Na Copa do Mundo de 1994, a Transamérica esteve presente ao evento fazendo uma cobertura muito bem-humorada. Entre uma partida e outra, os repórteres da emissora saiam à caça de vit…quer dizer, entrevistados para preencher os espaços de seus programas. Um deles é, que coincidência, o mesmo Silvio Luiz, que hoje faz parte do cast da emissora, como comentarista-debatedor no programa Papo de Craque. Ouça no player abaixo. De quebra, há outras entrevistas com personalidades como Pedro Bial, e Cafu, entre outros.
Áudio gentilmente cedido por Marcelo Abud, do blog Peças Raras. Ele o conseguiu junto ao colecionador Odair Moreira
Uma notícia deixou mais triste a sexta-feira para todos aqueles que gostam de boa música: morreu no Rio de Janeiro, aos 87 anos, William Blanco Abrunhosa Trindade, o Billy Blanco, conhecido compositor que, entre outras músicas, foi o responsável por Sinfonia Paulistana (que faz parte da trilha sonora do Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan), Amanhecendo e muitas outras.
Billy Blanco foi vítima, no final do ano passado, de um acidente vascular cerebral, e não resistiu às consequências do AVC, apontou Rodrigo Viga. Entre os músicos que levaram para os palcos e para álbuns e CDs as mais de 500 canções do compositor (que era arquiteto de formação) que nasceu em Belém, no Pará, estão Baden Powell, João Gilberto, Elza Soares, Jamelão, Elis Regina e Tom Jobim.
No último dia de 11 de junho, a Rádio Record completou 80 anos. A emissora já existia antes, ela começou a transmitir em 1928. Contudo, em 1931, a emissora passou a ser controlada por um grupo de empresários, entre os quais estava o dr. Paulo Machado de Carvalho. A partir de então, a história é conhecida dos rádioamantes. No player abaixo, o próprio dr. Paulo conta um pouco do início da Record, em entrevista curta à Altieris Barbieiro, em 1979, por ocasião do dia do rádio. O áudio foi gentilmente cedido por Marçal Gomes Pato.
UPDATE (22.07 – 16h10) A Mônica Belinaso, que vem a ser filha do Léo Batista, nos procura para informar que ao contrário do que é informado por aí na Internet (especialmente na Wikipédia – bem feito quem manda acreditar nela!!!), o aniversário do grande apresentador da Rede Globo é hoje, 22 de julho (ele nasceu em 1932), e não em 22 de junho. Fica aqui o registro e as felicitações pela data.
O grande assunto televisivo deste começo de semana não foi apenas a estreia de Jose Luis Datena (ou melhor, reestreia) no comando do Cidade Alerta, na Rede Record. Neste domingo, Léo Batista entrou para os Trending Topics do Twitter por causa de uma reação para lá de espontânea quando participava do Show do Intervalo na transmissão de Grêmio e Vasco, pela Rede Globo.
Ao anunciar um dos gols de Kleber, que até então dava vantagem parcial ao Palmeiras na partida contra o Avaí (placar final: 5 a 0), ele se saiu com comentrário: “puta que golaço”.
Se Léo Bastista, veterano na crônica esportiva, se empolgou com o gol do atacante palmeirense a ponto de usar um palavrão, quem somos nós para discordar?
O vídeo que está disponível no You Tube não tem lá muito boa qualidade, mas é o único registro deste momento antológico até agora.
Comentário: Léo Batista completa 79 anos neste 22 de junho. Conhecido hoje pelas sua atuação na Rede Globo, ele começou no rádio. Suas passagens mais marcantes foram na Rádio Difusora, de Piracicaba, onde narrava os jogos do XV de Piracicaba. Depois, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Globo também como locutor esportivo e apresentador do tradicional O Globo no Ar.
