“Seleção, deixa pra TV Globo”

Por Rodney Brocanelli

A frase que abre este post foi lida durante uma conversa via redes sociais com um profissional que exerce importante cargo de gestor numa emissora de rádio. Sua identidade será preservada.  A conversa se deu devido a repercussão da coluna de Flavio Ricco, no UOL, publicada nesta quinta-feira.

No texto, Ricco lamenta o fato de que o rádio vai desaparecendo do campo esportivo.  Segundo ele,  “é triste constatar que, enquanto todos os canais fechados de TV estão ao menos acompanhando a seleção brasileira em mais essa Copa América, as emissoras de rádio não mandaram rigorosamente ninguém”. Para terminar, ele cita o exemplo das rádios do Grupo Bandeirantes, que no último sábado transmitiram a partida entre Brasil x Equador, válida pela Copa América Centenária com seus profissionais do estúdio.

Entretanto,  Flavio Ricco escreveu sua coluna antes da partida entre Brasil x Haíti, disputada nesta quarta. Com isso, não foi possível que ele registrasse o fato de que Estevam Ciccione, atuou como repórter nesta transmissão, inclusive, fazendo entrevistas da zona mista. Facilitou, e muito, o fato de que a partida aconteceu em Orlando (Flórida), onde Ciccone está a serviço do Grupo Bandeirantes para ajudar a tocar o projeto local de rádio, Brazil Radio.

Voltando ao papo que eu tive com o profissional de rádio, ele confirmou que o valor dos direitos de transmissão desta competição está na casa dos US$ 52 mil dólares. Ele diz que é um valor muito alto, independente do país estar em crise ou não, ainda mais para emissoras de médio porte. A rádio onde ele trabalha já faz o acompanhamento dos times locais nas competições de grande porte no âmbito nacional, como Brasileirão e Copa do Brasil, por exemplo. “Nosso negócio é viajar com as equipes locais. Seleção, deixa pra TV Globo”, diz.

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O Rádio e os primeiros gritos de gol, por Flávio Araújo

publicado no site Ribeirão Preto on Line

O rádio, o grande invento que marcou o início do século passado foi durante muitos anos um órgão estatal e que só transmitia aquilo que o governo desejava.

Isso acontecia nos países onde imperavam governos ditatoriais, mas também a Grã-Bretanha, Inglaterra à frente, teve na BBC sua porta-voz exclusiva.

Esse tipo de rádio subsistia sem publicidade que o sustentasse e no caso da Inglaterra o pagamento da taxa por parte dos possuidores de aparelhos era paga sem que ninguém o contestasse até recentemente.

No Brasil o rádio já nasceu independente com a fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923, mas também sem publicidade e com pagamento de taxa por aparelho.

Não durou muito esse estado de coisas e a publicidade passou rapidamente a ser aceita para que houvesse realmente progresso no broadcast brasileiro.

Também nos Estados Unidos da América do Norte o rádio nasceu livre e com publicidade ilimitada.

Existem ainda resquícios do rádio brasileiro no tempo da ditadura Vargas e o programa A Voz do Brasil, de transmissão obrigatória até hoje por todas as emissoras do país é a lembrança dos tempos em que a Rádio Nacional, subsidiada, tinha o maior elenco de artistas e era a mais ouvida do país.

Como os sucessivos governos, mesmo nos períodos democráticos, sempre tiveram uma queda para controlar a mídia, como o atual, a Voz do Brasil, muito combatido por seu anacronismo e pela concorrência superior que as emissoras fazem em seus programas informativos continua resistindo e mantendo-se no ar.

Nos países onde as ditaduras cravaram suas unhas com maior profundidade a presença do rádio sempre influenciou o futebol e caminhou ao lado deste fazendo sempre a vontade e seguindo a orientação fundamentalista dos donos do poder.

O HOMEM DE MUSSOLINI NO MICROFONE

Benito Mussolini, o foi o ditador da Itália que mais se aproveitou do chamado rádio oficial para promover as vitórias italianas de 1934/38 nos segundo e terceiro mundiais de futebol.

Tinha uma voz oficial para transmitir os cotejos da “azurra” e é sobre ele que escrevo.

No ano de 1956 fiz a minha primeira transmissão do Maracanã, cotejo amistoso entre Brasil e Itália, vitória brasileira por 2 a 0 e a primeira vez que um microfone de minha cidade natal, onde iniciei minhas atividades, era levado ao grande estádio.

Longe de mim imaginar que alguns poucos anos depois estaria em Milão transmitindo o cotejo onde o Brasil pagaria com a presença de sua seleção a visita da italiana.

Entre as emoções que o cotejo de 1956 me proporcionou estava a oportunidade de conhecer Nicoló Carósio, o locutor oficial de Mussolini e que transmitira os dois mundiais ganhos por seu país em 1934 na Itália e em 1938 na França.

Democrata e adepto de regimes onde o povo era livre não tinha nenhuma simpatia com um locutor notadamente imbricado com os princípios que o Ducce italiano defendeu.

Minha admiração era pelo locutor esportivo que subsistiu ao pós guerra e na verdade nos tempos em que o rádio reinava absoluto o narrador desse espetáculo merecia o mesmo respeito que o grande cantor ou o galã de cinema e teatro mais festejado alcançava junto ao público.

