“Adivinhe!”: as memórias de Haroldo de Souza, um dos gigantes da narração esportiva

Por Rodney Brocanelli

E mais uma grande obra abordando o rádio esportivo acaba de ser lançada. É o livro de memórias de Haroldo de Souza, que completa 50 anos de narração esportiva em Porto Alegre neste ano de 2024 que caminha para seu final. O título é quilométrico: “Adivinhe! Haroldo de Souza – A memória do narrador dos gaúchos. 50 anos de rádio no Rio Grande do Sul”. A obra tem a participação do jornalista, também narrador esportivo e mestre em comunicação social, Ciro Götz.

Coincidência ou não, “Adivinhe!”, como será chamado aqui, sai poucas semanas depois de outro lançamento importante: “Um Encontro com o Professor”, que aborda a vida do comentarista Ruy Carlos Ostermann, já devidamente resenhado neste espaço: (clique aqui para ler). Aqueles que ainda se importam com o rádio esportivo ou que gostam de conhecer os bastidores da imprensa esportiva têm motivos para comemorar esses dois lançamentos.

Um dado importante é que Haroldo e Ruy fizeram uma dobradinha na Rádio Gaúcha, a partir do ano de 1978. O professor escreveu a orelha do livro do antigo companheiro. “Formamos uma dupla memorável”, escreveu. E não deixa de ser curioso que ambos têm formações completamente distintas. Ruy é um scholar, enquanto que Haroldo foi formado na escola da vida.

“Adivinhe!” é um livro de leitura rápida, dividida em tópicos breves. Além disso, usa dois recursos narrativos. Na abertura, a primeira pessoa é usada para contar seu nascimento, infância, o primeiro casamento e os caminhos que o levaram a se transformar em narrador esportivo. Um encontro com Pedro Luiz e um golpe de esperteza o ajudam conseguir espaço em Belo Horizonte, na Rádio Itatiaia.

Mesmo a Itatiaia já sendo uma emissora tradicional na cobertura do futebol, as coisas não foram fáceis para Haroldo. A falta de dinheiro foi um fantasma durante todo o período em que esteve lá. Além disso, conforme o relato, Januário Carneiro não gostava de sua voz. Oswaldo Faria, o chefe de esportes, é quem segurava as pontas.

Cronologicamente, Haroldo se transferiu para Porto Alegre se transformando em narrador titular da Rádio Gaúcha. No entanto, sua posição privilegiada foi colocada de lado com a chegada de Armindo Antônio Ranzolin, egresso da Guaíba, que assumiu um cargo de chefia. Insatisfeito com a situação, Magrão, como é conhecido, anos mais tarde foi para a própria Guaíba transformando-se no titular das narrações de futebol. Todo esse processo está em “Advinhe!”.

A partir de então, o tom do livro muda e Haroldo assume a narrativa, contando causos de coberturas internacionais, não vamos contar aqui, mas foram Copas do Mundo, Copas Américas, Libertadores e Mundiais de Clubes, estas duas últimas competições com o envolvimento de Grêmio e Internacional.

Haroldo não fala muito de sua passagem breve pela Rádio Bandeirantes. “Tive raros momentos positivos naquela emissora”, escreveu. Além disso, ele cita o nome da pessoa que o dispensou (sem spoiler aqui). O contexto é relativamente conhecido. Derrotado na eleição para vereador em 2012, praticamente no dia seguinte ele é dispensado pela emissora. Faltou escarafunchar um pouco mais essa história.

Em seguida, ele é contratado pela Rádio Grenal e vive um renascimento profissional. A rádio, surgida na década de 2010, fala 24 por dia das coisas de Grêmio e Internacional e mexeu com a concorrência. Guaíba e Bandeirantes que o digam.

Nesse meio tempo, Haroldo conta que recebeu um salário da RBS, após pedir emprego mas, segundo o relato de “Adivinhe!”, seu nome foi vetado. Após uma conversa com Nelson Sirotsky, o narrador passa a receber um salário do grupo por um certo período. (Em tempo: em uma entrevista recente ao De Carona com o Gamba, Nelson disse que foi um empréstimo de R$ 60 mil, pagos em prestações de R$ 5 mil, que não precisava ser devolvido).

“Adivinhe!” também traz os textos escritos por Haroldo para as aberturas de jornadas, aquele momento em que o narrador faz uma introdução da partida que vai ser narrada e da equipe envolvida na cobertura. No entanto, o narrador aproveitava para falar de outras coisas não necessariamente envolvidas com a partida em questão. Era, no fundo, uma crônica radiofônica. Também foram reunidos alguns textos para comentários que ele fez em programas esportivos das emissoras pelas quais passou.

Logo no final, ao menos uma revelação mais pessoal, que vem pela sua atual esposa, Carla. Ela conta as circunstâncias em que se conheceram (outro spoiler que não vamos dar aqui).

“Adivinhe!” foi editado pela Melhorpubi. Uma das formas de adquirir o livro é pelo próprio site da editora: https://melhorpubli.com.br/

Grupo Bandeirantes demite apresentadora após vazamento de áudio

Por Rodney Brocanelli

O Grupo Bandeirantes de Comunicação divulgou nesta segunda (25) uma nota oficial informando a demissão de Ana Paula Minerato, que comandava o Estação Band, na Band FM. Em um áudio vazado nas redes sociais, a comunicadora fez ofensas de cunho racista contra Amanda, que é vocalista do Melanina Carioca (leia mais aqui).

“As declarações de Ana Paula Minerato, mesmo sendo de cunho pessoal, não estão alinhadas com os valores e diretrizes da emissora”, diz a nota. Minerato fazia parte da equipe de apresentadores da Band FM desde 2015.

