Futebol: para Nando Gross, direito de imagem é diferente de transmissão em áudio

Por Rodney Brocanelli

Neste domingo (13), Nando Gross, comentarista esportivo e gerente geral da Rádio Guaíba, se posicionou em relação a intenção da CBF de comercializar direitos de transmissão para as emissoras de rádio (entenda mais clicando aqui). Ele disse que a medida será uma tragédia para o mercado, desempregando muita gente. No entanto Gross considera que para haver alguma mudança é necessário passar por cima da lei atual (no caso a Lei Pelé, artigo 42, que apenas se refere ao direito de imagem – saiba mais clicando aqui). O profissional citou também que já existe uma jurisprudência em relação ao tema quando, em 2008, as emissoras de rádio de Curitiba tiveram ganho de causa na Justiça, contra a intenção do Athlético-PR (na época conhecido apenas como Atlético-PR) que desejava pagamento para a transmissão de seus jogos (clique aqui).

Outro ponto levantado por Nando é que existe uma diferença entre direito de imagem e transmissão em áudio. Segundo ele, o que o rádio apresenta é uma narração, ou seja a visão do locutor que está irradiando a partida. A televisão, por sua vez, ela compra os direitos de uma imagem que, para ele, já vem pronta. Se as emissoras quiserem, podem apenas exibir a imagem, com o som da torcida, sem qualquer tipo de narração. “O áudio é diferente. Tem alguém que está contado a história. Não nos dão pronto como dão para a televisão”, disse Nando.

“Fico muito triste quando vejo um representante gaúcho sendo protagonista deste projeto”, afirmou Nando, se referindo a Francisco Novelletto, atual vice-presidente da CBF, entusiasta dessa ideia, conforme declarações dadas ao site GaúchaZH na semana passada.

Ouça a manifestação de Nando Gross, no player abaixo.

Nando Gross

Rádio: em defesa da isenção dos direitos de transmissão, Jorge Kajuru diz que vai se reunir com Bolsonaro e coletar assinaturas

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista concedida neste domingo à Rádio Jovem Pan, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) prometeu mobilização contra a possível cobrança das emissoras de rádio para que estas transmitam as partidas  de futebol organizadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Kajuru disse que já marcou uma audiência o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, ele afirmou que está coletando assinaturas de seus colegas e informa já ter um total de 43 delas. O senador declarou também que enviou um requerimento a Paulo Tonet, presidente da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e vice-presidente da Rede Globo, procurando mostrar a importância do rádio para o futebol.

Durante a entrevista concedida a Wanderley Nogueira e Flavio Prado, o senador fez duras criticas aos dirigentes de futebol: Não tem cabimento esse vice-presidente da CBF, que está morrendo de medo da CPI do Esporte e toda hora manda recados para mim, dizendo que ‘essa CBF é diferente da outra’, dizer que é igual Copa do Mundo… Que comparação chumbrega! Querer comparar venda de direitos de transmissão de um evento que ocorre a cada quatro anos no mundo, que movimenta bilhões de dólares, com Campeonato Brasileiro… Querer cobrar Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro e Estaduais com o intuito exclusivo de enriquecer ainda mais as federações em sua maioria corruptas, essas que recebem mensalinho? São elas que estão forçando a CBF para que o rádio pague direitos de transmissão”, disse.

O debate sobre a venda de direitos de transmissões das partidas de futebol organizadas pela CBF ganhou corpo novamente após as declarações de Francisco Novelletto, vice-presidente da entidade ao site GaúchaZH: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”. O cartola cita uma entrevista de Andrés Sanches, presidente do Corinthians, no sábado retrasado, antes de Grêmio x Corinthians, em que questionou a presença de um grande número de veículos de comunicação para a cobertura da partida (saiba mais aqui). O dirigente corinthiano foi duramente criticado pelo senador Jorge Kajuru em sua entrevista à Jovem Pan.

Ouça a entrevista do senador Jorge Kajuru à Rádio Jovem Pan clicando no link abaixo:

https://jovempan.com.br/esportes/futebol/fim-do-futebol-no-radio-kajuru-se-revolta-marca-audiencia-com-bolsonaro-e-detona-andres-e-um-lixo-nao-reciclavel.html

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Memória: um registro da estreia de Oscar Ulisses na Rádio Bandeirantes, em 1979

Por Rodney Brocanelli

Nesta semana, fez bastante sucesso no perfil do blog Radioamantes no Twitter a reprodução de um anúncio publicado em O Estado de S. Paulo referente a estreia de um então jovem narrador Oscar Ulisses na Rádio Bandeirantes, em 29 de setembro 1979 (clique aqui para ver).

