Ouça mais uma edição do Radioamantes no ar

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre mais uma pesquisa de audiência do FM na grande São Paulo, da decisão da Jovem Pan, que após a partida entre São Paulo x Atlético Nacional deixou de lado a discussão sobre a partida e fez a cobertura dos problemas enfrentados pelos torcedores do lado de fora do Morumbi e da permanência no ar da Rádio SulAmérica Paradiso no Rio de Janeiro. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flavio Ashcar.

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Jovem Pan deixa pós jogo de lado e mostra que ainda sabe prestar serviço

Por Rodney Brocanelli

Os tristes acontecimentos  nos arredores do Morumbi na noite da última quarta e início da madrugada de quinta provaram mais uma vez a força do rádio.

Para quem ainda não sabe, torcedores do São Paulo entraram em conflito depois da partida do seu time contra o Atlético Nacional. válida pela Copa Libertadores de América. A Polícia Militar teve de intervir e o caos foi inevitável.

A Rádio Jovem Pan deixou de lado toda a discussão tática e técnica sobre a partida e mobilizou seus repórteres para a a cobertura de todo o clima tenso dos arredores do estádio do Morumbi. Quem se destacou foi Daniel Lian, que com um celular, descrevia tudo o que via.

Depois, o telefone foi liberado para  os ouvintes. A prioridade foi total para aqueles que presenciaram o tumulto. Pelos relatos, foi possível descobrir a origem do conflito: ele começou devido ao descontentamento dos torcedores organizados com torcedores comuns que estavam deixando o estádio, depois que o placar adverso para o tricolor foi consumado. A equipe colombiana venceu pelo placar de 2 a 0.

Além disso, os ouvintes tiveram liberdade para falar. Exemplo: alguns elogiaram a postura da Polícia Militar. Outros não. De qualquer forma, foi possível ter um painel daquilo que acontecia na região do Morumbi.

Enquanto isso, outras emissoras preferiram prosseguir com o pós  jogo normal, com entrevistas coletivas, comentários sobre o jogo e, claro,  suas inserções comerciais.

As informações que a Jovem Pan transmitia eram amplamente multiplicadas pelas principais  redes sociais. Em que se pese a tensão dos acontecimentos, a cobertura, feita tanto no AM como no FM,  foi muito elogiada pelos internautas.

Nos últimos anos, a Pan fez uma opção pela opinião. É um caminho respeitável e justificável, em que se pese um certo desconforto com o tom utilizado em muitos casos.  No entanto, foi alentador saber que ela ainda sabe prestar serviço. Lembro até de um jingle da  emissora que dizia “prestação de serviço, é isso”. Tomara que ela volte a trilhar esse caminho, quando necessário.  E fica no ar a lição para as outras.

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Entrevistas e debates estão na programação da Rádio UFSCar

Cumprindo seu papel como meio de comunicação educativo e de qualidade, a programação da Rádio UFSCar 95,3 FM apresenta conteúdos especialmente produzidos e coproduzidos pela emissora com entrevistas e bate-papos sobre os mais diferentes conteúdos.

Às segundas, às 21h, com produção e apresentação de Gustavo Curvelo e João Victor Gonçalves, o programa O Mundo é uma Bola traz curiosidades e dados históricos do futebol de diferentes países. Na terça às 11h, o programa Manheee, produzido pelas jornalistas Mariana Ignatios e Agnes Arato, com colaboração da equipe da Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar (CCS), apresenta temas pertinentes e atuais acerca do universo da maternidade e paternidade. Na faixa das 23h das terças, a emissora veicula o Supertônica, programa transmitido pela Rádio Cultura, com produção e apresentação do músico Arrigo Barnabé, que semanalmente discute temas sobre criação e repertório, arte e entretenimento.

Programa estreante na grade de 2016, o Sapiência é produzido pela equipe de jornalistas da CCS e mostra a aplicação das pesquisas realizadas nos quatro campi da UFSCar no dia a dia das pessoas. A educação também é a temática do Ensino Básico em Revista, veiculado ao vivo toda quinta-feira, às 11h, com os professores Toninho e Mauricio Ortega da Escola Estadual Jesuíno de Arruda, abordando temas do ambiente escolar e atualidades. Às 18h, há mais de oito anos no ar, o programa Rádio UFSCar Convida apresenta toda quinta-feira diferentes temas discutidos por especialistas no assunto.

