A experiência malsucedida da Atlântida FM

do site Laboratório Pop

Até esta quarta (27), um programa diário da Rádio Atlântida, do Grupo RBS, ia ao ar diariamente às 17h sob o nome de Laboratório Pop. Notificado extra-judicialmente pelo Departamento Jurídico da LabPop Content (empresa que abriga o LP e mais quatro portais), o Grupo RBS, que controla a rádio, decidiu eliminar o nome do programa, que entrou no ar nesta quinta (28) com o provisório Programa Sem Nome. A marca Laboratório Pop era usada sem autorização. “A gente nunca tinha nem ouvido falar do programa ou das pessoas que o apresentavam. Mas escutamos nesta semana e até que é bem legal”, diz Marcella Huche, editora-chefe do LABORATÓRIO POP. “Mas o Laboratório Pop tem uma história, que correu o Brasil inteiro nas bancas e é uma marca conhecida nos quatro cantos do país e, portanto, não pode ser usada arbitrariamente por um produto novo, como é esse programa”.

“A utilização indevida da marca “LABORATORIO POP” por uma rádio que se autointitula “a maior rede de rádios jovem da região Sul do Brasil no segmento de pop/rock” induz o público fiel e a base de consumidores da empresa LabPop Content a erro, justamente por tratar-se de um grande grupo de comunicação como o RBS (Rede Brasil Sul)”, explica Nehemias Gueiros, advogado especializado em direitos autorais, show business e internet, que assina a notificação extra-judicial.

LABORATÓRIO POP começou como um portal de notícias de cultura pop e entretenimento, em dezembro de 2003. Em abril de 2004, foi lançada a revista Laboratório Pop, que circulou nas bancas de todo o país. Como desdobramento do êxito do portal, hoje o maior de cultura pop no Rio e um dos 10 maiores do país, em dezembro de 2010 foi lançada a webradio Rádio LP.

“É inaceitável que se reproduza, com nítida finalidade comercial, uma marca legitimamente registrada por outra pessoa, sem consultá-la, sem lhe dar o devido crédito criativo e, mais grave, sem compensá-la financeiramente”, detalha Gueiros.

O nome provisório adotado pela rádio, porém, traz novos problemas laboratoriais à Atlântida. O Programa Sem Nome também está registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) desde outubro de 2003, pela Fundação João Paulo II, para uso em telecomunicações. 

Nesta quinta, Alexandre Fetter, um dos apresentadores do programa, postou em seu Twitter a mudança. “Apesar de liderar a pesquisa do Google como mostra a foto (print de uma autocomplete do buscador), o laboratóriopop do Dr. Fexter vai mudar de nome”, disse. “Quem quer saber por que?”, indagou depois, sem dar resposta aos seus seguidores. na noite anterior, logo depois de ter sido avisado de que a marca já existia, tuitou: “Não sabíamos da existência silenciosa da marca. Já encaminhei às instâncias adequadas. Nunca houve intenção de plágio ou cópia. Podemos bem mais que isso, pesquise”.

Comentário: Ouça no player abaixo trechos do Programa Sem Nome em que a polêmica do nome foi citada pelos apresentadores. Chama a atenção o fato de que eles chegaram ao nome Laboratório Pop ao que chamaram de um brainstorm via Twitter com os ouvintes. É de se lamentar as ironias usadas logo nos primeiros segundos, especialmente quando se fala em “uso silêncioso”, que é uma forma de não assumir o erro e também de desqualificar quem reivindica  seus direitos (Rodney Brocanelli).

FM do Grupo RBS usa nome do site Laboratório Pop em programa de rádio

Por Rodney Brocanelli

A Rádio Atlântida FM, de Porto Alegre, pertencente ao Grupo RBS, vem apresentando o programa Laboratório Pop, veiculado diariamente, as 17h. No entanto, o nome Laboratório Pop é utilizado desde 2004 para batizar um dos sites mais interessantes de cultura pop do país (e com o qual o autor deste post colabora), que é afiliado ao portal R7. No ínicio (veja abaixo), era uma revista on paper. Com o tempo, a marca se estabeceleu na web.

Pelo Twitter, Alexandre Fetter, apresentador da atração disse (de uma forma deselegante, até)  que não sabia da “existência silenciosa” da marca. Independente de ser silenciosa ou não, uma marca existe. É querer justificar o injustificável. Fetter acrescenta que não houve intenção de plágio e que encaminhou o caso às instâncias adequadas. Vamos acompanhar.


Lançada a webradio Laboratório Pop

LABORATÓRIO POP, lança nesta segunda (22) a webradio LP. O objetivo da estação virtual, que já pode ser escutada no endereçowww.laboratoriopop.com.br/radiolponline (ou clicando-se no link da rádio, no site)  é fugir da obviedade, misturando novos artistas a descobertas feitas pela equipe do site na história do rock e da música pop.

A webrádio executa canções de artistas recentes do pop nacional que foram pinçados pela equipe do site, seja em viagens para cobrir eventos, seja em buscas pelos MySpaces de novos artistas, ou até mesmo pelos MP3 recebidos durante o dia-a-dia do site, ou na época das Seletivas para io festival Mada, em Natal. Artistas lançados pelo LABORATÓRIO POP como os cariocas Eletro (com Prisioneiro), Tipo Uísque (com Fight it) e Gilber T (com o ska-rock  Se você for…) e os recifenses do Semente de Vulcão (com a canção homônima) estão na relação das canções das primeiras playlists. E dividem espaço com nomes históricos da música como Joe Jackson (The best I can do), Prefab Sprout (Dragons), Eloy (Queen of the night) e Jethro Tull (Seal driver).

Além disso, grupos indies novos como The Drums, Broken Bells e Two Door Cinema Club, e sensações recentes como Guided By Voices e Phoenix (que tocou neste fim de semana no festival Planeta Terra, em São Paulo) estão na programação. E nomes do rock nacional já estabelecidos, como Ira!, Biquíni Cavadão e Nação Zumbi estão igualmente na webradio. Para lançar novos artistas, a rádio investe num esquema parecido com o da seção doLABORATÓRIO POP Combustão. Ela pinça bandas e artistas novatos que fazem, basicamente, música para todo mundo ouvir – sem se dedicar a sonoridades ou a estilos extremos.

Quando o rádio sai nos portais de Internet

Por Rodney Brocanelli

Nessa semana, o site Laboratório Pop destacou a demissão de  Bruno Levinson, que estava ocupando o cargo de gerente artístico da Rádio MPB FM, do Rio de Janeiro. O motivo? Uma entrevista dele ao jornal O Globo. Nela, Levinson disse, entre outras coisas, que não havia mais jabá na emissora. Informou também que todas as propostas do “pagar para tocar” vinham sendo sistematicamente recusadas.  “A matéria foi linda, mas incomodou a vaidade da dona da rádio”, escreveu Levinson em seu perfil no Twitter.

Para ler a nota do site Laboratório Pop, clique aqui.

E aqui, a reprodução da reportagem publicada em O Globo.