O Grupo EP, conglomerado de mídia no interior paulista e sul de Minas Gerais, acaba de firmar uma parceria estratégica. A EP FM 84,9, sua emissora de rádio de entretenimento, passa a ter seu nome associado à Multi Arena de Campinas (SP), e estreia em novembro, com atrações como Lagum, Junior e Biquini e Ira programados, além de oportunidades comerciais. Localizada na entrada das Águas do Shopping Parque Dom Pedro, a Multi Arena EP FM é um espaço cultural com estrutura completa e atividades de música e arte. A parceria com a EP FM 84,9 coroa o primeiro aniversário da emissora em Campinas.
No ano em que a Oceano Azul, empresa de eventos do Grupo EP, completa uma década no mercado, o conglomerado de mídia investe mais uma vez em uma oportunidade de negócio. Paulo Brasileiro, diretor Institucional e de Rádios do Grupo EP, comenta a conquista. “A junção do projeto Multi Arena com a EP FM é uma parceria natural, que envolve o melhor da programação radiofônica com a experiência do consumidor. Essa união também fortalece nosso braço de eventos, que está sempre preparado para organizar projetos corporativos e de entretenimento”, diz.
André Otaviano, diretor de Marketing do Grupo EP, adianta as novidades da Multi Arena EP FM para as marcas. “A Multi Arena EP FM oferece oportunidades de visibilidade ampla e posicionamento de marca e a possibilidade de associar a empresa a um evento de alto impacto e retorno garantido. As marcas poderão investir em formatos como ativação, telões, backdrops, materiais promocionais,redes sociais e, assim, alcançar novos mercados e fidelizar clientes em uma experiência marcante”.
A Multi Arena EP FM é um ambiente moderno, seguro e exclusivo, com capacidade para até 4.500 pessoas. Projetado para atender um público antenado, que busca por momentos únicos e inesquecíveis, cada detalhe foi pensado para garantir uma experiência imersiva e memorável para os visitantes.
Para mais informações sobre a Multi Arena EP FM, acesse o site: multiarenaepfm.com.br
E não param as novidades relacionadas ao trabalho do Padre Marcelo Rossi no rádio. A partir do próximo domingo, ele vai estrear um programa semanal na Tupi, do Rio de Janeiro. O Momento de Fé irá ao ar entre 07h e 08h. O religioso já ocupa outro espaço, desta vez diário na programação da emissora carioca, fazendo a oração da Ave Maria, a partir das 18h.
Com a chegada do padre à programação dominical, está previsto que Cristiano Santos tenha dois horários: das 06h às 07h e das 08h às 09h.
A novidade já é anunciada na programação da emissora. Cidinha Campos é uma das porta-vozes (ouça abaixo)
Mais uma mudança envolvendo o programa Na Geral. Desde a última segunda (02), a atração está na Tropical FM (107,9Mhz). É a volta ao dial, após uma passagem de quase seis meses pela Rádio 365, que opera exclusivamente na Internet. A equipe é a mesma: Lélio Teixeira, Beto Hora e Frank Fortes. Além da veiculação no FM, haverá também transmissão no YouTube. Ajustes precisam ser feitos para evitar os problemas da estreia, quando o áudio caiu logo nos primeiros minutos. Veja abaixo.
As mudanças na programação da Rádio Capital são maiores do que pareciam à primeira vista. A partir de segunda-feira (02), com a saída do Padre Marcelo Rossi, que está indo para a Super Rádio (veja aqui), Paulinho Boa Pessoa vai ocupar dois espaços na programação. Um na parte da manhã, com o Melhor da Manhã, entre 07h e 09h, e outro no fim de tarde, com o Batidão Sertanejo, das 17h às 18h.
Laércio Maciel vem logo depois, a partir das 18h, com o Vem Que Tem Mais, que promete jornalismo, esporte e prestação de serviço.
O rádio popular da Grande São Paulo vai passar por grandes novidades a partir de setembro. Vamos começar pelo Padre Marcelo Rossi. A partir da próxima segunda (02) o seu Momento de Fé passará a ser veiculado pela Super Rádio em 1150 KHz no AM e 80,7 Mhz no FM. O horário será o mesmo: das 08h às 09h.
