Depois do Mazembe Day (veja aqui), Rodney Brocanelli recupera a história do Elimination. Para quem não sabe ou lembra, foi uma narração de Daniel Oliveira, pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre para um gol do Grêmio na Copa do Brasil de 2010 que também virou notícia e foi parar na concentração do Santos. Robinho e seus companheiros torceram o nariz para o que foi dito, mas confundiram o narrador. Relembre (ou conheça essa história – até o Fabiano Baldasso, Cristiano Silva, Pedro Ernesto Denardin e Paulo Pires estavam nela também).
Rodney Brocanelli retorna para falar da demissão de Eduardo Castro, que estava no Grupo Bandeirantes como apresentador de tevê e rádio – ele fazia o Domingo Esportivo Bandeirantes na Rádio Bandeirantes. Além disso, é destacada a reformulação do Arquivo Guaíba, agora sob o comando de Cristiano Silva.
Rodney Brocanelli relembra o dia 14/12/2010 , quando uma não narração de Haroldo de Souza (ainda na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre) para o segundo gol do Mazembe contra o Internacional na semifinal do Mundial de Clubes viralizou nas redes sociais e se transformou em notícia. Clique e assista.
E terminou na data de ontem a Datenodependência, um termo que define bem a relação de José Luiz Datena com o Grupo Bandeirantes de Cominicação. Não bastava apenas Datena ter sucesso na televisão. Ele sempre foi encaixado onde se necessitasse da sua presença para alavancar horários e projetos. As emissoras de rádio vivenciaram bastante esse processo, iniciado em maio de 2010, quando ele assumiu o Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes.
Naquela ocasição, em um outro blog, predecessor deste, o registro foi feito:
Grupo Bandeirantes tem mais um sintoma de Datenodependência
Nunca antes na história da comunicação social deste país um grupo investiu tanto em um nome como a Bandeirantes tem feito com José Luis Datena. Além dos dois horários que ele tem na TV Bandeirantes, um programa no canal fechado Band Sports foi criado especificamente para ele, o Por Dentro da Bola (embora faça tempo que ele não apareça por lá – a vinheta de abertura ainda tem sua imagem). Não será surpresa se, em pouco tempo, ele estiver participando das programações da Band FM, Nativa, Sul América Trânsito e Band News. É a Datenodependência.
Em julho de 2014, esse processo foi mais acentuado quando ele estreou na Bradesco Esportes FM, dentro de um projeto de reformulação da emissora esportiva do Grupo Bandeirantes, que, pouco depois de seu lançamento, ainda não havia dito ao que veio. O apresentador ocupou um espaço no final das manhãs à frente do “Nossa Área com Datena”. A atração durou até 2017, quando a rádio foi extinta (bem no momento em que a audiência estava reagindo).
No mesmo 2014, confirmando a expectativa do texto reproduzido um parágrafo acima, ele chegou a ter um quadro na Band News FM, chamado “Me Ajuda Aí, Ó”.
Segundo o texto de divulgação, “em companhia dos âncoras do ‘BandNews São Paulo’, Eduardo Barão e Sheila Magalhães, Datena vai comentar, ao vivo, assuntos importantes do dia que envolvam mobilidade, transporte público, segurança pública, política, entre outros. A coluna “Meu Ajuda Aí, Ô” vai ao ar de segunda a sexta-feira às 10h30”. Não deve ter durado muito tempo essa sua participação na emissora jornalística. Quem souber o período exato de existência deste quadro, deixe um comentário aí embaixo.
Com o fim da Bradesco Esportes em 2017, nosso heroi voltou à Rádio Bandeirantes, ainda na parte da manhã, apresentando o “90 Minutos”. Não ficou muito tempo e saiu, retornando em março de 2020, com direito a uma entrevista com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa nova passagem durou até março de 2023, quando deixou a emissora novamente, alegando cansaço. Nesta fase, o programa voltou a ter o nome de “Manhã Bandeirantes”.
Datena fez algumas participações especiais como por exemplo a Copa do Mundo de 2018, na qual ele atuou como comentarista em alguns jogos da seleção brasileira, especialmente aqueles do período da manhã, ao lado de Claudio Zaidan.
O restante da história é conhecido. Datena foi candidato a prefeito de São Paulo no ano de 2024, teve de se afastar da televisão, e conduziu uma não campanha, chegando a não pedir votos em uma caminhada na zona norte de São Paulo. Sua principal contribuição foi o episódio da cadeirada.
