O Rádio e os primeiros gritos de gol, por Flávio Araújo

publicado no site Ribeirão Preto on Line

O rádio, o grande invento que marcou o início do século passado foi durante muitos anos um órgão estatal e que só transmitia aquilo que o governo desejava.

Isso acontecia nos países onde imperavam governos ditatoriais, mas também a Grã-Bretanha, Inglaterra à frente, teve na BBC sua porta-voz exclusiva.

Esse tipo de rádio subsistia sem publicidade que o sustentasse e no caso da Inglaterra o pagamento da taxa por parte dos possuidores de aparelhos era paga sem que ninguém o contestasse até recentemente.

No Brasil o rádio já nasceu independente com a fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923, mas também sem publicidade e com pagamento de taxa por aparelho.

Não durou muito esse estado de coisas e a publicidade passou rapidamente a ser aceita para que houvesse realmente progresso no broadcast brasileiro.

Também nos Estados Unidos da América do Norte o rádio nasceu livre e com publicidade ilimitada.

Existem ainda resquícios do rádio brasileiro no tempo da ditadura Vargas e o programa A Voz do Brasil, de transmissão obrigatória até hoje por todas as emissoras do país é a lembrança dos tempos em que a Rádio Nacional, subsidiada, tinha o maior elenco de artistas e era a mais ouvida do país.

Como os sucessivos governos, mesmo nos períodos democráticos, sempre tiveram uma queda para controlar a mídia, como o atual, a Voz do Brasil, muito combatido por seu anacronismo e pela concorrência superior que as emissoras fazem em seus programas informativos continua resistindo e mantendo-se no ar.

Nos países onde as ditaduras cravaram suas unhas com maior profundidade a presença do rádio sempre influenciou o futebol e caminhou ao lado deste fazendo sempre a vontade e seguindo a orientação fundamentalista dos donos do poder.

O HOMEM DE MUSSOLINI NO MICROFONE

Benito Mussolini, o foi o ditador da Itália que mais se aproveitou do chamado rádio oficial para promover as vitórias italianas de 1934/38 nos segundo e terceiro mundiais de futebol.

Tinha uma voz oficial para transmitir os cotejos da “azurra” e é sobre ele que escrevo.

No ano de 1956 fiz a minha primeira transmissão do Maracanã, cotejo amistoso entre Brasil e Itália, vitória brasileira por 2 a 0 e a primeira vez que um microfone de minha cidade natal, onde iniciei minhas atividades, era levado ao grande estádio.

Longe de mim imaginar que alguns poucos anos depois estaria em Milão transmitindo o cotejo onde o Brasil pagaria com a presença de sua seleção a visita da italiana.

Entre as emoções que o cotejo de 1956 me proporcionou estava a oportunidade de conhecer Nicoló Carósio, o locutor oficial de Mussolini e que transmitira os dois mundiais ganhos por seu país em 1934 na Itália e em 1938 na França.

Democrata e adepto de regimes onde o povo era livre não tinha nenhuma simpatia com um locutor notadamente imbricado com os princípios que o Ducce italiano defendeu.

Minha admiração era pelo locutor esportivo que subsistiu ao pós guerra e na verdade nos tempos em que o rádio reinava absoluto o narrador desse espetáculo merecia o mesmo respeito que o grande cantor ou o galã de cinema e teatro mais festejado alcançava junto ao público.

Hoje as coisas mudaram muito pelo extraordinário número de narradores esportivos em quase todos os países, mas principalmente no Brasil onde a televisão vai pouco a pouco fechando o caminho para os narradores de rádio que mesmo assim fazem do mesmo a escola para seu desenvolvimento.

Carósio, lembro-me, sofreu um pequeno acidente ao caminhar em direção à cabine que ocuparia no verdadeiro subterrâneo que se percorria nas entranhas do Maracanã para ocupar uma das poucas cabines de transmissão.

Bateu a testa numa das passagens mais baixas (era um homem magro e alto) e teve que ser medicado e por pouco não conseguiu transmitir o espetáculo.

Contam que Nicoló Carósio foi também quem levou pessoalmente aos jogadores da Itália antes da Copa de 1934 a mensagem de Mussolini simplesmente com estes dizeres: “Vencer ou Morrer”.

