Semana Internacional de Música realiza encontro sobre o rádio

Por Marcos Lauro

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De 4 a 7 de dezembro, acontece em São Paulo a 2ª edição da Semana Internacional de Música. São dezenas de shows, debates e espaços para o networking entre profissionais da área.

Em um desses encontros o tema será o rádio. Segundo o texto que apresenta o evento, o debate será em torno do rádio como principal forma de escoamento da produção fonográfica brasileira. O debate acontece no dia 6 de dezembro, às 16h, na Praça das Artes, centro de São Paulo.

Os participantes serão: Patrick Torquato (Rádio Frei Caneca/Recife e ARPUB – Brazil’s Public Radio Association), Roberto Maia da (89FM) e Ricardo Rodrigues (Rádio UFSCar/São Carlos), com moderação do jornalista Alexandre Matias. Depois do papo, um resumo será colocado gratuitamente na internet.

Para participar é necessário comprar o credenciamento para Semana Internacional de Música – pelo menos no site não há venda de ingressos somente para esse encontro. Para mais informações, acesse: http://simsaopaulo.com/evento/reuniao-aberta-radios/

Como o brasileiro consome rádio

Por Marcos Lauro

O IBOPE Media divulgou um infográfico que mostra os hábitos de consumo de rádio entre os brasileiros.

Segundo o Target Group Index, o rádio alcança 90% da população brasileira, sendo que 70% do universo pesquisado utiliza o meio de comunicação como forma de entretenimento. Vale também observar o nível de confiança do ouvinte em relação ás notícias ouvidas pelo rádio.

Veja: http://www.ibopemedia.com/infografico-radio

Jô homenageia seu filho Rafael, morto no dia 31 de outubro, um apaixonado por rádio

Por Marcos Lauro

No último dia 31 de outubro, morreu Rafael Austregésilo Soares, filho do apresentador Jô Soares e Teresa Austregésilo, aos 50 anos. De vida bastante reservada, poucos sabiam sobre o autismo de Rafael e muito menos sobre sua paixão por rádio – ele mantinha uma emissora funcionando no quarto, com direito a vinhetas produzidas por Derico (músico do Sexteto do Jô) e dicas de Roberto Canázio, da Rádio Globo do Rio de Janeiro.

Nesta bonita homenagem feita por Jô Soares na abertura do seu programa, ele conta sobre essa paixão de Rafael e mostra uma das vinhetas produzidas por Derico. Clique na imagem abaixo para assistir:

Mix FM dá mil litros de água em promoção

Por Marcos Lauro

O estado de São Paulo vive a maior crise hídrica da sua história. Na capital, falta água em todas as regiões.

Por causa disso, a Mix FM decidiu fazer uma promoção inusitada: vai dar mil litros de água para o ouvinte que fizer a melhor dança da chuva.

Para participar, o ouvinte deve publicar um vídeo com a tal dança em qualquer mídia social com a hastag #AMixTemAgua. O resultado sai no dia 8 de novembro, ao meio-dia.

Adaptação de “A Praça é Nossa” estreia na Transamérica Pop

Por Marcos Lauro

A partir do próximo dia 7 de novembro, “A Praça é Nossa”, do SBT, ganha uma adaptação para o rádio. Com o nome de “A Farra é Nossa”, o programa vai ao ar às sextas, a partir das 14h, na rede Transamérica Pop. Com uma hora de duração, a apresentação ficará a cargo de Marcelo de Nóbrega (foto), filho de Carlos Alberto e atual diretor do programa na TV.

A “Praça”, como é chamada, foi criada em 1957 na TV Paulista com Manuel da Nóbrega. Após a morte do apresentador, o programa chegou a ser apresentado por Luis Carlos Miele na Globo e, logo depois, Carlos Alberto de Nóbrega assumiu a atração e já está no SBT, ininterruptamente, desde 1987 e chega a liderar a audiência nas noites de algumas quintas-feiras.

Na Transamérica Pop, “A Farra é Nossa” deve receber participações de parte do elenco do programa na TV.

Classic Rock by Kiss FM

Por Marcos Lauro

O livro não se dedica a contar a história da rádio Kiss FM, como a capa pode dar a entender. Trata-se de um almanaque bem organizado sobre o rock, desde a sua concepção até o começo dos anos 2000.