Hoje as coisas mudaram muito pelo extraordinário número de narradores esportivos em quase todos os países, mas principalmente no Brasil onde a televisão vai pouco a pouco fechando o caminho para os narradores de rádio que mesmo assim fazem do mesmo a escola para seu desenvolvimento.

Carósio, lembro-me, sofreu um pequeno acidente ao caminhar em direção à cabine que ocuparia no verdadeiro subterrâneo que se percorria nas entranhas do Maracanã para ocupar uma das poucas cabines de transmissão.

Bateu a testa numa das passagens mais baixas (era um homem magro e alto) e teve que ser medicado e por pouco não conseguiu transmitir o espetáculo.

Contam que Nicoló Carósio foi também quem levou pessoalmente aos jogadores da Itália antes da Copa de 1934 a mensagem de Mussolini simplesmente com estes dizeres: “Vencer ou Morrer”.

Lembro que as transmissões europeias eram muito diferentes das brasileiras, lentas, comentadas e sem o entusiasmo que sempre foi o principal tempero na narração dos profissionais brasileiros.

Mas, não só de Nicoló Carósio viviam os governos ditatoriais.

Em Portugal havia Arthur Agostinho, o locutor oficial da Rádio Nacional de Lisboa e também bastante afinado com o governo Salazar.

Muitos diziam que Arthur era, inclusive, membro da PIBE, a terrível polícia política do governo português.

Arthur, gordo, brincalhão, era uma figura que se fazia notar e sempre recebia os seus colegas brasileiros quando em Portugal com fineza e cavalheirismo.

Alguns dos nossos falavam em congraçamento, outros em estreita vigilância no desempenho de sua função que não era apenas a de narrar futebol.

Mas, ao microfone era antes de tudo um porta-voz do governo narrando jogos de sua seleção ou os grandes cotejos entre clubes de seu país.

Logo após a queda da ditadura portuguesa, a exemplo do Professor Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar, Arthur Agostinho transferiu-se as pressas para o Brasil e com seus amigos do Rio de Janeiro aqui foi se arranjando, mas jamais como locutor esportivo.

Interessante que o português falado no Brasil ganha campo em Portugal, mas a recíproca não é verdadeira.

Wilson Brasil, comentarista vibrante, combativo, deixou o Brasil e foi fazer sucesso no rádio português dentro de sua função, mas isso já depois do término do período ditatorial naquele país.

Na Europa, notadamente nos países do Leste Europeu e onde as emissoras oficiais duraram ainda por mais tempo no pós guerra cada país tinha em geral o seu locutor chapa branca.

Outro narrador que ganhou grande notoriedade e para muitos se portava como figura do governo foi já em época moderna o argentino José Maria Munhoz, com destaque para a Copa de 1978 e vencida por seu país.

Era, porém, diferente já que Munhoz contava com a concorrência de inúmeros outros e o rádio na Argentina tinha o mesmo modelo brasileiro.

No Uruguai o grande nome das narrações esportivas era Carlos Solé, que conheci na Rádio Sarandi desde minhas primeiras viagens a Montevideo.

Solé fora a grande voz uruguaia na conquista da Copa de 1950 e seu prestígio se rivalizava com o de Júlio Sosa o maior cantor de tangos da região platina depois de Carlos Gardel e que embora fosse ídolo na Argentina era uruguaio de nascimento.

Interessante esse aspecto: grandes ídolos argentinos nasceram no Uruguai ou em outros países vizinhos, como Leguisamo, chileno, o jóquei de maior prestígio em Palermo, como o músico e compositor Francisco Canaro, o autor de Madreselva (Madressilva) e condutor do mais famoso conjunto de tangos de sua época e ainda Gerardo Matos Rodrigues, autor do imortal Caminito, tango tão famoso que se tornou referência turística a local bastante visitado em Buenos Aires, o Camino Caminito.

Tanto o autor como a composição eram uruguaios legítimos.

Canaro, nome de rua em Buenos Aires nasceu no Uruguai, filho de italianos e só se naturalizou argentino no fim da vida.

E Carlos Gardel, o mais famoso intérprete original dessas canções teria nascido onde?

Uns dizem que foi em Tacuarembó, no Uruguai, outros que em Marselha, na França e que seu nome em realidade era Gardés e não Gardel, mas pela paternidade do mesmo os argentinos vão à luta.

Um dos argumentos que os argentinos usavam para mostrar que Gardel era filho do país foi o fato dele visitar e cantar para seus jogadores antes da final contra o Uruguai na Copa de 1930, a primeira delas.

Depois, soube-se que ele fizera o mesmo com os uruguaios e a discussão persiste até hoje.

O certo é que se estou falando de locutores-esportivos é bom lembrar um outro portenho que era muito ouvido no Brasil nos velhos tempos.

Nos anos 1940 quando o dial de um aparelho não tinha esse imenso número de emissoras dos dias atuais e que vai obrigar o governo brasileiro tomar medidas para transformar AMs em FMs o rádio do sul do continente penetrava no interior paulista com muito boa qualidade de som.

Assim é que me acostumei a ouvir transmissões por Fioravanti, da rádio Belgrano de Buenos Aires e lembro-me da frase dístico em que os locutores auxiliares depois de suas falas terminavam sempre com um “adelante, Fioravanti”.

Se comecei falando dos locutores oficiais em algumas emissoras do rádio estatal na Europa e vou mudando para uma espécie de homenagens a alguns nomes famosos na América do Sul não posso deixar de lado o chileno Gustavo Aguirre, “El negro Aguirre”, como o chamavam em Santiago.

