Milésimo gol de Pelé completa 46 anos

Por Rodney Brocanelli

Lembra o amigo Guto Monte Ablas: hoje se comemora mais um aniversário do milésimo gol de Pelé, o 46º. Ouça abixo um especial produzido por André York, da Rádio Banda B, de Curitiba, sobre este grande marco da carreira do Atléta do Século. Depoimentos e registros de Joseval Peixoto, Flávio Araújo, entre outros

Além de ser um dos grandes acontecimentos da história do futebol, o milésimo gol marcado por Pelé também entrou para a história do rádio esportivo. Geraldo Blota, então na Jovem Pan, foi o primeiro a entrar no gol e colocar o microfone próximo a boca do rei do futebol, que naquele momento estava desabafando com uma série de palavrões. Apesar disso, o furo de reportagem foi comemorado pela emissora com anúncio no jornal e o slogan “A bola está com Pelé. O microfone está com Geraldo Blota”. GB morreu em 15 de janeiro de 2009, vítima de um câncer no reto. Acompanhe no player abaixo um vídeo da época, mixado com o aúdio da Jovem Pan. O narrador é Joseval Peixoto.

Confirmado: Rachel Sheherazade é a nova contratada da Jovem Pan

Por Rodney Brocanelli

A partir desta terça-feira, Rachel Sheherazade será uma das novas âncoras do tradicional Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan. No site da emissora, um parágrafo da notícia que anuncia sua contratação, dá a ideia do que vem por aí:

Agora, na Jovem Pan, Raquel Sheherazade comentará e apresentará as notícias mais importantes do dia com liberdade e a competência que tem marcado sua carreira até agora.

Segundo informações do site Notícias da TV, de Daniel Castro, Raquel está sem poder expressar suas opiniões no SBT Brasil, cujo comando divide com Joseval Peixoto.

A contratação é mais um passo da emissora para atrair um perfil de ouvinte mais conservador. O primeiro  foi dado quando da contratação de Reinaldo Azevedo, que apresenta Os Pingos nos Is, todos os finais de tarde.

Saiba mais no link abaixo:

http://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/rachel-sheherazade-e-nova-ancora-do-jornal-da-manha-da-jovem-pan.html

Numa cortesia de Edu Cesar, do Papo de Bola, ouça a participação de Raquel Sheherazade na edição desta segunda do Jornal da Manhã

joseval e raquel2

O debate sobre a narração esportiva

Por Rodney Brocanelli

O grande amigo e pensador do rádio Flávio Guimarães publicou em seu blog sobre a questão da renovação da narração esportiva pelo rádio.

O link é esse http://fg-news.blogspot.com.br/2014/09/jose-silverio-jose-carlos-araujo-e.html?spref=fb

Ele se baseou em uma notícia que demos aqui no blog sobre as negociações de José Silvério com a Rádio Bandeirantes para a renovação de contrato.

Ao programa Estádio 97, além de outras coisas, Silvério disse que se sentia fracassado na missão de procurar novos talentos na narração esportiva.

O link é esse aqui:

https://radioamantes.wordpress.com/2014/08/27/no-estadio-97-jose-silverio-anuncia-que-esta-em-processo-de-renovacao-de-contrato-com-a-bandeirantes/

A partir da pergunta que eu fiz no post (“será que ele procurou nos lugares certos?”), Flávio desenvolveu seu raciocínio. Ele nota que houve um aumento na quantidade, devido à proliferação de novas emissoras de rádio e da explosão do rádio pela internet. Mas seu diagnóstico é duro:

Em sua esmagadora maioria, os locutores esportivos que surgem são réplicas de veteranos ainda em atividade. Isto é fácil de ser explicado, pois todo novato se inspira em modelos consagrados e, mesmo inconscientemente, passa a narrar “em cima” do ídolo. Assim, como cópia é cópia e não permite que façamos juízo de valor sobre ela, fica difícil avaliar se o trabalho do narrador que copia outro é fruto de talento inato ou, apenas, habilidade para imitação. Tom Cavalcante seria bom narrador esportivo? Esse é o caso.

Concordo com o caso das imitações descaradas. Neste blog, eu até trouxe o caso de um profissional do Vale do Paraíba que imita José Silvério no tom de voz e quase todos os seus maneirismos vocais. Veja no link abaixo.

https://radioamantes.wordpress.com/2013/01/04/jose-silverio-e-imitado-por-narrador-esportivo-de-sao-jose-dos-campos/

A cópia pela cópia tem que ser objeto das críticas mais severas.

