Morre o narrador José Cabral

com informações do site FutRio

Morreu neste domingo o narrador esportivo José Cabral. Ele tinha 87 anos e as causas são foram divulgadas. Cabral passou pelos mais diversos prefixos do Rio de Janeiro. Ele se destacou como repórter na Rádio Globo, onde trabalhou com Waldir Amaral, e como narrador na Rádio Nacional. Ele era conhecido como o “homem da maricota”, pois era dessa forma que ele apelidava a bola de futebol.

No player abaixo, é possível ouvir Cabral em ação na Globo, atuando como repórter e descrevendo o gol de Nilton Santos pela seleção brasileira de futebol em partida contra  o Paraguai, válida pela Taça Oswaldo Cruz, no dia 21 de abril de 1962.

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Morre Max Nunes, pioneiro do humor no rádio e na tv

da Agência Brasil

Morreu hoje (11) no Rio, aos 92 anos, o humorista Max Nunes, um dos mais destacados redatores de programas de humor do rádio e da televisão brasileiros. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, devido a complicações, após sofrer uma queda e fraturar a tíbia.

Médico cardiologista, formado pela então Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, o carioca Max Newton Figueiredo Pereira Nunes largou a profissão para se dedicar ao humor. Na década de 1950, foi o criador do programa de maior sucesso do gênero daRádio Nacional do Rio, o Balança mas não cai. Eram dele os textos dos inesquecíveis personagens Primo Rico, interpretado por Paulo Gracindo, e Primo Pobre, vivido por Brandão Filho.

No final da década de 1960, o Balança mas não cai ganhou versão na TV Globo, tendo Max Nunes como redator. Ainda na TV, Nunes escreveu textos para os programas de Jô Soares, criando personagens interpretados pelo humorista, como o Capitão Gay. A parceria entre ele e Jô Soares durou mais de 30 anos.

Max Nunes também foi letrista de canções populares, como a marcha carnavalesca Bandeira Branca (1970). O humorista era pai das atrizes Bia Nunes e Maria Cristina Nunes.

O corpo de Max Nunes será velado amanhã (12) a partir das 8h no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio. O enterro está marcado para o meio-dia.

Site da EBC recupera entrevista de Elis Regina concedida à Rádio Nacional em 1979

Por Rodney Brocanelli

Se estivesse viva, Elis Regina completaria 68 anos neste domingo. O site da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) aproveita a data para relembrar uma entrevista que a cantora concedeu à Rádio Nacional (RJ) no ano de 1979. Ela estava no processo de divulgação do disco (sim, disco) “Essa Mulher”, o primeiro lançado pela antiga gravadora WEA. Um dos grandes sucessos desta obra é “O Bêbado e a Equilibrista”.

Clique no link abaixo para ouvir o depoimento de Elis sobre “Essa Mulher”.

 

http://www.ebc.com.br/essa-mulher-entrevista-de-elis-regina-a-radio-nacional-em-1979

 

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Rádio Nacional da Amazônia transmite final do campeonato paraense

da EBC

Neste domingo (03/03), a partir das 15h, a Rádio Nacional da Amazônia levará aos ouvintes o segundo jogo da decisão do primeiro turno do campeonato paraense. A partida entre Remo e Paysandu será transmitida em rede com a Rádio Cultura do Pará, uma parceria que colocará o público da Rádio Nacional da Amazônia perto de cada lance desse jogo que promete fortes emoções.

Com o primeiro jogo da final, que terminou com o placar empatado em um a um, o Remo só precisa de um empate para levantar a taça Cidade de Belém. Já o Paysandu tem que vencer para ser o campeão do turno. O vencedor do embate também vai garantir vaga na grande decisão do campeonato estadual, o Parazão 2013. A final da competição – a Taça Açaí – está marcada para o dia 27 de abril.

A Rádio Nacional da Amazônia é um canal de comunicação popular que fortalece o elo entre as comunidades da Amazônia, valorizando e divulgando a diversidade cultural da região. Inaugurada em 1 de setembro de 1977, a emissora transmite em ondas curtas para a região amazônica, com cobertura de mais da metade do território nacional. Atinge, potencialmente, 60 milhões de habitantes, com um sinal que chega em toda a região norte, além de Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e outros estados.