Aguirre era um médico que também se dedicava ao grito de gol.

E ainda Sérgio Livingstone, goleiro da seleção chilena na Copa do Mundo de 1950, apenas que era o comentarista enquanto Aguirre era relator.

Alguns no Brasil marcaram época nesse período e me acostumei em minha infância a ouvir Rebelo Junior, o homem do gol inconfundível, Aurélio Campos, Jorge Cury, Antônio Cordeiro e, Oduvaldo Cozzi e alguns outros que me inclinaram para uma paixão profunda pela função.

O grande Pedro Luiz, de quem fui contemporâneo só vim a ouvir quando iniciei meus passos no rádio.

Mas, o primeiro locutor esportivo que deixou seu nome marcado por ter sido o único a narrar pela primeira vez uma Copa do Mundo foi o paulista Gagliano Neto, ao transmitir por uma cadeia de emissoras a Copa do Mundo de 1938.

Mesmo sendo uma transmissão sem influências governamentais (o Brasil já estava em plena ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas) Gagliano causou grande confusão no Rio de Janeiro quando da transmissão do cotejo semifinal entre Itália 2 Brasil 1.

Como a Itália venceu com um pênalti imensamente contestado pelos jogadores brasileiros e pela transmissão de Gagliano (Domingos da Guia em Piola) o locutor aventou a possibilidade esdrúxula ao final da transmissão de que a partida poderia ser anulada.

Isso causou alvoroço e quebra-quebra na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro quando os fatos foram esclarecidos e foi lida a nota oficial falando que de forma alguma o jogo poderia ser anulado e o Brasil estava fora da final.

Locutores oficiais como o italiano Carósio ou o português Arthur Agostinho o Brasil, felizmente, nunca teve.

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Radioamantes no Ar entrevista Edu Cesar, do site Papo de Bola

Nesta semana, o Radioamantes no Ar conversou com Edu Cesar, do site Papo de Bola. Na pauta, a movimentação do rádio esportivo para o ano de 2016. O Radioamantes no Ar é apresentado todas as segundas, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br). Com Rodney Brocanelli, João Alckmin, Flavio Aschar e Paulo Ramalho.

E o “interlúdio musical” solicitado por Edu Cesar, como prêmio pela terceria entrevista ao Radioamantes no Ar, vai por aqui mesmo: “Here We’ll Stay” by Anni-Frid “Frida” Lyngstad (ex-Abba) e Phil Collins.

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Espaço ao esporte olímpico não é que vai matar o rádio esportivo

Por Rodney Brocanelli

Quero recomendar o texto de Anderson Cheni intitulado “O Rádio e seu imenso ponto de interrogação”.

http://cheninocampo.blogspot.com.br/2015/06/o-radio-e-seu-imenso-ponto-de.html

Concordo quando ele diz que pesquisas de opinião podem ajudar diretores a decidir na questão de formar rede com outra de fora do estado, fazer mistura de profissionais de outras praças, entre outros temas.

Além do mais, ele dá uma informação importante acerca dos direitos: “(…)afinal os direitos de transmissão são caros, alguns afirmam que passam de cento e vinte mil reais que são parcelados, e esse valor é só para transmissão de rádio, se quiser transmitir na internet  os valores podem passar dos 70 mil reais após a conversão do dólar“. Vale lembrar que muitas emissoras, ao contrário da Copa do Mundo, não estão colocando o áudio das partidas na Internet, fato esse que causou grande insatisfação aos ouvintes que ainda se dignam a prestigiar o veículo.

A única discordância é relacionada a esse trecho: “Duro mesmo é ouvir no momento em que a seleção está em campo assuntos como handebol  ou a preparação da equipe de judô para o Pan-Americano, ignorar a competição  no domingo, dia mais importante do futebol é algo triste, digno dos atuais “gênios”  que como um câncer vão matando lentamente o já combalido rádio“.

O rádio, além de informar, ele tem um papel de formar. É bom que em meio a um jogo da seleção brasileira, que atraí grande atenção, sejam dadas notícias sobre modalidades que estão até em situação melhor que o futebol brasileiro. Vale lembrar que a seleção feminina de handebol é a atual campeã mundial, sem qualquer tipo de divulgação maciça em televisão ou rádio. O judô é quase o mesmo caso. Seus atletas volta e meia voltam das competições internacionais com conquistas importantes. Nem é preciso falar mais detalhadamente sobre o vôlei brasileiro que, da quadra para dentro, historicamente funciona muito bem, com uma extensa galeria de títulos. Esse tipo de informação, em pílulas ou de forma extensiva, ajuda mesmo até a despertar interesse.

Sabe-se que existe um preconceito velado de jornalistas que cobrem futebol em relação à outras modalidades. O espaço ao esporte olímpico não é o que mata o rádio.

rádio

Para coordenador, custo e apresentação de programas impedem que narradores façam viagens de longa duração

Por Rodney Brocanelli

Nesta terça-feira, o Radioamantes lançou algumas perguntas sobre o rádio esportivo. Veja no post abaixo.

https://radioamantes.wordpress.com/2015/06/16/radio-esportivo-perguntas-que-necessitam-de-respostas/

Em resumo, são questionamentos referentes ao fato das emissoras não mandarem equipes completas para transmissões de partidas no exterior ou até mesmo em outros estados.