Lembro que as transmissões europeias eram muito diferentes das brasileiras, lentas, comentadas e sem o entusiasmo que sempre foi o principal tempero na narração dos profissionais brasileiros.

Mas, não só de Nicoló Carósio viviam os governos ditatoriais.

Em Portugal havia Arthur Agostinho, o locutor oficial da Rádio Nacional de Lisboa e também bastante afinado com o governo Salazar.

Muitos diziam que Arthur era, inclusive, membro da PIBE, a terrível polícia política do governo português.

Arthur, gordo, brincalhão, era uma figura que se fazia notar e sempre recebia os seus colegas brasileiros quando em Portugal com fineza e cavalheirismo.

Alguns dos nossos falavam em congraçamento, outros em estreita vigilância no desempenho de sua função que não era apenas a de narrar futebol.

Mas, ao microfone era antes de tudo um porta-voz do governo narrando jogos de sua seleção ou os grandes cotejos entre clubes de seu país.

Logo após a queda da ditadura portuguesa, a exemplo do Professor Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar, Arthur Agostinho transferiu-se as pressas para o Brasil e com seus amigos do Rio de Janeiro aqui foi se arranjando, mas jamais como locutor esportivo.

Interessante que o português falado no Brasil ganha campo em Portugal, mas a recíproca não é verdadeira.

Wilson Brasil, comentarista vibrante, combativo, deixou o Brasil e foi fazer sucesso no rádio português dentro de sua função, mas isso já depois do término do período ditatorial naquele país.

Na Europa, notadamente nos países do Leste Europeu e onde as emissoras oficiais duraram ainda por mais tempo no pós guerra cada país tinha em geral o seu locutor chapa branca.

Outro narrador que ganhou grande notoriedade e para muitos se portava como figura do governo foi já em época moderna o argentino José Maria Munhoz, com destaque para a Copa de 1978 e vencida por seu país.

Era, porém, diferente já que Munhoz contava com a concorrência de inúmeros outros e o rádio na Argentina tinha o mesmo modelo brasileiro.

No Uruguai o grande nome das narrações esportivas era Carlos Solé, que conheci na Rádio Sarandi desde minhas primeiras viagens a Montevideo.

Solé fora a grande voz uruguaia na conquista da Copa de 1950 e seu prestígio se rivalizava com o de Júlio Sosa o maior cantor de tangos da região platina depois de Carlos Gardel e que embora fosse ídolo na Argentina era uruguaio de nascimento.

Interessante esse aspecto: grandes ídolos argentinos nasceram no Uruguai ou em outros países vizinhos, como Leguisamo, chileno, o jóquei de maior prestígio em Palermo, como o músico e compositor Francisco Canaro, o autor de Madreselva (Madressilva) e condutor do mais famoso conjunto de tangos de sua época e ainda Gerardo Matos Rodrigues, autor do imortal Caminito, tango tão famoso que se tornou referência turística a local bastante visitado em Buenos Aires, o Camino Caminito.

Tanto o autor como a composição eram uruguaios legítimos.

Canaro, nome de rua em Buenos Aires nasceu no Uruguai, filho de italianos e só se naturalizou argentino no fim da vida.

E Carlos Gardel, o mais famoso intérprete original dessas canções teria nascido onde?

Uns dizem que foi em Tacuarembó, no Uruguai, outros que em Marselha, na França e que seu nome em realidade era Gardés e não Gardel, mas pela paternidade do mesmo os argentinos vão à luta.

Um dos argumentos que os argentinos usavam para mostrar que Gardel era filho do país foi o fato dele visitar e cantar para seus jogadores antes da final contra o Uruguai na Copa de 1930, a primeira delas.

Depois, soube-se que ele fizera o mesmo com os uruguaios e a discussão persiste até hoje.

O certo é que se estou falando de locutores-esportivos é bom lembrar um outro portenho que era muito ouvido no Brasil nos velhos tempos.

Nos anos 1940 quando o dial de um aparelho não tinha esse imenso número de emissoras dos dias atuais e que vai obrigar o governo brasileiro tomar medidas para transformar AMs em FMs o rádio do sul do continente penetrava no interior paulista com muito boa qualidade de som.