Depois do fracasso eleitoral, ele permaneceu fora do ar e até estava negociando um novo contrato com a Bandeirantes. Entretanto, o vínculo foi encerrado no último dia 28, em comum acordo, segundo comunicado oficial do grupo.
E mais uma grande obra abordando o rádio esportivo acaba de ser lançada. É o livro de memórias de Haroldo de Souza, que completa 50 anos de narração esportiva em Porto Alegre neste ano de 2024 que caminha para seu final. O título é quilométrico: “Adivinhe! Haroldo de Souza – A memória do narrador dos gaúchos. 50 anos de rádio no Rio Grande do Sul”. A obra tem a participação do jornalista, também narrador esportivo e mestre em comunicação social, Ciro Götz.
Coincidência ou não, “Adivinhe!”, como será chamado aqui, sai poucas semanas depois de outro lançamento importante: “Um Encontro com o Professor”, que aborda a vida do comentarista Ruy Carlos Ostermann, já devidamente resenhado neste espaço: (clique aqui para ler). Aqueles que ainda se importam com o rádio esportivo ou que gostam de conhecer os bastidores da imprensa esportiva têm motivos para comemorar esses dois lançamentos.
Um dado importante é que Haroldo e Ruy fizeram uma dobradinha na Rádio Gaúcha, a partir do ano de 1978. O professor escreveu a orelha do livro do antigo companheiro. “Formamos uma dupla memorável”, escreveu. E não deixa de ser curioso que ambos têm formações completamente distintas. Ruy é um scholar, enquanto que Haroldo foi formado na escola da vida.
“Adivinhe!” é um livro de leitura rápida, dividida em tópicos breves. Além disso, usa dois recursos narrativos. Na abertura, a primeira pessoa é usada para contar seu nascimento, infância, o primeiro casamento e os caminhos que o levaram a se transformar em narrador esportivo. Um encontro com Pedro Luiz e um golpe de esperteza o ajudam conseguir espaço em Belo Horizonte, na Rádio Itatiaia.
Mesmo a Itatiaia já sendo uma emissora tradicional na cobertura do futebol, as coisas não foram fáceis para Haroldo. A falta de dinheiro foi um fantasma durante todo o período em que esteve lá. Além disso, conforme o relato, Januário Carneiro não gostava de sua voz. Oswaldo Faria, o chefe de esportes, é quem segurava as pontas.
Cronologicamente, Haroldo se transferiu para Porto Alegre se transformando em narrador titular da Rádio Gaúcha. No entanto, sua posição privilegiada foi colocada de lado com a chegada de Armindo Antônio Ranzolin, egresso da Guaíba, que assumiu um cargo de chefia. Insatisfeito com a situação, Magrão, como é conhecido, anos mais tarde foi para a própria Guaíba transformando-se no titular das narrações de futebol. Todo esse processo está em “Advinhe!”.
A partir de então, o tom do livro muda e Haroldo assume a narrativa, contando causos de coberturas internacionais, não vamos contar aqui, mas foram Copas do Mundo, Copas Américas, Libertadores e Mundiais de Clubes, estas duas últimas competições com o envolvimento de Grêmio e Internacional.
Haroldo não fala muito de sua passagem breve pela Rádio Bandeirantes. “Tive raros momentos positivos naquela emissora”, escreveu. Além disso, ele cita o nome da pessoa que o dispensou (sem spoiler aqui). O contexto é relativamente conhecido. Derrotado na eleição para vereador em 2012, praticamente no dia seguinte ele é dispensado pela emissora. Faltou escarafunchar um pouco mais essa história.
Em seguida, ele é contratado pela Rádio Grenal e vive um renascimento profissional. A rádio, surgida na década de 2010, fala 24 por dia das coisas de Grêmio e Internacional e mexeu com a concorrência. Guaíba e Bandeirantes que o digam.
Nesse meio tempo, Haroldo conta que recebeu um salário da RBS, após pedir emprego mas, segundo o relato de “Adivinhe!”, seu nome foi vetado. Após uma conversa com Nelson Sirotsky, o narrador passa a receber um salário do grupo por um certo período. (Em tempo: em uma entrevista recente ao De Carona com o Gamba, Nelson disse que foi um empréstimo de R$ 60 mil, pagos em prestações de R$ 5 mil, que não precisava ser devolvido).
