Destino cumprido

Por Rodney Brocanelli

E tudo o que o jornalista Anderson Cheni publicou a respeito sobre a parceria da Rádio Eldorado com a ESPN, que muitos julgaram absurda. O anuncio oficial aconteceu na tarde desta sexta-feira. A publicação no Diário Oficial ajudou a apressar as coisas. E pelo jeito, depois de muito tempo, a frequência dos 107,1Mhz vai cumprir o seu destino. Depois de cobiçada por grupos grandes como Bandeirantes e Transamérica, independentes como o que tinha lançado a Playground FM (sem sucesso), e o que controla a MTV, a emissora irá talvez transmitir, com alguns ajutes a programação da Eldorado FM. Contudo, há muito a ser feito. O sinal dos 107,3 tem um alcance irregular. Seu transmissor tem 30.00 watts de potência, contra os 60.000 watts dos 92,9Mhz. Já adianto que o nome dessa nova parceria é horroroso: Eldorado Brasil 3000, uma tentativa de emular o passado dos 107,3Mhz.

O livro (anda inédito) sobre a 89 FM

Por Rodney Brocanelli

O camarada Ricardo Alexandre, atual diretor de redação da revista Época São Paulo, já publicou o seu segundo livro (Nem Vem Que Não Tem – A Vida e o Veneno de Wilson Simonal)  e até ganhou o prêmio Jabuti de melhor biografia com ele. Contudo, aquele que ele escreveu sobre a rádio 89 FM permanece inédito até hoje. A não ser que a alta direção da emissora mude de ideia,  dificilmente  a obra será publicada. No ano de 2007  (entre os meses de março e abril), consegui uma cópia em versão word com o autor. A partir deste material, fiz uma resenha que publiquei no site Laboratório Pop e no outro blog. Acho que o texto (que segue abaixo) ainda é inédito para muita gente. Vale como “especial de fim de ano” do Radioamantes.

Em 2005, a alta direção da 89FM encomendou ao jornalista Ricardo Alexandre um livro que contasse sua trajetória desde que passou a investir no rock n’roll. Ele faria parte das comemorações de seu vigésimo aniversário. Por uma série de fatores, seu lançamento não aconteceu no período previsto. E a emissora nem esperou o vigésimo primeiro aniversário para torná-lo público. 2006 marcou o início de uma profunda reformulação, fazendo com que a 89 FM deixasse definitivamente de ser “a rádio rock” para disputar de forma mais agressiva a audiência do público jovem em geral, adicionando ao seu play-list pitadas de R&B, dance music e rap. Não há previsão para uma publicação imediata do livro.

Ricardo Alexandre é autor de “Dias de Luta” (2002), um livro-reportagem bastante elogiado que detalha a história da geração de bandas do rock nacional que surgiu (e explodiu) na década de 1980. A 89 FM ocupa aproximadamente três páginas dele. Ricardo resume em quais circunstâncias ela apareceu no cenário radiofônico e fala de bandas que lançou, como o Violeta de Outono, com direito a depoimento de Fabio Golfetti.

O tom crítico de “Dias de Luta”, obviamente, não aparece neste livro sobre a 89 FM. Em compensação, Ricardo procura acentuar mais a angústia vivida por sucessões de coordenadores e diretores artísticos para encontrar um meio termo entre o sucesso artístico e o sucesso comercial. Decisão acertada, pois dessa forma o texto não fica tão chapa-branca. Outro ponto a favor caso a obra seja publicada algum dia: o texto é acessível tanto aos profissionais do mercado radiofônico, como aos ouvintes fiéis que não abandonaram a emissora nesses quase 20 anos de “rádio rock”.

Um dado curioso é que a espinha dorsal da narrativa se concentra nas figuras dos coordenadores ou diretores artísticos que lá passaram em todo esse tempo. À primeira vista, pode parecer estranho, mas ao longo do texto, talvez sem querer, Ricardo mostra que existiu espaço para um certo “rádio de autor”, ainda que dentro da citada angústia de tornar a rádio atraente do ponto de vista comercial. Cada um dos profissionais pôde fazer a rádio que tinham em mente, de acordo com seus respectivos perfis, e ajudados pela conjuntura musical do período. Fabio Massari, por exemplo, levou a 89 FM para uma linha mais alternativa, aproveitando o aparecimento do grunge. Por sua vez, Luiz Augusto Alper teve de fazer uma rádio mais comercial, até por causa do esgotamento do mesmo grunge.

