Em entrevista à Band News FM, Anna Muylaert diz querer promover debate com filme “Que Horas Ela Volta?”‏

A cineasta Anna Muylaert participou da edição desta quinta-feira do programa “Alta Frequência”, da BandNews FM. O filme “Que Horas Ela Volta?”, dirigido por ela e estrelado por Regina Casé, foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de melhor filme em língua estrangeira no Oscar 2016. O anúncio foi feito hoje pelo Ministério da Cultura após reunião da Comissão Especial de Seleção. 

“Esse projeto tem 27 anos. A primeira versão dele trazia apenas a visão da empregada. Até seis meses antes, a Jéssica não vinha estudar na faculdade, mas trabalhar como cabelereira e depois se tornava babá. Acabei mudando com os laboratórios que eu fiz”, revelou a diretora durante a entrevista à jornalista Neli Pereira.

A trama mostra o embate entre a filha e sua mãe, que não aceita as regras impostas à empregada, tais como comer em horário diferente, com talheres diferentes e ficar em tempo integral na casa dos patrões. “O filme tira as pessoas da cadeira errada e, no fim, vai todo mundo para a cadeira certa. O que eu pensei que é que a Jéssica não soubesse essas regras. Trazendo elas do invisível para o visível. A Val é a que mais defende as regras e ela não é o patrão. Esse é um jogo bom que fica no nível do afeto e da filha. A Jéssica acaba podendo questionar mais por não saber”, continua.

Anna Muylaert conta que esse hábito é uma questão cultural brasileira. “Lá fora eles perguntam: ‘Isso existe mesmo?’ Aí você entende que é uma questão cultural. Hoje, depois da PEC, apenas 2% das empregas dormem na casa [dos patrões]. Mas o Brasil ainda traz muito da herança escravocrata”, explica.

“Quando eu escrevi o filme, eu não achava, mas hoje eu acho que sim [essa diferença geracional]. O jovem de hoje tem muito mais autoestima do que tinha há 60 anos. Acho que o governo PT fez muitas mudanças sociais que permitiram grandes avanços. Quando acaba com a fome, é obvio que a autoestima trabalha. Houve esse trabalho do governo, desde que o Lula virou presidente, de valorizar as classes baixas. Independente da crise que há hoje, alguém acabou com a fome”.

Aclamado pelo público, o longa foi produzido com recursos da Agencia Nacional de Cinema (Ancine) e ganhou o principal prêmio na mostra Panorama, do 65º Festival de Berlim, em fevereiro. No festival de Sundance, nos Estados Unidos, o longa recebeu o Prêmio Especial do Júri pelas atuações de Regina Casé e Camila Márdila.

A íntegra da entrevista estará disponível logo mais no site da BandNews FM: www.bandnewsfm.com.br

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Foto: André Rizzatto/BandNews FM

Fábio Porchat é convidado da Band News FM

O humorista Fábio Porchat foi até o estúdio do programa “Alta Frequência”, da Band News FM, na Avenida Paulista nesta tarde de sexta-feira. “Adorei fazer a entrevista neste estúdio na rua, ver as pessoas ouvindo o que a gente fala é muito gostoso. Mas preferia que não tivesse vidro para ouvir as risadas”, brinca após o programa.

Ansioso pela estreia da peça “Me Passado me Condena” no Teatro Frei Caneca hoje às 21h, Porchat interagiu com os ouvintes, conversou com a apresentadora Nelly Pereira sobre diversos assuntos como carreira, humor e atualidades. “Meu Passo Me Condena começou como uma série, foi para o cinema e agora está no teatro. As pessoas torcem pelo casal. Eu e Miá Mello temos uma ótima sintonia.”, conta.

Fábio ainda acrescentou que logo após a peça, também apresenta o seu espetáculo Fora do Normal, uma stand up comedy. O humorista também falou sobre o Porta dos Fundos, canal de humor que o consolidou como comediante. “O Porta cresceu. Agora nós produzimos conteúdo para TV, cinema, internet , publicidade, entre outras plataformas”. Porchat também ouviu piadas contadas pelos ouvintes e causou a mobilização do público que andava na Paulista que paravam para assistir e fotografar o humorista.

 

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Foto: Veridiana Novaes