Greyson Assunção, coordenador de esportes da Rádio Banda B, de Curitiba, atendeu ao pedido do blog e encaminhou algumas respostas para auxilar nesse debate. Leia abaixo.

*

P – Os profissionais de rádio, pelo menos os mais consagrados, desistiram de encarar viagens e ficar fora de casa por 15 dias ou mais?

Greyson Assunção – Não vejo isso como um problema. Acho que o rádio esportivo sofre uma grande reformulação. Além dos consagrados temos vários jovens pedindo passagem.

P – As emissoras de rádio não mandam mais seus profissionais para esse tipo de cobertura com o objetivo de aumentar o lucro vindo das cotas de patrocínio vendidas? A verba dos anunciantes não permite mais o envio de três a quatro profissionais para essas viagens de longa duração?

Greyson Assunção – São algumas questões que fazem os narradores não viajar mais. Primeiro, é questão de custo, depois outros fatores. Por exemplo, em uma viagem é possível ter vários problemas de comunicação. Isso poderia prejudicar a transmissão. Dentro da rádio você tem toda uma estrutra para fazer a transmissão. Agora o repórter eu acho que sempre tem que viajar para fazer o trabalho de entrevista antes, intervalo e após as partidas. Aqui na Banda B nunca deixamos de mandar o repórter para acompanhar os três times de Curitiba. O custo para você manter uma equipe igual à que temos aqui com 18 profissionais não é baixo, pelo contrário é muito alto. Aqui todos são funcionários registrado em carteira. Ninguém precisa vender cota. Em grandes jogos ai sim o narrador também está presente. Outra questão também são que os narradores também são apresentadores e isso poderia prejudicar as escalas.

*

O Radioamantes e o Radioamantes no Ar continuam com seus espaços abertos para que outros profissionais do meio possam falar sobre esse tema palpitante

rádio esportivo

Rádio esportivo: perguntas que necessitam de respostas

Por Rodney Brocanelli

Que algumas emissoras de rádio já não mandam mais narrador e comentarista (apenas repórter) para jogos fora de sua cidade (em alguns casos), estado e exterior é uma realidade que começou no ínicio deste século.

Que outras emissoras de rádio não mandam mais narrador, comentarista e repórter para jogos para jogos fora de sua cidade (em alguns casos), estado e exterior é algo iniciado há alguns anos.

Necessário agora descobrir as causas.

-Os profissionais de rádio, pelo menos os mais consagrados, desistiram de encarar viagens e ficar fora de casa por 15 dias ou mais?

-As emissoras de rádio não mandam mais seus profissionais para esse tipo de cobertura com o objetivo de aumentar o lucro vindo das cotas de patrocínio vendidas?

-A verba dos anunciantes não permite mais o envio de três a quatro profissionais para essas viagens de longa duração?

O Radioamantes e o Radioamantes no Ar estão abertos a quem queira prestar esses esclarecimentos a quem ainda se importa com o rádio.

ATUALIZAÇÃO (17.06) – Greyson Assunção, coordenador da Rádio Banda B, de Curitiba, foi um dos primeiros que se manifestou. Leia suas respostas no post abaixo.

https://radioamantes.wordpress.com/2015/06/17/para-coordenador-custo-e-apresentacao-de-programas-impedem-que-narradores-facam-viagens-de-longa-duracao/

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Radioamantes no Ar analisa a movimentação do rádio esportivo com um convidado especial: Edu Cesar

Nesta edição, o Radioamantes no Ar trouxe mais uma vez um convidado especial: Edu Cesar, do site Papo de Bola. Ao lado de Rodney Brocanelli, ele analisou as principais mudanças do rádio esportivo no começo do ano de 2015, com alguns profissionais deixando emissoras e outros estreando em outras. Assunto é que não faltou. Com João Alckmin e Flavio Aschar. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas e sábados, sempre a partir das 09h pela web rádio Showtime (http://showtimeradio.com.br)

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As dez melhores gafes do rádio esportivo em 2014

Por Rodney Brocanelli

Chegou a hora. O blog Radioamantes vai divulgar as melhores gafes do rádio esportivo em 2014. A seleção vem sendo complilada desde 2009 e neste blog, ela chega ao seu quarto ano consecutivo. Nunca é demais repeitr: aqui, o conceito de gafe é bem amplo, não se limitando apenas ao erro cometido no ar, em uma transmissão ao vivo. Entram também momentos insólitos, totalmente fora dos padrões, mas que também provocam risos (ou sorrisos amarelos, como preferir). Divirtam-se.

10 – Como é mesmo o nome da professora do Charlie Brown? – Durante a transmissão da partida entre Corinthians x Fluminense pela web rádio Premium Esportes, surgiu uma dúvida relacionada ao mundo dos quadrinhos: qual é o nome da professora que faz parte do universo das histórias de Snoopy e sua turma. O narrador Sidney Botelho bem que tentou arriscar a resposta, mas sem sucesso.

9 – Haroldo de Souza se diverte com nome de zagueiro que lembra remédio – Durante a transmissão da partida Grêmio x Novo Hamburgo, válida pelo campeonato gaúcho de 2014, o narrador Haroldo de Souza, da Rádio Grenal, tirou um barato do nome do zagueiro gremista Pedro Geromel. De fato, lembra nome de remédio. O comentarista Cristiano Oliveira entrou na onda.

