Armindo Antônio Ranzolin é homenageado em site com áudios, fotos e depoimentos

Um dos grandes nomes do rádio do Rio Grande do Sul, Armindo Antônio Ranzolin terá seu trabalho compilado e registrado no site Memória Ranzolin, que vai estrear no próximo dia 17 de agosto. A data marca um ano de sua morte.

Ambicioso, o projeto vai reunir aproximadamente 400 áudios com gols narrados por Ranzolin. Os registros não ficarão limitados aos gloriosos registros da dupla Grenal. Arquivos com gols da seleção brasileira e de partidas históricas de Copa do Mundo também farão parte do site.

Além dos gols, personalidades do futebol como Valdomiro, Elias Figueroa, Paulo Roberto Falcão, Renato Portaluppi, Yura e os colegas Lauro Quadros, Pedro Ernesto Denardin, Kenny Braga, João Carlos Belmonte e Antônio Carlos Macedo, entre outros, vão relembrar momentos eternizados pela voz de Ranzolin em forma de pequenos documentários sonoros.

O site Memória Ranzolin (clique aqui para ver) contou com a participação deFlávio Dutra e Luciano Klöckner, e a criação e produção de Bruno Chaise, design de Cauê Meneghelli e pesquisa de Ciro Götz e Marcello Campos. O projeto não tem fins lucrativos e qualquer renda será revertida ao Asilo Padre Cacique, instituição apoiada por Ranzolin. Com apoio da Tramontina, o projeto não tem fins lucrativos e qualquer renda será revertida ao Asilo Padre Cacique, instituição apoiada por Ranzolin.

Com 50 anos de carreira, Ranzolin trabalhou nas rádios Diário da Manhã (Lages/SC), Difusora (atual Bandeirantes), Farroupilha, Guaíba e Gaúcha, as quatro últimas de Porto Alegre/RS, nas quais foi locutor, comentarista, apresentador e diretor.

Rádio Gaúcha estreia programa Campo e Lavoura

O agronegócio vai ganhar um espaço de destaque nas manhãs de domingo da Gaúcha. Com apresentação de Gisele Loeblein, jornalista com reconhecida atuação no agro, o programa estreia no dia 30 de julho, às 6h, apostando em informação, entrevistas e análises de temas importantes de um dos principais setores da economia gaúcha. 

– O agronegócio do Estado ganha o alcance do veículo do Grupo RBS que está há 100 meses na liderança da audiência – destaca Gisele.

Desde 2010, a comunicadora se dedica exclusivamente à cobertura do agronegócio e há mais de 10 anos assina a coluna Campo e Lavoura em Zero Hora. Gisele escreve ainda colunas em GZH e é comentarista no quadro Campo e Lavoura da RBS TV e no programa Atualidade, da Gaúcha. 

Para acompanhar o Campo e Lavoura, o público pode sintonizar no FM 93.7 (Porto Alegre), 105.7 (Santa Maria), 102.1 (sul do Estado) e 102.7 (Serra). Também é possível ouvir por meio do site ou app de GZH, disponível para os sistemas IOS e Android. As edições do programa ficarão gravadas e poderão ser conferidas nas principais plataformas de áudio.  

Durante carona, Pedro Ernesto Denardin fala sobre desavenças com histórico comentarista

Por Rodney Brocanelli

Em uma participação para lá de especial no webprograma De Carona com o Gamba, veiculado no canal de Filipe Gamba no YouTube, o narrador Pedro Ernesto Denardin, falou (e não foi pouco) sobre o seu relacionamento profissional com o hoje aposentado comentarista Ruy Carlos Ostermann na Rádio Gaúcha.

Tudo começou em uma parte da entrevista em que Gamba perguntou a Pedro Ernesto quem ele levaria na Tia Carmen. Trata-se de uma das casas noturnas de entretenimento adulto mais populares de Porto Alegre. O jornalista listou uma série de personalidades tanto da imprensa e como do futebol e uma delas foi o professor Ruy.

O narrador não levaria o seu ex-colega de jornadas esportivas para o estabelecimento. Pedro disse que não levaria, com a seguinte justificativa: “é intelectual”. Gamba quis saber mais: “como é que foi a tua relação com o professor?”

“Péssima”, foi a resposta do locutor. Mas não ficou apenas nisso. “Brigamos dez vezes”, afirmou, embora não se saiba se isso se trata de um recurso estilístico linguístico ou o número exato de desentendimentos.

Pedro contou algumas breves histórias para ilustrar, uma delas acontecidas na final do campeonato brasileiro de 1996, envolvendo Grêmio x Portuguesa, com a conquista tricolor. Na época, o repórter Farid Germano Filho, por sugestão do narrador armou uma agitação junto aos torcedores com Paulo Sant’anna. O comentarista do Sala de Redação, então participando da jornada, puxou um grito de guerra que mexeu com a galera tricolor.

Segundo o narrador, isso teria gerado uma crise de ciúmes em Ruy que: “olha este palhaço aí”. Isso iniciou um ríspido diálogo entre os dois. “Ó professor, um artista popular, né?”, respondeu Pedro. “Sim e tu também é um artista popular, replicou o comentarista. “Sou e tenho muito prazer”, foi a resposta.

“O clima era mais ou menos esse. A gente já começava a transmissão um odiando o outro”, complementou Pedro.

