Uma nota atrasada sobre Wilson de Freitas

Por Rodney Brocanelli

WILSON DE RREITAS - FOTO 2010 -Como já foi publicado em vários sites e blogs sobre rádio e mídia esportiva, morreu no último sábado o narrador esportivo Wilson de Freitas, com passagens pelas rádios Tupi (a dos 1040Khz) e Bandeirantes. Na tv, ele atuou nas tvs Gazeta, Cultura e Sportv. Mas eu queria mesmo era falar que certa vez meu pai me levou para assistir a uma final da Copa São Paulo de Futebol Junior, no Pacaembu. O ano era 1983. Atlético-MG e Botafogo (o de Ribeirão Preto) faziam a grande final. Como a entrada era gratuita, ficamos nas numeradas cobertas. E as cabines das rádios Bandeirantes e Jovem Pan, naquela época, ficavam  próximas ao público. Nos instalamos, por acaso, ao lado da posição da Bandeirantes e lá estava Wilson de Freitas para irradiar a partida por sua rádio. Eu não sabia se prestava atenção ao jogo ou se ficava observando ao modo como Wilson desempenhava sua função. O que me chamou a atenção foi o fato dele mexer no fone de ouvido enquanto narrava. Meu pai até perguntou se eu queria falar com ele, mas, por bobeira e acanhamentos meus, achei melhor não. Apenas o observei e guardei essa lembrança comigo. Nunca tive a chance de revê-lo ao vivo.  Somente  por seus trabalhos posteriores no rádio e na tv.

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Sobre aquela final, o Atlético-MG venceu o Botafogo por 2 a 1. Certa vez, sugeri, via Twitter, ao Milton Neves que ele pudesse colocar na Bandeirantes os gols narrados por Wilson de Freitas. No You Tube, existe um breve registro desta partida. O segundo gol do Atlético eu lembro até hoje como foi, pois foi uma das poucas oportunidades que não estava olhando para a cabine da Bandeirantes.

Foto extraída do site Terceiro Tempo

Informações sobre Wilson de Freitas

por Edemar Annuseck

Uma das figuras mais expressivas do rádio e da televisão brasileira está hospitalizado desde Novembro de 2010. Vítima de um AVC, Wilson de Freitas, o moço de Taquaritinga se recupera com o carinho da esposa Laura e de seus familiares. Wilson de Freitas e eu sempre tivemos um ótimo relacionamento, embora nunca tivéssemos trabalhado no mesmo prefixo. Foi integrante da Famosa Equipe 1040 comandada por Milton Camargo que tinha entre outros Haroldo Fernandes (estufou os cordéis da meta de Gylmar, deu de taquito), Alfredo Orlando (manda pro centro Ado), Wilson de Freitas, Mário Garcia (essa não deu Leão), Antonio Rangel (narradores), Ávila Machado, Milton Camargo, Cícero Motta, Vitor Moran (tem tatu na meta de Mão de Onça), José Góes (comentaristas), Lucas Neto, Juarez Soares, Otávio Pimentel, Marco Antonio, Oswaldo Mesquita (repórteres), Manoel Ramos, José Roberto Ramos, José Ribeiro (Plantão) e Antonio Eurico (Coordenação). Tempos maravilhosos do futebol pelo rádio nos anos 60. Ao microfone da Tupi, Wilson de Freitas dizia “tem gente mexendo no placar do Pacaembu”. Era um dos seus bordões na transmissão, após a marcação de um gol.

Quem éWilson de Freitas ou melhor Dr. Wilson de Freitas formado em Odontologia em 1965 é natural de Taquaritinga onde deu os primeiros passos no rádio. Começou narrando na Rádio Imperial. Já em 1957 a convite de Pedro Luiz Paolielo veio trabalhar na Rádio Bandeirantes. Depois passou pela PRA-7 de Ribeirão (onde estudou Odontologia), Cultura de Araraquara e na famosa equipe 1040 comandada por Pedro Luiz e mais tarde por Milton Camargo. Wilson de Freitas trabalhou também nas tevês Gazeta, Cultura, Sportv e Rede Vida.

Em recuperação

Wilson de Freitas ainda não tem data para deixar o Hospital Paulistano onde se encontra internado. Aproveito para agradecer a dona Laura, sua esposa, pela atenção e com a qual falei muito sobre a passagem de Wilson de Freitas no rádio e na televisão. Oro a DEUS que você se restabeleça logo meu caro Wilson de Freitas para alegria de todos os seus familiares e amigos.

Comentário: Eu já tive oportunidade de ver Wilson de Freitas em ação. Em 1983, a cabine da Rádio Bandeirantes ficava bem no meio das numeradas cobertas. A da Jovem Pan também. Os mais antigos devem lembrar disso. No final daquele ano, fui assistir, levado pelo meu pai, a uma final de Copa São Paulo de Futebol Junior, a popular copinha. Jogavam Atlético-MG e Botafogo-RP. Wilson de Freitas estava lá, transmitindo essa partida pela Bandeirantes. Eu e meu pai sentamos lá perto. Eu não sabia se olhava para o jogo ou se ficava prestando atenção no jeito em que Wilson narrava os lances. (Rodney Brocanelli)