Cada capítulo trata de um movimento e traz uma linha do tempo – a linha do glam rock, por exemplo, começa em 1968 com o lançamento do primeiro single de Elton John e termina em 1977, com a morte de Marc Bolan, do T. Rex. Ao final de cada capítulo, minibiografias de artistas e bandas de cada movimento. O rock nacional se resume a um capítulo de 30 páginas e apenas o último segmento da obra conta a história da rádio de forma superficial.

(resenha publicada na revista Rolling Stone de julho/2014)

Fausto Fanti, humorista do Hermes & Renato, é encontrado morto em São Paulo

Por Marcos Lauro

Hermes & Renato

Uma notícia chocou os fãs do programa Hermes & Renato no início da noite desta quinta-feira. O humorista Fausto Fanti (à direita na foto acima), um dos líderes do grupo, foi encontrado morto em seu apartamento no bairro das Perdizes, em São Paulo. Por conta da forma como o corpo foi encontrado – um cinto em volta do pescoço – a polícia trabalha com a hipótese de suicídio.

O programa Hermes & Renato fez sucesso na MTV entre 1999 e 2009 e marcou uma geração de telespectadores com seu humor sem filtro e repleto de palavrões. Após a ida para a Record e o retorno para a MTV, o grupo se preparava para reestrear na tela pelo canal FX. Os canais da Fox já exibiam vinhetas e pequenas esquetes para a volta.

Mas como nosso assunto aqui no Radioamantes é rádio, vamos relembrar a passagem de Hermes & Renato pela Mix FM em 2004. Aqui, uma série de comentários do Away, lendário personagem do grupo, sobre as notícias do dia:

 

Aqui, o Disk-Esporro, com a participação de Fausto como o personagem Renato e Marco Antonio como Hermes, em que os ouvintes se inscreviam para ouvir poucas e boas da dupla: http://youtu.be/Qg6mAStC1mM.

E ainda uma esquete que brincava com a ideia de um CD gravado por Hebe Camargo: http://youtu.be/krgqmBpFTOg.

“Quem Não Faz, Toma”, da 89, vira “Encrenca” na Rede TV!

Por Marcos Lauro

O programa “Quem Não Faz, Toma” estreou na 89 FM antes mesmo da emissora voltar a se dedicar ao rock. O programa, capitaneado por Tatola e que tem Dennys Motta, Angelo Campos e Ricardinho Mendonça na equipe, é um bate-papo sem roteiro entre quatro amigos, que comentam os acontecimentos do dia e tiram sarro das notícias sobre celebridades. Apesar do nome fazer uma alusão ao futebol, o esporte é apenas citado em alguns momentos e tem destaque apenas nos dias de jogos.

Agora o programa vai ganhar sua versão para TV. Sob o nome de “Encrenca”, os quatro estreiam no próximo dia 29 de junho na RedeTV!. Sim, eles vão encarar o difícil domingo à noite, das 19h às 20h30.

Na noite desta segunda-feira, 16, os quadro se juntaram ao diretor do programa, Ricardo de Barros, para explicar um pouco mais sobre a ideia e os objetivos do programa. “O negócio é se divertir. O máximo que pode acontecer é não dar certo e a RedeTV! Mandar a gente embora”, disse Tatola.

O programa nem teve piloto para a TV. Dois dias depois de uma reunião com a direção da emissora já havia o roteiro e a aprovação para ir ao ar.

Claro que a comparação com o Pânico na TV! Seria inevitável, já que os dois programas guardam detalhes parecidos: do rádio para a TV e no domingo à noite. O diretor Ricardo de Barros faz questão de separar as coisas: “O ‘Encrenca’ é mais leve e mais família”.

Sobre a diferença de nomes entre o rádio e a TV, a equipe foi unânime: “É para separar as coisas. O que a gente faz no rádio é diferente do que a gente vai fazer na TV.E é algo mais do lado burocrático também, direitos, etc”, defende Tatola, com a anuência dos outros integrantes. Mesmo assim, ele afirmou que o programa na TV deve aproveitar conteúdo do rádio.

Na coletiva de imprensa foi exibido também um teaser com trechos de matérias. O vídeo mostrou a equipe do programa na abertura da Copa do Mundo brincando com torcedores no estádio e nos aeroportos e a apresentação se dá num estúdio bem simples, sem cenário, todo preto e com os quatro sentados em banquinhos. Esse deve ser o tom do programa.