Ainda sobre os manda-chuvas da rádio, Luiz Fernando Magliocca ganha um olhar mais simpático talvez por ter criado o conceito de “anti-rádio” que marcou o início de suas transmissões. Porém, ao falar desse personagem, o texto derrapa. A forma como Magliocca conduziu essa transição está bem contada. No entanto, não se avança em nada naquilo que está registrado no próprio “Dias de Luta” e em entrevistas que ele próprio concedeu a sites especializados em rádio.

O livro sobre a 89 FM tem espaço para pequenas histórias, algumas divertidas, outras nem tanto, que ajudam a ilustrar o dia-a-dia da rádio. Uma delas no entanto, caberia muito bem em “Dias de Luta”. Em 1994, uma entrevista de Paulo Ricardo ao apresentador Tatola quase termina em briga corporal. Nessa época, ele estava em mais uma de suas tentativas de tirar do limbo o RPM. A banda iria abrir na ocaisão para o INXS e trabalhava na divulgação da música “Pérola”. Segundo o relato de Fábio Massari, o cantor chegou aos estúdios dando a impressão de que iria aprontar algo. Durante a entrevista, Paulo Ricardo se desentendeu com Tatola no momento em que falavam sobre a possível receptividade desse retorno do RPM em outros centros. O apresentador iria usar o Ceará como exemplo e foi interrompido, acusado de preconceito. O nível de tensão subiu até que Paulo Ricardo teve de deixar o estúdio, amparado por Massari. Esse desentendimento ganha uma outra leitura se lembrarmos que Tatola veio de uma da banda punk chamada Não Religião, na qual era vocalista. Seria mais um round da eterna disputa entre o underground e o mainstream (ou pelo menos de quem já fez parte do mainstream).

Outra boa história contada com detalhes é a famosa e bem-sucedida pegadinha ocorrida no primeiro de abril de 2003. A mídia do Brasil não tem muita tradição de pregar peças em seu público, fato comum na Europa. Nesse dia específico, o rock na 89 FM deu lugar a músicas de artistas como Earth, Wind & Fire, KC & The Sunshine Band, Frenéticas, Abba, entre outros. A reação dos ouvintes foi imediata: telefones congestionados, servidores de e-mails abarrotados de mensagens. Somente às 6 da tarde é que ocorreu a revelação: tudo não passou de uma brincadeira típica da data. Alexandre Hovoruski, o coordenador artístico da época conta que quase desistiu de tudo antes de colocar a idéia em prática. A artmanha até que teve um efeito positivo, e a rádio foi citada em outros veículos de comunicação.

Os 20 anos da 89 FM marcam o final do texto. Ricardo fala de uma reflexão interna sobre o papel da emissora (e sua possível importância) no futuro. Mas o apêndice, todos sabem. Parte da equipe foi demitida em 2006 a partir da contratação de um novo diretor artísitco, Vaguinho, que comandou a Metropolitana FM por muitos anos. O rock teve seu espaço diminuído e a programação musical passou a ser mais abrangente, tocando a atual black music e o R&B.

No livro, Neneto Camargo, um dos proprietários da rádio, falando sobre a época da Pool FM (a antecessora da 89 FM na freqüência), diz que o mercado ainda não estava preparado para absorver a música negra em todas suas manifestações. Se repararmos na 89 FM hoje, dá para dizer que ela é aquilo que a Pool FM tentou ser nos anos 80, guardadas as devidas proporções. A Pool FM, talvez sem querer, foi vingada.

Prêmio APCA precisa mudar

Por Rodney Brocanelli

O prêmio APCA é um dos mais tradicionais de melhores do ano. Ele existe como o conhecemos desde 1972, quando a Associação Paulista de Críticos Teatrais virou a Associação Paulista dos Críticos de Arte. Antes, os prêmios eram só concedidos para a categoria teatral. Com a alteração, seu alcance foi ampliado, abrangendo outros setores, como Artes Visuais, Cinema, Literatura, Música Popular e Televisão (tudo isso está descrito em seu site).

De algum tempo para cá, o prêmio voltou a ter sua importância devida, graças a atuação das diretorias que passaram pela entidade. Contudo, algumas mudanças são necessárias para ele continue a ser uma referência no que acontece de melhor nas artes durante o ano.

