As 100 músicas mais tocadas no rádio em 2013

A empresa Crowley, que monitora as rádios brasileiras, divulgou a lista das músicas mais executadas em 2013.

Com exceção da obviedades, destaque para Bruno Mars, que aparece com três músicas.

1 – “Vidro Fumê” – Bruno & Marrone
2 – “Te Esperando” – Luan Santana
3 – “Show das Poderosas” – Anitta
4 – “Vagalumes” – Pollo
5 – “Amor de Chocolate” – Naldo Benny
6 – “Don’t You Worry Child” – Swedish House Mafia
7 – “Amiga da Minha Irmã” – Michel Teló
8 – “93 Million Miles” – Jason Mraz
9 – “Sogrão Caprichou” – Luan Santana
10 – “Choro” – Leonardo
11 – “Girl On Fire” – Alicia Keys, com participação de Nicki Minaj
12 – “When I Was Your Man” – Bruno Mars
13 – “Piradinha” – Gabriel Valim
14 – “Jeito Carinhoso” – Jads & Jadson
15 – “Deserto” – Thaeme & Thiago
16 – “Um Ser Amor” – Paula Fernandes
17 – “Fala Baixinho (Shiii)” – Revelação
18 – “Esse Cara Sou Eu” – Roberto Carlos
19 – “Se Joga” – Naldo Benny, com participação de Fat Joe
20 – “Na Linha do Tempo” – Victor & Leo
21 – “Quando Você Some” – Victor & Leo, com participação de Zezé Di Camargo & Luciano
22 – “Diamonds” – Rihanna
23 – “Vai e Chora” – Sorriso Maroto
24 – “Desencana” – Thiaguinho
25 – “Veneno” – Fernando & Sorocaba
26 – “Diz Pra Mim (Just Give Me A Reason)” – Gusttavo Lima
27 – “Get Lucky” – Daft Punk, com participação de Pharrell Williams
28 – “Louco Coração” – Eduardo Costa
29 – “Enamorado” – Eduardo Costa
30 – “Conto Até Dez” – George Henrique & Rodrigo, com participação de Jorge & Mateus
31 – “Pode ou Não Pode” – Zé Ricardo & Thiago
32 – “Locked Out of Heaven” – Bruno Mars
33 – “Se Tudo Fosse Fácil” – Michel Teló, com participação de Paula Fernandes
34 – “Clichê” – João Neto & Frederico, com participação de Jorge & Mateus
35 – “O Que Cê Vai Fazer” – Fernando & Sorocaba
36 – “Irracional” – Marcos & Belutti
37 – “Um Lugarzinho na Sua Cama” – João Bosco & Vinícius
38 – “Crime Perfeito” – João Neto & Frederico
39 – “Criação Divina” – Zezé Di Camargo & Luciano, com participação de Paula Fernandes
40 – “Meu Novo Mundo” – Charlie Brown Jr.
41 – “Mente Pra Mim” – Cristiano Araújo
42 – “Balada Louca” – Munhoz & Mariano, com participação de João Neto & Frederico
43 – “Stay” – Rihanna, com participação de Mikky Ekko
44 – “Caso Indefinido” – Cristiano Araújo
45 – “Garotas Não Merecem Chorar” – Luan Santana
46 – “Just Give Me a Reason” – Pink, com participação de Nate Ruess
47 – “Mirrors” – Justin Timberlake
48 – “Brigas Por Nada” – Sorriso Maroto
49 – “Girassol” – João Bosco & Vinícius
50 – “Feel This Moment” – Pitbull, com participação de Christina Aguilera
51 – “A Hora É Agora (Paz e Amor)” – Jorge & Mateus
52 – “Anjo Protetor” – Eduardo Costa
53 – “Sem Vergonha e Sem Juízo” – Leonardo
54 – “O Que É Que Tem” – Jorge & Mateus
55 – “Nao Para” – Anitta
56 – “Dois Corações” – César Menotti & Fabiano, com participação de Jorge & Mateus
57 – “Gatinha Assanhada” – Gusttavo Lima
58 – “Enquanto Houver Razões” – Jorge & Mateus
59 – “Scream & Shout” – Will.I.Am, com participação de Britney Spears
60 – “A Bela e o Fera” – Munhoz & Mariano
61 – “Flor” – Jorge & Mateus
62 – “Daylight” – Maroon 5
63 – “Ousadia e Alegria” – Thiaguinho, com participação de Neymar Jr.
64 – “I Follow Rivers” – Lykke Li
65 – “Anjos (Pra Quem Tem Fé)” – O Rappa
66 – “Doidaça” – Gusttavo Lima
67 – “Se o Coração Viajar” – Paula Fernandes
68 – “Festa Boa” – Henrique & Diego, com participação de Gusttavo Lima
69 – “Ho Hey” – The Lumineers
70 – “Heart Attack” – Demi Lovato
71 – “A Gente Tem Tudo a Ver” – Turma Do Pagode
72 – “A Thousand Years” – Christina Perri, com participação de Steve Kaze
73 – “Vi Amor No Seu Olhar” – Belo
74 – “Pantera Cor de Rosa” – Munhoz & Mariano
75 – “Tantinho” – Daniel
76 – “Prefácio” – João Carreiro & Capataz
77 – “Tempos Modernos” – Jota Quest
78 – “Don’t Wake Me Up” – Chris Brown
79 – “Se Beijar Na Boca Dá Sapinho” – João Lucas & Marcelo
80 – “Mô” – Fernando & Sorocaba
81 – “Horas Iguais” – Turma Do Pagode
82 – “Tá Namorando e Me Querendo” – Henrique & Juliano
83 – “Love Song” – Michel Teló
84 – “Aparências Enganam” – Thiaguinho
85 – “Louquinha” – João Lucas & Marcelo
86 – “Feel So Close” – Calvin Harris
87 – “E Agora?” – George Henrique & Rodrigo
88 – “I Knew You Were Trouble” – Taylor Swift
89 – “Água Na Boca” – João Lucas & Diogo, com participação de Koringa
90 – “Fale Um Pouco de Você” – Daniel
91 – “Sweet Nothing” – Calvin Harris, com participação de Florence Welch
92 – “Thrift Shop” – Macklemore & Ryan Lewis, com participação de Wanz
93 – “Não Era Eu” – César Menotti & Fabiano
94 – “Magnetismo” – Ricardo & João Fernando
95 – “Treasure” – Bruno Mars
96 – “Não me Compares” – Alejandro Sanz, com participação de Ivete Sangalo
97 – “Perto de Mim” – Thaeme & Thiago
98 – “Pra Te Fazer Lembrar” – Lucas Lucco
99 – “Depois da Briga” – Péricles
100 – “Dançando” – Ivete Sangalo