8 – Colegas no curso por correspondência – A partida entre Internacional e Juventude, válida pelo campeonato gaúcho, teve uma paralisação de mais de meia hora devido a um apagão no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. Durante esse período, a principal preocupação das equipes de rádio presentes ao estádio era saber quando a energia iria voltar ou se ela iria voltar. Marcos Couto, da Rádio Bandeirantes, chamou o repórter Saimon Bianchini e disse que este tinha feito um curso de eletricista por correspondência. Saimon respondeu dizendo que fez esse Curso junto com Couto. Um esperto Luiz Carlos Reche notou que se o curso era por correspondência, não havia como os dois serem colegas.

7 – Nome de quarto árbitro derruba repórter na transmissão da Band News FM – Durante a transmissão de Princesa do Solimões x Santos, válida pela Copa do Brasil, o repórter Fábio França passou maus bocados com o quarto árbitro da partida. Alex Muller pediu para que seu nome fosse informado no ar. Quando ele viu que ele se chama Antonio Carlos Pequeno Frutuoso, França teve que se segurar e muito.

6 – A maça do Fabiano Baldasso – Durante a transmissão de Bahia x Internacional, pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, o comentarista Fabiano Baldasso resolveu comer uma maça, não sem ser alvo de uma trollagem do narrador Marcos Couto e do comentarista de arbitragem Chico Garcia. Baldasso reagiu mandando todos  carpir um lote.

5- Luiz Carlos Reche: melhor jornalista que cantor – 12 de outubro é uma data importante para os católicos. Cada devoto prestou homenagens como pode à Nossa Senhora. Na Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, Luiz Carlos Reche cantou um corinho antes do pontapé inicial de Internacional x Fluminense. Nessas horas é que lembramos o fato de Reche ser melhor jornalista que cantor.

4 – Narrador esportivo se irrita com celular – Durante a transmissão de Caxias x Grêmio, válida pelo campeonato gaúcho de 2014, o narrador Marcos Couto, da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, perdeu a paciência com seu celular que estava tocando. Até aí, tudo bem. O problema foi o lugar para onde Couto queria mandar o celular.

3 – Em entrevista, Héverton Guimarães faz revelação surpreendente – Héverton Guimarães, da TV Bandeirantes, de Belo Horizonte, concedeu uma entrevista ao programa Resumo Esportivo, apresentado por José Calil, na Rádio Transamérica (SP) sobre o futebol mineiro. No final, Calil fez uma pergunta que conseguiu extrair uma surpreendente revelação do narrador.

2 – Sala de Redação: tensão termina em xingamento – Os ouvintes do Sala de Redação, tradicional programa de debates futebolísticos da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, tiveram a chance de escutar uma discussão mais que acalorada entre os integrantes Kenny Braga e Paulo Sant’Ana. O primeiro é torcedor do Internacional, enquanto que o segundo é declaradamente Grêmio. Para quem é de fora, essa dupla procura representar a voz do torcedor dentro do programa. Entretanto, depois de mais um Grenal, desta vez com vitória gremista com goleada de 4 a 1, o nível de tensão foi acima do normal. Resultado: Kenny xingou Sant’Ana, como é possível ouvir no player abaixo. A consequência veio logo: Kenny acabou demitido e Sant’Ana está suspenso e não voltou ao ar.

1 – Tensão no Domingo Esportivo Bandeirantes – No “Domingo Esportivo” da Rádio Bandeirantes em 24 de agosto de 2014, Milton Neves e Neto contaram uma história envolvendo José Luiz Datena e o ex-jogador Capitão Hidalgo, mas o apresentador do “Brasil Urgente” na TV, chegou no estúdio bem depois mostrando-se irritado.

Conheça as seleções dos anos anteriores:

As 10 melhores gafes do rádio esportivo de 2013

As 14 melhores gafes do rádio esportivo em 2012

As  melhores gafes do rádio esportivo de 2011

As melhores gafes do rádio esportivo no Fanáticos por Futebol

As melhores gafes do rádio esportivo de 2010

As melhores gafes do rádio esportivo de 2009

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No Radioamantes no Ar, uma conversa sobre o universo das rádios webs esportivas com Guto Monte Ablas

A edição desta sexta-feira do Radioamantes no Ar entrevistou o jornalista e radialista Guto Monte Ablas. Com vasta experiência em rádios webs, Guto falou sobre a relação deste veículo com o jornalismo esportivo em todos os seus aspectos:como uma plataforma para lançamento de novos nomes, profissionalização e dificuldades do meio. Com Rodney Brocanelli, João Alkmin e Flavio Ashcar. O Radioamantes no Ar é veiculado todas as sextas e sábados, sempre a partir das 09h, pela web rádio Showtime (http://www.showtimeradio.com.br/)

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Radioamantes no Ar fala do livro da 89 FM, sobre rádio esportivo e rádios que mudam de freqüência

Depois de uma semana de recesso, o Radioamantes no Ar está de volta à grade da Showtime web rádio (http://www.showtimeradio.com.br/) com muitos assuntos palpitantes. Um deles: o livro da 89 FM que está recorrendo ao financiamento coletivo para chegar as livrarias. Ainda: as más condições dadas aos profissionais de rádio para transmitirem partidas em estádios de futebol. E mais: a mudança envolvendo a Vida FM, emissora do segmento gospel que teve de mudar de freqüência após ação da Anatel. Com Rodney Brocanelli e participação de João Alkmin e Flávio Aschar.

