Rádio Capital faz 34 anos e festeja avanço da audiência

Dia 25 de janeiro, dia do 458.º aniversário da cidade de São Paulo, Capital do Estado mais evoluído e mais populoso do País, é também o dia do 34.º aniversário da Rádio Capital, “A Gigante do Rádio”. No prédio da emissora, no bairro do Paraíso, o ambiente já é de festa, que se intensificará com a aproximação da grande data. O tema do aniversário da Rádio Capital está sendo ressaltado na programação e também por todos os comunicadores da emissora. 

Líder em audiência em vários horários na região metropolitana de São Paulo, de acordo com recentes pesquisas do Ibope, a Rádio Capital, que tem como diretor-geral Francisco Paes de Barros, reforçou ainda mais sua programação nas madrugadas, com informação e entretenimento. Adriano Barbiero, que, aos 30 anos, surge como a grande revelação entre os comunicadores populares do rádio paulista, passou a ter, desde 12 de dezembro, três horas diárias de seu “Acorda, São Paulo”, programa que vai ao ar de segunda-feira a sábado, da 1h às 4h da madrugada. 

Adriano é de uma família de comunicadores, filho do experiente e carismático Altieris Barbiero e irmão do jovem Altieris Júnior. Na madrugada, Adriano apresenta músicas e notícias, com a participação de toda a equipe de Jornalismo comandada por Luiz Carlos Ramos: os repórteres Cid Barboza, Carla Mota, Pedro Torres, Ronaldo Pantera Lopes e Basílio Magno, a redatora/produtora Carolina Mattos, os comentaristas professor Fernando Altemeyer, advogada Maria Faiock e educador financeiro Reinaldo Domingos, os colaboradores do “ABC Maior” e do ClimaTempo. “Jornalismo social sem sensacionalismo”, diz Ramos. A equipe é completada pelos redatores deste site: Ana Paula Novaes e Dante Rodrigues.

 As madrugadas da Rádio Capital contam também com Paulinho Boa Pessoa, comunicador que anima seu público das 4h às 6h. Em seguida, surge o campeão de audiência Eli Corrêa, das 6h às 8h30. Paulo Barboza tem programa das 8h30 às 11 horas e Paulo Lopes, das 11h às 13h, horário em que Eli volta ao microfone da Capital. Às 15h30, é a vez de Cinthia, dona das tardes femininas. Paulinho Boa Pessoa retorna das 17h às 18h30. O esporte não fica atrás: além de transmitir os principais jogos do futebol brasileiro, tendo à frente Ricardo Melo, Jorge Vinicius, Fausto César, Tony José, Joice Luciana, Rafael Esgrilis, Anderson Cheni, Dalmo Pessoa e Lombardi Júnior, a Equipe 1040 mantém o programa diário Show de Bola, das 20 às 21 horas. Em dias noites sem futebol, José Carlos Gomes entra com sua Hora da Saudade, das 21h às 23h. Cícero Augusto entra no ar à meia-noite e, em seguida, Adriano comanda a madrugada.

 A Rádio Capital foi lançada em 25 de janeiro de 1978 e teve várias etapas em busca da popularidade. Entre outros, valorizaram o microfone da Capital radialistas de enorme expressão, como o inesquecível comunicador Hélio Ribeiro e o sempre relembrado narrador esportivo Fiori Gigliotti.

 A Rádio Capital é sintonizada em 1040 kHz AM ou, pela internet, no site: www.capital1040.com

Retrospectiva 2011

Por Rodney Brocanelli

Veja o que aconteceu no rádio em 2011 sob a ótica do blog Radioamantes. Basta clicar nos títulos abaixo.

Janeiro

Comentarista esportivo sofre convulsão enquanto trabalhava

Landell de Moura ganha selo comemorativo dos Correios

Equipe Expressão da Bola começa 2011 transmitindo vôlei e futebol

O fim da Rádio Capital?

Globo Esporte (SP) destaca rádios web ligadas aos clubes de futebol

Caso Capital: transparência opaca revela só o que interessa

Marcos Couto narra seu primeiro gol na Rádio Guaíba

Haroldo de Souza no ataque

Luiz Carlos Ramos responde

Caso Capital: o poder da mensagem

Mario Lima de volta

O microfone pune

Fevereiro

Reinaldo Costa na CBN/Cuiabá

Movimentação no rádio esportivo de Goiânia

Uma tarde nas tribunas de imprensa do Canindé

Rádio Eldorado já pode mudar o nome para Estadão/ESPN

Atrapalhado pelo anti-vírus

José Luiz Datena vende sua parte na Rádio 730 (GO)

Março

Histórias do rádio no blog de Márcio Torvano

Lusa Silvestre é o novo apresentador de Johnnie Walker com Gigantes

Cristina Coghi assume CBN Noite Total

Novidades nas FMs de Santos; mais espaço para o futebol

Marcelo Abud ganha quadro no programa Você é Curioso?

Aumentam os rumores de que Rede Transamérica teria sido comprada pela IURD

107,3 FM já começa a transmitir programação da Eldorado FM

A confirmação: Futebol entra no ritmo da BandNews FM‏

Eldorado Brasil 3000. Agora vai?

A transição 107,3 FM-Eldorado Brasil 3000

A estreia da Band News no futebol

O gol 100 de Ceni

Na Band News FM, os próprios técnicos anunciam as escalações

RecordNews FM? Emissora de Edir Macedo confirma negociação com a Transamérica

Abril

AdNews garante: Record News FM vem aí em maio

Exclusivo: João Lara Mesquita fala das mudanças nas emissoras do Grupo Estado – Um dos grandes diferenciais do Radioamantes no ano de 2011

Morre Reali Júnior

Repórter chora com situação do Paraná Clube – Mais um registro do rádio que se transformou em notícia no país todo graças ao Radioamantes

Morre Serginho Leite

Willians Lima fala sobre o episódio do choro

Alexandre Machado comanda novo jornalístico na Rádio Cultura FM

Rádio Cultura FM fala sobre saída de Julio Medaglia

A emoção do ponto final da Superliga masculina de vôlei com a equipe Expressão da Bola

FM do Grupo RBS usa nome do site Laboratório Pop em programa de rádio

A experiência malsucedida da Atlântida FM

Maio

Jovem Pan AM migrando para o FM?