Desde 2019, o programa do Padre Marcelo era transmitido pela Rádio Capital. Na edição desta sexta (30), no anúncio oficial da mudança, o Padre disse que “muitas pessoas de São Paulo reclamavam(…)’queremos uma sintonia…não dá, não pega, vou aqui'”, sem entrar em muitos detalhes. Depois disso, foram mandados abraços aos comunicadores Rony Magrini e Kaká (ouça abaixo).
Por sua vez, a Rádio Capital já definiu como vai ficar a sua programação matinal. Paulinho Boa Pessoa vai ocupar o horário das 07h às 09h.
A grade será a seguinte:
01h às 05h: Osmar Zani.
05h às 06h: Richete.
07h às 09h: Paulinho Boa Pessoa.
09h às 12 H: João Ferreira
Todas essas informações foram antecipadas durante a semana pelo sempre atento Apaixonados Por Rádio (clique aqui).
O Sem Censura celebra as divas do rádio na edição inédita desta sexta (30), às 16h, na TV Brasil. A atrasção temática reverencia as estrelas Emilinha e Marlene, personalidades que fizeram história no microfone da Rádio Nacional, maior veículo de comunicação de massa do país nos anos 1940 e 1950.
Para contar a trajetória das eternas Rainhas do Rádio e interpretar o repertório de clássicos que marcaram época, a apresentadora Cissa Guimarães recebe na bancada do programa da emissora pública convidados especiais.
O tributo reúne Stella Maria Rodrigues e Fabrício Negri, artistas que estão em cartaz com um espetáculo sobre Emilinha; Dona Déa Lúcia que também faz uma participação no musical; Mario Lima da Cruz, mais conhecido como Marinho, presidente do mais antigo fã-clube de Emilinha; o engenheiro de áudio Sérgio Nascimento, especialista em restauração; e o jornalista, pesquisador e produtor cultural Rodrigo Faour.
No ar na telinha do canal às 16h, o conteúdo também pode ser acompanhado pelo app TV Brasil Play e no YouTube da emissora. A produção ainda está em formato de podcast no Spotify. O Sem Censura tem horário alternativo na programação mais tarde no mesmo dia, à noite, a partir das 23h30.
Repertório de clássicos e conversa sobre importância do rádio
Os convidados de Cissa Guimarães no Sem Censura soltam a voz para recordar sucessos históricos e marchinhas atemporais como as obras “Cantoras do Rádio”, “Lata d’água na cabeça” e “Chiquita Bacana”, canções lembradas na interpretação das saudosas Emilinha e Marlene.
O bate-papo aborda episódios inesquecíveis das décadas em que a Rádio Nacional era a principal emissora do país. A entrevista revela curiosidades sobre a trajetória das cantoras, destaca as conquistas do legado deixado por elas e discute a polêmica rivalidade entre as musas e seus respectivos fã-clubes.
A conversa descontraída também resgata passagens sobre o grande elenco de artistas e apresentadores. O casting da Rádio Nacional lançava moda, criava bordões, promovia populares concursos e realizava programas de auditórios queridos pelo público. Com apresentações memoráveis, aqueles ícones são lembrados até hoje pelo talento e criatividade em atrações e formatos que geravam muita repercussão.
No descontraído encontro, Dona Déa Lúcia conta como se inspirava na dupla e conta sua relação com as divas que lotavam os auditórios da Rádio Nacional e faziam fila na rua. Emilinha e Marlene foram inspirações para as novas gerações de cantoras. O simbolismo de ambas é icônico. A homenagem vai ao ar nesta sexta (30), véspera do dia em que a cantora Emilinha Borba faria 101 anos, no sábado (31).
Eu já não sei se foi real ou se é alguma peça que me prega a minha memória (que já era mais ou menos antes da COVID), mas eu me lembro do dia dessa gravação. Então, vou contar aqui o que está na minha memória. Se for mentira, só vai servir para tornar a história da gravação melhor.
Em março de 1998, a banda britânica Oasis passava pela América do Sul e no dia 21 foi a vez de São Paulo receber os malas, digo, irmãos Gallagher. Não fui ao show, mas acompanhava o movimento. Fico feliz em ver os fãs se organizando para grandes shows, mesmo que eu não vá e não seja tão fã assim. É bom ver os amigos empolgados.