“Adivinhe!” também traz os textos escritos por Haroldo para as aberturas de jornadas, aquele momento em que o narrador faz uma introdução da partida que vai ser narrada e da equipe envolvida na cobertura. No entanto, o narrador aproveitava para falar de outras coisas não necessariamente envolvidas com a partida em questão. Era, no fundo, uma crônica radiofônica. Também foram reunidos alguns textos para comentários que ele fez em programas esportivos das emissoras pelas quais passou.
Logo no final, ao menos uma revelação mais pessoal, que vem pela sua atual esposa, Carla. Ela conta as circunstâncias em que se conheceram (outro spoiler que não vamos dar aqui).
“Adivinhe!” foi editado pela Melhorpubi. Uma das formas de adquirir o livro é pelo próprio site da editora: https://melhorpubli.com.br/
Em entrevista ao programa Concentração, da Rádio Bandeirantes, Marcelo Paz, que é CEO do Fortaleza e presidente da Liga Forte União, que é uma das mais importantes associações de clubes de futebol no Brasil (a outra é a Libra), posicionou-se de forma contrária à cobrança de direitos das emissoras de rádio para transmitir os jogos. Além disso, ele reconheceu a importância história do veículo na divulgação do esporte no país.
“À princípio, não sou a favor da cobrança. Eu acho que a rádio tem um contexto histórico. A rádio (sic) difundiu o futebol por muito tempo, quando não havia tevê, então era a rádio que chegava na casa das pessoas” afirmou.
O cartola lembrou que foi o rádio que transmitiu as participações importantes de seu clube em duas edições de campeonato brasileiros, quando foi vice-campeão, em 1960 e 1968 (já considerada a unificação dos títulos). “O público daqui só acompanhou isso pela rádio, não tinha televisão. Então tem uma dívida histórica, digamos assim, e eu não acho que tenha sim que chegar agora e obrigar (a cobrança)”, falou.
Paz reconheceu que muitas emissoras não teriam condições de pagar para transmitir os jogos. Caso houvesse essa cobrança, o dirigente reconhece que teria de haver uma contrapartida, como a transmissão de jogos exclusivos, espaço para os profissionais de rádio poderem trabalhar no gramado, entre outras coisas.
“Essa discussão nem está em pauta dentro da LFU, os clubes nem falam sobre isso”. falou.
O que incomoda ao cartola é que existem alguns programas de rádio e radialistas que, segundo ele, achacam os dirigentes, cobram para falar bem ou até mesmo para divulgar informações. “É aí onde o dirigente fica chateado”, disse.
Alexandre Praetzel e João Paulo Capellanes, apresentadores do programa, perguntaram se tal coisa não acontece em programas de televisão, entretanto, Marcelo Paz declarou não conhecer casos assim. Para Capellanes, o clube tem direito de banir do dia-a-dia dos clubes profissionais que se comportam mal, espalhando fake news ou descendo o nível.
Volta e meia, surge na mídia informações dando conta de que as emissoras de rádio vão ter que desembolsar valores para a transmissão de partidas de futebol no âmbito doméstico. No último dia 4 de novembro, Flávio Ricco publicou em sua coluna no portal Léo Dias que CBF e federações locais estão buscando de normatizar a presença das emissoras nos estádios de futebol e que essa questão passa necessariamente pela cobrança (leia mais aqui).
Ouça abaixo o trecho da entrevista com Marcelo Paz.
As rádios jornalísticas do Grupo Bandeirantes de Comunicação mobilizam as equipes para acompanharem de perto os momentos que antecedem o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.
Na Rádio Bandeirantes, os repórteres Paulo do Valle e Pedro Martelli fazem intervenções na programação de quinta até domingo direto de Interlagos. No sábado, às 10h30, tem a corrida sprint em rede com a Band e, às 12h, Reginaldo Leme e Fred Sabino comandam o Bandeirada com análises e bate-papos do autódromo.
Na BandNews FM, a cobertura começa às 8h de sábado com flashes ao vivo de Ivan Brandão, Alinne Fanelli, Isabela Mota, Luana Pereira e Yuri Queiroga. Às 10h40, tem a corrida sprint e às 14h20 o treino classificatório, ambos com narração de Odinei Edson e comentários de Alessandra Alves, Luís Fernando Ramos, Cacá Bueno e Rodolpho Santos. Como de costume, o som da rádio será veiculado para todo o autódromo, proporcionando ao torcedor ainda mais emoção nas arquibancadas.