Outro relato do locutor foi referente a escala de cobertura na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina. Conforme o relato, Pedro estava na lista de profissionais que iriam viajar, mas Ruy o substituiu por Luis Carlos Prates. No entanto, Prates foi para a Rádio Guaíba e a vaga ficou aberta. “Ele tentou três ou quatro coisas, não conseguiu e o último que ele levou fui eu. Fui para a Copa de 78 por um milagre. Mas começou assim a nossa relação, imagine como eu gostava dele. Que amor. Um beijo, professor”, afirmou.

E mais um dos desentendimentos relatados foi em Copa do Mundo, desta vez a de 2010, na África do Sul. E tudo começou com as críticas de Pedro ao então árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon: “o Simon fazia um monte de cagada quando era juíz, ele foi três vezes à Copa do Mundo porque ele transa bem (N. do R.: atenção quinta série, o termo aqui não tem aquele sentindo que vocês conhecem), agita bem com os chefes e tal”.

Durante um jantar com a participação de diretores do Grupo RBS, o narrador estava fazendo críticas ao árbitro quando Ruy fez um corte bravo: “para de falar do Carlos Simon”. Pedro respondeu também no mesmo tom e complementou: “se precisar, vou dar em ti”.

“Depois passa”, afirmou Pedro.

Ruy Carlos Ostermann hoje está aposentado. É esperado o lançamento de sua biografia, escrita por Carlos Guimarães, comentarista da Rádio Guaíba.

O webprograma

Funciona assim: ele é dividido em duas partes. Na primeira, Filipe Gamba pega seu convidado, o coloca em um carro e faz um passeio pelas ruas de Porto Alegre. Nesse meio tempo, o jornalista conudz (ops!) uma breve entrevista. Um formato ágil.

Em seguida, todos chegam a um lugar que seja significativo na história do entrevistado. No caso de Pedro Ernesto, ele foi levado à casa da Tia Carmen. A própria dona do local participou do programa e ambos bateram um papo. O estabelecimento chegou a ser patrocinador de um dos programas de Pedro na Gaúcha, o Show dos Esportes

Quem quiser conhecer mais desta personagem que agita as noites de Porto Alegre, pode assistir a uma entrevista que ela concedeu ao podcast Dus 2 (clique aqui).

E não deixe de assistir ao episódio completo com Pedro Ernesto Denardin clicando no player abaixo (tire as crianças da sala, especialmente na parte da Mulher Lagarto).

Grupo RBS acompanha a Copa do Mundo Feminina direto da Austrália

Referência em coberturas esportivas, o Grupo RBS conta com uma cobertura 360º inédita da Copa do Mundo Feminina. Reforçando o compromisso de estar onde a notícia está, os repórteres Kelly Costa e Rodrigo Oliveira embarcaram na tarde desta quinta-feira (20) à Austrália com a missão de compartilhar os detalhes e as emoções do Mundial, com olhar de gaúcho para gaúcho. Com o slogan “Juntos para Torcer pelas Gurias”, a empresa também lança uma campanha que convida o público a entrar no espírito da competição, torcer e se emocionar com as jogadoras brasileiras.   

Desde a quinta-feira (20), data de início da competição, a Gaúcha conta com uma programação especial. De segunda a sexta, das 11h às 12h, as repórteres Carolina Freitas e Valéria Possamai e a comentarista convidada Duda Luizelli comandam o Expresso da Copa, com repercussão, análise e projeção dos jogos em transmissão no Gaúcha 2 e no YouTube de GZH.   

Além de Carol e Valéria, as jornalistas Camila Barbieri, Heloíse Bordin e Alice Bastos Neves repercutem todas as informações do campeonato por meio de uma ampla cobertura editorial com colunas diárias, entrevistas, reportagens e debates nos espaços esportivos da Gaúcha, da RBS TV, de Zero Hora, do Diário Gaúcho e Pioneiro, em GZH e ge.globo/rs. Nas redes sociais das marcas, o público ainda encontra conteúdos produzidos por Mylena Acosta, Vitória Nascimento e Esther Fischborn, como palpites, curiosidades e recortes dos melhores momentos da competição.     

Reafirmando a proximidade e conexão que mantém com o público gaúcho, que é apaixonado pelo futebol, a campanha lançada pela empresa contempla peças para o jornal (anúncios), rádio (spots) e digital, vinheta para TV, ações especiais de endomarketing e para parceiros do mercado. A cobertura do Mundial faz parte do projeto comercial de futebol feminino dos veículos do Grupo RBS, patrocinado por KTO e Unilasalle.

Desempregado em 2012, Haroldo de Souza quase acertou retorno ao Grupo RBS

Por Rodney Brocanelli

Em 2012, logo após deixar a Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, Haroldo de Souza quase voltou para a Rádio Gaúcha. Hoje na Rádio Grenal, o narrador contou essa passagem de sua carreira em uma entrevista ao canal de Duda Garbi, no You Tube.

“Fui pedir emprego ao Nelson”, disse Haroldo, referindo-se a Nelson Sirotsky, atual presidente do Conselho de Administração do Grupo RBS que, entre outros veículos, controla a Gaúcha.

Durante a entrevista, o narrador fez questão de dizer que não sabia que naquela ocasião Pedro Ernesto Denardin, narrador titular da Gaúcha, estava passando por problemas de saúde e, conforme as palavras de Haroldo, houve o risco de Pedrão, como é carinhosamente chamado, não desempenhar mais sua atividade principal.