A Rádio UFSCar opera em 95,3 FM e também pelo site www.radio.ufscar.br.

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Fim da Rádio Sulamérica Trânsito não afeta Rádio SulAmérica Paradiso, diz seguradora

Por Rodney Brocanelli

A assessoria de comunicação da SulAmérica  encaminhou, a pedido do blog Radioamantes, uma nota sobre o término da parceria do Grupo Bandeirantes na Rádio SulAmérica Trânsito. Desde a última sexta, a emissora segue no ar, mas sem o “naming rights” da companhia seguradora. Para o público do Rio de Janeiro, uma informação importante: a Rádio SulAmérica Paradiso não será afetada. Segue a íntegra da nota:

 

Conforme previsto, o acordo de naming rights entre a SulAmérica e o Grupo Bandeirantes para a Rádio SulAmérica Trânsito chega ao final, tendo obtido resultados bastante satisfatórios para a seguradora em termos de conhecimento e força de marca em São Paulo. Como parte de sua estratégia de marketing, a companhia passa a diversificar seus esforços de comunicação, abrangendo mais regiões e áreas de negócios.

Informamos ainda que a Rádio SulAmérica Paradiso não será impactada.
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Jovem Pan FM completa 40 anos em São Paulo‏

Sob o comando de Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, a Jovem Pan FM foi inaugurada em 1º de julho de 1976, em São Paulo. Com equipamentos de última geração foi a primeira rádio a transmitir seus programas em vídeo pela internet.

Atualmente a Jovem Pan está presente em mais de 2.000 cidades com 77 emissoras, dessas, 57 são transmitidas na frequência FM e 20 integram a Jovem Pan News.

Com uma programação diversificada a rádio tem atraído novos ouvintes e apostado em conteúdo multiplataforma, em busca de interatividade e expansão em todos os segmentos. Além de formar opinião através dos melhores profissionais do jornalismo, a Jovem Pan assume o compromisso com a verdade e serviços e cidadania.

Entre os destaques, o Jornal da Manhã; jornal de maior tradição do rádio brasileiro e líder absoluto em audiência, Os Pingos nos Is, apresentado pelo maior colunista político da atualidade, Reinaldo Azevedo, que fala diretamente com o ouvinte e o programa humorístico Pânico no Rádio, o streaming mais assistido da Jovem Pan.

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Radioamantes no Ar fala sobre rádios que repetem e mutilam músicas e da mudança na SulAmérica Trânsito

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou de emissoras FM musicais que repetem as mesmas canções à exaustão e que mutilam -nas para ficar com aproximadamente quatro minutos. Ainda durante o programa, foi confirmada a mudança de nome da Rádio SulAmérica Trânsito que passa a se chamar Rádio Trânsito. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas, sempre a partir das 09h, pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flavio Ashcar.

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SulAmérica deixa de patrocionar projeto de rádio trânsito do Grupo Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

Desde as primeiras horas desta sexta-feira, a programação que ocupa a  frequência dos 92,1Mhz não é mais identificada com o nome de  Rádio SulAmérica Trânsito. A parceria entre a seguradora e o Grupo Bandeirantes chegou ao fim e a emissora passa a ser identificada apenas como Rádio Trânsito. O novo logotipo da rádio já é divulgado nas redes sociais.

 

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Criador da Lei Rouanet admite falhas na medida e defende revisão do programa‏

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, Sérgio Paulo Rouanet admite falhas na Lei Rouanet, defende uma revisão do programa e crítica a política de “condenar grandes espetáculos” para tentar beneficiar ações que – na verdade – “são uma máquina de fazer dinheiro”. O criador da Lei Rouanet é professor, diplomata e membro da Academia Brasileira de Letras. Ele foi o responsável por elaborar o projeto que virou lei em 1991, quando era secretário de Cultura do governo Fernando Collor.

