Relembre as onze finais de Copa do Mundo narradas por José Silvério

Por Rodney Brocanelli

Um dos gigantes da narração esportiva, José Silvério tem uma marca histórica em sua carreira: ele conseguiu narrar onze finais de Copa do Mundo nos estádios e por duas emissoras diferentes. Vamos relembrar então cada uma delas, com direito a histórias de bastidores e os registros dos gols (e pelo menos uma disputa dos tiros livres da marca do pênalti) narrados por ele de 1978 a 2018, seu último mundial, pela Bandeirantes. O narrador deixou a emissora do Morumbi em 2020. Teve uma brevíssima passagem pela Rádio Capital entre os meses de junho e setembro de 2021. Hoje, curte sua aposentadoria. Texto publicado em 2002 (veja aqui) e devidamente atualizado.

1978/Argentina – Foi a primeira Copa de Silvério pela Rádio Jovem Pan, na Argentina. Em outubro de 1977, ele substituiu Osmar Santos, que havia se transferido pela Rádio Globo. Seu prestígio na emissora era tamanho, que ele foi escalado pelo Seu Tuta para fazer a decisão do terceiro lugar, envolvendo Brasil x Itália e a grande final, entre os donos da casa e a Holanda. O que ninguém imaginava é que uma úlcera fosse atrapalhar a transmissão. “Eu narrei a final sangrando, literalmente”, disse ele em uma entrevista ao programa Sofá Bandeirantes. Por muitos anos, o registro desta final foi uma “lost midia”, termo que é muito usado para a memória de televisão, mas que pode ser aplicado ao rádio. Em 2024, ele foi divulgado pelo jornalista .Thiago Uberreich ( a quem agradecemos pela cessão deste áudio).

1982/Espanha – Era uma final em que o Brasil deveria estar. Pelo menos essa era a expectativa de quase 120 milhões de brasileiros e outros milhares de admiradores do futebol espalhados pelo planeta. A seleção comandada por Telê Santana, apesar de alguns defeitos, encantou a muitos. Só não estava no script a eliminação na partida contra Itália. Bastava apenas um empate, mas o talento de Paolo Rossi e a disciplina tática dos outros jogadores da Azzurra acabaram com o sonho brasileiro. Depois de eliminar a Polônia na semifinal, os italianos se classificaram para a grande final com a Alemanha. Silvério esteve lá pela Jovem Pan e sem incidentes desta vez. Placar final: 3 a 1 Itália. Ouça abaixo.

1986/México – Telê Santana novamente comandou a seleção brasileira, com remanescentes da Copa anterior e uma nova geração que surgiu neste período de quatro anos. O começo da campanha não empolgou muito, mas o Brasil avançou para a fase de mata-mata, que voltou a ser implantada após uma pausa em 1974. Nas quartas-de-final, a seleção brasileira foi eliminada nos pênaltis pela seleção francesa. Enquanto isso, um personagem emergia: Maradona. Com gol de mão, gol de placa e uma técnica acima da média, ele colocou a Argentina na final. Por outro lado, a Alemanha também chegou para a disputa do título, repetindo 1982. Placar final: Argentina 3 a 2. Ouça abaixo.

1990/Itália – A Copa marcada pelo início da Era Dunga. Sob o comando de Sebastião Lazzaroni, a seleção brasileira apresentou um futebol que não despertou suspiros. Para piorar, houve problemas com dinheiro de patrocinador, o que fez com que os jogadores convocados não contassem com muita simpatia, sendo considerados mercenários. Mais uma vez quem brilhou foi Maradona. Na partida eliminatória da Argentina contra o Brasil, mesmo cercado por três jogadores, o camisa 10 argentino conseguiu dar um passe para Caniggia fazer o gol da classificação. Os argentinos ainda desclassificaram os donos da casa e chegaram à final. Do outro lado, adivinhem, a Alemanha. Depois de dois revezes, havia chegado a hora dos alemães ficarem com o título. Placar final: 1 a 0. Ouça abaixo.