Começou a novela da migração do AM para o FM

Por Marcos Lauro

Começou a novela da migração do AM para o FM

A presidente Dilma Rousseff assinou nesta quinta-feira, 7/11, o decreto que permite às emissoras de rádio AM migrarem para a faixa do FM.

O discurso, comprado sem questionamentos por boa parte da imprensa, é bonito: com a ida pro FM, as rádios poderão ser ouvidas em dispositivos móveis e terão qualidade do sinal melhorada.

Mas penso que vale ressaltar as questões que vão tornar essa medida uma longa novela, assim como a tal digitalização do FM. Até hoje, não temos acesso, como consumidores, aos receptores digitais, que ainda são caros. Hoje, por exemplo, ainda é impossível ouvir as transmissões paralelas que eram tão valorizadas pelos defensores da digitalização. Isso já acontece na TV, onde é possível sintonizar até três transmissões em um único canal (5.1, 5.2 e 5.3, por exemplo).

O equívoco da migração já começa na faixa em si. Para se tornar uma FM, uma rádio vai gastar cerca de R$ 85 mil para trocar todo o seu parque técnico. Além disso, a emissora vai precisar pagar pela nova concessão de FM.

As novas FMs serão alocadas entre 76 e 88 Mhz, ou seja, antes da faixa que é coberta por qualquer receptor FM vendido no mercado. Ou seja, entraremos de novo na questão de novos receptores. Serão baratos e acessíveis tanto quanto os que são vendidos hoje? Que rádio vai querer migrar para uma freqüência que não se ouve ainda?

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que as rádios terão um prazo de oito meses a um ano para optar pela migração. Enquanto isso, as indústrias terão cinco anos de prazo para se adaptar e produzir rádios FM que comecem em 76 Mhz. Até lá, a rádio que migra corre o risco de operar para ninguém ouvir. Não faz sentido. E os aparelhos importados, que começam em 88 Mhz? Terão sua venda impedida ou as novas FMs serão prejudicadas?

Outra fala que faz menos sentido ainda é a do presidente da Abert, associação que defende (ou deveria defender) as emissoras de rádio e TV. Daniel Slaviero afirmou que a migração é “o fato mais relevante para o rádio AM nos últimos 50 anos”. Quer dizer que acabar com uma faixa é o fato mais relevante para ela nos últimos tempos?

A desculpa de que o dial de São Paulo não tem mais espaço é balela. Que tal a ANATEL receber pessoal suficiente para correr atrás das rádios piratas? Hoje, para se denunciar uma rádio clandestina, você preenche um formulário que pede até o endereço da emissora, como se fosse uma informação fácil para se conseguir. Sem as piratas e com transmissores bem ajustados e fiscalizados, é possível acomodar, sim, as rádios que optarem por migrar do AM para o FM. Mas quem teria o interesse de misturar as emissoras dessa forma, não?

Infográfico: O Estado de S. Paulo

Prefeitura de Ponta Grossa, no Paraná, faz concurso para radionovelas

Por Marcos Lauro

Concurso Municipal de Radionovelas “Paulo Melo”

Os residentes de Ponta Grossa, maiores de 18 anos, podem participar do Concurso Municipal de Radionovelas Paulo Melo, promovido pela prefeitura da cidade.

