O debate sobre a narração esportiva

Por Rodney Brocanelli

O grande amigo e pensador do rádio Flávio Guimarães publicou em seu blog sobre a questão da renovação da narração esportiva pelo rádio.

O link é esse http://fg-news.blogspot.com.br/2014/09/jose-silverio-jose-carlos-araujo-e.html?spref=fb

Ele se baseou em uma notícia que demos aqui no blog sobre as negociações de José Silvério com a Rádio Bandeirantes para a renovação de contrato.

Ao programa Estádio 97, além de outras coisas, Silvério disse que se sentia fracassado na missão de procurar novos talentos na narração esportiva.

O link é esse aqui:

https://radioamantes.wordpress.com/2014/08/27/no-estadio-97-jose-silverio-anuncia-que-esta-em-processo-de-renovacao-de-contrato-com-a-bandeirantes/

A partir da pergunta que eu fiz no post (“será que ele procurou nos lugares certos?”), Flávio desenvolveu seu raciocínio. Ele nota que houve um aumento na quantidade, devido à proliferação de novas emissoras de rádio e da explosão do rádio pela internet. Mas seu diagnóstico é duro:

Em sua esmagadora maioria, os locutores esportivos que surgem são réplicas de veteranos ainda em atividade. Isto é fácil de ser explicado, pois todo novato se inspira em modelos consagrados e, mesmo inconscientemente, passa a narrar “em cima” do ídolo. Assim, como cópia é cópia e não permite que façamos juízo de valor sobre ela, fica difícil avaliar se o trabalho do narrador que copia outro é fruto de talento inato ou, apenas, habilidade para imitação. Tom Cavalcante seria bom narrador esportivo? Esse é o caso.

Concordo com o caso das imitações descaradas. Neste blog, eu até trouxe o caso de um profissional do Vale do Paraíba que imita José Silvério no tom de voz e quase todos os seus maneirismos vocais. Veja no link abaixo.

https://radioamantes.wordpress.com/2013/01/04/jose-silverio-e-imitado-por-narrador-esportivo-de-sao-jose-dos-campos/

A cópia pela cópia tem que ser objeto das críticas mais severas.

Agora, o que acontece na maioria dos casos não é a imitação do estilo de um narrador esportivo, mas sim a adesão à escola da qual ele vem, especialmente aqui em São Paulo. Explicando melhor: José Silvério é um dos herdeiros diretos da linhagem que começou com Nicolau Tume e desembocou em Pedro Luiz, um de seus expoentes, com forte atuação entre as décadas de 1950 e 1970, em emissoras como Panamericana, Bandeirantes, Tupi, Gazeta e Nacional (hoje Globo). A escola da qual  Pedro Luiz vinha e consagrou consistia na descrição pura e simples dos lances que aconteciam dentro de campo. Pedro era tão obcecado com a precisão que ele, na época do grande Santos dos anos 1960,  chegou a pedir para o atacante Coutinho usar uma munhequeira da cor branca para que não houvesse confusão nos lances dos quais ele participava com os que envolviam outro astro máximo daquela equipe: Pelé.

Por isso e muito mais, Pedro Luiz virou um mito da narração esportiva, e seu estilo passou a ser seguido por dezenas de profissionais que surgiram nos anos seguintes.

Um outro exemplo mais recente: Osmar Santos também adotou um outro tipo de estilo, com mais descontração, o uso de um linguajar mais jovem. Na verdade, foi a adaptação de uma escola da qual Joseval Peixoto foi  precursor na Jovem Pan, entre o final dos anos 1960 e 1970. Peixoto fazia muitas brincadeiras no ar com o repórter Geraldo Blota. Dentro desta escola, Osmar fez os ajustes necessários para se transformar em um mito nas décadas de 1970 e 1990 até parar de forma prematura.

Algo de curioso que deve ser notado: outra das escolas da narração esportiva de São Paulo não teve seguidores conhecidos: a de Fiori Gigliotti. Ele fazia uso de imagens poéticas em suas narrações na Rádio Bandeirantes. “Balão subindo” e  “balão descendo” usado para os cruzamentos na grande área nada mais eram que uma citação às grandes festas juninas do interior.