Sérgio Paulo Rouanet destacou que a versão original – que completará 25 anos em dezembro – foi alterada, mas reconheceu as principais críticas à medida, como a burocratização e baixa democratização no acesso aos recursos, além das falhas na fiscalização.

Segundo ele, a própria Lei Rouanet prevê mecanismos que não são usados ou acabam virando secundários, como o Fundo de Cultura com dinheiro que pode ser destinado diretamente aos beneficiados e a renúncia fiscal de pessoas físicas: “Se fala muito em doações feitas por empresas. Se ampliasse o leque de doadores poderíamos aproveitar melhor”.

Questionado sobre as acusações de que a lei é utilizada para beneficiar grandes artistas e megaeventos, o professor não negou que “a lei poderia ser mais democrática”, mas condenou as tentativas de beneficiar determinados segmentos e “condenar grandes espetáculos”.

“A lei permitiu que grandes artistas, que já eram grandes, ficassem mais eficazes. Não se deve diminuir o acesso dos grandes, mas sim tornar (o recurso) mais extensivo à população inteira”, pontuou o professor.

Ele ainda criticou ações que são identificadas como “cultura popular”, mas que – na verdade – são “uma verdadeira máquina de fazer dinheiro”.

Sérgio Paulo Roanet ressaltou que é essencial minimizar uma “ação estatal direta que possa imprimir rumos à política cultural brasileira”, ao explicar que a cultura brasileira é uma “colcha de retalhos” que deve ser tratada dessa forma, sem uma ideologia específica por parte do Estado.

Por fim, ele defendeu que as empresas também sejam cobradas no quesito fiscalização: “Certamente é uma das coisas que precisariam ser objeto de uma releitura critica muito importante, sobretudo no momento de grandes preocupações com probidade”, afirmou o idealizador da lei, que reafirmou que é preciso “melhorar e não deletar” a Lei Rouanet.

 

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Edemar Annuseck no ataque

Por Rodney Brocanelli

Na tarde desta segunda, Edemar Annuseck, atualmente na Rádio Globo, de Curitiba, reclamou via Facebook de outros narradores que usam bordões criados por ele e para ele sem citação. Veja abaixo.

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Após reportagem da Jovem Pan, morador de rua volta para casa

Com a chegada da frente fria em São Paulo, a Jovem Pan preparou uma reportagem para apurar a situação dos moradores de rua, que nos últimos dias têm sido alvo de ações de recolhimento de colchões e pertences pela Prefeitura. Alguns, inclusive morreram com o frio intenso.

O Jornal da Manhã transmitiu ao vivo na última quarta-feira (22) uma reportagem produzida por Carolina Ercolin, que ao chegar ao centro da cidade para entrevistar moradores, encontrou Angêlo Barbosa dos Santos, desabrigado há nove meses.

O rapaz contou que devido à crise e após enfrentar uma separação, resolveu deixar a profissão de motorista e tentar a vida em São Paulo, mas não conseguiu emprego e acabou se tornando morador de rua.

Ao ouvir os relatos de Angêlo, alguns ouvintes da Jovem Pan se sensibilizaram com a história e fizeram doações de roupas e dinheiro, para que ele pudesse retornar à sua cidade, em Santa Catarina.

Nesta sexta-feira (24), a repórter voltou às ruas para procurar o morador e dar a boa notícia. Ele tem três filhos e embarcou para Blumenau, onde encontrará sua família. Muito emocionado, Angêlo agradeceu e disse que da mesma forma que foi ajudado, espera ajudar ao próximo.

O Jornal da Manhã apresentado por Joseval Peixoto, Thiago Uberreich, Denise Campos de Toledo e Marco Antônio Villa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 10h e aos sábados, das 6h às 10h.

Ouça a reportagem no link abaixo:

http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/com-ajuda-de-ouvintes-da-jovem-pan-morador-de-rua-retorna-para-sua-casa.html

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Normas da CBF: a questão do respeito não passa pelos direitos de transmissão

Por Rodney Brocanelli

Segue rendendo o debate sobre a questão das normas da CBF para a atuação dos repórteres de rádio durante a partidas do campeonato brasileiro de futebol. Desta vez, o jornalista Octávio Muniz publicou em seu blog no R7 um post sobre essa questão. No texto, Muniz faz uma série de sugestões e vou me deter nas mais importantes.

