Repórteres não podem usar guarda-chuva nos campos de futebol

Por Rodney Brocanelli

Os poucos repórteres de rádio que ainda entram em campo a fim de trabalhar nas partidas de futebol deverão ter muitos problemas com a temporada de chuvas que vem por aí. No último domingo (09), o repórter Marcio Torvano, da 105 FM, não pode abrir um simples guarda-chuva para se proteger do temporal que caiu na região do estádio do Morumbi antes da partida entre São Paulo x Botafogo, válida pelo campeonato brasileiro de 2022. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) proibiu o uso deste importante acessório (ouça abaixo).

No dia 9 de agosto, durante a transmissão de Grêmio x Operário-PR, partida válida pela série B, o repórter Rafael Pfeiffer relatou o mesmo tipo de situação em um dia chuvoso em Porto Alegre (ouça abaixo).

A restrição vale também para os repórteres-fotográficos. O grande problema é que tanto repórteres como fotógrafos usam equipamentos que podem ser danificados com a chuva. E tem mais: em dias frios, a chuva pode reduzir a temperatura corporal e isso faz com que o sistema imunológico tenha reações que o façam ficar vulnerável aos ataques de vírus (leia mais aqui).

Pode parecer meio óbvio constatar esses fatores de risco, mas, quem determinou esta norma na CBF, infelizmente, não pensou neles.

CBF libera até dois repórteres por cada emissora de rádio nos campos de futebol

Por Rodney Brocanelli

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou no último dia 31 de agosto uma nova resolução dentro do seu pacote de diretrizes técnicas operacionais que vai favorecer os repórteres de rádio. A partir de agora, cada emissora poderá colocar dois profissionais em campo. Com isso, o limite sobe para 24 repórteres liberados. Até então, apenas 1 repórter por emissora poderia ficar atrás dos gols, totalizando um limite de 12.

Conforme a nova regra, os repórteres poderão ficar atrás das placas de publicidade, mas não poderão ir até as laterais e o centro do gramado. A CBF deixa claro que os pedidos serão atendidos até o esgotamento do número total de permissões.

Essa medida da CBF atende a uma solicitação da Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (ACEB). No último dia 30 de agosto, dirigentes da entidade de cronistas foram recebidos por Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF. No encontro, essa e outras solicitações foram colocadas em pauta, especialmente no que diz respeito ao credenciamento e protocolo de imprensa.

Participaram do encontro o presidente Erick Castelhero, o vice-presidente Rogério Amaral, o diretor de credenciamento Greyson Assunção e o diretor financeiro Eraldo Leite, que formaram a comitiva da ACEB recebida por Rodrigo Paiva e Sérgio Rangel, representando a CBF.

“É um sinal de que a CBF está atenta às melhorias necessárias para o trabalho dos jornalistas. Agradecemos ao presidente Ednaldo Rodrigues e ao diretor de comunicação Rodrigo Paiva pela decisão rápida à nossa principal solicitação, e ficamos na expectativa para que os outros pedidos também sejam atendidos”, disse Erick Castelhero, presidente da ACEB.

Saiba mais sobre as demandas da ACEB clicando no link abaixo, publicado pela Aceesp:

Dirigentes da ACEB em encontro na CBF com Rodrigo Paiva e Sergio Rangel

E quase que sobrou para o rádio…

Por Rodney Brocanelli

No começo desta semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) baixou um novo protocolo de imprensa determinando que as emissoras de televisão que não detém os direitos de transmissão das competições organizadas pela entidade não possam transmitir imagens dos estádios onde acontecem os jogos, antes e depois dos jogos, por qualquer meio (tevê e internet).

Conforme o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, essa determinação atende a uma solicitação da Rede Globo. A emissora, segundo ele, acredita que seus contratos de direitos de transmissão estariam sendo desrespeitados pela concorrência. Os canais esportivos da tevê por assinatura costumam mostrar imagens dos estádios antes e depois dos jogos, como parte da cobertura eminentemente jornalística, ainda que não mostrem detalhes da bola rolando (veja mais aqui).

No entanto, quase que as emissoras de rádio entram nesta dança. Muitas delas transmitem as imagens de seus profissionais na cabine em outras plataformas de internet, como o YouTube ou o próprio Facebook.

