Oscar Ulisses fala do Brasileirão no Cartão Verde

Nesta terça-feira (15/9), o Cartão Verde recebe Oscar Ulisses, um dos maiores narradores esportivos do rádio brasileiro. No programa, ele se junta ao apresentador Vladir Lemos e aos comentaristas Celso Unzelte, Vitor Birner e Roberto Rivellino para falar sobre o Campeonato Brasileiro. Os jogos da Copa Sul-Americana também pautam a conversa. O Cartão Verde vai ao ar às 22h, ao vivo, na TV Cultura.

Irmão mais novo do grande Osmar Santos, Oscar também carrega em seus genes o dom radiofônico e a paixão pelos esportes. Tanto que há tempos ele é lembrado como um dos melhores narradores do País, marcado pela voz limpa e seu grito de gol, o “Pro Gooooooollll!”, que ecoa com facilidade na cabeça dos amantes do futebol quando estes se referem ao narrador.

Integrante da equipe da Rádio Globo desde 1986, Oscar Ulisses narra atualmente as principais partidas transmitidas e apresenta o Globo Esportivo SP. Antes, trabalhou também nas rádios Jovem Pan e Bandeirantes e nas TVs Record e SBT, além da extinta TV Manchete. Oscar teve ainda uma primeira passagem pela Rádio Globo, em 1977, quando teve a oportunidade de trabalhar com o irmão Osmar Santos.
O Cartão Verde é transmitido todas as terças-feiras, das 22h às 23h, na TV Cultura, e está no ar desde 1993.

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Memória: uma reportagem sobre rádios piratas exibida pelo Vitrine, em 1995

Por Rodney Brocanelli

Em 1995 (portanto há dezenove anos), o programa Vitrine, da TV Cultura (SP), então apresentado por Maria Cristina Poli, veiculou uma reportagem sobre o movimentos de rádios piratas que teve uma grande explosão na metade da década de 1990. O repórter James Capelli (hoje sumido) visitou três emissoras que operavam em São Paulo, em diferentes pontos da cidade: Conexão, a Free e a Onze. A primeira procurava dar espaço os problemas do bairro, além de dar vez a pessoas que nunca tiveram experiência em rádio. A segunda era uma emissora ligada a igrejas. Já a terceira, era uma experiência que misturava pessoas ligadas ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da USP e moradores do centro de São Paulo. Na ocasião a reportagem divulgou que o governo da época (FHC) iria enviar ao Congresso uma lei para regulamentar essas rádios sem concessão. Depois de muito tempo e muita discussão, saiu a lei das rádios comunitárias. Eu sou um dos personagens desta reportagem. Apareço da metade para o final, no espaço dedicado à Rádio Onze, operando pick up e até dando um depoimento pessoal. Tirando esse lado pessoal, vale como um registro de um momento em que para cada espaço vazio no dial, existiam até três emissoras clandestinas operando. O vídeo vai ter um problema de sincronia com o áudio, mas nada que comprometa sua compreensão. Agradecimentos especiais ao dexista Sergio Partamian pela recordação.

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