O tema deve abordar uma ou mais manifestações regionais da cultura popular em Ponta Grossa, expressas ou registradas em comunidades locais (seja em movimentos e grupos étnicos, expressões culturais, escolas de samba, movimentos culturais periféricos, culinária, falares, entre outros formatos ou modalidades).

Todas as informações estão no edital, em PDF< que está linkado na imagem acima.

Existe mercado para uma rádio LGBT no dial?

Por Marcos Lauro

qradio

Na última semana, alguns portais noticiaram a primeira rádio voltada para o público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros) da Índia, a Qradio. Segundo Anil Srivatsa, um dos fundadores, a luta pelos direitos dos LGBT já está avançando no país mas ainda faltava uma plataforma para expressão. A rádio é online mas, infelizmente, não é possível ouvi-la aqui no Brasil – o player informa que o conteúdo é restrito para regiões fora da India.

Fazendo uma rápida busca pelo Google é possível descobrir dezenas de emissoras online voltadas para o mesmo público. A Circuito Mix se auto intitula “a primeira rádio gay do Brasil” e sabemos que desde, pelo menos, 2006, temos emissoras desse tipo no dial virtual.

Ainda temos muito preconceito no Brasil, lembre-se. E esse preconceito, no caso das rádios, ataca especialmente o comercial, o que torna inviável um projeto desse tipo.

Tive a honra de participar da Rádio Hype, que esteve na internet entre 2006 e 2008. Auxiliei na coordenação, em alguns programas e foi uma experiência espetacular. Convidei meu amigo e um dos sócios da rádio, Rafael Marinari, para escrever algumas linhas contando a trajetória do projeto. Depois de uma parceria com o Portal Mix Brasil, a rádio acabou saindo do ar por dificuldades comerciais:
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A Rádio Hype foi criada em 2006, fundada pelo casal Debora Ceron e Rafael Marinari. O projeto nasceu em um TCC para o curso de Comunicação Social e, desde o início, já tinha essa visão de ser voltada para o público LGBT – na época, a sigla utilizada ainda era GLS.
Com a ajuda de amigos do mercado radiofônico a Hype entrou no ar tocando música Eletrônica, MPB, Pop entre outras.

Também foram criados programas e programetes como o Hype Debate, Elas por Elas, Outra Versão, o humorístico Kizumba e o Ferveção, programa que era transmitido ao vivo de festas e baladas como a Ursound, tradicional festa realizado no centro de Sâo Paulo.

Aliás, transmissão ao vivo era uma marca registrada da Hype! Onde houvesse internet sem fio – e naquela época não existia tanta facilidade – e um evento importante lá estava a equipe da Hype.

O ponto alto das transmissões foram as coberturas das Paradas do Orgulho Gay 2007 e 2008 com uma super equipe, que trouxeram o ponto de vista das autoridades, organizadores e principalmente de quem participava da Parada pela festa ou por protestar por seus direitos.

E em 2008 a Hype entrou em um novo momento, uma grande parceria com o maior portal de conteúdo gay do Brasil, o Portal MixBrasil e se transformou na Rádio Hype MixBrasil.

Foram muito mais eventos, muito mais debates, muito mais entrevistados, muito mais conteúdo.

Foi também em 2008 que após o termino desta parceria a Hype encerrou suas atividades. (e deixou saudades nos corações dos seus milhares de fãs.

Rafael Marinari, radialista

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Hoje, a rádio do Portal MixBrasil se resume a um programa na CBN, o CBN MixBrasil. O que deixa uma ponta de esperança: será que um dia nosso dial terá uma rádio diferenciada desse tipo? Uma segmentação não por categoria musical, mas pelo gênero do seu ouvinte? Público é o que não falta, afinal uma rádio inclusiva e eclética por definição teria tudo para atrair outros públicos além do seu alvo.

O rádio como agente de transformação social

Por Marcos Lauro

RÁDIO CIDADÃ, UM GUIA PARA A AÇÃO

Será lançado nesta terça, 8, o livro “Rádio Cidadã: Um Guia Para a Ação”.

A obra é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Comunicação para o Desenvolvimento e reúne textos de pesquisadores, estudiosos e profissionais da área. A ideia é criar um manual de instruções para emissoras comunitárias, populares ou preocupadas com a prestação de serviço.

Segue um trecho do texto da editora Edicon, que explica o didatismo do livro: “O livro foi dividido em quatro eixos. Comunicação para o Desenvolvimento, apresenta conceitos e contextos importantes para a compreensão do papel social do rádio. O segundo, Novas Tecnologias, aborda o futuro digital e informações básicas para o melhor aproveitamento dos softwares de áudio e da internet na produção de conteúdo. Em seguida, sob o eixo Gestão, o guia inova ao apontar técnicas de organização e gerenciamento para a construção de emissoras eficazes e autossustentáveis. O leitor encontrará, inclusive, um roteiro detalhado para a elaboração de um plano estratégico que ajude a emissora a cumprir suas metas. O quarto eixo, Programação, explica como montar uma grade de conteúdos criativos e capazes de promover o desenvolvimento das comunidades”.