Veja abaixo o exemplo da Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte. As câmeras da emissora estavam focadas em seus narradores Osvaldo Reis e Alberto Rodrigues durante a partida entre Cruzeiro x Remo, válida pela Copa do Brasil.

Nota divulgada pela ACEB (Associação de Cronistas Esportivos do Brasil) informa que a ideia foi cogitada, mas posteriormente descartada. Conforme a entidade, “havia denúncias de que alguns veículos estariam burlando a norma, mostrando trechos do jogo, mas ficou claro que são casos fortuitos e que podem ser fiscalizados e coibidos” (saiba mais aqui).

A ACEB não informa, mas provavelmente essa irregularidade deva partir dos veículos exclusivamente de internet. Não foi divulgado como será a fiscalização daqui por diante.

Em reunião com cronistas esportivos, CBF diz que não vai cobrar direitos de transmissão das rádios

Por Rodney Brocanelli

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tomou uma posição oficial a respeito da cobrança de direitos de transmissão das partidas de futebol das competições nacionais por parte das emissoras de rádio. Integrantes de sua diretoria rebateram essa ideia, em reunião ocorrida nesta sexta (25) com representantes da ACEB (Associação de Cronistas Esportivos do Brasil).

“Essa pauta nunca chegou à CBF, nunca foi discutida, nem sequer comentada, seja em reunião oficial ou em reunião de bastidores”, disse Walter Feldman, secretário geral da CBF, em vídeo postado nas redes sociais da ACEB (veja abaixo). Por sua vez Rogério Caboclo, presidente da entidade máxima do futebol nacional declarou que “O rádio sempre foi um grande divulgador do futebol, veículo de capilaridade daquilo que é nossa paixão nacional”.

Em nota oficial divulgada no começo da noite desta sexta, a ACEB destacou a presença na reunião do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), que saiu de Brasília especialmente para o encontro (clique aqui para ver a nota da ACEB).

O site oficial da CBF também destacou a reunião com os membros da ACEB e citou a questão dos direitos de transmissão no texto de divulgação: “Durante o encontro, a CBF esclareceu, por meio de seu presidente, que não está em pauta na entidade qualquer projeto para cobrança de direitos para transmissões de rádio em suas competições. Rogério Caboclo também reforçou seu desejo de construção de uma ampla parceria com todos os setores, incluindo os cronistas esportivos, para o aperfeiçoamento das competições nacionais, visando melhorar cada vez mais a média de público dos campeonatos, bem como a experiência vivida por esses torcedores nos estádios” (clique aqui para ver).

Representando a ACEB estiverem na sede da CBF Márcio Martins, seu atual presidente, Isaías Bessa, o 1º vice-presidente, Eraldo Leite o diretor financeiro da entidade e também presidente da ACERJ (Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro) e Erick Castelhero, integrante do conselho fiscal da ACEB e também presidente da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo. Pelo lado da CBF, estiveram Rogério Caboclo, Walter Feldman, Douglas Lunardi, diretor de comunicação, Carlos Eugênio Lopes, vice-presidente jurídico e Manoel Flores, diretor de competições.

Para entender o caso, clique aqui e acompanhe os posts anteriores relacionados a esse tema.

CBF e ACEB

Divulgação: Lucas Figueiredo

Presidente da Federação Paraibana de Futebol nega participar de articulação para cobrar das rádios

Por Rodney Brocanelli

Michele Ramalho, presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), encaminhou nota aos veículos locais rebatendo declarações do senador Jorge Kajuru (CIDADANIA-GO) em entrevista concedida à Rádio Jovem Pan no domingo passado (clique aqui). Segundo Kajuru, a federação paraibana estaria ao lado de outras articulando junto à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) a adoção da cobrança de direitos de transmissão das partidas de futebol por parte das emissoras de rádio.

Segundo a nota, Michele negou a articulação e ainda defendeu as emissoras de rádio: “Respeito a opinião de quem é favorável a esta cobrança, mas eu não sou. Quero que o futebol seja cada vez mais difundido e as emissoras radiofônicas são importantes neste cenário”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho, vem a público esclarecer as recentes acusações do senador Jorge Kajuru, em relação a um suposto pedido por parte de federações estaduais para que a CBF passe a cobrar para que as emissoras de rádio transmitam os jogos. Em pronunciamento, o político usou o nome da Paraíba e disse que a FPF estaria junto a outras entidades, em Brasília, na tentativa de concretizar a obrigatoriedade da referida cobrança.

