Quase, hein Milton Neves…

Durante o Terceiro Tempo, da Rádio Bandeirantes, no dia 05 de maio, Milton Neves quase errou o nome da emissora onde trabalha. Ouça no player abaixo.

Jovem Pan AM migrando para o FM?

por Flávio Ricco

Possibilidade
Toda a programação da rádio Jovem Pan AM, segundo entendimentos de bastidores, muito em breve será transmitida também pela sua emissora de FM, em São Paulo.

Medida que atenderá, ao mesmo tempo, ouvintes e o mercado publicitário.

A experiência malsucedida da Atlântida FM

do site Laboratório Pop

Até esta quarta (27), um programa diário da Rádio Atlântida, do Grupo RBS, ia ao ar diariamente às 17h sob o nome de Laboratório Pop. Notificado extra-judicialmente pelo Departamento Jurídico da LabPop Content (empresa que abriga o LP e mais quatro portais), o Grupo RBS, que controla a rádio, decidiu eliminar o nome do programa, que entrou no ar nesta quinta (28) com o provisório Programa Sem Nome. A marca Laboratório Pop era usada sem autorização. “A gente nunca tinha nem ouvido falar do programa ou das pessoas que o apresentavam. Mas escutamos nesta semana e até que é bem legal”, diz Marcella Huche, editora-chefe do LABORATÓRIO POP. “Mas o Laboratório Pop tem uma história, que correu o Brasil inteiro nas bancas e é uma marca conhecida nos quatro cantos do país e, portanto, não pode ser usada arbitrariamente por um produto novo, como é esse programa”.

“A utilização indevida da marca “LABORATORIO POP” por uma rádio que se autointitula “a maior rede de rádios jovem da região Sul do Brasil no segmento de pop/rock” induz o público fiel e a base de consumidores da empresa LabPop Content a erro, justamente por tratar-se de um grande grupo de comunicação como o RBS (Rede Brasil Sul)”, explica Nehemias Gueiros, advogado especializado em direitos autorais, show business e internet, que assina a notificação extra-judicial.

O LABORATÓRIO POP começou como um portal de notícias de cultura pop e entretenimento, em dezembro de 2003. Em abril de 2004, foi lançada a revista Laboratório Pop, que circulou nas bancas de todo o país. Como desdobramento do êxito do portal, hoje o maior de cultura pop no Rio e um dos 10 maiores do país, em dezembro de 2010 foi lançada a webradio Rádio LP.

“É inaceitável que se reproduza, com nítida finalidade comercial, uma marca legitimamente registrada por outra pessoa, sem consultá-la, sem lhe dar o devido crédito criativo e, mais grave, sem compensá-la financeiramente”, detalha Gueiros.

O nome provisório adotado pela rádio, porém, traz novos problemas laboratoriais à Atlântida. O Programa Sem Nome também está registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde outubro de 2003, pela Fundação João Paulo II, para uso em telecomunicações. 

Nesta quinta, Alexandre Fetter, um dos apresentadores do programa, postou em seu Twitter a mudança. “Apesar de liderar a pesquisa do Google como mostra a foto (print de uma autocomplete do buscador), o laboratóriopop do Dr. Fexter vai mudar de nome”, disse. “Quem quer saber por que?”, indagou depois, sem dar resposta aos seus seguidores. na noite anterior, logo depois de ter sido avisado de que a marca já existia, tuitou: “Não sabíamos da existência silenciosa da marca. Já encaminhei às instâncias adequadas. Nunca houve intenção de plágio ou cópia. Podemos bem mais que isso, pesquise”.

Comentário: Ouça no player abaixo trechos do Programa Sem Nome em que a polêmica do nome foi citada pelos apresentadores. Chama a atenção o fato de que eles chegaram ao nome Laboratório Pop ao que chamaram de um brainstorm via Twitter com os ouvintes. É de se lamentar as ironias usadas logo nos primeiros segundos, especialmente quando se fala em “uso silêncioso”, que é uma forma de não assumir o erro e também de desqualificar quem reivindica  seus direitos (Rodney Brocanelli).

