Por Rodney Brocanelli
Um pitaco na polêmica envolvendo o repórter Felipe Garrafa, da Rádio Bandeirantes, e Wagner Mancini, técnico do Vitória na entrevista que se seguiu após o triunfo da equipe de Salvador sobre o Corinthians pelo placar de 1 a 0, no último sábado. Eu tendo a me incomodar quando estou falando e alguém me interrompe. Sempre aprendi que isso é falta de edução. Mancini, na minha visão, não foi educado. Ele poderia rebater os argumentos de Felipe Garrafa, ao final do questionamento, com elegância absoluta.
Por sua vez, o repórter embora tenha se equivocado ao levar para a coletiva números da primeira etapa, a intenção do repórter até que era boa: fazer um questionamento embasado. Vejo poucas pessoas analisando a sequência da pergunta de Garrafa que era: “o Vitória veio à São Paulo jogar por uma bola ou (esse resultado mostra que) o Corinthians não era um time tão imbatível assim, como foi criado?”. Não vi qualquer problema. Era uma pegunta absolutamente pertinente, que um técnico experiente como Mancini saberia tirar de letra, sem precisar fazer cena. Quem deveria ficar na bronca era a torcida do Corinthians, afinal, segundo o questionamento, o time “não é tão imbatível assim”.
O que se seguiu depois foi algo absolutamente condenável. A tropa do mal das redes sociais passou a buscar mensagens no Twitter que o ligassem o profissional a algum clube. Conseguiram. O resultado: ele foi exposto à execração pública Prática típica de desocupados. Não é a primeira vez que isso acontece e, infelizmente, não será a última. Para terminar, Garrafa recebeu a solidariedade de diversos profissionais de imprensa, que não deixaram de criticá-lo por causa de seu erro.
Muitos desses desocupados já citados aqui passaram a falar de corporativismo. Não é. O profissional teve a solidariedade por ser vítima de uma atitude grosseira. E, ao meu ver, quem fala de corporativismo, deveria dizer a qual categoria deles pertence. Muitas delas são mais corporativas que a dos jornalistas.