O texto diz “Oscar Ulisses é mais uma grande contratação da Rádio Bandeirantes. Com este novo craque o escrete da vitória fica mais forte ainda. Imbatível como sempre foi nos últimos 25 anos. Ganhando todos os índices de audiência. Porque informa melhor, tem tradição, se renova, conta a história do futebol brasileiro. E conquista a Torcida Amiga vibrando com as grandes vitórias que fazem alegria do povo. Vibre hoje com Oscar Ulisses”.

Além de Oscar, foram escalados para aquela transmissão, o comentarista Luis Augusto Maltoni e os repórteres João Zanforlin e Eduardo Luis. Nas ocorrências (o famoso “outro lado do jogo), Pedro Luis. Desconfia-se que seja o Pedro Luiz Ronco, hoje uma celebridade da Band FM. No QG dos Esportes estava Ruy de Moura, além da participação de Walter Fonseca.

No dia marcado,  Oscar narrou a vitória do Corinthians sobre o Botafogo-RP pelo placar de 2 a 0. A partida era válida pelo campeonato paulista de futebol, que foi conquistado pelo mesmo timão. Geraldão fez os dois gols da vitória corinthiana, enquanto que Paulo Cesar fez os gol da equipe visitante. Segundo os jornais da época, estavam presentes 14.238 pagantes e 1569 menores (que na época não pagavam ingresso)..

Voltando à postagem no Twitter, alguns internautas demonstraram curiosidade para ouvir essa narração de Oscar. Pelo menos um registro foi encontrado na Internet. Pouco depois que o Corinthians faturou o Paulistão de 1979, a Rádio Bandeirantes lançou em parceria com a gravadora K-tel (saiba mais sobre ela aqui – a locução é de Fernando Solera) um disco com o registro dos gols mais importantes daquela campanha (ouça aqui). Nele, foi incluído a narração de Oscar para o segundo gol marcado pelo artilheiro Geraldão (ouça abaixo).

Oscar ficou na Bandeirantes até 1986, quando se transferiu para a Rádio Globo e nela está firme e forte até hoje.

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CBN inova mais uma vez e está presente na chegada da Alexa ao Brasil

A Alexa, famosa assistente virtual inteligente desenvolvida pela Amazon, desembarcou no país muito bem informada. A Rádio CBN está presente com posição de destaque no dispositivo e os primeiros usuários já terão acesso ao recurso e poderão acessar a programação completa das emissoras da rede em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte e afiliadas, apenas ao comando de voz.

As ações da rádio na Alexa foram preparadas pela equipe de desenvolvimento digital do Sistema Globo de Rádio e os usuários poderão cadastrar a funcionalidade da CBN desde o primeiro momento. Quem comprar a caixa de som inteligente da Amazon só precisará entrar no aplicativo e ativar a Skill da CBN para começar a usar a assistente virtual que aciona as emissoras da rádio.  Para ter acesso, basta dizer “Alexa, tocar CBN!”, que todo o conteúdo estará disponível.

“A CBN mais uma vez mostra o seu pioneirismo e se adianta a novos hábitos de consumo, assim como fizemos 14 anos atrás, transformando quadros da nossa programação em Podcasts, logo que isso foi possível no iTunes. Outro exemplo foi o pioneirismo na transmissão da nossa programação em FM e agora nas caixas de som inteligentes”, diz Ricardo Gandour, diretor executivo da CBN.

Na segunda fase da ferramenta da CBN na assistente virtual, quando os usuários já estiverem totalmente adaptados, será oferecido também o cardápio completo de Podcasts, perfeito para quem busca informação especializada.

“Com este lançamento de Alexa pela Amazon no Brasil, abrem-se novas oportunidades e novos canais para colocar veículos de comunicação importantes como a CBN diretamente em contato com os seus usuários e consumidores, em casa ou qualquer local que possua um dispositivo habilitado com Alexa, de forma mais inovadora e acessível, contribuindo com o princípio Amazon de obsessão pelos clientes”, afirma José Nilo Martins, Head de Alexa Skills na Amazon BR.