Ainda segundo o depoimento, Nelson aceitou a solicitação de seu antigo funcionário (Haroldo trabalhou na Gaúcha entre 1974 e 1991). “Ficou mais ou menos certo que eu estaria voltando”, disse. Entretanto, o retorno não se consumou. “Graças a Deus, o Pedro se recuperou e voltou para a rádio e aí a minha volta pra lá…”, declarou, fazendo depois um gesto negativo com os braços.

Ainda assim, Haroldo teve um benefício: ele recebeu salário do Grupo RBS durante um ano, mesmo trabalhando na Rádio Grenal, emissora em que estreou no dia 21 de outubro de 2012.

Apesar de tecer palavras elogiosas a Nelson, o locutor esportivo ainda faz questão de dizer que alguém da Rádio Gaúcha tem algo contra ele e dá como exemplo o fato de que muitos registros de gols foram apagados do arquivo.

E para terminar fica o registro de que o bom Duda Garbi se surpreendeu ao saber que a partida Grêmio x Hamburgo, decisão do Mundial (ou qualquer outro nome que os leitores queiram dar) de 1983 foi narrado por Haroldo na Gaúcha. “Eu só ouço as narrações do (Armindo Antonio) Ranzolin como se fossem na Gaúcha”, afirmou o youtuber. “O Ranzolin narrou na Guaíba”, respondeu Haroldo.

De fato, Haroldo de Souza narrou aquela histórica partida na Gaúcha, enquanto que Armindo Antonio Ranzolin fez sua transmissão pela Guaíba. O que talvez Duda não saiba é que ambas as emissoras fizeram um raro acordo no passado e trocaram seus áudios, como duas crianças trocam figurinhas.

Com isso, enquanto Haroldo esteve na Guaíba, os ouvintes ouviam a sua narração daquela decisão, enquanto que os ouvintes da Gaúcha escutavam a narração de Ranzolin. Isso valeu para outros áudios.

Veja abaixo os trechos da entrevista.

Aniversário da Rádio Guaíba é lembrado na Rádio Gaúcha

Por Rodney Brocanelli

O aniversário da Rádio Guaíba, que comemora 66 anos neste dia 30 de abril, foi lembrado na jornada esportiva da Rádio Gaúcha, uma de suas principais concorrentes. Luciano Périco foi o responsável por citar a efeméride em um espaço dedicado ao registros de aniversários durante a jornada esportiva que envolveu a dupla Grenal. O comentarista Alex Bagé fez questão de dizer que começou sua carreira na emissora. Ouça e veja abaixo.

Haroldo de Souza diz gostar de repórter que o ajude a identificar jogadores

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista ao podcast Dus 2, Haroldo de Souza fez uma revelação curiosa. O narrador esportivo disse que fica feliz quando os repórteres de campo chamam sua atenção quando está identificando de forma equivocada um jogador durante a transmissão de uma partida. “O repórter que é bom, ajuda”, declarou.

No entanto, nem todos os colegas têm esse espírito colaborativo, segundo Haroldo. “Tem uns repórteres que não gostam de ajudar(…) eu fico mais feliz quando me chamam a atenção do que aquele que permite que eu faça o jogo inteiro com o nome trocado, sem que me avisem. Aí eu fico realmente pê da vida e muito magoado, seja quem for esse profissional”, afirmou.

Outra coisa que Haroldo gosta em uma jornada esportiva é que o repórter esteja ligado na hora do gol para ajudar na identificação de seu autor. Em muitos casos, o narrador estica o grito porque não conseguiu ver quem empurrou a bola para o fundo da rede. Em casos assim, quem está no gramado deve ajudar. “Pode falar forte, não tem problema (…) É o mínimo que a gente espera”, falou.

Não deixa de ser curiosa essa fala de Haroldo, um narrador consagrado, que está caminhando para os 50 anos de atuação no rádio de Porto Alegre (ele chegou à cidade em 1974). Colegas seus de outras praças já não toleram intervenções, especialmente durante os lances de gol.

Ainda durante a entrevista, Haroldo se disse favorável ao off tube, quando o narrador transmite o jogo dos estúdios, acompanhando os lances pela televisão. “Quando me colocam no tubo, eu não reclamo mais. Hoje eu já sou mais favorável porque que a gente é beneficiado”, disse.

Essa mudança de opinião de deve à estrutura de alguns estádios. O locutor que hoje está na Rádio Grenal disse ter muitas dificuldades na Arena do Grêmio: “Esqueceram do rádio quando construíram os novos estádios. A Arena é dose cavalar para você fazer jogo à noite, com aquele vidro na frente. Se o narrador que falar ‘eu não erro nome de jogador’ tá mentindo, seja ele quem for, porque a gente tem dificuldades, sim”, falou.

Durante o papo com Cristiano Silva e Geison Lisboa, o locutor esportivo fez um apanhando de sua carreira, que conta com passagens pelas rádios Gaúcha, Guaíba e Bandeirantes. Sobre a passagem nesta última emissora, que durou um ano e dez meses, ele não quis entrar em detalhes: “Eu me nego a falar sobre isso porque eu tenho 62 anos de profissão e é a única vez em que fui mandado embora do serviço, sem explicação”.