Mais adiante, Flávio dá o seu recado.

Por quê? A resposta talvez, exija refazer a pergunta de Rodney Brocanelli. Eu sugiro esta formulação: “O que estão fazendo, de fato, os jovens narradores, enquanto desperdiçam a chance de mostrar serviço?”

Em vez de ridicularizar, que tal trabalhar com seriedade, dedicação e originalidade? O caminho que leva a bom destino, geralmente começa com o viajante abastecendo a mochila com um razoável estoque dessas virtudes. Sem elas o caminho torna-se longo, cansativo e, quase sempre, leva a lugar nenhum.

Dedicação e honestidade, sim. Nisso, eu concordo. Entretanto, irei implicar com outro dos termos usados pelo Flávio: originalidade.

Não se trata de uma implicância gratuita. Vou ficar muito feliz se eu estiver enganado, mas assim como em várias manifestações artísticas como o teatro, o cinema e a música, creio que toda a cota de originalidade na narração esportiva já foi gasta. Não há para onde ir. Dá para fazer adaptações pontuais, mas não na essência.

Acho que a dica aos amigos narradores esportivos (e convivo com vários de muito talento) é essa: siga a escola que for mais adequada à sua personalidade. E fuja da imitação dos grandes narradores que estão em atividade.

 

fiori

osmar

José Silvério empunhando o microfone da Rádio Bandeirantes em 1985

pedro luiz

flavioaraujo

 

joseval

Radioamantes no Ar fala do horário eleitoral no rádio e da mudança de casa da Equipe Líder

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre o horário eleitoral gratuito no rádio, da mudança da Equipe Líder, que irá veicular suas jornadas agora na Rádio Terra e sobre a migração do AM para o FM. O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br) sempre a partir das 09h. Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flavio Aschar.

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O fim (dos verdadeiros) locutores esportivos

Por Flávio Araújo(*)

Leio interessante entrevista com o narrador Galvão Bueno e tiro algumas ilações que me desligam de meu passado profissional e me colocam na atual realidade. “Tudo muda, tudo passa neste mundo de ilusão” já cantou o poeta. Galvão é sem dúvida um fenômeno nas transmissões esportivas e jamais nenhum narrador de esportes atingiu tal culminância e durabilidade no comando de um veículo tão importante como a Globo. Apesar dos anos que podem ou não lhe pesar mantem-se em forma e o que mais, evolui. É verdade que os titulares prolongam ao máximo seus reinados e dessa forma impedem que sucessores ocupem o trono. Dois detalhes importantes retirei da entrevista de Galvão e que julgo de interesse daqueles que acompanham estes modestos escritos. O locutor esportivo deixou de ser o narrador do espetáculo imprimindo a fidelidade que em meu tempo era marca registrada do bom profissional. Buscávamos, sim, dar o máximo de emoção a nossas narrativas, mas jamais falseávamos na crítica e a verdade era a tônica dominante em nossa missão. Ou seja: éramos jornalistas executando uma missão profissional que queríamos colocar no ponto mais alto da respeitabilidade e da confiança de quem nos ouvia. Hoje o narrador esportivo é antes disso um animador de espetáculo, tem de executar um trabalho mais para animador de auditório, tem de ser mais Chacrinha e menos Pedro Luis. Para quem gosta, ótimo. Segundo esse caminho o objetivo é prender audiência e não ser crítico do que narra. O segundo ponto é ainda pior do meu ponto de vista. Estão acabando os locutores esportivos. Focalizei esse aspecto numa longa entrevista com Milton Neves no domingo passado quando me ligaram da Bandeirantes. Parece que não gostaram do que expus, mas mantenho minha posição. No interior nasciam os valores que iam brilhar nas grandes equipes esportivas da Capital. Houve época em que na Bandeirantes não havia um só locutor esportivo que não houvesse iniciado carreira no interior. Acontece que com o predomínio das redes, Bandeirantes, Jovem Pan, o radio do interior não transmite mais futebol. Com raras exceções. O narrador já começa pela televisão e permitam que o diga: os bons são os que nasceram no rádio e os que ainda estão na ativa são os últimos dos moicanos. De qualquer forma e só para finalizar digo que o Galvão, que começou comigo ainda na Gazeta continua sendo um grande profissional e merece a altura onde paira. Não sei como aguenta o ritmo de trabalho que executa o que é outro fator que pesa a seu favor em seu currículo.