“As rádios são instrumentos importantíssimos na divulgação e promoção das competições estaduais e nacionais. Nunca estive em Brasília com qualquer outro presidente de Federação pleiteando algo desse tipo, pelo contrário, o rádio é um símbolo que está inteiramente ligado ao futebol. Quem nunca viu um torcedor com o seu aparelho na arquibancada, vibrando com o grito de gol? Respeito a opinião de quem é favorável a esta cobrança, mas eu não sou. Quero que o futebol seja cada vez mais difundido e as emissoras radiofônicas são importantes neste cenário. O futebol da Paraíba será ainda mais forte, se tivermos uma presença constante e plural da imprensa”.

Michelle Ramalho
Presidente da FPF-PB

Michele Ramalho

Rádio: cobrança de direitos parece não ser unanimidade dentro da CBF

Por Rodney Brocanelli

A proposta de se cobrar direitos de transmissão das emissoras de rádio para as partidas de futebol organizadas pela CBF parece não ser uma unanimidade dentro da entidade máxima do futebol nacional. Ednaldo Rodrigues, um de seus vices-presidentes, manifestou-se contrario à ideia em entrevista ao portal Bahia Notícias (clique aqui).

“Pessoalmente sou contra a cobrança dos direitos de transmissão para as emissoras de rádio. E garanto que esse debate não existe dentro da CBF. Faço parte do Conselho de Administração da CBF e esse assunto nunca entrou em pauta. E se entrar em pauta, tenho certeza que não vai prosperar. Respeito a opinião de quem é a favor, mas eu sou contra”, declarou o dirigente. A acompanhar para saber se não haverá uma mudança de posicionamento nos próximos dias.

A atual estrutura administrativa da CBF tem oito vice-presidentes, abaixo do atual presidente Rogério Caboclo. São eles: Antônio Carlos Nunes, Antônio Aquino, Castellar Modesto Guimarães Neto, Ednaldo Rodrigues, Fernando Sarney, Francisco Novelletto, Gustavo Feijó e Marcus Vicente (saiba mais aqui).

Na semana passada, o gaúcho Francisco Novelletto, um dos vices da CBF, deu entrevista ao site GaúchaZH (clique aqui) defendendo a cobrança dos direitos de transmissão das emissoras de rádio. No que depender dele, tal medida passaria a valer em 2020.

Incômodo de Andrés

Nesta terça (15), o site da Rádio Jovem Pan publicou uma entrevista com o jornalista Filipe Gamba, do GaúchaZH, autor da reportagem que revelou a intenção de Novelletto. O jornalista revelou que houve um almoço entre o dirigente da CBF e Andrés Sanchez, atual presidente do Corinthians. Entre um arroto e outro, o cartola corinthiano se mostrou incomodado com o fato de não haver regulamentação para que a imprensa frequentasse os estádios de futebol no Brasil, especialmente em competições organizadas pela CBF.

“A partir daí, há um movimento que foi liderado pelo Andrés Sanchez e que, na CBF, está sendo comandado pelo Novelletto de, já no ano que vem, começar a fazer a cobrança dos direitos de transmissão não só das emissoras de rádio tradicionais, mas também de webrádios, portais, blogs… A leitura é simples: como só vai transmitir quem vai pagar e ter condições de comprar os direitos, esse número de pessoas que fazem parte da cobertura de um jogo de futebol hoje no estádio vai diminuir”, disse Gamba ao site da Jovem Pan.

Leia mais da entrevista de Filipe Gama no link abaixo:

https://jovempan.com.br/esportes/futebol/nao-e-so-por-dinheiro-entenda-por-que-andres-e-cbf-querem-cobrar-direitos-de-transmissao-das-emissoras-de-radio.html?fbclid=IwAR0FN1C5Z64ntI6DHfMNVnzG8zVsF-D4AaCEcsk7ZCKGqam9SFRIFQeu5QE

 

radioesportivo

Futebol: para Nando Gross, direito de imagem é diferente de transmissão em áudio

Por Rodney Brocanelli

Neste domingo (13), Nando Gross, comentarista esportivo e gerente geral da Rádio Guaíba, se posicionou em relação a intenção da CBF de comercializar direitos de transmissão para as emissoras de rádio (entenda mais clicando aqui). Ele disse que a medida será uma tragédia para o mercado, desempregando muita gente. No entanto Gross considera que para haver alguma mudança é necessário passar por cima da lei atual (no caso a Lei Pelé, artigo 42, que apenas se refere ao direito de imagem – saiba mais clicando aqui). O profissional citou também que já existe uma jurisprudência em relação ao tema quando, em 2008, as emissoras de rádio de Curitiba tiveram ganho de causa na Justiça, contra a intenção do Athlético-PR (na época conhecido apenas como Atlético-PR) que desejava pagamento para a transmissão de seus jogos (clique aqui).