Willians Lima , repórter que chorou por causa do Paraná, frila para a Jovem Pan

Informações sobre Wilson de Freitas

Mudanças no esporte da Rádio Capital

Confirmado: Dirceu Marchioli Maravilha na Band News FM

Rádio 730 AM (GO) volta a enfrentar problemas com o governo Marconi Perillo

Dirceu Marchioli Maravilha narra gol de Kleber Gladiador em sua volta ao rádio

Narrador Jorge Vinícius acerta com a Rádio Capital (SP)

Bandeirantes e Band News Fm viram concorrentes no futebol

A surpresa de Celso Miranda

Junho

Milton Neves e Mauro Beting registram o primeiro aniversário do blog Radioamantes….ou quase

É dura a vida de quem faz tubão

Qual o problema da Oi FM?

Narrador Jorge Vinicius protesta por causa do espaço dedicado a algumas rádios no Morumbi

Peñarol x Santos nas rádios do Uruguai

O esporte está de volta na Nova Difusora AM

O Rádio no Jornal Nacional

Globo deixa de exibir vôlei na TV. Opção foi o rádioweb

Oxydance na Rádio Usp FM. Isso mesmo que você leu

Substituição no Quatro em Campo da CBN

Alguns sons da final da Libertadores

Emissora da Rádio Bandeirantes é vendida para igreja no interior de SP

Seu Tuta, da Rádio Jovem Pan, concede entrevista à Rádio Bandeirantes

Alguns bastidores de Santos x Peñarol

A queda do River Plate nas ondas do rádio

Rádio Banda B repercute palavrões de narrador da Rádio Mitre

Rádio Record completa 80 anos

Julho

Angola tem sua primeira rádio comunitária

Jovem Pan AM prestes a deixar os 99,7 FM em Santos

Silvio Luiz é o novo comentarista da Transamérica FM

Morre aos 87 anos o compositor Billy Blanco

Transmissão do vôlei pelo site Voz do Esporte é sucesso na Internet

98 FM, de Santos, continua fazendo futebol

Apesar de incidente, 98 FM continua transmitindo jogos do Santos

Agosto

Memória do Plantão relembra narração de Pedro Luiz para título do Palmeiras em 1951

Haroldo de Souza homenageia Osmar Santos em narração

Rádio Record muda programação e vai apenas tocar músicas

Anatel flagra uso ilegal de bloqueadores de celular em SP

Neto é o novo comentarista da Rádio Bandeirantes

Morre o narrador esportvo Walter Abrahão

A penúltima entrevista de Walter Abrahão

Mudanças na Ipanema FM? Era viral mesmo

Gil Gomes é homenageado no Memória do Plantão

Morre o radialista Yatta Júnior, da Rádio Jornal

A pegadinha da Ipanema FM. Só faltou dizer o objetivo…

Estreias e despedidas no rádio

River Plate estreia na segunda divisão. E a Rádio Mitre estava lá

Ipanema FM, de Porto Alegre, vai transmitir futebol com a Bandeirantes local

Narradores-cantores vibram com Brasil x Portugal, sub-20

Em golaço de Leandro Damião, narrador Haroldo de Souza cita craques da narração esportiva

A abertura da jornada Band/Ipanema

Gafe do horóscopo de Virgem: fake ou real?

Rádio Globo entrevista falsa blogueira

Setembro

Rádio Globo se pronuncia sobre falsa entrevista

Show de Rádio comemora título do Corinthians em 1982

Haisem Abaki estreia  na Estadão/ESPN

Mister Sam conta os bastidores do Realce no programa Oxydance

Lembranças de um partido abstrato, tropical e onírico

Luis Fabiano “narra” gol de Lucas em vitória do São Paulo

Evento reune simpatizantes da campanha para batizar a bola oficial de 2014 como Gorduchinha

Para Francisco Paes de Barros, diretor da Rádio Capital, o futuro do veículo está na Internet

As dicas musicais de Mauro Beting

Outubro

Milton Neves vira Nelson Rubens

Lucas Neto irá lançar programa dedicado à terceira idade na Trianon AM

O energético do Fabio Seixas

Está no ar Rádio São Paulo/Rio FM

BandNews FM, de Campinas, vai transmitir jogos de Guarani e Ponte Preta

Lucas Neto em nova fase na Trianon AM

Band News FM, de Campinas, entra firme nas transmissões de futebol

O AM, em baixa, vai correr atras do ouvinte

A primeira homenagem ao dia do radialista ninguém esquece

Jornalista Aluani Neto morre aos 82 anos

Rádio Capital reforça programação

Morre Sergio Verinizzi

Morre no Rio o comentarista esportivo Luiz Mendes

Novembro

“A Hora do Ronco” comemora 24 anos na Band FM

José Silvério transmite jogos da sua casa em Minas Gerais

Uma pergunta para…Marcos Couto

“Vai ser burro assim lá longe”

Haroldo de Souza completa 1 ano na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre

Equipe esportiva deixa 98 FM e vai para a Rádio Terra AM, em Santos

Na nova emissora, Jose Calil continua a implicar com Edu Dracena

Alguma coisa acontece no rádio esportivo de Porto Alegre

O desabafo do Gigante do Vale

Aceesp não premia rádio web na eleição dos melhores de 2011

Gorducinha x Caramuri: aberta a disputa para dar nome à bola da Copa de 2014

Morre a radialista Vania Aguiar

Mandando o salve na rádio errada

Dezembro

Vozes do Futebol: Nos Bastidores das Transmissões de Rádio

As 15 melhores gafes do rádio esportivo de 2011

José Silvério agradece à Rádio Jovem Pan por ainda levar ao ar gols narrados por ele