Flávio Araújo, jornalista e radialista prudentino. Texto publicado originalmente no jornal O Imparcial, de Presidente Prudente. Reproduzido aqui com a permissão do autor.

 

 

flavioaraujo

 

Radioamantes no Ar fala sobre a não votação da lei da Voz do Brasil e pergunta: estão acabando os narradores esportivos?

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre a não-votação da medida provisória que desobriga a transmissão da Voz do Brasil no horário fixo das 19h. Além disso, foi registrada a nova empreitada do narrador Deva Pascovicci, que vai passar a ser dono de rádio (que será afiliada da CBN), em um caso curioso de quem vai se pedra (como proprietário de rádio) e vidraça (como funcionário de outra emissora). E mais: estão acabando os narradores esportivos? Em recente entrevista à Milton Neves, o narrador Flávio Araújo fez esse diagnóstico. O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/) todos os sábados, sempre a partir das 09h. Apresentação de Rodney Brocanelli com participação de João Alkmin e Flavio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala sobre as idas e vindas do rádio

Nesta semana, o Radioamantes no Ar abordou as idas e vindas do rádio. Profissionais deixando emissoras, outros chegando e muitos ficando. Saiba tudo sobre o vai-e-vem dessa semana que envolveu nomes como Alex Muller, Alessandra Alves, Carlos Guimarães, Geison Lisboa, Antonio Carlos e Pedro Luiz Ronco. Além disso, a equipe esportiva Parada dos Esportes, muito conceituada em São José dos Campos, trocou de emissora (ou foi forçada a trocar): da Cidade para a Piratininga. Ainda houve espaço para histórias de bastidores do rádio. O Radioamantes no Ar é veículado todos os sábados, a partir das 09h, pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/) Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkimin e Flávio Ashcar.

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Classic Rock by Kiss FM

Por Marcos Lauro

O livro não se dedica a contar a história da rádio Kiss FM, como a capa pode dar a entender. Trata-se de um almanaque bem organizado sobre o rock, desde a sua concepção até o começo dos anos 2000.

Cada capítulo trata de um movimento e traz uma linha do tempo – a linha do glam rock, por exemplo, começa em 1968 com o lançamento do primeiro single de Elton John e termina em 1977, com a morte de Marc Bolan, do T. Rex. Ao final de cada capítulo, minibiografias de artistas e bandas de cada movimento. O rock nacional se resume a um capítulo de 30 páginas e apenas o último segmento da obra conta a história da rádio de forma superficial.

(resenha publicada na revista Rolling Stone de julho/2014)

Radioamantes no Ar fala sobre “Datenodependência”, Voz do Brasil e audiência do AM e do FM

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre a estreia de José Luiz Datena na Rádio Bradesco Esportes FM, o que evidencia mais uma vez o fenômeno da “Datenodependência” que acontece no Grupo Bandeirantes. Outros assuntos: a perda de Carlos Townsend, Voz do Brasil e o ranking de audiência do AM e do FM na grande São Paulo. O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br/), sempre a partir das 09h. Com Rodney Brocanelli e João Alkmin.