1994/EUA – Temos aqui a sequência da Era Dunga, com remanescentes da copa anterior. Apesar da desconfiança que surgiu no período das eliminatórias, a seleção brasileira foi crescendo na hora certa (e vale o clichê aqui). Carlos Alberto Parreira talvez tenha feito o seu melhor trabalho como técnico. Romário foi um dos destaques. Outro foi justamente Dunga, execrado após o fracasso na Itália. E por falar no país da Bota (sdds. Silvio Lancellotti), a seleção brasileira enfrentou a seleção italiana na grande final. Uma repetição da decisão de 1970. Silvério estava lá. Pena que o jogo em si não tenha sido a altura de tanta tradição e de tanta coisa envolvida. Mesmo assim, não deixou de ser um marco histórico para o narrador. Ouça abaixo a decisão por tiros livres da marca do pênalti,

1998/França – O período de antecedeu esta Copa foi marcado pela ascensão de Ronaldo. Jogando no futebol europeu, ele se transformou em fenômeno com seus gols impressionantes. Isso fez com que ele se transformasse em uma referência para a seleção brasileira. O time treinado por Zagallo tinha atletas das duas campanhas anteriores e jogadores que já mereciam estar no elenco de 1994. A campanha em si teve altos e baixos, com uma derrota para a Noruega na fase de grupos. Parecia que faltava alguma coisa na seleção brasileira. Mas isso não impediu a chegada em sua segunda final seguida. O adversário era a dona da casa, que tinha uma seleção bem montada. Além da derrota do Brasil para a França, ficou marcado todo o bastidor envolvendo Ronaldo, que passara mal horas antes da final. Até hoje ninguém tem uma explicação definitiva para o que aconteceu. Zidane, que não teve nada a ver com isso, fez dois gols de cabeça. Placar final: 3 a 0. Ouça abaixo.

2002 Coreia-Japão – Mais uma vez a seleção brasileira vive quatro anos de trancos e barrancos. Wanderley Luxemburgo, que começou o ciclo, não permaneceu e foi sucedido por mais dois profissionais (Candinho por um jogo só e Émerson Leão) até a chegada de Luiz Felipe Scolari. Enquanto isso, Ronaldo enfrentava seus problemas. Uma lesão patelar deixou em dúvida até mesmo a sua continuidade no futebol. No entanto, ele se recuperou a tempo e as coisas deram certo na hora certa. De contestado, ele passou à heroi. O Brasil cresceu na competição (olha aí o clichê de novo) e chegou à final sem ser derrotado ou empatar alguma partida. O oponente seria a Alemanha. José Silvério acabara de passar por uma mudança radical em sua carreira. Aproximadamente dois anos antes, ele trocou a Jovem Pan pela concorrente Rádio Bandeirantes. Mal sabia ele que havia feito uma boa escolha. A Pan decidiu não transmitir aquele mundial e fazer uma cobertura alternativa. Silvério esteve presente em todos os jogos do Brasil e pode enfileirar uma série de narrações inesquecíveis diretmanete dos estádios. Placar final: 2 a 0. Ouça abaixo.

2006 – Alemanha – Essa aqui foi a Copa do oba oba para a seleção brasileira. Muitos craques, mas pouquíssimo foco, em especial no período de treinamento. Havia uma nova geração pedindo passagem, mas o que fazer com os craques que vinham dando tão certo nos anos anteriores? Carlos Alberto Parreira não conseguiu solucionar essa questão e o Brasil caiu ainda nas oitavas para a França em uma noite inspiradíssima de Zidane. Silvério fez a sua segunda Copa pela Bandeirantes e ele começava a viver um drama pessoal, com a doença de sua primeira esposa, Sebastiana de Andrade. No ano anterior, o Grupo Bandeirantes colocava no ar a Band News FM, emissora com 24 horas de notícias. A caçula entrou em rede com a Bandeirantes e com isso, as irradiações de Silvério foram mais longe, com outras emissoras que compunham a rede. Itália e França disputaram a grande final, que passou à história não pelo título (mais um) da Azzurra, mas pela cabeçada de Zidane em Materazzi.