“Robôzinhos” anularam votação da categoria de rádio web no prêmio Aceesp em 2011

APCA divulga melhores de 2011

Rádio Globo dá bola dentro com reprise de Flamengo x Liverpool

Mudanças no caminho da rádio Oi FM

Jurado da APCA fala sobre votação da categoria rádio

Equipe Expressão do Vôlei se une a Webfutmundi para transmitir competições mais importantes do vôlei

Não deixe de ver também

Retrospectiva 2009

Retrospectiva 2010

Rádio Capital reforça programação

Rádio Capital AM, líder em audiência em vários horários na região metropolitana de São Paulo, reforçou sua programação desde 12 de outubro para ampliar ainda mais o interesse dos ouvintes. O maior espaço na grade da Capital continua com a equipe de comunicadores: Eli Corrêa, Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa, Cinthia, Cícero Augusto, José Carlos Gomes e, agora, também Paulo Barboza. O Jornalismo e a equipe de Esportes mantêm espaços fixos na programação nos dias de semana e também aos sábados e domingos, além de boletins em todos os dias. 

Eli Corrêa, sucesso no rádio há 35 anos, permanece com dois horários: um pela manhã, das 6h às 8h30, e outro à tarde, das 13h às 15h30. Por sua vez, Paulinho Boa Pessoa ganhou espaço também à tarde: das 17h às 18h30, contando também com a participação de Cícero Augusto, e avançou na madrugada, das 4h às 6h. Paulo Barboza, que havia trabalhado na Rádio Capital até dois anos e meio atrás, está de volta, das 8h30 às 11h. Paulo Lopes comanda seu debate das 11h às 13h. Já às 15h30, após Eli Corrêa, entra no ar o programa da Cinthia, que vai até as 17h.

José Carlos Gomes, com a Hora da Saudade, divide espaço com a Equipe de Esportes 1040, das 21h às 23, em dias sem futebol. A Jornada Esportiva, também nos fins de semana, destaca os jogos do Brasileiro, mas os comunicadores prevalecem nas manhãs de sábado.

Nas madrugadas dos dias de semana, Adriano Barbeiro deixou o Acorda São Paulo, que deu lugar à reprise do Paulo Lopes, mas ele continua valorizando as notícias ao apresentar o jornal Verdade Capital 1040, das 2h30 às 4h, e ao entrar com informações nos programas de Paulinho e Eli, nos quais Cid Barboza também garante notícias da cidade. O jornal é produzido por Carolina Mattos, com a participação de toda a equipe de Jornalismo comandada por Luiz Carlos Ramos.

 A Rádio Capital é sintonizada em 1040 kHz AM ou, pela internet, no site www.radiocapital.am.br

 

O AM, em baixa, vai correr atras do ouvinte

Por Flávio Guimarães

O site Bastidores do Rádio, como o nome sugere, é especializado no chamado primo pobre da TV. O responsável pela manutenção do site e pela atualização do noticiário do meio radiofônico é Adriano Barbiero, filho do colega Altieris Barbiero, veterano radialista de São Paulo, capital. Adriano vem divulgando, há tempos, números relativos à audiência do AM e do FM paulistanos. Como nem o Ibope nem as emissoras contestam os dados divulgados, tenho como boa e segura a informação que o Bastidores publica.

O cenário das FMs continua praticamente inalterado, entre as emissoras que lideram o ranking. A Tupi FM, está em primeiro lugar há pelos menos dois anos e meio, o que não é pouco. Ultimamente, a Nativa, do grupo Bandeirantes, anda ameaçando incomodar a “tribo” da avenida paulista. Veja, aqui.


A minha observação é sobre o AM, padrão de transmissão que vem sofrendo sucessivas perdas de ouvintes, tanto pela má programação quanto pela qualidade do áudio. Para compensar a falha técnica, algumas emissoras jornalísticas replicam a mesma programação do AM no FM e garantem bom retorno de audiência no segmento. Como exemplos temos a CBN, pioneira, a Bandeirantes AM e Jovem Pan AM. Esta última transmite apenas parte da programação jornalística, pela manhã, através da Pan 2, em FM. A BandNews, embora seja adepta do all news opera, desde a fundação, apenas em FM. As emissoras que resultaram da fusão Eldorado/ESPN ainda são inexpressivas e vamos deixá-las de fora. O pessoal da marginal  até pode achar ruim, mas não muda nada no contexto.


Recentemente, a Tupi Am, de São Paulo, que ocupa o dial em 1150 khz, passou a reproduzir o áudio da programação popular pela emissora-espelho, sintonizada em FM  nos 97,3 Mhz. Coisa que a Globo vem tentando, sem sucesso, pois não consegue uma emissora disponível, na capital paulista, para retransmitir os programas do AM. Já falei disso, 
aqui.

Os números divulgados pelo Bastidores do Rádio, em 13 de outubro, cobrem o período de julho a setembro. O ranking do AM, pode ser visto aquiNele, é clara a pequena diferença entre as rádios Globo e Capital, na briga pela liderança. Enquanto a emissora global soma 0,79% de audiência, com 133.148,87 ouvintes por minuto, a rádio Capital tem 0,62%m com 104.880,70 ouvintes por minuto. Falta muito pouco para a Capital alcançar a Globo e, certamente, ultrapassá-la. Com a emissora do Paraíso nos calcanhares, o AM da rua das Palmeiras deve se mexer. E aqui, não se trata, apenas, de melhorar o áudio. A direção da casa sabe disso melhor do que eu.

A rádio Globo ainda mantém a dianteira, muito em função do futebol comandado por Oscar Ulisses, irmão do pai da matéria, Osmar Santos, o querido Garotinho. Mas, daqui para a frente a diferença de Ibope entre Globo e Capital tende a diminuir. Não porque o esporte da Capital esteja ameaçando a equipe de Oscar Ulisses, mas porque a programação popular da Capital ganhou um grande reforço: Paulo Barboza.