Os novos usuários da Alexa no Brasil também poderão escolher a CBN entre as notícias de uma ferramenta chamada Flash Briefing, na qual os ouvintes acompanham o resumo do noticiário do momento. Nela, cinco edições diárias do Repórter CBN são disponibilizadas com exclusividade para que os ouvintes acompanhem sempre as principais notícias do Brasil e do Mundo com a credibilidade da CBN.

CBN logo

Zilhões de Coisas, da Rádio Timbira, será transmitido diretamente da Feira do Livro de São Luís

O programa Zilhões de Coisas, apresentado todo domingo na Rádio Timbira (clique aqui para ouvir) por Gil Porto e Rafaella Rodrigues, terá uma edição especial e pela primeira vez será fora do estúdio. O ZC será direto da 13ª edição da Feira do Livro de São Luís (Felis), no Multicenter Sebrae das 11h às 13h. Muitas curiosidades, novidades sobre o mundo da leitura e entrevistas irão proporcionar ao ouvinte maranhense o melhor da Felis 2019.
A Feira é o maior evento cultural e de fomento à leitura do Maranhão e será realizada de 11 a 20 de outubro. Em 2019, o tema é “O Brasil atemporal na obra de Aluísio Azevedo” e vai reunir mais de 100 autores locais e também nomes nacionais. A expectativa é que o evento receba um público superior a 160 mil pessoas, número de visitantes do ano passado.  
O Zilhões de Coisas vai ao ar logo após a transmissão do amistoso entre Brasil e Nigéria.

Zilhões de Coisas

Cobrança de direitos poderá significar o fim do rádio esportivo como o conhecemos

Por Rodney Brocanelli

O jornalista Filipe Gamba publicou em seu blog no site GaúchaZH algo que poderá modificar substancialmente a cobertura da mídia esportiva em relação aos jogos de futebol: a cobrança de direitos de transmissão das emissoras de rádio (clique aqui para ler). E não apenas esse veículo. Segundo a nota, outros meios também poderiam pagar: web rádio, portais e blogs. Segundo Gamba, essa ideia já estaria em discussão e ganhou visibilidade com a recente entrevista de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians a jornalistas gaúchos, que questionou o número grande de veículos na cobertura de jogos de futebol.

O jornalista do GaúchaZH foi ouvir Francisco Novelletto, vice-presidente da CBF, que não apenas defendeu as mudanças a partir do ano que vem: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”, afirmou.

Novelletto disse ainda que as federações estaduais poderão adotar a medida, com cada uma definindo seus critérios.

A opinião a respeito desse tema é apenas a repetição de várias outras que já foram explanadas aqui e em outros espaços. No que diz respeito ao rádio, não deverá ser cobrado um valor que seja compatível com a realidade atual do mercado. Vale destacar a iniciativa do Athletico-PR (que na época ainda se chamava Atlético) em 2008 (veja mais aqui).

Monopólio e desemprego

Além do mais, corre-se o risco de existir novamente um monopólio dos direitos, como já se observa na televisão. Um grande grupo poderá adquirir esses direitos de forma exclusiva e exercer a possibilidade de sublicenciamento apenas com veículos parceiros. Emissoras de rádio de pequeno e médio porte, além de grupos independentes (vamos colocar assim) correm o risco de ficar de fora.

Havendo esse monopólio ou falta de condições financeiras para o pagamento, emissoras com muitos anos ativas na cobertura esportiva deverão abrir mão dessa tradição. Resultado: (muito mais) profissionais desempregados. Quem fala em “farra do rádio” deveria pensar nessa possibilidade.

Gestão profissional

Ao GaúchaZH, Francisco Novelletto justificou sua decisão dizendo que os clubes precisam de dinheiro. É verdade. Porém, o que eles precisam também é de uma gestão profissional do dinheiro que já entra no cofre dos clubes, seja com bilheteria, direitos de televisão, contratos de patrocínio. São frequentes as noticias de salário jogadores encostados por não darem certo no elenco e com seus vencimentos sendo depositados religiosamente e de multas altíssimas pagas a técnicos demitidos. Aliás, existe um caso histórico de um determinado clube de futebol que teve de parcelar o valor de multas a três técnicos de forma simultânea. Gasta-se a torto e a direito e a culpa não é das rádios, que nada tem a ver com essa má gestão. Algumas delas, mais independentes, até colocam o dedo nessa ferida, para insatisfação de alguns cartolas.