2010 – África do Sul – Depois da bagunça, a quase ditadura. A CBF resolveu inovar e alçou ao comando da seleção brasileira o ex-jogador Dunga. A ideia até que era interessante, mas o temperamento do agora treinador não ajudou em nada. Apesar dos títulos na Copa América e da Copa das Confederações, a campanha no Mundial não mostrou qualquer brilho. Para piorar, a indisposição de Dunga com parte da imprensa serviu para que ele angariasse ainda mais antipatia. O Brasil caiu nas quartas com a derrota para a Holanda, que chegaria a final 32 anos após ser batida pela Argentina, em 1978. Do outro lado estava a sensação Espanha. Os espanhóis venceram na prorrogação. Mais uma vez a parceria com a Band News foi repetida. Aquela foi uma Copa fria, não pelos jogos em si, mas pelo fato de seu período de competição coincidir com uma fase de baixíssimas temperaturas naquele país. Isso não afetou Silvério que esteve presente na decisão. Placar final: 1 a 0. Ouça abaixo.

2014/Brasil – Sediar uma Copa do Mundo quase virou um pesadelo para o país do futebol. Um ano antes, às vésperas da Copa das Confederações, protestos começaram a pipocar por diversas partes. A Fifa ficou preocupada por muito pouco o torneio não aconteceu em outro lugar. A seleção brasileira chegou a esta competição sob comando duplo: Luiz Felipe Scolari como treinador e Carlos Alberto Parreira como coordenador. Eles chegaram para substituir Mano Menezes, que fizera um trabalho irregular. À medida em que os jogos aconteciam, a tensão aumentava entre os jogadores brasileiros. Não por fatores externos, mas porque, conforme o jornalista Paulo Vinícius Coelho, ninguém queria cometer erros que pudessem tirar a seleção dos trilhos. Isso ficou mais visível na partida contra o Chile, na qual a classificação só veio na disputa dos tiros livres. Para piorar as coisas, uma grave contusão afastou Neymar na parida das oitavas contra a Colômbia. Não foi uma Copa fácil para Silvério. Durante a transmissão da partida contra Colômbia, ele ficou sem voz e teve de dar lugar a Ulisses Costa. E depois, já recuperado, ele irradiou a derrota para a Alemanha na semifinal pelo placar de 7 a 1, talvez o maior desastre brasileiro na história das Copas. Na outra perna, a Argentina, de Messi, foi tirando de cena os oponentes para chegar à grande final no Maracanã. Quem brilhou foi um jovem atleta, Mario Götze, que fez o gol solitário daquela partida. Placar final: 1 a 0. Ouça abaixo.

2018/Rússia – Mais uma mudança no comando técnico. Dunga era trazido de volta pela CBF. Se em 2010 era uma inovação, o ato foi conservador, desta vez. Mas infelizmente, a jogada não deu certo. O futebol apresentado era paupérrimo, especialmente nas eliminatórias, apesar da continuidade do protagonismo de Neymar. Houve uma mudança de rumo e Tite veio para ajustar as coisas. Se o Brasil deu esperança aos torcedores durante o período pré-Copa, na competição em si novamente o futebol, mais uma vez, não empolgou. Alguns jogadores renderem aquém do esperado. Neymar ficou marcado por suas simulações espalhafatosas, que foram ridicularizadas nas redes sociais. Enquanto Brasil ficava pelo caminho, a França, de Mbappé, e a Croácia, de Modric, chegavam à decisão. Era a décima-primeira Copa de José Silvério, um recorde pessoal. Diferente das outras, a partida final foi empolgante, com seis gols. Os frances conquistaram seu segundo título. Pouco depois do apito final, emocionado, ele disse “cumpri”. Antes de passar o comando da jornada para Milton Neves, ele complementou: “são onze Copas do Mundo transmitidas na final do estádio. Um marco. Obrigado, você ajudou muito. Tchau”. Placar final: 4 a 2. Ouça abaixo.