Os autores são: Alexandre Caverni (Agência Reuters), Ana Helena Rosas (ICD), Daniel Gambaro (Anhembi-Morumbi), Eduardo Vicente (USP), Elisa Marconi (Centro Universitário Belas Artes), Francisco José Bicudo Pereira Filho (Anhembi-Morumbi), Gisele Sayeg Nunes (Anhembi-Morumbi), Márcia Detoni (Mackenzie), Melina Cintra Lins (Podcast Unesp) e Vitor Lillo (BestRadio Brasil). A coordenação é da jornalista e professora da Universidade Mackenzie Márcia Detoni e do produtor e professor de Rádio da USP Angelo Piovesan.

“Rádio Cidadã: Um Guia Para a Ação” já pode ser encontrado para venda online no site da editora.

LANÇAMENTO: RÁDIO CIDADÃ, UM GUIA PARA A AÇÃO
Quando: dia 8 de outubro, às 19h.
Onde: Livraria Martins Fontes, av. Paulista n° 509
(próximo à estação Brigadeiro do metrô)

O rádio sente falta de Edgar Roquette-Pinto

Por Marcos Lauro

Edgar Roquette-PintoHoje comemoramos os 129 anos do nascimento de Edgar Roquette-Pinto. E, por conta desse aniversário, comemoramos também o Dia do Rádio. Não fosse ele, o rádio teria voltado de onde veio e demoraria anos para chegar oficialmente ao Brasil. Depois da transmissão inaugural de 7 de setembro de 1922, no Rio de Janeiro, ninguém se interessou em continuar os trabalhos. Roquette-Pinto, que era da Academia Brasileira de Ciências, tomou conta do negócio e se tornou o primeiro radialista do país.

Não pretendo traçar aqui o caminho do rádio no Brasil dos tempos de Roquette-Pinto até hoje, até porque isso não é nenhuma dissertação acadêmica e você, leitor, tem mais o que fazer. Então, me resta fazer algumas considerações sobre o meio, tentando algum tipo de paralelo entre a era do “rádio clube” e a era das rádios-web.

Roquette-Pinto era um cientista, formado em diversas áreas. Médico, historiador e antropólogo, ele deu ao rádio toda essa diversidade, aliada à prestação de serviço. E é justamente essa a nossa falha nos dias de hoje.

Nada contra a formação em rádio. Assim como no jornalismo, ela deve existir e dar as ferramentas básicas para a atuação profissional. Mas ficamos muito bitolados. Nos esquecemos de todas as outras áreas e focamos no rádio. O meio virou o fim e muitas vezes não percebemos que tem uma figura chamada “ouvinte”, que não é formado em rádio, em comunicação. Ele só quer uma mensagem clara, objetiva e adequada aos seus ouvidos – a tal da segmentação. Dizem que o ouvinte gosta de repetição, de poucas músicas sendo executadas num pequeno intervalo de tempo… até aqui, não conheço nenhum estudo sério sobre isso, que prove essa teoria. Ela é vomitada por aí e é a que vale na maioria dos casos, excetuando uma ou outra rádio diferenciada e realmente preocupada com seu ouvinte.

O veículo mudou completamente, por necessidade. Mas nada acabou com ele. Como ressaltou a rádio Capital, na campanha colocada hoje no ar, “Você navega na internet, ouvindo rádio. Você usa o celular, ouvindo rádio. Você lê, ouvindo rádio. Você trabalha, ouvindo rádio. Você dirige ouvindo rádio”. O rádio, apesar de ser o “primo pobre” das comunicações, é o meio de comunicação ainda mais presente na vida das pessoas, seja hoje ou na memória afetiva e no inconsciente coletivo.

Então, o que precisamos no rádio é de diversos novos Roquette-Pintos. Gente que ao mesmo tempo sabe o que está fazendo e experimenta, que tem uma formação diversificada mas que domina as ferramentas básicas e que respeita o meio e sabe da sua importância e do seu alcance. É um caminho para que ainda exista o dial daqui uns anos.

Web-rádio da Câmara Municipal estreia programação ao vivo

Por Marcos Lauro

Câmara Municipal de São Paulo

Agora, além da TV Câmara, haverá outro canal de comunicação para acompanhar ao vivo as atividades dos vereadores paulistanos. A Web-Rádio Câmara estreia sua programação nesta quarta, 25, a partir das 15h. O evento inaugural será um seminário com a participação da secretária de transportes de Nova York, Janette Sadik-Khan.