O programa Antenados, apresentado pelo jornalista Danilo Gobatto na Rádio Bandeirantes, leva ao ar neste sábado (12), às 22h, uma entrevista exclusiva com Antonio Vizintín, sobrevivente de um dos mais famosos acidentes aéreos da história.
Há 52 anos, em 13 de outubro de 1972, o voo 571 da Força Aérea Uruguaia saía de Montevidéu para Santiago, no Chile, transportando o time de rúgbi Old Christians Club, além de amigos e familiares. Quando estavam próximo ao destino, o copiloto, tenente-coronel Dante Lagurara, pediu permissão para aterrissar no aeroporto da capital chilena e iniciou a descida. Entretanto, ele e o piloto, o coronel Julio Cesár Ferradas, identificaram erroneamente a posição em que estavam, o que resultou em uma brusca descida até o vale no alto das montanhas dos Andes, inicialmente matando 12 das 45 pessoas.
Vizintín, que estava a bordo com seus companheiros de equipe, descreve os momentos antes e depois do ocorrido. Ele relata como, após a queda, os viajantes enfrentaram temperaturas abaixo de zero, nevascas, escassez de alimentos e suprimentos médicos, usando os destroços da aeronave como abrigo, transformando bagagens em paredes e capas de assentos em cobertores.
Dizendo não acreditar em milagres, o uruguaio relembra com alegria o instante em que soube, por meio de um rádio improvisado, que ele e seus 16 colegas seriam resgatados após 72 dias lutando por suas vidas nas montanhas geladas. “Na realidade, isso serviu para confirmar que não foi um milagre – como dizem agora que foi ‘o milagre dos Andes’. Na verdade, foi o ser humano combatendo a adversidade, mostrando sua capacidade de superação”.
O acontecimento serviu de referência para diversos filmes, livros e séries – e até a criação de um local em homenagem aos passageiros em Montevidéu, no Uruguai, o “Museu dos Andes”. A obra mais recente é “A Sociedade da Neve”, uma produção da Netflix indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Maquiagem, que retrata desde o embarque até a hora em que eles foram salvos e retornaram a seu país.
A entrevista será transmitida neste sábado, às 22h pela Rádio Bandeirantes, com reprise no domingo (13), às 23h. Também é possível assistir pelo canal oficial da rádio no YouTube ou no aplicativo Bandplay.
No próximo domingo (06) os trabalhos relacionados a cobertura das eleições para prefeito serão iniciados às 6h na Rádio Bandeirantes, quando o time se coloca a postos para verificar a circulação nas ruas e fornecer orientações sobre o trânsito. O ouvinte vai ter acesso a notícias e análises na transmissão conduzida por Thays Freitas, Pedro Campos, Cláudio Humberto, Marco Antonio Sabino, Eduardo Castro, Ana Paula Rodrigues, Silvania Alves, Claudio Zaidan, Ronald Gimenez e Christiano Panvechi. A reportagem detalha o dia dos postulantes aos cargos e, junto com os profissionais das afiliadas do Grupo Bandeirantes, noticia os fatos mais relevantes. Às 17h, tem o saldo das pesquisas de boca de urna na capital paulista e nos principais municípios, bem como a apuração que vai apontar os prefeitos e vereadores eleitos e os candidatos que seguirão para o segundo turno. Entrevistas com especialistas que irão traçar as etapas seguintes serão destaque.
No ar há 51 anos, OPulo do Gato, ancoradoporPedro Campos e Silvania Alvesna Rádio Bandeirantes, será transmitido mais cedo, às 5h da manhã. O anúncio oficial aconteceu nesta quarta-feira (25), quando é comemorado o Dia do Rádio.
“Fizemos essa experiência ao longo das últimas semanas, por causa do horário político, e recebemos um ótimo retorno dos ouvintes, além de termos aumentado a nossa entrada na medição do streaming”, explica a editora-executiva Thays Freitas a respeito da mudança.