FM do Grupo RBS usa nome do site Laboratório Pop em programa de rádio

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Atlântida FM, de Porto Alegre, pertencente ao Grupo RBS, vem apresentando o programa Laboratório Pop, veiculado diariamente, as 17h. No entanto, o nome Laboratório Pop é utilizado desde 2004 para batizar um dos sites mais interessantes de cultura pop do país (e com o qual o autor deste post colabora), que é afiliado ao portal R7. No ínicio (veja abaixo), era uma revista on paper. Com o tempo, a marca se estabeceleu na web.

Pelo Twitter, Alexandre Fetter, apresentador da atração disse (de uma forma deselegante, até)  que não sabia da “existência silenciosa” da marca. Independente de ser silenciosa ou não, uma marca existe. É querer justificar o injustificável. Fetter acrescenta que não houve intenção de plágio e que encaminhou o caso às instâncias adequadas. Vamos acompanhar.


Vem aí, Tupi Serviços

por Flávio Guimarães

Nem Paulo Barboza, nem programação musical. A Tupi AM, em 1150 KHz, aposta no jornalismo político e na prestação de serviços com o objetivo de fortalecer a programação matinal.

Quem vai comandar a nova atração, de segunda a sexta, das 07h00 às 09h00, horário nobre do rádio, é o amigo jornalista, radialista e futuro magistrado, José Nello Marques.

A proposta, de início, me agrada muito. Todo espaço dedicado ao jornalismo de serviços deve ser efusivamente saudado, uma vez que a força do rádio precisa, mesmo, atuar em favor da coletividade, transformando-se em porta-voz das reivindicações populares. O profissional escalado para desempenhar a função de elo entre autoridades e a população é mais do que capacitado, além de ser íntegro e ter bom trânsito no ambiente político. Aliás, essa é uma condição fundamental para que a voz do povo tenha as devidas ressonância e representatividade junto ao poder.

O projeto deve estrear nesta segunda-feira ou na segunda da próxima semana. José Nello Marques vai comentar as notícias do dia, ouvir a população, apresentar reportagens e entrevistar personalidades da vida política municipal, estadual e federal. A tarimba de Zé Nello como entrevistador não deixa a menor dúvida sobre o êxito da empreitada. Além disso, o programa vai contar com a participação diária de outro grande amigo, José Maria Della Guardia Scachetti, o nosso Super Zé Maria, natural de Serra Negra, São Paulo. Dono de voz excelente, personalíssima, com um timbre de causar inveja aos profissionais do setor, José Maria Scachetti é uma caixa acústica tonitruante. A função dele será a de atualizar as notícias nas manhãs do rádio. Os acontecimentos em cima da hora serão anunciados com rapidez e energia. O som alto, forte e claro da voz de José Maria é poderoso o bastante para se fazer ouvir em meio ao ritmo frenético da cidade que não pode parar.

Leia mais aqui

A emoção do ponto final da Superliga masculina de vôlei com a equipe Expressão da Bola

Por Rodney Brocanelli

No último domingo, aconteceu em Belo Horizonte a grande decisão da Superliga mascuilna de vôlei, que reuniu Sesi x Sada Cruzeiro. Vitória da equipe paulista por 3 sets a 1. A equipe Expressão da Bola, que transmitiu toda a competição pelo seu site, em parceria com Vôlei na Rede, não poderia ficar de fora. No player abaixo, você ouve a emoção do ponto que definiu o campeonato, com narração de Guga Mendonça e participação de July Stanzioni, Guto Monte Ablas e Rodney Brocanelli.

A iniciativa de se transmitir os jogos de vôlei pela Internet (em áudio) superou as expectativas. O retorno que veio pelas redes sociais, especialmente o Twitter, é prova disso. Uma legião de fãs do esporte que não foi atendida pelas transmissões da tv aberta ou por assinatura, fez do site Expressão da Bola a sua fonte primária de informação para poder torcer pelos seus clubes de coração e acompanhar as jogadas de seus ídolos. Para a próxima temporada, que se inicia no segundo semestre, tem muito mais, agora com a parceria entre a equipe Expressão da Bola e o portal Voz do Futebol, cujo resultado será o portal Voz do Esporte. Leia mais aqui.

Rádio Cultura FM fala sobre saída de Julio Medaglia

A Rádio Cultura FM está atualizando sua grade de programação a partir desta semana, incluindo Começando o Dia, com Alexandre Machado; Interlúdio – Encontros e passagens musicais, com Cynthia Gusmão; Música Barroca, produção de Ralf Schwartz – sábado, 8h; e Claritas: O Universo da Música Antiga, produção de Cynhtia Gusmão – domingo, 8h.