Agora, o que acontece na maioria dos casos não é a imitação do estilo de um narrador esportivo, mas sim a adesão à escola da qual ele vem, especialmente aqui em São Paulo. Explicando melhor: José Silvério é um dos herdeiros diretos da linhagem que começou com Nicolau Tume e desembocou em Pedro Luiz, um de seus expoentes, com forte atuação entre as décadas de 1950 e 1970, em emissoras como Panamericana, Bandeirantes, Tupi, Gazeta e Nacional (hoje Globo). A escola da qual  Pedro Luiz vinha e consagrou consistia na descrição pura e simples dos lances que aconteciam dentro de campo. Pedro era tão obcecado com a precisão que ele, na época do grande Santos dos anos 1960,  chegou a pedir para o atacante Coutinho usar uma munhequeira da cor branca para que não houvesse confusão nos lances dos quais ele participava com os que envolviam outro astro máximo daquela equipe: Pelé.

Por isso e muito mais, Pedro Luiz virou um mito da narração esportiva, e seu estilo passou a ser seguido por dezenas de profissionais que surgiram nos anos seguintes.

Um outro exemplo mais recente: Osmar Santos também adotou um outro tipo de estilo, com mais descontração, o uso de um linguajar mais jovem. Na verdade, foi a adaptação de uma escola da qual Joseval Peixoto foi  precursor na Jovem Pan, entre o final dos anos 1960 e 1970. Peixoto fazia muitas brincadeiras no ar com o repórter Geraldo Blota. Dentro desta escola, Osmar fez os ajustes necessários para se transformar em um mito nas décadas de 1970 e 1990 até parar de forma prematura.

Algo de curioso que deve ser notado: outra das escolas da narração esportiva de São Paulo não teve seguidores conhecidos: a de Fiori Gigliotti. Ele fazia uso de imagens poéticas em suas narrações na Rádio Bandeirantes. “Balão subindo” e  “balão descendo” usado para os cruzamentos na grande área nada mais eram que uma citação às grandes festas juninas do interior.

Mais adiante, Flávio dá o seu recado.

Por quê? A resposta talvez, exija refazer a pergunta de Rodney Brocanelli. Eu sugiro esta formulação: “O que estão fazendo, de fato, os jovens narradores, enquanto desperdiçam a chance de mostrar serviço?”

Em vez de ridicularizar, que tal trabalhar com seriedade, dedicação e originalidade? O caminho que leva a bom destino, geralmente começa com o viajante abastecendo a mochila com um razoável estoque dessas virtudes. Sem elas o caminho torna-se longo, cansativo e, quase sempre, leva a lugar nenhum.

Dedicação e honestidade, sim. Nisso, eu concordo. Entretanto, irei implicar com outro dos termos usados pelo Flávio: originalidade.

Não se trata de uma implicância gratuita. Vou ficar muito feliz se eu estiver enganado, mas assim como em várias manifestações artísticas como o teatro, o cinema e a música, creio que toda a cota de originalidade na narração esportiva já foi gasta. Não há para onde ir. Dá para fazer adaptações pontuais, mas não na essência.

Acho que a dica aos amigos narradores esportivos (e convivo com vários de muito talento) é essa: siga a escola que for mais adequada à sua personalidade. E fuja da imitação dos grandes narradores que estão em atividade.

 

fiori

osmar

José Silvério empunhando o microfone da Rádio Bandeirantes em 1985

pedro luiz

flavioaraujo

 

joseval

Cinco vozes juntas no Dia do Rádio

Por Marcos Lauro

Convite do colega Haisen Abaki, da Estadão ESPN:

Nesta terça, 25/9, convido você a acompanhar uma ação inédita no rádio. Algumas das principais vozes do radiojornalismo paulistano e brasileiro estarão comigo num especial de uma hora e meia de duração: José Paulo de Andrade (Bandeirantes), Heródoto Barbeiro (TV Record News). Joseval Peixoto (Jovem Pan) e Milton Jung (CBN). Vai ter muita história sobre este veículo e a nossa paixão em comum por ele.

O programa Estadão no Ar, apresentado por Haisen Abaki, começa as 6h e vai até as 10h da manhã.

ATUALIZAÇÃO: 25/9

Segue o link para o áudio do programa, postado no site da Estadão ESPN.

UPDATE – (25.09 – 15h15) Edu Cesar, do Papo de Bola, colocou o especial da Estadão/ESPN no You Tube. Ouça no player abaixo.

Milésimo gol de Pelé completa 41 anos

Por Rodney Brocanelli

Lembra o amigo Guto Monte Ablas, da equipe Expressão da Bola: hoje se comemora mais um aniversário do milésimo gol de Pelé, o 41º. Ouça abixo um especial produzido por André York sobre este grande marco da carreira do Atléta do Século. Depoimentos e registros de Joseval Peixoto, Flávio Araújo, entre outros