Sempre  que os premiados são divulgados pela mídia, sai também  a lista dos votantes em cada categoria. É iniquetante ver que algumas categorias tem mais jurados que outras.  Neste ano, a categoria Teatro teve nove jurados. A de Televisão teve cinco pessoas votando. Enquanto isso, outras como Rádio, Dança e Música Popular tiveram apenas três integrantes em seus respectivos júris. É sabido que existem muitos mais críticos dessas áreas (e das outras)  militando nas mais diversas mídias. Basta dar uma boa procurada.

Em vez de se ter três, quatro, cinco pessoas votando, uma saída seria ampliar esse colégio eleitoral, dando direito a voto a todos os críticos que se interessem em participar, sem necessidade de filiação à entidade.  A APCA poderia criar comissões para se indicar uma lista de candidatos a serem votados.  E a festa da entidade poderia revelar os vencedores, tal como no Oscar. Como se diz no Twitter, #ficaadica.

O mundo cor-de-rosa da Rádio Record

A Rádio Record presta serviço à população de São Paulo todos os dias por meio dos boletins do ‘Record Comunidade’, que vão ao ar durante a programação da emissora. O atendimento vem resolvendo os problemas apresentados e aproximando a população das autoridades competentes. O serviço já foi elogiado pelo prefeito da cidade de São Paulo, Giberto Kassab, como importante ferramenta de auxílio as ações desenvolvidas pelas subprefeituras do município. Segundo ele, o trabalho realizado pela Rádio Record ajuda no dia a dia da prefeitura.

O departamento de jornalismo visita, diariamente, os bairros dos ouvintes que reclamam sobre carências da sua localidade. A emissora também divulga inúmeras vagas de empregos durante a programação e os boletins noticiosos relatam, em ‘tempo real’, o que acontece na cidade.

Além de uma intensa prestação de serviço, a Rádio Record investiu em novos talentos e, definitivamente, assumiu a terceira colocação entre as emissoras populares em São Paulo.

Comunicadores como os jovens Sérgio Luiz e a mais recente contratação, André Alves, se juntam aos consagrados Paulo Barboza, Gil Gomes, Kaká Siqueira, João Ferreira e Lilian Loy.

“A Rádio Record, atenta ao mercado de comunicadores, vê nesses dois nomes citados muito talento que os transformarão, em breve, em dois dos maiores comunicadores do rádio brasileiro”, revela Rogério Andrade, Coordenador Artístico da emissora.

Outro ponto que contribuiu para o crescimento da emissora foi tocar os sucessos do passado que as rádios não divulgam mais e os ouvintes sentem saudade e vontade de escutá-las. Músicas de Fernando Mendes, Wando, José Augusto, Reginaldo Rossi, Martinha, Vanusa, Wanderléa, Joanna, entre outros, são cada vez mais frequentes na programação. Foram criados ainda espaços para o forró, a jovem guarda e os ‘anos dourados’.

Neste final de ano, durante toda a programação, os apresentadores da emissora vêm sorteando muitos prêmios. Para alegrar o Natal dos ouvintes, cestas, panetones, eletrodomésticos, produtos de beleza, CDs, DVDs e muitos outros prêmios.

Comentário: Muito bonito o panorama exposto pela assessoria de imprensa da Rádio Record, mas chama a atenção um dado: as transmissões de futebol, feitas em parceria com a Transamérica FM, sequer foram citadas. Há informações de que o acordo com Éder Luis não vinga para o ano que vem. (ROdney Brocanelli)

107,3 FM, a ex-Brasil 2000, pode virar Eldorado FM

Por Rodney Brocanelli

Caso se confirme a notícia que o jornalista Anderson Cheni publicou em seu blog, a 107,3FM (a ex-Rádio Brasil 2000 FM) vai sair do ar. A frequência seria incluida em um pacote de mudanças promovido pelas emissoras de rádio do Grupo Estado: Eldorado AM e FM. Ambas irão transmitir a mesma programação e mudarão de nome, passando a se chamar Estadão/ESPN.

A ESPN obviamente cuidaria do esporte neste novo projeto. João Palomino é um dos responsáveis por sua implantação.

Com isso, a 107,3FM ira receber a programação da Eldorado FM que hoje é veiculada nos 92,9FM.

A Eldorado FM de hoje tem um público cativo e, mais importante, anunciantes. Este fator provavelmente pesou muito na decisão de se migrar a rádio para os 107,3Mhz.