Leia abaixo a íntegra da nota:

A Band repudia veementemente qualquer forma de racismo, discriminação ou preconceito. As declarações de Ana Paula Minerato, mesmo sendo de cunho pessoal, não estão alinhadas com os valores e diretrizes da emissora. Por esse motivo, a colaboradora foi desligada da empresa.

BandNews FM prepara mudanças na programação a partir desta terça-feira

A BandNews FM fará mudanças na programação vespertina a partir desta terça-feira (26). O Entre Nós, ancorado pela jornalista Adriana Araújo, passará a ser exibido entre 16h e 17h para toda a rede da rádio (Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Fortaleza, Salvador, João Pessoa e Manaus) e para a BandNews TV, e entre 17h e 18h para São Paulo e para as plataformas digitais, que podem ser acessadas de qualquer localidade. O jornal também tem apresentação de Renan Sukevicius.

Ao vivo, a audiência acompanha as principais notícias do dia, com repórteres espalhados pelo Brasil e com os correspondentes Eduardo Barão, nos Estados Unidos, e Felipe Kieling, em Londres. No estúdio, o time faz apuração do noticiário, abre espaço para as atualizações de momento e fica de olho e ouvidos atentos ao que os ouvintes dizem pelo WhatsApp e ao que os espectadores da TV e da internet escrevem online.

Com a troca de horário do Entre Nós, no mesmo dia a BandNews FM terá o retorno do BandNews em Alta Frequência, agora entre 14h e 16h, com Fábio FrançaLarissa Alves e Isabela Mota. O jornal traz os assuntos mais relevantes, movimentando a reportagem por todo o país.

BandNews no Meio do Dia, sob o comando de Eduardo Oinegue, tem as coapresentações de Débora Alfano e, agora, de Sandro Badaró. O O É da Coisasegue ancorado por Reinaldo Azevedo, com Alexandre Bentivoglio e Arthur Covre.

No matutino Expresso São Paulo, que é transmitido para São Paulo no dial em FM 96,9 MHz entre 5h e 7h, e para todo o mundo nas redes sociais, Ivan Brandão e Roberta Russo vão contar com a companhia de Luana Pereira, focada nos acontecimentos da cidade e reforçando o compromisso da emissora com a proximidade com o público e com informações ágeis e dinâmicas. 

Além do xingamento, insubordinação causou saída de Kenny Braga da Gaúcha

Por Rodney Brocanelli

10 anos depois a rumorosa demissão de Kenny Braga da Rádio Gaúcha ganha um novo componente. Sua saída não foi apenas o resultado de um xingamento proferido no ar. Houve também um ato de indisciplina.

Para quem não lembra, em 10 de novembro de 2014, Kenny teve um desentendimento com Paulo Sant’Ana durante o Sala de Redação que fugiu ao controle. Kenny estava com a palavra e foi interrompido pelo colega, que protestou:

-Eu não fui agressivo, vai gritar com a tua mãe.

A resposta de Kenny veio como puro reflexo:

-A tua mãe, filho da puta.

Na ocasião, um comunicado divulgado pelo Grupo RBS informou que o comentaria fora demitido pelo uso de uma expressão de baixo calão, enquanto que Sant’Ana acabaria suspenso por tempo indeterminado.

No entanto, em uma entrevista ao programa Bola nas Costas, da Atlântica, Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, contou alguns bastidores importantes deste episódio.

“O Sant’Ana que sabia como a casa trabalhava, como é que as coisas andavam aqui, o que que ele fez? Pegou a bolsinha dele, ficou esperando o Cyro chegar (Cyro Silveira Martins Filho, então gerente da Rádio Gaúcha), o Cyro chegou e disse ‘vocês dois estão suspensos até sexta’. O Sant’Ana que que fez? Foi embora. E o Kenny ficou. Sem dar uma palavra”, afirmou Guerrinha.

Ainda conforme seu relato, “quando deu o intervalo, o Cyro entrou e disse ‘você está suspenso também’. E ele disse: ‘e quem é tu para me suspender?'” Ou seja, uma insubordinação.

Guerrinha conta que ele, Wianey Carlet e Lauro Quadros foram procurar Nelson Sirotsky, presidente do Grupo RBS a fim de interceder pelo colega. Entretanto, não houve sucesso. “Me peçam tudo, mas não me peçam isso. Não pode desacatar o gestor”, disse Nelson.

Rodrigo Adams, integrante da mesa do Bola nas Costas, concluiu: “então na real nem é o que foi dito no ar, é o que foi dito fora do ar”. Guerrinha concordou: “exatamente”. Veja abaixo.

Há pouco mais de duas semana, Kenny Braga participou do De Carona com o Gamba, no canal do jornalista Filipe Gamba do YouTube. Apesar de fazer uma certa confusão com os fatos, disse não se arrepender do episódio. Kenny é órfão de mãe desde os quaro anos de idade. Veja abaixo.

Ainda nessa mesma entrevista concedida ao Canal do Gamba, Kenny também falou de sua saída da Rádio Grenal. Segundo o jornalista, ela se deu depois que levantou da mesa para ir atrás de Pato Moure, que tinha ido ao estúdio para participar do programa Dupla em Debate com uma luva de boxe e disse “mas esse chapéu vai voar”. Diz Kenny: “fui em direção a ele, ameacei dar um soco, mas eu não dei”. Essa foi a gota d’água para a direção da emissora. O ambiente entre Pato e Kenny nunca foi dos melhores no programa.