Aí vem a parte da memória: o show acabou, a madrugada já avançava e eu me preparava pra dormir (sempre ouvindo a Brasil 2000) quando João Carlos Godas (o Tatola) “invade” o estúdio e diz: “Tenho aqui o show do Oasis inteiro, gravado num MD, e vou pôr no ar. Ouve aí”. E lá se foi a intenção de dormir mais ou menos cedo.
Em fita, com no máximo 60 minutos, tive que dividir o show em duas partes e, claro, não coube o show todo – que durou cerca de 1h40. Mas fica o registro pela memória, de um tempo em que os shows eram transmitidos pelas rádios e a gente ouvia.
A primeira parte (lado A da fita):
A segunda parte (lado B da fita):
O setlist completo das duas partes:
A
Be Here Now Stand by me Supersonic Roll with It D’you Know what I mean?
B
Don’t go Away Wonderwall Live Forever I’m the Walrus Cigarettes & Alcohol
Morreu neste sábado (25) Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo. Ele teve atuação como cartola do Grêmio, participando de diversas conquistas do clube de futebol nos anos 1990. Quando não estava atuando como dirigente, Cacalo trabalhou nas rádios Sucesso e Gaúcha, nesta última atuando por 17 anos como integrante do Sala de Redação, sendo um dos representantes gremistas. Também teve atuação na mídia impressa, como colunista do Diário Gaúcho.
Cacalo estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Sua morte se deu em decorrência de uma septicemia secundária a uma infecção respiratória. Tinha 73 anos. O velório é realizado neste domingo (25) no saguão do portão A da Arena do Grêmio, até as 15h.
Leia abaixo a nota de pesar divulgada pelo Grupo RBS.
“O Grupo RBS lamenta a perda de Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, importante figura da crônica esportiva com mais de 20 anos de destacada atuação na empresa. Ex-dirigente do Grêmio, ele se consagrou comunicador atuando por 17 anos como a voz gremista do Sala de Redação, além de assinar a coluna Paixão Tricolor no Diário Gaúcho desde 2000, ano de lançamento do jornal.
A entrada no mais tradicional programa esportivo da Rádio Gaúcha se deu em 2001, a convite de Armindo Antonio Ranzolin, e lá se celebrizou como um grande defensor do Grêmio, contribuindo para o debate a partir da experiência e do repertório adquiridos nos anos em que esteve no clube.
Também atuou como comentarista no programa Lance Final, na RBS TV.
Deixa como legado o amor pelo Grêmio, a grande conexão com o torcedor gremista e uma atuação contundente e apaixonada ao microfone e nas páginas do Diário Gaúcho.”
Pode parecer exagero, mas Cacalo evitou uma tragédia nos estúdios da Rádio Gaúcha. Sua intervenção foi decisiva para que Paulo Sant’ana não acertasse uma bengalada em David Coimbra em pleno Sala de Redação. Veja seu depoimento, dado ao canal de Duda Garbi, abaixo.
O Grupo RBS, tradicionalmente presente nos principais eventos esportivos do mundo, mobilizou mais de 200 pessoas para a cobertura multiplataforma dos Jogos Olímpicos Paris 2024™. Com protagonismo da rádio Gaúcha, emissora de rádio licenciada para transmissão, uma equipe de seis profissionais atuou direto da capital francesa, enquanto uma central olímpica foi montada em Porto Alegre para contar os detalhes da competição nos veículos da empresa com olhar de gaúcho para gaúcho.
Ao longo de aproximadamente três semanas, os comunicadores Alice Bastos Neves, Zé Alberto Andrade, André Silva e Rodrigo Oliveira, o gerente-executivo de Esportes da RBS, Tiago Cirqueira, e o responsável técnico pelos equipamentos e entradas ao vivo, André Gonçalves, foram responsáveis pela cobertura in loco. Na Gaúcha foram mais de 122 horas ao vivo com boletins diários, transmissão de competições, programas ancorados de Paris e análises esportivas.
Já GZHcontabilizou 690 publicações, incluindo notícias, reportagens, colunas e vídeos. Como resultado, os conteúdos somaram mais de 2,8 milhões de acessos. Em Zero Hora, os assinantes puderam se informar com a publicação de 14 cadernos especiais digitais diários e um guia olímpico.