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As 14 melhores gafes do rádio esportivo em 2012

Por Rodney Brocanelli

Pelo quarto ano consecutivo, divulgamos aqui as melhores gafes do rádio esportivo no ano de 2012. A explicação é a mesma do ano passado, mas nunca é demais repetir: o conceito de gafe usado aqui é bem amplo, contemplando não apenas os erros cometidos no ar. Entram também muitas situações inusitadas e inesperadas. Um dos grandes avanços para esse ano é trazer material coletado de emissoras de rádio de outras partes do país. Também nunca é demais repetir que uma seleção como essa é muito complicada de se fazer. Coisas bem bacanas (e engraçadas) ficam de fora. Divirtam-se.

14) Duas do Fabiano Baldasso – A primeira, como cantor. O pessoal que faz rádio no Rio Grande do Sul gosta muito de cantar quando está no ar. Desta vez, Fabiano Baldasso, da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, que demonstrou suas habilidades vocais durante o intervalo de Internacional x Cerâmica, partida válida pelo Gauchão 2012. O repórter Fabiano Brasil chamou a atenção do xará para a música que estava tocando no sistema de som do estádio Beira-Rio: “Vagabundo Confesso”, da banda catarinense Dazaranha. Baldaso sabia a letra de cor e mandou ver.

A segunda, resfriado. Como já escreveu o agora ocotogenário Gay Talese: “Frank Sinatra resfriado é Picasso sem tinta, Ferrari sem combustível” Fabiano Baldasso, apresentador da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, não é Frank Sinatra, muito menos canta como The Voice. Mesmo assim, ele precisa da voz para trabalhar. E ela quase foi embora por completo durante a jornada esportiva de Internacional x Juan Aurich, na última quarta. No intervalo, Baldasso teve de ceder a ancoragem da jornada à Carlos Gumarães, não antes sem fazer uma breve explicação aos ouvintes.

13) Narrador engasga, quase vê Jesus, mas transmite classificação do Bragantino – Durante a transmissão da Webfutmundi para Bragantino x Mirassol, partida válida pelo Torneio do Interior, o narrador Almir Junior viveum uma situação inusitada. Ao narrar a o ataque de uma das equipes, ele perdeu o fôlego e se engasgou. Depois de quase ir ver Jesus, Almir se recuperou e seguiu com sua narração, relatando a chegada do time de Bragança Paulista à final da competição que envolve os times do interior paulista.

12) Pedro Ernesto com problemas em Pituaçu – O Narrador da radio Gaucha Pedro Ernesto Denardin conhecido pela sua irreverência teve dificuldades nos ultimos minutos do segundo tempo no jogo em Pituaçu, o Gremio venceu 2×1 o Bahia pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

11) No ar, Wanderley Nogueira dribla palavrões da súmula de árbitro que expulsou Luis Fabiano – Durante o programa Esporte em Discussão, da Rádio Jovem Pan, o apresentador Wanderley Nogueira passou a ser a súmula do árbitro Elmo Alves Resende Cunha em que ele relata as circunstâncias da expulsão do atacante Luis Fabiano na partida entre São Paulo e Atlético-MG, válida pelo campeonato brasileiro. O relatório do apitador registrou todos os xingamentos do atleta são-paulino de forma literal. Na medida do possível, Wanderley conseguiu driblar os palavrões de maneira inteligente e bem-humorada, provocando risos dos outros participantes do programa.

10) Mauro Beting está com fome – A final da Copa Libertadores foi uma tremenda maratona para vários profissionais de rádio e televisão. Muitos deles falaram ao vivo do Pacaembu desde as 11 da manhã. Chega uma hora que bate a fome. Mauro Beting, na Rádio Bandeirantes, fez um apelo no ar para que alguma alma gentil levasse um lanchinho a ele e ao operador de som. Contudo, a fome era tanta que Mauro disse que até comeria uma cabeça…

9) Narrador da Rádio Itatiaia manda “gol do Galo” em vez de “gol do Brasil” – Ao narrar o terceiro gol da vitória do Brasil (marcado por Neymar) na vitória do Brasil sobre o Egito, na abertura do torneio olímpico de futebol, o narrador Mario Henrique, da Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte,conhecido como Caixa, cometeu um ato falho. Logo após o gol, na descrição do lance, em vez de falar “gol do Brasil”, o Caixa mandou um “gol do Galo”. Explica-se: Mario Henrique é o narrador oficial das partida do Atlético-MG na Rádio Itatiaia. Como o time estava em boa fase no Brasileirão, a confusão aconteceu de forma inevitável.

8) Dedinho nervoso ataca na jornada esportiva da Esportes FM, de Belo Horizonte – Durante a transmissão de América-MG e Grêmio Barueri, partida válida pela série B do campeonato brasileiro, o narrador Fábio Pinel, da Esportes FM, de Belo Horizonte, narrava um avanço perigoso do time visitante ao ataque. Só não saiu o gol porque o goleiro Mateus espalmou a bola. No entanto, o operador de áudio da emissora disparou a vinheta do gol. Em tom de brincadeira, Pinel reclamou do “dedinho nervoso” do profissional, a quem ele chamou de Ferrugem.