Talvez essa história seja contada com maior riqueza de detalhes em um livro que Haroldo está prometendo para breve. Veja abaixo a entrevista.

Gaúcha terá mudanças no quadro de apresentadores de quatro programas

O time de apresentadores de quatro programas da Gaúcha passará por mudanças a partir dos meses de fevereiro e março. Em razão dos afastamentos por licença-maternidade das comunicadoras Andressa Xavier, âncora do Gaúcha Atualidade, e Kelly Matos, do Timeline e do Gaúcha Mais, quatro programas terão novos apresentadores, sempre mantendo a qualidade dos conteúdos e serviços oferecidos aos ouvintes.    

– A Gaúcha tem um time pronto para entrar em campo nas substituições de licença das mamães que estão saindo por seis meses. Os ouvintes podem ter certeza de que seguirão com boa companhia e muita informação, como é de praxe na programação – destaca Andressa Xavier que, além de apresentadora, é gerente de Programação e Jornalismo da Gaúcha.   

Com afastamento marcado para a próxima quarta-feira (8), Kelly Matos é a primeira a deixar temporariamente os microfones da Gaúcha. Mariana Ceccon e Paulo Germano passam a compor o time do Timeline, com Luciano Potter. Já Viviana Fronza e Tiago Boff se juntam ao Gaúcha Mais. Paulo Germano, que segue no programa, completa o trio de apresentadores. Atual âncora do Estúdio Gaúcha, Viviana deixa temporariamente o programa noturno, que passa a ter Ramon Nunes como apresentador.      

Em março, será a vez de Andressa Xavier afastar-se de suas funções. O Gaúcha Atualidade seguirá com Giane Guerra e Rosane de Oliveira e terá a ancoragem do comunicador Leandro Staudt. O titular do programa, Daniel Scola, segue em licença-saúde.  

Como fica a grade da Gaúcha   

Gaúcha Hoje (seg-sáb, 5h às 8h): Antônio Carlos Macedo e Tiago Bitencourt   

Gaúcha Atualidade (seg-sex, 8h10min às 10h): Leandro Staudt, Giane Guerra e Rosane de Oliveira     

Timeline (seg-sex, 10h às 11h): Luciano Potter, Mariana Ceccon e Paulo Germano   

Chamada Geral 1ª Edição (seg-sex, 11h às 12h): Antônio Carlos Macedo   

Gaúcha Mais (seg-sex, 15h às 16h30min): Viviana Fronza, Tiago Boff e Paulo Germano   

Chamada Geral 2ª edição (seg-sex, 16h30min às 17h30min): Marcela Panke   

GZH 19h (seg-sex, 19h às 20h): Gustavo Manhago e Viviana Fronza   

Estúdio Gaúcha (seg-sex, 22h às 00h): Ramon Nunes  

Ao podcast Dus 2, Sérgio Boaz diz que foi perseguido na Rádio Gaúcha

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista concedida ao podcast Dus 2, Sérgio Boaz contou algumas histórias de bastidores de sua saída da Rádio Gaúcha, em 2018. Provocado por Geison Lisboa, um dos anfitriões, o jornalista contou que foi perseguido dentro da emissora. Tudo começou a partir do momento em que ele passou a “contestar algumas coisas dentro da Gaúcha”, especialmente no que diz respeito ao comando de programas.

Boaz procurou Pedro Ernesto Denardin para dizer que ele deveria ocupar o espaço deixado por Silvio Benfica, assim que este deixou a emissora. Outro nome da casa fora promovido. “Quem ocupou e ocupou com muita qualidade foi o (Filipe) Gamba”, afirmou.

No entanto, o que deveria ser uma conversa profissional acabou virando, conforme Boaz, uma fofoca. “Chegou em um diretor(…) e ele disse que eu estava conspirando contra um outro (diretor), que hoje está no Internacional”. Isso foi negado pelo jornalista. “Eu tou dando minha opinião, não conspiro contra ninguém”, afirmou.

Embora Boaz não tenha dado nomes, Cristiano Silva, o outro anfitrião do programa, revelou os personagens: “O diretor é o Cyro (Silveira Martins Filho) e quem tá no Inter é o (Rafael) Cecchin, que era coordenador (da Gaúcha) na época”.

A partir desse episódio, Boaz diz que começou a pegar escala ruim e a ser desmoralizado dentro da Gaúcha. “Eu me senti assediado moralmente(…) eles estavam me constrangendo”, afirmou. Ele não fez as finais da Libertadores de 2017, com a participação do Grêmio. Depois de um período de férias nos EUA e de trabalhar em mais um jogo do Internacional, seu desligamento foi comunicado.

Entretanto, não houve qualquer tipo de justificativa dos gestores da rádio para a decisão. “Eu tou esperando até agora”, disse Boaz. Mas o processo não terminou aí. O profissional foi chamado pela alta direção da empresa para conversar: Nelson Sirotsky, Duda Melzer e Claudio Toigo. Os encontros foram individuais. Boaz falou com Sirotsky e Toigo. Só não foi possível o encontro com Melzer por questões de agenda.

Ainda conforme o relato, Sirotsky perguntou a Boaz por que não fora procurado antes. “Como é que vou falar contigo se a minha paleta estava toda marcada? Eu não tinha nem como me movimentar”, foi a resposta.

