Em reunião com cronistas esportivos, CBF diz que não vai cobrar direitos de transmissão das rádios

Por Rodney Brocanelli

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tomou uma posição oficial a respeito da cobrança de direitos de transmissão das partidas de futebol das competições nacionais por parte das emissoras de rádio. Integrantes de sua diretoria rebateram essa ideia, em reunião ocorrida nesta sexta (25) com representantes da ACEB (Associação de Cronistas Esportivos do Brasil).

“Essa pauta nunca chegou à CBF, nunca foi discutida, nem sequer comentada, seja em reunião oficial ou em reunião de bastidores”, disse Walter Feldman, secretário geral da CBF, em vídeo postado nas redes sociais da ACEB (veja abaixo). Por sua vez Rogério Caboclo, presidente da entidade máxima do futebol nacional declarou que “O rádio sempre foi um grande divulgador do futebol, veículo de capilaridade daquilo que é nossa paixão nacional”.

Em nota oficial divulgada no começo da noite desta sexta, a ACEB destacou a presença na reunião do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que saiu de Brasília especialmente para o encontro (clique aqui para ver a nota da ACEB).

O site oficial da CBF também destacou a reunião com os membros da ACEB e citou a questão dos direitos de transmissão no texto de divulgação: “Durante o encontro, a CBF esclareceu, por meio de seu presidente, que não está em pauta na entidade qualquer projeto para cobrança de direitos para transmissões de rádio em suas competições. Rogério Caboclo também reforçou seu desejo de construção de uma ampla parceria com todos os setores, incluindo os cronistas esportivos, para o aperfeiçoamento das competições nacionais, visando melhorar cada vez mais a média de público dos campeonatos, bem como a experiência vivida por esses torcedores nos estádios” (clique aqui para ver).

Representando a ACEB estiverem na sede da CBF Márcio Martins, seu atual presidente, Isaías Bessa, o 1º vice-presidente, Eraldo Leite o diretor financeiro da entidade e também presidente da ACERJ (Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) e Erick Castelhero, integrante do conselho fiscal da ACEB e também presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Pelo lado da CBF, estiveram Rogério Caboclo, Walter Feldman, Douglas Lunardi, diretor de comunicação, Carlos Eugênio Lopes, vice-presidente jurídico e Manoel Flores, diretor de competições.

Para entender o caso, clique aqui e acompanhe os posts anteriores relacionados a esse tema.

CBF e ACEB

Divulgação: Lucas Figueiredo

“Jornal Gente” homenageia Salomão Ésper neste sábado

Neste sábado, o Jornal Gente da Rádio Bandeirantes recebe um convidado mais que especial. O programa faz uma homenagem ao jornalista Salomão Ésper, que completa 90 anos de vida e mais de 70 anos de carreira no rádio.

Participam do programa os jornalistas José Paulo de Andrade, Rafael Colombo, Pedro Campos, Claudio Zaidan, Thaís Heredia e, direto de Brasília, Claudio Humberto.

O Jornal Gente vai ao ar de segunda a sábado, das 8h às 10h, na Rádio Bandeirantes.

Ouça em: www.radiobandeirantes.com.br

Salomão Esper

Rio de Janeiro: equipe esportiva da 94 FM estreia transmitindo vitória do Flamengo na Libertadores

Por Rodney Brocanelli

Nesta última quarta-feira (23) aconteceu o início das transmissões de futebol  na 94 FM (antiga Roquette Pinto), do Rio de Janeiro, com a cobertura da partida entre Flamengo x Grêmio, válida pela semifinal da Copa Libertadores.  A equipe esportiva conta com nomes consagrados do rádio local como Luis Carlos Silva (ex-Globo), Carlos Borges e Ricardo Mazela (ambos com passagem pela Rádio Nacional),  Sergio Américo (ex-Tupi), Carla Matera (também ex-Globo), entre outros.

Ouça abaixo os gols narrados por Luis Carlos Silva para a vitória do Flamengo pelo placar de 5 a 0. Com o resultado, a equipe carioca está classificada para a grande final da competição e ira enfrentar o River Plate, dia 23 de novembro, em Santiago (Chile). Cortesia do camarada Edu Cesar.