7) Leonardo Baran vira animador da torcida do Vila Nova, no Rio de Janeiro – Durante a partida entre Madueira e Vila Nova, válida pela série C do campeonato brasileiro, o repórter Leonardo Baran, a serviço da Rádio Jornal 820 (GO) se transformou, ainda que por alguns instantes, em animador da torcida do Vila. Durante a partida, ele registrou a chegada de pelo menos mais 10 torcedores ao estádio Aniceto Mocoso, no Rio de Janeiro, palco da partida. Contudo, nem mesmo a presença dos torcedores serviu para ajudar o Tigrão, como é conhecido. O time foi derrotado pelo Madureira por 3 a 1. O narrador, que estava no estádio ao lado de Baran, era Hugo Sergio.

6) “Você sabe por que o lateral do time colombiano se chama Ochoa?” – Mesmo com todo o grau de tensão envolvendo a partida entre Millonarios e Palmeiras, válida pela Copa Sul-americana, o comentarista André Coutinho, da Band News FM, encontrou tempo para fazer uma piada envolvendo o jogador Ochoa, do time colombiando. Alex Muller só riu.

5) Técnico Cuca pisa no calo do repórter Roberto Abras, da Rádio Itatiaia – Um fato inusitado aconteceu durante o pós-jogo da Rádio Itatiaia. O técnico Cuca, do Atlético-MG, pisou no calo (isso mesmo!) do repórter Eduardo Abras. O profissional registrou sua dor no ar.

4) Hugo Botelho esclare mistério sobre o cavalo Branco de Napoleão – Um dos grandes mistérios dahumanidade foi solucionado nesta quinta-feira, no pós-jogo da Rádio Bradesco Esportes FM de São Paulo 2 x 0 Atlético-GO. Poucos sabem qual é o nome do cavalo Branco de Napoleão. Alexandre Praetzel deixou a pergunta no ar. Hugo Botelho, sempre ele, sabia a resposta e esclareceu a questão.

3) Alô George Lunardi – Durante a transmissão da partida entre Santos e Figueirense, válida pelo campeonato brasileiro de 2012, a Rádio Terra Litoral enfrentou algumas dificuldades técnicas. O sinal da Vila Belmiro, onde estava o narrador George Lunardi, caiu. Na volta, ele ficou algum tempo sem retorno. O plantonista Walmir Amaral o chamou por várias vezes no ar (isso mesmo, no ar), mas nada de Lunardi retomar a narração. Até que Amaral levou a constrangedora situação numa boa. Contudo, seria mais interessante entrar com um intervalo até que a situação se resolvesse.

2) José Silvério e o sapo – Durante a partida entre Independente (PA) x São Paulo, válida pela Copa do Brasil, a energia do estádio Mangueirão caiu durante o intervalo. Um sapo (isso mesmo) que estava de penetra no estádio chamou a atenção de José Silvério, que, para passar o tempo,  resolveu  falar sobre o anfíbio. Mauro Beting, Milton Neves e Leandro Quessada entraram na conversa.

1) A picanha do Milton Neves – O Terceiro Tempo, da Rádio Bandeirantes do dia 15 de março estava especialmente insipirado. Milton Neves e Mauro Beting falaram a sério e em tom de brincadeira sobre diversos assuntos. Mas a cereja do bolo, se é que dá para falar dessa forma, aconteceu quando Milton “anunciou” a chegada no estúdio de uma picanha, fornecida por um de seus patrocinadores. Motivo de muitos risos para Mauro Beting.

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105 FM dá o drible da vaca na audiência do rádio esportivo paulistano

Por Flávio Guimarães

Estando há 44 anos em rádio e televisão (cerca de 15 anos na TV), já vi de tudo. Ou pelo menos pensava ter visto. Ao acessar, nesta terça-feira o site Bastidores do Rádio, li uma nota sobre a audiência do rádio esportivo paulistano, acompanhada dos números relativos ao futebol no final de semana.

Não posso dizer que nunca ouvi falar da 105 FM, mas, por outro lado, posso afirmar que entre amigos e colegas nunca ouvi referência aos narradores daquela emissora quando o assunto é o locutor esportivo preferido de cada um. Pode ser até que a omissão ocorra por ignorância nossa, mas na lista dos nomes mais lembrados estão os de sempre: José Silvério, Oscar Ulisses, Éder Luiz, Antonio Edson, Ulisses Costa, Nilson César e mais dois ou três, menos cotados.

A ordem descrita não corresponde, necessariamente, à colocação de cada um entre os campeões de audiência. Ela é produto da voz corrente no setor, tanto entre colegas quanto apurada na declaração espontânea de ouvintes, fãs do futebol, em geral. Bandeirantes, Globo, Jovem Pan e Transamérica (em ordem alfabética), onde os profissionais relacionados atuam, são as emissoras mais lembradas. Exatamente por isso, meu espanto é ainda maior ao conferir os números apontados pelo Bastidores que, por sua vez, usa como fonte o blog Cheni no Campo.

Se observarmos os índices de audiência obtidos pelas quatro emissoras mais bem posicionadas no Ibope depois da 105 FM, incluindo a CBN —não mencionada acima—, o resultado é praticamente um empate técnico entre a líder e a soma das demais. O porcentual da Pan não está incluído porque a emissora não aparece entre as cinco primeiras colocadas. Embora a terminologia, em se tratando de futebol, não seja adequada, a audiência da 105 é um autêntico e fulminante “nocaute” nas demais emissoras.