A partir disso, a rádio vai transmitir as plenárias, agenda legislativa e terá parcerias para outros conteúdos, como previsão do tempo da Climatempo e noticiários da Rádio Agência. Haverá espaço para música e também a reprodução do telejornal que já é transmitido pela TV Câmara.

Ao todo, serão 50h de programação semanal ao vivo.

Para ouvir a programação da Web-Rádio Câmara, basta acessar este endereço: http://streaming14.hstbr.net/player/webradiocamarasp/

Eli Correa na Rádio Eldorado

Por Marcos Lauro

Eli Correa e Celso Loducca

Nesta segunda, 23, o programa “Quem Somos Nós?”, apresentado pelo publicitário Celso Loducca na Rádio Eldorado, tem uma edição especial em homenagem ao Dia do Rádio, comemorado no dia 25 de setembro.

O entrevistado é o comunicador Eli Correa. Durante o papo, Eli conta sobre sua trajetória desde a sua cidade natal, Sertaneja (no interior do Paraná), a passagem pelo interior de São Paulo e depois sobre a chegada à capital, sempre alcançando o primeiro lugar no AM por onde passou. Além disso, tem algumas histórias: a origem do bordão “oi, gente!”, o verdadeiro motivo da vinda para São Paulo, os shows nos circos e muitas outras.

Serviço:
Quem Somos Nós? especial Dia do Rádio
Entrevistado: Eli Correa
Rádio Eldorado, 107,3 Mhz ou www.territorioeldorado.com.br
21h
Programa no site www.quemsomosnos.com.br a partir de amanhã, terça

Jogo GTA V vem com 17 rádios e mais de 240 músicas

Por Marcos Lauro

GTA V

Na última terça-feira, 18, a produtora Rockstar lançou mais um Grand Theft Auto, o famoso GTA, que está na sua 15ª edição (contando com as expansões lançadas entre um jogo e outro). No game, o jogador vive um ladrão que tem que realizar diversos assaltos pela cidade fictícia de Los Santos.

Desde o GTA III, o jogador pode selecionar estações de rádio para realizar os assaltos com sua trilha sonora preferida. Isso já virou até motivo para pirataria, já que é possível encontrar coletâneas virtuais para baixar com as músicas de cada “emissora”. E no GTA V, os números são grandes: 17 rádios e mais de 240 músicas!

Grandes nomes foram convidados para fazer a programação musical dessas rádios. Gilles Peterson, produtor musical com programa de grande alcance na BBC 6, ficou responsável pela WorldWide FM, que toca jazz e world music. Lee “Scratch” Perry, grande nome do reggae, toca a Blur Ark FM que, como não podia deixar de ser, tem reggae, dancehall e dub. Bootsy Collins montou a Space 103.2, com funk. A dupla Soulwax faz a Soulwax FM, com techno. E outros nomes completam o time das 17 emissoras virtuais.

Ouça abaixo algumas faixas que podem ser ouvidas no jogo:

Stevie Winwood – Higher Love – toca na Los Santos Rock Radio, emissora de classic rock com programação feita por Kenny Loggins:

Smokey Robinson – Cruisin’ – está na Lowdown FM, que toca soul music e tem curadoria de Mama G (atriz famosa por fazer diversos filmes de blaxploitation, movimento do cinema norte-americano feito por negros e para os negros na década de 1970).

Eddie Murphy – Party all the Time – na radio do Bootsy Collins, a Space 103.2, tem até um som do ator e humorista Eddie Murphy!

E o jogo tem até, vejam só, duas talk radios, com diversos programas de notícias, esportes e entretenimento. Uma se chama WCTR (West Coast Talk Radio) e outra é a Blaine County Talk Radio, que só pode ser ouvida quando o jogador alcança um território determinado dentro do jogo.

CCSP tem programação especial para a semana do rádio

Por Marcos Lauro

O Centro Cultural São Paulo acabou de divulgar a programação para a semana do rádio. Serão três audições de peças radiofônicas ao vivo, com o ambiente todo às escuras – como num cinema. As peças serão transmitidas também pela web-rádio da instituição e haverá uma palestra sobre paisagem sonora com Julio de Paula, da Rádio Cultura FM.

Veja abaixo a programação:

Sábado, dia 21 às 17h
SOU TODA OUVIDOS, peça radiofônica de Sylvia Lohn. Esta peça foi produzida e veiculada também na Alemanha, pela WDR, emissora da cidade de Colônia. A história trata de uma escritora que é sensível aos ruídos e sons externos, a tal ponto que estes modificam os rumos do que está escrevendo. A peça tem sido veiculada nos cursos de radiofonia, pela sua estrutura estritamente radiofônica. A autora estará presente para falar sobre processo de criação, radio e dramaturgia. A AUDIÇÃO será na Sala Paulo Emilio Salles Gomes no Centro Cultural São Paulo, com a sala às escuras tal como num cinema.