Divididas e conquistadas

Quem poderia combater essa medida ou pelo menos procurar debatê-la de forma institucional?  Quando essa mesma ideia começou a ser ventilada em 2016, sugeriu-se que as associações de cronistas esportivos pudessem estar à frente dessa negociação (saiba mais aqui). Já escrevi na época e repito aqui: não existe uma associação única. Devido a divergências de toda espécie, no âmbito nacional temos a Abrace e a Aceb. Uma é dissidência da outra. Em São Paulo, aconteceu a mesma coisa. Existe a tradicional Aceesp e a recém-criada Aceisp. Isso enfraqueceu e muito a classe, fazendo com que CBF e clubes pudessem tomar decisões unilaterais, como a que proibiu a entrevistas de jogadores aos repórteres de rádio nos intervalos das partidas.

The end

A ideia não é nova. Volta e meia, ela surge e desaparece no âmbito doméstico. No entanto, parece que desta vez a vontade do dirigentes é para valer. Se ela for adiante, somada a iniciativa da Conmebol para vender direitos da Libertadores às rádios (veja aqui), isso tudo significaria o fim do rádio esportivo como o conhecemos atualmente.

futebol

Em canal do YouTube, Daniel Oliveira apresenta entrevistas com nomes relevantes do rádio esportivo gaúcho

Por Rodney Brocanelli

Afastado do rádio (espera-se que momentaneamente), o narrador Daniel Oliveira está investindo em um canal no YouTube (clique aqui) no qual ele posta comentários sobre futebol, com ênfase nas coisas da dupla Grenal (Grêmio e Internacional). Outro atrativo desse espaço é uma série de entrevistas que ele vem fazendo com nomes relevantes do rádio esportivo gaúcho. Nesse “talk show”, os convidados têm a oportunidade de falar sobre carreira e histórias de bastidores (como no papo com Filipe Duarte, do Zero Hora) , novas mídias e novas linguagens (como na conversa com Carlos Guimarães, da Rádio Guaíba), além da nova fase das transmissões esportivas com as emissoras ligadas aos clubes, sejam elas oficiais ou não. O projeto do Grêmio foi devidamente representado pelo narrador Cristiano Oliveski (clique aqui para assistir). Nesta semana, o convidado foi também narrador Thiago Suman. Entre outros temas, ele abriu o coração sobre a sua experiência de passar a ser um narrador identificado com o  clube pelo qual torce, o Internacional, na Rádio Inferno. Thiago esteve por muitos anos na Rádio Grenal. Clique no player abaixo para acompanhar.

Entrevistas Daniel Oliveira

45 Do primeiro tempo é o novo podcast da Rádio Jovem Pan

Após quatro meses desde o lançamento do livro best-seller: 45 Do primeiro tempo, que entrou para a lista dos mais vendidos da PublishNews, publicado pela Literare Books International, o jornalista, apresentador e escritor Patrick Santos lança seu primeiro podcast homônimo da obra.

A ideia é trazer para a Rádio Jovem Pan um bate-papo sobre carreira e propósito de vida com personalidades que se reinventaram ao longo de suas caminhadas profissionais. A proposta do jornalista surgiu após o seu sabático, onde pôde refletir sobre diversos aspectos, estes que serão levantados com os convidados para que os ouvintes possam ter um novo olhar sobre suas carreiras, sem se esquecer de seus propósitos, da felicidade e, claro, do legado que deixarão. Ou seja, viver de forma plena e consciente prezando pela qualidade de vida e bem-estar na área atuante.

A primeira convidada é a jornalista Claudia Giudice, autora do blog e do livro A vida sem crachá, que conta histórias, inspirações e desafios de quem partiu para um “Plano B”. As conversas serão inseridas no site da Rádio Jovem Pan todas as sextas-feiras no período matutino. Para quem prefere as plataformas, o podcast estará disponível em todas: Spotify, Deezer, iTunes ou qualquer outra da preferência do ouvinte.