Gabigol

 Foto: Divulgação

Em debate sobre jornalismo esportivo, cronistas gaúchos abordam cobrança dos direitos de transmissão das rádios

Por Rodney Brocanelli (colaborou – e muito – Edu Cesar, do Papo de Bola)

Na última segunda (21), a Associação Riograndense de Imprensa promoveu mais uma edição do “Diálogos ARI de Jornalismo), cujo tema principal foi “Jornalismo Esportivo Além do Campo”.

Entre diversos assuntos relacionados ao tema principal, não faltaram manifestações sobre a recente discussão aberta nos últimos dias relacionada a possível cobrança de direitos de transmissão das competições do futebol nacional e sul-americano por parte das emissoras de rádio (saiba mais aqui).

Nando Gross, comentarista de gerente geral da Rádio Guaíba, citou exemplo históricos de tentativas nesse sentido, uma delas de Rubens Hoffmeister, então presidente da Federação Gaúcha de Futebol em 1980, que vendeu os direitos de transmissão do campeonato gaúcho daquele ano para a Rádio Farroupilha, então de propriedade dos Diários Associados. A outra, do Athletico-PR que em 2008 também tentou comercializar os direitos de seus jogos com emissoras de rádio. Ambas as iniciativas foram barradas pela Justiça.

Ainda em sua manifestação, Nando procurou explicar a diferença entre transmissão de rádio e direitos de imagem, algo que ele já havia feito no microfone da Rádio Guaíba (clique aqui).

Outro participante da mesa de discussão, Alex Bagé, aqui atuando muito mais como o presidente da ACEG – Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos do que como comentarista da Rádio e TV Bandeirantes, de Porto Alegre. Em sua rápida exposição, Bagé procurou diferenciar a intenção da Conmebol de cobrar por suas competições (saiba mais aqui) da intenção de dirigentes do futebol nacional (veja aqui). Ele diz que já teve reuniões com a atual presidência da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), destacou a atuação do senador Jorge Kajuru (CIDADANIA-GO) e também a parceria com colegas de São Paulo para tratar desse tema.

Bagé chamou a entrevista de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians e de Francisco Novelletto, um dos vice-presidente da CBF de “balão de ensaio”. A partir de então, o presidente da ACEG acionou a sua diretoria jurídica, que fez contatos com políticos do estado do Rio Grande do Sul: o governador Eduardo Leite e o atual secretário de esportes João Derly. Além deles, outro político importante também está envolvido nesse processo, como o presidente Jair Bolsonaro, acionado por Jorge Kajuru.

Na avaliação de Alex Bagé, não há chances do atual quadro ser alterado, a não ser que exista algum tipo de modificação (via Congresso Nacional) na Lei Pelé, que regula a questão dos direitos de imagem. Outro ponto importante apontado por ele é que muitos políticos estão apoiando a questão da não cobrança de direitos das rádios porque eles são proprietários de emissoras de rádios. “A gente está buscando essa blingadem”, disse. Mesmo assim, em nível internacional, ainda há a questão da intenção da Conmebol, que,  segundo Bagé, não estando subordinada a uma lei do Brasil, pode querer passar a cobrar a qualquer momento.

Luis Carlos Reche, apresentador e comentarista da Rádio Grenal, elogiou a mobilização feita por Alex Bage até por que a categoria na categoria dos radialistas, “o que mais acontece é a gente tomar rasteira”. Diogo Olivier comentarista e colunista de RBS TV, Rádio Gaúcha e Zero Hora, destacou um outro ponto a respeito do contato direto com a fonte que, segundo ele, era muito mais responsável e maduro. “Há muitos obstáculos entre repórter e a fonte”, disse. Além disso, segundo ele, os clubes querem tirar a mediação entre os veículos e o público e fazer isso por conta própria. “Anuncia jogador pelo seu canal de comunicação. Tem dirigente que fica tempos sem dar entrevista e falam com seus canais de comunicação. Aí não é entrevistado, não é confrontado, não tem debate”.