Nativa FM inaugura novos estúdios em Ribeirão Preto

A Nativa FM de Ribeirão Preto (SP) inaugurou nessa segunda-feira (11) os novos estúdios no Shopping Santa Úrsula, no centro da cidade. As instalações foram apresentadas oficialmente durante a exibição ao vivo do programa A Nativa Entrou no Grupo, comandado por Carlos GalinhaDay Quarenta e Paulo Eugênio, às 18h, para a rede. O evento, que contou com descerramento de placa, foi prestigiado pelo atual prefeito, Duarte Nogueira,e outros executivos.

No local, o público pode acompanhar todas as transmissões por meio da vitrine, além de interagir com os locutores.

A frequência FM 101,9 MHz, que alcança municípios como Altinópolis, Batatais, Cajuru, Guatapará, Jardinópolis, Morro Agudo, Pontal, Serra Azul, Sertãozinho, entre outros, foi lançada em março deste ano, atingindo cerca de 1,3 milhão de ouvintes em potencial.

A rádio que toca hits românticos e sertanejos conta atualmente com 32 emissoras em sete estados brasileiros – Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Goiás, que estreia uma afiliada na próxima segunda-feira (FM 103,7 MHz), totalizando mais de 46 milhões de ouvintes potenciais em 27 anos de história.

Divulgados os vencedores do Troféu Aceesp 2024

Por Rodney Brocanelli

A Acessp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) divulgou a lista de seu tradicional prêmio de melhores do ano. A votação foi realizada entre os associados da entidade. Como em outros anos,  cerimônia de entrega dos troféus está marcada para a noite do dia 2 de dezembro, no Auditório Armando Nogueira, no Museu do Futebol, localizado no estádio do Pacaembu.  A apresentação ficará a cargo de Milton Leite e Gabriela Ribeiro.

Vamos destacar aqui os vencedores da categoria rádio:

Narrador (a): Oscar Ulisses (Rádio CBN)

Comentarista: Raphael Prates (Rádio CBN)

Repórter: Alinne Fanelli (Rádio BandNews FM)

Apresentador (a): João Paulo Cappellanes (Rádio Bandeirantes)

Conheça os vencedores das outras categorias:

TV

Narrador (a): Everaldo Marques (TV Globo/SporTV)

Comentarista: Alexandre Lozetti (TV Globo/SporTV)

Repórter: Eduardo Affonso (Canais ESPN)

Apresentador (a): Renata Fan (TV Bandeirantes)

MÍDIA DIGITAL/ON LINE

Melhor veículo: Portal UOL Esportes

Melhor profissional do ano: André Hernán (Canal do André Hernan)

OPINIÃO – MÍDIA ESCRITA (IMPRESSA OU DIGITAL)

Melhor colunista: PVC (Portal Uol Esporte)

INTERIOR

Rádio: Rádio CBN (Ribeirão Preto)

TV: EPTV (Ribeirão Preto) e Thati TV (Ribeirão Preto) – empate

Jornal/site: A Cidade ON (Ribeirão Preto)

LITORAL

Rádio: Rádio Caraguá FM (Caraguatatuba)

TV: TV Tribuna (Santos)

Jornal/site: A Tribuna (Santos)

EX- ATLETAS

Melhor profissional do ano: Neto (TV Bandeirantes)

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Melhor profissional do ano: Felipe Espíndola (São Paulo Futebol Clube)

PERSONALIDADES DO ESPORTE NO ANO

Feminino – Rebeca Andrade (Ginástica Olímpica)

Masculino – Estêvão (atacante da SE Palmeiras)

PRÊMIOS ESPECIAIS INDICADOS PELA DIRETORIA

TROFÉU REGIANI RITTER – Marília Ruiz (Canais Band, Portal UOL e Paramount+)

TROFÉU ELY COIMBRA – Pedro Bassan (TV Globo)

HONRA AO MÉRITO – 50 ANOS DE CARREIRA – Waldo Braga e Júlio Deslbosque

MELHOR MATÉRIA ESCRITA (MÍDIA IMPRESSA OU PLATAFORMAS ON LINE)  – Danilo Sardinha (Globo Esporte.Com), com a reportagem: “Conheça a bola criada por crianças que virou sinônimo de esperança em campo de refugiados na África)

MELHOR IMAGEM DO ESPORTE EM 2024 – Mathilde Missioneiro (Folhapress), com foto de Rebeca Andrade comemorando a medalha de prata na final de salto, em Paris-24, com a bandeira do Brasil em formato de coração.

Presidente da Liga Forte União é contra a cobrança de direitos e reconhece importância do rádio na divulgação do futebol

Por Rodney Brocanelli (colaborou Edu Cesar)

Em entrevista ao programa Concentração, da Rádio Bandeirantes, Marcelo Paz, que é CEO do Fortaleza e presidente da Liga Forte União, que é uma das mais importantes associações de clubes de futebol no Brasil (a outra é a Libra), posicionou-se de forma contrária à cobrança de direitos das emissoras de rádio para transmitir os jogos. Além disso, ele reconheceu a importância história do veículo na divulgação do esporte no país.

“À princípio, não sou a favor da cobrança. Eu acho que a rádio tem um contexto histórico. A rádio (sic) difundiu o futebol por muito tempo, quando não havia tevê, então era a rádio que chegava na casa das pessoas” afirmou.

O cartola lembrou que foi o rádio que transmitiu as participações importantes de seu clube em duas edições de campeonato brasileiros, quando foi vice-campeão, em 1960 e 1968 (já considerada a unificação dos títulos). “O público daqui só acompanhou isso pela rádio, não tinha televisão. Então tem uma dívida histórica, digamos assim, e eu não acho que tenha sim que chegar agora e obrigar (a cobrança)”, falou.

