O que é verdade no boato da venda da Transamérica?

da Jovem Pan on Line

É preciso ter muito cuidado com o que lemos na Internet. Foi noticiado no Twitter e em diversos sites que a Record comprou a Rádio Transamérica. O crítico de TV da Jovem Pan, José Armando Vannucci, apurou que a informação não procede.

Segundo ele, executivos da Record, que estarão reunidos nos próximos três dias em um cruzeiro onde será anunciada a programação da emissora para 2011, garantem que não há projeto para uma rádio apenas com notícias.

No momento, o grupo Record precisa concentrar recursos financeiros e profissionais na luta pela liderança, que envolve a compra dos direitos pelo Campeonato Brasileiro e outros eventos esportivos.

Comentário: Uma pena que a nota do site da Jovem Pan não cite alguns dos diversos sites onde nasceram a notícia da possível venda da Rede Transamérica. A revista Veja publicou em sua edição de 01 de dezembro de 2010, na coluna Holofote a nota que deu origem a tudo. Leia a reprodução abaixo.

Desde então, nunca houve por parte tanto da Transamérica, como da Record, um desmentido oficial (um grande erro, caso as duas partes não estivessem negociando de fato). O assunto voltou a ganhar força no sábado de carnaval, a partir de uma comunidade sobre rádio no Orkut chamada Dial AM e FM do Rio de Janeiro. Publicamos aqui uma nota na qual afirmávamos que os rumores sobre a compra aumentaram.

Outros sites foram mais afoitos e já davam o negócio como fechado. O autor da postagem original na comunidade do Orkut apagou o tópico, alegando ter sido orientado por seu advogado.

A coluna de Flávio Ricco, publicada no UOL e em diversos jornais, diz que não existe absolutamente nada a esse respeito.

O blog do amigo Flávio Guimarães traz na data desta sexta-feira uma postagem com a reprodução de um e-mail encaminhado por Luiz Guilherme Albuquerque, diretor-superintendente da Rede Transamérica. Ele diz que os boatos não tem menor fundamento e são notícias plantadas por “pessoas sem credibilidade e com interesse de tirar proveito próprio”.

Se era boato como diz o sr. Luiz Guilherme, representante da principal parte interessada,  por que ele não foi exterminado diretamente na raiz, quando se deu a publicação da revista Veja? Teria evitado que voltasse da forma de uma bola de neve, como foi agora. O espaço está aberto para os esclarecimentos que se façam necessários.

3 comentários em “O que é verdade no boato da venda da Transamérica?

  1. Muito boa a colocação do blog, quando fala da proliferação do boato através da grande rede após a publicação na Revista Veja. Das duas uma: Ou os caras foram muito negligentes em não dar uma resposta à Veja repudiando a publicação, ou tem caroço nesse angu.

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  2. ILMOS(AS) RADIOAMANTES

    O BISPO MACEDO ESTÁ CORRETO, É PRECISO MOSTRAR A
    VERDADE VERDADEIRA E NÃO SÓ A VERDADE QUE A CBN QUER
    QUE ACEITEMOS COMO VERDADE.

    SEM MAIS
    ANGEL

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  3. De fato, Rodney, a omissão tem o lado perverso da admissão. Ninguém, absolutamente ninguém, tirou a notícia da cartola e a exibiu ao “respeitável público”.

    Flávio Ricco atua há muitos anos no setor e é, seguramente, um dos mais bem informados dentro do segmento rádio e televisão, mais nesta que naquele. Conheço o trabalho do xará, desde os tempos em que ele auxiliava na produção da coluna de Ferreira Neto, publicada em jornais e revistas de todo o país. Além de atuar, também, nos bastidores dos programas apresentados pelo saudoso jornalista. Tenho por Flávio o maior respeito.

    Quanto a José Armando Vannucci, é profissional respeitado e admirado pela competência. Se falam bem dele, deve haver um fundo de verdade no que dizem. Quase não ouço a Pan, de modo que pouco tenho a dizer sobre o colega.

    As notícias que alguns sites e blogs comentaram, entre eles o meu e o seu, sempre tiveram o respaldo da informação original que partiu de um veículo da maior credibilidade neste país, a revista Veja, assinada por profissional tão sério quando bem informado, como é o caso de Felipe Patury.

    Por tudo isso, ganha um ranço leviano o alerta quanto ao “cuidado com o que lemos na Internet”. Alguns jornalistas, inclusive consagrados, hoje se utilizam da rede mundial de computadores como instrumento ágil, seguro e eficaz de circulação de notícias. E que, exatamente por isso, tem sido motivo de muita preocupação da mídia em geral, quando se discute o futuro.

    A Internet, sim, é fonte de muita informação importante e, ao mesmo tempo, um terreno perigoso e inconsistente em que mentiras e verdades transitam com igual desenvoltura. Diante disso, é claro que os excessos existem, em todos os sentidos, mas no caso em questão não houve excesso algum.

    Para encerrar, trazemos à baila o eterno dilema sobre a hora de falar ou de ficar quieto.

    A Record e a Transamérica perderam o bonde ao calar na origem da notícia. Atuando no ramo da comunicação, não souberam comunicar. Ou não quiseram, sabe-se lá por quais motivos.

    Por outro lado, alguns colegas poderiam ficar calados para não passar a imagem de donos da verdade. Até porque, com base no que temos visto, qual é a verdade?

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