Experiente e carismático, o consagrado radialista está de volta ao ar desde o último dia 12 de outubro, depois do rapa-geral na Record. Dono de uma grande legião de fãs, Paulo Barboza deve traduzir em sólidos números de Ibope um considerável reforço para a rádio do grupo Morizono. A “briga” que já é acirrada, tende a ficar mais intensa. Embora o número de ouvintes por minuto no AM seja inferior ao do FM, ainda representa um mercado comercial de bom tamanho e nada desprezível.

Nos próximos dias, semanas e meses teremos uma luta surda, porém notável, no AM de São Paulo. Dessa briga estão fora as rádiosall news. O “pega” promete ser interessante no dial das populares. Em breve, teremos a oportunidade de conferir se a estratégia da Tupi de transmitir em FM a programação do AM vai funcionar. Por enquanto, ainda é uma incógnita, mas, se der certo, será um elemento complicador a mais na corrida em busca do ouvinte. O negócio é se ligar, acertar a sintonia, ajustar o volume e torcer pelo melhor. O melhor para o ouvinte, bem entendido.

Para Francisco Paes de Barros, diretor da Rádio Capital, o futuro do veículo está na Internet

O palestrante da última quinta-feira, 29 de setembro, no Rotary Club de São Paulo Leste foi o mais experiente diretor de rádios AM de São Paulo dos últimos 40 anos: Francisco Paes de Barros. Foi Paes de Barros quem descobriu e incentivou vários talentos do rádio e comandou emissoras que atingiram os primeiros lugares em audiência nos anos 1970, 1980 e 1990: Record, Globo e América. Ele também dirigiu a Rádio 9 de Julho e é, há seis anos e meio, o diretor-geral da Rádio Capital, que disputa com a Globo a liderança no Ibope, tendo cerca de 120 mil ouvintes por minuto na região metropolitana de São Paulo. Paes de Barros foi convidado para repetir, no Rotary, perante um público de cerca de 40 empresários e executivos, a palestra feita em 18 de maio num dos debates do evento Brasil Rádio Show, promovido no Palácio das Convenções do Parque do Anhembi, em São Paulo. Uma vez que setembro é o mês do rádio, em que se festeja o 89.º aniversário da primeira demonstração oficial de radiodifusão no País, essa palestra tornou-se bastante oportuna, pois o rádio continua o grande amigo de muita gente, apesar do avanço da televisão e da internet. Em sua fala, Paes de Barros destacou o rádio popular, que ajuda a atenuar os problemas dos mais pobres, e defendeu a existência das rádios comunitárias, que, conforme acentuou, “não devem ser confundidas com as rádios piratas”. Ele também disse que o futuro do rádio está na internet: “As donas de casa ainda usam os aparelhos convencionais, assim como os motoristas em seus automóveis, mas a cada dia aumentará o número de ouvintes que acompanharão seus programas preferidos acessando sua emissora por meio do computador, digitando o endereço e clicando no áudio.” Site da Rádio Capital: www.radiocapital.am.br

Rádio Capital promove a segunda edição do Capital Cidadania

Com o sucesso da primeira edição da série de eventos Capital Cidadania, realizada em 21 de maio na sede emissora, a Rádio Capital AM, de São Paulo, vai promover a segunda edição em 13 de agosto, um sábado, véspera do Dia dos Pais, das 8 às 12 horas, em instalações anexas do Santuário de São Judas Tadeu. Desta vez, será possível acolher um número ainda maior de ouvintes da Rádio, que terão acesso a exames de saúde, corte de cabelo e dicas sobre Previdência Social. Mais uma vez, as senhas serão distribuídas antecipadamente aos interessados.

Na última terça-feira, foi realizada a terceira reunião de planejamento do evento de agosto, com a presença do diretor-geral, Francisco Paes de Barros e de representantes de todos os Departamentos. Na ocasião, ficaram confirmados data, horário e local do 2.º Capital Cidadania. Os departamentos estão integrados na organização do evento, cada um cumprindo sua parte.

A exemplo do que ocorreu na primeira edição, a direção-geral optou por manter naquele dia  a programação habitual dos sábados, com os comunicadores Eli Corrêa, Paulinho Boa Pessoa, Luís Ribeiro e Cid Barboza, além de Eli Corrêa Filho, ao vivo. Francisco Paes de Barros ressaltou a importância da integração de todos os programas a esse evento que busca aproximar ainda mais a Rádio Capital de seus ouvintes. Ele lembra que a Rádio Capital é uma só família, que tem colhido os frutos dessa dedicação, uma excelente audiência. Após a segunda edição do Capital Cidadania, emissora já começará a planejar a tradicional Missa da Padroeira, de 12 de outubro, no Centro de São Paulo, e a terceira edição do Capital Cidadania.

A Rádio Capital é sintonizada em 1040 kHz AM ou, pela internet, no site: www.capital1040.com

 

Os bastidores da Fórmula 1 na Rádio Capital

Por Rodney Brocanelli

Entre os anos de 1995 e 1996, a Rádio Capital transmitiu as temporadas da Fórmula 1. A equipe de esportes na época era comandada por Éder Luiz. O principal destaque era a presença do repórter Ricardo Setyon nos boxes entrevistando pilotos, mecânicos, jornalistas e chefes de equipes. Até então, as tradicionais emissoras que acompanhavam as corridas se faziam presentes apenas com narrador e comentarista nos autódromos. No player acima, é possível acompanhar um trecho de uma entrevista concecida por Setyon à Rádio Onze, em 1996, em que ele falou como surgiu essa oportunidade de atuar como repórter nos boxes e falou bastante sobre os bastidores de seu trabalho na época. O áudio não é aquelas coisas, mas vale pelo registro. O entrevistador é este que vos escreve.  Acompanhe no player abaixo.