Entre os anos de 1995 e 1996, a Rádio Capital transmitiu as temporadas da Fórmula 1. A equipe de esportes na época era comandada por Éder Luiz. O principal destaque era a presença do repórter Ricardo Setyon nos boxes entrevistando pilotos, mecânicos, jornalistas e chefes de equipes. Até então, as tradicionais emissoras que acompanhavam as corridas se faziam presentes apenas com narrador e comentarista nos autódromos. No player acima, é possível acompanhar um trecho de uma entrevista concecida por Setyon à Rádio Onze, em 1996, em que ele falou como surgiu essa oportunidade de atuar como repórter nos boxes e falou bastante sobre os bastidores de seu trabalho na época. O áudio não é aquelas coisas, mas vale pelo registro. O entrevistador é este que vos escreve. Acompanhe no player abaixo.
É o programa de rádio mais controvertido do rádio brasileiro, por causa da obrigatoriedade da sua transmissão. No player abaixo você pode acompanhar uma edição veiculada em setembro de 1978, que faz parte dos arquivos de Onofre Favotto. Nessa época, sua estética era baseada na leitura, pura e simples, de notícias. A estrutura era a mesma de hoje. A primeira meia hora dedicada ao Executivo e Judiciário, enquanto que a segunda meia hora divulgava as coisas do Legislativo (Senado e Câmara). Não havia espaço para repórteres, como acontece hoje em dia. Curioso é que existia um bloco dedicado ao esporte, ainda na primeira meia hora, com breve duração. As vinhetas são um caso a parte. Só mesmo ouvindo.
O camarada Edu Cesar, do site Papo de Bola, encaminhou para o blog Radioamantes uma série de vinhetas antigas que ele gravou da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, algumas delas não ouvidas pelo público paulistano. Para quem gosta de vinhetas, diversão garantida. Ouça nos players abaixo. Antes, algumas explicações pelo próprio Edu.
Chamada do BandSat, que o AM 840 de São Paulo nunca ouviu pois entrava nos intervalos nacionais dos noticiários da rede (à época “Primeira Hora” às 7h – em edição nacional só do satélite, com Anderson Afonso, Michel França, Silvania Alves e Márcio Rodrigo; São Paulo ouvia Eduardo Castro, Júlio César Arêdes, Walker Blaz e Lourival Pacheco -, “Jornal do Meio-Dia” às 12h – este retransmitido com São Paulo, com Eduardo Castro, Anderson Afonso, Júlio César Arêdes e Walker Blaz – e “Jornal das Seis” às 18h – este totalmente exclusivo da Rede Bandeirantes de Rádio, com Paulo Edson, Davi Aguiar e Márcio Rodrigo). Os repórteres na chamada são Carlos Rodrigues (então correspondente em Brasília) e Eduardo Affonso, além do locutor Márcio Rodrigo.
Chamada do “Serviço Total” na Bandeirantes aqui de Porto Alegre (versão local do mesmo microboletim de prestação de serviço que tinha aí em São Paulo); a partir deste período, por volta de 2002 ou 2003, Dimas Aguiar passou a fazer a maioria das vinhetas e algumas chamadas da Band/RS.
Chamada anunciando a parceria com a Rádio Inconfidência de Belo Horizonte (Nota do blogueiro: parceria essa que, pelo jeito, não seguiu adiante)
Chamada de estreia do “Na Geral”, em 2003, com a voz de Marcos Hummel (então no “Jornal da Band”) no final.
Chamada geral da emissora (da época do slogan “a rádio líder de audiência em jornalismo”, então convertido para “a rádio líder nas eleições 2002”)
Aviso na locução de Nelson Gomes para as emissoras da rede de que começaria o “Jornal das Seis” em cinco segundos (esse aviso não entrava na retransmissão da Band/RS, mas uma vez ela vazou este som e dei a sorte de gravá-lo – e foi a única vez em que cometeram este deslize)
Abertura do “Jogo Aberto”, o antigo pós-jogo extinto em 2005, quando estreado Milton Neves (e, consequentemente, seu “Terceiro Tempo”).
Durante o Terceiro Tempo, da Rádio Bandeirantes, na madrugada desta quinta-feira, Mauro Beting falou sobre as recentes perdas de Reali Junior e Serginho Leite. Ouça no player abaixo.