O debate teve a mediação da jornalista Eduarda Streb.

 

ARI

Foto: Divulgação

Grupo RBS e DC Set anunciam as datas do Planeta Atlântida 2020

Anote na agenda: o maior festival de música do sul do país já tem datas confirmadas! Realizado pelo Grupo RBS e pela DC Set Group, o Planeta Atlântida 2020 ocorre nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, na Praia de Atlântida, litoral do Rio Grande do Sul.

– O Planeta Atlântida é o ponto alto do verão gaúcho, faz parte da nossa cultura. E, mais do que isso, ele acompanha as transformações das gerações, se reinventando a cada ano e oferecendo experiências e emoções que vão muito além da música – destaca diretor-executivo de Marketing do Grupo RBS, Marcelo Leite.

Prestes a completar 25 anos de história, o Planeta Atlântida vem conquistando evoluções importantes: de 2018 para cá, por exemplo, a marca permaneceu viva nas redes sociais e consolidou ainda mais a conexão com os planetários – que há meses já estão ansiosos para saber das novidades da edição de 2020.

Os dias do festival foram divulgados em primeira mão no Pretinho Básico das 13h e, desde então, peças publicitárias do Planeta Atlântida 2020 começaram a circular nos canais da RBS, em uma campanha 360º.  A comunicação traz o conceito criativo “o planeta feito pra você”, retomando a trilha sonora original criada para o festival em 1996 e reforçando a capacidade de renovação do evento, sem deixar de lado o propósito de levar alegria e diversão ao público de todos os estilos e todas as idades, presente desde a primeira edição.

Além da releitura da música-tema, a criação de um filme inédito está entre os destaques da divulgação. Feito com cenas das últimas edições do festival e imagens recentes captadas no litoral gaúcho e em Porto Alegre, o vídeo reúne todos os elementos do conceito criativo do Planeta Atlântida 2020 e destaca o protagonismo dos planetários.

O conceito “só quem vai sente”, utilizado desde a última edição, também está presente nas peças publicitárias e remete às experiências e emoções vivenciadas por quem frequentam o festival. Referências visuais das redes sociais chegam para complementar a campanha, junto com uma paleta neon, que remete à vibração e à intensidade das cores do verão.

Desde 1996, o megaevento já animou mais de 2 milhões de pessoas, reunindo grandes estrelas nacionais e internacionais, revelações das paradas de sucesso, ambientes temáticos, brincadeiras, celebridades e experiências inesquecíveis. Estruturado em uma área com mais de 90 mil metros quadrados, o festival recebe anualmente ícones dos mais diferentes estilos, passando por gêneros como pop, funk, samba e rock.

Somente em 2019, o Planeta Atlântida teve mais de 40 atrações musicais, com nomes como Anitta, Alok, Clean Bandit, Wesley Safadão, Thiaguinho e Atitude 67, que se revezaram em apresentações para um público de 80 mil pessoas, em dois dias, com sold out total.

– Nós estamos preparando o Planeta Atlântida de 2020 e, como sempre, desde a primeira edição, tivemos a capacidade de surpreender. É exatamente por isso que o evento se solidifica cada vez mais. Foi o primeiro festival multiatrações do Brasil e vem se perpetuando como referência até hoje do cenário musical do país – aponta Cicão Chies, sócio da DC Set Group e um dos criadores do Planeta Atlântida.

As informações sobre pré-venda de ingressos e demais novidades do festival serão divulgadas nos próximos dias. Acompanhe o aquecimento para o evento mais aguardado do verão gaúcho no site www.planetaatlantida.com.br e pelas redes sociais com a hashtag #sóquemvaisente em www.facebook.com/planetaatlantida e no @planetaatlantida no Twitter e no Instagram.

24ª edição do Planeta Atlântida

TV no rádio: Rádio Bandeirantes passa a retransmitir o telejornal “Band Notícias”

A partir desta segunda-feira (21), a Rádio Bandeirantes passa a retransmitir o telejornal Band Notícias. Apresentado pelos jornalistas Rafael Colombo e Cynthia Martins, o programa vai ao ar das 22h às 22h45, de segunda a sexta-feira, na tela da Band.