Narrador Jorge Vinicius protesta por causa do espaço dedicado a algumas rádios no Morumbi

Por Rodney Brocanelli

O narrador Jorge Vinicius, hoje na Rádio Capital, usou seu perfil no Twitter para reclamar do espaço dedicado a algumas emissoras de rádio no estádio do Morumbi. Ele esteve por lá no último sábado para transmitir (ou tentar transmitir) a partida entre São Paulo e Grêmio, válida pelo campeonato brasileiro de 2011.

E de fato ele tem razão. O estádio do Morumbi, que brigou tanto para sediar partidas da Copa do Mundo em 2014, hoje apresenta uma estrutura deficiente para atender a todas as emissoras de rádio que desejam transmitir in loco uma partida de futebol.

À serviço da equipe Expressão da Bola (hoje, Voz do Esporte), eu pude testemunhar isso. Na foto abaixo, é possível se ter uma idéia da visão que profissionais das rádios do interior, web-rádios e da imprensa escrita têm do gramado.

Um pouco mais atrás desse ponto, ficam as cabines  improvisadas para rádios como a Capital. Veja abaixo uma foto tirada na época em que Reinaldo Porto ainda estava na emissora.

Na comparação com outros estádio de São Paulo, o Morumbi perde feio. Abaixo, temos o exemplo da visão que a imprensa têm do gramado do estádio do Canindé.

No Pacaembu, estádio pertencente à prefeitura de São Paulo, a visão que se tem do campo também é muito boa.

Mudanças no esporte da Rádio Capital

Por Rodney Brocanelli

Na última semana, três profissionais do departamento de esporte da Rádio Capital deixaram a emissora: nos narradores Reinaldo Porto e Ricardo Melo, e o o plantão e coordenador Bruno Filho. Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a emissora não quis comentar as saídas e para isso alega que, assim como outras emissoras, não costuma informar o motivo da saída deste ou daquele profissional. No entanto, existe  a informação de que as vagas serão repostas. A conferir.

Correção: Ao contrário do que publiquei acima, Ricardo Melo permanece no departamento de esportes da Rádio Capital.

Rádio Capital terá eventos em bairros de São Paulo

Rádio Capital AM, de São Paulo, vai se aproximar ainda mais de seus ouvintes, por meio de eventos a serem transmitidos ao vivo, aos sábados, a cada dois meses. A idéia partiu do diretor-geral da emissora, Francisco Paes de Barros, que acaba de completar seis anos no cargo e que procurou ouvir sugestões de todos os departamentos. Em princípio, ficou definido que o primeiro evento será num sábado de maio, em praça pública da Zona Leste, onde os comunicadores campeões de audiência Eli Corrêa, Paulinho Boa Pessoa e Cinthia farão seus programas, em contato direto com os fãs. Na ocasião, haverá a participação da equipe de Jornalismo da Capital, que recorrerá a médicos e advogados para responder às perguntas dos moradores a respeito de dúvidas quanto a questões de saúde e da Previdência Social.

Francisco Paes de Barros considera que, assim, a Rádio Capital desenvolve ainda mais o estilo de fazer rádio com responsabilidade social: “A Rádio Capital é povo, é especialista em povo, e está sabendo usar a cada dia um recurso que significa o futuro do rádio, a internet. Nosso site foi aprimorado e vem agradando ao público. Por meio dele, ouvintes de qualquer cidade do Brasil e de qualquer país do mundo podem acompanhar nossa programação e vibrar com Eli Corrêa e os demais comunicadores”.

Além dos eventos bimestrais, a Rádio Capital manterá a tradição de participar da organização da Missa da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, no feriado de 12 de Outubro, no centro de São Paulo, com a presença de milhares de pessoas. No ano passado, a Missa, oficiada pelo bispo auxiliar Dom Tarcísio Scaramussa, da Arquidiocese de São Paulo, foi no Vale do Anhangabaú. Em anos anteriores, o local foi a Praça da Sé, diante da Catedral.

Paulo Barboza deve sair da Record? Para onde vai?

Por Flávio Guimarães

Com o passar dos anos, na profissão, a gente começa a ler mais nas entrelinhas de uma notícia. É que as informações  ocultas costumam ser muito reveladoras. Tudo evolui, mas as “técnicas” para dizer o que não está escrito continuam as mesmas.

Exatamente por isso, em muitos casos, é melhor fazer de conta que não se notam as evidências e dar corda para os enforcados ou, no mínimo, plantar a árvore.

Na verdade, um comentário fora de hora precipita acontecimentos que podem ser evitados ou, pior, faz o jogo de interesses que estão por trás de informação.

Recentemente, a Rádio Tupi AM, paulista, cancelou o contrato de dois apresentadores que vinham atuando há, pelo menos, dois anos na emissora: Ivo Morganti e Rony Magrini. A notícia foi veiculada em 28.02, no siteBastidores do Rádio. Acho que Magrini estava na Tupi há mais tempo, desde a época em que Rubens Palli dirigia artisticamente a emissora da avenida Paulista, em 2008/2009.

A atual direção da casa não deu nenhuma explicação aos dois profissionais demitidos. Contratar e dispensar fazem parte do jogo; seguir as regras da polidez, além de demonstrar senso de justiça, colabora para o fair play. Magrini e Morganti, reclamaram da falta de transparência na demissão.

Dias depois, em 04.03, o mesmo Bastidores divulgou a informação de que Magrini estaria em acertos finais com a Rádio Record.

Agora, surgem informações, tratadas no plano do sigilo (como se fosse possível), dando conta de que Paulo Barboza deve se desligar da rádio Record. O que uma coisa tem a ver com a outra? Calma, vamos raciocinar!

A lógica determinaria que Barboza, saindo da Record, voltasse à Capital, aonde estava quando se transferiu para os mil “da maior”. A Capital, inclusive, tem mais “Ibope” que a Tupi, além de contar com ídolos populares como Eli Correa, Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa, Cícero Augusto, entre outros, mais condizentes com o tipo de programa do radialista carioca.

E por que, então, ele não vai fazer isso? Ora, se alguém se esqueceu, o futuro da Capital ainda depende de definição.