A atração, considerada uma das mais tradicionais do rádio brasileiro, reúne um noticiário conciso para deixar as pessoas bem informadas nas primeiras horas do dia e prestação de serviço sobre trânsito, previsão do tempo, situação do transporte público, calendário de pagamento de aposentados, dados sobre vestibulares e concursos, entre outros. O time de colunistas trata de temas como saúde, turismo e agronegócio. O consagrado quadro “Boca no Trombone” está sempre do lado de quem precisa resolver alguma adversidade. Tem ainda a participação do esporte com a rodada do futebol, destaques de diversas modalidades e dicas sobre qualidade de vida com o médico infectologista Evaldo Stanislau. Um diferencial é a audiência altamente engajada, que ajuda os apresentadores com informações e comentários.
O miado mais famoso do Brasil foi ouvido pela primeira vez em 2 de abril de 1973. Durante 47 anos, José Paulo de Andrade, que faleceu emjulho de 2020,comandou o programa ininterruptamente.
OPulo do Gato é exibido em rede pela Rádio Bandeirantes de segunda a sábado, às 5h, para mais de 50 emissoras em todo o país. Quem quiser acompanhar a programação basta sintonizar em 90.9 FM ou 86.3 FM na Grande São Paulo, acessar o site, o canal oficial no YouTube ou o aplicativo Bandplay.
Morreu nesta terça (17) o narrador esportivo Flavio Araújo. A causa não foi informada. Velório e enterro aconteceram no mesmo dia, na cidade de São José dos Campos, onde viveu os últimos anos de vida. Ele tinha 90 anos.
Conhecido como o “narrador que anda em cima da bola”, Flávio não ficou limitado apenas ao futebol. Transmitiu modalidades como atletismo, boxe, basquete e F-1. Acompanhou os feitos de quatro grandes esportistas brasileiros: Pelé, Émerson Fittipaldi, Éder Jofre e Adhemar Ferreira da Silva (sem ordem de importância).
Como narrador, Flávio Araújo seguiu a escola de Pedro Luiz, fazendo uma narração descritiva do que acontecia em campo, nas quadras, no ringue ou mesmo nos autódromos. No entanto, ele se permitia usar alguns bordões, como o “colocou a deusa branca para fazer chuá”, logo após um lance de gol, ou o “o 10 está brilhando na camisa dele”.
Trabalhou na Rádio Bandeirantes a maior parte de sua carreira. Foram 25 anos não corridos entre 1957 e 1982. Em 1962, saiu integrar a equipe esportiva da Rádio Excelsior, mas ficou pouquíssimo tempo. Nos anos 1980, teve uma passagem marcante pela Rádio Gazeta, onde ao lado da Rádio Clube Paranaense, liderou a cobertura da Copa da Espanha, em 1982.
Foi comentarista na Rádio Central, de Campinas, ao lado de Carlos Batista. Por muito anos, manteve um quadro de opinião na Rádio Cultura, de Poços de Caldas, chamado O Positivo e o Negativo. A emissora é de propriedade do irmão Chico de Assis.
Também atuou na imprensa escrita, mantendo colunas nos jornais Agora (SP), do Grupo Folha( já extinto), O Imparcial, de Presidente Prudente (cidade onde nasceu) e no site Ribeirão Preto On Line. O Radioamantes republicou alguns desses textos. Basta clicar aqui e descer a barra (ou a tela) para ler. Em 2019, este blog abrigou algumas de suas manifestações em contrariedade a adaptação feita da vida de Éder Jofre para uma minissérie exibida pela Globo. Leia aqui e aqui. É autor do livro “O Rádio, o Futebol e a Vida”.
Em 2013, Flávio concedeu uma entrevista ao programa Radioamantes no Ar, da web rádio Showtime, na qual ele falou de vários aspectos de sua carreira. Um amigo deste site que se vai. Descanse em paz.
O jornalista Mauro Beting acertou o seu retorno à Jovem Pan. Ele vai integrar novamente a equipe esportiva, que veicula suas transmissões e programas no YouTube e no FM. É a segunda passagem de Mauro pela Pan. A anterior começou em setembro de 2015 e terminou em agosto de 2023, quando foi recontratado pela Rádio Bandeirantes, onde já trabalhou por 12 anos, a partir de 2003. Por essa emissora, aliás, o comentarista está escalado para estar na jornada esportiva de Palmeiras x Criciúma neste domingo (15) ao lado do narrador Ulisses Costa.
