Legado de Tuta: a revolução na Rádio Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o seu Tuta, morto aos 92 anos nesta segunda (04) conseguiu criar duas rádios. Explicando: no final dos anos 1960, a Rádio Panamericana era uma emissora “que estava sem rumo, sem faturamento, sem nada”, conforme palavras dele próprio ao livro “Jovem Pan, 50 anos”, lançado em 1994, pela Editora Maltese.

A partir de uma ideia do pai e então proprietário, Paulo Machado de Carvalho, a estação mudou de nome para Jovem Pan, a fim de aproveitar o sucesso do programa Jovem Guarda, da TV Record, comandado por Roberto Carlos.

Nesse processo de reformulação, a rádio se escorou em dois pilares. Um deles, a cobertura do futebol. O outro foi aproveitar a audiência a popularidade dos astros e estrelas da tevê e criar programas para eles na Pan.

Ele conta: “(…) eu fui buscar o pessoal da TV Record para fazer programas na Jovem Pan. Vieram o Roberto Carlos, o Erasmo Carlos, a Wanderléia, o Agnaldo Rayol, Cidinha Campos, Hebe Camargo, Elis Regina, Jair Rodrigues, Miriam Batucada e muitos outros. A gente começou a fazer programas de 15 minutos, de meia-hora e até de uma hora, dependendo do artista”.

Os resultados, segundo Tuta, não tardaram a aparecer:

“A rádio começou a ficar conhecida. As pessoas queriam saber das coisas dos grandes ídolos da música popular brasileira e da TV Record. E tudo isso estava na Jovem Pan”.

A outra rádio veio depois: “(…) com o passar do tempo, a gente começou a colocar jornalismo. Eu sempre achei o jornalismo importante. Primeiro, criamos a Equipe Sete e Trinta”, depois o Jornal de Integração Nacional e, por fim o Jornal da Manhã (…) Primeiro, colocamos uma viatura de reportagem nas ruas. Depois duas. O número de viaturas foi crescendo. Hoje (1994) são 14, que estão em todos os lugares da cidade, informando sempre”.

Uma característica marcante desta Jovem Pan foi a prestação de serviço, iniciada com a Sala do Povo, comandada por Augusto Tovar, fazendo um atendimento constante ao ouvinte, encaminhando queixas às autoridades competentes e, depois, recebendo soluções. Isso depois foi ampliado e aperfeiçoado com as informações sobre trânsito e estradas.

Outro exemplo dessa prestação de serviço foi acompanhada durante os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, no centro de São Paulo. Durante a cobertura das tragédias, a Pan não se limitou apenas a acompanhar os fatos, mas passou a auxiliar a Defesa Civil, fazendo uma conexão de informações. No caso do Joelma, Muitos ouvintes chegaram a ligar para a redação da Pan e informar onde estavam as vitimas.

Não bastasse tudo isso, a Pan serviu de porta voz oficial do Corpo de Bombeiros para solicitar caminhões-pipa para ajudar no abastecimento de água.

Outras ideias pontuais de Tuta também deram o que falar. Em 2002, a Jovem Pan decidiu como forma de protesto não comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo a ser disputada naquele ano tanto na Coreia como no Japão. Era a primeira vez que que Rede Globo seria responsável pela venda e o preço foi muito salgado.

Para não ficar totalmente de fora, a emissora se escorou em dois pilares. Um deles foi o trabalho do enviado especial Wanderley Nogueira, que acompanhou o dia-a-dia da seleção brasileira. O outro foi o investimento em uma equipe de comentaristas ilustres. Técnicos de futebol, entre ele Wanderley Luxemburgo, Zagallo, Leão, entre outros, e jogadores como Romário, deixado de fora da convocação final.

Todos eles iram participar de uma espécie de mesa redonda ao vivo, durante os jogos da seleção. Não haveria narração, apenas opinião dessas figuras e dos integrantes da equipe de esportes da emissora.

O resultado: a cobertura da Jovem Pan teve audiência e gerou muita repercussão nas outras mídias, especialmente a impressa e também na incipiente Internet, cujos portais de notícias e blogs davam seus primeiros passos.

Outra inovação: mudar o jeito como se informa o tempo de jogo durante uma transmissão esportiva. Enquanto as outras emissoras informam o tempo crescente (de 1min. até 45min.), a rádio do seu Tuta resolveu ir na contagem decrescente e os narradores da emissora informavam quanto falta para o fim de jogo.