Apesar dos maus humores que as notícias sobre a venda da emissora do grupo Morizono despertam, a verdade é que o negócio não está descartado. Não houve, até o momento, um comunicado oficial da emissora, nem que sim nem que não.

Como no caso da Transamérica, cujo desfecho foi prorrogado até se chegar à quantia ideal para as partes envolvidas, a venda da Capital, se ainda não aconteceu, pode ser concretizada a qualquer momento. É uma questão de números.

Há uma nova vertente, surgida no feriado, dando conta de que a direção da Transamérica vai negar a aquisição da rede pela Record, para não “tumultuar o mercado”. Tipo do coisa sem nexo, mas, enfim, vamos aguardar os acontecimentos.

Voltando à indefinição da Capital, resta-nos a conhecida pergunta, à la Shakespeare, para tentarmos encontrar a resposta que nos diga para onde vai Paulo Barboza: Tupi or not Tupi? Ah, eu sabia que você ia matar a charada!

E que ninguém culpe ao Paulo por isso. O profissional está no direito dele. Assim como a Tupi pode contratar e demitir quem quiser e o grupo Morizono pode vender o que desejar. Ah, sim, e a Record pode comprar o que o dinheiro permitir.

Tudo isto só não acontecerá se houver uma guinada radical da posição dos atores no palco da encenação.

A falta de clareza  que cerca os assuntos deve ser, apenas, medo de olho gordo. Ou não?

Tentei contato com as emissoras, em busca de confirmação da notícia, sem retorno. Afinal, estávamos no carnaval.

Hoje, tudo são cinzas e a visão ainda fica turva, mas assim que baixar a poeira, veremos muito melhor.

Comentário: Em todos esses anos como ouvinte e mesmo como blogueiro que cobre rádio, nunca vi uma agitação tão grande no meio como a desses últimos meses (Rodney Brocanelli)

Histórias do rádio no blog de Márcio Torvano

Por Rodney Brocanelli

O jornalista Márcio Torvano, repórter da 105 FM, tem um blog bacana em que ele publica suas opiniões (ácidas, na maioria das vezes) acerca do mundo do futebol. A partir de agora, o Blog do Torva vai abrir espaço para histórias do rádio. E para a estreia, ele colocou um caso envolvendo o também repórter Rafael Esgrilis, da Rádio Capital. Confira no player abaixo.

 

Caso Capital: o poder da mensagem

Por Flávio Guimarães

Prevalece o bom senso, afinal. No reino das palavras, nem sempre são escolhidas as que melhor exprimem o que se pretende dizer. Mesmo  profissionais da palavra, escrita ou falada, podem não fazer a melhor escolha.

Quando isso acontece, em qualquer nível, teor ou circunstância, o resultado são as penumbras verbais que, infelizmente, não deixam ver nem ocultam de todo. Pior, projetam silhuetas a partir das sombras que, naturalmente, podem não corresponder à imagem que se pretende exibir.

Creio que não é preciso dizer mais nada. Luiz Carlos Ramos, diretor de jornalismo da rádio Capital, e Rodney Brocanelli, editor do blog RADIOAMANTES, corroboraram, ambos, o que eu disse em dois comentários anteriores, no FG-News, sobre a possível venda da rádio Capital.

Repare: Ramos, ao desejar que a emissora do Paraíso “continue na atual fase de equilíbrio e sucesso, seja nas mãos do atual proprietário, seja com quem eventualmente vier a ter o controle da emissora”, deixa claro que nem mesmo os profissionais contratados da casa sabem, ao certo, o que vai acontecer.

Rodney Brocanelli, conclui, sem pestanejar, que “as informações desencontradas saem de dentro da própria Rádio Capital, a partir de seus comunicadores, seja no ar ou em outros espaços”.

Apenas para esclarecer a questão, nossas fontes não se limitam aos domínios do território daquela emissora – nem poderia ser assim – e nunca insinuei que estivesse recebendo informações “de dentro”. O que publiquei foram os rumores circulantes no mercado. Porém, o fiz baseado em fatos. Nada mais.

Só mencionei alguns nomes, posteriormente, porque a mensagem de Luiz Carlos Ramos a Rodney Brocanelli dizia, no final “não considero positiva a circulação desencontrada sobre a possível venda da Capital, mas compreendo a ansiedade de jornalistas, do público e das empresas em torno do futuro de cada grande veículo de comunicação do País. Para atenuar tal situação, nada melhor que a transparência.”

Com a insinuação, nas entrelinhas, de que estávamos falando o que não sabíamos, sem conter a “ansiedade”, revelei apenas duas ou três evidências de que não inventei um detalhe sequer sobre o que se comentava, inclusive na emissora.

A propósito, Luiz Carlos poderia ter se dirigido a mim diretamente, pois o blog RADIOAMANTES esclareceu, com muita clareza, que o texto, de minha autoria, era reprodução de matéria postada no FG-News. Por sinal, diga-se, a replicação do texto foi uma iniciativa pessoal de Rodney, a quem agradeci, por reconhecer que o gesto me conferia maiores visibilidade e penetração no segmento em que o RADIOAMANTES se destaca.

Luiz Carlos Ramos sabe, como jornalista, escritor e professor, que uma vírgula muda o texto e o contexto. E o pecadilho, se de fato houve algum, deve ser creditado ao viés da dúvida que tem permeado as informações envolvendo a venda ou o arrendamento da Capital.

Ao agradecer a manifestação de Luiz Carlos Ramos pelo completo restabelecimento de minha saúde, deixo claro que também não tenho o menor interesse em polemizar. Nunca tive.

A polêmica não informa, distorce. E o nosso dever jornalístico é o de levar ao leitor somente a informação. Transparente, embasada em fatos e não em boatos.

Os fatos, até pela insistência com que vêm se repetindo, mostram que existe o interesse de um grupo sobre a rádio Capital. Se as partes envolvidas vão bater o martelo, se já não o fizeram, é assunto para se verificar em breve.