Outro ponto levantado por Nando é que existe uma diferença entre direito de imagem e transmissão em áudio. Segundo ele, o que o rádio apresenta é uma narração, ou seja a visão do locutor que está irradiando a partida. A televisão, por sua vez, ela compra os direitos de uma imagem que, para ele, já vem pronta. Se as emissoras quiserem, podem apenas exibir a imagem, com o som da torcida, sem qualquer tipo de narração. “O áudio é diferente. Tem alguém que está contado a história. Não nos dão pronto como dão para a televisão”, disse Nando.

“Fico muito triste quando vejo um representante gaúcho sendo protagonista deste projeto”, afirmou Nando, se referindo a Francisco Novelletto, atual vice-presidente da CBF, entusiasta dessa ideia, conforme declarações dadas ao site GaúchaZH na semana passada.

Ouça a manifestação de Nando Gross, no player abaixo.

Nando Gross

Cobrança de direitos poderá significar o fim do rádio esportivo como o conhecemos

Por Rodney Brocanelli

O jornalista Filipe Gamba publicou em seu blog no site GaúchaZH algo que poderá modificar substancialmente a cobertura da mídia esportiva em relação aos jogos de futebol: a cobrança de direitos de transmissão das emissoras de rádio (clique aqui para ler). E não apenas esse veículo. Segundo a nota, outros meios também poderiam pagar: web rádio, portais e blogs. Segundo Gamba, essa ideia já estaria em discussão e ganhou visibilidade com a recente entrevista de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians a jornalistas gaúchos, que questionou o número grande de veículos na cobertura de jogos de futebol.

O jornalista do GaúchaZH foi ouvir Francisco Novelletto, vice-presidente da CBF, que não apenas defendeu as mudanças a partir do ano que vem: “Eu estou falando pela minha cabeça e por mim: no ano que vem, só vai transmitir quem pagar, e está absolutamente certo. Tem que ser como na Copa do Mundo. Eu estou acelerando para que isso seja implementado já no ano que vem e posso dizer que o movimento se acelerou após a entrevista do Andrés. Ele que está puxando, mas já existem outros presidentes que são favoráveis”, afirmou.

Novelletto disse ainda que as federações estaduais poderão adotar a medida, com cada uma definindo seus critérios.

A opinião a respeito desse tema é apenas a repetição de várias outras que já foram explanadas aqui e em outros espaços. No que diz respeito ao rádio, não deverá ser cobrado um valor que seja compatível com a realidade atual do mercado. Vale destacar a iniciativa do Athletico-PR (que na época ainda se chamava Atlético) em 2008 (veja mais aqui).

Monopólio e desemprego

Além do mais, corre-se o risco de existir novamente um monopólio dos direitos, como já se observa na televisão. Um grande grupo poderá adquirir esses direitos de forma exclusiva e exercer a possibilidade de sublicenciamento apenas com veículos parceiros. Emissoras de rádio de pequeno e médio porte, além de grupos independentes (vamos colocar assim) correm o risco de ficar de fora.

Havendo esse monopólio ou falta de condições financeiras para o pagamento, emissoras com muitos anos ativas na cobertura esportiva deverão abrir mão dessa tradição. Resultado: (muito mais) profissionais desempregados. Quem fala em “farra do rádio” deveria pensar nessa possibilidade.

Gestão profissional

Ao GaúchaZH, Francisco Novelletto justificou sua decisão dizendo que os clubes precisam de dinheiro. É verdade. Porém, o que eles precisam também é de uma gestão profissional do dinheiro que já entra no cofre dos clubes, seja com bilheteria, direitos de televisão, contratos de patrocínio. São frequentes as noticias de salário jogadores encostados por não darem certo no elenco e com seus vencimentos sendo depositados religiosamente e de multas altíssimas pagas a técnicos demitidos. Aliás, existe um caso histórico de um determinado clube de futebol que teve de parcelar o valor de multas a três técnicos de forma simultânea. Gasta-se a torto e a direito e a culpa é das rádios, que não tem nada a ver com essa má gestão. Algumas delas, mais independentes, até colocam o dedo nessa ferida, para insatisfação de alguns cartolas.