Tuta se afastou do dia-a-dia da emissora em 2014. Grande parte do que foi implantado por ele foi sendo modificada aos poucos. A prestação de serviços foi deixada de lado e em seu lugar o jornalismo opinativo veio ganhando força cada vez mais. Isso se expandiu para a emissora de televisão que hoje opera na tv por assinatura, criada sob as bases da rádio.

O esporte, por sua vez, teve seu espaço migrado para o YouTube. Apesar da presença de alguns veteranos da época de Tuta e ter audiência, a quantidade de horas no ar e a qualidade nem se compara aos anos 1970, 1980 e 1990.

A ausência de Tuta foi muito sentida por velhos companheiros. Um deles, Joseval Peixoto, em 2015, relembrou várias ideias que o patrão teve e que ele, Joseval, ajudou a executar na emissora, como a cobertura do carnaval e o sermão da Paixão, marcas registradas da Pan. “É um grande vazio a ausência do Tuta aqui na Jovem Pan”, disse o apresentador na ocasião. Ouça abaixo.

Saiba como as rádios do Grupo Bandeirantes vão cobrir a Fórmula 1 neste final de semana

As rádios jornalísticas do Grupo Bandeirantes de Comunicação mobilizam as equipes para acompanharem de perto os momentos que antecedem o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.

Na Rádio Bandeirantes, os repórteres Paulo do Valle e Pedro Martelli fazem intervenções na programação de quinta até domingo direto de Interlagos. No sábado, às 10h30, tem a corrida sprint em rede com a Band e, às 12h, Reginaldo Leme e Fred Sabino comandam o Bandeirada com análises e bate-papos do autódromo.

Na BandNews FM, a cobertura começa às 8h de sábado com flashes ao vivo de Ivan BrandãoAlinne FanelliIsabela MotaLuana Pereira e Yuri Queiroga. Às 10h40, tem a corrida sprint e às 14h20 o treino classificatório, ambos com narração de Odinei Edson e comentários de Alessandra AlvesLuís Fernando RamosCacá Bueno Rodolpho Santos. Como de costume, o som da rádio será veiculado para todo o autódromo, proporcionando ao torcedor ainda mais emoção nas arquibancadas.

Atração da Educativa FM, podcast do Conexão Regional coloca a música de Campinas em destaque

Atração da Rádio Educativa, de Campinas, o programa Conexão Regional a partir de agora está à disposição dos ouvintes no Spotify, uma das plataformas mais populares para a audição de podcasts. É o resultado de um trabalho de três meses, período em que o apresentador Danilo Leite Fernandes, editou, remontou, escreveu textos e separou fotos. São 152 edições especiais do programa, cuja proposta é abrir espaço para músicos nascidos ou radicados em Campinas e região e suas respectivas produções fonográficas.

“Comecei a produzir e apresentar o Conexão Regional em junho de 2018. Até outubro de 2020, fazia apenas as edições de quinta, sexta e sábado. Desde então, sou responsável pelas edições da semana toda”, disse Danilo.

O programa das 23h às 2h, um horário bom para notívagos, mas ingrato para a grande maioria. O lançamento do Podcast serve como uma chance dos próprios músicos, ouvintes e pesquisadores musicais conhecerem mais da história de vida, da trajetória artística e das gravações de músicos campineiros dos mais variados estilos –de Música Erudita ao Samba, passando por Rock, Jazz Manouche, Blues, MPB, Choro, Música Instrumental Brasileira, Reggae e Bolero.

Nas mais de 400 horas programas disponibilizados neste podcast, é possível ouvir uma gravação de 1936 (“Poesia da Uva”, de Denis Brean, interpretada por Cyro Monteiro) até gravações lançadas em 2024.

Em ordem cronológica, segue abaixo o nome dos 88 músicos que participaram das edições do Conexão Regional que estão no Podcast:

Ana Salvagni
Guilherme Lamas
Rodrigo Duarte
Quarteto de Cordas Vocais
Rafael Thomaz
Izabel Padovani
Carol Ladeira
João Arruda
Anabela Leandro
Trem Doido
Alexandre Cunha
Hercules Gomes
Pedhi Pano
Eduardo Lobo
Paulo Freire
Rafael Piccolotto de Lima
Tiago Gomes
Mario Campos
Guga Costa
André Ribeiro
Levi Ramiro Silva
Adriano Rosa
Cantavento
Zé Esmerindo
Alê Freire
Alê Dias
Laércio de Freitas
Peu Abrantes
Rodrigo Botter Maio
Camerata de Violões de Campinas
Bruna Volpi
Esdras Rodrigues
Sonia Rubinsky
Stephen Bolis
Ricardo Matsuda
Patrícia Gatti
João Paulo Amaral
Martina Marana
Catina Deluna
Tomaz Vital
Patrick Dimon
Ieda Cruz
Joana Flor
Maíra Guedes
Denis Brean
Rogério Botter Maio
Rafael dos Santos
Giba Pascolato
Sexão Nigazz
Albano Sales
Paulinho Nogueira (Bia Nogueira)
Fernando Lopes
Mauricy Martin
Bob Nelson
Almir Côrtes
Dalton Nunes
Meila Tomé
Danielle Lessa
Walter Valentini
Isac Emerick
Claudio Cruz
Marco Padilha
Victor Hugo Toro
Carla Domingues
Jayana Paiva
Flautins Matuá
Marcelo Onofri
Edu Guimarães
Ana Paula Moreti
Ricky Furlani
Antonio Carlos Gomes
Victor Polo
Mário Marques
Niza Tank
Regina Dias
Ernani Teixeira
Helena Jank
Fabio Mechetti
Guilherme Mannis
Luciana Viana
Luísa Meirelles
Eddy Andrade
Kha Machado
Carlinhos Campos
Nilson Ribeiro
Fernando Hashimoto
Ferdi Oliveira

Ouça abaixo

Ruy Carlos Ostermann ganha biografia fluida e agradável

Por Rodney Brocanelli

O mês de outubro marcou o lançamento de um dos projetos mais aguardados por amantes do rádio, do futebol e das duas coisas juntas: a biografia do jornalista Ruy Carlos Ostermann, intitulada “Um Encontro com o Professor”, escrita pelo também jornalista Carlos Guimarães. Um evento acontecido no último dia 23 no Book Hall, do Shopping Bourbon em Porto Alegre reuniu biografado, autor, fãs e amigos ilustres.

Ruy é um dos nomes mais notáveis do jornalismo esportivo no Rio Grande do Sul. Começou sua carreira no impresso passou a escrever na Folha da Tarde, de Porto Alegre. Logo, ingressou na Rádio Guaíba, que era do mesmo grupo, o Caldas Júnior. Também dedicou parte de sua carreira ao Grupo RBS, trabalhando na Rádio Gaúcha e na Zero Hora, até se aposentar. Ele foi um dos poucos a ultrapassar fronteiras e se tornar conhecido no eixo Rio-São Paulo, com participações em programas como Cartão Verde, Bem Amigos.

Outra característica importante é que em um determinado momento, Ruy conseguiu conciliar a sua atividade no jornalismo com os estudos em nível superior. Em 1960, ele ingressa na faculdade de Filosofia da UFRGS. Com isso, ele se credencia a ser professor (daí o fato de que posteriormente ele é chamado de Professor Ruy).

Uma vez formado, ele não guardou o diploma. Deu aulas de Filosofia para alunos do que se convencionou chamar hoje de Ensino Médio. Mais adiante, foi secretário da educação no Rio Grande do Sul, durante a administração do governador Pedro Simon.

Com um currículo desses, Ruy foge do estereótipo que por muitos anos foi dado ao jornalista esportivo: o de uma pessoa alienada do que acontece à sua volta.

O livro é baseado em entrevistas, nas anotações do próprio personagem principal, que por muito tempo alimentou diários, com suas impressões, e nas colunas publicadas nos principais jornais de Porto Alegre ao longo de sua história.

Além da vida de Ruy, está no livro não apenas como pano de fundo, mas devidamente contextualizadas, a rivalidade entre os grupos Caldas Júnior (Guaíba, Folha da Tarde e Correio do Povo) e RBS (Gaúcha e Zero Hora).

A outra rivalidade sulista, muito mais conhecida do grande público, que envolve Grêmio e Internacional, também está bem detalhada. O livro não se propõe a revelar abertamente para qual time seu personagem principal torcia, mas deixa pistas que podem levar a uma conclusão (dica: sigam Paulo Sant’ana).

“Um Encontro com o Professor” também faz uso das famosas planilhas usadas por Ruy para comentar os jogos pelas emissoras de rádio. A estrutura é bastante simples: numa folha de papel, ele anovava os nomes dos jogadores titulares de cada time e, com sinais gráficos, tabulava dados importantes como chances de gols, entre outras informações relevantes, que serviam de base para as suas intervenções.

