à Rádio Onze, operando pick up e até dando um depoimento pessoal. Tirando esse lado pessoal, vale como um registro de um momento em que para cada espaço vazio no dial, existiam até três emissoras clandestinas operando. O vídeo vai ter um problema de sincronia com o áudio, mas nada que comprometa sua compreensão. Agradecimentos especiais ao dexista Sergio Partamian pela recordação.

rádiopirata

2 comentários em “Memória: uma reportagem sobre rádios piratas exibida pelo Vitrine, em 1995

  1. A operaçao de radios livres precisa considerar a combinaçao convolucional e portanto seu impacto sobre as outras e outros serviços,podendo sim caisar desorientaçao em pequenas aeronaves e falta de comunicação de tráfego. ..sendo porportanto um problema tecnico. Quanto a democratização dos meios…existem outras faixas livres a serem utilizadas…mas semore terao custo operacio alelevado…comparado a meios pela internet. ..

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