Na RBS TV, Alice entrou ao vivo em todos os telejornais da emissora direto da capital francesa. A partir de pontos emblemáticos de Paris foram produzidos mais de 120 conteúdos para mostrar bastidores da cobertura e curiosidades da cultura local. No total, mais de 6 milhões de telespectadores foram alcançados pelas transmissões.
Para os Jogos Olímpicos 2024, a Gaúcha produziu uma campanha publicitária veiculada durante a competição. Com o conceito, “A gente leva o RS junto”, a emissora destacou a força do esporte e do povo gaúcho, promovendo uma mensagem de solidariedade diante dos recentes desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul. Veja abaixo
Da esq. para a dir. André Gonçalves, Alice Bastos Neves, Rogrigo Oliveira, André Silva, Zé Alberto Andrade e Tiago Cirqueira. Crédito: Arquivo pessoal
Morreu na madrugada deste sábado (17) Silvio Santos. Desde o início de agosto, o comunicador e empresário esteve internado no Hospital Albert Enstein, em São Paulo, para onde foi levado após se queixar de cansaço. No mês passado, ele teve uma passagem pelo mesmo hospital e foi diagnosticado com o H1N1. Um comunicado divulgado logo após o anúncio da morte informa que a causa da morte foi uma broncopneumonia. Velório e enterro serão restritos à família. Ele tinha 93 anos.
Silvio (aliás Senor Abravanel), começou sua carreira no rádio. Antes de atuar como vendedor nas barcas que faziam o trajeto entre Niteroi e o Rio de Janeiro, ele trabalhou como locutor comercial na Rádio Continental, fazendo o horário das 13h às 14h. No entanto, uma crise de risos fez com que ele fosse demitido.
Conforme reportagem do jornalista Gabriel Gontijo, um colega chamado Paulo Caringi se equivocou ao ler um texto e trocou caneca de alumínio por cueca de alumínio. Silvio correu para o banheiro e a programação ficou com um buraco. O gerente Vanderlei Ferreira não gostou nada e, ao saber de tudo, demitiu-o (saiba mais aqui). Foi a partir desse episódio que o apresentador resolveu investir nas barcas.
Uma história conhecida de Silvio Santos no rádio é o teste para locutor na Rádio Guanabara (hoje Bandeirantes). Ele ficou com a primeira colocação no concurso, deixando na segunda colocação alguém que iria também fazer história na comunicação: Chico Anysio. (Em uma entrevista publicada em outubro de 1987 pelo Estado de S. Paulo, Silvio disse que o concorrente ficara na quarta colocação). Mesmo assumindo a vaga, Silvio não ficou na emissora porque ganhava mais com seus negócios.
Trabalhou na Rádio Mauá, aproveitando o dia de folga como paraquedista. Em seguida, transfeiru-se para a Rádio Tupi.
A ligação de Silvio com o rádio prosseguiria quando foi para São Paulo. Na capital paulista, conseguiu uma vaga na Rádio Nacional (que depois virou Globo; hoje extinta). Trabalhou com Manoel de Nóbrega, que tinha um programa na mesma emissora.
Permaneceu na Nacional, mesmo com a venda das emissoras das Organizações Victor Costa (incluindo a TV Paulista) para recém-criada TV Globo. Ocupava a parte da manhã como comunicador, período do dia que é considerado o horário nobre do rádio.
Seu programa também foi veiculado pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Apesar da coincidência de nomes, a emissora de São Paulo e do Rio não eram do mesmo dono. A estação carioca pertence ao Governo Federal
Não pegou a transição do nome Nacional para Globo em São Paulo. Seu contrato vencera em 1976 e já naquela época, ele estava assumindo como acionista da Record. Transferiu seu programa para a Rádio Record. Uma dos quadros era o Falando Francamente, um debate com temas gerais e presença de convidados.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, ele era ouvido da Rádio Tupi, para onde voltou em 1978.
Silvio ficou no rádio até pouco antes do final da década de 1980. Até sair do ar, seu programa na Record tinha uma hora de duração e suas participações eram pré-gravadas. Nélson Rubens comandava a parte ao vivo.