Apesar desses encontros não terem a intenção de uma readmissão, Boaz pode contar tudo o que vivenciou. “Falei tudo. Depois de um tempo, eles saíram também”, afirmou.

Além de falar sobre sua saída da Rádio Gaúcha, Boaz falou sobre as coisas positivas de sua carreira e de sua atual nova fase, atuando no digital. O Dus 2 é comandado por Geison Lisboa e Cristiano Silva. Ouça abaixo.

 

Anotações derradeiras da cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

Por Rodney Brocanelli

Podemos fazer uma subdivisão na cobertura das emissoras de rádio que adquiriram direitos da Copa do Mundo entre aquelas que investiram e não investiram na cobertura.

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Na primeira categoria, podemos destacar as emissoras do Grupo Bandeirantes, Gaúcha, Itatiaia, Transamérica e Jornal, que enviaram profissionais ao Catar e, uma vez lá, espalharam-nos nos estádios, zonas mistas, entrevistas coletivas e outros lugares onde a notícia estava acontecendo.

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Outras emissoras preferiram fazer a Copa dos estúdios. E desse lado estão incluídas emissoras com enorme tradição, como Globo/CBN, Jovem Pan e Super Rádio Tupi, além da Energia 97, estreante em coberturas desse tipo.

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A Energia 97 apostou no carisma de seus profissionais, consagrados pelo sucesso de anos do Estádio 97, e na linguagem bem humorada. Se deu bem. Ajudou a consolidar seu projeto de transmissões esportivas.

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Domenico Gatto foi o narrador da grande final (e bota grande nisso) envolvendo Argentina x França pela já citada Energia 97.

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Luiz Penido transmitiu a final na Tupi. Por sua vez, José Carlos Araújo narrou a decisão do 3º lugar envolvendo Croácia x Marrocos. Será uma preparação para um futuro próximo?

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No mais, todas as outras emissoras escalaram seus narradores principais para a decisão do título.

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Alguém aí sabe o nome do estádio que foi palco da disputa do terceiro lugar? O Marcos Bertoncello, da Rádio Gaúcha, tem a resposta para você.

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Não sei se já estava nos planos, mas foi uma boa sacada a Gaúcha ter mantido o Pedro Ernesto Denardin na cobertura da Copa após a desclassificação do Brasil. Ele saiu de seu habitat natural (jogos da dupla Grenal e seleção brasileira) e deu vazão a um lado, digamos, internacional (nada a ver com o Colorado). Transmitiu França x Inglaterra, Argentina x Croácia, além da grande final. Claro que houve uma escorregada aqui e ali (ele demorou para se acostumar – ou reacostumar – com o nome do Mbappé), mas foi uma grande sequência de narrações.

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Pedrão ainda fez uma gracinha com Phil Foden, craque inglês, que é mais conhecido aqui no Brasil pela fonética de seu sobrenome.

Uma ausência sentida: uma final como a que tivemos neste domingo (18) merecia ter a narração de José Silvério.

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Leia as outras anotações sobre a cobertura desta Copa nos links abaixo.

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Até a próxima Copa.

Novas anotações sobre a cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

Por Rodney Brocanelli

Algo que incomoda muito em algumas transmissões futebolísticas, em rádio ou tevê, é tentar prever o que vai acontecer. Com o 1 a 0, já tinha narrador chamando plantão para informar que o Brasil iria pegar Argentina ou Holanda, sem colocar nada no condicional. Tinha gente até dizendo que iria deixar de ir ao cinema (as salas do Catar são de qualidade?). Pouco depois, a seleção brasileira levava o gol de empate. O resto o amigo leitor já sabe. Antes, esses profissionais tivessem bola de cristal para prever o futuro. Seriam milionários e aposto que não estariam no Catar e sim em uma ilha paradisíaca tomando um solzinho e uma birita. O jeito vai ser assistir ao filme do Pelé.

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E teve abraço para político durante a transmissão de Brasil x Holanda. Desta vez, foi para prefeito de capital. Não teve saudação para o presidente eleito, por que será?

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O sempre alerta Edu Cesar fez uma observação importante: resta ver como rádios como Bandeirantes, Gaúcha e Itatiaia (e acrescento a Band News) deverão se comportar após a desclassificação do Brasil. Certamente, muitos profissionais dessas emissoras citadas que estão no Catar já deverão estar arrumando as malas a fim de voltar pra casa. O Edu imagina que seja uma debandada em massa e que pouquíssimos profissionais permaneçam no país. Eu espero que não, mas entendo. Trata-se de um país muito caro.

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Outra questão a ser observada é o revezamento, que foi algo constante em muitas emissoras que transmitiram os jogos da Copa. Luiz Penido, da Super Rádio Tupi, e Luis Claudio de Paula, da Energia 97, narraram a desclassificação do Brasil (ou o triunfo da Croácia, dependendo do ponto de vista, é claro).

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José Carlos Araújo, também da Tupi, narrou Argentina x Holanda.

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Ausência sentida na transmissão de Brasil x Coreia do Sul, Washington Rodrigues, o Apolinho, voltou à cobertura da Copa pela Super Rádio Tupi na transmissão da partida entre Brasil x Croácia.

Luciano Potter, comunicador do Grupo RBS, deu sequência ao seu lado “repotter”, foi almoçar no mesmo restaurante em que é servida a tal “carne de ouro” e fez uma bela descrição da experiência no Show do Esporte, da Rádio Gaúcha. Ouça aqui.