Paz reconheceu que muitas emissoras não teriam condições de pagar para transmitir os jogos. Caso houvesse essa cobrança, o dirigente reconhece que teria de haver uma contrapartida, como a transmissão de jogos exclusivos, espaço para os profissionais de rádio poderem trabalhar no gramado, entre outras coisas.

“Essa discussão nem está em pauta dentro da LFU, os clubes nem falam sobre isso”. falou.

O que incomoda ao cartola é que existem alguns programas de rádio e radialistas que, segundo ele, achacam os dirigentes, cobram para falar bem ou até mesmo para divulgar informações. “É aí onde o dirigente fica chateado”, disse.

Alexandre Praetzel e João Paulo Capellanes, apresentadores do programa, perguntaram se tal coisa não acontece em programas de televisão, entretanto, Marcelo Paz declarou não conhecer casos assim. Para Capellanes, o clube tem direito de banir do dia-a-dia dos clubes profissionais que se comportam mal, espalhando fake news ou descendo o nível.

Volta e meia, surge na mídia informações dando conta de que as emissoras de rádio vão ter que desembolsar valores para a transmissão de partidas de futebol no âmbito doméstico. No último dia 4 de novembro, Flávio Ricco publicou em sua coluna no portal Léo Dias que CBF e federações locais estão buscando de normatizar a presença das emissoras nos estádios de futebol e que essa questão passa necessariamente pela cobrança (leia mais aqui).

Ouça abaixo o trecho da entrevista com Marcelo Paz.

Memória Nacional homenageia Agnaldo Rayol neste domingo

A edição especial do programa Memória Nacional apresenta um tributo ao cantor e apresentador Agnaldo Rayol, que faleceu na última segunda-feira (4/11). A produção da Rádio Nacional vai ao ar neste domingo (10), a partir das 23h.

Com início precoce em sua trajetória musical, aos oito anos de idade, sua voz já ecoava nas ondas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Entretanto, sua voz barítona só ganhou destaque a partir da vida adulta, com um estilo operístico potente. Seu primeiro disco, “Agnaldo Rayol”, em 1958, foi produzido pela gravadora Copacabana.

A relação com a comunicação pública ajudou muito a caminhada do artista. Em entrevista à emissora, ele recordou o início da trajetória. “O comecinho da carreira foi muito na Rádio Nacional. Eu lembro que quando eu ia lá o Renato Murce me atendeu e ficou muito bacana comigo”, disse.

A boa relação com o locutor influenciou a ida de Agnaldo para Natal posteriormente, por conta da relação com seu pai, que era baiano e, em seguida, sua voz também seguiu carreira nas ondas de rádio nordestinas. 

Além da vida na música, o cantor teve uma carreira no cinema conduzida pela produtora Atlântida, com estreia no filme “Também somos irmãos”, de 1949. A obra é considerada um dos marcos inaugurais do debate racial no cinema brasileiro. Na narrativa, um homem adota quatro crianças, duas brancas e duas negras e, à medida em que elas crescem, as dificuldades sociais impostas às negras acentuam-se. 

Mas o auge mesmo de Agnaldo foi nos anos 1960, em que teve a oportunidade de comandar os seus próprios programas de televisão como “Agnaldo e as garotas”, na TV Continental, “São Paulo meu amor”, “Agnaldo Rayol show” e o “Corte Rayol Show”, estes três na TV Record. Além disso, também foi uma das grandes atrações da primeira edição do lendário programa Jovem Guarda. 

Com sucessos como “Tormento D’ Amore”, “Panis Angelicus” e “Pai Nosso”, sua voz gravou cerca de 30 álbuns, entre LPs e CDs. A música “Tormento D’ Amore” rendeu tanto que Agnaldo lançou, no fim do mesmo ano de lançamento da obra, 1999, um projeto inteiro só interpretando composições em italiano.

Ficha técnica
Roteiro e produção: Cezar Faccioli
Pesquisa: Acervo EBC
Técnica: Rafael Napoleão
Coordenação de produção: Cynthia Cr
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Serviço
Memória Nacional – domingo, dia 10/11, às 23h, na Rádio Nacional

Rádio Nacional na internet e nas redes sociais
Site: https://radios.ebc.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr
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WhatsApp Nacional
– Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
– Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
– Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
– Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional
Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz
Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
São Paulo: FM 87,1 MHz
Recife: FM 87,1 MHz
São Luís: FM 93,7 MHz
Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC
Alto Solimões: FM 96,1 MHz

Celular – App Rádios EBC para Android iOS

Nativa FM estreia afiliada em Goiânia

Rede Nativa FM estreia nesta segunda-feira (18) uma afiliada em Goiânia, capital de Goiás. A frequência FM 103,7MHz chegará a mais de 33 municípios, incluindo Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo e Trindade, com um público potencial de mais de 3 milhões de ouvintes.

O lançamento será durante o programa A Nativa Entrou no Grupo, comandado por Carlos GalinhaDay Quarenta e Paulo Eugênio a partir das 18h.

Com programação musical romântica e sertaneja, a rádio passa a contar com 32 emissoras em sete estados brasileiros – Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – e alcança mais de 46 milhões de ouvintes em potencial em 27 anos de história.

Legado de Tuta: a revolução na Rádio Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o seu Tuta, morto aos 92 anos nesta segunda (04) conseguiu criar duas rádios. Explicando: no final dos anos 1960, a Rádio Panamericana era uma emissora “que estava sem rumo, sem faturamento, sem nada”, conforme palavras dele próprio ao livro “Jovem Pan, 50 anos”, lançado em 1994, pela Editora Maltese.