Após a venda da Record (rádio e tv), Silvio nunca mais voltou ao rádio. Mesmo afastado do veiculo, sempre estava com o aparelho do carro ligado em seus deslocamentos pela cidade. Gostava de ouvir o Jornal da Manhã, da Jovem Pan e, mais recentemente, o Fim de Expediente, da CBN.
Ele chegou a falar brevemente com a Jovem Pan pouco depois de ser mantido refém em sua casa pelo sequestrador de sua filha, em 2001.
Já está no ar a mais nova afiliada da Antena 1 FM. Desde as 20h desta sexta (16), Salvador já pode sintonizar sua programação em 100,1Mhz. Conforme o que já foi amplamente divulgado (incluindo este site) os sócios desta empreitada são Grupo Aratu, dono da tradicional TV Aratu, representado por sua CEO Ana Coelho, em parceria com Ricardo Luzbel e Léo Góes (clique aqui para saber mais), ambos com ampla atuação no mercado de mídia da capital baiana.
Logo na estreia um pequeno lapso. A locutora de plantão errou a frequência da rádio recém-chegada à rede. Ouça abaixo.
Ray Parker Jr. não sabe, mas ele acaba de entrar para a história do rádio brasileiro. Foi durante a execução de sua canção, lançada em 1981 e que atingiu a primeira colocação da parada de R&B da Billboard, que o transmissor de AM (Amplitude Modulada) da Rádio Jovem Pan, que operava em 620KHz, foi desligado. Como já é comum em eventos deste tipo (veja aqui e aqui), o corte foi seco, sem vinheta, muito menos editorial de agradecimento ou despedida.
A única coisa de diferente é que o desligamento se deu por volta das 07h da manhã desta sexta-feira (16). Havia uma previsão de que o evento ocorresse pouco depois da meia-noite.
Desde o dia 07 de setembro, os 620Khz estavam transmitindo a programação da Classic Pan, projeto de rádio do grupo voltada ao público adulto. Esta emissora segue no FM estendido nos 76,7Mhz. Os programas jornalísticos e as transmissões esportivas são veiculados no FM 100,9Mhz ou no YouTube.
A Rádio Panamericana, que deu origem ao Grupo Jovem Pan, foi inaugurada em 3 de maio de 1944, fundada por Oduvaldo Vianna e João Cosi. A primeira transmissão começou às 18h e teve como prefixo as primeiras notas da 5ª Sinfonia de Beethoven que, no Código Morse, representavam o V da vitória. Em novembro do mesmo ano, ela foi adquirida por Paulo Machado de Carvalho, que a transformou na Emissora dos Esportes no ano seguinte.
Em 1964, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, assume a direção da emissora, que estava em declínio. No ano seguinte, ela passa a se chamar Jovem Pan. No ano de 1966, ela passa por uma transformação, com a sua programação passando a contar com astros e estrelas da TV Record. Ao mesmo, tempo a equipe de esportes era fortalecida.
No ano de 1973, Tuta adquire as ações da emissora junto aos seus irmãos Paulo Machado de Carvalho Filho e Alfredo Machado de Carvalho. Torna-se assim o único proprietário. Em seguida, no ano de 1974, a emissora se volta para a prestação de serviços e ao jornalismo. A última grande movimentação se dá em 1976, quando a sede deixa a Av Miruna e se transfere para a Av Paulista 807, 24º andar.
Essas informações estão no livro Jovem Pan, 50 anos, escrito por Álvaro Alves de Faria e lançado pela Editora Maltese, em 1994.
Acompanhe abaixo os últimos instantes da Jovem Pan AM, a rádio.
Morreu nesta quinta (15) o jornalista Fábio Seródio. Por mais de 20 anos, ele trabalhou na Rádio Jovem Pan, atuando primeiramente como produtor e depois como homem de microfone, sendo o setorista do Corinthians. Pouco depois de deixar a emissora, em 2015, atuou como assessor de imprensa do mesmo Corinthians. Detalhe: Seródio torcia pelo São Paulo. Nos últimos tempos, participava ao lado de Luis Carlos Quartarollo do Futebol em Rede, um programa veiculado pela Internet.