Patrick Santos

Memória: em 1979, Telê Santana diz à Jovem Pan que treinar seleção brasileira não era seu objetivo final

Por Rodney Brocanelli

1979. Telê Santana era o nome da vez no futebol brasileiro. Graças ao trabalho desenvolvido no Palmeiras, ele começou a ser bastante elogiado pela imprensa especializada da época e passou a ser um nome cotadíssimo para assumir a seleção brasileiro. Porém, em dezembro daquele ano, em meio as fases decisivas do campeonato brasileiro, Telê concedeu uma longa entrevista ao Jornal dos Esportes, da Rádio Jovem Pan, dizendo que esse não era seu objetivo final. “Muitos vão para a seleção mais por vaidade, sabendo que vão encontrar uma dificuldade muito grande para começar um trabalho. A vaidade as vezes é maior que o próprio interesse de cada um. Talvez nem seja pelo que vão ganhar, mas sim pela vaidade de dizer que foi técnico da seleção brasileira. Honestamente, eu não tenho essa vontade e nem essa vaidade”.

Ainda nessa mesma entrevista, José Silvério, então narrador principal da Jovem Pan questionou a Telê se ele aceitaria um convite da então CBD. “É quase certo uma recusa. Eu acho que não se tem um bom clima para trabalhar na seleção”. Telê prosseguiu: “Isso envelhece demais, desgasta, acaba, não só com o profissional como também com toda sua família”.

Outro motivo alegado por Telê nessa mesma entrevista é o fato de que muitos jogadores ditos”de cartaz” não aceitariam seus métodos de trabalho. Em seguida, Silvério perguntou se o treinador não gostava de trabalhar com estrelas. “Infelizmente, nossas estrelas não gostam de trabalhar e quando sentem que o técnico é um pouco mais duro reclamam para o dirigente e o que quase sempre acontece é o técnico espirrar, sair de seu caminho porque entre um técnico e um jogador, eles (os dirigentes) dão preferência ao jogador”, respondeu.

Apesar de todas essas justificativas dadas nessa entrevista à Jovem Pan, Telê Santana aceitou o convite para dirigir a seleção brasileira. Aparentemente, a maioria dos nomes “de cartaz”  do futebol na época aceitaram seus métodos de trabalho. Esteve em duas Copas do Mundo: 1982 e 1986. Na primeira, montou um time que, apesar das falhas, encantou o planeta. Sofreu as pressões inerentes ao cargo e saiu dele com a fama de fracassado. Teve sua redenção como treinador de clube no começo da década de 1990, quando passou a dirigir o São Paulo. Ouça abaixo esse registro histórico.

Telê Santana & José Silvério

 

Nova programação musical da Rádio USP investe na diversidade

Exibir o máximo possível da enorme diversidade da música brasileira. É esse o objetivo da nova programação musical da Rádio USP de São Paulo, que estreia nesta terça-feira, dia 1º de outubro, de acordo com o jornalista Gustavo Xavier, um dos responsáveis pela reformulação. Segundo ele, a rádio dedicará o tempo de sua grade destinado à música para manifestações de todas as regiões do País, do passado e do presente e nos mais variados ritmos. “Nós queremos oferecer aos nossos ouvintes a possibilidade de acesso à imensa riqueza da música brasileira”, afirma Xavier. “É um patrimônio cultural riquíssimo, que para a maioria das pessoas permanece desconhecido.”

A nova programação da Rádio USP é resultado de quase três anos de trabalho. Nesse período, uma equipe da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP – que mantém a emissora -, formada por diretores, produtores e estagiários, fez um amplo levantamento dos registros musicais produzidos nas cinco regiões do País (Norte, Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste), desde as primeiras décadas do século 20 até hoje. No final do processo, ela montou um acervo com 6 mil composições dos mais diversos ritmos, gêneros e origens. Incluem-se nesse acervo, além de canções de artistas consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque de Hollanda e Milton Nascimento, obras ligadas a ritmos folclóricos, como catira, chula, coco e lundu, e músicas tipicamente regionais, como a trova mineira, o fandango rio-grandense e o siriri mato-grossense. “Essas músicas serão apresentadas ao longo de toda a programação musical”, informa Xavier. “Dessa maneira, a qualquer momento em que ligar o rádio, o ouvinte terá contato com as mais diferentes expressões musicais”, acrescenta o jornalista, lembrando que o acervo continua a ser ampliado. A equipe da SCS teve a consultoria do professor Ivan Vilela, do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, um dos maiores especialistas em música popular do Brasil.