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Radioamantes no Ar fala da era do pós-rádio

O Radioamantes no Ar desta semana teve a participação do jornalista e radialista Marcos Lauro, um dos integrantes da equipe do blog Radioamantes. Ele falou sobre o conceito de pós-rádio, defendido aqui neste espaço, que consiste, em resumo, no uso da internet e das redes sociais para amplificar o alcance de uma emissora ou até mesmo um programa de rádio. Além disso, Marcos opinou sobre a migração do AM para o FM e apontou quem domina bem, a arte de conversar pelo rádio. O Radioamantes no ar é veiculado todos os sábados, das 09h as 09h30 pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/). Com João Alkmin e Flavio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala sobre os narradores estrangeiros que viraram celebridades no país com a Copa do Mundo

Nesta edição, o Radioamantes no Ar falou sobre os locutores de futebol estrangeiros que viraram celebridades no país devido as suas narrações apaixonadas. Muitas delas com cantorias, provocações e até mesmo xingamentos. Outros assuntos: a saída que o Grupo Bandeirantes arrumou para não deixar seu som sem nada na web durante os jogos da Copa: a reprise de programas, e a reportagem exibida no último domingo no Vem Comigo, com Goulart de Andrade, sobre rádio. O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br/) entre 09h e 09h30. Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flávio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala sobre a cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

O Radioamantes no Ar desta semana abordou sobre alguns aspectos da cobertura da Copa do Mundo pelo rádio. Um deles: rádios de alguns países estão inserindo anúncios de seus patrocinadores durante a transmissão com bola rolando. Isso não é permitido às emissoras de rádio e televisão do Brasil, país organizador da competição. Além disso, estações de rádio daqui estão apelando para as transmissões off-tube, em vez de estar nos estádios. Entretanto, isso se deve a uma taxa cobrada pela Fifa O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados entre 09h e 09h30 pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/). Apresentação de Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flávio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala da flexbilização da Voz do Brasil, da sucessão da Jovem Pan e dos 15 anos do fim da Musical FM

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre flexbilização da Voz do Brasil durante o perídio da Copa do Mundo, por intermédio de uma media provisória assinada pela presidente Dilma Rouseff. Outro tema: a sucessão na Rádio Jovem Pan. Tutinha é agora o novo presidente da empresa que administra as emissoras. No final, uma lembrança: os 15 anos do fim da Musical MPB, emissora que fez sucesso em São Paulo, como o próprio nome já diz, abrindo espaço para a Música Popular Brasileira. O Radioamantes no Ar é veiculado todos os sábados pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/) entre 09h e 09h30.

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A Era do Pós-Rádio

Por Marcos Lauro

Se o Brasil teve sua Era do Rádio a partir de 1936 até a metade da década de 1950, hoje vivemos o que podemos chamar de Era do Pós-Rádio. As preocupações dessas duas ”eras” são bem diferentes: enquanto a primeira tinha a massa como objetivo, a segunda se preocupa (ou pelos menos deveria se preocupar) com a forma, o meio e a linguagem. Nesse artigo, pretendo explicar um pouco mais essa teoria mas sem comparar os dois períodos, que são distintos e não têm nenhuma ligação entre si. E deixo claro também que essas observações são válidas para emissoras instaladas nas grandes cidades. O interior do Brasil, além de grande, é muito rico culturalmente e a dinâmica das rádios e da relação delas com o ouvinte é completamente diferente de uma metrópole.

A culpada pelas grandes transformações no ato de fazer rádio é a internet, sem dúvidas. Na segunda metade da década de 1990, quando houve uma primeira fase de popularização da internet no Brasil, os produtores radiofônicos viram que precisavam se adaptar. Inicialmente, nessa época, essa adaptação se restringia à criação de web-sites e endereços de e-mail das emissoras. Até então, surgia apenas mais um canal de comunicação por onde as demandas dos ouvintes chegavam. E as rádios mais antenadas às novidades já arriscavam as transmissões online, por streaming. Isso era luxo.

Mas defendo aqui um marco, que pode ser totalmente discutível e contestado: o ano de 2000.

Neste ano nascia a web-rádio Radioficina @Jato, uma parceria entre a Radioficina Qualificação Profissional, escola que forma locutores e sonoplastas em São Paulo, e o extinto provedor @jato, que pertencia à também extinta operadora de TV a cabo TVA.

Foi a primeira web-rádio brasileira a transmitir ao vivo com locutores – até então existiam somente os chamados “vitrolões”, apenas com músicas e sem vinhetas ou qualquer intervenção de locutores.