A partir de uma ideia do pai e então proprietário, Paulo Machado de Carvalho, a estação mudou de nome para Jovem Pan, a fim de aproveitar o sucesso do programa Jovem Guarda, da TV Record, comandado por Roberto Carlos.

Nesse processo de reformulação, a rádio se escorou em dois pilares. Um deles, a cobertura do futebol. O outro foi aproveitar a audiência a popularidade dos astros e estrelas da tevê e criar programas para eles na Pan.

Ele conta: “(…) eu fui buscar o pessoal da TV Record para fazer programas na Jovem Pan. Vieram o Roberto Carlos, o Erasmo Carlos, a Wanderléia, o Agnaldo Rayol, Cidinha Campos, Hebe Camargo, Elis Regina, Jair Rodrigues, Miriam Batucada e muitos outros. A gente começou a fazer programas de 15 minutos, de meia-hora e até de uma hora, dependendo do artista”.

Os resultados, segundo Tuta, não tardaram a aparecer:

“A rádio começou a ficar conhecida. As pessoas queriam saber das coisas dos grandes ídolos da música popular brasileira e da TV Record. E tudo isso estava na Jovem Pan”.

A outra rádio veio depois: “(…) com o passar do tempo, a gente começou a colocar jornalismo. Eu sempre achei o jornalismo importante. Primeiro, criamos a Equipe Sete e Trinta”, depois o Jornal de Integração Nacional e, por fim o Jornal da Manhã (…) Primeiro, colocamos uma viatura de reportagem nas ruas. Depois duas. O número de viaturas foi crescendo. Hoje (1994) são 14, que estão em todos os lugares da cidade, informando sempre”.

Uma característica marcante desta Jovem Pan foi a prestação de serviço, iniciada com a Sala do Povo, comandada por Augusto Tovar, fazendo um atendimento constante ao ouvinte, encaminhando queixas às autoridades competentes e, depois, recebendo soluções. Isso depois foi ampliado e aperfeiçoado com as informações sobre trânsito e estradas.

Outro exemplo dessa prestação de serviço foi acompanhada durante os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma, no centro de São Paulo. Durante a cobertura das tragédias, a Pan não se limitou apenas a acompanhar os fatos, mas passou a auxiliar a Defesa Civil, fazendo uma conexão de informações. No caso do Joelma, Muitos ouvintes chegaram a ligar para a redação da Pan e informar onde estavam as vitimas.

Não bastasse tudo isso, a Pan serviu de porta voz oficial do Corpo de Bombeiros para solicitar caminhões-pipa para ajudar no abastecimento de água.

Outras ideias pontuais de Tuta também deram o que falar. Em 2002, a Jovem Pan decidiu como forma de protesto não comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo a ser disputada naquele ano tanto na Coreia como no Japão. Era a primeira vez que que Rede Globo seria responsável pela venda e o preço foi muito salgado.

Para não ficar totalmente de fora, a emissora se escorou em dois pilares. Um deles foi o trabalho do enviado especial Wanderley Nogueira, que acompanhou o dia-a-dia da seleção brasileira. O outro foi o investimento em uma equipe de comentaristas ilustres. Técnicos de futebol, entre ele Wanderley Luxemburgo, Zagallo, Leão, entre outros, e jogadores como Romário, deixado de fora da convocação final.

Todos eles iram participar de uma espécie de mesa redonda ao vivo, durante os jogos da seleção. Não haveria narração, apenas opinião dessas figuras e dos integrantes da equipe de esportes da emissora.

O resultado: a cobertura da Jovem Pan teve audiência e gerou muita repercussão nas outras mídias, especialmente a impressa e também na incipiente Internet, cujos portais de notícias e blogs davam seus primeiros passos.

Outra inovação: mudar o jeito como se informa o tempo de jogo durante uma transmissão esportiva. Enquanto as outras emissoras informam o tempo crescente (de 1min. até 45min.), a rádio do seu Tuta resolveu ir na contagem decrescente e os narradores da emissora informavam quanto falta para o fim de jogo.

Tuta se afastou do dia-a-dia da emissora em 2014. Grande parte do que foi implantado por ele foi sendo modificada aos poucos. A prestação de serviços foi deixada de lado e em seu lugar o jornalismo opinativo veio ganhando força cada vez mais. Isso se expandiu para a emissora de televisão que hoje opera na tv por assinatura, criada sob as bases da rádio.

O esporte, por sua vez, teve seu espaço migrado para o YouTube. Apesar da presença de alguns veteranos da época de Tuta e ter audiência, a quantidade de horas no ar e a qualidade nem se compara aos anos 1970, 1980 e 1990.

A ausência de Tuta foi muito sentida por velhos companheiros. Um deles, Joseval Peixoto, em 2015, relembrou várias ideias que o patrão teve e que ele, Joseval, ajudou a executar na emissora, como a cobertura do carnaval e o sermão da Paixão, marcas registradas da Pan. “É um grande vazio a ausência do Tuta aqui na Jovem Pan”, disse o apresentador na ocasião. Ouça abaixo.