Nos dias de transmissão esportiva, o Band Notícias será levado ao ar na Rádio Bandeirantes após o “Terceiro Tempo”.

Band Noticias

Presidente da Federação Paraibana de Futebol nega participar de articulação para cobrar das rádios

Por Rodney Brocanelli

Michele Ramalho, presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), encaminhou nota aos veículos locais rebatendo declarações do senador Jorge Kajuru (CIDADANIA-GO) em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan no domingo passado (clique aqui). Segundo Kajuru, a federação paraibana estaria ao lado de outras articulando junto à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) a adoção da cobrança de direitos de transmissão das partidas de futebol por parte das emissoras de rádio.

Segundo a nota, Michele negou a articulação e ainda defendeu as emissoras de rádio: “Respeito a opinião de quem é favorável a esta cobrança, mas eu não sou. Quero que o futebol seja cada vez mais difundido e as emissoras radiofônicas são importantes neste cenário”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, vem a público esclarecer as recentes acusações do senador Jorge Kajuru, em relação a um suposto pedido por parte de federações estaduais para que a CBF passe a cobrar para que as emissoras de rádio transmitam os jogos. Em pronunciamento, o político usou o nome da Paraíba e disse que a FPF estaria junto a outras entidades, em Brasília, na tentativa de concretizar a obrigatoriedade da referida cobrança.

“As rádios são instrumentos importantíssimos na divulgação e promoção das competições estaduais e nacionais. Nunca estive em Brasília com qualquer outro presidente de Federação pleiteando algo desse tipo, pelo contrário, o rádio é um símbolo que está inteiramente ligado ao futebol. Quem nunca viu um torcedor com o seu aparelho na arquibancada, vibrando com o grito de gol? Respeito a opinião de quem é favorável a esta cobrança, mas eu não sou. Quero que o futebol seja cada vez mais difundido e as emissoras radiofônicas são importantes neste cenário. O futebol da Paraíba será ainda mais forte, se tivermos uma presença constante e plural da imprensa”.

Michelle Ramalho
Presidente da FPF-PB

Michele Ramalho

Rádio Bandeirantes faz cobertura especial da eleição presidencial argentina

A partir da próxima segunda-feira (21), a Rádio Bandeirantes faz uma cobertura especial do primeiro turno da eleição presidencial argentina, que acontece no domingo, dia 27. Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, o presidente Mauricio Macri, candidato à reeleição, está quase 20 pontos abaixo do kirchenerista Alberto Fernández.

A jornalista Marina Guimarães vai trazer as informações sobre o pleito para os ouvintes da Rádio Bandeirantes direto de Buenos Aires. As participações da jornalista vão acontecer ao longo da semana durante da programação da emissora, em especial nos programas “Jornal Primeira Hora” (7h), “Jornal Gente” (8h) e “Bastidores do Poder” (17h).

Marina Guimarães é formada em Comunicação Social pela Universidade Centro de Ensino Unificado de Brasilia. Jornalista com mais de 30 anos de experiência, vive na Argentina há 20 anos. Atua como correspondente internacional em coberturas sobre a América Latina para rádio, TV, jornal impresso e agência de notícias em tempo real. Foi correspondente durante 14 anos do Grupo Estado (Agencia Estado, Estadão e Rádio Eldorado), passou pelo Jornal do Brasil, Correio Brasilienze, TVE, SBT e TV Record. Atualmente trabalha para o Valor Econômico, Revista Globo Rural e My News.

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Guga Chacra passa a integrar o programa O Mundo em Meia Hora da CBN

No ar desde 2017, o programa “O Mundo em Meia Hora”, da CBN, passa a contar com Guga Chacra como novo integrante. Todo sábado, Roberto Nonato e Guga aprofundam os temas internacionais mais relevantes da semana.