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Esta coluna volta após a grande final da Copa do Mundo ou antes, em edição extraordinária.

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Ouça abaixo a narração de Pedro Ernesto Denardin para (mais uma) desclassificação do Brasil.

Outras anotações sobre a cobertura do rádio na Copa do Mundo

Por Rodney Brocanelli

Pedro Ernesto Denardin voltou a narrar um jogo do Brasil nesta Copa. Ele comandou a transmissão da goleada contra a Coreia do Sul pelo placar de 4 a 1 pela Rádio Gaúcha. No último jogo da fase de grupos, Marcelo de Bona transmitiu a derrota para Camarões. Pedrão esteve com a voz firme e forte.

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Plantão do revezamento: narraram este jogo do Brasil nas quartas Domenico Gatto, pela Energia 97 e José Carlos Araújo, pela Super Rádio Tupi.

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Quem surpreendeu foi a Itatiaia. Mario Caixa fez dois jogos seguidos da seleção brasileira: contra os camaroneses e contra os coreanos. Ênio Lima transmitiu o jogo contra a Tunísia.

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Por falar em Itatiaia, a emissora mineira foi a que mandou a maior quantade de profissionais ao Catar: 20 ao todo. No entanto, isso não significa a transmissão de uma grande quantidade de jogos. Japão x Croácia, partida que interessava muito ao torcedor brasileiro, foi deixada de lado e em seu lugar entrou uma edição do Rádio Esportes.

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A Nova FM, do Rio de Janeiro estava entrando em cadeia com a Super Rádio Tupi para a transmissão dos jogos do Brasil. E as transmissões da dupla Garotinho-Penido também podem ser ouvidas pela Rádio Central, de Campinas.

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Pelo tom de voz que adota nas jornadas esportivas, Eduardo Gabardo, da Rádio Gaúcha, pode ser chamado de “repórter João Gilberto”. Algo diferente.

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Eduardo Castro, que apresenta o principal telejornal da Band News TV, atuou em várias transmissões da Rádio Bandeirantes como comentarista, especialmente nas partidas das seleções africanas. O jornalista morou muitos anos em Moçambique e de lá acompanhou as grandes competições do futebol no continente africano.

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Informa o sempre solerte Edu Cesar, do Papo de Bola: Renan Moura, da CBN/Globo, do Rio, foi o 41º narrador a transmitir um jogo nesta competição. Ele transmitiu a vitória da França sobre a Polônia.

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Zé Henrique narrou pela Energia 97 a partida entre Holanda x Estados Unidos. Talvez pelo nome, poucos lembrem de quem se trata. Ele é o Zé Mistério, que por muitos anos narrou jogos do Palmeiras na Web Rádio Verdão. Mais um bom exemplo de quem surgiu no rádio web e agora está mostrando seu talento no rádio dial.

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No post passado, falamos aqui de revezamentos históricos de narradores ao longo das Copas do Mundo. Então lá vai mais uma pitadinha histórica. Em 1978, na Rádio Gazeta, de São Paulo, Jota Jr. narrou a decisão do terceiro lugar do Mundial na Argentina, envolvendo Brasil e Itália. José Italiano havia feito todos os jogos da seleção brasileira até então. O Garganta de Aço foi deslocado para transmitir a grande final Alemanha x Argentina.

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Um aviso ao pessoal de rádio: está bem que alguns jogos da Copa são aborrecidos, mas não dá para deixar de lado a bola rolando e ficar passando o tempo com o estoque de curiosidades de histórias de almanaque. Neste domingo, o Radioamantes ouviu a transmissão de Inglaterra x Senenal. Em um determinado momento da segunda etapa, o narrador (um grande profissional, por sinal) passou a falar sobre dados históricos da seleção inglesa enquanto o jogo corria solto. E quem não está vendo o jogo por algum motivo e só tem o rádio, como fica? Tem um monte de gente que está no trânsito, nas estradas e não tem acesso às imagens da televisão. E mais. Existem muitos deficientes visuais que tem apenas na narração do rádio uma forma de poder acompanhar partidas de futebol. Tem que se pensar neles também.

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Força Pelé! Fique bem logo.

Outras anotações sobre a cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

Por Rodney Brocanelli

Pedro Ernesto Denardin não narrou o terceiro compromisso da seleção brasileira nesta fase de grupos da Copa do Mundo do Catar. Marcelo de Bona foi escalado para essa transmissão. No final do pós-jogo, Balanço Final, Pedro fez uma breve participação e disse que estava “entupido”. Pouco depois, ele comandou uma edição especial do Sala de Redação.

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E segue o rodízio de narradores nos jogos do Brasil na Energia 97. Fernando Camargo (ex-Bradesco Esportes) foi o titular de Camarões x Brasil. Domenico Gatto fez a estreia, contra a Sérvia. Por sua vez, Luiz Claudio de Paula transmitiu o jogo contra a Suíça.

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Luiz Penido irradiou o jogo do Brasil pela Super Rádio Tupi. E Mario Caixa levou as emoções da mesma partida pela Itatiaia. Ambos também estão no esquema de revezamento em suas emissoras. Espera-se que a seleção brasileira faça os sete jogos para conseguir administrar tantos narradores.

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Todos os citados narraram a derrota do Brasil para a seleção de Camarões: 0 x 1.