Domingo, dia 22, às 17h
É a vez de Meu Tio o Iauaretê, de Guimarães Rosa adaptado e dirigido por Sylvia Lohn, com a interpretação de um dos maiores atores brasileiros da atualidade: Lima Duarte. Lima interpreta o onceiro, mestiço de índia com branco, que, à medida em que vai tomando aguardente e se embriagando, narra diversas histórias de onça a um viajante desconhecido. O narrador vai misturando, em sua fala, elemento do índio, do branco e do animal, até, no final, se metamorfosear ele mesmo em onça. A interpretação do ator é pontuada por efeitos sonoros, como os criados pela rabeca de Thomas Roher; a edição é de Júlio de Paula.
A peça teve sua primeira transmissão pelo Programa Palco Sonoro na Rádio Cultura
“Foi uma trip proustiana, uma procura do tempo perdido”, conta Lima Duarte. “Eu me lembrei bem dos meus tempos de rádioteatro, porque era eu, sozinho, fechado no estúdio, com o microfone na frente, e tendo que imaginar a onça, o onceiro, a selva, o mato, o Guimarães Rosa”.
“É um exercício lingüístico muito interessante”, define o ator. “Porque é um conto do Guimarães Rosa eminentemente, fundamentalmente radiofônico. A relação afetiva do protagonista com a onça é feita só de sons, de barulhos”.
“O Brasil tem uma grande tradição de rádioteatro, que, a partir de um certo momento, migrou para a televisão, inclusive com seus autores, atores e técnicos, gerando uma dramaturgia televisiva que é considerada uma das melhores do mundo”, afirma a dramaturga Sylvia Lohn, responsável pelo projeto, que fez a adaptação do texto de Rosa, bem como a direção de ator.

Quarta-feira, dia 25, às 19h
DIA DO RÁDIO
AUDIÇÃO de Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, com Etty Fraser e Miriam Mehler. Adaptação e direção Sylvia Lohn.

Sábado, dia 28, 12h
Conversa e escuta de cenas – radio.doc – o verbo, o outro e a paisagem, por Julio de Paula.
Palestra sobre documentário sonoro como possibilidade de imersão, fonte de documentação, registro de realidades, poéticas e paisagens. Comunicação acerca da necessidade de produção de radiodocumentários. O contexto brasileiro. Possíveis formatos. O caráter de ensaio e a vocação para experimentação.
Julio de Paula é radialista, diretor de programas da rádio Cultura FM e professor de montagem de som da Faculdade Cásper Líbero. É paisagista sonoro e realiza intervenções em colaboração com artistas e arquitetos.

Centro Cultural São Paulo
Sala Paulo Emilio Salles Gomes
Entrada Franca
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso (Próximo às estações Paraíso e Vergueiro do metrô)
Informações ao público: 11 3397-4002
www.centrocultural.sp.gov.br

Rádio sob demanda

O relativo sucesso de Gaby Amarantos ajuda a explicar como o rádio popular funciona hoje

Por Marcos Lauro

Gaby Amarantos - Foto: divulgação

O rádio parou de ditar as regras do que é ou não sucesso lá pelos anos 1990, quando a internet tomou esse posto. Antes, o que tocava no rádio era sucesso. Isso explica o desespero pelo jabá, das duas partes. A gravadora queria seus artistas no ar (porque se não estivesse lá não era sucesso) e a rádio queria faturar em cima das grandes empresas que lançavam seus artistas com pouca preocupação com as verbas de divulgação.

Isso acabou. E com o fim desse processo, chegou ao fim também esse grande termômetro do que era ou não sucesso. Hoje, como se mede o sucesso? Como saber se um artista conquistou ou não a massa, o povão?

Por incrível que pareça, um desses caminhos ainda é o rádio, só que de uma maneira diferente. Hoje o rádio funciona “sob demanda”. Se existe um artista que estoura na internet e alcança a massa, o rádio, para não ficar descolado da realidade, vai atrás. O último grande exemplo disso foi o cantor coreano Psy, que bateu todos os recordes de visualizações no YouTube com sua “Gangnan Style” e as rádios, especialmente as jovens, tiveram que comprar o single no iTunes para colocar no ar. Não teve como correr. Até hoje toca Psy em festinhas de aniversário de crianças por aí… já presenciei algumas e, sim, é sucesso!

Mas isso, claro, ainda deixa a dúvida no ar: afinal, o que é sucesso hoje? Como medir se o artista faz sucesso num determinado nicho ou se, realmente, já alcançou o povão e tem suas músicas cantadas dos botecos das periferias às festas dos grandes centros?

Um exemplo nacional: Gaby Amarantos. Vinda da periferia de Belém, a paraense surgiu no circuito de aparelhagens, festas extremamente populares nas periferias da capital do Pará. A partir disso, houve a tentativa de levar esse som tão característico do norte para outras regiões do país. Hoje, Gaby Amarantos aparece com frequência na Globo (e em outros canais), mas parece não deslanchar. Juízo de valor está longe desse texto, a discussão não é se é bom ou ruim. Mas: faz sucesso ou está represada num nicho de gente descolada e bem informada?

