Héverton Guimarães é o mais novo reforço da Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte. Sua apresentação ocorreu no final de tarde desta quarta (06) durante o tradicionalíssimo Turma do Bate Bola (veja abaixo). Aliás, será neste programa uma das participações fixas de Héverton. A outra será no Bastidores (diário, das 20h às 21h), além de outras participações na programação da emissora. Tudo isso sem prejuízo da atuação do comunicador na televisão, onde ele aparece em rede nacional no Jogo Aberto, da TV Bandeirantes.
Antes vendedor de café, Héverton chegou a conciliar a carreira no comércio com o rádio. Ele foi repórter da Rádio Minas, de Divinópolis. Depois se transferiu para o Grupo Bandeirantes em Minas, atuando na versão local da Bradesco Esportes FM, que se chamava Esportes FM. Com o fim prematuro deste projeto, passou para a Band News, em Belo Horizonte, destacando-se na narração de jogos tanto do Atlético-MG como do Cruzeiro. Héverton pegou um bom momento desta dupla, com o título da Libertadores conquistado pelo Galo em 2012 e o nacional da Raposa em 2013.
Não demorou muito para que Héverton passasse a aparecer na televisão, ainda na Bandeirantes. Recentemente, em rádio, ele esteve na 98 FM, de BH.
Sob nova direção, a Itatiaia tem investido muito em profissionais. Nos últimos meses já contratou nomes de peso como os narradores Hugo Sergio e Osvaldo Reis, o Pequetito.
O dia 5 de julho marcou uma das datas mais tristes na história da seleção brasileira de futebol. Jogando no estádio Sarriá, em Barcelona, os comandados de Telê Santana perdiam para a Itália pelo placar de 3 a 2 e davam adeus à Copa que no ano de 1982 era disputada na Espanha. Mesmo com as conquistas de 1994 e 2002, torcedores e jornalistas se perguntam até hoje sobre o que deu errado naquele dia. Bastava apenas um empate para que o Brasil chegasse às semifinais. Mas a Squadra Azurra apareceu pelo caminho. Além de adiar o sonho da conquista do título mundial, aquele resultado serviu para sepultar de vez a prática do futebol arte. Desde então, tivemos apenas alguns lampejos que apareciam de forma individual, graças ao talento de Romário e Ronaldo, cada um em sua época.
O blog Radioamantes leva você de volta ao dia 5 de julho de 1982. A nossa máquina do tempo é o rádio.
O quinto sinal da Rádio Bandeirantes marcava pontualmente 12h15, 16h15, horário local. Fiori Gigliotti anuncia o início da partida.
Para espanto geral, a Itáia saia na frente, logo aos 4 minutos de partida. Defesa brasileira vacilou. Paolo Rossi marcava, de cabeça. José Silvério estava na Jovem Pan.
A resposta brasileira não tardou. Sócrates recebeu um belo lançamento de Zico e avançou até entrar na área. O goleiro Dino Zoff tentou fechar o ângulo. Mas o Doutor, com o sangue frio que lhe era pecuilar, mandou para o gol. Osmar Santos narrou esse lance na Rádio Globo.
Mas Paolo Rossi se aproveitava mais uma vez de uma falha da defesa brasileira para marcar o segundo gol da Itália. O lance pegou muita gente desprevenida. José Silvério narrou esse lance na Jovem Pan.
No segundo tempo, o Brasil veio com tudo para tentar ao menos o empate. Falcão, na época o Rei de Roma, mandou um belo chute de média distância. E um detalhe que a televisão não mostrou: Cerezo, um dos responsáveis pelo lance que originou o segundo gol da Itália, chorou de emoção. José Silvério observou bem esse detalhe na Pan.
Armindo Antônio Ranzolin traduziu na Rádio Guaíba todo o orgulho pelo gol do “compatriota” Falcão.
E mais: a emoção de Willy Gonser, enaltecendo o corta luz de Cerezo, pela Rádio Itatiaia.
Mas aquela não era a tarde do Brasil. Em um escanteio aparentemente inofensivo, a Itália chegaria ao seu terceiro gol. Mais uma vez, Paolo Rossi. Flávio Araújo, então na Rádio Gazeta (SP) não escondeu a decepção.
Na Rádio Nacional, o garotinho ligeiro José Carlos Araújo ficou de queixo caído com o gol de Rossi.
O Brasil quase conseguiu o empate em uma cabeçada do zagueiro Oscar. O goleiro Dino Zoff operou um verdadeiro milagre. José Carlos Araújo, na Rádio Nacional, viu essa bola no gol.
Não teve jeito para o Brasil. O árbitro israelense (o Wikipedia diz que ele tem também nacionalidade romena) Abraham Klein apitou o fim de jogo. A perplexidade tomava conta da torcida brasileira. Fiori Gigliotti traduzia bem esse sentimento na Rádio Bandeirantes.