A Rádio Bandeirantes promove, a partir desta quarta-feira (11), uma série de entrevistas com vice-candidatos na disputa pela prefeitura de São Paulo. Até 18 de setembro, os âncoras Marco Antonio Sabino e Vitor Lupato vão receber os políticos às 10h30 no estúdio do programa Manhã Bandeirantes.
Confira a agenda:
• 11/09: José Aníbal, vice de José Luiz Datena (PSDB)
• 12/09: Professora Lúcia França, vice de Tabata Amaral (PSB)
• 13/09: Coronel Mello Araújo, vice de Ricardo Nunes (MDB)
• 16/09: Coronel Reynaldo Priell, vice de Marina Helena (Novo)
• 17/09: Marta Suplicy, vice de Guilherme Boulos (PSOL)
• 18/09: Antônia de Jesus, vice de Pablo Marçal (PRTB)
A emissora pode ser ouvida no dial em 86.3 FM e em 90.9 FM na capital paulista. O público também pode acompanhar a programação pela antena parabólica (canal 376 na banda KU) e nas operadoras de TV por assinatura Claro (seção Música) e SKY (canal 795).
Outra opção é o acesso por meio das plataformas digitais: aplicativo Bandplay (versões web e mobile para sistemas Android e iOS), site oficial, Facebook e YouTube.
De todas as emissoras de rádio que transmitiram os Jogos Olímpicos de Paris, a que mais se destacou foi a Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Tal como já havia feito em outras competições, a emissora investiu na reportagem, colocando seus profissionais nas arenas e estádios não só onde estavam os atletas brasileiros.
Essa estratégia de cobertura gerou grandes momentos. Um deles foi a entrevista com Novak Djokovic. Ao ver a bandeira do Brasil no uniforme usado pelo repórter Rodrigo Oliveira, o tenista mandou um abraço para a “galera” brasileira e ainda citou Guga Kuerten.
Outro momento, também protagonizado por Oliveira foi na entrevista com Augusto Akio, medalha de bronze no Skate Park. Assim que soube que o jornalista era gaúcho, o atleta lhe deu um abraço e fez uma declaração emocionada de solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul: “Força, Rio Grande do Sul. Força mesmo. De verdade”.
Essa prioridade na reportagem fez com na final individual da ginástica artística, dois repórteres fossem escalados. Alice Bastos Neves e o já citado Oliveira ficaram em posições diferentes da zona mista. Alice “pressionou a saída de bola”, Rodrigo “ficou de líbero”, conforme a definição feita por ele na transmissão.
A cobertura ostensiva da Gaúcha não significou a derrubada de sua programação normal. Um exemplo: a semifinal do tênis de mesa, que teve a participação de Hugo Calderano, aconteceu bem no horário do Timeline Gaúcha. Com isso, os apresentadores Kelly Matos, Luciano Potter e Paulo Germano entraram para valer na transmissão, que contou com o quase onipresente Rodrigo Oliveira diretamente do local da disputa.
Outro exemplo aconteceu no Super Sábado, que mesclou cobertura do dia olímpico (foi justamente no sábado a fala já citada de Djokovic) , entrevistas e músicas ao vivo. Uma misturinha bem boa.
Sei que o destaque para Gaúcha vai ficar grande (entretanto ela merece), mas outro ponto positivo de suas transmissões foi a participação de Adriana Alves, coordenadora técnica da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), explicando didaticamente todos os movimentos de Rebeca Andrade, Simone Biles e das outras ginastas.
Outras emissoras também não abriram mão de sua programação normal. A Bandeirantes manteve toda sua grade, em especial a do período matutino. Quando havia alguma competição importante, era acionada a Central Olímpica, com os narradores Pedro Ramiro e Pedro Martelli, e o comentarista poliesportivo Marcelo Romano (uma grata surpresa).
Que dia!!!
Respeite nossas cicatrizes. Respeite a medalha no peito!!!
Para este radiomante, foi difícil achar a cobertura da Transamérica. Na grande final dos 400m da natação masculina, com Guilherme “Cachorrão” Costa, em um sábado, a expectativa era ouvir Álvaro José. Entretanto, bem naquele momento, a emissora estava com a sua programação musical normal. A emissora, pelo jeito, priorizou os esportes coletivos e o foco não esteve apenas nas participações brasileiras. Na manhã deste domingo, houve a transmissão da final do vôlei feminino, envolvendo Itália x EUA, com a narração de Thomaz Rafael e comentários de William Carvalho, ex-jogador, medalhista olímpico e atual técnico.