Morre Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Seu Tuta, fundador da Jovem Pan

Por Marcos Lauro

Morreu na tarde desta segunda-feira (4/11) Seu Tuta, como era conhecido o empresário Antonio Augusto Amaral de Carvalho. O fundador da Jovem Pan tinha 93 anos de idade e, segundo o portal da emissora, estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“Na década de 1960, na TV Record, criou os festivais, que além de marcarem época, contribuíram para a explosão de movimentos como a Tropicália e a Jovem Guarda”, destaca também o portal, ressaltando a importância da sua trajetória não apenas para a empresa, mas para a radiodifusão brasileira. “Ele foi responsável, ainda, pelas primeiras transmissões esportivas ao vivo a partir de estádios fora do eixo Rio-São Paulo”, continua o site.

Em 2009, Seu Tuta lançou sua autobiografia, “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”, ditada pelo próprio e escrita por José Nêumanne Pinto. O livro ganhou o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual este integrante do Radioamantes fez parte na ocasião. A nota de bastidores fica para o longo discurso de agradecimento de Seu Tuta na noite de entrega dos prêmios, para desespero da organização que não sabia como tirar o dono da Jovem Pan do palco para que a celebração continuasse.

Ainda na ocasião, escrevi sobre o livro para o antigo blog “Rádio Base” e reproduzo abaixo:

Uma conversa com Tuta

De filho do dono da empresa a dono que tem filhos (e netos) na empresa. Antonio Augusto Amaral de Carvalho (A. A. A. de Carvalho ou simplesmente Tuta), conta sua trajetória no recém-lançado “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”, livro ditado por ele e com texto final/edição do jornalista José Nêumanne Pinto.

E, logo de cara, digo que a missão foi cumprida. Se a intenção foi publicar um bate papo com Tuta, foi isso que saiu. Por vezes, temos a impressão de estarmos no sofá com o radialista, ouvindo suas histórias pessoais e profissionais, os erros e os acertos e os companheiros que participaram da sua história. Para reforçar essa impressão, a ordem da história não é exatamente cronológica. Até segue um esqueleto, uma estrutura que vem lá da TV Record de seu pai, Paulo Machado de Carvalho (o Marechal da Vitória) e termina na Jovem Pan Online, mas como uma história puxa outra, os acontecimentos vão surgindo conforme as lembranças. Afinal, é uma conversa, certo?

Quem vê Tuta somente como aquele senhorzinho pacato, pode até se surpreender com o livro. Sobram farpas para o Barão, Wilson Fittipaldi, que saiu da Pan após uma briga “por dinheiro”. Já o subcapítulo “Descrédito no ser humano” é dedicado ao jornalista Milton Neves. Acho que, só pelo título, não é preciso explicar. Mas quem leva as principais e mais ferrenhas críticas é o empresário João Carlos Di Gênio.

Seu parceiro no projeto da TV Jovem Pan, uma concessão UHF obtida por Tuta, Di Gênio é criticado por ter acabado com o empreendimento da pior forma possível: colocando os funcionários contra Tuta, com reclamações trabalhistas indevidas. No livro, obviamente, só há a versão do radialista, na qual ele sai como o grande injustiçado. E a versão é reforçada por um de seus filhos, Marcelo Leopoldo e Silva de Carvalho, em depoimento. O curioso é que, de parceiro, Di Gênio se tornou um dos principais concorrentes de Tuta com a Mix FM.

E por falar em filhos, todos eles estão na Pan com o pai. Talvez o mais “famoso” seja Tutinha, que é o responsável pela Jovem Pan FM e criador e programas e personagens como Djalma Jorge e Pânico. Nos depoimentos dos filhos, conhecemos um Tuta ciumento e bastante bravo com a prole, muito diferente do que é com os netos (alguns já na Pan também).

Ao final do livro, listas para os curiosos. Todos os profissionais que já passaram ou que estão na Jovem Pan e seu tempo de permanência. Assim, sabemos que Cláudio Carsughi já presta bons serviços à emissora há 39 anos. Elpídio Reali Junior, há 40. José Nêumanne Pinto (o editor desta obra), há 12. E assim por diante.

Tuta não para quieto. Praticamente não ocupa sua sala, fica circulando pelos corredores da emissora, vendo o que está acontecendo, opinando e, sim, dando ordens. É uma das suas funções. E, com esse livro, podemos perceber que se cada rádio tivesse um Tuta pelos corredores, o nosso meio não estaria assim, tão abandonado e tão desvalorizado.

Saiba como as rádios do Grupo Bandeirantes vão cobrir a Fórmula 1 neste final de semana

As rádios jornalísticas do Grupo Bandeirantes de Comunicação mobilizam as equipes para acompanharem de perto os momentos que antecedem o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.

Na Rádio Bandeirantes, os repórteres Paulo do Valle e Pedro Martelli fazem intervenções na programação de quinta até domingo direto de Interlagos. No sábado, às 10h30, tem a corrida sprint em rede com a Band e, às 12h, Reginaldo Leme e Fred Sabino comandam o Bandeirada com análises e bate-papos do autódromo.

Na BandNews FM, a cobertura começa às 8h de sábado com flashes ao vivo de Ivan BrandãoAlinne FanelliIsabela MotaLuana Pereira e Yuri Queiroga. Às 10h40, tem a corrida sprint e às 14h20 o treino classificatório, ambos com narração de Odinei Edson e comentários de Alessandra AlvesLuís Fernando RamosCacá Bueno Rodolpho Santos. Como de costume, o som da rádio será veiculado para todo o autódromo, proporcionando ao torcedor ainda mais emoção nas arquibancadas.

Atração da Educativa FM, podcast do Conexão Regional coloca a música de Campinas em destaque

Atração da Rádio Educativa, de Campinas, o programa Conexão Regional a partir de agora está à disposição dos ouvintes no Spotify, uma das plataformas mais populares para a audição de podcasts. É o resultado de um trabalho de três meses, período em que o apresentador Danilo Leite Fernandes, editou, remontou, escreveu textos e separou fotos. São 152 edições especiais do programa, cuja proposta é abrir espaço para músicos nascidos ou radicados em Campinas e região e suas respectivas produções fonográficas.