Passado o impacto da derrota, nada melhor que uma avaliação fria para se concluir em que a seleção brasileira errou. Eis a palavra de João Saldanha, então na Rádio Tupi. A metáfora do macaquinho é impagável.
(*) post atualizado e republicado. O original foi divulgado há dez anos (veja aqui). Estamos mesmo ficando velhos.
A história é relativamente conhecida nos bastidores da comunicação, mas vale a pena ser contatada novamente, uma vez que ela está completando 40 anos. A TV Record, ainda de propriedade de Paulo Machado de Carvalho, não conseguiu transmitir a Copa do Mundo, de 1982, disputada na Espanha. No entanto, uma saída simples e criativa conseguiu atrair uma grande parcela da audiência, utilizando o rádio.
No início da década de 1980, Silvio Luiz era um fenômeno. As transmissões de futebol comandadas por ele na TV Record gozavam de bastante prestígio entre anunciantes e, principalmente, telespectadores, causando assim alguns arranhões na audiência da hegemônica TV Globo.
Para a Copa de 1982, havia uma grande expectativa para um novo confronto entre as duas emissoras. Entretanto, alguns pequenos detalhes tiraram a Record dessa cobertura. Rui Viotti, na ocasião, assistente de Paulinho Machado de Carvalho, um dos manda-chuvas da Record, alertava para o risco da Globo exibir sozinha aquela competição.
Conforme o livro “Olho no Lance”, de Wagner William, os direitos de transmissão das grandes competições internacionais eram intermediados pela OTI (então Organização da Televisão Ibero-Americana). A entidade fazia a comercialização diretamente com o país associado, não importando as emissoras que desejassem colocá-las no ar. Bastava que as interessadas pagassem suas cotas. Se não houvesse o pagamento, as outras emissoras assumiriam o valor total.
Outro fator de risco era que para exibir a Copa, as emissoras filiadas à OTI eram obrigatoriamente obrigada a transmitir os Jogos Olímpicos. O grande problema é que dois anos antes apenas a Globo exibiu os Jogos de Moscou. Com isso, a emissora carioca acabou ficando sozinha com o mundial da Espanha. Havia a expectativa de que ela revendesse os direitos para as outras emissoras brasileiras, o que não aconteceu.
O mesmo Rui Viotti, que alertou para o risco da TV Record ficar sem transmitir a Copa de 1982 teve uma ideia para diminuir o desastre: comprar os direitos para rádio e veicular as transmissões na Rádio Record tanto no AM (1000Khz) como no FM (89,7Mhz – hoje Nova Brasil), mantendo as mesmas características irreverentes das transmissões de Silvio Luiz na TV e com as tradicionais intervenções do comentarista Pedro Luiz e do repórter Flávio Prado . Paulinho topou e fez com que Viotti embarcasse para o Rio e iniciasse conversações.
Negócio fechado pelo valor da época de 750 mil cruzeiros. Em seguida, foi criada uma campanha publicitária para informar ao público como acompanhar as narrações de Silvio: abaixar o som da televisão e ligar o rádio na Record. O slogan foi marcante: “Olhos na TV, coração na Rádio Record”.
O único empecilho que poderia comprometer o esquema foi resolvido de forma rápida: era o de convencer Zé Béttio, campeão de audiência e faturamento da Rádio Record AM, a abrir generosos espaços de seu programa, veiculado todas as tardes, para dar lugar aos jogos da Copa.
Claro que havia dúvida sobre o estilo de narração. Seria rápido, como é tradicionalmente no rádio ou não? No dia 13 de junho, com a partida inaugural entre Alemanha e Bélgica veio a resposta: uma narração de tv no rádio.
A estratégia deu muito certo à medida em que os jogos do Brasil, então comandado pelo treinador Telê Santana, aconteciam. Citada no livro de William, a revista Veja informava que pelo menos uma das transmissões atingiu a marca de 200 mil ouvintes. E esse número não contemplava apenas os que também ligaram a televisão. Mesmo com o estilo mais cadenciado, parte do público apenas ligou o rádio para ouvir Silvio Luiz. A Record conseguiu vencer as concorrentes em rádio que já estavam acostumadas a transmitir futebol.
Mesmo com o sucesso, não foi uma cobertura fácil. O livro “Olho no Lance” relata que ocorreram problemas técnicos a partir do segundo jogo do Brasil, contra a Escócia. O jeito foi alugar duas linhas e reservar duas posições de transmissão no estádio. Deu certo.
