Demitido, Paulo Roberto Martins não teve a mesma sorte de colega da Transamérica

Por Rodney Brocanelli

Paulo Roberto Martins, 77 anos, foi demitido da Rádio Transamérica na última terça (15). Durante o programa Papo de Craque, Morsa, como é conhecido, ofendeu Abel Ferreira, atual técnico do Palmeiras. “Idota” e “boçal” foram os termos usados pelo comentarista. Ele não teve a mesma sorte que outro profissional que também extrapolou em seus comentários, mas conseguiu permanecer empregado graças a um pedido de desculpas.

Assim que as ofensas de Martins foram divulgadas pelas redes sociais (sempre elas), o Palmeiras, clube que emprega Abel Ferreira, reagiu e suspendeu o atendimento aos profissionais de imprensa da Transamérica enquanto Martins ainda trabalhasse na emissora.

O UOL publicou uma reportagem trazendo detalhes de bastidores. Conforme o texto, a emissora negociava com o Palmeiras um posicionamento melhor para sua cabine de transmissão no Allianz Parque, estádio alviverde. O clube auxiliava nas gestões junto à W Torre, administradora do estádio. Esse contexto não ajudou na situação de Paulo Roberto Martins.

No entanto, em 2016, José Calil, também comentarista da Transamérica, acabou extrapolando em seus comentários relacionados ao jogador Dudu, do mesmo Palmeiras. Na ocasião, o site Torcedores fez um resumo do caso (clique aqui para ler). Dias depois, Calil leu uma nota de retratação durante o programa Esquenta. Na época, o Radioamantes informou que não houve motivação judicial ou extra-judicial para a leitura do comunicado (ouça aqui). O profissional segue empregado até os dias de hoje, talvez porque não houvesse qualquer outro interesse envolvido quando o incidente aconteceu.

Paulo Roberto Martins chegou à Transamérica em 2010. Ele era responsável pela equipe esportiva da Rádio Record AM. Neste ano, a emissora ligada à Igreja Universal do Reino de Deus fez uma parceria com Éder Luiz, responsável pelo futebol da Transamérica. Os profissionais das duas equipes passaram a atuar em jornadas esportivas em rede, veiculadas tanto pela Record como pela Transamérica.

Esse esquema durou até 2011, quando a Record decidiu mudar radicalmente a sua programação, demitindo seus comunicadores e apenas executando músicas. Com isso, Martins permaneceu atuando apenas pela Transamérica. Juarez Soares também veio nesse “pacote” da Record e ficou ao lado de Morsa até 2016.