Processo de mudanças no futebol da Transamérica é abordado em entrevistas

Por Rodney Brocanelli

Duas entrevistas recentes veiculadas pelo canal do jornalista Cosme Rímoli ajudam a entender um pouco o processo recente de mudanças que a equipe esportiva da Rádio Transamérica FM vem passando nos últimos anos.

Uma delas foi com Márcio Bernardes, que deixou a Rádio Transamérica ao lado de outros nomes clássicos como Oswaldo Maciel e Henrique Guilherme. Márcio revelou que sua saída se deu poucos meses após renovar seu contrato com a emissora em março de 2023. “Toda equipe renovou, eu renovei de uma forma bastante satisfatória por dois anos e alguns meses depois eles entenderam que eu não servia mais”, disse.

Durante o papo, Márcio ainda concordou, respondendo a uma pergunta do entrevistador que o ambiente na Transamérica não estava bom, no período que antecedeu a sua saída. “Mudou a mentalidade, mudou a forma como você é tratado, mudou o respeito, mudou o olhar, mudou o sorriso(…) Tem uma série de coisas que você vai percebendo com o tempo.

Dias depois, o mesmo Rímoli recebeu Éder Luiz, titular das transmissões esportivas da Transamérica. O narrador fez um balanço de sua carreira, mas instado pelo entrevistador, não deixou de falar sobre as baixas da equipe. “É uma outra situação. Até então eu tinha uma gestão e aí houve uma mudança de gestão, uma mudança de modelo de negócio e são coisas circunstanciais”, afirmou.

Até 2020, a equipe esportiva era independente da emissora, sob o comando de Éder Luiz. A partir de então, a própria Transamérica absorveu todos os profissionais, incluindo Éder. Aos poucos, os profissionais que estavam com ele foram saindo (além dos já citados acima, podemos incluir também nessa lista José Eduardo Savóia) e substituídos por outros. “São grandes profissionais, que continuam entregando e são grandes amigos. Eu tenho um grande carinho por todos eles”, disse o locutor.

Em seu blog no R7, Cosme traz uma outra declaração importante sobre esse tema: “Eu não tive nada a ver com a saída do Márcio Bernardes e outros meus companheiros. Esta decisão foi do comando da emissora” (leia aqui).

Veja abaixo o trecho da entrevista com Márcio Bernardes

Veja o trecho da entrevista com Éder Luiz

Rádio Globo deixa a praça de São Paulo sem surpresas

Por Rodney Brocanelli

Não houve qualquer surpresa na despedida definitiva da Rádio Globo em São Paulo. Tal como ocorreu durante o desligamento dos transmissores dos 1100Khz em fevereiro deste anos (clique aqui para ver). Não houve qualquer tipo de agradecimento ou anúncio oficial na virada do domingo para a segunda. A transmissão foi simplesmente interrompida durante a música que estava no ar. A Rádio Globo vinha ocupando a frequência dos 94,1Mhz.

No lugar da Globo, entrou uma programação musical, tal como já acontecerá logo após o término das transmissões da saudosa Bradesco Esportes FM, que até março de 2017  ocupava a mesma frequência. Não se sabe qual será seu destino e mesmo se ela terá algum destino imediato na atual conjuntura nacional. Vale destacar que os 94,1Mhz são administrados pelos herdeiros de José de Abreu, irmão de Paulo Abreu, conhecido nome da radiodifusão da Grande São Paulo.

Resta apenas lamentar que a atual direção da Rádio Globo não tenha desenvolvido um projeto de rádio específico para São Paulo, praça que deu a liderança absoluta no ranking de audiência do AM por muitos anos, especialmente em grande parte da década de 1980. A matriz carioca seguirá no ar, com uma programação direcionada para os jovens daquela região.

Para encerrar: foi muito comovente acompanhar a preocupação de Cosme Rímoli, colunista/blogueiro do Portal R7 com o fim da Rádio Globo. Em seu espaço, o jornalista dedicou dois textos ao tema (leia aqui e aqui).  Ele poderia informar também se o conglomerado onde ele trabalha tem algum projeto para a Rádio Record AM, de São Paulo, que opera em 1000Khz?

Ouça abaixo os últimos instantes da Rádio Globo

radiogloboantiga