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Sem medo de errar, escrevo que o revezamento, antes pontual, é a grande novidade do rádio esportivo brasileiro em termos de Copa do Mundo.

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Pitadinha histórica, nos anos 1970, Fiori Gigliotti era o narrador principal da Rádio Bandeirantes. Nos mundiais de 1974 e 1978, respecitvamente, o Brasil participou da disputa do terceiro lugar e Flávio Araújo irradiou esses jogos.

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Por sua vez, em 1978, José Silvério fez jornada dupla: a decisão do terceiro lugar, envolvendo Brasil e Itália no sábado, e Argentina x Holanda, a final, no domingo. Tudo definido pelo Seu Tuta, o dono da Rádio Jovem Pan. Aquele final de semana foi complicado parao locutor porque ele teve um grave problema de saúde, com uma úlcera estourada. Silvério foi para o sacrifício e com mais um agravante: o segundo narrador já havia rumado para o Brasil.

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Em 1990, na Copa da Itália, Haroldo de Souza só conseguiu transmitir um jogo do Brasil naquela competição (contra a Costa Rica) porque ele foi falar com Nara, esposa de Nelson Sirotsky.

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Instituição no rádio esportivo do Rio Grande do Sul, a Rádio Gaúcha apelou para o duplex, ou, traduzindo, a transmissão simultânea de dois jogos. Isso foi útil porque os jogos da terceira rodada foram no mesmo horário para evitar possíveis marmeladas. O blog Radioamantes acompanhou a definição do grupo E que teve Gustavo Manhago em Espanha x Japão, e André Silva com Alemanha x Costa Rica.

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Homenageando o grande e saudoso Joelmir Beting. Para pensar na cama: será que um dia vamos ter duplex nos rádios esportivos do Rio e de São Paulo?

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A Rádio Bandeirantes interrompeu uma tradição que vinha das duas últimas copas anteriores. Ela não chamou ninguém de sua filial de Porto Alegre para a cobertura desta edição de 2022, pelo menos nesta primeira fase. Em 2014, Daniel Oliveira e Luiz Carlos Reche transmitiram Holanda x Austrália. Quatro anos depois, em 2018, Marco Antônio Pereira e Claudio Duarte foram convocados para a partida Uruguai x Arábia Saudita.

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Marcelo do Ó vem se destacando não apenas pelas suas transmissões na Band News FM, mas por sempre procurar mostrar detalhes de bastidores de cobertura em suas redes sociais. Em muitas das postagens, ele sempre lembra de sua trajetória e de quanto ralou para chegar a um grande evento como a Copa.

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Outro destaque é Luciano Potter, da Rádio Gaúcha. Ele tem participado das transmissões dos jogos de outras seleções, sempre como repórter (ou Repotter) nos estádios e conseguiu registrar declarações de estrelas internacionais do futebol. O craque francês não escapou do microfone de Potter, mas ele se limitou apenas a dizer um “thank you”. Bom, já é alguma coisa.

Mais algumas anotações sobre a cobertura da Copa pelo rádio brasileiro

Por Rodney Brocanelli

Novidade na lista de rádios autorizadas a transmitir esta Copa do Mundo, a Energia 97 está revezando seus narradores nos jogos do Brasil. Luis Claudio de Paula (ex-Bradesco Esportes) narrou Brasil x Suíça. Domenico Gatto irradiou a estreia da seleção brasileira.

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E por falar em revezamento, José Carlos Araújo, o Garotinho, narrou Brasil x Suíça na Super Rádio Tupi.

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Mais uma de revezamento: na Itatiaia, Ênio Lima fez Brasil x Suiça. Por sua vez, Mario Henrique, o Caixa, esteve presente na estreia brasileira.

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Orgulho da Região Nordeste, a Rádio Jornal, de Recife, contou com a narração de Aroldo Costa para este segundo compromisso do escrete canarinho.

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Já recuperado de um problema na voz, Nilson Cesar transmitiu o segundo jogo do Brasil pela Jovem Pan.

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José Luiz Datena foi um dos comentaristas de Brasil x Suiça na Rádio Bandeirantes. Se a seleção brasileira vive a Neymardependência, o Grupo Bandeirantes tem a sua Datenodependência.

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Foi só elogiar. No post anterior, o Radioamantes destacou que a Rádio Gaúcha havia transmitido todos os jogos desta Copa, incluindo aqueles que se iniciam às 07 da manhã (aliás, sobre esses jogos falarei mais adiante). Na última sexta, a emissora deixou de lado Gales x Irã e no dia seguinte, um sábado ignorou Tunísia x Austrália.

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CBN/Globo (RJ) e CBN (SP) transmitem os jogos da Copa com equipes regionalizadas. Uma exceção se deu neste último final de semana quando houve a formação de rede Hugo Lago transmitiu Canadá x Croácia. Por sua vez, Vinicius Moura foi o responsável pelas emoções de Bélgica x Marrocos.

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Por falar em CBN, três registros positivos 1) Edson Mauro pela primeira vez em sua carreira como titular dos jogos do Brasil, no Rio de Janeiro, 2) a sobriedade de Oscar Ulisses e 3) a presença de Eraldo Leite no Catar.

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Aliás, um grande abraço ao Eraldo Leite.