Grupo RBS valoriza as raízes do Gauchão na temporada de 2019

A partir do próximo fim de semana (19 e 20), 12 times se enfrentam na primeira rodada do Campeonato Gaúcho de 2019. O evento, que reúne as principais equipes de futebol do Rio Grande do Sul na disputa pelo primeiro lugar, é uma das maiores tradições do esporte entre os torcedores gaúchos. Mas será que esse público sabe quais são as raízes do campeonato? No ano em que o Gauchão completa 100 anos de história, 215 profissionais do Grupo RBS reúnem esforços para a realização de uma cobertura especial, focada em descobrir elementos históricos do futebol local e oferecer uma experiência ainda mais completa aos torcedores. 

Um conjunto de conteúdos especiais está sendo preparado pela RBS TV. Além da transmissão dos jogos, que inicia no domingo (20) com a partida Novo Hamburgo X Grêmio, às 17h, o veículo exibirá ao longo do campeonato três séries de reportagens no Globo Esporte RS, com o objetivo de desvendar o que está presente nas origens da competição. Serão apresentados alguns fatos sobre o “Jogador Raiz”, o “Estádio Raiz” e o “Funcionário Raiz”, a fim de valorizar as características que tornam jogadores, estádios e funcionários partes fundamentais no futebol gaúcho. 

A interatividade com o público é marca forte da cobertura. Os gaúchos poderão escolher o torcedor símbolo do campeonato 2019 no concurso A cara do Gauchão, por meio do Globoesporte.com/RS. Doze torcedores, um de cada clube que participa do campeonato, contarão sua relação com o time do coração durante as edições do programa e enfrentarão alguns desafios em busca de ser o torcedor símbolo da competição. O torneio “Na Trave” volta a testar os jogadores e torcedores em uma brincadeira de acertar chutes nas traves das goleiras. Além disso, os gols mais bonitos do campeonato serão valorizados no Prêmio Bucha, composto por um júri formado por Pedro Ernesto Denardin, Maurício Saraiva, Luciano Périco, Diogo Olivier, Zé Alberto Andrade, Luciano Potter e Duda Garbi. Ao final do Gauchão, os três melhores gols, escolhidos pelos “comunicadores raiz” do Grupo RBS, disputam o primeiro lugar em votação popular no Globoesporte.com/RS. 

– Ser raiz é valorizar o que é nosso, buscar as origens e nos reinventar, ser crítico ao enfrentar a realidade do futebol gaúcho e também parceiro ao estar junto à comunidade, aos torcedores e clubes na realização da competição. Por isso, a cobertura integrada do Esporte da RBS terá a cara e a voz da torcida, enaltecerá o esforço dos clubes em participar da disputa e contará as histórias raiz que fazem o nosso estadual ser o Gauchão – destaca o chefe de redação de Esportes da RBS TV, Tiago Cirqueira. 

Todos os jogos da dupla Gre-Nal serão transmitidos pela Gaúcha. A partir das quartas de final, a rádio passará a transmitir todas as partidas do campeonato. O Gaúcha Sports Bar pelo Rio Grande, que já percorreu duas cidades no Estado, também terá programação especial: algumas edições dos programas Sala de Redação, Show dos Esportes e Hoje nos Esportes serão transmitidas direto de Pelotas, próxima cidade no roteiro de viagem. 

No último fim de semana (12 e 13), a Superedição de Zero Hora apresentou o caderno “100 fatos em 100 anos de Gauchão”, valorizando o centenário do campeonato com conteúdos especiais. Para que o torcedor fique por dentro de todos os detalhes sobre os jogadores, times e tabela de jogos da temporada 2019, será veiculado o Guia do Gauchão no fim de semana de estreia da competição (19 e 20). A coluna Entrevero ainda trará as informações diárias sobre os times do interior. 

– A cobertura do Gauchão é e sempre foi fundamental para o Grupo RBS. No campeonato, fazemos uma conexão com o público do interior, que nos dá frutos ao longo do ano. Em 2019, temos a oportunidade de marcar nosso trabalho com iniciativas integradas e mostrar que o Gauchão chega aos 100 anos sem glamour, mas é da nossa gente. Por isso, o conceito “Raiz” valoriza a competição e a nossa cobertura – ressalta o editor-chefe de Esportes de Gaúcha, Zero Hora e GaúchaZH, Rafael Cechin. 