Assim é que me acostumei a ouvir transmissões por Fioravanti, da rádio Belgrano de Buenos Aires e lembro-me da frase dístico em que os locutores auxiliares depois de suas falas terminavam sempre com um “adelante, Fioravanti”.

Se comecei falando dos locutores oficiais em algumas emissoras do rádio estatal na Europa e vou mudando para uma espécie de homenagens a alguns nomes famosos na América do Sul não posso deixar de lado o chileno Gustavo Aguirre, “El negro Aguirre”, como o chamavam em Santiago.

Aguirre era um médico que também se dedicava ao grito de gol.

E ainda Sérgio Livingstone, goleiro da seleção chilena na Copa do Mundo de 1950, apenas que era o comentarista enquanto Aguirre era relator.

Alguns no Brasil marcaram época nesse período e me acostumei em minha infância a ouvir Rebelo Junior, o homem do gol inconfundível, Aurélio Campos, Jorge Cury, Antônio Cordeiro e, Oduvaldo Cozzi e alguns outros que me inclinaram para uma paixão profunda pela função.

O grande Pedro Luiz, de quem fui contemporâneo só vim a ouvir quando iniciei meus passos no rádio.

Mas, o primeiro locutor esportivo que deixou seu nome marcado por ter sido o único a narrar pela primeira vez uma Copa do Mundo foi o paulista Gagliano Neto, ao transmitir por uma cadeia de emissoras a Copa do Mundo de 1938.

Mesmo sendo uma transmissão sem influências governamentais (o Brasil já estava em plena ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas) Gagliano causou grande confusão no Rio de Janeiro quando da transmissão do cotejo semifinal entre Itália 2 Brasil 1.

Como a Itália venceu com um pênalti imensamente contestado pelos jogadores brasileiros e pela transmissão de Gagliano (Domingos da Guia em Piola) o locutor aventou a possibilidade esdrúxula ao final da transmissão de que a partida poderia ser anulada.

Isso causou alvoroço e quebra-quebra na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro quando os fatos foram esclarecidos e foi lida a nota oficial falando que de forma alguma o jogo poderia ser anulado e o Brasil estava fora da final.

Locutores oficiais como o italiano Carósio ou o português Arthur Agostinho o Brasil, felizmente, nunca teve.

flavioaraujo

Paulinho Boa Pessoa negocia retorno à Rádio Capital

Por Rodney Brocanelli

Paulinho Boa Pessoa não está mais no ar pela Rádio Capital, ao menos por enquanto. Em novembro, o Radioamantes divulgou que ele iria ficar  no ar em duas emissoras: a própria Capital, ocupando o horário das 04h as 06h, e a Super Rádio, pela qual entra no ar a partir das 08h. No entanto, essa dupla jornada não durou muito tempo e ele ficou apenas na Super Rádio. Sabe-se que Paulinho está em negociações com a Capital, mas ainda não há nada definido no que diz respeito a sua volta ao ar por esse prefixo. Ele poderá apresentar seu programa pelas duas rádios, como em novembro do ano passado. É o que há no momento.

rádiocapital

 

Memória: Mauro Beting conta os bastidores do susto em Milton Neves

Por Rodney Brocanelli

Como já anunciamos aqui, o blog do jornalista Márcio Torvano, repórter esportivo da 105 FM, abriu espaço em seu blog, o Blog do Torva, para contar algumas histórias do rádio. Em uma de suas postagens, ele contou com um convidado muito especial: o comentarista Mauro Beting. Ele relembra o susto que em Milton Neves, um momento célebre do Terceiro Tempo, da Rádio Bandeirantes, em 2011, que o blog Radioamantes ajudou a divulgar.  No player abaixo, você assiste ao depoimento de Mauro, mas não deixe de visitar o Blog do Torva, que tem um conteúdo muito interessante, com uma visão bem peculiar sobre o futebol.

Ouça o áudio do susto de Milton Neves

 

miltonneves

Memória: Silvio Santos em ação no rádio

Por Rodney Brocanelli

Trazemos aqui mais um registro histórico de Sílvio Santos no rádio: desta vez, o apresentador gravando as cabeças de seu programa que era veiculado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesse registro, ele faz as introduções de quadros de seu programa diário (com os respectivos patrocínios das empresas de seus grupo), a agenda de gravações de uma de suas atrações na televisão, o Silvio Santos Diferente, e até sobrou espaço para ele falar da TVS Canal 11, do Rio de Janeiro, na época recém-inaugurada. Silvio tem a ajuda da locutora Maria Helena. Esse áudio foi extraído dos arquvios de Onofre Favotto, que estão disponíveis na internet. Ouça no player abaixo.

