Memória: José Silvério narrando gols do Brasil em Wembley

Por Rodney Brocanelli

Ao longo de sua carreira como narrador esportivo, José Silvério esteve algumas vezes no mitológico estádio de Wembley para transmitir partidas entre as seleções de Brasil e Inglaterra. Vamos destacar aqui duas delas. A primeira é de um amistoso de 1987, com empate pelo placar final em 1 a 1. Lineker abriu o placar para o English Team e Mirandinha (ex-Palmeiras) logo empatou. A outra é a final da Copa Umbro, torneio amistoso que envolveu também as seleções da Suécia e Japão. Os brasileiros conquistaram a taça, ao bater os ingleses pelo placar de 3 a 1, de virada. Le Saux marcou para a seleção da casa, enquanto que Juninho Paulista, Ronaldo e Edmundo fizeram os gols da vitória brasileira. Silvério esteve presente nesses  jogos empunhando o microfone da Rádio Jovem Pan. Outra coisa em comum é que, pelo menos, dois jogadores brasileiros acabaram se transferindo para clubes ingleses pouco depois. Em 1987, Mirandinha se transferiu para o Newcastle. Por outro lado, quase oito anos depois, Juninho Paulista acertaria com o Middlesbrough. Ouça abaixo, os gols de Mirandinha, Ronaldo e Edmundo na voz de Silvério.

Silvério

Memória: uma reportagem sobre rádios piratas exibida pelo Vitrine, em 1995

Por Rodney Brocanelli

Em 1995 (portanto há dezenove anos), o programa Vitrine, da TV Cultura (SP), então apresentado por Maria Cristina Poli, veiculou uma reportagem sobre o movimentos de rádios piratas que teve uma grande explosão na metade da década de 1990. O repórter James Capelli (hoje sumido) visitou três emissoras que operavam em São Paulo, em diferentes pontos da cidade: Conexão, a Free e a Onze. A primeira procurava dar espaço os problemas do bairro, além de dar vez a pessoas que nunca tiveram experiência em rádio. A segunda era uma emissora ligada a igrejas. Já a terceira, era uma experiência que misturava pessoas ligadas ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da USP e moradores do centro de São Paulo. Na ocasião a reportagem divulgou que o governo da época (FHC) iria enviar ao Congresso uma lei para regulamentar essas rádios sem concessão. Depois de muito tempo e muita discussão, saiu a lei das rádios comunitárias. Eu sou um dos personagens desta reportagem. Apareço da metade para o final, no espaço dedicado à Rádio Onze, operando pick up e até dando um depoimento pessoal. Tirando esse lado pessoal, vale como um registro de um momento em que para cada espaço vazio no dial, existiam até três emissoras clandestinas operando. O vídeo vai ter um problema de sincronia com o áudio, mas nada que comprometa sua compreensão. Agradecimentos especiais ao dexista Sergio Partamian pela recordação.

rádiopirata