A grade terá ainda uma mudança importante a partir de 23 de maio, quando passará a apresentar, de 2ª a 6ª, das 11h ao meio-dia, o programa Ideias Musicais. A cada seis meses, cinco profissionais ocuparão um dia da semana para desenvolver uma reflexão sobre uma faceta da música clássica. Esses profissionais serão compositores, musicólogos, intérpretes, críticos e demais especialistas, com marcante atuação na vida musical brasileira e, terminadas suas respectivas séries, outros serão convidados para o mesmo desafio.
Desta maneira, a Rádio Cultura FM continua a cumprir sua missão de abrir espaços para novas ideias a respeito do que acontece hoje na vida musical do País. Ao mesmo tempo, dá voz a profissionais de grande importância para a música brasileira e que não têm acesso aos meios de comunicação de massa. A exemplo das maiores rádios públicas do mundo, a emissora pretende proporcionar diferentes pontos-de-vista sobre a música clássica e sua escuta.
 

Ideias Musicais seguirá a tradição do horário, iniciada pelo maestro Júlio Medaglia, que levou ao público, todos os dias, das 11h às 12h, temas essenciais para a música, no programa TEMA E VARIAÇÕES. Pelo reconhecido e inconteste papel desempenhado pelo maestro Medaglia em prol da divulgação da música clássica no Brasil, foram oferecidas a ele algumas alternativas, mas a conclusão das conversas foi pela não renovação do contrato.

Algumas vinhetas da Rádio Bandeirantes

Por Rodney Brocanelli

O camarada Edu Cesar, do site Papo de Bola, encaminhou para o blog Radioamantes uma série de vinhetas antigas que ele gravou da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, algumas delas não ouvidas pelo público paulistano. Para quem gosta de vinhetas, diversão garantida. Ouça nos players abaixo. Antes, algumas explicações pelo próprio Edu.

Chamada do BandSat, que o AM 840 de São Paulo nunca ouviu pois entrava nos intervalos nacionais dos noticiários da rede (à época “Primeira Hora” às 7h – em edição nacional só do satélite, com Anderson Afonso, Michel França, Silvania Alves e Márcio Rodrigo; São Paulo ouvia Eduardo Castro, Júlio César Arêdes, Walker Blaz e Lourival Pacheco -, “Jornal do Meio-Dia” às 12h – este retransmitido com São Paulo, com Eduardo Castro, Anderson Afonso, Júlio César Arêdes e Walker Blaz – e “Jornal das Seis” às 18h – este totalmente exclusivo da Rede Bandeirantes de Rádio, com Paulo Edson, Davi Aguiar e Márcio Rodrigo). Os repórteres na chamada são Carlos Rodrigues (então correspondente em Brasília) e Eduardo Affonso, além do locutor Márcio Rodrigo.

Chamada do “Serviço Total” na Bandeirantes aqui de Porto Alegre (versão local do mesmo microboletim de prestação de serviço que tinha aí em São Paulo); a partir deste período, por volta de 2002 ou 2003, Dimas Aguiar passou a fazer a maioria das vinhetas e algumas chamadas da Band/RS.

Chamada anunciando a parceria com a Rádio Inconfidência de Belo Horizonte (Nota do blogueiro: parceria essa que, pelo jeito, não seguiu adiante)

Chamada de estreia do “Na Geral”, em 2003, com a voz de Marcos Hummel (então no “Jornal da Band”) no final.

Chamada geral da emissora (da época do slogan “a rádio líder de audiência em jornalismo”, então convertido para “a rádio líder nas eleições 2002”)

Aviso na locução de Nelson Gomes para as emissoras da rede de que começaria o “Jornal das Seis” em cinco segundos (esse aviso não entrava na retransmissão da Band/RS, mas uma vez ela vazou este som e dei a sorte de gravá-lo – e foi a única vez em que cometeram este deslize)

Abertura do “Jogo Aberto”, o antigo pós-jogo extinto em 2005, quando estreado Milton Neves (e, consequentemente, seu “Terceiro Tempo”).