Muniz escreve:  “DEVEM ser chamadas para uma reunião pessoas que representem nossa classe e que NÃO DIGAM SÓ AMÉM como foi no dia em que este “código” (sic) foi definido!

Que se convoque as duas associações nacionais, as quatro do meu estado, São Paulo e as demais de todos os estados cujos clubes estão envolvidos na Série A, através de seus presidentes e/ou representantes“.

A proposta de diálogo é excelente. No entanto, esbarra em um problema sério. As associações de cronistas esportivos, que são responsáveis por oficializar o credenciamento de jornalistas nos eventos esportivos, não são unidas. Como o próprio Muniz informa, são quatro apenas no estado de São Paulo. Uma delas, a Aceesp, a mais tradicional. Neste ano, foi criada a Aceisp (Associação dos Cronistas do Interior de São Paulo). Além dela, muitas surgiram devido a descontentamentos acumulados ao longo dos anos, isso sem citar  outros motivos.

No âmbito nacional, é a mesma coisa. Exemplo: muitas entidades descontentes com a postura da Abrace, outra associação tradicional, decidiram montar a Aceb, hoje presidida pelo Eraldo Leite. Nesse caso, temos duas associações brasileiras de cronistas.

É difícil, até por que tratam-se de rivalidades extremas, mas para conversar com a CBF (uma única e poderosa confederação), o ideal seria existir uma associação só forte no país. Por sua vez, cada estado teria uma só associação forte também.

Outro ponto do artigo de Muniz que cabe discussão: “Todos reunidos devem trabalhar para; primeiro, montar uma comissão de estudos // segundo, criar um código de conduta que será adotado à partir de 2017 // terceiro, discutir as regras claras para AQUISIÇÃO DE DIREITOS por parte das rádios/web rádios/portais de internet/aplicativos/jornais/revistas (e nem sempre adquirir direitos é pagar com dinheiro, existem outras formas de montar um bom acordo)“.

Cabe lembrar que a questão dos direitos de transmissão ganhou força aqui no Brasil a partir de 1987, com a Copa União, vendida para a Rede Globo. E o trabalho dos repórteres de rádio permaneceu tendo o devido respeito. Outras competições ao longo da história também tiveram direitos comercializados outras redes de televisão e os profissionais sempre tiveram chance de poder trabalhar sem qualquer tipo de limitação. Ou seja, o respeito a atuação dos repórteres não passa necessariamente pela questão dos direitos.

Outra coisa que chama a atenção no texto de Tatá Muniz e o seguinte trecho: “e nem sempre adquirir direitos é pagar com dinheiro, existem outras formas de montar um bom acordo“. Vale a pena desenvolver mais esse tópico. Que tipo de acordo rádios e rádios web poderiam fazer com os clubes e/ou entidades? Veiculação de spots publicitários vindos dos departamentos de marketing dos clubes para fins de divulgação? Mas essa divulgação já não é feita com a transmissão de jogos? Essas formas de montar um bom acordo prejudicariam a independência editorial dos departamentos esportivos das emissoras de rádio? (embora não pareça, algumas emissoras são independentes)

E por que colocar nesse balaio as revistas e jornais? As entidades/clubes estariam dispostas a abrir mão do dinheiro?  Muitas interrogações que geram um belo e amplo debate. O espaço aqui  está aberto para outras opiniões.

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Ouça o Radioamantes no Ar

Nesta semana, o Radioamantes no Ar voltou a falar sobre rádio esportivo, contando uma história de bastidores envolvendo os direitos de transmissão da Copa América Centenário. Outros assuntos: a morte de Gilberto Pereira, a audiência do AM na Grande São Paulo e o projeto que autoriza mantenedora de universidades a operarem concessões educativas de rádio. O Radioamantes no Ar é apresentado todas as sextas, sempre a partir das 09, pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.brhttp://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin, Flavio Aschar e Rogério Alcântara.