Mal chegou à CBN e o narrador Rodrigo Bitar já participou de uma cobertura de fôlego. Ele narrou os principais jogos da seleção brasileira feminina até a grande final. Com Leonardo Dahi, ele fez duas finais seguidas, uma da ginástica e a do judô por equipes, além de outras participações importantes. A final do judô teve uma curiosidade bem legal: Bruno Faria, repórter da equipe esportiva de São Paulo, atuou como comentarista não por acaso. Ele praticou a modalidade, sendo federado por nove anos. Ou seja, procurando bem, dá para achar especialista jornalista.
Ainda sobre a CBN, importante notar que, ao contrário do que aconteceu em Tóquio 2021, a Globo Rio não participou desta cobertura.
Mario Henrique Caixa, da Itatiaia, talvez seja um dos poucos narradores titulares que não fica limitado apenas ao futebol, ou melhor apenas ao Atlético-MG. De Paris, ele narrou as partidas de vôlei masculino e feminino, além de fazer a grande final do futebol feminino.
Marcelo do Ó, da Band News FM, foi outro titular que fez outras modalidades. No entanto, seu perfil é muito mais poliesportivo (e com grande competência). Éder Luiz, na Transamérica, fez Brasil x EUA pelo futebol feminino e ainda teve gogó para narrar os instantes finais de Brasil x Turquia pelo vôlei feminino.
Como já escrito em outras ocasiões, uma pena que uma cobertura como essa não deixa legado. Certamente, não voltaremos a ter uma transmissão de tênis de mesa na Rádio Bandeirantes. As emissoras seguirão priorizando o futebol em seu cardápio, como em outras vezes.
Em comparação aos jogos de Tóquio, em 2021, tivemos mais rádios transmitindo os eventos de Paris 2024. Há três anos, apenas Gaúcha e Globo/CBN tiveram os direitos de transmissão. Naquela época, vivamos ainda sob a sombra da Covid-19, em termos sanitários e econômicos. Bom ouvir o Grupo Bandeirantes de volta, assim como Itatiaia e Transamérica.
Los Angeles é logo ali. Baseado no que aconteceu em 1984, o fuso horário poderá ajudar a uma cobertura mais extensiva do rádio por que os eventos principais acontecerão no período noturno. O único fator que poderá atrapalhar é o futebol doméstico. A inauguração está prevista para o dia 14 de julho de 2028. Começou a contagem regressiva!
(*) este post não seria possível sem o auxílio luxuoso de Edu Cesar, do Papo de Bola
2024.08.05 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginastica artistica – A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquista a medalha de ouro na final do solo. Foto: Alexandre Loureiro/COB.
Como já virou costume em ocasiões como essa, o desligamento definitivo do transmissor da Rádio Bandeirantes em Amplitude Modulada (840Khz) aconteceu sem qualquer tipo de cerimônia. Não houve transmissão ao vivo, vinheta com discurso de despedida, homenagem, agradecimento. Foi um corte seco durante a veiculação do programa Antenados (pré-gravado), comandado por Danilo Gobatto. Ouça abaixo.
A partir desta segunda-feira (05), a emissora será sintonizada em 86.3 Mhz (no ainda incipente FM estendido) e nos 90.9Mhz na capital paulista. O alcance desta última frequência deverá ser melhorado. Seu sinal chega de forma irregular em muitos pontos da capital. A torre de transmissão está na rodovia Imigrantes, no município de São Bernardo do Campo.
Outro marco deste desligamento é que Rony, atacante do Palmeiras foi autor do último gol transmitido nos 840Khz, o gol de empate do Palmeiras na partida contra o Internacional, em partida disputada na cidade de Porto Alegre e válida pelo campeonato brasileiro. Veja e ouça abaixo.
Narrado pelo Rogério Assis, o gol de 1 x 1 do Palmeiras com o Internacional foi o último transmitido pela Rádio Bandeirantes no prefixo AM 840 de São Paulo, que será desligado após 87 anos no ar. A partir de amanhã, programação no ar somente por FM 90,9 e FM estendido 86,3. pic.twitter.com/5LiJN8gkX2