Divididas e conquistadas

Quem poderia combater essa media ou pelo menos procurar debatê-la de forma institucional. Quando essa mesma ideia começou a ser ventilada em 2016, sugeriu-se que as associações de cronistas esportivos pudessem estar à frente dessa negociação (saiba mais aqui). Já escrevi na época e repito aqui: não existe uma associação única. Devido a divergências de toda espécie, no âmbito nacional temos a Abrace e a Aceb. Uma é dissidência da outra. Em São Paulo, aconteceu a mesma coisa. Existe a tradicional Aceesp e a recém-criada Aceisp. Isso enfraqueceu e muito a classe, fazendo com que CBF e clubes pudessem tomar decisões unilaterais, como a que proibiu a entrevistas de jogadores aos repórteres de rádio nos intervalos das partidas.

The end

A ideia não é nova. Volta e meia, ela surge e desaparece no âmbito doméstico. No entanto, parece que desta vez a vontade do dirigentes é para valer. Se ela for adiante, somada a iniciativa da Conmebol para vender direitos da Libertadores às rádios (veja aqui), isso tudo significaria o fim do rádio esportivo como o conhecemos atualmente.

futebol

 

Ouça o Radioamantes no Ar

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre a situação das emissoras de AM do Grupo Globo. A ideia é descontinuar a transmissão dessa faixa nas praças de São Paulo, Rio e Belo Horizonte. A medida atingiria as rádios Globo e CBN. E mais: web rádio de Curitiba obtém liminar e poderá ter repórter nos gramados em competições da CBF. Além disso, o programa falou o desfecho do caso de agressão dos profissionais de web rádio no Allianz Parque durante a final do campeonato paulista de 2018 e das novidades da Jovem Pan. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Rogério Alcântara.

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Série “Coronéis do Futebol” revela detalhes sobre a manutenção do poder na CBF

A partir desta terça-feira (13), os repórteres Eduardo Gabardo e Rodrigo Oliveira, da Rádio Gaúcha, apresentam a segunda parte da série “Coronéis do Futebol”, sobre a corrupção no futebol brasileiro. Depois de cinco meses de trabalho, 120 entrevistas em seis cidades diferentes e 1,5 mil páginas de documentos analisados, a dupla mostra detalhes inéditos sobre como funciona o sistema de perpetuação no poder que impede o surgimento de qualquer candidato de oposição na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Os jornalistas revelam que a bancada da bola segue muito forte e atuante e explicam como a entidade que comanda o futebol brasileiro interfere diretamente nas pautas do Congresso Nacional. Além disso, a série denuncia irregularidades em estatutos e nas prestações de contas do que é feito com o dinheiro que deveria fomentar o futebol nos estados, mas na verdade é usado para sustentar a dinastia que comanda o futebol há quase 30 anos.

A reportagem é uma continuidade da premiada série “Coronéis do Futebol”, veiculada em 2015, e que foi utilizada pela CPI Máfia do Futebol, da Câmara dos Deputados, nas investigações sobre a corrupção no futebol brasileiro – em junho deste ano, Rodrigo Oliveira e Eduardo Gabardo foram convidados para dar detalhes das informações apuradas na comissão. Os depoimentos coletados pela equipe apresentam indícios de repasses milionários, manobras eleitorais, ligações com a política partidária e perseguição aos oposicionistas.

A segunda parte da série vai ao ar no Gaúcha Atualidade, entre terça (13) e quinta-feira (15). O conteúdo também será publicado em Zero Hora.

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Radioamantes no Ar fala sobre horário eleitoral gratuito, Voz do Brasil e direitos de transmissão dos jogos de futebol

Nesta semana, o Radioamantes no Ar falou sobre a possibilidade de a CBF e os clubes de futebol cobrarem direitos de transmissão das rádios para as competições oficiais do ano que vem. Notícia dada por Flávio Ricco em sua coluna de hoje. E mais: a estreia do horario eleitoral no rádio e na televisão, mais uma promessa de flexibilização da Voz do Brasil, do aniversário da Rádio Difusora Acreana e de como uma reportagem de Goulart de Andrade na televisão mudou a vida de Fausto Silva. O Radioamantes no Ar é apresentado todas as sextas feiras, sempre a partir das 09h, pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin e Flavio Aschar.

