AdNews garante: Record News FM vem aí em maio

Por Rodney Brocanelli

Na tarde desta segunda-feira, o site AdNews, referência do mercado publicitário, publicou que a rede Record News estreia em maio a partir das frequências da rede Transamérica. Apesar da respeitabilidade do veículo, é uma notícia que deve ser recebida com cautela. O texto não apresenta qualquer tipo de detalhe. Apenas no segundo parágrafo é que tem uma informação relevante, que seria o mês em que ocorreria a troca de programação. O resto são apenas contextualizações. Para o site, a Transamérica negou o acordo, e por mais que exista um jogo de verdades e mentiras, nunca é demais dar um crédito de confiança a eles. Tomara que os mesmos jornalistas dos grandes veículos, que fizeram duras críticas ao burburinho que recomeçou em março, possam entrar firme nessa história e esclarecer o que se passa.

O Radiamantes não esquece…

Texto publicado no site da Rádio Jovem Pan, no dia 10 de março.

Da coluna de Flávio Ricco, do mesmo dia 10 de março:

Do site Comunique-se, texto postado em 31 de março

E agora?

RecordNews FM? Emissora de Edir Macedo confirma negociação com a Transamérica

do Comunique-se

O superintendente comercial da Rede Record, Walter Zagari, afirmou na segunda-feira (28/3) que o grupo pertencente ao empresário Edir Macedo não comprou a Rádio Transamérica, ao contrário do que foi divulgado em blogs e nas redes sociais no começo deste mês. Os internautas divulgaram que a compra da rádio pela Record resultaria na criação da Rádio RecordNews FM.

O executivo, entretanto, declarou que a Record está em fase inicial de negociação para comprar a Rede Transamérica de Rádios, empresa que é presidida por Aloysio Faria. Em entrevista ao Meio & Mensagem, o executivo informou que não há previsão para o avanço das conversas entre os dois veículos.

Segundo descreve a matéria assinada pela jornalista Regina Augusto, a aquisição da Transamérica seria o ideal para a criação da Rede RecordNews FM. “A Transamérica seria uma boa opção para os planos da Record por já ter uma estruturada rede nacional, com transmissões via satélite”, cita a reportagem.

O que é verdade no boato da venda da Transamérica?

da Jovem Pan on Line

É preciso ter muito cuidado com o que lemos na Internet. Foi noticiado no Twitter e em diversos sites que a Record comprou a Rádio Transamérica. O crítico de TV da Jovem Pan, José Armando Vannucci, apurou que a informação não procede.

Segundo ele, executivos da Record, que estarão reunidos nos próximos três dias em um cruzeiro onde será anunciada a programação da emissora para 2011, garantem que não há projeto para uma rádio apenas com notícias.

No momento, o grupo Record precisa concentrar recursos financeiros e profissionais na luta pela liderança, que envolve a compra dos direitos pelo Campeonato Brasileiro e outros eventos esportivos.

Comentário: Uma pena que a nota do site da Jovem Pan não cite alguns dos diversos sites onde nasceram a notícia da possível venda da Rede Transamérica. A revista Veja publicou em sua edição de 01 de dezembro de 2010, na coluna Holofote a nota que deu origem a tudo. Leia a reprodução abaixo.

Desde então, nunca houve por parte tanto da Transamérica, como da Record, um desmentido oficial (um grande erro, caso as duas partes não estivessem negociando de fato). O assunto voltou a ganhar força no sábado de carnaval, a partir de uma comunidade sobre rádio no Orkut chamada Dial AM e FM do Rio de Janeiro. Publicamos aqui uma nota na qual afirmávamos que os rumores sobre a compra aumentaram.

Outros sites foram mais afoitos e já davam o negócio como fechado. O autor da postagem original na comunidade do Orkut apagou o tópico, alegando ter sido orientado por seu advogado.

A coluna de Flávio Ricco, publicada no UOL e em diversos jornais, diz que não existe absolutamente nada a esse respeito.

O blog do amigo Flávio Guimarães traz na data desta sexta-feira uma postagem com a reprodução de um e-mail encaminhado por Luiz Guilherme Albuquerque, diretor-superintendente da Rede Transamérica. Ele diz que os boatos não tem menor fundamento e são notícias plantadas por “pessoas sem credibilidade e com interesse de tirar proveito próprio”.

Se era boato como diz o sr. Luiz Guilherme, representante da principal parte interessada,  por que ele não foi exterminado diretamente na raiz, quando se deu a publicação da revista Veja? Teria evitado que voltasse da forma de uma bola de neve, como foi agora. O espaço está aberto para os esclarecimentos que se façam necessários.

