Por Rodney Brocanelli
O ouvinte da Rádio Bradesco Esportes FM, de São Paulo, teve a chance de conhecer algo que é muito tradicional no rádio gaúcho: o duplex. Traduzindo: a transmissão simultânea de duas partidas. A emissora paulistana entrou em rede com a Rádio Esportes, de Porto Alegre, para a transmissão de Internacional x Vasco, com narração de Daniel Oliveira, e Coritiba x Grêmio, irradiado por Marcos Couto. Ouça um trecho no player abaixo.
Para saber um pouco mais sobre o duplex, leia aqui no link abaixo:
http://radiobaseurgente.blogspot.com.br/2008/05/duplex-tradio-no-rdio-esportivo-gacho.html
Olá Rodney,
Em 1973 nas semifinais do Campeonato Brasileiro Osmar Santos e eu transmitimos em DUPLEX pela Jovem Pan. Os gaúchos realmente inventaram esse tipo de transmissão nos anos 60, mas aquí em São Paulo foi novidade quando efetuamos a transmissão.
Edemar Annuseck
São Paulo – SP
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Estou de volta para dizer que nada há de novo no rádio esportivo brasileiro, exceto o mau gosto pela pornografia que impera nas transmissões de determinadas rádios. Outra coisa: lá por 1975 a Jovem Pan foi a primeira emissora a transmitir um jogo em São Paulo em FM no seu prefixo 100.9. Eu transmiti esse jogo. E nas transmissões noturnas tendo em vista o Projeto Minerava abriamos as Jornadas no FM e às 20 horas passava para o AM 620.
Edemar Annuseck
São Paulo – SP
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Corringindo e acrescentando,
O AM620 recebia a Jornada já em andamento no FM às 20h30 e o FM retornava a sua programação normal.
As únicas novidades do rádio de lá para cá foram a melhoria técnica, as exageradas pornografias em certas transmissões e as transmissões lineares. Hoje temos poucos narradores que narram mesmo, temos muitos locutores sem qualidade que deixam de transmitir os jogos para baterem longos papos contando piadas que só a eles interessam, esquecendo-se da bola que está rolando e de informar o tempo do jogo e o placar. Culpa disso é de quem os coloca nos microfones. É isso api.
Edemar Annuseck
São Paulo – SP
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Concordo plenamente com o Edemar (aliás não da para entender ele fora do radio paulistano). Dia desses ouvindo uma transmissão numa radio grande, por incrível que pareça, o locutor levou 12 minutos para dar tempo e placar, e olha que o gonguinho do tempo tocou duas vezes.
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Belas palavras Edemar, atualmente nada se cria tudo se copia e muitas cópias são mal feitas, também acho que descontração é bom, mas muita brincadeira enche o saco, também sou contra aqueles que acham que apenas sua opinião vale.
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Ótima matéria que resgata uma tradição do rádio gaúcho. Pertinentes os comentários deste “monstro sagrado”, o Grande Chefe Annuseck, que se deixarem ele chega lá e dá um banho nessas “imitações” de narradores esportivos.
A propósito, reporto-me à final do Campeonato Estadual de Amadores – Série Verde/1960, em que se sagrou vencedor, por três tentos a zero, o Esporte Clube Cruzeiro do Sul, de Jaguarão-RS, então treinado pelo campeão panamericano Duartão, disputando com a forte equipe do Frigosul, de Canoas-RS. Então tive oportunidade de fazer aproximação entre os locutores da Rádio Real (Canoas) e da Cultura (Jaguarão), que transmitiram em cadeia conjuntamente num sistema então inédito que me permito chamar de “duplex meia sola”, isto é, irradiavam do mesmo local (Jaguarão), reservando-se a narração de cada um para a metade do campo correspondente.
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Outra característica que eu acho relevante do rádio Gaúcho é que eles não usam aquele efeito de eco utilizado nas rádios do Rio e São Paulo que criam uma falsa emoção.
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