Morreu neste sábado (25) Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo. Ele teve atuação como cartola do Grêmio, participando de diversas conquistas do clube de futebol nos anos 1990. Quando não estava atuando como dirigente, Cacalo trabalhou nas rádios Sucesso e Gaúcha, nesta última atuando por 17 anos como integrante do Sala de Redação, sendo um dos representantes gremistas. Também teve atuação na mídia impressa, como colunista do Diário Gaúcho.
Cacalo estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Sua morte se deu em decorrência de uma septicemia secundária a uma infecção respiratória. Tinha 73 anos. O velório é realizado neste domingo (25) no saguão do portão A da Arena do Grêmio, até as 15h.
Leia abaixo a nota de pesar divulgada pelo Grupo RBS.
“O Grupo RBS lamenta a perda de Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, importante figura da crônica esportiva com mais de 20 anos de destacada atuação na empresa. Ex-dirigente do Grêmio, ele se consagrou comunicador atuando por 17 anos como a voz gremista do Sala de Redação, além de assinar a coluna Paixão Tricolor no Diário Gaúcho desde 2000, ano de lançamento do jornal.
A entrada no mais tradicional programa esportivo da Rádio Gaúcha se deu em 2001, a convite de Armindo Antonio Ranzolin, e lá se celebrizou como um grande defensor do Grêmio, contribuindo para o debate a partir da experiência e do repertório adquiridos nos anos em que esteve no clube.
Também atuou como comentarista no programa Lance Final, na RBS TV.
Deixa como legado o amor pelo Grêmio, a grande conexão com o torcedor gremista e uma atuação contundente e apaixonada ao microfone e nas páginas do Diário Gaúcho.”
Pode parecer exagero, mas Cacalo evitou uma tragédia nos estúdios da Rádio Gaúcha. Sua intervenção foi decisiva para que Paulo Sant’ana não acertasse uma bengalada em David Coimbra em pleno Sala de Redação. Veja seu depoimento, dado ao canal de Duda Garbi, abaixo.
O Grupo RBS, tradicionalmente presente nos principais eventos esportivos do mundo, mobilizou mais de 200 pessoas para a cobertura multiplataforma dos Jogos Olímpicos Paris 2024™. Com protagonismo da rádio Gaúcha, emissora de rádio licenciada para transmissão, uma equipe de seis profissionais atuou direto da capital francesa, enquanto uma central olímpica foi montada em Porto Alegre para contar os detalhes da competição nos veículos da empresa com olhar de gaúcho para gaúcho.
Ao longo de aproximadamente três semanas, os comunicadores Alice Bastos Neves, Zé Alberto Andrade, André Silva e Rodrigo Oliveira, o gerente-executivo de Esportes da RBS, Tiago Cirqueira, e o responsável técnico pelos equipamentos e entradas ao vivo, André Gonçalves, foram responsáveis pela cobertura in loco. Na Gaúcha foram mais de 122 horas ao vivo com boletins diários, transmissão de competições, programas ancorados de Paris e análises esportivas.
Já GZHcontabilizou 690 publicações, incluindo notícias, reportagens, colunas e vídeos. Como resultado, os conteúdos somaram mais de 2,8 milhões de acessos. Em Zero Hora, os assinantes puderam se informar com a publicação de 14 cadernos especiais digitais diários e um guia olímpico.
Na RBS TV, Alice entrou ao vivo em todos os telejornais da emissora direto da capital francesa. A partir de pontos emblemáticos de Paris foram produzidos mais de 120 conteúdos para mostrar bastidores da cobertura e curiosidades da cultura local. No total, mais de 6 milhões de telespectadores foram alcançados pelas transmissões.
Para os Jogos Olímpicos 2024, a Gaúcha produziu uma campanha publicitária veiculada durante a competição. Com o conceito, “A gente leva o RS junto”, a emissora destacou a força do esporte e do povo gaúcho, promovendo uma mensagem de solidariedade diante dos recentes desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul. Veja abaixo
Da esq. para a dir. André Gonçalves, Alice Bastos Neves, Rogrigo Oliveira, André Silva, Zé Alberto Andrade e Tiago Cirqueira. Crédito: Arquivo pessoal
Morreu na madrugada deste sábado (17) Silvio Santos. Desde o início de agosto, o comunicador e empresário esteve internado no Hospital Albert Enstein, em São Paulo, para onde foi levado após se queixar de cansaço. No mês passado, ele teve uma passagem pelo mesmo hospital e foi diagnosticado com o H1N1. Um comunicado divulgado logo após o anúncio da morte informa que a causa da morte foi uma broncopneumonia. Velório e enterro serão restritos à família. Ele tinha 93 anos.