Da coluna de Flávio Ricco

Ponto final

Nos últimos dias, voltaram a circular notícias sobre a compra da rede Transamérica de rádio por parte da Record. E com a intenção, segundo os boatos, de se desenvolver um trabalho parecido com o da CBN.

De fonte segura não existe rigorosamente nada a respeito. Os objetivos do grupo –que também é dono da Record– com relação ao rádio sempre foram e continuam sendo outros.

O link para a coluna está aqui.

Comentário: Tomara que o colunista esteja certo. Nunca é demais lembrar que ele tem boas fontes na Record e acertou quando ocorrem cortes na rádio, em 2009.

Paulo Barboza deve sair da Record? Para onde vai?

Por Flávio Guimarães

Com o passar dos anos, na profissão, a gente começa a ler mais nas entrelinhas de uma notícia. É que as informações  ocultas costumam ser muito reveladoras. Tudo evolui, mas as “técnicas” para dizer o que não está escrito continuam as mesmas.

Exatamente por isso, em muitos casos, é melhor fazer de conta que não se notam as evidências e dar corda para os enforcados ou, no mínimo, plantar a árvore.

Na verdade, um comentário fora de hora precipita acontecimentos que podem ser evitados ou, pior, faz o jogo de interesses que estão por trás de informação.

Recentemente, a Rádio Tupi AM, paulista, cancelou o contrato de dois apresentadores que vinham atuando há, pelo menos, dois anos na emissora: Ivo Morganti e Rony Magrini. A notícia foi veiculada em 28.02, no siteBastidores do Rádio. Acho que Magrini estava na Tupi há mais tempo, desde a época em que Rubens Palli dirigia artisticamente a emissora da avenida Paulista, em 2008/2009.

A atual direção da casa não deu nenhuma explicação aos dois profissionais demitidos. Contratar e dispensar fazem parte do jogo; seguir as regras da polidez, além de demonstrar senso de justiça, colabora para o fair play. Magrini e Morganti, reclamaram da falta de transparência na demissão.

Dias depois, em 04.03, o mesmo Bastidores divulgou a informação de que Magrini estaria em acertos finais com a Rádio Record.

Agora, surgem informações, tratadas no plano do sigilo (como se fosse possível), dando conta de que Paulo Barboza deve se desligar da rádio Record. O que uma coisa tem a ver com a outra? Calma, vamos raciocinar!

A lógica determinaria que Barboza, saindo da Record, voltasse à Capital, aonde estava quando se transferiu para os mil “da maior”. A Capital, inclusive, tem mais “Ibope” que a Tupi, além de contar com ídolos populares como Eli Correa, Paulo Lopes, Paulinho Boa Pessoa, Cícero Augusto, entre outros, mais condizentes com o tipo de programa do radialista carioca.

E por que, então, ele não vai fazer isso? Ora, se alguém se esqueceu, o futuro da Capital ainda depende de definição.

Apesar dos maus humores que as notícias sobre a venda da emissora do grupo Morizono despertam, a verdade é que o negócio não está descartado. Não houve, até o momento, um comunicado oficial da emissora, nem que sim nem que não.

Como no caso da Transamérica, cujo desfecho foi prorrogado até se chegar à quantia ideal para as partes envolvidas, a venda da Capital, se ainda não aconteceu, pode ser concretizada a qualquer momento. É uma questão de números.

Há uma nova vertente, surgida no feriado, dando conta de que a direção da Transamérica vai negar a aquisição da rede pela Record, para não “tumultuar o mercado”. Tipo do coisa sem nexo, mas, enfim, vamos aguardar os acontecimentos.

Voltando à indefinição da Capital, resta-nos a conhecida pergunta, à la Shakespeare, para tentarmos encontrar a resposta que nos diga para onde vai Paulo Barboza: Tupi or not Tupi? Ah, eu sabia que você ia matar a charada!

E que ninguém culpe ao Paulo por isso. O profissional está no direito dele. Assim como a Tupi pode contratar e demitir quem quiser e o grupo Morizono pode vender o que desejar. Ah, sim, e a Record pode comprar o que o dinheiro permitir.

Tudo isto só não acontecerá se houver uma guinada radical da posição dos atores no palco da encenação.

A falta de clareza  que cerca os assuntos deve ser, apenas, medo de olho gordo. Ou não?

Tentei contato com as emissoras, em busca de confirmação da notícia, sem retorno. Afinal, estávamos no carnaval.

Hoje, tudo são cinzas e a visão ainda fica turva, mas assim que baixar a poeira, veremos muito melhor.

Comentário: Em todos esses anos como ouvinte e mesmo como blogueiro que cobre rádio, nunca vi uma agitação tão grande no meio como a desses últimos meses (Rodney Brocanelli)