Rádio Capital reforça programação

Rádio Capital AM, líder em audiência em vários horários na região metropolitana de São Paulo, reforçou sua programação desde 12 de outubro para ampliar ainda mais o interesse dos ouvintes. O maior espaço na grade da Capital continua com a equipe de comunicadores: Eli Corrêa, Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa, Cinthia, Cícero Augusto, José Carlos Gomes e, agora, também Paulo Barboza. O Jornalismo e a equipe de Esportes mantêm espaços fixos na programação nos dias de semana e também aos sábados e domingos, além de boletins em todos os dias. 

Eli Corrêa, sucesso no rádio há 35 anos, permanece com dois horários: um pela manhã, das 6h às 8h30, e outro à tarde, das 13h às 15h30. Por sua vez, Paulinho Boa Pessoa ganhou espaço também à tarde: das 17h às 18h30, contando também com a participação de Cícero Augusto, e avançou na madrugada, das 4h às 6h. Paulo Barboza, que havia trabalhado na Rádio Capital até dois anos e meio atrás, está de volta, das 8h30 às 11h. Paulo Lopes comanda seu debate das 11h às 13h. Já às 15h30, após Eli Corrêa, entra no ar o programa da Cinthia, que vai até as 17h.

José Carlos Gomes, com a Hora da Saudade, divide espaço com a Equipe de Esportes 1040, das 21h às 23, em dias sem futebol. A Jornada Esportiva, também nos fins de semana, destaca os jogos do Brasileiro, mas os comunicadores prevalecem nas manhãs de sábado.

Nas madrugadas dos dias de semana, Adriano Barbeiro deixou o Acorda São Paulo, que deu lugar à reprise do Paulo Lopes, mas ele continua valorizando as notícias ao apresentar o jornal Verdade Capital 1040, das 2h30 às 4h, e ao entrar com informações nos programas de Paulinho e Eli, nos quais Cid Barboza também garante notícias da cidade. O jornal é produzido por Carolina Mattos, com a participação de toda a equipe de Jornalismo comandada por Luiz Carlos Ramos.

 A Rádio Capital é sintonizada em 1040 kHz AM ou, pela internet, no site www.radiocapital.am.br

 

O AM, em baixa, vai correr atras do ouvinte

Por Flávio Guimarães

O site Bastidores do Rádio, como o nome sugere, é especializado no chamado primo pobre da TV. O responsável pela manutenção do site e pela atualização do noticiário do meio radiofônico é Adriano Barbiero, filho do colega Altieris Barbiero, veterano radialista de São Paulo, capital. Adriano vem divulgando, há tempos, números relativos à audiência do AM e do FM paulistanos. Como nem o Ibope nem as emissoras contestam os dados divulgados, tenho como boa e segura a informação que o Bastidores publica.

O cenário das FMs continua praticamente inalterado, entre as emissoras que lideram o ranking. A Tupi FM, está em primeiro lugar há pelos menos dois anos e meio, o que não é pouco. Ultimamente, a Nativa, do grupo Bandeirantes, anda ameaçando incomodar a “tribo” da avenida paulista. Veja, aqui.


A minha observação é sobre o AM, padrão de transmissão que vem sofrendo sucessivas perdas de ouvintes, tanto pela má programação quanto pela qualidade do áudio. Para compensar a falha técnica, algumas emissoras jornalísticas replicam a mesma programação do AM no FM e garantem bom retorno de audiência no segmento. Como exemplos temos a CBN, pioneira, a Bandeirantes AM e Jovem Pan AM. Esta última transmite apenas parte da programação jornalística, pela manhã, através da Pan 2, em FM. A BandNews, embora seja adepta do all news opera, desde a fundação, apenas em FM. As emissoras que resultaram da fusão Eldorado/ESPN ainda são inexpressivas e vamos deixá-las de fora. O pessoal da marginal  até pode achar ruim, mas não muda nada no contexto.


Recentemente, a Tupi Am, de São Paulo, que ocupa o dial em 1150 khz, passou a reproduzir o áudio da programação popular pela emissora-espelho, sintonizada em FM  nos 97,3 Mhz. Coisa que a Globo vem tentando, sem sucesso, pois não consegue uma emissora disponível, na capital paulista, para retransmitir os programas do AM. Já falei disso, 
aqui.

Os números divulgados pelo Bastidores do Rádio, em 13 de outubro, cobrem o período de julho a setembro. O ranking do AM, pode ser visto aquiNele, é clara a pequena diferença entre as rádios Globo e Capital, na briga pela liderança. Enquanto a emissora global soma 0,79% de audiência, com 133.148,87 ouvintes por minuto, a rádio Capital tem 0,62%m com 104.880,70 ouvintes por minuto. Falta muito pouco para a Capital alcançar a Globo e, certamente, ultrapassá-la. Com a emissora do Paraíso nos calcanhares, o AM da rua das Palmeiras deve se mexer. E aqui, não se trata, apenas, de melhorar o áudio. A direção da casa sabe disso melhor do que eu.

A rádio Globo ainda mantém a dianteira, muito em função do futebol comandado por Oscar Ulisses, irmão do pai da matéria, Osmar Santos, o querido Garotinho. Mas, daqui para a frente a diferença de Ibope entre Globo e Capital tende a diminuir. Não porque o esporte da Capital esteja ameaçando a equipe de Oscar Ulisses, mas porque a programação popular da Capital ganhou um grande reforço: Paulo Barboza.