Nunca fui um gênio dos cálculos, mas uma continha dessas eu sei fazer e o resultado me parece surpreendente. Com base nos números divulgados, era para o som da 105 ecoar por todos os cantos, principalmente nos estádios, mas não é o que acontece. Com sede na cidade de Jundiaí, cerca de 58 km de São Paulo, no dial, a 105 FM é sintonizada nos 105,1 mhz. Pela Internet, o endereço é http://www.radio105fm.com.br/.

Desconheço o critério utilizado na obtenção dos números (resposta espontânea ou estimulada), mas em qualquer hipótese a “surra” que os profissionais acima relacionados levam dos narradores da 105 é humilhante, quase um indicativo de fim de carreira de todos eles. Conhecendo a maioria, sei que a realidade está longe, mas muito longe mesmo da impressão que os índices de audiência sugerem. Ou seja, a história não combina com a narrativa.

Algo ou alguém está “pisando na bola” e maltratando o resultado da audiência no segmento esportivo. Se não fosse isso, as principais emissoras que se destacam no setor já teriam tomado a providência mais simples, direta, lógica e objetiva para acabar com o jogo: contrataria a equipe inteira da 105 FM e mandaria para o olho da rua os profissionais que estão sob contrato atualmente.

A demissão deveria incluir, por incompetência, toda a direção comercial e jornalístico-esportiva das emissoras surradas impiedosamente. Repito: se a realidade fosse espelho da fantasia, claro.

Para encerrar, lembrando-me de que em todo boato há um fundo de verdade, (embora pesquisa de audiência não deva ser enquadrada nessa categoria) o pessoal da 105 FM merece um cumprimento especial pois, até prova em contrário, a pesquisa transmite a ideia de um fenomenal drible da vaca, dentro da área do adversário. Resta saber quem vai para o brejo.

Vozes do Futebol: Nos Bastidores das Transmissões de Rádio

Por Rodney Brocanelli

Uma dica bacana para quem está na expectativa da definição do título brasileiro de 2011. Um TCC sobre rádio esportivo. Basta clicar no player abaixo.

Este documentário é produto final de um Trabalho de Conclusão de Curso da disciplina de Jornalismo da Universidade Católica de Santos e foi produzido pelos alunos Marcela Claro, Orion Pires e Paulo Heitor Simas, sob a orientação do Prof. Me. André Rittes. Trata-se de um videodocumentário sobre os bastidores das transmissões de futebol pelo rádio em São Paulo e Santos. // Vozes do Futebol: nos bastidores das transmissões de futebol pelo rádio / Santos, dezembro de 2011

O desabafo do Gigante do Vale

por Marcos Couto

Com salários pagos aos profissionais muito baixos e sem condições de fazer grande coberturas esportivas fora do Estado, tenho a dizer que, fora da Rádio Gaúcha não existe salvação. Como já estou em Porto Alegre há 16 aos e lá nada mudou durante este tempo em se tratando de narradores, cheguei á conclusão que “morri”. Então lá vou eu narrando jogos para Rádio ABC 900 AM de Novo Hamburgo, Colorense de Lindolfo Color 87,5 FM , Real de Canoas AM 540 e outras tantas de fora do Estado que vem á Porto Alegre cobrir jogos da dupla Grenal e aproveitando o ensejo estou ai me contratem por tarefa para jogos de final de ano em sua cidade, empresa, clube social, que eu estou na parada. (51) 9995.1164 Gigante do Vale.

*

Desanimado e desiludido com a profissão perdi o tesão, estou pensando no que fazer, concurso público pode ser uma saida, voltar a trabalhar com politicos quem sabe, o fato é que perdi a vontade de narrar futebol. Pô! é um saco ganhar pouco só fazer tubo e ainda sacrificar o domingo.
Sem falar que agora vem ao Gaúchão e aquela velha história: pela vigésima vez vamos aos Plátanos , pela trigésima vez ao Centenário e por ai vai com calor de 40 graus na muringa.

Alguma coisa acontece no rádio esportivo de Porto Alegre

Por Rodney Brocanelli

Uma série de tweets do jornalista Cristiano Silva, ex-Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, provocou a curiosidade de muitos internautas na virada do domingo para a segunda. Segundo ele, um narrador esportivo foi convidado para voltar ao lugar de onde foi demitido (veja aqui). Os narradores que estavam online naquele momento foram bombardados com perguntas do tipo “você está saindo?” ou “você está voltando”. As respostas foram negativas, mas há a impressão de que existe mesmo algo no ar. Aguardemos pelos próximos acontecimentos.

UPDATE (01H30) Em uma de suas mensagens no Twitter, Cristiano Silva se despediu lembrando de que podem acontecer novidades no rádio esportivo de Porto Alegre. E ele mandou um abraço para um certo Bambambam. Pode ser uma mensagem crifrada, algo até para confundir, ou mesmo um abraço a alguém que não tenha nada a ver com o que pode vir a rolar a partir desta segunda, mas clicando aqui, dá para identificar que o Bambambam é um narrador muito querido pelos ouvintes da Bandeirantes, de Porto Alegre.

Ou então, ouça no player abaixo.

UPDATE (21.11 – 17H00) Em uma nova postagem no Twtter, Cristiano Silva esclareceu quem é o profissional em questão.