Silvio (aliás Senor Abravanel), começou sua carreira no rádio. Antes de atuar como vendedor nas barcas que faziam o trajeto entre Niteroi e o Rio de Janeiro, ele trabalhou como locutor comercial na Rádio Continental, fazendo o horário das 13h às 14h. No entanto, uma crise de risos fez com que ele fosse demitido.
Conforme reportagem do jornalista Gabriel Gontijo, um colega chamado Paulo Caringi se equivocou ao ler um texto e trocou caneca de alumínio por cueca de alumínio. Silvio correu para o banheiro e a programação ficou com um buraco. O gerente Vanderlei Ferreira não gostou nada e, ao saber de tudo, demitiu-o (saiba mais aqui). Foi a partir desse episódio que o apresentador resolveu investir nas barcas.
Uma história conhecida de Silvio Santos no rádio é o teste para locutor na Rádio Guanabara (hoje Bandeirantes). Ele ficou com a primeira colocação no concurso, deixando na segunda colocação alguém que iria também fazer história na comunicação: Chico Anysio. (Em uma entrevista publicada em outubro de 1987 pelo Estado de S. Paulo, Silvio disse que o concorrente ficara na quarta colocação). Mesmo assumindo a vaga, Silvio não ficou na emissora porque ganhava mais com seus negócios.
Trabalhou na Rádio Mauá, aproveitando o dia de folga como paraquedista. Em seguida, transfeiru-se para a Rádio Tupi.
A ligação de Silvio com o rádio prosseguiria quando foi para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu uma vaga na Rádio Nacional (que depois virou Globo; hoje extinta). Trabalhou com Manoel de Nóbrega, que tinha um programa na mesma emissora.
Permaneceu na Nacional, mesmo com a venda das emissoras das Organizações Victor Costa (incluindo a TV Paulista) para recém-criada TV Globo. Ocupava a parte da manhã como comunicador, período do dia que é considerado o horário nobre do rádio.
Seu programa também foi veiculado pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Apesar da coincidência de nomes, a emissora de São Paulo e do Rio não eram do mesmo dono. A estação carioca pertence ao Governo Federal
Não pegou a transição do nome Nacional para Globo em São Paulo. Seu contrato vencera em 1976 e já naquela época, ele estava assumindo como acionista da Record. Transferiu seu programa para a Rádio Record. Uma dos quadros era o Falando Francamente, um debate com temas gerais e presença de convidados.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, ele era ouvido da Rádio Tupi, para onde voltou em 1978.
Silvio ficou no rádio até pouco antes do final da década de 1980. Até sair do ar, seu programa na Record tinha uma hora de duração e suas participações eram pré-gravadas. Nélson Rubens comandava a parte ao vivo.
Após a venda da Record (rádio e tv), Silvio nunca mais voltou ao rádio. Mesmo afastado do veiculo, sempre estava com o aparelho do carro ligado em seus deslocamentos pela cidade. Gostava de ouvir o Jornal da Manhã, da Jovem Pan e, mais recentemente, o Fim de Expediente, da CBN.
Ele chegou a falar brevemente com a Jovem Pan pouco depois de ser mantido refém em sua casa pelo sequestrador de sua filha, em 2001.
Já está no ar a mais nova afiliada da Antena 1 FM. Desde as 20h desta sexta (16), Salvador já pode sintonizar sua programação em 100,1Mhz. Conforme o que já foi amplamente divulgado (incluindo este site) os sócios desta empreitada são Grupo Aratu, dono da tradicional TV Aratu, representado por sua CEO Ana Coelho, em parceria com Ricardo Luzbel e Léo Góes (clique aqui para saber mais), ambos com ampla atuação no mercado de mídia da capital baiana.
Logo na estreia um pequeno lapso. A locutora de plantão errou a frequência da rádio recém-chegada à rede. Ouça abaixo.