Morreu na tarde desta terça-feira (12/04) Sergio Leite, do Show de Rádio da Jovem Pan e em outras emissoras. Serginho estava no Hospital das Clínicas, em São Paulo onde foi internado vítima de infarto. O radialista deixa a esposa Tânia e dois filhos, Pedro e João.
Comentário: Embora estivesse se dedicando aos shows e à publicidade nos últimos anos, os grandes momentos de Serginho Leite se deram no rádio. Ele fez parte de uma das melhores fases do Show de Rádio, compreendida entre o final dos anos 70 e o começo dos anos 80, ainda na Jovem Pan. Serginho era um dos responsáveis pelas paródias e além disso fazia imitações memoráveis. Uma delas chegou até a ajudar o imitado.
Carlos Aguiar era apresentador de auditório que esteve muito tempo no ar pela TV Gazeta, no mesmo período. A imitação que Serginho fazia dele era bem fiel e, mais importante, engraçada. Ele fazia questão de dizer o dia e o horário do programa de Aguiar para que os ouvintes não pensassem que o personagem era uma invenção. Por conta disso, a atração de Aguiar na televisão ganhou alguns telespectadores a mais na época.
Serignho Leite também foi um dos principais nomes do FM nos anos 80. Seu horário na Jovem Pan (10h às 14H) era um dos mais ouvidos na emissora. Fórmula simples: muita música e as imitações dos nomes que estavm na crista da onda, independente do setor de atividade. Daquele período, as imitações mais marcantes são de Silvio Santos, Clementina de Jesus, Zé Béttio e Sérgio Chapelin.
Em 1984, ele foi contratado pela Globo FM, mas ficou na emissora por pouco tempo. Depois se transferiu para a Transamérica, em 1986.
Ao mesmo tempo, Serginho também passou a ser requisitado pelas produtoras seja para criar jingles ou dar voz a personagens. O Bond Boca, da Cepacol, foi um deles. Chegou um momento em que se dedicou apenas à publicidade, mas sem perder o rádio de vista.
Ele reformou o Show de Rádio, chamando para esse projeto Nelson Tatá Alexandre, Weber Laganá Pinfani e Odayr Baptista. Essa nova versão ficou no ar por um bom tempo na Rádio Bandeirantes, durante o ano de 1997. Depois, ele levou o programa para emissoras como Gazeta, Capital e Trianon, em passagens efemeras. (Rodney Brocanelli)
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Outra das imitações famosas de Serginho: Zé Béttio.
Serginho Leite em ação na Jovem Pan com o Mix da Pan. O ouvinte tinha que adivinhar os interpretes das músicas tocadas em sequência. Aqui, ele dizia um de seus famosos bordões, o Lê Dancê.
Um trecho gravado de sua estreia na Globo FM, em 1984, em programa especial apresentado no Teatro e Palhaçaria Pimpão, no centro de São Paulo, o mesmo lugar onde era feito o Balancê, de Fausto Silva. Será que a Globo/SP ainda tem isso?
Uma das paródias de maior repercussão feitas por Serginho: Eu Sou Bóia. O original é Eu Sou Boy, do Magazine de Kid Vinil.
Serginho Leite gravou um disco com músicas de humor. Seu grande hit é este aqui.
Não consegui achar qualquer registro da imitação que Serginho fazia de Carlos Aguiar. Coloco aqui um vídeo do próprio imitado para que os leitores saibam de quem se trata.
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Neste link, uma interessante entrevista de 2006 em que ele conta os bastidores de suas passagens por diversas emissoras de rádio.
Mais uma grande entrevista da Rádio Onze. É de 1997. Num domingo pela manhã, recebemos Rene Ferri, dono da loja de discos Wop Bop, que fez muito sucesso nas décadas de 70 e 80. Ela ocupou dois espaços privilegiados em São Paulo: primeiramente nas Grandes Galeiras, e depois na Rua Barão de Itapetininga. Ao lado da Baratos Afins, a Wop Bop era o grande referencial para os amantes da música. Ambas viviam cheias de interessados em adquirir os lançamentos do momento.