A estrutura narrativa do livro toma por base as Copas que Ruy cobriu desde 1966. A primeira, sediada na Inglaterra, tem um charme a mais na narrativa, até porque foi sua estreia em coberturas de fôlego deste tipo. Os mundiais de seleções servem também para esmiuçar relações com a família (spoiler: em 1990, ele recebe uma notícia triste; o encarregado de transmiti-la foi o amigo Luis Fernando Veríssimo).

O autor de “Um Encontro com o Professor” é Carlos Guimarães, personagem frequente deste Radioamantes. Com passagens por Guaíba e Gaúcha, hoje ele é coordenador de esportes na Bandeirantes. Outra de suas credenciais é sua movimentação pelo meio acadêmico. O que poderia ser um empecilho (um texto acadêmico demais), não se confirma e o texto é bastante fluido e agradável.

Guima, como é conhecido, não optou apenas por descrever os fatos, mas em muitos momentos participa da narrativa, seja dentro do texto ou por meio de notas de rodapé. Trata-se de um recurso, não um exibicionismo. Quem brilha mesmo é o personagem principal.

Embora, a obra passe muito longe de polêmicas (e elas existem), outra de suas virtudes é a honestidade (embora seja uma palavra desgastada pelo tempo). Os problemas de saúde enfrentados por Ruy especialmente na cobertura da Copa do Mundo de 2010, a última que ele participou de forma mais ativa, aos 71 anos, não foram deixados de lado ou abrandados. Sua intolerância à lactose provocou reações bastante danosas durante o transcurso daquele mundial, inclusive em termos de imagem.

Claro que o livro tem muito mais além do que foi descrito aqui. A infância de Ruy é devidamente esmiuçada e não deixa de ser uma surpresa que o aluno foi muito diferente do professor. Há espaço para também um amor (sim) não correspondido. Uma vida rica, produtiva e que deixa um enorme legado. E ao final da leitura não é possível deixar de concordar com o desfecho. A vida não é uma merda.

EP FM Araraquara, emissora de rádio do Grupo EP, estreia Jornal da EP

Na segunda-feira, 14/10, a EP FM Araraquara (95,7 FM) estreia o Jornal da EP, programa diário de notícias da região que vai ao ar de segunda a sexta, das 7h às 11h. Apresentado por José Carlos Magdalena, o programa traz uma cobertura ampla e detalhada dos principais acontecimentos locais, reforçando o compromisso com a informação de qualidade. Com essa nova programação, a EP FM, que pertence ao Grupo EP, conglomerado de mídia afiliado a Globo no interior paulista e Sul de Minas, oferece uma grade ainda mais completa, focada no público regional e nas demandas locais. 

O Jornal da EP vai além das ondas do rádio, transmitido pelos 95,7 FM da EP FM Araraquara. Os ouvintes também podem acompanhar o programa ao vivo em múltiplas plataformas digitais, incluindo o canal oficial no YouTube, a página no Facebook, o portal ACidade ON Araraquara e o site da EP FM Araraquara. Essa diversidade de canais amplia o alcance do programa, permitindo que o público tenha acesso à informação de qualidade de maneira prática e conveniente, onde quer que esteja.

O Jornal da EP conta com uma equipe liderada por José Carlos Magdalena, jornalista com o maior tempo de liderança em rádio no interior paulista e mais de 40 anos à frente das manhãs informativas na região de Araraquara. Ao lado de Luís Antônio, Fernando Ferreira e Ernesto Lopes, Magdalena fortalece a tradição do rádio regional, enquanto as reportagens externas ficam a cargo de José Roberto Ferrari. Completam a equipe a locutora comercial Gabi Rossaboni e o produtor Lucas Molinari, garantindo uma cobertura jornalística robusta e de qualidade para o público local.

A programação diária do Jornal da EP é focada em assuntos regionais, combinando notícias de última hora com jornalismo opinativo. O público terá acesso às informações mais importantes do dia e também as análises e debates conduzidos por uma equipe plural. Luís Antônio, cientista social e Mestre em Estudos Literários, Fernando Ferreira, jornalista e professor, e Ernesto Lopes, jornalista com experiência em administração de empresas, trazem perspectivas variadas e ricas às discussões. Ao longo de toda a manhã, as principais notícias policiais e a movimentação das cidades são transmitidas em tempo real por José Roberto Ferrari, reforçando o compromisso com a agilidade e a precisão jornalística.

O diretor de Rádios e Relações Institucionais do Grupo EP, Paulo Brasileiro, destaca a relevância do novo programa. “A chegada do Jornal da EP na EP FM de Araraquara reforça nossa presença no cenário da mídia regional, ampliando o compromisso institucional de prestação de serviços com qualidade e credibilidade, desenvolvimento da região de atuação e fortalecimento das comunidades”.

