Por Rodney Brocanelli
Na última segunda-feira, Rafael Henzel participou do programa Segunda Esportiva, veiculado pela TV Jornal, de Limeira. Henzel atendeu ao convite de Edmar Ferreira, um dos participantes fixos da atração. Facilitou muito o fato de que o narrador esportivo esteve na cidade de Rio Claro, que fica a pouco mais de 30km de Limeira, para fazer uma palestra, que seria realizada no dia seguinte. Como não poderia deixar de ser, foram abordados vários aspectos relacionados ao acidente com o voo que levava a Chapecoense até a Colômbia para a disputa da final da Copa Sulamericana de 2016, contra o Atlético Nacional. Henzel foi um seis sobreviventes dessa tragédia.
Durante a entrevista, Henzel disse que deseja ser um dos últimos a receber a indenização a qual familiares e sobreviventes lutam para ter direito.”Sigo trabalhando e não tenho necessidade urgente”. Sobre o imbróglio que opõe as associações de familiares com a Chapecoense, o narrador diz que ambos os lados não podem ser prejudicados. Questionado a respeito da idoneidade da LaMia, companhia aérea responsável pelo voo, Henzel respondeu que se houvesse alguma dúvida, o então presidente do clube sequer teria embarcado.
O narrador falou ainda sobre a ajuda que foi dada à Chapecoense. Ele reiterou que o Palmeiras foi o que mais ajudou, inclusive cedendo jogadores. No entanto, ele reclamou que no momento em que o clube está mais necessitado, às portas da zona do rebaixamento do campeonato brasileiro, alguns jogadores tiveram de ir embora, envolvidos em negociações com clubes do exterior, citando os casos de Rossi, que se transferiu para o futebol chinês, e de Andrei Girotto, que agora defende o Nantes, da França. “Se o time permanecer na série A, será um prêmio gigantesco”, disse.
Rafael Henzel aproveitou para agradecer aos seguidores de todas religiões por terem orado aos sobreviventes da tragédia. Elogiou ao povo colombiano, segundo ele “muito humilde”. Contou rapidamente a história de uma moça da cidade de Lages (SC) que tirou foto com um outro jornalista pensando que era ele. Elogiou também o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, que segundo ele, “despareceu da mídia” logo após o velório coletivo que aconteceu na cidade. Ainda houve espaço para desmentir uma notícia publicada pela Folha de S. Paulo dando conta de que ele e os outros sobreviventes foram ouvidos pela Polícia Federal em uma investigação sobre o caso.
O narrador contou ainda que está usando um dos microfones que ele ele levou na bagagem. Após o acidente, uma empresa inglesa foi contratada para juntar todos os pertences das pessoas que estavam no voo. Após um processo de limpeza, tudo foi separado e posteriormente identificado. Henzel disse que uma das suas malas estava do mesmo jeito que ele tinha deixado antes do embarque.
Com relação ao equipamento, ele encontrou duas bases de microfone sem fio que estavam amassadas. Um dos microfones não foi localizado, mas o outro voltou, amassado na ponta, mesmo assim Henzel resolveu testá-lo, com sucesso. Desde então, ele resolveu usá-lo e foi atração na cidade de Barcelona, com a imprensa local querendo filmá-lo. Além disso, foram recuperados também mesa de som, um codec (todo amassado) e muitos cabos.
O Segunda Esportiva tem a apresentação de Roberto Lucato e a participação dos
comentaristas Edmar Ferreira, Denis Suidedos, João Valdir, Roberto Martins e César Roberto. Veja a íntegra do programa no player abaixo.
