Pelo Twitter, seu Tuta, da Jovem Pan, critica Rádio Bradesco

Por Rodney Brocanelli

Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o seu Tuta, dono da Rádio Jovem Pan, também aderiu ao Twitter. Ele tem feito postagens constantes, com comentários sobe fatos do cotidiano, política, futebol, e, como não poderia deixar de ser, principalmente sobre rádio. Em suas mensagens, seu Tuta, tem feito críticas ao projeto de rádio web do banco Bradesco. No dia 8 de agosto, ele escreveu: “O Bradesco esta fazendo uma radio,acho que vou fazer um banco pra concorrer,eles fazem uma radio sem funcionários,não gastam nada,ê o Brasil”. No dia 14 de agosto, seu Tuta voltou à carga contra a Rádio Bradesco: “BRADESCO a Radio que navega com vc contra as emissoras de Radio,que tem um banco contra seus esforcos,e que nao emprega radialistas !!!”.  A bronca, pertinente, por sinal, promete ir longe.

10 comentários em “Pelo Twitter, seu Tuta, da Jovem Pan, critica Rádio Bradesco

  1. O Seu Tuta caiu num engano que demonstra alguma falta de pesquisa. A Rádio Bradesco não é uma rádio, é uma WebRadio, assim como há milhares aqui e mundo afora. Elas não competem diretamente com o rádio (pelo menos não por enquanto), pois requerem internet para funcionar. É um streaming. Nesse sentido, podcasts competem muito mais com as rádios tradicionais. Eu, por exemplo, ouço meus podcasts preferidos no trânsito, baixados para o meu celular, num momento em que eu poderia estar ouvindo a JP, a Transamérica ou a 89. Por que eu prefiro podcasts? Porque poucas rádios mantém um bom nível de qualidade. Em geral, Jovem Pan, Transamérica, 89, etc, decidiram tocar pop repetida e indiscriminadamente, deixando pouco espaço para a criatividade. Conto nos dedos bons programas como o Sala dos Professores (Eldorado, 92,9) ou o Estádio 97 (Energia 97) e, sempre que posso ouvir, eles têm minha audiência. Há muitos profissionais de rádio extremamente criativos e qualificados, mas desempregados simplesmente porque os donos de rádio não os deixam entrar e não porque há WebRadios ou podcasts competindo.
    Em suma, não é a dita concorrência desleal que deve assustar os donos de rádio. A falta de qualidade, sim.

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  2. Marcelo, acho que há uma outra situação que pode estar preocupando o seu Tuta: até que ponto essa rádio do Bradesco poderá fazer com que o banco diminua o repasse de suas verbas publicitárias para o rádio? Lembro de uma entrevista antiga do Juca Kfouri em que ele contava, ainda na época da Placar, da dificuldade dos contatos publicitário da revista para conseguir anúncios de empresas que investiam em esporte. Uma delas, concidentemente, era o Bradesco. Você fala dos profissionais que estão desempregados. Concordo que isso se deve à falta de visão dos donos de rádio. Contudo, há o outro lado da moeda: se houvesse mais investimentos de publicidade no rádio, imagino que existiria a condição necessária para a contratação de quadros que estão fora do rádio.

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  3. Rodney, acredito que o seu Tuta esteja equivocado apenas no que se refere a essa competição inexistente entre web e rádio normal.
    Temos de separar as coisas: a Rádio Bradesco é uma ação de marketing para exposição da marca na web. Isso não conflita com a exposição da marca no rádio. São coisas distintas.
    Se a verba de rádio, revista ou tv aumenta ou diminui, os fatores que influenciam são outros, como público alvo, relevância dos apresentadores/jornalistas/radialistas, qualidade, orçarmento para o ano, etc. Ou seja, se uma rádio tenta fazer algo novo e criativo, vai ter de contratar gente boa para isso, vai trazer público ou valor intelectual (ou os dois) e vai angariar investimento de marketing. Falo isso, claro, dentro da minha visão limitada de publicidade, mas acredito que a sequência seja mais ou menos essa. O que os donos e profissionais de rádio não podem fazer é ficar esperando patrocínio e investimento das empresas caírem do céu.
    Sobre o caso da entrevista do Juca, também há que se ter cuidado. Quando falamos de mídia, uma empresa busca mídia, não o assunto. Sendo mais claro, o próprio banco que citamos aqui tem um dos programas pró-esporte infanto-juvenil mais fortes entre as grandes empresas brasileiras, mas isso não é mídia. Para ter retorno de mídia ele vai ter de pesar entre a revista Placar, o Lance, etc. Se decidir por um, por outro ou por nenhum não quer dizer que não queira patrocinar o esporte, quer dizer apenas que considerou o retorno dos periódicos insatisfatório. O mesmo serve para rádios. Se não valer à pena, seja por quantidade ou por valor intelectual agregado, não vai haver verba. Dessa forma, quem deve provar que vale à pena investir são as rádios, não o contrário.
    Mas essa é uma discussão, além de muito boa, interminável… ahaha.