Band News FM denuncia escândalo dos transplantes no RJ: HIV e falhas em testes

A Anvisa e o Ministério Público investigam a contaminação de seis pacientes que receberam órgãos transplantados no Rio de Janeiro e foram infectados com HIV. A informação foi revelada com exclusividade pelo diretor-geral de conteúdo do Grupo Bandeirantes de Comunicação e âncora da BandNews FMRodolfo Schneider. De acordo com técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os exames de sangue feitos nos doadores apresentaram um falso negativo.

Todos os testes foram realizados em uma empresa, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O grupo foi contratado emergencialmente pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro em dezembro do ano passado.

A situação foi descoberta no último dia 10 de setembro, quando um paciente transplantado foi ao hospital com sintomas neurológicos e teve o resultado para HIV positivo; ele não tinha o vírus antes do transplante. Amostras dos órgãos doados pela mesma pessoa foram analisadas e outros dois casos foram confirmados. Há uma semana foi notificado que mais um receptor de órgãos teve o exame de HIV positivo após o transplante. Até o momento, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou seis casos idênticos.

A Anvisa esteve nesta quinta-feira (10) no laboratório PCS e descobriu que a unidade não tinha kits para realização dos exames de sangue e também não apresentou documentos comprovando a compra dos itens, o que levantou a suspeita de que os testes podem não ter sido feitos e que os resultados tenham sido forjados. A investigação, até o momento, identificou que a contratação emergencial foi feita pela Fundação Saúde, órgão ligado à Secretaria Estadual de Saúde do Rio, em um momento em que o Hemorio estava sobrecarregado.

No entanto, não constavam na licitação recomendação técnicas da Anvisa; as regras são obrigatórias para o atendimento de centrais de transplantes. Entre dezembro e setembro, quando o laboratório teve o contrato com o governo do Rio suspenso, foram realizados mais de 500 transplantes no Rio. Todos os pacientes que tiveram exames realizados pelo laboratório PCS estão sendo examinados novamente e a expectativa é de que essa etapa da investigação termine na próxima semana.

A situação não tem precedentes no Brasil, que realiza transplantes desde 1964. Nesta quinta, centrais de transplantes de todo o Brasil se reuniram para discutir medidas de segurança após o chamado “evento adverso grave” no Rio de Janeiro.

Rádio Bandeirantes entrevista sobrevivente da tragédia dos Andes, ocorrida há 52 anos 

O programa Antenados, apresentado pelo jornalista Danilo Gobatto na Rádio Bandeirantes, leva ao ar neste sábado (12), às 22h, uma entrevista exclusiva com Antonio Vizintín, sobrevivente de um dos mais famosos acidentes aéreos da história. 

Há 52 anos, em 13 de outubro de 1972, o voo 571 da Força Aérea Uruguaia saía de Montevidéu para Santiago, no Chile, transportando o time de rúgbi Old Christians Club, além de amigos e familiares. Quando estavam próximo ao destino, o copiloto, tenente-coronel Dante Lagurara, pediu permissão para aterrissar no aeroporto da capital chilena e iniciou a descida. Entretanto, ele e o piloto, o coronel Julio Cesár Ferradas, identificaram erroneamente a posição em que estavam, o que resultou em uma brusca descida até o vale no alto das montanhas dos Andes, inicialmente matando 12 das 45 pessoas. 

Vizintín, que estava a bordo com seus companheiros de equipe, descreve os momentos antes e depois do ocorrido. Ele relata como, após a queda, os viajantes enfrentaram temperaturas abaixo de zero, nevascas, escassez de alimentos e suprimentos médicos, usando os destroços da aeronave como abrigo, transformando bagagens em paredes e capas de assentos em cobertores.

Dizendo não acreditar em milagres, o uruguaio relembra com alegria o instante em que soube, por meio de um rádio improvisado, que ele e seus 16 colegas seriam resgatados após 72 dias lutando por suas vidas nas montanhas geladas. “Na realidade, isso serviu para confirmar que não foi um milagre – como dizem agora que foi ‘o milagre dos Andes’. Na verdade, foi o ser humano combatendo a adversidade, mostrando sua capacidade de superação”. 