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Pagando pode, não pagando, não, por Flávio Araújo

Ainda sobre a questão envolvendo os problemas entre CBF e repórteres de rádio, trazemos aqui um artigo escrito por Flávio Araújo e publicado no site Ribeirão Preto On Line. Narrador esportivo, com serviços prestados a emissoras como Bandeirantes e Gazeta, Flavio  viveu os áureos tempos em que o veículo reinava quase soberano no que dizia respeito à cobertura dos jogos de futebol.  No texto, ele relata fatos que viu de perto ou vivenciou. E mesmo naqueles tempos, os repórteres de rádio vivam dificuldades para trabalhar. Texto reproduzido com permissão do autor (Rodney Brocanelli).

Meu estimado amigo Nagib Pachá Junior é um atento observador das coisas do futebol e de suas ligações com as transmissões radiofônicas.

Devo a ele o envio de interessante matéria assinada pelo jornalista e estudante de direito Bruno Henrique de Moura, publicada no Observatório da Imprensa, do grande Alberto Dines, um mestre de todos nós e tomo a liberdade de reproduzir parte da mesma que julgo de bastante interesse do público em geral.

O PROTOCOLO DA CBF PARA A IMPRENSA

“A televisão revolucionou a forma de se ver e fazer futebol na imprensa.

Ela possuía a imagem.

Contudo, a áurea da transmissão no rádio nunca foi superada pelas cores e replays de uma voz marcante e sedutora que lhe faz fechar os olhos e criar através dos neurônios aquele fantástico ambiente e a cena que move a imaginação da jogada, do passe, do escanteio e do momento de glória de quem joga futebol, de quem transmite futebol e de quem ouve futebol: o gol.

Mas, a televisão trouxe algo que o rádio não consegue superar.

Os milionários valores por direitos de transmissão e as cotas publicitárias galopantes.

Eis o grande problema dessa relação: as finanças.

O fabuloso mundo do futebol encantou-se pelos luxos e valores astronômicos que hoje são pagos para um atleta, para um diretor, para um técnico.

O jogador do sub-15 recebe mais dinheiro por mês que este humilde jornalista esportivo ganha num ano.

O futebol encareceu, 200 milhões de direitos de transmissão por uma temporada, por 12 meses, para um clube.

Quem paga leva para jantar, dá flores, champanhes, bombons, se sente no direito de pedir algumas regalias da sua companheira de mesa, que acaba por desejo e necessidade, por perder as regalias do amante.

É penoso, doloroso e difícil de aceitar, acaba por acatar.

No dia 20/05/2016 a CBF publicou no seu site oficial o protocolo da imprensa e acesso ao gramado das séries A e B do campeonato brasileiro.

Entre as diversas regras colocadas algumas dizem respeito diretamente ao trabalho dos antigos “maridos” do futebol, os jornalistas de rádio.

As famosas entrevistas à beira do gramado no pré-jogo ou no intervalo não poderão ser mais feitas pelos repórteres de rádio.

Apenas a televisão, detentora dos direitos terá tal direito.

No único momento permitido para as emissoras de rádio, o final da partida, os repórteres, como mostra o artigo 49 combinado com inciso II do artigo 47 devem aguardar na aconchegante zona mista com grades, expediente adotado em muitos estádios também durante o jogo, em que os repórteres ficam “enjaulados” .

Agora ficarão enjaulados gritando pela benevolência do atleta para que ele vá se dirigir até os repórteres, repito, enjaulados, e lá conversar com os mesmos.”

ONDE TUDO NASCEU

Esta a parte do artigo do jornalista Bruno Henrique de Moura e publicado no Observatório da Imprensa que julguei do interesse em aqui repetir.

Por ter algo a acrescentar ao excelente material que me foi enviado pelo amigo Nagib lá do Rio de Janeiro é que continuarei a acrescentar dados de meu conhecimento e de minha longa vivência no rádio esportivo.

Claramente quando comecei a transmitir partidas de futebol ainda não havia o repórter de campo e a primeira vez que tomamos a iniciativa um subdelegado de polícia interrompeu a transmissão e o próprio jogo alegando a impossibilidade da reportagem entrar em campo.

Posteriormente as emissoras sentiram a dificuldade de comprar a aparelhagem que quando foi lançada custava uma fortuna.