Experiente e carismático, o consagrado radialista está de volta ao ar desde o último dia 12 de outubro, depois do rapa-geral na Record. Dono de uma grande legião de fãs, Paulo Barboza deve traduzir em sólidos números de Ibope um considerável reforço para a rádio do grupo Morizono. A “briga” que já é acirrada, tende a ficar mais intensa. Embora o número de ouvintes por minuto no AM seja inferior ao do FM, ainda representa um mercado comercial de bom tamanho e nada desprezível.

Nos próximos dias, semanas e meses teremos uma luta surda, porém notável, no AM de São Paulo. Dessa briga estão fora as rádiosall news. O “pega” promete ser interessante no dial das populares. Em breve, teremos a oportunidade de conferir se a estratégia da Tupi de transmitir em FM a programação do AM vai funcionar. Por enquanto, ainda é uma incógnita, mas, se der certo, será um elemento complicador a mais na corrida em busca do ouvinte. O negócio é se ligar, acertar a sintonia, ajustar o volume e torcer pelo melhor. O melhor para o ouvinte, bem entendido.

Paulo Barboza deve sair da Record? Para onde vai?

Por Flávio Guimarães

Com o passar dos anos, na profissão, a gente começa a ler mais nas entrelinhas de uma notícia. É que as informações  ocultas costumam ser muito reveladoras. Tudo evolui, mas as “técnicas” para dizer o que não está escrito continuam as mesmas.

Exatamente por isso, em muitos casos, é melhor fazer de conta que não se notam as evidências e dar corda para os enforcados ou, no mínimo, plantar a árvore.

Na verdade, um comentário fora de hora precipita acontecimentos que podem ser evitados ou, pior, faz o jogo de interesses que estão por trás de informação.

Recentemente, a Rádio Tupi AM, paulista, cancelou o contrato de dois apresentadores que vinham atuando há, pelo menos, dois anos na emissora: Ivo Morganti e Rony Magrini. A notícia foi veiculada em 28.02, no siteBastidores do Rádio. Acho que Magrini estava na Tupi há mais tempo, desde a época em que Rubens Palli dirigia artisticamente a emissora da avenida Paulista, em 2008/2009.

A atual direção da casa não deu nenhuma explicação aos dois profissionais demitidos. Contratar e dispensar fazem parte do jogo; seguir as regras da polidez, além de demonstrar senso de justiça, colabora para o fair play. Magrini e Morganti, reclamaram da falta de transparência na demissão.

Dias depois, em 04.03, o mesmo Bastidores divulgou a informação de que Magrini estaria em acertos finais com a Rádio Record.

Agora, surgem informações, tratadas no plano do sigilo (como se fosse possível), dando conta de que Paulo Barboza deve se desligar da rádio Record. O que uma coisa tem a ver com a outra? Calma, vamos raciocinar!

A lógica determinaria que Barboza, saindo da Record, voltasse à Capital, aonde estava quando se transferiu para os mil “da maior”. A Capital, inclusive, tem mais “Ibope” que a Tupi, além de contar com ídolos populares como Eli Correa, Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa, Cícero Augusto, entre outros, mais condizentes com o tipo de programa do radialista carioca.

E por que, então, ele não vai fazer isso? Ora, se alguém se esqueceu, o futuro da Capital ainda depende de definição.

Apesar dos maus humores que as notícias sobre a venda da emissora do grupo Morizono despertam, a verdade é que o negócio não está descartado. Não houve, até o momento, um comunicado oficial da emissora, nem que sim nem que não.

Como no caso da Transamérica, cujo desfecho foi prorrogado até se chegar à quantia ideal para as partes envolvidas, a venda da Capital, se ainda não aconteceu, pode ser concretizada a qualquer momento. É uma questão de números.

Há uma nova vertente, surgida no feriado, dando conta de que a direção da Transamérica vai negar a aquisição da rede pela Record, para não “tumultuar o mercado”. Tipo do coisa sem nexo, mas, enfim, vamos aguardar os acontecimentos.

Voltando à indefinição da Capital, resta-nos a conhecida pergunta, à la Shakespeare, para tentarmos encontrar a resposta que nos diga para onde vai Paulo Barboza: Tupi or not Tupi? Ah, eu sabia que você ia matar a charada!

E que ninguém culpe ao Paulo por isso. O profissional está no direito dele. Assim como a Tupi pode contratar e demitir quem quiser e o grupo Morizono pode vender o que desejar. Ah, sim, e a Record pode comprar o que o dinheiro permitir.

Tudo isto só não acontecerá se houver uma guinada radical da posição dos atores no palco da encenação.

A falta de clareza  que cerca os assuntos deve ser, apenas, medo de olho gordo. Ou não?

Tentei contato com as emissoras, em busca de confirmação da notícia, sem retorno. Afinal, estávamos no carnaval.

Hoje, tudo são cinzas e a visão ainda fica turva, mas assim que baixar a poeira, veremos muito melhor.

Comentário: Em todos esses anos como ouvinte e mesmo como blogueiro que cobre rádio, nunca vi uma agitação tão grande no meio como a desses últimos meses (Rodney Brocanelli)