Uma forma de responder isso é o rádio (sob demanda). Costumo ouvir rádios populares com uma certa frequência e nunca ouvi nada da Gaby Amarantos nelas. Ou seja, não existe demanda, não existe uma massa ligando na rádio e pedindo a música (sim, isso ainda acontece!). Ocorre com Gaby Amaratos uma espécie de “pretagilização”, que é como chamo o processo de uma artista estar semanalmente na tela da maior rede de TV do país e não conseguir sair de lá. As pessoas vêem, acham “exótica” e no dia seguinte estão se perguntando: “quem é essa menina mesmo?”.

Talvez o som de Gaby Amarantos seja muito modernoso para as rádio populares, muito popular para estar nas rádios jovens e muito jovem para estar nas rádios de música brasileira. E, com isso, sua música não se encaixa em nenhum nicho e não ganha a massa, o povão. Fica no ar esse sucesso vazio, relativo, que deixa dúvidas sobre sua efetividade.

Claro que isso não inviabiliza sua carreira. Diversos artistas fazem sucesso apenas em alguns determinados nichos e vivem muito bem com isso. Um tipo de música que domina a periferia de Belém obviamente não foi feita com a finalidade de agradar aos ouvidos do sudeste ou de outras regiões… caso aconteça, melhor para a cantora e para toda a cena que a acompanha.

Agora, será que o rádio está condenado a viver sob demanda? Claro que competir com a internet não compensa e bater de frente seria uma atitude suicida, mas o rádio precisa ser aliado nesses tempos de YouTube, iTunes e Deezer. Se as rádios populares experimentassem tocar Gaby Amarantos, a massa compraria a ideia? Fica o desafio.

Foto: divulgação

Carta aberta ao executivo de rádio

Por Marcos Lauro

*Texto inspirado por essa notícia

Eu sei, executivo. Sua vida é muito difícil.

Quanto você ganha? Uns R$ 20 mil por mês? Mais? R$ 30? Bom, vamos fixar em 40, que é pro texto não ficar com muitas interrogações: você ganha R$ 40 mil por mês. Fechou.

Ganhando tudo isso, sua responsabilidade se torna muito grande. Você tem uma emissora do primo pobre das comunicações nas mãos, o rádio. Então, precisa justificar um salário tão alto, tão acima da média dos seus comandados – o que é natural em qualquer empresa, não há problema algum nisso.

Só que você, geralmente, é antigo, tem uma cabeça muito velha. Não estou aqui falando de idade. É algo mais complexo. Você tem nas mãos o meio de comunicação mais ágil, mais que a internet, e não sabe usá-lo. Se debate sobre questões em que o rádio tem jogo ganho – como, por exemplo, a transmissão de um jogo de futebol.

Você tem que cortar gastos, porque os meios de comunicação estão diminuindo. Os grandes grupos têm que demitir, enxugar e diminuir a sua estrutura, construída de forma arcaica, burocrática e cara. E quando você trabalha num grupo grande desses, você tem meios para cortar gastos sem reduzir conteúdo. Afinal, você vive de conteúdo. Se você não tem conteúdo, você morre.

Aí você apela para a solução mais fácil: “tem uma emissora de TV aqui do lado. Se o rádio é áudio e a TV é imagem e áudio, vamos pegar o áudio deles… não vai fazer falta, né?”.

Errado, executivo. Você está fazendo isso muito errado.

Rádio é criatividade. E o conteúdo em áudio da TV é pobre de criatividade. Porque lá já existe a imagem para compensar. O narrador de um evento pela TV chama a responsabilidade para a imagem, pede para o telespectador (“telespectador”, executivo. Não é “ouvinte”. Viu?) ver. O narrador espera que a pessoa confira a narração com seus olhos.

O pior é quando isso acontece em Talk Shows, como o Programa do Jô e Agora é tarde. O que fazer quando o apresentador diz: “Agora vamos ver as fotos!”. Olho pro rádio? Faço cara de paisagem e finjo que não é comigo?

Executivo, transmitir conteúdo da TV no rádio é deturpar tudo o que o rádio significa. Eu sei que existem formas mais nobres de cortar gastos de uma rádio sem desrespeitar o meio e mantendo a qualidade do seu trabalho. Inclusive, muitas das respostas estão na ponta da língua dos seus comandados. Um líder tem que ter humildade de ouvir e respeitar as opiniões que vêm “de baixo”. Se não, nem ele vai ter o respeito devido. E quem perde com isso é o rádio, que perde espaço para a TV em seu próprio meio, de forma burra e preguiçosa.

A arte de conversar no rádio

Por Marcos Lauro

Há muitos estilos de locução. Lá no curso a gente aprende a jovem, adulta e popular, basicamente. E mesmo quem não é locutor conhece e tem o seu estilo preferido. Mas no meio dessas opções, as pessoas se esquecem da mais simples: a conversa.