A frequência em 107,3Mhz se transformou num “objeto de desejo” nos últimos anos. Nos últimos anos, ela foi envolvida em inúmeras negociações que não deram certo. O Grupo Bandeirantes a queria para lançar seu projeto de uma rádio 100% esportiva. A Rede Transamérica cogitou usa-la para colocar no ar a sua portadora Hits. Até mesmo um grupo independente tentou dar início a um projeto de rádio para crianças, chamado de Playground FM.

Essa mudança pega a 107,3FM bem no momento em que a emissora passava a ganhar uma identidade, com a criação de novos programas e reinauguração de seu site. Até há bem pouco tempo, a rádio tinha se transformado em um vitrolão rock and roll.

Rádio Facul na Rádio USP

Por Rodney Brocanelli

Desde agosto, a Rádio USP vem apresentando uma série de programetes chamada Rádio Facul. O público-alvo, como o próprio título já deixa subentendido, é a moçada que está na faculdade. Tudo muito bom, não fosse um detalhe. Seu conteúdo é terceirizado. Segundo o Meio e Mensagem, ” o projeto leva a assinatura de Sérgio Campanelli e da MCR, sendo uma iniciativa parceira da Revista OffLine”.  Cabe  a pergunta: o pessoal da ECA (Escola de Comunicações e Artes, que fica dentro da própria Universidade de São Paulo)  não poderia desenvolver um projeto semelhante?

Em março de 2010, eu fazia um pedido no outro blog:  deixem a rádio USP na mão dos alunos.

Marcos Couto x Haroldo de Souza

Por Rodney Brocanelli

Com o desenrolar dos acontecimentos, está bem claro que a saída de três profissionais da equipe da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre (o narrador Marcos Couto, o comentarista João Carlos Belmonte e o repórter Leandro Schabbach) foi uma espécie de ajuste no caixa para a contratação de Haroldo de Souza, egresso da Rádio Guaíba.

No entanto, pelo menos em um dos casos, a decisão pode ter sido mais técnica que qualquer outro motivo. É sabido que o terceiro narrador, Gustavo Berton, tem atuado de forma mais prioritária como repórter na TV Bandeirantes, da mesma cidade. Nada impediria que ele ficasse apenas na televisão, deixando o espaço de terceiro narrador para Marcos Couto.

Mas exsite um porém: de forma injusta, Couto é apontado como um imitador de Haroldo. As respectivas vozes são bem parecidas. Numa entrevista concedida ao projeto Vozes do Rádio, da PUC-RS, perguntaram sobre esse assunto a Haroldo de Souza. Eis sua resposta, na íntegra:

P – O que você tem a dizer sobre o Marcos Couto, da Bandeirantes?
Haroldo de Souza Olha, eu não sei. Falam muito no Marcos Couto. Eu tento ouvir esse rapaz, e não tem nada parecido comigo. As pessoas dizem que parece muito. Se tiver, é dele pra mim, porque eu tenho 58, e ele tem 30 e poucos anos. Papel carbono eu não sei se é uma boa. Eu já conversei com ele. Ele é um cara muito legal. Eu digo “Marcos, o negócio é o seguinte: eu tenho um orgulho muito grande em saber que você está tentando imitar. Na acepção da palavra imitando. Se você continuar assim, enquanto eu estiver narrando, você não vai conseguir se firma. Por que você não faz como eu fiz? Eu tenho um parâmetro do Pedro Luis e do Fiori Gigliotti. Por que você não pega, então, algumas coisas minhas e faz algumas coisas tuas. Faz uma seleção, faz um contorno pra você ver como fica legal. Tu tens uma bonita voz, tem rapidez, tem velocidade, tem reflexo, fala bem”. Ele agradeceu, mas eu não sei se ele continua. Agora eu, sinceramente, e na minha casa a gente liga o rádio, porque começaram a falar muito “você foi pra Bandeirantes”. Eu digo “como fui pra Bandeirantes, rapaz?”. “Não, tem um cara lá que é igual a você, e você não tá trabalhando. Pensei que você tava lá”. Eu pensei: mas será que é tão parecido assim? Um dia eu fiquei em casa, e ele estava narrando. Botei umas fitas minhas na parte de baixo do gravador e liguei o rádio na outra. Eu não vejo nada parecido. Só uma tonalidade de voz quando termina a frase que é mais ou menos parecida. Ou então, o diz em que ele está mais alucinado e começa a falar que as bandeiras estão tremulando. Mas aí é sacanagem, né cara? Aí, o ridículo não sou eu que vou cair. Quem vai cair no ridículo é ele, não eu.

A se considerar por tudo o que foi colocado aqui, não haveria mesmo espaço para Haroldo de Souza e Marcos Couto na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre.