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Normas da CBF: a questão do respeito não passa pelos direitos de transmissão

Por Rodney Brocanelli

Segue rendendo o debate sobre a questão das normas da CBF para a atuação dos repórteres de rádio durante a partidas do campeonato brasileiro de futebol. Desta vez, o jornalista Octávio Muniz publicou em seu blog no R7 um post sobre essa questão. No texto, Muniz faz uma série de sugestões e vou me deter nas mais importantes.

Muniz escreve:  “DEVEM ser chamadas para uma reunião pessoas que representem nossa classe e que NÃO DIGAM SÓ AMÉM como foi no dia em que este “código” (sic) foi definido!

Que se convoque as duas associações nacionais, as quatro do meu estado, São Paulo e as demais de todos os estados cujos clubes estão envolvidos na Série A, através de seus presidentes e/ou representantes“.

A proposta de diálogo é excelente. No entanto, esbarra em um problema sério. As associações de cronistas esportivos, que são responsáveis por oficializar o credenciamento de jornalistas nos eventos esportivos, não são unidas. Como o próprio Muniz informa, são quatro apenas no estado de São Paulo. Uma delas, a Aceesp, a mais tradicional. Neste ano, foi criada a Aceisp (Associação dos Cronistas do Interior de São Paulo). Além dela, muitas surgiram devido a descontentamentos acumulados ao longo dos anos, isso sem citar  outros motivos.

No âmbito nacional, é a mesma coisa. Exemplo: muitas entidades descontentes com a postura da Abrace, outra associação tradicional, decidiram montar a Aceb, hoje presidida pelo Eraldo Leite. Nesse caso, temos duas associações brasileiras de cronistas.

É difícil, até por que tratam-se de rivalidades extremas, mas para conversar com a CBF (uma única e poderosa confederação), o ideal seria existir uma associação só forte no país. Por sua vez, cada estado teria uma só associação forte também.

Outro ponto do artigo de Muniz que cabe discussão: “Todos reunidos devem trabalhar para; primeiro, montar uma comissão de estudos // segundo, criar um código de conduta que será adotado à partir de 2017 // terceiro, discutir as regras claras para AQUISIÇÃO DE DIREITOS por parte das rádios/web rádios/portais de internet/aplicativos/jornais/revistas (e nem sempre adquirir direitos é pagar com dinheiro, existem outras formas de montar um bom acordo)“.

Cabe lembrar que a questão dos direitos de transmissão ganhou força aqui no Brasil a partir de 1987, com a Copa União, vendida para a Rede Globo. E o trabalho dos repórteres de rádio permaneceu tendo o devido respeito. Outras competições ao longo da história também tiveram direitos comercializados outras redes de televisão e os profissionais sempre tiveram chance de poder trabalhar sem qualquer tipo de limitação. Ou seja, o respeito a atuação dos repórteres não passa necessariamente pela questão dos direitos.

Outra coisa que chama a atenção no texto de Tatá Muniz e o seguinte trecho: “e nem sempre adquirir direitos é pagar com dinheiro, existem outras formas de montar um bom acordo“. Vale a pena desenvolver mais esse tópico. Que tipo de acordo rádios e rádios web poderiam fazer com os clubes e/ou entidades? Veiculação de spots publicitários vindos dos departamentos de marketing dos clubes para fins de divulgação? Mas essa divulgação já não é feita com a transmissão de jogos? Essas formas de montar um bom acordo prejudicariam a independência editorial dos departamentos esportivos das emissoras de rádio (embora não pareça, algumas emissoras são independentes)? E por que colocar nesse balaio as revistas e jornais? As entidades/clubes estariam dispostas a abrir mão do dinheiro?  Muitas interrogações que geram um belo e amplo debate. O espaço aqui  está aberto para outras opiniões.

radioesportivo

Rádio: o rigor da CBF é absurdo e total falta de bom senso, por Wanderley Nogueira

Na tarde desta quarta, Wanderley Nogueira, repórter, apresentador e coordenador de esportes da Rádio Jovem Pan publicou em seu perfil no Facebook um texto relatando os problemas que os profissionais de rádio vem enfrentando com a CBF durante a cobertura dos jogos da atual edição do campeonato brasileiro de futebol. Além de relatar as dificuldades, Wanderley propõe soluções. Tomara que as associações de cronistas esportivos possam levar adiante as sugestões de alguém que tem muita vivência na reportagem de grandes eventos. Segue abaixo sua reprodução, com a devida autorização de seu autor (Rodney Brocanelli).