Com experiência no cenário internacional e atuando como comentarista da Globonews e do Jornal O Globo, Guga já participa às terças-feiras do Jornal da CBN II Edição, no quadro Rodada das Seis. E a partir de amanhã, dia 19 de outubro, se junta a Nonato em “O Mundo em Meia Hora”, todos os sábados às 9 horas.

Guga Chacra

Conmebol não deverá cobrar do rádio os direitos de transmissão. Por enquanto

Por Rodney Brocanelli

A Conmebol não deverá cobrar direitos de transmissão dos jogos das competições que organiza (Libertadores, eliminatórias para a Copa e Sul-americana) para o ano de 2020. No entanto, isso não significa que a entidade tenha deixado de lado essa ideia, pretendendo retomá-la mais adiante. Essas informações foram divulgadas pelo jornalista  Martin Gomez de Freitas, dirigente do Circulo de Periodistas Deportivos del Uruguay. Ele participou, via Whatsapp, do programa Esperando o Futebol, da Rádio Guaíba, nesta quinta (17 – ouça abaixo).

Em julho último, o jornalista Cristiano Silva, da Rádio Guaíba, divulgou a informação de que a Conmebol estaria propensa a cobrar das rádios os direitos de transmissão de suas competições (saiba mais) a partir do ano que vem.

Ainda segundo Freitas, em sua participação na Guaíba, existe um movimento de muitas rádios sul-americanas, lideradas por emissoras chilenas, para solicitar à Conmebol o não pagamento de direitos da próxima edição da Copa América de 2020, a ser disputada na Argentina e na Colômbia.

Esses veículos já pagaram para irradiar a edição disputada neste ano, aqui no Brasil. Eles até topam pagar pelas posições de transmissão no estádios, algo que é comum em competições dessa natureza, mas existe o incômodo de se pagar duas vezes os direitos de uma competição foi organizada dois anos em sequência.  (2019 e 2020). A Conmebol tomou essa medida para que a sua competição de seleções seja disputada no mesmo ano que a Eurocopa.

Embora Freitas não tenha dito claramente, provavelmente as emissoras do continente não tenham neste momento caixa suficiente para pagarem duas vezes seguidas para transmitir a Copa América.

A proposta das emissoras sul-americanas será apresentada no próximo dia 10 de dezembro, na Colômbia, em uma reunião que antecederá o sorteio de grupos da Copa América 2020.

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Abert diz confiar que CBF não levará adiante ideia cobrança de direitos do rádio para transmissões de futebol

Por Rodney Brocanelli

A  Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) divulgou uma nota, a pedido do blog Radioamantes, em que diz confiar que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não levara adiante a iniciativa de cobrar das rádios os direitos de transmissão para as partidas de futebol.

A entidade que defende o interesses das empresas de radiodifusão diz que não existe uma previsão na atual legislação a previsão de cobrança para a transmissão radiofônica. A Lei nº 9.615/98 (conhecida como Lei Pelé) autoriza essa cobrança apenas para a transmissão de imagens dos espetáculos esportivos. Segundo a Abert, esse entendimento já foi ratificado pelo Poder Judiciário.

Nos últimos dias, voltou à tona esse debate em relação ao rádio pagar para transmitir as partidas do futebol nacional depois de entrevistas concedidas por Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, e Francisco Novelletto, um dos vice-presidentes da CBF (saiba mais clicando aqui, aqui,  aqui  e aqui .

Leia abaixo a íntegra da nota da Abert:

Em relação à intenção da CBF de cobrar direitos de transmissão para as rádios que desejam transmitir partidas de futebol das competições organizadas pela entidade, a ABERT informa que a Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé) autoriza os clubes de futebol a efetuar a cobrança somente em caso de veiculação de imagens do espetáculo, o chamado direito de arena. Ou seja, não há, na legislação, a previsão de sua cobrança para a transmissão radiofônica, pois se trata de um direito de interesse público, já consagrado, que assegura o acesso à informação da sociedade brasileira. Tal entendimento, inclusive, já foi ratificado pelo Poder Judiciário. Diante desse contexto, a ABERT confia que a CBF não levará adiante tal iniciativa.