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  4. Caro Rodney

    Um dia, e não está muito longe disso, todas as rádios musicais serão como a rádio Bradesco e outras que já estão por aí na Internet. Chama-se de rádio qualquer seleçãozinha musical disponibilizada para o internauta. Os exemplos, você os conhece bem. E o esquema, também. O mínimo de gente trabalhando por trás das máquinas. Hoje, se você observar bem, o que se vê é um interminável acúmulo de funções e cada vez menos funcionários. As rádios ditas musicais fazem exatamente isso, tocam músicas. É impressionante a proliferação de “programas” tipo sem-parar, em que se tocam músicas em sequência direta, sem intervalos comerciais. São as gravadoras que custeiam tal “proeza”, pois que o empresário de comunicação é igual a qualquer outro, ou seja, visa o lucro. O computador realiza tudo sozinho: separa satélites da rede, dispara breaks comerciais, toca música e o que mais você imaginar. Até emissoras essencialmente noticiosas, chamadas hard news, têm adotado o modelo em que um único jornalista faz tudo. Ele redige, edita, apresenta, pauta, entrevista e opera a mesa de som no estúdio. A CBN, pelo menos em São Paulo, é das poucas que ainda mantém operadores e apresentadores realizando, cada qual, a sua função. Sem falar que, em se tratando de rede nacional, um único profissional trabalha para várias emissoras simultaneamente recebendo para isso apenas UM salário. Já o empresário cobra do anunciante por praça em que o anúncio é veiculado. Simples assim. E altamente lucrativo. Em seu comentário, você dá o exemplo mencionado por Juca Kfouri ao falar da dificuldade de conseguir anunciantes que apoiam o esporte. Pois o rádio enfrenta dificuldade maior, visto que o próprio mercado publicitário discrimina crescentemente o veículo. Dizem os criativos que anunciar em rádio não dá retorno e preferem exibir seus jobs (bunitinho, né?) na telinha da TV. Afinal, criar para o rádio é, mesmo, complicado para uma imensa parcela de “criativos” brasileiros. Assim, não dá para criticar apenas o Bradesco. Esse é o futuro do rádio, cada vez mais presente. Como se diz, quem viver verá.

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  5. AMIGOS se a Radio comecar a criar um sistema De banco Sem por dinheiro e comecar a tirar os clientes Do banco Sem ter uma Sede Sem ter funcionarios e usando De alguma maneira um modo Do clientes ganhar algo,(claro que e hipotese nao exiatente hoje) o banco chiaria ou nao! Nao se trata De verbas coisa que o Bradesco e cliente da JP,trata se De cpncorrencia Sem investimento algum e por parte De um Banco;web por parte De sites De jornalismo inclusive Td bem SAO Do meio,uma seguradora que usa o Radio pra fazer transito,td bem gasta no meio ,vcs sabem que esta concoarrenxia por meio De um banco com muito dinheiro para se promover Sem duvida sera concorrente de pequenas emissoras,e e claro que quem tem outro interesse nao se Importa com isso ,mas eu conheco e me importo

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  6. Sr. Tuta
    Parabenizo o senhor pelo sucesso da Radio Joven Pan nesses longos anos, sabemos o quanto é dificil mantermos um veículo de comunicação qualquer que seja.
    O mundo moderno nos proporcina surpresas, exemplo no que tange sobre esse assunto que o senhor comentou.
    Mas no meu mode de ver, as empresas, a propria sociedade tera que assimiliar a importancia de cada segmento que irão aparecendo e não deixar morrer o que ja existe e sim somar com o que esta aparecendo.
    Tenho a certeza que a Radio Joven Japan continuará trazendo informações, cultura e alegrias para todos os seus ouvinte…coisas boas não se acabam…

    Grande abraço

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  7. O Sr. Tuta continua a ser um mau perdedor. A Jovem Pan nunca admite os acertos dos outros e é há uma vida toda, ensimesmada e autorreferente. Assim, não me surpreende este ódio contra o Bradesco, que nada mais faz o que milhares já fazem na internet, as web radios. Bobagem esta notícia ter aparecido em Radioamantes.

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  8. Marcondes, desculpe, mas não vejo como bobagem. Trata-se da manifestação de alguém importante para o rádio (goste-se dele ou não) sobre um assunto também importante.

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  9. É verdade, seu Tuta está com razão. Colocar uma vitrola onlien e dizer que isso é rádio “pelamordeDeus”. Eles do Bradesco tem que apreser e muito como e quem faz rádio, podem entender de ganhar dinheiro, vendendo notas de um real por três, para aposentadoe e pessoas que estão paertadas, mas dizer que estão fazendo rádio. Tuta q paraiu.

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