Além do locutor ao vivo, o detalhe que se mostra mais importante: havia uma sala de bate-papo online para interação e, principalmente, pedidos de músicas. Além disso, o chat virava uma atração da própria rádio, pois podia ser comentado no ar. Até esse ponto não há novidades: em vez da carta chegando com o pedido musical, uma frase na tela do chat já resolvia a questão. A diferença é que, nesse momento, o produtor/locutor passava a produzir conteúdo para outro meio que não o radiofônico. O chat precisava ser alimentado com informações ou, pelo menos, respostas para as perguntas dos ouvintes/internautas. Aí é que está a mudança e a chegada do “pós-rádio”.

Transferindo a experiência para os dias de hoje, quando há mídias sociais, aplicativos e sites para serem abastecidos com música ou informação: um produtor não pensa apenas no que vai ao ar mas também em como esse conteúdo vai se transformar num post do Twitter ou do Facebook ou ainda uma matéria no site da emissora.

Desde o marco, em 2000, um produtor/locutor de rádio vai além do estúdio e do microfone e pensa nas possibilidades que aquele conteúdo pode ter em outros meios, com outras linguagens e atingindo outros públicos que não aqueles que estão sintonizados/conectados à emissora.

Vale lembrar que essa característica não é influenciada pelo público alvo da emissora. As rádios voltadas para um público mais velho e menos ativo em mídias sociais também usam as ferramentas que a web oferece hoje. Talvez o que mude seja a freqüência ou a intensidade. Uma rádio jovem precisa dialogar mais com seu público, já que ele “é” (e não “está”) online.

A Era do Rádio, no Brasil, terminou na década de 1950 com a criação e o aumento do interessa pela TV. Já a Era do Pós-Rádio não tem data para terminar. Caso o rádio queira sobreviver, ele terá que sempre pensar nos outros meios e transformá-los em aliados e agregadores de conteúdo e audiência. Essa solução, que vem sendo utilizada de forma bastante criativa em diversas emissoras, cria uma parceria entre o rádio e outros meios, e não um combate.

Agora sim, ouça a edição que marcou o primeiro aniversário do Radioamantes no Ar

Por Rodney Brocanelli

Por uma lamentável desatenção, publicamos aqui no blog uma edição antiga do Radioamantes no Ar. Agora, com a devida correção, você pode ouvir a edição de aniversário.

*

Neste sábado, o Rádioamantes no Ar teve uma edição festiva. Primeiramente, pelos quarto aniversário do blog e também pelo fato de que no dia primeiro de junho é completado o primeiro aniversário do programa que é veiculado todos os sábados, entre 09h e 09h30, pela web rádio Show Time (http://showtimeradio.com.br/). Nesta edição, o programa abordou sobre as rádios que não irão fazer a cobertura da Copa do Mundo, como a Grenal, de Porto Alegre, e 730, de Goiânia. Além disso, a atração relembrou um pouco da antiga Rádio Cidade, de São Paulo. Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flávio Aschar.

 

Radioamantes no Ar fala da possível “volta” da Record AM e do radinho de pilha na Copa

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre a possível volta da programação comercial na Rádio Record AM, que há alguns anos virou um tremendo vitrolão. Outro assunto abordado: a não proibição do uso de radinhos de pilha nos jogos da Copa do Mundo. O Radioamantes no Ar vai ao ar todos os sábados na Showtime web rádio (http://www.showtimeradio.com.br/), sempre a partir das 09h. Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flavio Ashcar.

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Radioamantes no Ar fala da punição à Rádio Guaiba e do segundo aniversário da Bradesco Esportes FM

Nesta semana, o Radioamantes no Ar abordou o seguintes assuntos: a punição à Rádio Guaíba, que ficou fora do ar por 24 horas na última terça. Além disso, falou da proibição dos radinhos de pilha em jogos da Copa do Mundo. Ainda houve tempo para celebrar o segundo aniversário da Bradesco Esportes FM e do FM  em São Paulo nos anos 1980. O Radioamantes no Ar vai ao ar todos os sábados, na web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/) a partir das 09h. Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flavio Ashcar.

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