Ray Parker Jr. não sabe, mas ele acaba de entrar para a história do rádio brasileiro. Foi durante a execução de sua canção, lançada em 1981 e que atingiu a primeira colocação da parada de R&B da Billboard, que o transmissor de AM (Amplitude Modulada) da Rádio Jovem Pan, que operava em 620KHz, foi desligado. Como já é comum em eventos deste tipo (veja aqui e aqui), o corte foi seco, sem vinheta, muito menos editorial de agradecimento ou despedida.
A única coisa de diferente é que o desligamento se deu por volta das 07h da manhã desta sexta-feira (16). Havia uma previsão de que o evento ocorresse pouco depois da meia-noite.
Desde o dia 07 de setembro, os 620Khz estavam transmitindo a programação da Classic Pan, projeto de rádio do grupo voltada ao público adulto. Esta emissora segue no FM estendido nos 76,7Mhz. Os programas jornalísticos e as transmissões esportivas são veiculados no FM 100,9Mhz ou no YouTube.
A Rádio Panamericana, que deu origem ao Grupo Jovem Pan, foi inaugurada em 3 de maio de 1944, fundada por Oduvaldo Vianna e João Cosi. A primeira transmissão começou às 18h e teve como prefixo as primeiras notas da 5ª Sinfonia de Beethoven que, no Código Morse, representavam o V da vitória. Em novembro do mesmo ano, ela foi adquirida por Paulo Machado de Carvalho, que a transformou na Emissora dos Esportes no ano seguinte.
Em 1964, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, assume a direção da emissora, que estava em declínio. No ano seguinte, ela passa a se chamar Jovem Pan. No ano de 1966, ela passa por uma transformação, com a sua programação passando a contar com astros e estrelas da TV Record. Ao mesmo, tempo a equipe de esportes era fortalecida.
No ano de 1973, Tuta adquire as ações da emissora junto aos seus irmãos Paulo Machado de Carvalho Filho e Alfredo Machado de Carvalho. Torna-se assim o único proprietário. Em seguida, no ano de 1974, a emissora se volta para a prestação de serviços e ao jornalismo. A última grande movimentação se dá em 1976, quando a sede deixa a Av Miruna e se transfere para a Av Paulista 807, 24º andar.
Essas informações estão no livro Jovem Pan, 50 anos, escrito por Álvaro Alves de Faria e lançado pela Editora Maltese, em 1994.
Acompanhe abaixo os últimos instantes da Jovem Pan AM, a rádio.
Morreu nesta quinta (15) o jornalista Fábio Seródio. Por mais de 20 anos, ele trabalhou na Rádio Jovem Pan, atuando primeiramente como produtor e depois como homem de microfone, sendo o setorista do Corinthians. Pouco depois de deixar a emissora, em 2015, atuou como assessor de imprensa do mesmo Corinthians. Detalhe: Seródio torcia pelo São Paulo. Nos últimos tempos, participava ao lado de Luis Carlos Quartarollo do Futebol em Rede, um programa veiculado pela Internet.
Em março deste ano, tornou pública a sua luta contra um tumor no cérebro, resultado de uma metástase de outros outros tumores, um no fígado e outro no estômago. Conforme o texto, ele fez uma opção por lutar contra a doença “A única saída é fazer tudo possível para sobreviver. Fazer tratamento e viver dia após dia. Outra solução é sentar-se na praia e esperar a morte chegar. Em meio a escuridão, resolvi reagir. Devido a duas cirurgias na cabeça, ainda não posso postar vídeos, chocaria as pessoas a cicatriz. A luta continua. Quero viver ao máximo e ser feliz até o último momento” (leia mais aqui).
O velório acontecerá em duas partes: no dia 15/08, das 19h às 22h e no dia seguinte, 16/08, entre 09h e 13h. O enterro está previsto para às 13h de amanhã. Tudo acontecerá no Cemitério Gethsemani, do Morumbi.
Ouça abaixo Fábio Seródio em ação pela Jovem Pan, em 1996, ao lado de Roberto Oliveira.
Morreu nesta terça (13) Jorginho Uepa, sonoplasta da Super Rádio Tupi (RJ). Ele trabalhava normalmente, no Patrulha da Cidade, quando passou mal no estúdio. O programa foi interrompido e funcionários da emissora foram em seu auxílio. Uma ambulância foi chamada e ele foi levado para o hospital Souza Aguiar, onde não resistiu. Ele tinha 51 anos. Ainda não foram divulgadas informações sobre velório e enterro.