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Site recupera trechos da estreia da Rádio K do Brasil, de Goiânia

Por Rodney Brocanelli

O site Show do Rádio, do radialista Paulo Francisco, publicou no último final de semana áudios históricos da Rádio K do Brasil. Comandada por Jorge Kajuru, a emissora foi o marco de uma verdadeira revolução no rádio de Goiânia, com uma programação mesclada de futebol (em sua maior parte do tempo) e notícias por quase 24 horas. Ela chegou a ser chamada de “CBN dos Esportes”  pelo jornalista Daniel Castro na Folha de S. Paulo.

Os áudios publicado por Francisco recuperam trechos do primeiro dia da emissora no ar: 1 de dezembro de 1997.  É possível ouvir um editoral do proprietário anunciando o lançamento da emissora. O outro é um programa matinal de informações gerais apresentado por Luiz Carlos Bordoni, com a participação especial do repórter Ricardo Setyon, que estava na cidade de Tóquio para a cobertura da partida entre Cruzeiro x Borussia Dormund, disputada no dia seguinte.

Ouça essas relíquias  da história do rádio goianiense no link abaixo (são os dois primeiros da lista).

http://showdoradio.com.br/radio-k-do-brasil/

rádiok

Milésimo gol de Pelé completa 46 anos

Por Rodney Brocanelli

Lembra o amigo Guto Monte Ablas: hoje se comemora mais um aniversário do milésimo gol de Pelé, o 46º. Ouça abixo um especial produzido por André York, da Rádio Banda B, de Curitiba, sobre este grande marco da carreira do Atléta do Século. Depoimentos e registros de Joseval Peixoto, Flávio Araújo, entre outros

Além de ser um dos grandes acontecimentos da história do futebol, o milésimo gol marcado por Pelé também entrou para a história do rádio esportivo. Geraldo Blota, então na Jovem Pan, foi o primeiro a entrar no gol e colocar o microfone próximo a boca do rei do futebol, que naquele momento estava desabafando com uma série de palavrões. Apesar disso, o furo de reportagem foi comemorado pela emissora com anúncio no jornal e o slogan “A bola está com Pelé. O microfone está com Geraldo Blota”. GB morreu em 15 de janeiro de 2009, vítima de um câncer no reto. Acompanhe no player abaixo um vídeo da época, mixado com o aúdio da Jovem Pan. O narrador é Joseval Peixoto.

Em 1982, Antonio Edson manda abraço para Cléber Machado, “torcendo para o time do Peixe”

Por Rodney Brocanelli

O canal Futnáticos, do YouTube, desencavou uma preciosidade histórica: o trecho de uma narração de Antonio Edson, então na Rádio Globo, para uma vitória do Santos sobre o Palmeiras pelo placar de 6 a 1. O detalhe curioso é que antes do sexto gol da equipe alvinegra, marcado por Paulinho, o narrador cita “Cléber Machado na audiência, torcendo para o time do Peixe”. O Futnáticos diz que esse Cléber Machado seria o hoje narrador da Rede Globo de Televisão. Será? Ouça o áudio no player abaixo. Em 2012, a revista Vip, da Editora Abril, publicou uma reportagem revelando o clube de coração de diversos cronistas esportivos e colocou o nome de Cléber na galeria dos torcedores santistas. Leia abaixo:

http://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2012/05/04/revista-vip-entrega-times-do-coracao-de-narradores-reporteres-e-comentaristas-de-futebol/

Ouça o áudio no player abaixo

Cleber Machado no Esporte em Discussao2

I Won’t Let You Down, do Ph. D, traduzido por Flávio Prado

Por Rodney Brocanelli

Neste sábado foi anunciada a morte do cantor e músico Jim Diamond. Ele tinha 64 e as causas não foram reveladas até o momento. Diamond era escocês e estava morando em Londres, onde morreu. Os sites noticiosos brasimeiro lembraram mais de um de seus sucesso solo, I Should Have Known Better, de 1985, mas seu grande clássico é, na verdade, I Won’t Let You Down, que gravou com o trio do qual fazia parte , o Ph. D. Essa canção tocou muito (mas muito mesmo) nas emissoras FMs daqui entre nos anos de 1982 e 1983. Até hoje é veiculada nas rádios de flash back. Vamos relembrar dessa magnifica canção com a tradução de Flávio Prado, áudio esse que foi apresentado dentro do Jovem Pan no Mundo da Bola.