O acontecimento serviu de referência para diversos filmes, livros e séries – e até a criação de um local em homenagem aos passageiros em Montevidéu, no Uruguai, o “Museu dos Andes”. A obra mais recente é “A Sociedade da Neve”, uma produção da Netflix indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Maquiagem, que retrata desde o embarque até a hora em que eles foram salvos e retornaram a seu país.

A entrevista será transmitida neste sábado, às 22h pela Rádio Bandeirantes, com reprise no domingo (13), às 23h. Também é possível assistir pelo canal oficial da rádio no YouTube ou no aplicativo Bandplay

Depois da eleição, Eli Corrêa volta à Capital e alimenta esperança de uma vaga na Câmara dos Vereadores

Por Rodney Brocanelli

Eli Corrêa voltou a apresentar seu programa na Rádio Capital nesta segunda (07). Ele teve que se ausentar do microfone devido à sua campanha para reeleição ao cargo de vereador na cidade de São Paulo pelo União Brasil. No entanto, ele não deverá conquistar uma vaga logo de cara.

Ele teve 24.561 votos, o que lhe garante apenas a suplência neste primeiro momento. O comunicador manifestou no a esperança de uma vitória do atual prefeito no segundo turno e uma eventual mexida em seu secretariado para que ele possa conseguir assumir uma cadeira na Câmara dos Vereadores.

“A qualquer momento, se um vereador eleito for para o secretariado do prefeito, eu não sei qual vai ser o prefeito, se é o Boulos ou se é o Ricardo Nunes, acredito que seja o Ricardo Nunes, então um vereador do nosso partido que vá como secretário e mais um, de repente…porque fazemos parte da base do governo. São 12 partidos que fazem parte da base do governo Ricardo Nunes. Caso ele seja eleito, esses partidos farão parte do governo, entre eles o União, ao qual eu pertenço”, explicou, ao lado da mulher Cinthia.

Na eleição de 2020, quando foi eleito vereador, Eli teve 32.482 votos, concorrendo pelo Democratas, partido que depois fundiu-se com o PSL para transformar-se no União Brasil.

O apresentador da Capital agradeceu pelos votos que teve e até mandou colocar seus eleitores na tradicional oração que é feita em seu programa. Ouça abaixo.

Eleições 2024: Reinaldo Azevedo comanda edição especial do É da Coisa na Band News FM

Sobre a cobertura das eleições municipais programadas para o próximo domingo (06), todas as praças da Rede BandNews FM darão a largada logo cedo com o deslocamento dos concorrentes às funções públicas e dos cidadãos até os locais de votação. Jornais completos trazem a expectativa para o anúncio dos vencedores. A rádio ainda estará nos Tribunais Regionais Eleitorais com a prestação de serviço sobre a hora do voto e as últimas indagações do eleitorado. Da Sala Digital Band Google, a audiência vai descobrir quais são os questionamentos que mais aparecem na plataforma. A partir das 17h, a emissora divulga as parciais e a consolidação dos votos com apresentação de Luiz MegaleSheila Magalhães e Carla Bigatto e comentários de Eduardo OinegueFernando Schüler e Mônica Bergamo. Às 20h30, Reinaldo Azevedo leva ao ar uma edição especial do O É da Coisa avaliando o panorama de forma geral.

Eleições 2024: Rádio Bandeirantes terá orientação sobre trânsito

No próximo domingo (06) os trabalhos relacionados a cobertura das eleições para prefeito serão iniciados às 6h na Rádio Bandeirantes, quando o time se coloca a postos para verificar a circulação nas ruas e fornecer orientações sobre o trânsito. O ouvinte vai ter acesso a notícias e análises na transmissão conduzida por Thays FreitasPedro CamposCláudio HumbertoMarco Antonio SabinoEduardo CastroAna Paula RodriguesSilvania AlvesClaudio ZaidanRonald Gimenez e Christiano Panvechi. A reportagem detalha o dia dos postulantes aos cargos e, junto com os profissionais das afiliadas do Grupo Bandeirantes, noticia os fatos mais relevantes. Às 17h, tem o saldo das pesquisas de boca de urna na capital paulista e nos principais municípios, bem como a apuração que vai apontar os prefeitos e vereadores eleitos e os candidatos que seguirão para o segundo turno. Entrevistas com especialistas que irão traçar as etapas seguintes serão destaque.

Comunicador Mauro Borba estreia na 102.3

Com mais de 40 anos de experiência em rádio, Mauro Borba irá reforçar o time de comunicadores da rádio 102.3. Ele chega para comandar os programas A Hora do Rush e Boys Don’t Cry, que acompanharam gerações de ouvintes gaúchos.