Em março deste ano, tornou pública a sua luta contra um tumor no cérebro, resultado de uma metástase de outros outros tumores, um no fígado e outro no estômago. Conforme o texto, ele fez uma opção por lutar contra a doença “A única saída é fazer tudo possível para sobreviver. Fazer tratamento e viver dia após dia. Outra solução é sentar-se na praia e esperar a morte chegar. Em meio a escuridão, resolvi reagir. Devido a duas cirurgias na cabeça, ainda não posso postar vídeos, chocaria as pessoas a cicatriz. A luta continua. Quero viver ao máximo e ser feliz até o último momento” (leia mais aqui).
O velório acontecerá em duas partes: no dia 15/08, das 19h às 22h e no dia seguinte, 16/08, entre 09h e 13h. O enterro está previsto para às 13h de amanhã. Tudo acontecerá no Cemitério Gethsemani, do Morumbi.
Ouça abaixo Fábio Seródio em ação pela Jovem Pan, em 1996, ao lado de Roberto Oliveira.
Morreu nesta terça (13) Jorginho Uepa, sonoplasta da Super Rádio Tupi (RJ). Ele trabalhava normalmente, no Patrulha da Cidade, quando passou mal no estúdio. O programa foi interrompido e funcionários da emissora foram em seu auxílio. Uma ambulância foi chamada e ele foi levado para o hospital Souza Aguiar, onde não resistiu. Ele tinha 51 anos. Ainda não foram divulgadas informações sobre velório e enterro.
Leia abaixo nota da Tupi.
É com grande tristeza que a Super Rádio Tupi informa sobre o falecimento do operador de rádio Jorginho Uepa, que por tantos anos esteve no comando das vinhetas e divertidos áudios que davam vida aos personagens do programa “Patrulha da Cidade”. Uepa também divertiu nossas tardes com a “Palavra Amiga” e tantos outros quadros do “Show do Heleno Rotay”.
Jorge Luís Pereira Martins, de cinquenta e um anos, morreu fazendo uma das coisas que mais amava. Estava na mesa de áudio, ao lado de todo o elenco da “Patrulha da Cidade”, na tarde desta terça-feira, sob o comando de Mário Belisário, quando se sentiu mal e foi socorrido pelos colegas. Jorginho Uepa chegou a ser levado com vida para o Hospital Souza Aguiar, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi informada.
Jorginho Uepa deixa mulher, três filhos, três enteadas e uma neta. Ele deixa também um vazio enorme no coração de todos nós, que, assim como vocês, ouvintes, formamos a Grande Família Tupi.
De todas as emissoras de rádio que transmitiram os Jogos Olímpicos de Paris, a que mais se destacou foi a Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Tal como já havia feito em outras competições, a emissora investiu na reportagem, colocando seus profissionais nas arenas e estádios não só onde estavam os atletas brasileiros.
Essa estratégia de cobertura gerou grandes momentos. Um deles foi a entrevista com Novak Djokovic. Ao ver a bandeira do Brasil no uniforme usado pelo repórter Rodrigo Oliveira, o tenista mandou um abraço para a “galera” brasileira e ainda citou Guga Kuerten.
Outro momento, também protagonizado por Oliveira foi na entrevista com Augusto Akio, medalha de bronze no Skate Park. Assim que soube que o jornalista era gaúcho, o atleta lhe deu um abraço e fez uma declaração emocionada de solidariedade ao povo do Rio Grande do Sul: “Força, Rio Grande do Sul. Força mesmo. De verdade”.
Essa prioridade na reportagem fez com na final individual da ginástica artística, dois repórteres fossem escalados. Alice Bastos Neves e o já citado Oliveira ficaram em posições diferentes da zona mista. Alice “pressionou a saída de bola”, Rodrigo “ficou de líbero”, conforme a definição feita por ele na transmissão.
A cobertura ostensiva da Gaúcha não significou a derrubada de sua programação normal. Um exemplo: a semifinal do tênis de mesa, que teve a participação de Hugo Calderano, aconteceu bem no horário do Timeline Gaúcha. Com isso, os apresentadores Kelly Matos, Luciano Potter e Paulo Germano entraram para valer na transmissão, que contou com o quase onipresente Rodrigo Oliveira diretamente do local da disputa.