Leia abaixo nota da Tupi.
É com grande tristeza que a Super Rádio Tupi informa sobre o falecimento do operador de rádio Jorginho Uepa, que por tantos anos esteve no comando das vinhetas e divertidos áudios que davam vida aos personagens do programa “Patrulha da Cidade”. Uepa também divertiu nossas tardes com a “Palavra Amiga” e tantos outros quadros do “Show do Heleno Rotay”.
Jorge Luís Pereira Martins, de cinquenta e um anos, morreu fazendo uma das coisas que mais amava. Estava na mesa de áudio, ao lado de todo o elenco da “Patrulha da Cidade”, na tarde desta terça-feira, sob o comando de Mário Belisário, quando se sentiu mal e foi socorrido pelos colegas. Jorginho Uepa chegou a ser levado com vida para o Hospital Souza Aguiar, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi informada.
Jorginho Uepa deixa mulher, três filhos, três enteadas e uma neta. Ele deixa também um vazio enorme no coração de todos nós, que, assim como vocês, ouvintes, formamos a Grande Família Tupi.
De todas as emissoras de rádio que transmitiram os Jogos Olímpicos de Paris, a que mais se destacou foi a Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Tal como já havia feito em outras competições, a emissora investiu na reportagem, colocando seus profissionais nas arenas e estádios não só onde estavam os atletas brasileiros.
Essa estratégia de cobertura gerou grandes momentos. Um deles foi a entrevista com Novak Djokovic. Ao ver a bandeira do Brasil no uniforme usado pelo repórter Rodrigo Oliveira, o tenista mandou um abraço para a “galera” brasileira e ainda citou Guga Kuerten.
Outro momento, também protagonizado por Oliveira foi na entrevista com Augusto Akio, medalha de bronze no Skate Park. Assim que soube que o jornalista era gaúcho, o atleta lhe deu um abraço e fez uma declaração emocionada de solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul: “Força, Rio Grande do Sul. Força mesmo. De verdade”.
Essa prioridade na reportagem fez com na final individual da ginástica artística, dois repórteres fossem escalados. Alice Bastos Neves e o já citado Oliveira ficaram em posições diferentes da zona mista. Alice “pressionou a saída de bola”, Rodrigo “ficou de líbero”, conforme a definição feita por ele na transmissão.
A cobertura ostensiva da Gaúcha não significou a derrubada de sua programação normal. Um exemplo: a semifinal do tênis de mesa, que teve a participação de Hugo Calderano, aconteceu bem no horário do Timeline Gaúcha. Com isso, os apresentadores Kelly Matos, Luciano Potter e Paulo Germano entraram para valer na transmissão, que contou com o quase onipresente Rodrigo Oliveira diretamente do local da disputa.
Outro exemplo aconteceu no Super Sábado, que mesclou cobertura do dia olímpico (foi justamente no sábado a fala já citada de Djokovic) , entrevistas e músicas ao vivo. Uma misturinha bem boa.
Sei que o destaque para Gaúcha vai ficar grande (entretanto ela merece), mas outro ponto positivo de suas transmissões foi a participação de Adriana Alves, coordenadora técnica da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), explicando didaticamente todos os movimentos de Rebeca Andrade, Simone Biles e das outras ginastas.
Outras emissoras também não abriram mão de sua programação normal. A Bandeirantes manteve toda sua grade, em especial a do período matutino. Quando havia alguma competição importante, era acionada a Central Olímpica, com os narradores Pedro Ramiro e Pedro Martelli, e o comentarista poliesportivo Marcelo Romano (uma grata surpresa).
Que dia!!!
Respeite nossas cicatrizes. Respeite a medalha no peito!!!
Para este radiomante, foi difícil achar a cobertura da Transamérica. Na grande final dos 400m da natação masculina, com Guilherme “Cachorrão” Costa, em um sábado, a expectativa era ouvir Álvaro José. Entretanto, bem naquele momento, a emissora estava com a sua programação musical normal. A emissora, pelo jeito, priorizou os esportes coletivos e o foco não esteve apenas nas participações brasileiras. Na manhã deste domingo, houve a transmissão da final do vôlei feminino, envolvendo Itália x EUA, com a narração de Thomaz Rafael e comentários de William Carvalho, ex-jogador, medalhista olímpico e atual técnico.