Os primeiros repórteres trabalhavam com microfones sustentados por longos fios e o trabalho ia até onde o fio alcançava.

Também um outro problema: como os repórteres eram poucos e um pequeno número de emissoras transmitia futebol ficavam marcados pelos jogadores que só davam entrevistas para aqueles que sabidamente não os criticavam.

Quando surgiu a TV houve a competição entre o microfone e a câmera e os atletas se dirigiam sempre para aqueles que divulgassem sua imagem e não apenas a sua voz.

Os repórteres de rádio ficaram mais do que nunca a ver navios na busca de jogadores para entrevistar.

Essa questão que levantei acima, a do atleta que só falava para aqueles que lhe levantassem a bola é muito séria e persiste até os dias atuais.

Hoje foi um pouco suavizada pela presença de ex-atletas aos microfones como comentaristas e fazendo uma analogia os jogadores sabem pelas informações quase sempre de familiares daqueles que fazem críticas pesadas (e quase sempre verdadeiras) e dos que somente ocupam microfones pelo prestígio adquirido no gramado e ali estão para manter-se no meio e faturar algo mais.

Repórteres verdadeiros, porém, daqueles que vão ao âmago da ferida e perguntam aquilo que o ouvinte gostaria de perguntar se segurasse um microfone não existem mais.

O sprit de corps entre os jogadores funciona como um relógio e fez uma pergunta pesada a um é como se a fizesse a todo o time.

A JANELA DAS REPORTAGENS

Quem batizou a janele da reportagem foi o comentarista Milton Camargo, chefe de esportes da Rádio Tupi de São Paulo.

Tudo começou na Copa do Mundo de 1970 quando havia um grande número de profissionais da imprensa de rádio, jornais, revistas e televisão para entrevistar um pequeno número de jogadores do elenco do Brasil.

Naquela época, lembram-se os senhores, a seleção era toda comandada por militares, vivíamos o período que dominou o país de 1964 a 1985 e até o comandante da delegação era um militar.

Evidente que os repórteres tiveram que se enquadrar e os jogadores iam passando um a um e aquele que se dispunha a falar ou encontrava um conhecido que o admirava e o elogiava parava para algumas poucas palavras.

O problema dos direitos de transmissão também não é coisa nova.

Houve um período em que Pedro Luis fez uma campanha em São Paulo para que as emissoras de rádio também pagassem direitos.

Isso acontece oficialmente nas Copas do Mundo, em jogos oficiais da FIFA e em certos esportes como o boxe há muitos anos.

Transmiti com exclusividade alguns dos maiores combates de boxe porque minha emissora foi a única a comprar os direitos de transmissão.

A campanha do Pedro não foi em frente com o recuo de algumas emissoras, houve uma tentativa posterior de que os responsáveis por transmissões esportivas pelo menos pagassem seus ingressos o que também não progrediu.

Mas, apenas no Brasil.

Na Europa as transmissões esportivas são muito mais reduzidas até porque o rádio europeu até recentemente era todo estatal e pequeno o número de emissoras.

Quando no período áureo do futebol brasileiro e a seleção fazia constantes excursões era comum notarmos o público a nossa frente de costas para o campo admirando e se divertindo com a forma de trabalhar dos locutores brasileiros, para eles uma novidade.

O artigo do jornalista carioca é bastante oportuno e uma das razões que impediram até hoje que as emissoras pagassem direitos para transmitir foi a ameaça destas de cortarem os programas esportivos, sempre uma publicidade marcante para a presença de público nos diversos jogos.

A cada dia aumenta a concorrência nesse sentido com a programação televisiva fechada e sabemos que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

Num certo sentido o rádio é popular como o próprio futebol e a tevê comprando direitos para transmiti-lo abre caminho para que todas as rádios se integrem gratuitamente por força de lei dentro do mesmo pacote.

Além do mais, com as emissoras que hoje existem exclusivamente na Internet o leque abriu-se de tal forma que chegaremos a um ponto onde, no caminho em que vai, dia haverá em que o número maior de relatores, comentaristas, repórteres superará o de torcedores que pagaram ingresso.