O torcedor também poderá acompanhar diariamente os detalhes sobre o Gauchão 2019 no GaúchaZH, além de todos os conteúdos de Zero Hora e Gaúcha. A partir da hashtag #CentralDoTorcedor, que poderá ser utilizada nas redes sociais, o público terá a oportunidade de participar de debates esportivos na RBS TV, Gaúcha e Zero Hora.  

O projeto será valorizado pelo Grupo RBS por meio de uma campanha publicitária centrada no “campeonato raiz”, que será veiculada nos jornais, nas rádios, na TV e nas redes sociais, destacando as principais informações da cobertura editorial.

 

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Ouça os gols do título do Palmeiras (e os do final de semana)

Por Rodney Brocanelli

O Palmeiras é o grande campeão brasileiro de 2017. A vitória contra o Vasco, pelo placar de 1 a 0, garantiu mais um caneco à equipe alviverde.

Ouça a narração de Nilson Cesar, da Rádio Jovem Pan.

Ouça a narração de Oscar Ulisses, da Rádio Globo.

Ouça a narração de Éder Luiz, da Rádio Transamérica FM.

Ouça a narração de Leandro Bollis, da 105 FM.

Ouça a narração de Dirceu Marchioli, da Band News FM.

Ouça a narração de Ulisses Costa, da Rádio Bandeirantes.

Ouça a narração de Jota Santiago, da Super Rádio Tupi.

Ouça a narração de Luiz Penido, da Rádio Globo.

No Mineirão, o Flamengo venceu o Cruzeiro com dois golaços. Ouça a narração de Edson Mauro, da Rádio Globo.

O Internacional conseguiu sua classificação direta à Libertadores com a vitória sobre o Fluminense: 2 a 0. Ouça a narração de Luis Magno, da Rádio Guaíba.

Na Arena da Baixada, Atlético-PR e Ceará empataram pelo placar de 2 a 2, resultado esse que dá fôlego a equipe cearense na fuga da ZR. Narração de Gomes Farias, da Jovem Pan News, de Fortaleza.

Na Vila Belmiro, o Santos venceu o Atlético-MG pelo placar de 3 a 2. Ouça a narração de Hugo Sergio, da Rádio Super Notícia.

O Criciúma se livrou do rebaixamento para a série C com a vitória sobre o Sampaio Corrêa: 2 a 0. Ouça a narração de Mario Lima.

O CSA venceu o Juventude pelo placar de 4 a 0 e é mais uma equipe garantida na série A de 2019. Ouça a narração de Wellington Martins, da CBN Maceió.

Ouça o Radioamantes no Ar

Nesta semana, o Radioamantes no Ar registrou a morte de Marcelo Zamarian, radialista com passagens pela Jovem Pan e Globo FM, em São Paulo. Outro assuntos: a audiência das transmissões de futebol aos finais de semana, a audiência do AM na grande São Paulo e dos indicados para prêmio de rádio do prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Rogério Alcântara.

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Sérgio Boaz reclama de repórter que faz pergunta sobre tema não tem a ver com o assunto do dia

Por Rodney Brocanelli

Durante o programa Prorrogação, pós-jogo da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, o apresentador Sérgio Boaz demonstrou irritação com algo que vem sendo bastante comum na cobertura esportiva: alguns profissionais aproveitam o momento em que os jogadores estão disponíveis para conversar com a imprensa e, assim,  fazer perguntas para reportagens especiais, que nada tem a ver com os assuntos do dia.

Isso aconteceu na entrevista com o jogador Cortês, lateral-esquerdo do Grêmio, que não atuou ontem na derrota do tricolor para o Estudiantes pelo placar de 2 a 1, em partida válida pela Copa Libertadores. O atleta foi liberado pela assessoria do clube para falar com um profissional da TV Globo, que estava cumprindo uma pauta para o Esporte Espetacular sobre cabelos de jogadores. Matheus D’ávlia, da Bandeirantes, e Crisitano Silva, da Rádio Guaíba, aproveitaram para questionar sua não entrada no time que esteve em campo. A atuação de Marcelo Oliveira, escolhido por Renato Gaúcho para começar a partida, foi muito questionada e isso justificou a curiosidade em saber se Cortês, que vem sendo escalado na posição, tinha algum problema físico.