Mal chegou à CBN e o narrador Rodrigo Bitar já participou de uma cobertura de fôlego. Ele narrou os principais jogos da seleção brasileira feminina até a grande final. Com Leonardo Dahi, ele fez duas finais seguidas, uma da ginástica e a do judô por equipes, além de outras participações importantes. A final do judô teve uma curiosidade bem legal: Bruno Faria, repórter da equipe esportiva de São Paulo, atuou como comentarista não por acaso. Ele praticou a modalidade, sendo federado por nove anos. Ou seja, procurando bem, dá para achar especialista jornalista.
Ainda sobre a CBN, importante notar que, ao contrário do que aconteceu em Tóquio 2021, a Globo Rio não participou desta cobertura.
Mario Henrique Caixa, da Itatiaia, talvez seja um dos poucos narradores titulares que não fica limitado apenas ao futebol, ou melhor apenas ao Atlético-MG. De Paris, ele narrou as partidas de vôlei masculino e feminino, além de fazer a grande final do futebol feminino.
Marcelo do Ó, da Band News FM, foi outro titular que fez outras modalidades. No entanto, seu perfil é muito mais poliesportivo (e com grande competência). Éder Luiz, na Transamérica, fez Brasil x EUA pelo futebol feminino e ainda teve gogó para narrar os instantes finais de Brasil x Turquia pelo vôlei feminino.
Como já escrito em outras ocasiões, uma pena que uma cobertura como essa não deixa legado. Certamente, não voltaremos a ter uma transmissão de tênis de mesa na Rádio Bandeirantes. As emissoras seguirão priorizando o futebol em seu cardápio, como em outras vezes.
Em comparação aos jogos de Tóquio, em 2021, tivemos mais rádios transmitindo os eventos de Paris 2024. Há três anos, apenas Gaúcha e Globo/CBN tiveram os direitos de transmissão. Naquela época, vivamos ainda sob a sombra da Covid-19, em termos sanitários e econômicos. Bom ouvir o Grupo Bandeirantes de volta, assim como Itatiaia e Transamérica.
Los Angeles é logo ali. Baseado no que aconteceu em 1984, o fuso horário poderá ajudar a uma cobertura mais extensiva do rádio por que os eventos principais acontecerão no período noturno. O único fator que poderá atrapalhar é o futebol doméstico. A inauguração está prevista para o dia 14 de julho de 2028. Começou a contagem regressiva!
(*) este post não seria possível sem o auxílio luxuoso de Edu Cesar, do Papo de Bola
2024.08.05 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginastica artistica – A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquista a medalha de ouro na final do solo. Foto: Alexandre Loureiro/COB.
A volta de Fernandinho Eufrasio Junior à bancada do Boa da Pan, a presença de Edson Jansen nas manhãs musicais, a estreia de Bea Moser na Peruinha da Jovem Pan e a chegada do comunicador Glaucio Pozzo, para comandar as noites curitibanas com um dos programas mais icônicos do rádio, o Jurassic Pan, estão entre as novidades que prometem sacudir a programação da mais nova balzaquiana da cidade. A rádio Jovem Pan 103.9 foi a primeira FM de Curitiba e completa 30 anos de transmissão como líder em alcance no segmento AB, trazendo uma programação quase cem por cento local. O aniversário da rádio ganha comemoração em grande estilo, com novos programas e o resgate de sucessos que os ouvintes elegeram.
“A Jovem Pan de Curitiba, na frequência FM, foi a primeira afiliada brasileira da rádio paulistana a iniciar as transmissões fora de São Paulo, dentro do projeto de rede Jovem Pan Sat, também implantado em 1994, que foi precursor da transmissão via satélite com áudio totalmente digital”, lembra Leonardo Petrelli, presidente do Grupo Ric, destacando que a Jovem Pan FM é um marco na história do rádio brasileiro.
Mais humor
Aos 30 anos de muita música e entretenimento, a Jovem Pan tem agora novos desafios para continuar inovando, dentro da linha de ousadia que é marca de sua trajetória, como conta Fernandinho. “Estou há dez anos na Jovem Pan. No início era parte da bancada fazendo personagens, e depois me tornei produtor também do Boa da Pan. Em seguida assumi como âncora e logo após segui como gestor das rádios. Nesse período, saímos de um formato “pastelão”, no melhor sentido da palavra, porque precisávamos inovar, ser diferentes. O momento pedia por isso. Então, fomos para o caminho do´talk´, com entrevistas e outras atrações, mas sempre com o mesmo espírito de quinta série que marcou uma geração de ouvintes.”