“Comecei a produzir e apresentar o Conexão Regional em junho de 2018. Até outubro de 2020, fazia apenas as edições de quinta, sexta e sábado. Desde então, sou responsável pelas edições da semana toda”, disse Danilo.

O programa das 23h às 2h, um horário bom para notívagos, mas ingrato para a grande maioria. O lançamento do Podcast serve como uma chance dos próprios músicos, ouvintes e pesquisadores musicais conhecerem mais da história de vida, da trajetória artística e das gravações de músicos campineiros dos mais variados estilos –de Música Erudita ao Samba, passando por Rock, Jazz Manouche, Blues, MPB, Choro, Música Instrumental Brasileira, Reggae e Bolero.

Nas mais de 400 horas programas disponibilizados neste podcast, é possível ouvir uma gravação de 1936 (“Poesia da Uva”, de Denis Brean, interpretada por Cyro Monteiro) até gravações lançadas em 2024.

Em ordem cronológica, segue abaixo o nome dos 88 músicos que participaram das edições do Conexão Regional que estão no Podcast:

Ana Salvagni
Guilherme Lamas
Rodrigo Duarte
Quarteto de Cordas Vocais
Rafael Thomaz
Izabel Padovani
Carol Ladeira
João Arruda
Anabela Leandro
Trem Doido
Alexandre Cunha
Hercules Gomes
Pedhi Pano
Eduardo Lobo
Paulo Freire
Rafael Piccolotto de Lima
Tiago Gomes
Mario Campos
Guga Costa
André Ribeiro
Levi Ramiro Silva
Adriano Rosa
Cantavento
Zé Esmerindo
Alê Freire
Alê Dias
Laércio de Freitas
Peu Abrantes
Rodrigo Botter Maio
Camerata de Violões de Campinas
Bruna Volpi
Esdras Rodrigues
Sonia Rubinsky
Stephen Bolis
Ricardo Matsuda
Patrícia Gatti
João Paulo Amaral
Martina Marana
Catina Deluna
Tomaz Vital
Patrick Dimon
Ieda Cruz
Joana Flor
Maíra Guedes
Denis Brean
Rogério Botter Maio
Rafael dos Santos
Giba Pascolato
Sexão Nigazz
Albano Sales
Paulinho Nogueira (Bia Nogueira)
Fernando Lopes
Mauricy Martin
Bob Nelson
Almir Côrtes
Dalton Nunes
Meila Tomé
Danielle Lessa
Walter Valentini
Isac Emerick
Claudio Cruz
Marco Padilha
Victor Hugo Toro
Carla Domingues
Jayana Paiva
Flautins Matuá
Marcelo Onofri
Edu Guimarães
Ana Paula Moreti
Ricky Furlani
Antonio Carlos Gomes
Victor Polo
Mário Marques
Niza Tank
Regina Dias
Ernani Teixeira
Helena Jank
Fabio Mechetti
Guilherme Mannis
Luciana Viana
Luísa Meirelles
Eddy Andrade
Kha Machado
Carlinhos Campos
Nilson Ribeiro
Fernando Hashimoto
Ferdi Oliveira

Ouça abaixo

Ruy Carlos Ostermann ganha biografia fluida e agradável

Por Rodney Brocanelli

O mês de outubro marcou o lançamento de um dos projetos mais aguardados por amantes do rádio, do futebol e das duas coisas juntas: a biografia do jornalista Ruy Carlos Ostermann, intitulada “Um Encontro com o Professor”, escrita pelo também jornalista Carlos Guimarães. Um evento acontecido no último dia 23 no Book Hall, do Shopping Bourbon em Porto Alegre reuniu biografado, autor, fãs e amigos ilustres.

Ruy é um dos nomes mais notáveis do jornalismo esportivo no Rio Grande do Sul. Começou sua carreira no impresso passou a escrever na Folha da Tarde, de Porto Alegre. Logo, ingressou na Rádio Guaíba, que era do mesmo grupo, o Caldas Júnior. Também dedicou parte de sua carreira ao Grupo RBS, trabalhando na Rádio Gaúcha e na Zero Hora, até se aposentar. Ele foi um dos poucos a ultrapassar fronteiras e se tornar conhecido no eixo Rio-São Paulo, com participações em programas como Cartão Verde, Bem Amigos.

Outra característica importante é que em um determinado momento, Ruy conseguiu conciliar a sua atividade no jornalismo com os estudos em nível superior. Em 1960, ele ingressa na faculdade de Filosofia da UFRGS. Com isso, ele se credencia a ser professor (daí o fato de que posteriormente ele é chamado de Professor Ruy).

Uma vez formado, ele não guardou o diploma. Deu aulas de Filosofia para alunos do que se convencionou chamar hoje de Ensino Médio. Mais adiante, foi secretário da educação no Rio Grande do Sul, durante a administração do governador Pedro Simon.

Com um currículo desses, Ruy foge do estereótipo que por muitos anos foi dado ao jornalista esportivo: o de uma pessoa alienada do que acontece à sua volta.

O livro é baseado em entrevistas, nas anotações do próprio personagem principal, que por muito tempo alimentou diários, com suas impressões, e nas colunas publicadas nos principais jornais de Porto Alegre ao longo de sua história.