89 conta sua história

Por Marcos Lauro

A 89 FM, que retornou para o dial com sua face rock ‘n’ roll, está contando sua história no programa “28 Anos que Mudaram o Rock”. Quem apresenta é o jornalista Ricardo Alexandre, que também é o responsável pelo livro recém lançado que também fala sobre A Rádio Rock.

O primeiro entrevistado, claro, é Luis Fernando Magliocca, profissional que recebeu a incumbência de criar a 89 FM em 1985. Magliocca conta sua história no rádio e conta como nasceu a emissora. Com isso, ele acaba contando um pouco da história do rádio paulistano em FM.

Ouça no Soundcloud abaixo:

A Era do Pós-Rádio

Por Marcos Lauro

Se o Brasil teve sua Era do Rádio a partir de 1936 até a metade da década de 1950, hoje vivemos o que podemos chamar de Era do Pós-Rádio. As preocupações dessas duas ”eras” são bem diferentes: enquanto a primeira tinha a massa como objetivo, a segunda se preocupa (ou pelos menos deveria se preocupar) com a forma, o meio e a linguagem. Nesse artigo, pretendo explicar um pouco mais essa teoria mas sem comparar os dois períodos, que são distintos e não têm nenhuma ligação entre si. E deixo claro também que essas observações são válidas para emissoras instaladas nas grandes cidades. O interior do Brasil, além de grande, é muito rico culturalmente e a dinâmica das rádios e da relação delas com o ouvinte é completamente diferente de uma metrópole.

A culpada pelas grandes transformações no ato de fazer rádio é a internet, sem dúvidas. Na segunda metade da década de 1990, quando houve uma primeira fase de popularização da internet no Brasil, os produtores radiofônicos viram que precisavam se adaptar. Inicialmente, nessa época, essa adaptação se restringia à criação de web-sites e endereços de e-mail das emissoras. Até então, surgia apenas mais um canal de comunicação por onde as demandas dos ouvintes chegavam. E as rádios mais antenadas às novidades já arriscavam as transmissões online, por streaming. Isso era luxo.

Mas defendo aqui um marco, que pode ser totalmente discutível e contestado: o ano de 2000.

Neste ano nascia a web-rádio Radioficina @Jato, uma parceria entre a Radioficina Qualificação Profissional, escola que forma locutores e sonoplastas em São Paulo, e o extinto provedor @jato, que pertencia à também extinta operadora de TV a cabo TVA.

Foi a primeira web-rádio brasileira a transmitir ao vivo com locutores – até então existiam somente os chamados “vitrolões”, apenas com músicas e sem vinhetas ou qualquer intervenção de locutores.

Além do locutor ao vivo, o detalhe que se mostra mais importante: havia uma sala de bate-papo online para interação e, principalmente, pedidos de músicas. Além disso, o chat virava uma atração da própria rádio, pois podia ser comentado no ar. Até esse ponto não há novidades: em vez da carta chegando com o pedido musical, uma frase na tela do chat já resolvia a questão. A diferença é que, nesse momento, o produtor/locutor passava a produzir conteúdo para outro meio que não o radiofônico. O chat precisava ser alimentado com informações ou, pelo menos, respostas para as perguntas dos ouvintes/internautas. Aí é que está a mudança e a chegada do “pós-rádio”.

Transferindo a experiência para os dias de hoje, quando há mídias sociais, aplicativos e sites para serem abastecidos com música ou informação: um produtor não pensa apenas no que vai ao ar mas também em como esse conteúdo vai se transformar num post do Twitter ou do Facebook ou ainda uma matéria no site da emissora.

Desde o marco, em 2000, um produtor/locutor de rádio vai além do estúdio e do microfone e pensa nas possibilidades que aquele conteúdo pode ter em outros meios, com outras linguagens e atingindo outros públicos que não aqueles que estão sintonizados/conectados à emissora.

Vale lembrar que essa característica não é influenciada pelo público alvo da emissora. As rádios voltadas para um público mais velho e menos ativo em mídias sociais também usam as ferramentas que a web oferece hoje. Talvez o que mude seja a freqüência ou a intensidade. Uma rádio jovem precisa dialogar mais com seu público, já que ele “é” (e não “está”) online.

A Era do Rádio, no Brasil, terminou na década de 1950 com a criação e o aumento do interessa pela TV. Já a Era do Pós-Rádio não tem data para terminar. Caso o rádio queira sobreviver, ele terá que sempre pensar nos outros meios e transformá-los em aliados e agregadores de conteúdo e audiência. Essa solução, que vem sendo utilizada de forma bastante criativa em diversas emissoras, cria uma parceria entre o rádio e outros meios, e não um combate.

