Rádio troca o hino do São Paulo, de Rio Grande, pelo hino do tricolor paulista

Por Rodney Brocanelli

Tudo corria bem durante a abertura da jornada esportiva de Grêmio x São Paulo-RS na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, até que o narrador Daniel Oliveira resolve chamar o repórter Bruno Ravazzoli para dar a escalação do time visitante. O sonoplasta de plantão, como é de praxe, solta o hino do clube de fundo. No entanto, sabe se lá por qual motivo, entra no ar no hino do São Paulo…de São Paulo! Daniel Oliveira entra no ar para informar sobre o erro e até cantar alguns de seus versos, aproveitando para fazer um charme com a patroa, que, segundo ele, é torcedora do tricolor do Morumbi. No fim das contas, Ravazzoli pode informar a escalção do São Paulo, de Rio Grande, com o hino certo. Ouça abaixo.


 

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Memória: “Quem perde no Ibope, apela no auto falante”

Por Rodney Brocanelli

Em 1983, a Rádio Globo liderava a audiência nas transmissões de futebol com a equipe esportiva comandada por Osmar Santos. A segunda colocada da ocasião, a Rádio Bandeirantes, tentava de todas as formas recuperar o terreno perdido. E o sistema de auto falantes do estádio do Morumbi à época foi usado como parte dessa estratégia. Em dias de jogos, sempre quando o serviço iria divulgar alguma informação relevante para os espectadores, uma vinheta era executada antes: uma variação do logotom do Escrete do Rádio. Aquilo procurava funcionar como uma mensagem subliminar para fazer com que o ouvinte se lembrasse da Bandeirantes e mudasse de estação. Isso irritava Osmar, que sempre dava um jeito de alfinetar a estratégia do concorrente. Isto aconteceu na final do campeonato paulista de 1983, disputada por Corinthians x São Paulo. Ouça.

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Jovem Pan deixa pós jogo de lado e mostra que ainda sabe prestar serviço

Por Rodney Brocanelli

Os tristes acontecimentos  nos arredores do Morumbi na noite da última quarta e início da madrugada de quinta provaram mais uma vez a força do rádio.

Para quem ainda não sabe, torcedores do São Paulo entraram em conflito depois da partida do seu time contra o Atlético Nacional. válida pela Copa Libertadores de América. A Polícia Militar teve de intervir e o caos foi inevitável.

A Rádio Jovem Pan deixou de lado toda a discussão tática e técnica sobre a partida e mobilizou seus repórteres para a a cobertura de todo o clima tenso dos arredores do estádio do Morumbi. Quem se destacou foi Daniel Lian, que com um celular, descrevia tudo o que via.

Depois, o telefone foi liberado para  os ouvintes. A prioridade foi total para aqueles que presenciaram o tumulto. Pelos relatos, foi possível descobrir a origem do conflito: ele começou devido ao descontentamento dos torcedores organizados com torcedores comuns que estavam deixando o estádio, depois que o placar adverso para o tricolor foi consumado. A equipe colombiana venceu pelo placar de 2 a 0.

Além disso, os ouvintes tiveram liberdade para falar. Exemplo: alguns elogiaram a postura da Polícia Militar. Outros não. De qualquer forma, foi possível ter um painel daquilo que acontecia na região do Morumbi.

Enquanto isso, outras emissoras preferiram prosseguir com o pós  jogo normal, com entrevistas coletivas, comentários sobre o jogo e, claro,  suas inserções comerciais.

As informações que a Jovem Pan transmitia eram amplamente multiplicadas pelas principais  redes sociais. Em que se pese a tensão dos acontecimentos, a cobertura, feita tanto no AM como no FM,  foi muito elogiada pelos internautas.

Nos últimos anos, a Pan fez uma opção pela opinião. É um caminho respeitável e justificável, em que se pese um certo desconforto com o tom utilizado em muitos casos.  No entanto, foi alentador saber que ela ainda sabe prestar serviço. Lembro até de um jingle da  emissora que dizia “prestação de serviço, é isso”. Tomara que ela volte a trilhar esse caminho, quando necessário.  E fica no ar a lição para as outras.

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Milton Neves vira Nelson Rubens

Por Rodney Brocanelli

Durante a edição do Domingo Esportivo Bandeirantes (01.10.2011), o apresentador Milton Neves entrevistou Benedito Ruy Barbosa para falar dos 51 anos do estádio do Morumbi. A certa altura da entrevista, o apresentador saiu do tema e pediu para que Benedito contasse quem foi a atriz que, certa vez, saiu correndo nua pelas dependências da casa do consagrado autor de novelas porque uma barata voadora tinha entrado no quarto em que ela estava. O entrevistado relutou em dizer seu nome, mas quase no final Milton revelou quem era. Um verdadeiro Nelson Rubens. Para saber mais, ouça o player abaixo.

Narrador Jorge Vinicius protesta por causa do espaço dedicado a algumas rádios no Morumbi

Por Rodney Brocanelli

O narrador Jorge Vinicius, hoje na Rádio Capital, usou seu perfil no Twitter para reclamar do espaço dedicado a algumas emissoras de rádio no estádio do Morumbi. Ele esteve por lá no último sábado para transmitir (ou tentar transmitir) a partida entre São Paulo e Grêmio, válida pelo campeonato brasileiro de 2011.

E de fato ele tem razão. O estádio do Morumbi, que brigou tanto para sediar partidas da Copa do Mundo em 2014, hoje apresenta uma estrutura deficiente para atender a todas as emissoras de rádio que desejam transmitir in loco uma partida de futebol.

À serviço da equipe Expressão da Bola (hoje, Voz do Esporte), eu pude testemunhar isso. Na foto abaixo, é possível se ter uma idéia da visão que profissionais das rádios do interior, web-rádios e da imprensa escrita têm do gramado.

Um pouco mais atrás desse ponto, ficam as cabines  improvisadas para rádios como a Capital. Veja abaixo uma foto tirada na época em que Reinaldo Porto ainda estava na emissora.

Na comparação com outros estádio de São Paulo, o Morumbi perde feio. Abaixo, temos o exemplo da visão que a imprensa têm do gramado do estádio do Canindé.

No Pacaembu, estádio pertencente à prefeitura de São Paulo, a visão que se tem do campo também é muito boa.