Por último, não houve e nem haverá ataques ou afirmações desairosas ou ansiosas no FG-News, a nortear o rumo de nosso trabalho. Não conheço pessoalmente a Luiz Carlos Ramos, como ele também não me conhece. Portanto, tal hipótese não tem sustentação.

Se houvesse algum sentimento que não fosse o amor pela correção noticiosa – acima de tudo – haveria, isto sim, uma ponta de carinho pela emissora que vi nascer, pelas mãos de Hélio Ribeiro, em 25 de janeiro de 1978.

Na época, um “garoto” de 28 anos, quase fui um dos fundadores da emissora que deu origem à, então, Rede Capital de Comunicação. Preferi permanecer na Bandeirantes, meu amor platônico, se assim eu pudesse definir a emissora do Morumbi.

Em um ponto, pelo menos, ambos concordamos, Luiz Carlos: palavras são mais que apenas palavras, pois elas determinam o verdadeiro Poder da Mensagem. No que, aliás, Hélio Ribeiro era genial.

Comentário: Com a publicação deste texto e do anterior, de Luiz Carlos Ramos, dou por encerrada essa polêmica.  Só vou discordar do nobre amigo Flávio quando diz que  “a polêmica não informa, distorce”. Quando levada em alto nível, como agora, ela pode ser muito esclarecedora para todos. (Rodney Brocanelli)

Luiz Carlos Ramos responde

O jornalista Luiz Carlos Ramos, responsável pelo jornalismo da Rádio Capital, nos procurou a respeito do que vem sendo publicado aqui acerca de uma possível aquisição da emissora por igrejas evangélicas. A palavra é dele, a partir de agora:

Li, em seu site, um texto do Flávio Guimarães em torno do futuro da Rádio Capital, texto no qual ele cita o recado que enviei a você, por e-mail, em 18 de janeiro. Não pretendo estabelecer polêmica com o Flávio, profissional que não conheço pessoalmente, mas cujo trabalho aprendi a admirar, como ouvinte. Fico feliz que ele tenha se recuperado dos recentes problemas de saúde.
Também não pretendo levar adiante discussões sobre o futuro da Rádio Capital, emissora que completa 33 anos na terça-feira, dia 25. Isso tudo está entregue a pessoas hierarquicamente acima de mim. Apenas esclareço ao Flávio, a você e aos seus leitores do blog que só me manifestei a respeito do tema porque a Rádio Capital foi procurada por você, Rodney, por e-mail, via assessoria de imprensa. Na ausência do diretor Francisco Paes de Barros, que estava em férias, julguei que, como responsável pelo Jornalismo da emissora, pudesse levar adiante pelo menos uma tentativa de esclarecimento sobre notícias, de fato, desencontradas. Considero que o Flávio tem todo o direito de discordar de minha posição e de se manifestar, pois estamos num país democrático e temos em comum a paixão pelo rádio. No meu recado a você, Rodney, citei Eli Corrêa pelo fato de ele ser o comunicador de maior audiência do rádio brasileiro e da própria Capital, mas ressaltei a importância dos demais comunicadores. Naquele meu recado, tentei ser claro e objetivo e deixei a Rádio Capital à sua disposição para uma visita, que, de acordo com meu recado posterior, poderia ter ocorrido ontem, quinta-feira, pela manhã. Por fim, quero registrar que, como amante e profissional do rádio, torço para que a Rádio Capital continue na atual fase de equilíbrio e sucesso, seja nas mãos do atual proprietário, seja com quem eventualmente vier a ter o controle da emissora. A exemplo do Flávio Guimarães, sou um veterano do Jornalismo. Estou completando 47 anos de Jornalismo, 31 de Rádio, 21 como professor de Jornalismo e 14 como escritor. Tenho humildade para continuar aprendendo. Talvez tenha aprendido algo graças ao seu blog, ao honrar minha tradição de honestidade e não deixar o cidadão Rodney e seu público sem resposta, no dia 18. Despeço-me, de vez, dessa polêmica e desejo boa sorte ao rádio brasileiro. Com um abraço a todos. Luiz Carlos Ramos.

Comentário: Agradeço mais esta manifestação de Luiz Carlos Ramos. Devo lembrar que a Rádio Capital sempre me tratou com cortesia desde a época em que eu fazia parte de outro blog sobre rádio. Com relação a visita, citada por Luiz,  houve o convite, sim. Não vejo qualquer problema em ir até emissoras de rádio para conhecer suas instalações e seus profissionais. Visita é assim: uma parte convida e a outra confirma se poderá ir ou não. Nesse caso, não confirmei minha ida. Simples assim.

Deixo de lado a questão pessoal. O que tento fazer por aqui, com a ajuda de blogueiros, jornalistas, radialistas e assessores de imprensa, é, na medida do possível, chegar até a versão mais próxima da realidade. E para isso, procuro abrir espaço que todos deêm suas versões e opiniões, estimulando assim o contraditório, palavra em desuso em muitos veículos de comunicação.

Sobre a Rádio Capital (e para encerrar): sem querer tirar partido de A ou B, penso que ninguém tem culpa se as informações desencontradas saem de dentro da própria Rádio Capital, a partir de seus comunicadores, seja no ar ou em outros espaços. Nós tentamos correr para esclarecer a situação. (Rodney Brocanelli)

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Para entender o caso:

O fim da Rádio Capital? – Por Flávio Guimarães

Rádio Capital trabalha normalmente

Caso Capital: transparência opaca revela só o que interessa – Por Flávio Guimarães

Caso Capital: transparência opaca revela só o que interessa

Por Flávio Guimarães

Preocupado com o que classifica de “circulação desencontrada sobre a possível venda da Capital, o jornalistaLuiz Carlos Ramos teve o cuidado de enviar um e-mail para Rodney Brocanelli que mantém o blog Radioamantes, conhecido da comunidade que atua no setor de radiodifusão.