Alexandre Machado comanda novo jornalístico na Rádio Cultura FM

A Rádio Cultura FM (103,3 mhz) inaugura um novo jornalístico matutino. Trata-se do Começando o dia, um programa que mistura música clássica com notícias de política, economia, cultura, sustentabilidade e comportamento. Vai ao ar de segunda a sexta-feira, ao vivo, a partir das 8h. O comando é do jornalista Alexandre Machado.    

A proposta é comentar os principais fatos do dia. E para dar cabo à missão, Alexandre também entrevista personalidades de destaque. Na estreia, conversa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a professora de dança Helena Katz e o cientista político Reginaldo Nasser.

Embora a estrutura temática tenha um quê de revista, com discussões mais aprofundadas, a atração não deixa de lado o hard news, noticiando o que acontece no trânsito e no clima.

A carreira do jornalista Alexandre Machado é marcada pela atuação nas mais variadas áreas da comunicação. No jornalismo escrito, foi editor da Revista Veja e do jornal Gazeta Mercantil. Atuou também na direção de jornalismo da TVE. Passou pela TV Gazeta e, depois, comandou o programa Opinião Nacional, na TV Cultura.

Mauro Beting fala sobre Reali Junior e Serginho Leite

Por Rodney Brocanelli

Durante o Terceiro Tempo, da Rádio Bandeirantes, na madrugada desta quinta-feira, Mauro Beting falou sobre as recentes perdas de Reali Junior e Serginho Leite. Ouça no player abaixo.

Willians Lima fala sobre o episódio do choro

Por Rodney Brocanelli

O caso do repórter Willians Lima, que chorou ao dar a escalação do Paraná Clube antes da partida contra o Operário, de Ponta Grossa, no último sábado, ganhou o Brasil. O Redação Sportv deu amplo destaque ao assunto e o próprio Willians teve a chance de participar do programa.

Além disso, ele concedeu uma rápida entrevista à Gilson Ricardo, da Rádio Globo, do Rio de Janeiro.

Saiba mais clicando aqui:

Repórter chora com situação do Paraná Clube

Morre Serginho Leite

do site Terceiro Tempo

Morreu na tarde desta terça-feira (12/04) Sergio Leite, do Show de Rádio da Jovem Pan e em outras emissoras. Serginho estava no Hospital das Clínicas, em São Paulo onde foi internado vítima de infarto. O radialista deixa a esposa Tânia e dois filhos, Pedro e João.

Comentário: Embora estivesse se dedicando aos shows e à publicidade nos últimos anos, os grandes momentos de Serginho Leite se deram no rádio. Ele fez parte de uma das melhores fases do Show de Rádio, compreendida entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80, ainda na Jovem Pan. Serginho era um dos responsáveis pelas paródias e além disso fazia imitações memoráveis. Uma delas chegou até a ajudar o imitado.

Carlos Aguiar era apresentador de auditório que esteve muito tempo no ar pela TV Gazeta, no mesmo período. A imitação que Serginho fazia dele era bem fiel e, mais importante, engraçada. Ele fazia questão de dizer o dia e o horário do programa de Aguiar para que os ouvintes não pensassem que o personagem era uma invenção. Por conta disso, a atração de Aguiar na televisão ganhou alguns telespectadores a mais na época.

Serignho Leite também foi um dos principais nomes do FM nos anos 80. Seu horário na Jovem Pan (10h às 14H) era um dos mais ouvidos na emissora. Fórmula simples: muita música e as imitações dos nomes que estavm na crista da onda, independente do setor de atividade. Daquele período, as imitações mais marcantes são de Silvio Santos, Clementina de Jesus, Zé Béttio e Sérgio Chapelin.

Em 1984, ele foi contratado pela Globo FM, mas ficou na emissora por pouco tempo. Depois se transferiu para a Transamérica, em 1986.

Ao mesmo tempo, Serginho também passou a ser requisitado pelas produtoras seja para criar jingles ou dar voz a personagens. O Bond Boca, da Cepacol, foi um deles. Chegou um momento em que se dedicou apenas à publicidade, mas sem perder o rádio de vista.

Ele reformou o Show de Rádio, chamando para esse projeto Nelson Tatá Alexandre, Weber Laganá Pinfani e Odayr Baptista. Essa nova versão ficou no ar por um bom tempo na Rádio Bandeirantes, durante o ano de 1997. Depois, ele levou o programa para emissoras como Gazeta, Capital e Trianon, em passagens efemeras. (Rodney Brocanelli)

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Outra das imitações famosas de Serginho: Zé Béttio.