– Mauro Borba é um nome de grande relevância para o rádio porto-alegrense. Carrega muita história. Não poderia ficar fora do ar por muito tempo. Encaixa perfeitamente no estilo da 102.3 – reforça Alexandre Fetter, diretor artístico das rádios 102.3 e Atlântida.

Atração que ficou 30 anos no ar nas extintas rádios Ipanema e Pop Rock, A Hora do Rush seguirá evidenciando clássicos do rock e novidades na grade da 102. Com estreia marcada para o dia 14 de outubro, o programa será transmitido ao vivo de segunda a sexta, das 19h às 20h. Com a novidade, o Happy 102, apresentado por Sara Bodowsky, assumirá o horário das 20h.

Mauro Borba também estará à frente do Boys Don’t Cry, relembrando clássicos dos anos 1980 e 1990. O programa será atração na grade da 102.3 aos sábados e domingos, sempre às 16h.  

– Significa uma volta ao meu estilo de trabalho, pois os programas A Hora do Rush e Boys Don’t Cry têm a minha “cara”, como se diz. Depois de um tempo mais envolvido com a gestão, voltar ao microfone é um retorno às origens. A possibilidade de trabalhar com música de novo me deixa muito feliz – celebra Borba.

Mauro Borba é jornalista com MBA em Gestão Empresarial e mestrado em Comunicação Social. Com mais de 40 anos de trajetória profissional, esteve envolvido na criação de rádios como Bandeirantes FM, Ipanema FM e Pop Rock. É autor dos livros Prezados Ouvintes – Histórias do rádio (2001) e Pop Rock e Cafezinho – Aconteceu desse jeito (2019).

Foto: Mauro Borba e Alexandre Fetter. Credito: Natã Nunes.

“O Pulo do Gato” passa a ser transmitido mais cedo na Rádio Bandeirantes

No ar há 51 anos, O Pulo do GatoancoradoporPedro Campos e Silvania Alvesna Rádio Bandeirantesserá transmitido mais cedo, às 5h da manhã. O anúncio oficial aconteceu nesta quarta-feira (25), quando é comemorado o Dia do Rádio.

“Fizemos essa experiência ao longo das últimas semanas, por causa do horário político, e recebemos um ótimo retorno dos ouvintes, além de termos aumentado a nossa entrada na medição do streaming”, explica a editora-executiva Thays Freitas a respeito da mudança.

A atração, considerada uma das mais tradicionais do rádio brasileiro, reúne um noticiário conciso para deixar as pessoas bem informadas nas primeiras horas do dia e prestação de serviço sobre trânsito, previsão do tempo, situação do transporte público, calendário de pagamento de aposentados, dados sobre vestibulares e concursos, entre outros. O time de colunistas trata de temas como saúde, turismo e agronegócio. O consagrado quadro “Boca no Trombone” está sempre do lado de quem precisa resolver alguma adversidade. Tem ainda a participação do esporte com a rodada do futebol, destaques de diversas modalidades e dicas sobre qualidade de vida com o médico infectologista Evaldo Stanislau. Um diferencial é a audiência altamente engajada, que ajuda os apresentadores com informações e comentários.

O miado mais famoso do Brasil foi ouvido pela primeira vez em 2 de abril de 1973. Durante 47 anos, José Paulo de Andrade, que faleceu emjulho de 2020,comandou o programa ininterruptamente.

O Pulo do Gato é exibido em rede pela Rádio Bandeirantes de segunda a sábado, às 5h, para mais de 50 emissoras em todo o país. Quem quiser acompanhar a programação basta sintonizar em 90.9 FM ou 86.3 FM na Grande São Paulo, acessar o site, o canal oficial no YouTube ou o aplicativo Bandplay

Morre o narrador esportivo Flávio Araújo

Por Rodney Broocanelli

Morreu nesta terça (17) o narrador esportivo Flavio Araújo. A causa não foi informada. Velório e enterro aconteceram no mesmo dia, na cidade de São José dos Campos, onde viveu os últimos anos de vida. Ele tinha 90 anos.

Conhecido como o “narrador que anda em cima da bola”, Flávio não ficou limitado apenas ao futebol. Transmitiu modalidades como atletismo, boxe, basquete e F-1. Acompanhou os feitos de quatro grandes esportistas brasileiros: Pelé, Émerson Fittipaldi, Éder Jofre e Adhemar Ferreira da Silva (sem ordem de importância).