Uma solução intermediária: tem muita rádio transmitindo futebol sim, mas a maioria o faz vendo o mesmo de uma tela de televisão.

As poucas que vão realmente aos estádios tem que se conformar e “abrigar” seus profissionais enjaulados como descreve o artigo aqui exposto.

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Rádio: o rigor da CBF é absurdo e total falta de bom senso, por Wanderley Nogueira

Na tarde desta quarta, Wanderley Nogueira, repórter, apresentador e coordenador de esportes da Rádio Jovem Pan publicou em seu perfil no Facebook um texto relatando os problemas que os profissionais de rádio vem enfrentando com a CBF durante a cobertura dos jogos da atual edição do campeonato brasileiro de futebol. Além de relatar as dificuldades, Wanderley propõe soluções. Tomara que as associações de cronistas esportivos possam levar adiante as sugestões de alguém que tem muita vivência na reportagem de grandes eventos. Segue abaixo sua reprodução, com a devida autorização de seu autor (Rodney Brocanelli).

Tem acontecido com frequencia.

Repórteres de outros estados que chegam para trabalhar em jogos aqui em São Paulo, estão enfrentando dificuldades e alguns nem conseguem cumprir a sua missão.

Os fiscais alegam que “a CBF não foi informada sobre a vinda da emissora e seus profissionais” .

Claro que as emissoras informaram.

Nenhum emissora mandaria uma equipe de um estado para outro, sem fazer o processo de credenciamento.

Outro impedimento inaceitável: não permitir a troca do repórter .

Um profissional perdeu a voz…e a empresa mandou outro no lugar.

E não foi credenciado.

Não pode fazer seu trabalho.

Será que ninguem na CBF sabe que quem trabalha em rádio corre o risco de ficar afônico?

E esse tipo de problema não escolhe hora para acontecer.

Observe que é apenas uma troca de profissional.

Sem aumentar o número de credenciados.

Obvio que o correto seria credenciar o número de profissionais por emissora e no momento do credenciamento o profissional seria identificado.

Só isso.

Rádio A : 2 profissionais de campo…e pronto. Simples assim.

Radios de outros estados, de cidades distantes e da própria cidade de São Paulo enfrentam grandes dificuldades.

Contam apenas com o bom senso de alguns fiscais que reconhecem que “as exigências da CBF ” são absurdas, irritantes e criadas por quem não conhece como é desenvolvida a função de quem trabalha em rádio.

Outras inaceitáveis dificuldades serão mostradas oportunamente.

 

UPDATE (23.-6 – 16h20). Wanderley Nogueira voltou ao tema em seu perfil no Facebook. Destacou que entidades como Acessp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) e Aceb (Associação dos Cronistas Esportivos do Brasil) foram procuradas e levaram as queixas dele e de outros profissionais de imprensa à CBF.  No entanto, “providências não foram tomadas”. Vale destacar que nos sites das referidas entidades não há qualquer informação sobre o andamento das negociações, quem foi procurado, se ocorrerão novas conversas. Segue abaixo o link para a postagem mais recente de Wanderley (Rodney Brocanelli).

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Diguinho Coruja é o astro do futebol engajado da Rádio Capital

Por Rodney Brocanelli

E a Rádio Capital (SP) não deixou de lado a cobertura do futebol. Agora, o departamento de esportes está sob o comando do radialista Paulo Barboza Filho, que resolveu fugir um pouco da fórmula dos parceiros anteriores. A proposta é que as transmissões sejam direcionadas de torcedor para torcedor, de forma extremamente apaixonada, engajada e com pitadas de humor. Esse linguagem é encontrada na Internet, nas rádios web ligadas (oficialmente ou não) a clubes de futebol. Podemos citar como exemplo a Web Rádio Verdão e Web Rádio Coringão. Barboza está levando esse tipo de transmissão para o dial. Um dos astros deste novo projeto da Capital é Diguinho Coruja, que narra com paixão os jogos do Corinthians. A ideia pode dar certo, mas precisa de ajustes. Em dias de clássico, o ideal é juntar dois narradores engajados com seus clubes. As transmissões acontecem todas as quartas e domingos. Ouça abaixo dois exemplos das transmissões da Rádio Capital.

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