O apresentador lembra que, entre outros sucessos, o Boa da Pan – que também comemora um marco importante, somando 15 anos – lançou nomes de humoristas que somam centenas de milhares de seguidores nas redes sociais. Entre eles, Diogo Almeida, famoso por narrar a vida de professor, e Serginho Lacerda, o impagável pai do Bento. “Marcamos uma época muito legal no Boa da Pan, o que nos dá muito orgulho.”
Agora, o âncora que marcou o coração dos ouvintes retorna com seu fiel escudeiro de longa data Zico Lamour, e mais dois grandes nomes da comédia local, Thiago Souza e Lelo Mattos. O quarteto promete grandes novidades nas tardes da Jovem Pan.
Já o lendário âncora Edson Jansen será o mais novo showman das manhãs da rádio, comandando de forma única seus programas de maior sucesso: Rock’n Pop, Uma atrás da Outra, As Mais Pedidas e A melhor da Semana. “Estou muito empolgado com esse novo desafio. É uma alegria poder viver tudo isso. É como se 1994 e 2024 estivessem ligados e não vejo a hora de assumir o horário da manhã e apresentar as novidades para a nossa grande audiência…”, disparou Jansen.
Reiterando seu compromisso de levar informação e serviço para que o público possa fazer as melhores escolhas, os veículos do Grupo RBS preparam uma ampla cobertura multimídia para as eleições municipais de 2024. Já nesta terça-feira (6), a Gaúcha promove o primeiro encontro dos pré-candidatos à prefeitura de Porto Alegre entre 8h10 e 10h, no Gaúcha Atualidade e no Youtube de GZH, com transmissão em imagens.
— Como já é tradição na RBS, a cobertura eleitoral começa a ser planejada sempre no ano anterior ao da eleição. Temos um grupo de trabalho com todas as áreas envolvidas no projeto que se reúnem periodicamente para avaliar o cronograma de entregas, os imprevistos, as demandas de última hora. Essa mobilização antecipada e permanente é necessária para garantir uma entrega de conteúdos com qualidade, eficiência e agilidade em todas plataformas, à altura do que o nosso público espera — diz a coordenadora do Projeto Eleições 2024 e editora-chefe de Zero Hora, Dione Kuhn.
Sob mediação da âncora do programa, Andressa Xavier, o debate da Gaúcha terá participação da colunista Rosane de Oliveira e de outros comunicadores, que estarão na plateia e irão questionar os aspirantes à prefeitura. Realizado nos estúdios da RBS TV, o embate será dividido em quatro blocos com pergunta, resposta, réplica e tréplica. Antes mesmo de o programa começar, às 7h10, os jornalistas Kelly Matos e Rodrigo Lopes mostram os bastidores em GZH. Ao final, o Timeline, na Gaúcha, trará a repercussão completa.
Como já virou costume em ocasiões como essa, o desligamento definitivo do transmissor da Rádio Bandeirantes em Amplitude Modulada (840Khz) aconteceu sem qualquer tipo de cerimônia. Não houve transmissão ao vivo, vinheta com discurso de despedida, homenagem, agradecimento. Foi um corte seco durante a veiculação do programa Antenados (pré-gravado), comandado por Danilo Gobatto. Ouça abaixo.
A partir desta segunda-feira (05), a emissora será sintonizada em 86.3 Mhz (no ainda incipente FM estendido) e nos 90.9Mhz na capital paulista. O alcance desta última frequência deverá ser melhorado. Seu sinal chega de forma irregular em muitos pontos da capital. A torre de transmissão está na rodovia Imigrantes, no município de São Bernardo do Campo.
Outro marco deste desligamento é que Rony, atacante do Palmeiras foi autor do último gol transmitido nos 840Khz, o gol de empate do Palmeiras na partida contra o Internacional, em partida disputada na cidade de Porto Alegre e válida pelo campeonato brasileiro. Veja e ouça abaixo.