Serginho Leite em ação na Jovem Pan com o Mix da Pan. O ouvinte tinha que adivinhar os interpretes das músicas tocadas em sequência. Aqui, ele dizia um de seus famosos bordões, o Lê Dancê.

Um trecho gravado de sua estreia na Globo FM, em 1984, em programa especial apresentado no Teatro e Palhaçaria Pimpão, no centro de São Paulo, o mesmo lugar onde era feito o Balancê, de Fausto Silva. Será que a Globo/SP ainda tem isso?

Uma das paródias de maior repercussão feitas por Serginho: Eu Sou Bóia. O original é Eu Sou Boy, do Magazine de Kid Vinil.

Serginho Leite gravou um disco com músicas de humor. Seu grande hit é este aqui.

Não consegui achar qualquer registro da imitação que Serginho fazia de Carlos Aguiar. Coloco aqui um vídeo do próprio imitado para que os leitores saibam de quem se trata.

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Neste link, uma interessante entrevista de 2006  em que ele conta os bastidores de suas passagens por diversas emissoras de rádio.

Repórter chora com situação do Paraná Clube

Por Rodney Brocanelli

O Paraná Clube, um dos grandes do futebol paranaense, vive uma situação difícil no campeonato local e luta para fugir do rebaixamento. Neste sábado, antes da partida contra o Operário, o repórter Williams Lima, da Rádio Banda B, não conseguiu controlar a emoção com a perspecitiva de o time cair para a segunda divisão e chorou quando foi dar a escalação do time que iria entrar em campo para disputar a partida. Ouça no player abaixo com a introdução de André York.

Atualização (13.04.2011): O áudio de Willians Lima foi assunto no programa Redação Sportv. Ele entrou por telefone para conversar com o apresentador André Risek.

Além disso, o repórter da Banda B também concedeu uma entrevista à Rádio Globo, do Rio de Janeiro.

Morre Reali Júnior

da Rádio Jovem Pan

Morreu na manhã deste sábado, por conta de uma parada cardíaca, o jornalista da Jovem Pan Elpídio Reali Júnior, ou simplesmente Reali Júnior. Durante mais detrês décadas, ele foi a cara e a voz da JP na Europa, falando diretamente da Maison de la Radio, em Paris, na França, sobre política, economia, esportes e todos os acontecimentos que mobilizavam o Velho Continente.

Reali, que também trabalhou em O Estado de S. Paulo e nos Diários Associados, além de passagens pelos mais importantes veículos de comunicação do Brasil, começou na Jovem Pan em meados da década de 1950, atuando como repórter esportivo, e mudou-se para a França em 1973, durante o regime militar, e sua casa na capital francesa foi, durante anos, uma espécie de embaixada informal dos brasileiros que visitavam a cidade.

Ele recebeu os troféus Comunique-se e Roquete Pinto e, em março de 2009, foi agraciado com o título de professor Honoris Causa da FMU, por conta de sua dedicação e importância para o jornalismo. Em 2007, Reali Júnior lançou o livro Às Margens do Sena, em que contava suas experiências ao longo de 50 anos de profissão.

Ele deixa a mulher, Amélia, e quatro filhas. O velório, que começa no final da tarde de hoje, ocorre no Funeral Home, que fica na Rua São Carlos do Pinhal, 376, perto da Avenida Paulista, e o corpo será cremado neste domingo, no cemitério de Vila Alpina.

Médico de Reali Júnior, o cardiologista Cláudio Alberto Pastore, do Instituto do Coração, lembrou que o jornalista teve um infarto no começo da década de 1990, no Brasil, datando deste período seu convívio com o jornalista. Recentemente, o correspondente da JP teve um câncer de fígado e, dois anos atrás, teve diagnosticada a necessidade de realizar um transplante de fígado.

Ontem, ele realizou uma nova consulta, para o acompanhamento do câncer e, durante a manhã, a situação piorou. Pastore concluiu que, quando chegou à casa de Reali, ele já havia falecido, salientando que o câncer, mesmo controlado após o transplante, acabou desgastando o jornalista.