Abert

Raridade raríssima: Roberto Muller narrando futebol na Rádio Diário do Grande ABC

Por Rodney Brocanelli

O Radioamantes pega emprestado (e atualiza) o nome de uma das seções consagradas do site Papo de Bola, do camarada Edu Cesar (volta, Edu!) para divulgar um registro histórico. Roberto Muller é conhecido atualmente pelo seu trabalho como locutor de chamadas, vinhetas de noticiários em diversas emissoras da Grande São Paulo. O que pouco se sabe é de seu lado narrador de futebol. O perfil do Master Esporte no YouTube divulgou o trecho de uma de suas irradiações na Rádio Diário do Grande ABC, que operava em 1300Khz. A partida em questão era Santo André x Palmeiras, válida pelo campeonato paulista de 1984. A vitória foi do time da casa, pelo placar de 1 a 0, gol marcado por Reinaldo. Segundo as informações compartilhadas por Alex Ricardo (clique aqui), este foi a última partida de Muller como narrador, antes dele se dedicar a outros trabalhos em rádio. Ele já trabalhou em emissoras como Grande ABC FM, Gazeta, Trianon, Jovem Pan e atualmente está na Rádio Capital. Além de Muller, são ouvidas as vozes de Sidnei Lima (reportagens),
Osvaldo Lavrado (comentários) e de Luiz Carlos Maia (plantão). Ouça abaixo.

Roberto Muller narrador

Rádio: cobrança de direitos parece não ser unanimidade dentro da CBF

Por Rodney Brocanelli

A proposta de se cobrar direitos de transmissão das emissoras de rádio para as partidas de futebol organizadas pela CBF parece não ser uma unanimidade dentro da entidade máxima do futebol nacional. Ednaldo Rodrigues, um de seus vices-presidentes, manifestou-se contrario à ideia em entrevista ao portal Bahia Notícias (clique aqui).

“Pessoalmente sou contra a cobrança dos direitos de transmissão para as emissoras de rádio. E garanto que esse debate não existe dentro da CBF. Faço parte do Conselho de Administração da CBF e esse assunto nunca entrou em pauta. E se entrar em pauta, tenho certeza que não vai prosperar. Respeito a opinião de quem é a favor, mas eu sou contra”, declarou o dirigente. A acompanhar para saber se não haverá uma mudança de posicionamento nos próximos dias.

A atual estrutura administrativa da CBF tem oito vice-presidentes, abaixo do atual presidente Rogério Caboclo. São eles: Antônio Carlos Nunes, Antônio Aquino, Castellar Modesto Guimarães Neto, Ednaldo Rodrigues, Fernando Sarney, Francisco Novelletto, Gustavo Feijó e Marcus Vicente (saiba mais aqui).

Na semana passada, o gaúcho Francisco Novelletto, um dos vices da CBF, deu entrevista ao site GaúchaZH (clique aqui) defendendo a cobrança dos direitos de transmissão das emissoras de rádio. No que depender dele, tal medida passaria a valer em 2020.

Incômodo de Andrés

Nesta terça (15), o site da Rádio Jovem Pan publicou uma entrevista com o jornalista Filipe Gamba, do GaúchaZH, autor da reportagem que revelou a intenção de Novelletto. O jornalista revelou que houve um almoço entre o dirigente da CBF e Andrés Sanchez, atual presidente do Corinthians. Entre um arroto e outro, o cartola corinthiano se mostrou incomodado com o fato de não haver regulamentação para que a imprensa frequentasse os estádios de futebol no Brasil, especialmente em competições organizadas pela CBF.

“A partir daí, há um movimento que foi liderado pelo Andrés Sanchez e que, na CBF, está sendo comandado pelo Novelletto de, já no ano que vem, começar a fazer a cobrança dos direitos de transmissão não só das emissoras de rádio tradicionais, mas também de webrádios, portais, blogs… A leitura é simples: como só vai transmitir quem vai pagar e ter condições de comprar os direitos, esse número de pessoas que fazem parte da cobertura de um jogo de futebol hoje no estádio vai diminuir”, disse Gamba ao site da Jovem Pan.