No fim das contas, a transmissão alternativa da Record conseguiu um retorno muito maior em todos os sentidos: o de audiência, já citado, de publicidade e mídia. Mesmo com um massacrante número de televisores ligados, a Globo ainda saiu com fama de antipática por não ter dividido os direitos de transmissão com as outras emissoras de televisão, conforme o livro de William.
Uma pena que existam tão poucos registros dessas transmissões de Silvio Luiz na Rádio Record. Os arquivos de áudio da emissora foram perdidos. O que restou foram fragmentos, gravados do próprio rádio em fita cassete pelo pai do jornalista Ubiratan Leal. Eles foram digitalizados e posteriormente divulgados pelo jornalista Thago Uberreich. Ouça abaixo em duas partes.
Em julho de 2009, durante uma entrevista de Silvio Luiz ao programa Jovem Pan no Mundo da Bola, Rui Viotti fez uma importante intervenção contando essa história.
A Gaúcha Santa Maria completa uma década de atuação neste sábado (2). Inaugurada em 2012, a rádio na cidade coração do Rio Grande do Sul foi idealizada para aproximar a Gaúcha da região central, estratégica para o Estado. As comemorações do aniversário se iniciaram em 14 de maio, com transmissões externas diretamente da Praça Saldanha Marinho que proporcionaram interações entre os comunicadores e a audiência.
– A gente, que é do rádio, sabe que, mesmo sem imagens, estar no local do fato faz toda a diferença na hora de reportar. E, nesses 10 anos, conseguimos mostrar a personalidade de Santa Maria e da região através do nosso trabalho. Como ouvinte, celebro que o Grupo RBS soube a importância do centro do Estado no momento dessa escolha. Como jornalista, me sinto realizada em fazer parte dessa história – afirma Amanda Boeira, comunicadora da Gaúcha Santa Maria.
A programação local, pensada exclusivamente para Santa Maria, pode ser conferida de segunda a sábado no Gaúcha Hoje, das 7h às 8h, e no Chamada Geral 1ª Edição, de segunda a sexta, das 11h30 às 12h. Em sua terceira temporada, o quadro “Tua Voz, Santa Maria”, volta ao ar no Gaúcha Hoje a partir da próxima terça (5), quando também estará disponível nas plataformas de áudio online. A atração vai oferecer debates sobre temas relevantes para a cidade, com diferentes perspectivas, crenças e propostas de enfrentamento para os problemas vivenciados pela população.
– A Gaúcha Santa Maria foi a primeira das nossas rádios pelo interior. Nesses 10 anos, a equipe local cobriu momentos importantes da história do Rio Grande do Sul. Os mais tristes e outros tantos muito felizes. Sempre com informação, jornalismo profissional e que se conecta com o coração do nosso Estado. Estar em Santa Maria é muito importante para a Gaúcha – celebra Andressa Xavier, gerente de Programação e Jornalismo da Gaúcha.
Neste sábado (2), a Rádio MEC FM transmite ao vivo, a partir das 18h, o concerto “De Mozart a Offenbach”, da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A transmissão marca a chegada da emissora pública em Belo Horizonte, por meio da frequência 87,1 FM.
Desde 2021, a parceria entre a EBC e a Rede Minas contempla a troca e transmissão de conteúdos da TV Brasil. O Presidente da EBC, Glen Valente, explica que com o potencial de ter uma rádio de música clássica em Belo Horizonte, o acervo de música clássica da emissora mineira e o apoio da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (instalada no mesmo complexo cultural da Rede Minas), a Rádio MEC entra nesta parceria para dar sua contribuição aos amantes de música clássica de BH. “Com o sinal da rádio pública da EBC, as produções da Rádio Inconfidência poderão também ser veiculadas nas cidades onde a Rádio MEC está estabelecida”.
Realizado na Sala Minas Gerais, o recital também será transmitido pelas redes sociais da Filarmônica, com captação de áudio e vídeo da EMC (Rede Minas – Rádio Inconfidência), parceira da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNPC). No estúdio da MEC do Rio de Janeiro, a apresentação será comandada pelo locutor Sidney Ferreira.
Com regência de Fabio Mechetti e solo do clarinetista Marcus Julius Lander, o espetáculo traz obras dos renomados compositores Wolfgang Amadeus Mozart, Carl Nielsen e Jacques Offenbach. No programa do concerto estão as obras “A flauta mágica, K. 620: Abertura” (Mozart), “Sinfonia nº 38 em Ré maior K. 504, ‘Praga’” (Mozart), “Concerto para clarinete, op. 57” (Nielsen) e “Orfeu no Inferno: Abertura” (Offenbach).
Sobre a Rádio MEC
Reconhecida pelos amantes da música, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música erudita. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.
A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.
Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.
Serviço
Concerto “De Mozart a Offenbach” – sábado, dia 02/07, às 18h, na Rádio MEC