Flavio-Prado

Há 37 anos…

Por Rodney Brocanelli

Vasculhando alguns arquvios de aúdio aqui no meu notebook, descobri uma incrível coincidência. Tenho dois registros da antiga Super Rádio Tupi, de São Paulo, que operava nos 1040Khz. Até já os divulguei aqui no Radioamantes, mas não tinha me atentado para a data: 19-09-1978. Há exatos 37 anos. O primeiro é uma edição do boletim noticioso O Mundo Pela Tupi, com interpretação do saudoso Cyro Cesar Silvério.

O outro é um comentário de Mario Moraes, brilhante profissional da crônica esportiva, falando sobre os assuntos do futebol da época.

Nunca é demais lembrar que os áudios fazem parte do acervo de Onofre Favotto e que estáo disponíveis na Internet.

Histórias da Rádio Cidade/Sucesso

Por Rodney Brocanelli

Nas últimas semanas, o Radioamantes no Ar trouxe algumas histórias da antiga Rádio Cidade (depois Sucesso), de São Paulo, que operou por muitos anos na frequência dos 96,9Mhz com grande audiência e repercussão. O radialista Paulo Ramalho, que foi diretor artístico da emissora, deu um depoimento ao programa sobre sua passagem pela Cidade/Sucesso e contou a sua visão de dois episódios marcantes. Um deles foi  a mudança de nome de Cidade para Sucesso graças a uma briga de Décio Matos, um dos sócios com o Grupo JB, detentor da marca. O outro foi a venda da frequência para o Grupo Bandeirantes e a posterior mudança de programação. Desde 2005 (portanto há 10 anos), é possível ouvir nos 96,9Mhz a Rádio Band News FM. E mais: uma revelação importante. A mesa de som que hoje é usada na Band News FM era da Rádio Cidade/Sucesso. Ouça tudo no player abaixo. Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flavio Ashcar.

RÁDIO CIDADE 96,9

Memória: ouça trechos da estreia de José Silvério na Rádio Bandeirantes no ano 2000

Por Rodney Brocanelli

O internauta Mauricio Roberto Pedroso postou em seu canal no You Tube um momento histórico do rádio esportivo brasileiro: trechos da estreia de José Silvério na Rádio Bandeirantes, no ano 2000. Na verdade, uma reestreia. Vale lembrar que em 1985 ele passou poucos meses na mesma Bandeirantes, mas acabou voltando à Jovem Pan.

São pouco mais de 41 minutos, com muitas edições e algumas imperfeições. O registro foi gravado do próprio rádio, o que dá mais charme ainda ao registro.

Ricardo Capriotti foi o âncora daquela jornada de 28 de agosto do ano 2000. A partida escolhida para o recomeço de Silvério na Bandeirantes foi São Paulo x Bahia, válida pela Copa João Havelange. No áudio, é possível ouvir as boas vindas de profissionais como o próprio Capriotti, Paulo Calçade, Leandro Quessada, Sergio Loredo, Paulo Soares, Eduardo Affonso, Sergio Patrick e Dirceu Marchiolli, que até narrou um gol imaginário com Silvério como o artilheiro. Houve espaço para que os filhos e a então esposa do narrador, Sebastiana de Andrade, deixassem mensagens gravadas ao pai.

Colegas de Silvério também falaram como Luis Carlos Quartarolo, da Jovem Pan, Roberto Carmona, na Band FM, Romeu Cesar e Osmar Garrafa, ambos então empunhando o microfone da Rádio Globo, entre outros.

Nos últimos minutos, é possível ouvir trechos da narração de Silvério o jogo entre São Paulo e Bahia, cujo placar final ficou em 1 a 1. No gol de Marcelo Ramos, que empatou a partida para o tricolor, é rodado um jingle especialmente usado para a ocasião composto por Carlinho Vergueiro. Além disso, os “textos foguete” dos patrocinadores estão mantidos. Ouça abaixo.