Tem acontecido com frequencia.

Repórteres de outros estados que chegam para trabalhar em jogos aqui em São Paulo, estão enfrentando dificuldades e alguns nem conseguem cumprir a sua missão.

Os fiscais alegam que “a CBF não foi informada sobre a vinda da emissora e seus profissionais” .

Claro que as emissoras informaram.

Nenhum emissora mandaria uma equipe de um estado para outro, sem fazer o processo de credenciamento.

Outro impedimento inaceitável: não permitir a troca do repórter .

Um profissional perdeu a voz…e a empresa mandou outro no lugar.

E não foi credenciado.

Não pode fazer seu trabalho.

Será que ninguem na CBF sabe que quem trabalha em rádio corre o risco de ficar afônico?

E esse tipo de problema não escolhe hora para acontecer.

Observe que é apenas uma troca de profissional.

Sem aumentar o número de credenciados.

Obvio que o correto seria credenciar o número de profissionais por emissora e no momento do credenciamento o profissional seria identificado.

Só isso.

Rádio A : 2 profissionais de campo…e pronto. Simples assim.

Radios de outros estados, de cidades distantes e da própria cidade de São Paulo enfrentam grandes dificuldades.

Contam apenas com o bom senso de alguns fiscais que reconhecem que “as exigências da CBF ” são absurdas, irritantes e criadas por quem não conhece como é desenvolvida a função de quem trabalha em rádio.

Outras inaceitáveis dificuldades serão mostradas oportunamente.

 

UPDATE (23.-6 – 16h20). Wanderley Nogueira voltou ao tema em seu perfil no Facebook. Destacou que entidades como Acessp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) e Aceb (Associação dos Cronistas Esportivos do Brasil) foram procuradas e levaram as queixas dele e de outros profissionais de imprensa à CBF.  No entanto, “providências não foram tomadas”. Vale destacar que nos sites das referidas entidades não há qualquer informação sobre o andamento das negociações, quem foi procurado, se ocorrerão novas conversas. Segue abaixo o link para a postagem mais recente de Wanderley (Rodney Brocanelli).

rádio esportivo

Técnico da seleção brasileira de futebol feminino fala à Premium Esportes

Por Rodney Brocanelli

No último sábado, Márcio Oliveira, novo técnico da seleção brasileira de futebol feminino, concedeu uma longa entrevista ao programa Mundo Futebol Feminino, da web rádio Premium Esportes. Oliveira falou sobre seus planos à frente do comando técnico da seleção e sobre a quarta edição do Torneio Internacional Cidade de São Paulo, competição amistosa da qual o Brasil participa ao lado de outras seleções: México, Portugal e Dinamarca. Além disso, Oliveira disse que Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF, foi quem intermediou um encontro com o manda-chuva José Maria Marin. A partir daí, saiu o convite. Ouça no player abaixo.

márciooliveirapremium

Edu Cesar, do Papo de Bola emula Afanásio Jazadi dos bons tempos ao falar de Ricardo Teixeira

Por Rodney Brocanelli

O Edu Cesar, do site Papo de Bola, emulou os bons tempos de comentários exaltados do radialista Afanásio Jazadi ao falar sobre a possível renúncia de Ricardo Teixeira à presidência da CBF. Edu tem um espaço no site Voz do Futebol. Afanásio, hoje afastado do rádio, era apresentador de programas policiais no rádio dos anos 80. Ele atuou em emissoras como Globo e Capital. Por causa de sua popularidade, entrou para a política e emplacou sucessivos mandatos como deputado estadual. Seu estilo era bem agressivo e chocava os defensores dos direitos humanos. Ouça no player abaixo.

Para quem não associou o nome Afanásio Jazadi à figura, segue uma participação dele, já um pouco mais domesticado, no programa Boletim de Ocorrência, do SBT.