 

Ouça a Rádio Nacional da Amazônia neste link: 

http://www.ebc.com.br/sobre-a-ebc/veiculos-da-ebc/radios

5 de julho de 1982. Há 30 anos, Brasil e Itália faziam uma das mais eletrizantes partidas da história das Copas

Por Rodney Brocanelli

O dia 5 de julho marcou uma das datas mais tristes na história da seleção brasileira de futebol. Jogando no estádio Sarriá, em Barcelona, os comandados de Telê Santana perdiam para a Itália pelo placar de 3 a 2 e davam adeus à Copa que no ano de 1982 era disputada na Espanha. Mesmo com as conquistas de 1994 e 2002, torcedores e jornalistas se perguntam até hoje sobre o que deu errado naquele dia. Bastava apenas um empate para que o Brasil chegasse às semifinais. Mas a Squadra Azurra apareceu pelo caminho. Além de adiar o sonho da conquista do título mundial, aquele resultado serviu para sepultar de vez a prática do futebol arte. Desde então, tivemos apenas alguns lampejos que apareciam de forma individual, graças ao talento de Romário e Ronaldo, cada um em sua época.

O blog Radioamantes leva você de volta ao dia 5 de julho de 1982. A nossa máquina do tempo é o rádio.

O quinto sinal da Rádio Bandeirantes marcava pontualmente 12h15, 16h15, horário local. Fiori Gigliotti anuncia o início da partida.

Para espanto geral, a Itáia saia na frente, logo aos 4 minutos de partida. Defesa brasileira vacilou. Paolo Rossi marcava, de cabeça. José Silvério estava na Jovem Pan.

A resposta brasileira não tardou. Sócrates recebeu um belo lançamento de Zico e avançou até entrar na área. O goleiro Dino Zoff tentou fechar o ângulo. Mas o Doutor, com o sangue frio que lhe era pecuilar, mandou para o gol. Osmar Santos narrou esse lance na Rádio Globo.

Mas Paolo Rossi se aproveitava mais uma vez de uma falha da defesa brasileira para marcar o segundo gol da Itália. O lance pegou muita gente desprevenida. José Silvério narrou esse lance na Jovem Pan.

No segundo tempo, o Brasil veio com tudo para tentar ao menos o empate. Falcão, na época o Rei de Roma, mandou um belo chute de média distância. E um detalhe que a televisão não mostrou: Cerezo, um dos responsáveis pelo lance que originou o segundo gol da Itália, chorou de emoção. José Silvério observou bem esse detalhe na Pan.

Armindo Antônio Ranzolin traduziu na Rádio Guaíba todo o orgulho pelo gol do “compatriota” Falção.

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Mas aquela não era a tarde do Brasil. Em um escanteio aparentemente inofensivo, a Itália chegaria ao seu terceiro gol. Mais uma vez, Paolo Rossi. Flávio Araújo, então na Rádio Gazeta (SP) não escondeu a decepção.

Na Rádio Nacional, o garotinho ligeiro José Carlos Araújo ficou de queixo caído com o gol de Rossi.

O Brasil quase conseguiu o empate em uma cabeçada do zagueiro Oscar. O goleiro Dino Zoff operou um verdadeiro milagre. José Carlos Araújo, na Rádio Nacional, viu essa bola no gol.

Não teve jeito para o Brasil. O árbitro israelense (o Wikipedia diz que ele tem também nacionalidade romena) Abraham Klein apitou o fim de jogo. A perplexidade tomava conta da torcida brasileira. Fiori Gigliotti traduzia bem esse sentimento na Rádio Bandeirantes.

Passado o impacto da derrota, nada melhor que uma avaliação fria para se concluir em que a seleção brasileira errou. Eis a palavra de João Saldanha, então na Rádio Tupi. A metáfora do macaquinho é impagável.