Fora as novidades na programação musical, pouca coisa muda no restante da grade da emissora. Dedicado à música brasileira dos anos 30 a 60, o programa Memória Musical, que começava às 5h30 e terminava às 7 horas, passa a ser transmitido – a partir da segunda quinzena de outubro – das 6 às 7 horas. Haverá também novas vinhetas, que apresentarão os programas e a hora certa. Os tradicionais programas diários da emissora continuam em seus horários normais, como o Jornal da USP no Ar (das 7h30 às 9h30) e o Via Sampa (das 12 às 13 horas). A emissora conta ainda com 28 colunistas – todos eles professores da USP – que, ao longo da programação da manhã, fazem análises aprofundadas sobre temas ligados à sua área de estudos.

“Entendemos que o trabalho realizado até aqui expressa bem a missão da Rádio USP como uma rádio universitária de uma instituição pública, compromissada com a formação cultural dos ouvintes e sintonizada com todo o legado da música brasileira em todas as suas vertentes”, divulgou em nota a direção da Superintendência de Comunicação Social da USP, a respeito das reformulações na programação musical. “Continuamos contando com toda a equipe para dar a melhor expressão possível a esse projeto, e seguimos abertos a sugestões e comentários”, acrescenta a nota, assinada pelo superintendente de Comunicação Social da USP, Luiz Roberto Serrano, pelos jornalistas Marcia Blasques, Marcello Rollemberg e Gustavo Xavier e pelo estagiário Vitor Ramirez Lopes, aluno do Departamento de Música da ECA.

A Rádio USP de São Paulo pode ser sintonizada em 93,7 MHz e pela internet, no endereço www.jornal.usp.br/radio. A programação completa da emissora está disponível neste link.

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A última narração de Hércules Santos

Por Rodney Brocanelli

O rádio esportivo brasileiro está de luto com a morte de Hércules Santos, da Rádio Super Notícia FM (BH), ocorrida na madrugada desta quinta (03), devido a complicações causadas por uma pneumonia. Ele estava internado no Hospital Samper, na capital mineira desde a última segunda, 30 de setembro. O sepultamento acontece nesta sexta (04), no cemitério Bosque da Esperança, a partir das 09h. Deixa esposa e dois filhos, um com 3 anos e outro com 1 ano. Hércules trabalhou nas rádios Globo e CBN locais e desde 2017 estava na Super Notícia. Sua última narração foi a da vitória do Atlético-MG sobre o Ceará, pelo placar de 2 a 1, no domingo, 29 de setembro. Tinha de ser assim. Ouça abaixo.

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Alunos do interior de Santa Catarina vencem o Prêmio CBN de Jornalismo Universitário

O trio de alunos da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) Milena Flor, Bianca Selhorsh e Vinicius Pacheco foi o vencedor da 11ª edição do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário, que contou com 96 grupos participantes. Criado em 2009, o prêmio aproxima os profissionais do futuro ao mundo do áudio – ágil e interativo – e pauta discussão de diversos temas da atualidade. Nesta edição, abordou “O papel do jornalismo no combate à violência contra a mulher” e contou com júri técnico formado por dois professores de Jornalismo e dois jornalistas da CBN.  

Os estudantes apresentaram o aspecto do campo, a partir de dados locais, e mostraram como a violência contra a mulher nas áreas rurais é mais perigosa na reportagem intitulada “O Sinal de Alerta”. Além do prêmio, eles ganham um troféu e uma viagem para São Paulo. Na cidade, vão conhecer a redação da CBN e ter atividades educativas e culturais.  

Vinicius Pacheco, de 20 anos, é chefe do setor de padaria de um mercado em Garopaba (SC), cidade de 23 mil habitantes onde ele nasceu e mora até hoje. Trabalha no mercado desde os 16 anos e espera concluir a faculdade para conseguir entrar de vez na carreira de jornalista. O estudante nunca saiu do estado de Santa Catarina e ficou surpreso com a notícia de que teria que andar de avião pela primeira vez na vida.  

“Ficou naquele entusiasmo todo do anúncio do prêmio, daí a Milena me avisou: a gente vai pra São Paulo e é de avião. Eu morro de medo de altura, mas acho que vai ser bom. Estou muito feliz, penso em entrar realmente na área de comunicação e esse prêmio principalmente é um incentivo”, diz.  

A reportagem de Vinicius, Bianca (21) e Milena falou sobre a violência contra a mulher no campo, já que são poucos os casos no ambiente Rural que chegam à grande mídia. Milena usou números da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina.  