 

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Encontro de Reali Junior, jornalista brasileiro do jornal Estado de São Paulo, com Alan Riding (que fala um excelente português), jornalista americano do jornal New York Times, organizado para a série TV Boulervard Brasil durante o ano do Brasil na França em 2005

Abaixo, trecho de uma entrevista de Reali concedida a Juca Kfouri na ESPN. O ano é 2007.

Na parte final deste vídeo, Reali Junor aparece entrevistando (ou tentando entrevistar) os vencedores de mais um festival de música da TV Record, o de 1967. Cidinha Campos está a seu lado, mas age muito mais como tiete.

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Reali Junior também participou das transmissões esportivas da TV Record, nos anos 60, como repórter de campo. Infelizmente, não existem mais registros disso. Na Jovem Pan, ele particiou de coberturas eventuais, como Copas do Mundo. Na de 1998, disputada na França, ele teve participação bastante ativa. No palyer abaixo um rápido registro de sua atuação na partida entre Estados Unidos x Irã, que teve um enorme pano de fundo político na ocasião.

Exclusivo: João Lara Mesquita fala das mudanças nas emissoras do Grupo Estado

Por Rodney Brocanelli

Autor de uma pequena revolução nas emissoras de rádio do  Grupo Estado no começo dos anos 80, João Lara Mesquita é hoje um homem mais ligado à televisão. “Ela tem sido generosa comigo”, diz satisfeito por conta da receptividade do veículo em relação aos seus documentários, cujos focos principais são a natureza e o meio ambiente. Ainda assim, ele teve participação decisiva nas recentes mudanças pelas quais passaram a Eldorado FM, hoje transmitindo em 107,3Mhz, e a Estadão/ESPN, que opera tanto no AM (700Khz) e FM (92,9Mhz). “No geral gostei do que vi”, afirma sobre o projeto que lhe foi apresentado.

Entretanto ele lembra que todo acordo como esse tem um custo, especialmente o da questão do alcance de sinal. A frequência do 107,3Mhz, que hoje abriga a Eldorado Brasil 3000 não tem boa propagação em muitos pontos da cidade. Vários leitores têm reclamado disso no sistema de comentários do blog. João Lara diz que todas as emissoras tem um “lapso técnico”. Contudo, o mais importante, segundo ele,  é que o canal estava disponível.

Com relação a parceria que deu origem a Rádio Estadão/ESPN, João Lara diz que é uma excelente oportunidade para a emissora ter um futuro promissor. A Disney, que hoje controla a ESPN, adquiriu 30% das ações da Rádio Eldorado.

Uma das grandes campanhas em  que a Eldorado de João Lara Mesquita entrou foi a que pregava a extinção da Voz do Brasil. Contudo, a guerra está perdida. O 107,3 Mhz hoje transmite o programa obrigatório, algo que deixou os tradicionais ouvintes insatisfeitos. Resignado, ele se diz triste em ter que engolir aquilo que chama de engodo.

Acompanhe a íntegra da entrevista concedida por e-mail ao blog Radioamantes

Qual a participação atual do senhor nas emissoras de rádio do Grupo Estado?

Desde que saí da direção executiva, em Abril de 2003, participo como acionista.

O senhor foi consultado de alguma forma a respeito das atuais mudanças tanto no AM, como no FM?

O projeto nos foi apresentado, a mim, e aos meus irmãos, pelos gestores, Silvio Genesini, e o presidente do Conselho, Aurélio Almeida Prado Cidade. No geral gostei do que vi. E demos nosso voto favorável.

Qual a sua opinião acerca da mudança da Eldorado FM para a frequência dos 107,3Mhz, que possui 30 mil watts de potência, contra os 60 mil watts dos 92,9Mhz?

Tudo tem um custo. A emissora, do ponto de vista da transmissão, pode ter algum lapso técnico. É comum no meio. Umas mais, outras menos. Mas quase todas têm. O importante, num mercado rarefeito, é que a 107,3 Mhz estava disponível e disposta.

O que o sr. pensa a respeito das atuais transmissões de futebol nas rádios do Grupo Estado?