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As emissoras de rádio estão agradecendo pelo fim dos jogos iniciados às 07 de manhã. Como já registramos (clique aqui para ver), muitas emissoras abriram mão da transmissão dessas partidas. Está certo que o cardápio apresentado nesse horário não foi o mais convidativo. Argentina x Arábia Saudita foi a exceção. Não deixa de ser estranha essa opção. Afinal, o preço pago pelos diretos de transmissão não foi barato. E tem rádio que está investindo mais, colocando seus profissionais no estádio. Sabe-se que o período matinal é o considerado horário nobre do rádio, que tem maior audiência e correspondente procura de patrocinadores. Agora, se existe um evento especial não seria o caso de negociar com aqueles que já anunciam na programação normal? Uma semana a mais de veiculação após o fim do contrato de veículação não faz mais a ninguém.

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O Radioamantes ouviu dois jogos em uma mesma rádio: a estreia do Brasil e o parto da montanha que foi a vitória da Argentina sobre o México. Chamou a atenção o excesso de abraços, muitos deles mandados durante a bola rolando. Após um aviso do sempre solerte Edu Cesar, percebeu-se que as saudações foram endereçadas a diretores, presidentes e “cabeças coroadas” dos patrocinadores. É uma forma de driblar a proibição dos foguetes publicitários durante os jogos. Até aí, tudo bem. O grande problema começa quando os abraços são enviados a políticos, muitos deles deputados estaduais.

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Enquanto escrevo este texto, ouço pela Rádio Oriental, de Montevidéu, a partida entre Portugal x Uruguai. Narração de Javier Máximo Goñi. Os patrocinadores de emissora são divulgados durante a partida sem qualquer tipo de problema. Um locutor destacado especialmente para isso lê os textos do estúdio.

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Como já deve ser de conhecimento geral, a Globo não detém mais a exclusividade total da Copa do Mundo. Ela vai apenas transmitir a próxima edição, em 2026, sem a possiblidade de revender direitos a outros veículos. Ou seja, a negociação deverá ser feita diretamente com a Fifa. Vamos aguardar para saber se a entidade máxima do futebol mundial deverá mais flexível ou não, especialmente com o meio rádio.

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Aguarem pelas próximas anotações. Mais uma vez, o Radioamantes agradece a Edu Cesar. Ouça abaixo a narração de Aroldo Costa para o gol de Casimiro, que livrou o Brasil do sufoco.

Anotações sobre a transmissão da Copa do Mundo pelo rádio brasileiro

Por Rodney Brocanelli

Como o Radioamantes já registrou, as rádio Bandeirantes e Band News FM estão fazendo coberturas separadas desta Copa do Mundo sediada no Catar. Hoje, no jogo da seleção brasileira, pode-se dizer que houve uma subdivisão dessa divisão. Explicando. A Band FM entrou em rede com a Bandeirantes. Enquanto isso, a Nativa FM veiculou o sinal da Band News FM. No entanto, ao menos uma rádio do Grupo Bandeirantes ficou de fora. A Play FM manteve sua programaçao normal durante a bola rolando.

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Luis Penido narrou Brasil x Catar pela Super Rádio Tupi. A expectativa é que ele e José Carlos Araújo se revezem nos jogos dos comandados de Tite. Fica no ar a grande dúvida: por que não fazer com que os dois narrem esses jogos, como Waldir Amaral e Jorge Curi na época áurea da Rádio Globo?

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José Manoel de Barros narrou a estreia do Brasil pela Rádio Jovem Pan. Nilson Cesar até chegou a fazer a abertura da transmissão, mas ficou sem voz depois que a bola rolou. Espera-se que não seja um problema grave e que nos próximos dias ele retorne à cobertura.

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Até aqui, a Rádio Gaúcha é a única emissora que transmitiu todos os jogos da Copa do Mundo. O grande problema é que muitos jogos começam às 07h em horário brasileiro e são poucas as emissoras que não abrem mão de seu “horário nobre”, com os tradicionais noticiosos, casos da Jovem Pan e da Bandeirantes. Para outras rádios, deve ser difícil convencer o comunicador do horário a abrir mão para os jogos do futebol (e olha que ele até participou do revezamento da tocha olímpica em 2016, lembram?) Agora, convenhamos, é melhor ouvir Marrocos e Croácia no rádio do que as análises do Claudio Humberto.

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A Transamérica teve problemas com o som direto do Catar no jogo do Brasil. Bruno Cantarelli, estava de sobreaviso e narrou até que a transmissão fosse estabilizada. Aliás, a emissora está usando nomes de sua rede para a transmissão dos jogos da Copa. Edilson de Souza e o já citado Cantarelli estão narrando jogos ao lado de Éder Luiz, Oswado Maciel e Guilherme Lage.

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Não sei se foi intencional, mas Galvão Bueno mandou um “e que golaço” logo após o segundo gol brasileiro, marcado por Richarlison. Era uma frase usada por José Silvério, a grande ausência desta Copa. Segundos antes, Galvão disse “e que gol”, bordão de Osmar Santos. Homenagem? (veja abaixo enquanto os donos do espetáculo deixarem).

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Voltaremos com mais anotações sobre as transmissões dos jogos da Copa. Este post não seria possível sem a colaboração preciosa de Edu Cesar, o homem do Papo de Bola. Ouça abaixo a narração de Pedro Ernesto Denardin para os gols do Brasil na vitória sober a Sérvia pelo placar de 2 a 0.