O jogador até esclareceu sua situação. No então, não houve espaço para mais perguntas sobre essa situação específica. O profissional da Globo logo entrou: “Uma pergunta sobre outra coisa. O EE quer fazer uma sobre pessoal que corta do cabelo de jogador. Qual é o nome do cara que corta(…)”. Essa fala vazou no microfone da Bandeirantes, de Porto Alegre. Matheus D’ávila encerrou sua intervenção dizendo que “o cabelo do Cortês é bem interessante de fato” e deu outras informações sobre o atleta.

Na volta para o estúdio, Sérgio Boaz reclamou: “Muito bom. O repórter vai lá buscar a informação jornalística, mas sempre tem um negócio fora do eixo. Fora do eixo esse tipo de…faz em outro momento, não ali na hora do tumulto que o cara tá batalhando para buscar a informação, a entrevista”. O plantão Paulo Pires completou “esse é o tipo de matéria que tem que fazer no dia-a-dia do clube”. Boaz prosseguiu: “mas faz no diabo que o carregue, não naquela hora. Isso aí vou te falar, me irrita, mas tudo bem”. Ouça abaixo.

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Marco Antonio Pereira faz comentário desnecessário sobre pronúncia de nome de jogador

Por Rodney Brocanelli

O narrador Marco Antônio Pereira, da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, fez um comentário altamente desnecessário durante a transmissão de Grêmio x Flamengo, partida válida pela Copa do Brasil.

Durante uma intervenção logo após um lance do Flamengo, o reporter Sérgio Boaz fez o seguinte questionamento: “Paquetá dá uma bronca no lateral direito Rodney , Rôdnei, qual é o nome dessa criatura?”

Vale destacar que o nome de Rodinei, atleta do Flamengo lê-se como escreve. Seria uma versão aportuguesada do nome Rodney, nome de origem anglo-saxônica.
O próprio jogador já esclareceu sobre a pronúncia de seu nome em entrevistas. Sergio Boaz esqueceu de fazer sua lição de casa.

Marco Antonio Pereira disse “para mim, é Rodnei”. Até aí, teria morrido o assunto, não fosse o complemento: “Imagina um homem desse tamanho com o nome de Róoodney. (com uma tremenda afetação nessa entonação) É Rodnei!”

Cabe a pergunta: para Marco Antonio Pereira, qual é o problema em se chamar Rodney?

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Rádio web de Sidney Rezende estreia em São Paulo transmitindo empate de Santos x Palmeiras

Por Rodney Brocanelli

O empate na partida Santos x Palmeiras (1 a 1), válida pelo campeonato brasileiro 2018 marcou a estreia da Rádio SRzd na cobertura de futebol dos principais clubes de São Paulo. A SRzd é comandada pelo jornalista Sidney Rezende (ex-CBN e ex-Globo News). Em fevereiro deste ano, o site, criado há doze anos, passou a investir nas transmissões de futebol no Rio de Janeiro. Para essa empreitada, a emissora conta com nomes como Evaldo José e Antonio. Para a cobertura dos jogos dos principais clubes paulistas, a emissora conta com Marcelo Gomes, Paulo Massini, Maurício Capela e Douglas Araújo.

Lucas Lima foi o autor do primeiro gol registrado pela SRzd em São Paulo. Com ele, o Palmeiras terminou a primeira etapa em vantagem. No segundo tempo, Gustavo Henrique empatou para o Santos. Ouça abaixo a narração de Marcelo Gomes.

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Ouça o gol de Colômbia 1 x 0 Senegal

Por Rodney Brocanelli

Depois de um mau começo, a Colômbia também obteve sua classificação para a próxima fase da Copa do Mundo de 2018 com a vitória sobre Senegal, pelo placar de 1 a 0. Destacamos aqui a narração de Antonio Casale, da RCN Radio. Aliás, a emissora tem um empolgado repórter meta. Espera-se que sua voz esteja inteira para o próximo jogo.