Além da vida de Ruy, está no livro não apenas como pano de fundo, mas devidamente contextualizadas, a rivalidade entre os grupos Caldas Júnior (Guaíba, Folha da Tarde e Correio do Povo) e RBS (Gaúcha e Zero Hora).

A outra rivalidade sulista, muito mais conhecida do grande público, que envolve Grêmio e Internacional, também está bem detalhada. O livro não se propõe a revelar abertamente para qual time seu personagem principal torcia, mas deixa pistas que podem levar a uma conclusão (dica: sigam Paulo Sant’ana).

“Um Encontro com o Professor” também faz uso das famosas planilhas usadas por Ruy para comentar os jogos pelas emissoras de rádio. A estrutura é bastante simples: numa folha de papel, ele anovava os nomes dos jogadores titulares de cada time e, com sinais gráficos, tabulava dados importantes como chances de gols, entre outras informações relevantes, que serviam de base para as suas intervenções.

A estrutura narrativa do livro toma por base as Copas que Ruy cobriu desde 1966. A primeira, sediada na Inglaterra, tem um charme a mais na narrativa, até porque foi sua estreia em coberturas de fôlego deste tipo. Os mundiais de seleções servem também para esmiuçar relações com a família (spoiler: em 1990, ele recebe uma notícia triste; o encarregado de transmiti-la foi o amigo Luis Fernando Veríssimo).

O autor de “Um Encontro com o Professor” é Carlos Guimarães, personagem frequente deste Radioamantes. Com passagens por Guaíba e Gaúcha, hoje ele é coordenador de esportes na Bandeirantes. Outra de suas credenciais é sua movimentação pelo meio acadêmico. O que poderia ser um empecilho (um texto acadêmico demais), não se confirma e o texto é bastante fluido e agradável.

Guima, como é conhecido, não optou apenas por descrever os fatos, mas em muitos momentos participa da narrativa, seja dentro do texto ou por meio de notas de rodapé. Trata-se de um recurso, não um exibicionismo. Quem brilha mesmo é o personagem principal.

Embora, a obra passe muito longe de polêmicas (e elas existem), outra de suas virtudes é a honestidade (embora seja uma palavra desgastada pelo tempo). Os problemas de saúde enfrentados por Ruy especialmente na cobertura da Copa do Mundo de 2010, a última que ele participou de forma mais ativa, aos 71 anos, não foram deixados de lado ou abrandados. Sua intolerância à lactose provocou reações bastante danosas durante o transcurso daquele mundial, inclusive em termos de imagem.

Claro que o livro tem muito mais além do que foi descrito aqui. A infância de Ruy é devidamente esmiuçada e não deixa de ser uma surpresa que o aluno foi muito diferente do professor. Há espaço para também um amor (sim) não correspondido. Uma vida rica, produtiva e que deixa um enorme legado. E ao final da leitura não é possível deixar de concordar com o desfecho. A vida não é uma merda.

EP FM Araraquara, emissora de rádio do Grupo EP, estreia Jornal da EP

Na segunda-feira, 14/10, a EP FM Araraquara (95,7 FM) estreia o Jornal da EP, programa diário de notícias da região que vai ao ar de segunda a sexta, das 7h às 11h. Apresentado por José Carlos Magdalena, o programa traz uma cobertura ampla e detalhada dos principais acontecimentos locais, reforçando o compromisso com a informação de qualidade. Com essa nova programação, a EP FM, que pertence ao Grupo EP, conglomerado de mídia afiliado a Globo no interior paulista e Sul de Minas, oferece uma grade ainda mais completa, focada no público regional e nas demandas locais. 

O Jornal da EP vai além das ondas do rádio, transmitido pelos 95,7 FM da EP FM Araraquara. Os ouvintes também podem acompanhar o programa ao vivo em múltiplas plataformas digitais, incluindo o canal oficial no YouTube, a página no Facebook, o portal ACidade ON Araraquara e o site da EP FM Araraquara. Essa diversidade de canais amplia o alcance do programa, permitindo que o público tenha acesso à informação de qualidade de maneira prática e conveniente, onde quer que esteja.

O Jornal da EP conta com uma equipe liderada por José Carlos Magdalena, jornalista com o maior tempo de liderança em rádio no interior paulista e mais de 40 anos à frente das manhãs informativas na região de Araraquara. Ao lado de Luís Antônio, Fernando Ferreira e Ernesto Lopes, Magdalena fortalece a tradição do rádio regional, enquanto as reportagens externas ficam a cargo de José Roberto Ferrari. Completam a equipe a locutora comercial Gabi Rossaboni e o produtor Lucas Molinari, garantindo uma cobertura jornalística robusta e de qualidade para o público local.

A programação diária do Jornal da EP é focada em assuntos regionais, combinando notícias de última hora com jornalismo opinativo. O público terá acesso às informações mais importantes do dia e também as análises e debates conduzidos por uma equipe plural. Luís Antônio, cientista social e Mestre em Estudos Literários, Fernando Ferreira, jornalista e professor, e Ernesto Lopes, jornalista com experiência em administração de empresas, trazem perspectivas variadas e ricas às discussões. Ao longo de toda a manhã, as principais notícias policiais e a movimentação das cidades são transmitidas em tempo real por José Roberto Ferrari, reforçando o compromisso com a agilidade e a precisão jornalística.

O diretor de Rádios e Relações Institucionais do Grupo EP, Paulo Brasileiro, destaca a relevância do novo programa. “A chegada do Jornal da EP na EP FM de Araraquara reforça nossa presença no cenário da mídia regional, ampliando o compromisso institucional de prestação de serviços com qualidade e credibilidade, desenvolvimento da região de atuação e fortalecimento das comunidades”.