Leia mais da entrevista de Filipe Gama no link abaixo:

https://jovempan.com.br/esportes/futebol/nao-e-so-por-dinheiro-entenda-por-que-andres-e-cbf-querem-cobrar-direitos-de-transmissao-das-emissoras-de-radio.html?fbclid=IwAR0FN1C5Z64ntI6DHfMNVnzG8zVsF-D4AaCEcsk7ZCKGqam9SFRIFQeu5QE

 

radioesportivo

Podcast da CBN vence Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos

O podcast “Vozes: Histórias e Reflexões” (clique aqui para ouvir) venceu o 41º Prêmio Vladirmir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na categoria Produção Jornalística em Áudio, com o episódio “LGBTfobia: Medo de quê?”.

Na produção, o podcast traz histórias de vida de quem sofre na pele o preconceito e debate a criminalização da LGBTfobia no Brasil, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal em julho de 2019. Também concorriam na categoria o podcast da Rádio Gaúcha  ‘Acharam meu pai vivo – Podcast sobre a cobertura da tragédia de Brumadinho’ e ‘Chico Mendes, a voz que não cala’, da Rádio Brasil de Fato.

O podcast completa um ano no próximo dia 7 de novembro com 22 episódios no ar e mais de 1 milhão e meio de downloads. A cada quinzena o ‘Vozes’ traz um novo assunto em formato storytelling. Na semana seguinte, o conteúdo é debatido em uma mesa redonda com especialistas e a participação de ouvintes.

Todo o material é produzido, roteirizado e editado pelos jornalistas: Gabriela Viana, Isabela Medeiros, Lucas Soares, Luiz Nascimento e Caroline Tamassia. A sonoplastia é realizada por Cláudio Antônio. As estagiárias Bianca Kirklewski, Bianca Vendramini e Izabela Ares também integram o time.

O Prêmio Vladimir Herzog é um dos mais prestigiados do Jornalismo brasileiro e tem como propósito reconhecer profissionais que contribuem para a promoção dos Direitos Humanos e da Democracia. Sua primeira edição foi em 1979.

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Futebol: para Nando Gross, direito de imagem é diferente de transmissão em áudio

Por Rodney Brocanelli

Neste domingo (13), Nando Gross, comentarista esportivo e gerente geral da Rádio Guaíba, se posicionou em relação a intenção da CBF de comercializar direitos de transmissão para as emissoras de rádio (entenda mais clicando aqui). Ele disse que a medida será uma tragédia para o mercado, desempregando muita gente. No entanto Gross considera que para haver alguma mudança é necessário passar por cima da lei atual (no caso a Lei Pelé, artigo 42, que apenas se refere ao direito de imagem – saiba mais clicando aqui). O profissional citou também que já existe uma jurisprudência em relação ao tema quando, em 2008, as emissoras de rádio de Curitiba tiveram ganho de causa na Justiça, contra a intenção do Athlético-PR (na época conhecido apenas como Atlético-PR) que desejava pagamento para a transmissão de seus jogos (clique aqui).

Outro ponto levantado por Nando é que existe uma diferença entre direito de imagem e transmissão em áudio. Segundo ele, o que o rádio apresenta é uma narração, ou seja a visão do locutor que está irradiando a partida. A televisão, por sua vez, ela compra os direitos de uma imagem que, para ele, já vem pronta. Se as emissoras quiserem, podem apenas exibir a imagem, com o som da torcida, sem qualquer tipo de narração. “O áudio é diferente. Tem alguém que está contado a história. Não nos dão pronto como dão para a televisão”, disse Nando.

“Fico muito triste quando vejo um representante gaúcho sendo protagonista deste projeto”, afirmou Nando, se referindo a Francisco Novelletto, atual vice-presidente da CBF, entusiasta dessa ideia, conforme declarações dadas ao site GaúchaZH na semana passada.

Ouça a manifestação de Nando Gross, no player abaixo.

Nando Gross