“E aí eu também vi dados que em Santa Cataria já tinha 31 casos de feminicídios até julho. E 56% deles vinham de cidades com menos de 100 mil habitantes. Então, o papel do jornalismo, não sei se estava faltando, a informação não estava chegando nessas mulheres. É claro que muitas vezes elas não têm delegacia por perto, o vizinho mora longe, não tem como recorrer. Mas o jornalismo precisava chegar nessas pessoas e daí foi aí que nós decidimos abordar essa questão”, conta a estudante.  

Com viagem já marcada para 28 a 30 de outubro, os três vão participar de um bate-papo com âncoras da CBN e terão também uma programação cultural em São Paulo, com os custos pagos pela CBN. Cada um vai ganhar também um celular, que deve servir como ferramenta para os estudantes continuarem o projeto de jornalismo comunitário que desenvolvem na faculdade e na região, um certificado e troféu.  

Para a professora Lúcia Maria Marcellino de Santa Cruz, da ESPM, a escolha do assunto foi decisiva para os jurados. “Acho que isso chama bastante atenção nessa matéria. A violência no campo é um tema que se fala muito pouco. A mulher muitas vezes não tem realmente pra onde ir, muito diferente da mulher que está num centro urbano”, afirma.  

Junto com ela, estiveram no júri os jornalistas Thiago Barbosa e Lucas Soares, da CBN, e a professora Filomena Salemme, da Faculdade Cásper Líbero.  

“O prêmio é um incentivo para os alunos colocarem a mão na massa e, mais que isso, para os alunos já começarem a exercitar. E um prêmio da CBN no portfólio também abre muitas portas. Eu, como professora de radiojornalismo e profissional do mercado, acredito que o prêmio é uma alavanca muito grande pra carreira do estudante de jornalismo”, diz.  

Também receberam menções honrosas e terão um certificado da CBN as alunas Larissa de Andrade Ferreira, da PUC de Minas, e Gabriele Alvares, da UFMG, e a dupla Gabriella Bonfim Gouvêa e Heloisa Yousseff, da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

CBN logo

Rosana Jatobá estreia no dia do aniversário da CBN

Por Rodney Brocanelli

Rosana Jatobá fez sua estreia no Jornal da CBN 2ª Edição nesta terça-feira, 1º de outubro. Coincidência ou não, a data marcou o vigésimo oitavo aniversário da emissora. A nova contratada da emissora foi devidamente saudada pelo colega Roberto Nonato. Ouça abaixo.

Rosana Jatobá na CBN

Rádios do Grupo Bandeirantes se engajam na campanha Outubro Rosa

As emissoras de rádio do Grupo Bandeirantes estão engajadas no Outubro Rosa. Para marcar o mês da campanha de prevenção contra o câncer de mama, os microfones da Rádio Bandeirantes foram trocados pela cor rosa.

A BandNews FM também usará microfones rosas durante todo o mês. Em boletins ao longo da programação, a emissora também vai responder as perguntas mais frequentes dos ouvintes sobre a doença, reforçando a importância do diagnóstico precoce e trazendo depoimentos de médicos, pacientes, parentes e psicólogos.

Durante todo o mês, a Rádio Trânsito levará ao ar boletins de prevenção e informação sobre o câncer de mama. Durante o programa “Retrovisor”, todas as mulheres que participarem com frases de engajamento da campanha serão premiadas com ingressos de cinema da Rede Cinemark.

Já a Nativa FM contará com chamadas da campanha ao longo da programação e ações especiais nas ruas em locais estratégicos da capital paulista.

No dia 30 de outubro, a Band FM vai realizar uma apresentação exclusiva da dupla Maiara & Maraisa para suas ouvintes, o show “Voz e Violão”.

Antonio Carlos volta ao rádio paulista pela Rádio ABC

Por Rodney Brocanelli

O comunicador Antonio Carlos está de volta ao rádio paulista. Nesta terça (1), ele estreou o seu “Show do Antonio Carlos”, na Rádio ABC, de Santo André. O programa estará no ar, de segunda a sexta, entre 10h e 13h. Antonio Carlos estava até há bem pouco tempo na Rádio Brasil Sul, de Londrina. Ele já teve passagens pelas principais rádios de São Paulo: Rádio Globo de 85 a 87, Rádio Capital entre 89/90, Rádio Record de 90 a 93 e Rádio Tupi em 99. Não confundam com o outro Antonio Carlos, que está na Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro (e que teve seu programa transmitido pela Rádio Globo, de SP). Veja aqui um trecho da estreia.

Antonio Carlos - Rádio ABC