Pois se o rádio é uma conversa com o ouvinte, por quê não levar um bom papo com a pessoa que está do outro lado do microfone? Lá no curso (ele, de novo) o professor fala pros alunos que têm mais dificuldade: “Imagina um ouvinte e conversa com ele!”. Acho que ninguém conversa berrando e falando rápido do jeito como algumas rádios jovens convencionaram.

Não é possível precisar quem “inventou” essa conversa no FM. Claro que é influência direta do AM e mestres como Big Boy ou Helio Ribeiro. Big Boy, mesmo caricato daquele jeito, batia ótimos papos com seus ouvintes na Mundial do Rio de Janeiro, enquando Helio Ribeiro já encarnava um jeito mais classudo de conversa. Sem contar, claro, comunicadores que estão por aí até hoje como Eli Correa, Paulo Barbosa e Zé Bétio.

Aparentemente, o grande celeiro para esse tipo de locutor foi a Excelsior FM de São Paulo, que operava nos 90,5 Mhz da atual CBN. Isso se explica pelo fato da emissora ter origem na Excelsior AM – A Máquina do Som. Com essa “virada”, a AM passou a se dedicar aos esportes enquanto a FM ficou com a linguagem jovem.

Em 1979, Kid Vinil já trocava altas ideias com seus ouvintes no Programa Kid Vinil, semanal e na mesma emissora, Mauricio Kublusly seguia a mesma linha, que deve ter servido como uma ótima base para as reportagens que faz hoje no Fantástico. Tinha ainda a Sonia Abreu, que hoje é mais conhecida como a primeira mulher DJ do Brasil e que já vinha da Excelsior AM.

Um ano depois estreava a Rádio Cidade, que já era sucesso no Rio de Janeiro e foi trazida para São Paulo nos 96,9 Mhz. A linguagem era pop-jovem e reuniu um time de primeira. Ouvi algumas pessoas mais experientes que eu para fazer esse texto (até porque eu nem era nascido ainda!) e o nome que mais se destacou foi Paulinho Leite – que hoje trabalha em Washington DC, na Organização Mundial da Saúde.

A década de 1980 serviu para intensificar a locução gritada das FMs jovens, que permaneceu ainda nas décadas de 1990, 2000 e começa a cair em desuso agora. Nessa semana estava ouvindo a Metrô FM, emissora na qual eu não conseguia parar por mais de um minuto, e a locução está mais suave.

Na verdade, hoje, são duas as condições que permitem essa locução conversada: a liberdade que a emissora dá para o profissional sair do padrão em sua performance e conteúdo. Se não tem conteúdo, o melhor é ficar no roteiro, não dizer besteiras e não comprometer a qualidade do que está sendo transmitido, certo?

Esses mestres da locução “conversada” no FM, que foram citados acima, e seus outros colegas tiveram um período rico para experimentar. Com o surgimento do FM, a faixa ainda estava se encontrando e tinha o som estéreo como trunfo para chamar a atenção do público. A qualidade ali era primordial e, mesmo com pouquíssimas emissoras (em comparação com os dias atuais), era um erro para o ouvinte mudar de estação. Hoje, a coisa me parece menos exigente e o grande público está naquela frequência pela música apenas.

Bebel Gilberto, ao vivo, em rádios do Rio e de São Paulo

Bebel Gilberto

Por Marcos Lauro

O cartão Mastercard Black, em parceria com o Grupo Fasano, realizou um show exclusivo com a cantora Bebel Gilberto. E ouvintes paulistanos e cariocas poderão ouvir os melhores momentos desse show neste fim de semana.

Amanhã, dia 20, a JB transmite o compacto a partir das 18h. No dia seguinte, 21, é a vez da Alpha FM colocar a Bebel no ar, a partir das 20h. O show poderá ser ouvido pelos sites das respectivas rádios, pelo streaming convencional, nos mesmos horários.

Como “fabricar” uma câmera de eco

Por Marcos Lauro

Você sabe como faziam o efeito de eco ou reverb numa gravação antes dos efeitos digitais que existem hoje serem criados ou se tornarem mais acessíveis?

Quem me contou foi o Edgard, que, entre idas e vindas, tem seus 20 anos de Rádio Eldorado. A Eldorado, que completa 55 anos em 2013, também teve, em seus tempos áureos, um estúdio que recebeu gente do porte de Adoniran Barbosa, Alcione, Ray Conniff e Zizi Possi para gravações exclusivas. Aspas para o Edgar:

Quando a Eldorado era no centro de São Paulo, na Major Quedinho, existia uma sala separada do estúdio de gravação, toda azulejada. Quando alguém pedia eco ou um reverb, o som do microfone do estúdio saía numa caixinha de som que ficava nessa sala. No alto da mesma sala, um outro microfone. Então,  este microfone captava aquele áudio depois que ele rebatia nas paredes azulejadas. O áudio voltava para mesa já com o resultado desses reflexos, que é o eco.

Engenhoso, não?