Como narrador, Flávio Araújo seguiu a escola de Pedro Luiz, fazendo uma narração descritiva do que acontecia em campo, nas quadras, no ringue ou mesmo nos autódromos. No entanto, ele se permitia usar alguns bordões, como o “colocou a deusa branca para fazer chuá”, logo após um lance de gol, ou o “o 10 está brilhando na camisa dele”.

Trabalhou na Rádio Bandeirantes a maior parte de sua carreira. Foram 25 anos não corridos entre 1957 e 1982. Em 1962, saiu integrar a equipe esportiva da Rádio Excelsior, mas ficou pouquíssimo tempo. Nos anos 1980, teve uma passagem marcante pela Rádio Gazeta, onde ao lado da Rádio Clube Paranaense, liderou a cobertura da Copa da Espanha, em 1982.

Foi comentarista na Rádio Central, de Campinas, ao lado de Carlos Batista. Por muito anos, manteve um quadro de opinião na Rádio Cultura, de Poços de Caldas, chamado O Positivo e o Negativo. A emissora é de propriedade do irmão Chico de Assis.

Também atuou na imprensa escrita, mantendo colunas nos jornais Agora (SP), do Grupo Folha( já extinto), O Imparcial, de Presidente Prudente (cidade onde nasceu) e no site Ribeirão Preto On Line. O Radioamantes republicou alguns desses textos. Basta clicar aqui e descer a barra (ou a tela) para ler. Em 2019, este blog abrigou algumas de suas manifestações em contrariedade a adaptação feita da vida de Éder Jofre para uma minissérie exibida pela Globo. Leia aqui e aqui. É autor do livro “O Rádio, o Futebol e a Vida”.

Em 2013, Flávio concedeu uma entrevista ao programa Radioamantes no Ar, da web rádio Showtime, na qual ele falou de vários aspectos de sua carreira. Um amigo deste site que se vai. Descanse em paz.

Rádio Nacional e as transmissões de futebol em São Paulo

Por Rodney Brocanelli

Algo que chama a atenção na Rádio Nacional aqui de São Paulo, que opera em 87,1 Mhz, (FMe), é a irregularidade das transmissões de futebol. A matriz tem uma equipe esportiva que, embora não tenha mais o peso de seus anos de ouro, é bastante ativa.

Muitos jogos acabam não chegando para a praça de São Paulo. Os jogos da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa de 2026 realizados na semana que passou são um exemplo disso. A divulgação oficial publicada pelo Radioamantes informou que a partida entre Brasil x Equador poderia ser ouvida no Rio de Janeiro, Amazonas e Alto Solimões. Veja abaixo.

Uma breve escuta dos 87,1Mhz naquele dia confirmou a informação. Importante destacar que as emissoras de Recife e São Luís também não veicularam essa partida.

O blog procurou a assessoria de imprensa da EBC, que cuida da Rádio Nacional, para tratar mais particularmente da praça de São Paulo. Além do caso já citado da seleção brasileira, algumas partidas de times paulistas, mesmo indo para rede, não chegam até os receptores de rádio localizados na capital dos paulistas.

A EBC diz que “por uma estratégia de programação, as transmissões das partidas de futebol seguem critérios regionais. No caso da Rádio Nacional de São Paulo, são transmitidos apenas jogos com times paulistas. Nossas transmissões esportivas são geradas 100% para a Nacional do Rio, que conta com equipe de esporte e tem o futebol com uma das marcas de sua programação. Algumas partidas são retransmitidas por Brasília e por emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP)”.

No último sábado (14), a partida entre Botafogo x Corinthians foi veiculada normalmente pelos 87,1Mhz.

O Radioamantes perguntou também se existe algum projeto de transmissões regionalizadas de futebol para São Paulo, mas não houve resposta. Vamos seguir acompanhando essa questão.

Band FM estreia afiliada em Alagoinhas (BA)

A Rede Band FM anuncia o lançamento de uma nova afiliada, dessa vez em Alagoinhas, na Bahia, a partir desta segunda-feira (16). A estreia acontece às 6h durante o programa A Hora do Ronco, apresentado por Pedro Luiz RoncoTadeu Correia e Emerson França.

A frequência 91,9 MHz contempla cerca de 30 cidades, entre elas, Camaçari, Candeias, Catu, Dias d’Ávila, Inhambupe, Irará e Mata de São João, alcançando 1.743.534 milhão de ouvintes potenciais.

Com 65 emissoras e líder de audiência há quase uma década na Grande São Paulo, maior mercado de rádios da América Latina, a Band FM soma 67 milhões de ouvintes em potencial ao redor do Brasil.