Narrado pelo Rogério Assis, o gol de 1 x 1 do Palmeiras com o Internacional foi o último transmitido pela Rádio Bandeirantes no prefixo AM 840 de São Paulo, que será desligado após 87 anos no ar. A partir de amanhã, programação no ar somente por FM 90,9 e FM estendido 86,3. pic.twitter.com/5LiJN8gkX2
A RedeNativa FM lançará nesta segunda-feira (5) uma afiliada em Juína, cidade de Mato Grosso. A frequência FM 94,5 MHz vai chegar aos municípios de Castanheira, Juruena, Cotriguaçu, Juara e Brasnorte, atingindo mais de 126 mil ouvintes em potencial.
A estreia acontece durante o programa A Nativa Entrou no Grupo, apresentado por Carlos Galinha, Day Quarenta e Paulo Eugênio a partir das 18h.
Com programação musical romântica e sertaneja, a rádio passa a contabilizar 31 emissoras em seis estados brasileiros – Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – reunindo mais de 46 milhões de ouvintes potenciais em 27 anos de sucesso.
A presença de Hugo Calderano na semifinal do tênis de mesa fez com que pelo menos duas emissoras de rádio abrissem espaço para uma modalidade esportiva que não costuma fazer parte do cardápio de transmissões. As rádios Gaúcha e Bandeirantes dedicaram generosos espaços para levar o ouvinte informações sobre a importante participação do atleta brasileiro.
A emissora de Porto Alegre usou boa parte de seu tradicional Timeline Gaúcha para a transmissão. Rodrigo Oliveira (o Petite Question) esteve in loco na arena onde ocorreu a disputa, intervindo sempre que a pontuação era atualizada. Além dele, Luciano Potter, Kelly Mattos e Paulo Germano participaram do estúdio em Porto Alegre com comentários e uma certa torcida. José Alberto Andrade, de algum lugar de Paris, também fez intervenções importantes.
Já a Bandeirantes, dentro do Manhã Bandeirantes, fez uma transmissão mais radiofônica mesmo, com Pedro Ramiro descrevendo os lances e os comentários de Marcelo Romano, especialista em esportes olímpicos.
Hugo Calderano perdeu a partida contra o sueco Truls Moregard por 4 sets a 2. Com isso, o mesatenista brasileiro vai disputar a medalha de bronze contra o francês Felix Lébrun. A disputa está prevista para começar as 08h30, horário de Brasília. Espera-se que com transmissão não apenas das duas emissoras citadas acima, mas das outras que têm os direitos de transmissão desta edição dos Jogos Olímpicos.
2024.08.02 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Tênis de mesa masculino – Hugo Calderano enfrenta o sueco Truls Moregard pela semifinal. – Foto: Luiza Moraes/COB
A Rádio Bandeirantes conclui na próxima semana a migração para a faixa estendida FM em São Paulo. A partir do dia 5 de agosto, a emissora poderá ser ouvida no dial em 86.3 FM e em 90.9 FM na capital paulista. A transmissão em 840 AM será descontinuada na mesma data.
O público também pode acompanhar a programação pela antena parabólica (canal 376 na banda KU) e nas operadoras de TV por assinatura Claro (seção Música) e Sky (canal 795).
Outra opção é o acesso por meio das plataformas digitais: aplicativo Bandplay (versões web e mobile para sistemas Android e iOS), site oficial, Facebook e YouTube.
Nesta quinta (30), a Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, vai promover a união de dois profissionais que carregam muito talento no sangue. A transmissão de CRB x Atlético-MG, partida válida pela fase de oitavas de final da Copa do Brasil terá a narração de Guilherme Reis e os comentários de Danilo Marra, dois profissionais da nova geração.
Guilherme é filho de Osvaldo Reis, o Pequetito, narrador esportivo que hoje é um dos titulares da Rádio Itatiaia. Por sua vez, Danilo tem como pai Mario Marra, comentarista com vasta experiência e que hoje está nos canais ESPN.
Os pais, Pequetito e Marra formaram dupla de narrador e comentarista por mais de dez anos na extinta Rádio Globo, de Belo Horizonte, que operava em 1150Khz. A partir desta quarta, os filhos fazem uma nova parceria, que deverá ser repetida em outras jornadas esportivas.
O pontapé inicial de CRB x Atlético-MG está previsto para as 19h. A Rádio Inconfidência opera em 880Khz em AM e nos 100,9Mhz da FM Pode ser ouvida no site https://www.inconfidencia.com.br/