O teor da mensagem do jornalista é praticamente o mesmo que este blog divulgou, ontem, 18 de janeiro, na matéria RUMORES DE MERCADO SUGEREM DISPUTA DO ESPÓLIO ARTÍSTICO DA CAPITAL exceto, é claro, pela a tonalidade ressentida que se nota na redação de Ramos.

Apregoando transparência, o colega não esclarece, todavia, que tudo começou com a informação, prestada por um profissional da casa, Adriano Barbiero, que, entre outras atividades, é editor do site Bastidores do Rádio.

O texto de Adriano, publicado em 12.01, citava a reunião, convocada pelo diretor geral da emissora, Chico Paes de Barros. Depois de comunicar “que essa reunião tem o intuito de ouvir a opinião e sugestão de todos, quanto aos projetos da emissora para o decorrer desse ano de 2011”, o editor do site deixou uma indagação no ar: será?

No mesmo dia 12, Bastidores do Rádio atualizou a nota, informando sobre o adiamento da reunião “para o final de janeiro em data e horário ainda não definidos”.

Como se não bastasse, no dia seguinte, o mesmo Bastidores publicou nota para avisar que Chico Paes de Barros “teria nesta quinta-feira (13) uma reunião com a alta direção da emissora no escritório da RS Morizono, onde seria definido o orçamento para 2011”.

Agora, o ponto culminante nessa história que Luiz Carlos Ramos considera “desencontrada”: Paulo Lopes, no programa de debates que comanda na Capital, já havia se queixado, no ar. Como a emissora estaria à venda, Lopes não poderia garantir a participação dos  convidados do programa na semana seguinte. Ninguém sabia – disse ele – se a atual programação seria mantida. Acho que mais transparente que isso é impossível.

Então, o FG-News publicou as informações, em 14 de janeiro, sob o título VENDA DA RÁDIO CAPITAL PODE SER O TROCO.

O FG-News, visando a preservar profissionais que poderiam sair chamuscados do episódio, ao terem seus nomes relacionados a tudo quanto se comentava sobre a Capital, optou por informar os fatos sem se escudar neste ou naquele. Até porque os fatos são  demais eloquentes e bastam.

Portanto, de nossa parte não houve ansiedade a determinar a publicação da matéria, pelo contrário. Viemos a público somente no dia 14, após o Bastidores ter veiculado duas notas sobre o assunto.

O blog RADIOAMANTES, substituindo apenas a nossa manchete, reproduziu, na íntegra, o texto que publicamos, na certeza de que temos credibilidade de sobra para divulgar apenas fatos, dispensando comentários por “ouvir dizer”, comuns nessas ocasiões.

Aliás, diga-se, a própria ausência de Chico Paes de Barros, em férias, de certa forma contribuiu para o desdobramento das notícias. Por certo, ninguém na emissora estava autorizado a tocar no assunto e, convenhamos, manda quem pode e obedece quem tem juízo, não é mesmo?

Note-se, também, que a nota de esclarecimento, publicada pelo RADIOAMANTES, foi emitida somente no dia 18. Seis dias depois da primeira informação, do Bastidores, que colocava em dúvida a natureza da reunião de Chico Paes de Barros com Nelson Morizono, proprietário da rádio Capital.

Transparência e isenção fazem parte da matéria prima fundamental na veiculação da notícia. É condição sine qua non para o exercício do bom jornalismo. E Luiz Carlos Ramos sabe disso, como profissional do setor.

Entretanto, na hora de explicitar o caráter de normalidade de que se revestem as atuais atividades na rádio Capital, Ramos fez questão de lembrar, com inteira justiça, Eli Corrêa, mas, de passagem destacou que o departamento de jornalismo, aliás dirigido pelo autor do esclarecimento, mantinha-se “voltado para a prestação de serviços com um estilo de rádio popular sem sensacionalismo, em respeito ao ouvinte”.

Talvez tenha sido de caráter emocional o lapso do colega. Ao clamar por transparência, Ramos revelou apenas Eli e a própria equipe de jornalismo da casa, esquecendo-se de mencionar, entre outros, Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa e Luiz Aguiar, por exemplo, que continuam na emissora onde tudo vai bem.

Com a omissão aos demais, o diretor de jornalismo da Capital ressaltou o trabalho “sem sensacionalismo, em respeito ao ouvinte”, mas desrespeitou colegas que, igualmente, vivem o mesmo drama da incerteza.

Os três anos de equipe esportiva e o novo logotipo da emissora, este blog não deixou de mencionar. Entretanto, nem sempre tudo é o que julgamos ver. Nem sempre.

Desejamos, com sinceridade, que a conclusão desta história seja a mais feliz para todos os envolvidos nela. Digo isto, até motivado por uma evidência entristecedora, qual seja, a diminuição irreversível do mercado profissional de trabalho.

Todavia, sob nenhuma hipótese, mesmo em um momento como este, pode-se concordar com alegações de açodamento e intranquilização do meio, devido a informações desencontradas que tumultuam o cenário.

Sugiro que o blog RADIOAMANTES replique esta postagem, até para, preventivamente, livrar-se da acusação que emana do texto de Luiz Carlos Ramos: as notícias sobre a venda ou arrendamento da Rádio Capital são fruto da ansiedade por informar.

Ao FG-News não foi endereçado nenhum esclarecimento, embora a origem da informação sobre o caso Capital, tenha sido convenientemente divulgada no RADIOAMANTES, por Rodney Brocanelli. Mas sou capaz de entender as razões que levam a esse tipo de gesto, que apenas me fortalece.

O silêncio – ou posso denominar omissão? – falou muito alto e foi determinante para a construção do quadro que ora Luiz Carlos tenta nos fazer acreditar ser fruto da desinformação. O esclarecimento veio tarde demais.

Como dizem, o tempo é o senhor da razão. Se a venda ou arrendamento da Capital não se concretizar que fique, pelo menos, a lição. Até para desmentir é preciso falar na hora certa. Se deixar o tempo passar, o esforço pode ser inútil.

Então, vamos dar tempo ao tempo.