Outro exemplo aconteceu no Super Sábado, que mesclou cobertura do dia olímpico (foi justamente no sábado a fala já citada de Djokovic) , entrevistas e músicas ao vivo. Uma misturinha bem boa.
Sei que o destaque para Gaúcha vai ficar grande (entretanto ela merece), mas outro ponto positivo de suas transmissões foi a participação de Adriana Alves, coordenadora técnica da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), explicando didaticamente todos os movimentos de Rebeca Andrade, Simone Biles e das outras ginastas.
Outras emissoras também não abriram mão de sua programação normal. A Bandeirantes manteve toda sua grade, em especial a do período matutino. Quando havia alguma competição importante, era acionada a Central Olímpica, com os narradores Pedro Ramiro e Pedro Martelli, e o comentarista poliesportivo Marcelo Romano (uma grata surpresa).
Que dia!!!
Respeite nossas cicatrizes. Respeite a medalha no peito!!!
Para este radiomante, foi difícil achar a cobertura da Transamérica. Na grande final dos 400m da natação masculina, com Guilherme “Cachorrão” Costa, em um sábado, a expectativa era ouvir Álvaro José. Entretanto, bem naquele momento, a emissora estava com a sua programação musical normal. A emissora, pelo jeito, priorizou os esportes coletivos e o foco não esteve apenas nas participações brasileiras. Na manhã deste domingo, houve a transmissão da final do vôlei feminino, envolvendo Itália x EUA, com a narração de Thomaz Rafael e comentários de William Carvalho, ex-jogador, medalhista olímpico e atual técnico.
Mal chegou à CBN e o narrador Rodrigo Bitar já participou de uma cobertura de fôlego. Ele narrou os principais jogos da seleção brasileira feminina até a grande final. Com Leonardo Dahi, ele fez duas finais seguidas, uma da ginástica e a do judô por equipes, além de outras participações importantes. A final do judô teve uma curiosidade bem legal: Bruno Faria, repórter da equipe esportiva de São Paulo, atuou como comentarista não por acaso. Ele praticou a modalidade, sendo federado por nove anos. Ou seja, procurando bem, dá para achar especialista jornalista.
Ainda sobre a CBN, importante notar que, ao contrário do que aconteceu em Tóquio 2021, a Globo Rio não participou desta cobertura.
Mario Henrique Caixa, da Itatiaia, talvez seja um dos poucos narradores titulares que não fica limitado apenas ao futebol, ou melhor apenas ao Atlético-MG. De Paris, ele narrou as partidas de vôlei masculino e feminino, além de fazer a grande final do futebol feminino.
Marcelo do Ó, da Band News FM, foi outro titular que fez outras modalidades. No entanto, seu perfil é muito mais poliesportivo (e com grande competência). Éder Luiz, na Transamérica, fez Brasil x EUA pelo futebol feminino e ainda teve gogó para narrar os instantes finais de Brasil x Turquia pelo vôlei feminino.
Como já escrito em outras ocasiões, uma pena que uma cobertura como essa não deixa legado. Certamente, não voltaremos a ter uma transmissão de tênis de mesa na Rádio Bandeirantes. As emissoras seguirão priorizando o futebol em seu cardápio, como em outras vezes.
Em comparação aos jogos de Tóquio, em 2021, tivemos mais rádios transmitindo os eventos de Paris 2024. Há três anos, apenas Gaúcha e Globo/CBN tiveram os direitos de transmissão. Naquela época, vivamos ainda sob a sombra da Covid-19, em termos sanitários e econômicos. Bom ouvir o Grupo Bandeirantes de volta, assim como Itatiaia e Transamérica.
Los Angeles é logo ali. Baseado no que aconteceu em 1984, o fuso horário poderá ajudar a uma cobertura mais extensiva do rádio por que os eventos principais acontecerão no período noturno. O único fator que poderá atrapalhar é o futebol doméstico. A inauguração está prevista para o dia 14 de julho de 2028. Começou a contagem regressiva!
(*) este post não seria possível sem o auxílio luxuoso de Edu Cesar, do Papo de Bola
2024.08.05 – Jogos Olímpicos Paris 2024 – Ginastica artistica – A ginasta brasileira Rebeca Andrade conquista a medalha de ouro na final do solo. Foto: Alexandre Loureiro/COB.