Morre João Garcia

Por Rodney Brocanelli

Morreu nesta útlima terça (18) o jornalista e radialista João Garcia. Segundo o jornalista Felipe Vieira a causa da morte do colega foi em decorrência de um acidente doméstico sofrido durante a madrugada (veja aqui). No entanto, Garcia enfrentava problemas de saúde há vários anos. Recentemente, ele foi diagnosticado com arteriosclerose. Isso fez com que ele passasse por diversos procedimentos médicos e teve de amputar dois dedos do pé. Com dificuldades financeiras, várias fases de seu tratamento foram bancadas por doações de amigos ou por outros tipos de iniciativas como, por exemplo, uma rifa organizada pela ACEG (Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos) (veja aqui). João Garcia tinha 77 anos.

A despedida aconteceu nesta quinta (19) no Angelus Memorial e Crematório.

Garcia trabalhou nos principais veículos do Rio Grande do Sul. Esteve no Grupo RBS entre os anos 1970 e 1980. Emprestou ainda seu talento para as rádios Difusora, Sucesso, Guaíba e Bandeirantes. Foi repórter politico em Brasília, enveredou para o jornalismo esportivo, mas ainda manteve atuação no jornalismo geral.

Foi presidente da ACEG. Em nota, a entidade destacou que Garcia “trabalhou pela valorização dos cronistas esportivos, pela defesa da categoria e pelo fortalecimento da entidade”.

Algo pitoresco na carreira de João Garcia é que ele se aventurou pelo mundo da música ao lado de Pedro Ernesto Denardin gravando em 1982 um disco intitulado Narrador e Repórter, com musicas de humor, conforme definição do site Coletiva.net.

Ouça abaixo um registro de João Garcia, logo no início do video.Ouça abaixo um registro de João Garcia, logo no início do video.

Ouça abaixo um registro de João Garcia, logo no início do vídeo.

ACEG organiza rifa em benefício de João Garcia

A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG) convida associados, profissionais da imprensa, amigos e a comunidade esportiva a participarem da Rifa Solidária em benefício do jornalista e radialista João Garcia, ex-presidente da entidade.

Cada número custa R$ 10,00. O vencedor ganhará duas camisetas oficiais: uma do Internacional e uma do Grêmio, doadas pelos clubes e pelo grupo de ex-funcionários da Rádio Bandeirantes de Porto Alegre.

Toda a renda será destinada à família de João Garcia, auxiliando no tratamento, na compra de medicamentos, nos deslocamentos e em outras necessidades de saúde. Recentemente, Garcia foi diagnosticado com aterosclerose, doença vascular que comprometeu a circulação das pernas. Ele passou por procedimentos médicos, incluindo amputações nos dedos do pé, cateterismo e colocação de stents.

Participe, contribua e compartilhe esta corrente de solidariedade.

https://rifa.digital/s/N9GncLfvwkA

 

Memória: sete anos sem Cláudio Cabral

Por Rodney Brocanelli

Na madrugada do dia 14 de abril de 2012, um sábado, morria Cláudio Cabral, comentarista esportivo da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. Ele havia dado entrada no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre durante a madrugada. Não resistiu a uma parada cardíaca. Nesse dia, Cabral estava escalado para a transmissão de Internacional x Cerâmica, partida válida pelo campeonato gaúcho daquele ano, ao lado de Daniel Oliveira. A dupla de cabine acabou substituída por Marcos Couto e João Garcia.

A Radio Bandeirantes, de Porto Alegre, derrubou toda a sua programação daquela tarde e passou a falar de Cláudio Cabral. Personalidades esportivas, jornalistas e companheiros entraram no ar para relembrar fatos, convivência, manifestar pesar e saudades. Além disso, a emissora escalou o repórter Fabiano Brasil na capela do Cemitério São Miguel e Almas para o acompanhamento in loco do velório e enterro. Carlos Guimarães foi o âncora daquela inesperada cobertura

O narrador Marcos Couto teve a primeira oportunidade no rádio de Porto Alegre dada por Cláudio Cabral na Rádio Bandeirantes, na metade dos anos 1990. Cabral, por muitos anos, foi o gestor do departamento de esportes da emissora, ainda na fase tercerizada. Marcão contou na ocasião que as primeiras viagens para fora do estado e para fora do país como narrador foram proporcionadas por escalas feitas por Cláudio Cabral.

Quem também falou sobre Claudio Cabral nessa cobertura da Bandeirantes foi Lauro Quadros, que na época era apresentador da Rádio Gaúcha. Ambos trabalharam em rádios como Guaíba e Gaúcha. Lauro contou histórias sobre a família de Cabral (Cid, o pai, também foi jornalista, e Efraim, o tio, presidiu o Internacional e teve atuação na política de Porto Alegre), e sobre a participação de Claudio como dirigente de futebol no Internacional, nos anos 1970.

Wianey Carlet, então comentarista da Rádio Gaúcha, participou por telefone. Disse que costumava conversar com Cabral nas cabines dos estádios de futebol e, na ocasião, manifestou muita tristeza por não poder mais ouvir a sua voz miúda, mas transmissora de muito conhecimento. Falou que sempre procurava por Cabral nas cabines dos estádios de futebol. Fez questão de dizer que seus colegas de Bandeirantes prestaram a maior homenagem que ele poderia ter ao chamá-lo de Mestre Cabral.

No trecho abaixo, destacamos os depoimentos de Débora de Oliveira (hoje no SBT) e Paulo Pires (histórico nome da Bandeirantes) ao repórter Fabiano Brasil. Carlos Guimarães e João Garcia, então na equipe esportiva da emissora, aproveitaram para também falar dele.

cabral

Cronista esportivo também é noveleiro

Por Rodney Brocanelli

Pouco antes da bola rolar para Grêmio x São Paulo, o narrador Daniel Oliveira, da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, mostra que é um grande fã da novela Passione, da Rede Globo de Televisão. O comentarista João Garcia também é, mas diz que assiste só para cornetar depois. Já o repórter Sergio Couto afirma que, para ele, já basta a novela da vida real. Acompanhe no player abaixo.