Vamos deixar aqui dois exemplos de narrações para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões. Primeiramente, Marcos Couto narra um gol do Grêmio, no campeonato gaúcho de 2008:

Agora, é a vez de uma narração de Haroldo de Souza. É o gol que deu o o campeonato mundial inter-clubes, em 2006, ao Internacional.

Em tempo: Marcos Couto tem um blog, mas até agora ele não falou nada sobre sua saída da Bandeirantes.

Em Goiânia…

Por Rodney Brocanelli

Estou em Goiânia passando alguns dias de férias. Aproveito para acompanhar as rádios daqui. Acho que eu já escrevi isso, mas nunca é demais repetir: sinto falta de uma programação talk and news durante a madrugada. Agora, se você for religioso, está bem servido. Tem programação para todos os gostos, desde a IURD, passando pela LBV e chegando até a Deus é Amor.  A única exceção é a AM 730, que toca música. No entanto, prefiro meu MP4 para ouvir música. A CBN aqui chega pelo FM, mas é muito pouco.  Pode ser que eu esteja mal acostumado com as emissoras de São Paulo.

O que fizeram com nossas emissoras?

do blog de José Nello Marques

Abrindo a Folha desta segunda feira a manchete revela bem o momento politico que estamos vivendo e o uso inadequado dos nossos meios comunicativos mais tradicionais, como o radio e a TV. A manchete diz que “triplicou em ano eleitoral a entrega de prefixos em todo o Brasil.

Percorrendo o interior paulista, tradicional celeiro de craques de futebol e vozes maravilhosas que brilharam e brilham nos microfones mais famosos do pais, o que se ouve hoje e um radio de apelos religiosos com os mais diferentes cultos radiofonicos em ondas medias e de frequencia modulada.

Quando os pastores ou padres se retiram, entram os musicais hoje denominados “sertanejos universitarios” ou o hip-hop inaudivel pela falta de melodia, letra ou harmonia. Rarissimas noticias aparecem no dial interioriano, mesmo quando uma cidade inteira como Marilia sofre um apagao de energia como aconteceu nesta segunda feira pela manha.

Uso politico, religioso, arrecadador e absolutamente desprovido de qualquer cunho informativo, o radio tornou-se instrumento para tudo, menos para levar noticia e servir `a cidade onde fica.

Lamentavel ver um povo sofrer mais essa queda no patamar cultural. Lamentavel a postura de executivo e legislativo. Lamentavel o povo que tudo engole, sem qualquer tipo de resposta.

Ouvinte reclama de interferência na Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

O blog do Ouvinte da Rádio Jovem Pan traz em destaque a reclamação da ouvinte Telma.  Ela informa que ela não consegue escutar a Pan há dez dias devido à interferência de uma emissora que veicula pregações religiosas. Não fica claro se a interferência é no AM ou no FM. Se for no FM, tal siutação é muito comum. Várias emissoras clandestinas aproveitam o espaço vago entre os 100,1Mhz, da Transamérica e os 100,9Mhz. Geralmente, os piratas escolhem os 100,5.

Agora, se a tal interferência ocorrer no AM, a coisa muda de figura. A pirataria não é comum nesse tipo de faixa. Do ponto de vista técnico, não  é tarefa simples instalar uma emissora clandestina, por isso a preferência geral pelo FM. Caso seja confirmado que a sitação ocorre na Jovem Pan AM, pode ser que a emissora esteja sofrendo com o sinal expúrio de alguma emissora oficial.

Políticos no Rádio

Por Rodney Brocanelli

Nesta segunda-feira, a partir das 22h30, Geraldo Alckmin,  pré-candidato ao governo de São Paulo, irá participar do programa “Quebrando a Banca”, da Rádio Record, apresentado por Raul Jafet e David Neto. Alckmin deverá responder a perguntas formuladas por internautas e pretende falar sobre seu plano de governo.  O ex-governador é mais um dos políticos que está aproveitando bastante este período que antecede as convenções partidárias para ir a programas de Rádio. Para exemplificar,  Dilma Roussef, pré-candidata à presidência da República,  já esteve na mesma Record, sendo entrevistada por Paulo Barboza. José Serra e Marina Silva, que também aguardam as convenções de seus respectivos partidos, são presenças quase que constantes em diversas emissoras do país. Passam-se os anos, novas mídias aparecem, mas o Rádio continua tendo um papel fundamental nas campanhas políticas.