No player abaixo, Ferri responde a uma pergunta minha sobre a loja. Ele falou dos fatores que fizeram com que ela encerrasse suas atividades. Para ele, os grandes culpados, dentre tantos, foram os planos economicos.
Além de sua atividade como comerciante, Ferri se dedicou ao jornalismo musical. Embore ele não goste muito desse rótulo, ele se tornou conhecido pelas seções e resenhas que fez para a revista Bizz, a partir do começo da década de 90. O seu tema principal eram os nomes do rock n’roll dos anos 50 que não se tornaram muito conhecidos. Acompanhe mais no player abaixo.
Assim como a Baratos Afins, a loja Wop Bop teve um selo para lançamento de músicos e bandas independentes dos anos 80 e 90. No catálogo, trabalhos de Violeta de Outono, May East, Fellini, entre outros. Ferri explica que o selo foi a consequencia de um fanzine distribuido pela loja: o Spalt. Era editado por Fernanda Pacheco, que logo depois viria a se casar com Dado Villa-Lobos, da Leigão Urbana. Acompanhe no player abaixo.
O programa Música do Planeta Terra foi apresentado na Rádio Onze pelo camarada Antonio Lorente. A qualidade dos aúdios não é aquela que se imagina, mas sempre vale pelo registro.
Hoje, ele é um homem de televisão, conhecido por sua atuação em programas como Ídolos e Qual é Seu Talento. Contudo, pouco se sabe ou se fala sobre a passagem de Arnaldo Saccomani pelo rádio. Nos anos 1980, ele atuou em emissoras como a Antena 1 e a Jovem Pan. Na metade da década seguinte, Saccomani resolveu encarar o microfone e apresentou programas na Band FM, como Talk Radio e Contatos Imediatos. O destaque de aúdio vai para este último, bastando clicar no player abaixo.
Em 1984, a antiga Globo FM, de São Paulo, tinha a intenção de disputar os primeiros lugares de audiência do FM. Para tanto, ela investiu em um nome de sucesso da época: Sérgio Leite. Ele vinha da Jovem Pan, emissora em que conquistou ouvintes pelo seu estilo bem-humorado de comandar o horário. Outro trunfo dele, eram as imitações de personalidades da política, do rádio e da tv. No player abaixo, é possível ouvir sua estreia. Vídeo postado no YouTube por observadorjac.
Há dois anos, morria o radialista Geraldo Blota, que foi apresentador e repórter esportivo passando por emissoras como Bandeirantes, Jovem Pan, Tupi e Gazeta. Vamos relembrar dois de seus momentos no rádio esportivo. O primeiro é o milésimo gol de Pelé, quando ele foi um dos primeiros a colocar um microfone à frente do Rei do Futebol.
A final do campeonato paulista de 1977 foi outro grande momento de GB. Ele, que era corinthiano, vibrou como nunca com o gol de Basílio que tirou o time de uma longa fila sem títulos.
Em 1987, o rádio era feito com casseteira e fita de rolo. No vídeo abaixo, veja só como era a 89 FM daquela época, ainda em sua fase “rádio rock”. De quebra, dá para acompanhar entrevistas curtas com Éverson Candido (que mostra o estúdio e os equipamentos), Guilherme Maciel e Selma Boiron.
Dá para fazer um rápido “que fim levou?” Selma Boiron curte hoje em dia a modernidade dos estúdios da Oi FM, no Rio de Janeiro. Éverson se mudou para Goiânia e trabalha como produtor e programador da Executiva FM. E o U2 Cover, sensação do início da década de 90, continua na ativa. Do Guilherme, não temos notícias profissionais, mas ele tem um perfil no Facebook.
E por falar em 89 FM, leia aqui sobre o livro inédito escrito pelo jornalista Ricardo Alexandre, contando um pouco de sua história.