Morre Alfredo Raymundo

Por Rodney Brocanelli

Morreu nesta última quinta (27) o radialista Alfredo Raymundo. Ele estava internado em um hospital de Niterói desde 3 de agosto. Teve um infarto agudo do miocárdio na UTI e não resistiu. Tinha 87 anos. Informações sobre velório e enterro não foram divulgadas até o momento da publicação deste post.

Foi um dos nomes mais proeminentes do rádio do Rio de Janeiro. Começou como repórter esportivo, em Petrópolis, na Rádio Difusora. Em 1959, se transferiu para a Rádio Globo, atuando na mesma função. Pouco anos depois, migrou para a antiga Rádio Guanabara, integrando a equipe esportiva.

Raymundo teve cargos de gestão em diversas rádios pelo país:  Rádio Imperial, de Petrópolis,  Rádio Tiradentes (depois Globo) de Belo Horizonte e  Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. Nos Diários Associados, ocupou os cargos de diretor administrativo e financeiro das Rádios Tupi e Tamoio do Rio de Janeiro. Na Tupi, entre idas e vindas, foi contratado como diretor-geral, e se transformou em  condômino dos Diários Associados, na década de 1990.

Em 2013, ele concedeu uma longa entrevista ao site Mídia de Verdade na qual falou sobre diversos aspectos de sua carreira. Veja abaixo.

Cidinha Campos volta à Super Rádio Tupi relembrando uma antiga ferida

Por Rodney Brocanelli

A grande novidade da Super Rádio Tupi para 2020 é o retorno de uma comunicadora que já fez muito sucesso na emissora em duas passagens entre as décadas de 1970 e 1990. Cidinha Campos fez sua estreia nesta segunda (06), ocupando o horário das 13h com o seu Cidinha Livre. Logo na abertura de seu programa, ela fez questão de relembrar uma ferida antiga, que foi a sua demissão, acontecida no dia 20 de outubro de 1999, uma quarta-feira.

Ela contou que foi chamada para uma reunião com o diretor da rádio. “Achei estranho. Ele não recebia quase ninguém na sua sala. O rei gostava de ficar só”, disse. Ao chegar, notou que havia muita gente. Segundo ela, “os súditos foram chamados para assistir a uma cena de humilhação”.

“Eu fui demitida depois de tantos anos de bons e reconhecidos prestados. Era a maior audiência da rádio. Sem faltar um único dia, com exemplos intermináveis de lealdade de dedicação”, prosseguiu.

Ainda no seu editorial, Cidinha afirmou que a sua demissão com plateia foi feita pelo diretor para que ele não se sentisse tão insignificante. “Mas não adiantou. Continua sendo”, declarou.

“Essa figura foi banida dos Diários Associados. Eu sei que logo, logo vamos poder contar a história de sua administração(…) foi tipo terra arrasada. Salários atrasados, greve dos funcionários, dúvidas para todo lado. A Tupi foi só erguida por seu novo diretor, Josemar Gimenez e com a resistência do Marcos Di Giácomo”.

Cidinha referiu-se ao antigo diretor com adjetivos pouco lisonjeiros. A apresentadora não citou seu nome, mas sabe-se que ela estava falando de Alfredo Raymundo. Em 2013,o radialista falou sobre esse episódio ao site Rádio de Verdade (clique aqui para ver o trecho).

No final, com voz embargada, Cidinha disse que “Deus vê a verdade, mas espera”.

A atração vai reunir as fórmulas que fizeram o sucesso da comunicadora rádio: crítica de tv e jornalismo, porém em um horário, talvez por enquanto, reduzido.

Ouça abaixo os primeiros instantes da estreia de Cidinha Campos na Super Rádio Tupi.

Cidinha na Tupi