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Narrações da classificação da Argentina vão de desabafos à pedidos de perdão

Por Rodney Brocanelli

A Argentina conseguiu sua classificação para a segunda fase da Copa do Mundo ao vencer a Nigéria pelo placar de 2 a 1. Não foi nada fácil essa passagem. Teve muito drama, que só foi resolvido aos 40 minutos do segundo tempo, com o gol de Rojo. E teve de tudo nas narrações das rádios argentinas, de desabafos de todo tipo à pedido de perdão.

Ouça abaixo, a narração de Leo Gabes, da Rádio Continental para o segundo gol da equipe alviceleste. Teve até espaço para o “¡ganamos, carajo!”

Ouça a narração de Walter Nelson, da Rádio La Red. Houve uma certa dúvida quanto a autoria do segundo gol. Assim que se esclareceu, um dos integrantes da equipe pediu perdão ao zagueiro. E depois da festa, o merchan. Lá pode.

Ouça também a narração de Gustavo Vergara.

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Gomes Farias estreia na Jovem Pan News Fortaleza narrando derrota do Ceará

Por Rodney Brocanelli

O narrador Gomes Farias (ex-Verdes Mares) narrou seu primeiro jogo na Jovem Pan News Fortaleza: Ceará x Bahia, primeiro jogo das duas equipes válido pela semifinal da Copa do Nordeste. O Vozão acabou perdendo em casa: 1 a 0 para o rival. Ouça abaixo a narração.

A seguir, ouça os primeiros minutos da jornada esportiva.

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Na França, narrador também costuma interromper para não perder lance do gol.

Por Rodney Brocanelli

A França é mais uma seleção que garantiu sua classificação para a próxima fase da Copa do Mundo ao vencer o Peru pelo placar de 1 a 0. Na transmissão da Europe 1, é possível perceber uma característica comum no rádio esportivo brasileiro: o narrador interrompe quem está falando no momento para não perder o lance do gol. Ouça abaixo.

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Javier Máximo Goñi narra mais um triunfo da celeste olímpica

Por Rodney Brocanelli

O Uruguai já está classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo. A vitória de hoje sobre a Arábia Saudita carimbou o passaporte. Ouça a narração de Javier Máximo Goñi, da Rádio Oriental.


 

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João Ricardo Pateiro canta discretamente, mas canta em gol de Cristiano Ronaldo

Por Rodney Brocanelli

Cristiano Ronaldo, sempre ele, ajudou Portugal a escrever mais uma bela página nesta Copa do Mundo. De cabeça, ele fez o gol do triunfo de sua seleção sobre o Marrocos pelo placar de 1 a 0. Vamos destacar aqui a narração de João Ricardo Pateiro, da TSF. Ele é conhecido por cantar durante os gols. Nesse caso, até que deu uma cantadinha discreta. O que chamou mesmo a atenção foi o aquele famoso assobio, muito ouvido em transmissões daqui, repetido à exaustão, e soando quase que como se fosse um scratch de DJ. Ouça abaixo.

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Transamérica transmite principais jogos da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018

Muita emoção vai rolar durante a cobertura dos jogos da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 na Rádio Transamérica FM, emissora detentora dos direitos de transmissão do torneio de futebol mais importante do planeta. Sob o comando de Eder Luiz, 12 profissionais já estão trabalhando no velho continente e envolvidos na transmissão dos principais jogos do mundial. Além das partidas ao vivo, a emissora conta com programação exclusiva, com mais de dez horas diárias, destacando detalhes e curiosidades sobre o campeonato e a atuação das seleções, principalmente dos possíveis adversários do Brasil em futuras fases. Confira a programação AQUI 

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Ouça a empolgação da “narração comentada” de uma rádio do Senegal para a vitória de sua seleção

Por Rodney Brocanelli

Senegal seguiu sua tradição de começar bem suas participações em Copas do Mundo e venceu a Polônia pelo placar de 2 a 1. A transmissão da Radio Sénégal Internationale vai muito naquela linha de “narração comentada”. A medida em que a seleção local começou a se dar melhor durante o jogo, a empolgação aumentou. Não conseguimos identificar os profissionais. Ouça abaixo.

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