José Silvério é locutor esportivo há 50 anos

Uma playlist para quem tem saudade do rádio AM dos anos 1980

Por Marcos Lauro

Já que não temos mais o rádio AM dos anos 1980, a gente improvisa na internet.

Montei uma playlist no Spotify para quem tem seus 30, 40 anos e cresceu nos anos 1980 ouvindo rádio AM. Comunicadores como Paulo Barbosa, Zé Bettio e, especialmente, Eli Correa tocavam sucessos nacionais e internacionais que formaram uma geração inteira – além de também fazerem o gosto da geração anterior.

A playlist começa com três músicas significativas do programa do Eli Correa: “El Presidente”, de Herb Alpert & The Tijuana Brass já serviu como abertura, assim como “See See Rider”, de Elvis Presley. Já “Que Saudade De Você”, de Odair José, serviu de inspiração para que o comunicador criasse o quadro homônimo, com a leitura de cartas dos ouvintes. A atração existe até hoje e ainda é líder de audiência no horário.

Ouça:

 

Se você achar que faltou alguma música, coloque nos comentários que eu incluo.

Obs.: E nem entrei no universo do sertanejo, que também tocava muito. Motivo para a próxima playlist. 🙂

Memória: conheça a história da Rádio Monte Carlo FM, uma rádio clandestina da Vila Mariana

Por Rodney Brocanelli

Nos anos 1980, uma rádio clandestina e de alcance bem restrito operou em 95,7Mhz, na cidade de São Paulo. A Rádio Monte Carlo transmitia a partir do bairro da Vila Mariana e não ia muito longe. Apesar de tudo isso, ela tinha lá seus ouvintes. Aproximadamente dez anos depois, Reinaldo Ferreira, seu proprietário (por assim dizer) contou a história dessa emissora em uma entrevista. O detalhe curioso é que o papo aconteceu em uma outra emissora clandestina, a Rádio Onze, também uma rádio clandestina, no carnaval de 1997. E um detalhe ainda mais curioso: o apresentador do programa era eu. Participou também dessa entrevista Chico Lobo, um nome muito presente na história das rádios piratas. O registro tem muito ruído de cadeiras, etc, mas não deixa de ser um documento daquilo que pode ser considerado o lado B das rádios em São Paulo. Espero que seja dado um devido desconto ao entrevistador, que ficava falando em cima do entrevistado quase toda hora.

rádio

Memória: Fiori Gigliotti narra pênalti perdido por Garrincha no Corinthians

No primeiro semestre de 1966, o jogador Garrincha teve uma breve passagem pelo Corinthians. Ele estava com 32 anos e já não mostrava mais o futebol que encantou o planeta nas Copas vencidas pelo Brasil em 1958 e 1962 e também pelo Botafogo. Entretanto, não deixava de ser uma atração. No dia 21 de março daquele ano, o Corinthians enfrentou o Palmeiras em partida válida pelo torneio Rio-São Paulo. Aos 43 minutos do segundo tempo, o Verdão vencia pelo placar de 2 a 1 até que foi marcado um pênalti para o Timão. Garrincha ficou encarregado da cobrança. O goleiro Valdir Joaquim de Moraes defendeu, garantindo a vitória para seu time. Ouça o registro desse momento na narração de Fiori Gigliotti e com reportagens de José Paulo de Andrade, pela Rádio Bandeirantes.

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Radioamantes no Ar homenageia Helio Ribeiro

Sexta, 24 de julho de 2015. Se estivesse vivo, Helio Ribeiro estaria comemorando 80 anos. O Radioamantes no Ar aproveitou a data para relembrar fatos importantes da carreira deste grande comunicador, que deixou seu nome na história do rádio. Ele trabalhou em emissoras como Tupi e Bandeirantes, comandando programas como Correspondente Musical e O Poder da Mensagem. O convidado especial Sidney Magrini, integrante do Memorial Helio Ribeiro, contou vários aspectos  de sua vida e carreira, além de falar da parceria com o grande sonoplasta Johnny Black.. O Radioamantes no Ar vai ao ar todos os sábados, sempre a partir das 09h, pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flavio Aschar.

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