O acordo de venda de 30% das ações da Rádio Eldorado para um dos maiores grupos de comunicação do planeta, a Disney, é uma excelente oportunidade  para a emissora ter um futuro promissor. Através do braço da companhia, a ESPN, que chega com seus equipamentos, grande equipe, e notória competência no trato da matéria, a nova rádio entra no mundo do futebol com o pé direito. O esporte nacional é apoiado por verbas publicitárias vultuosas, e crescentes, com as quais, até então, a Eldorado não contava. Fechar este acordo no mesmo ano em que o país ganha o direito de sediar a próxima Copa do Mundo é uma senhora virada. Necessária, oportuna e bem-vinda, para que a Eldorado perenize o cumprimento de seu papel social: entrando no futebol através desta porta peculiar, e aliando o esporte à massa de informações, equipe, e credibilidade do jornal O Estado de S. Paulo, a rádio Estadão/ESPN, AM e FM, nasce ousando. Ela agora tem as condições para atingir o pleno vigor financeiro, condição essencial para remunerar o capital investido, continuar gerando empregos, e participar ativamente, sempre em alto nível, da vida da comunidade.

O senhor ouve as rádios do Grupo Estado? E outras rádios?

Sim, ouço as rádios do Grupo Estado. E frequêntemente ainda mantenho o hábito de xeretar a programação das  outras.

A atual Eldorado FM, nos 107,3 Mhz, está transmitindo A Voz do Brasil. Não deixa de ser uma derrota numa campanha contra a obrigatoriedade do programa que foi proposta pelo senhor?

Infelizmente, sim. É incrível, e muito triste, ser obrigado a engolir este engôdo. Filho da ditadura de Getúlio Vargas, é anacrônico e chato. Ruim pra dedéu! Entramos no terceiro milênio e acompanhamos, ávidamente, os saltos tecnológicos diários, especialmente agudos nas comunicações. Mas, no caso do enfadonho programa, andamos pra trás. E põe atrás nisto!

E por falar na Voz do Brasil, como o senhor tem acompanhado as atuais movimentações no Congresso em torno da flexibilização de horário, em vez da simples extinção?

Como disse, acompanho um engôdo. Os maus politicos, aqueles que não têm o que oferecer para a sociedade, se apegam à ela. Fingem que acreditam na Voz. E nos igualam a Cuba, China, Coréia do Norte e que tais. Me sinto particularmente triste, e decepcionado, pela surpreendente decisão judicial que nos obrigou a voltar a transmitir um programa inútil, que bem pode ser considerado uma “jóia da cafonice” do rádio brasileiro. Não há nada tão brega, e atrasado, como a obrigação da Voz.

O senhor tem algum projeto atual relacionado ao rádio?

Por falta de espaço no dial, não. Decidi guinar para outras mídias. A TV tem sido generosa comigo. A concorrência é enorme. Tem muita gente boa. Mesmo assim, depois de 20 anos fazendo rádio, já consegui produzir e apresentar duas séries de documentários. Uma bem longa, com dois anos de duração, e 90 episódios, mostrando as virtudes e mazelas da costa brasileira. O público, parece, gostou. A série Mar Sem Fim, no ar entre Abril de 2005, e Abril de 2007, foi um dos programas de maior audiência da TV Cultura, atingindo três pontos de média, com picos de até 4.6. Foi uma honra trabalhar, e ter esta audiência, na TV Pública brasileira. Um raro privilégio que procurei aproveitar. Esta mesma série virou um belíssimo livro. Do ponto de vista da edição, um  magnífico trabalho gráfico. Bem completo, em dois volumes com quase 500 fotos, editado pela Terceiro Nome, Loqui e Albatroz.  “O Brasil Visto do Mar Sem Fim” foi indicado ao prêmio Jabuti, na categoria reportagem, em 2009. Perdi para o 1808, do Laurentino Gomes. Posteriormente, o selo Lua Music lançou uma coleção com cinco DVDs, e quase sete horas de programas, a coleção Mar Sem Fim- Navegando do Oiapoque ao Chuí. Recentemente, em Abril do ano passado, produzi e apresentei mais cinco documentários, Mar Sem Fim- Viagem à Antártica (aproveito para informar que em breve serão lançados os DVDs via o selo ST2 Music), para uma das redes nacionais, a TV Bandeirantes. Não, não é fácil. Nem a toda hora que um free lancer, como eu, consegue abertura. Mas fazer documentários para a TV é apaixonante. Vale persistir.