EPWBR – Encontro de Profissionais de Web Rádios Brasileiras

Por Marcos Lauro

No fim de julho acontece em São Paulo um encontro muito esperado por quem trabalha ou apenas é fã de um setor  que ainda não tem a devida atenção: as web-rádios.

Em dois dias, o EPWBR, Encontro de Profissionais de Web Rádios Brasileiras, terá seis palestras com temas diversos que vão de captação de recursos até tecnologias disponíveis e projeções do futuro do setor. Para mais informações, o evento já está com um site no ar.

Abaixo, um teaser com Roberto Vilela, responsável pela RedeBlitz e responsável pela palestra de abertura do evento.

Ainda se debate sobre rádio!

Por Marcos Lauro

(post atualizado em 16/5)

Que o rádio perdeu espaço na mídia, é fato. Há cerca de cinco anos ainda tínhamos colunas só sobre rádio em jornais de grande circulação como a Folha de S. Paulo. Hoje, o rádio raramente vira notícia e por vezes parece fechado e não amigável ao que é novo.

Mas ainda se discute rádio. E só nessa semana há dois bons exemplos:

– Está no ar a edição 138 do podcast Radiofobia. O tema é “rádios, web-rádios e podcasts”. Com Leo Lopes, criador do programa e que hoje toca sua empresa focada em produção de podcasts, estão Vitor Rossi, Ira Croft e David Jill – os dois últimos da BestRadio Brasil. Fui convidado para falar sobre as minhas experiências nas três mídias que dão título à edição e o bate-papo foi bastante interessante. A conclusão: sim, podcasts e web-rádios são viáveis comercialmente e servem para ocupar as lacunas deixadas pelo rádio convencional. Não concorrem, são complementares. Para ouvir o papo na íntegra, clique aqui.

– Outro debate interessante aconteceu ontem, dia 15. O foco, inicialmente, tinha foco na música no rádio. Será que o rádio ainda é relevante para o artista divulgar sua música? Ainda se conhece coisa nova apenas ouvindo rádio? Mas acabou ficando mais amplo e falando sobre o rádio em si e questões como jabá, concessões e afins. Participaram do papo a apresentadora do Vozes do Brasil, Patrícia Palumbo, a apresentadora do Cultura Livre, Renata Martinelli, o programador musical da Rádio Eldorado, Felipe de Paula e Rodrigo James, da oiFM. Abaixo, o vídeo com a íntegra do papo:

 

Quanto custa para uma rádio brasileira cobrir a Copa?

Por Marcos Lauro

Para a Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, R$ 1,3 milhão.

Além disso, a rádio está envolvida em outro projeto bastante interessante: um bar!

O Itatiaia Rádio Bar será inaugurado no dia 20 de fevereiro. A emissora não é dona do bar, apenas licenciou a marca. Mesmo assim, o bar é todo pensado para o universo da rádio e terá um palco com infra-estrutura para transmissões ao vivo, além de um memorial em áudio e vídeo com momentos importantes da Itatiaia.

Leia a matéria completa sobre o empreendimento no site do jornal O Tempo.

Morreu Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado

Por Marcos Lauro

Hélcio Aguirra, à direita

Morreu ontem, terça-feira, o guitarrista da banda Golpe de Estado, Hélcio Aguirra (na foto, à direita). Além da história no hard rock brasileiro, Helcio também faz parte da história do rádio.

O lendário prefixo da antiga 97 FM tinha sua guitarra. Foi feito pelo Golpe de Estado em parceria com Laert Sarrumor, do Língua de Trapo. Ouça abaixo:

Veja o estúdio da 89… em 1986!

Por Marcos Lauro

A TV Gazeta exibiu, na segunda metade da década de 1980, um programa chamado “Toquem Rock”. Dedicado às bandas de garagem, o programa colocou no ar bandas como Viper, Excalibur e a cantora Rita Lee, já em carreira solo.

Num desses programas, o “Toquem Rock” foi conhecer o estudo da 89 FM, “a rádio do rock” – como ela é anunciada. O locutor Éverson Cândido mostra o estudo e explica como funcionavam as casseteiras. O trecho é curtinho e pode ser visto nesse vídeo abaixo, a partir do tempo 8m28s: