Relembre como era o futebol da Rádio Bandeirantes na década de 1950

Rodney Brocanelli volta a falar das transmissões esportivas da Rádio Bandeirantes, desta vez com foco na década de 1950. Nesta época, a emissora tinha em sua equipe nomes históricos como Edson Leite, Pedro Luiz, Darcy Reis, Mario Moraes e Fiori Gigliotti, entre outros. Clique e veja.

Hora de Rock se despede da Transamérica

Por Rodney Brocanelli

E segue a contagem regressiva para o fim da Transamérica, como a conhecemos. Sem citar a transição para TMC, a apresentadora Dani Mel fez a despedida do Hora de Rock neste domingo (12). Ela não conteve a emoção. Ouça abaixo.

Um vídeo sobre o rádio, o YouTube e o canal Feras do Rádio

O vídeo de hoje é diferente (está aí embaixo). É sobre o canal Feras do Rádio no Youtube, que visa apenas e tão somente preservar a memória do rádio (tem rádio aí que nem dá bola para isso) e servir de apoio para o Radioamantes. No entanto, caso alguém se sentir prejudicado no que se refere a direitos autorais, basta seguir as instruções que estão no próprio vídeo ou então na página inicial do perfil: https://www.youtube.com/@ferasdoradio.

A última jornada esportiva de Cláudio Cabral

Por Rodney Brocanelli

No dia 08 de abril de 2012, Claudio Cabral foi escalado pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, para a transmissão diretamente do estádio 19 de outubro da partida entre São Luiz (Ijui) x Internacional, válida pela 7ª rodada da segunda fase do campeonato gaúcho.

Como era a última rodada, a maioria das partidas foi programada para o mesmo dia, um domingo, exceto uma. O Grêmio recebeu o Juventude no Olímpico. Portanto, houve um duplex. Em Ijuí, Cabral teve como companhia o narrador Marcos Couto. Já em na capital, Haroldo de Souza e João Garcia transmitiram o jogo do tricolor.

Aquela seria a última transmissão de Claudio Cabral. No dia 14 de abril, Cabral morreria vítima de uma parada cardíaca no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre. O registro que trazemos aqui é de seu comentário feito durante o intervalo daquela jornada esportiva, introduzido por Fabiano Baldasso.

Rádio Cidade/Sucesso: momentos-chave na história da emissora

Os meses de abril e maio são marcantes na história da Rádio Cidade/Sucesso, que operou em 96,9Mhz na capital paulista. Em 2001, a emissora se viu obrigada a mudar de nome (Cidade), devido a um desentendimento entre o proprietário da marca (o Grupo JB) e o dono da frequência (Décio Matos).

Já em 2005, após ser vendida para o Grupo Bandeirantes de Comunicação a então Rádio Sucesso saiu do ar para dar lugar à Band News FM, projeto de uma rede nacional jornalística que está para completar 20 anos no ar.

Durante o programa Radioamantes no Ar, em 2015, o radialista Paulo Ramalho, que estava trabalhando na emissora nas duas ocasiões, contou o que viu e viveu (conteúdo em áudio). Participam ainda João Alckmin, Flavio Aschar e Rodney Brocanelli. Clique e ouça.

A cobertura da internação e morte do presidente eleito Tancredo Neves nas ondas do rádio

O próximo dia 21 de abril marca os 40 anos de uma das histórias mais tristes da República brasileira: a morte do presidente Tancredo Neves. Eleito em janeiro de 1985 para um mandato de presidente, ele cai doente um dia antes da posse, 14 de março Foram sucessivos dias de internação e sucessivas cirurgias. O país permaneceu atônito, acompanhando o desenrolar dos acontecimentos até o triste desenlace. Rodney Brocanelli relembra alguns aspectos da cobertura de rádio nesse período. Clique e veja.

Relembre as escalas das transmissões de futebol da Rádio Bandeirantes nos anos 1970

Rodney Brocanelli vem agora com as escalas de transmissões esportivas da Rádio Bandeirantes ao longo da década de 1970. Foi um período de bastante agitação pelos lados do Morumbi: Copas do Mundo, contratação de Joseval Peixoto, transmissões de Fórmula 1, ênfase na cobertura de partidas que estavam na Loteria Esportiva e a consolidação na liderança de audiência. Clique e veja.

Relembre a trajetória da Rádio São Paulo

Rodney Brocanelli relembra a trajetória da Rádio São Paulo. A partir do fim da década de 1970, ela foi relançada pelo Grupo Bandeirantes na frequência dos 1300Khz . Além de ter uma programação própria, a emissora serviu como “linha auxiliar” do Escrete do Rádio, da Bandeirantes, nas transmissões esportivas. Ela já foi o “13 do seu rádio”, uma menção ao canal 13 da TV Bandeirantes. Poucos lembram, mas a São Paulo foi uma das primeiras a se dedicar no auxílio aos motoristas que desejavam fugir de congestionamentos. No final da década de 1980, ela foi vendida para a IURD. Clique e veja.

Relembre a programação do rádio AM e FM na Grande São Paulo em 1989

A partir de um recorte de jornal, Rodney Brocanelli relembra a programação (ou parte dela) de rádio no dia 23 de fevereiro de 1989. Saiba se a sua atração preferida estava no ar naquele dia. Clique e veja.

Rádio, microfone

Relembrando a Equipe 1040, da Rádio Tupi, de São Paulo

Rodney Brocanelli relembra a Equipe 1040, da Rádio Tupi, de São Paulo, que se notabilizou no rádio esportivo por acompanhar os jogos da Loteria Esportiva em tempo real, com profissionais nos estádios e uma retaguarda robusta no plantão esportivo. Para esse vídeo, foi usado material de arquivo do Diário da Noite (SP), que rivalizava com o Notícias Populares no que diz respeito a “espremendo, sai sangue”. Onde estão os arquivos da Tupi paulistana? Uma esperança é que os familiares do radialista Milton Camargo divulguem parte do material que está com eles.

Saiba a audiência do rádio AM e FM da Grande São Paulo… em 1985

Rodney Brocanelli recupera um recorte de jornal da antiga coluna de Ferreira Netto e fala sobre o ranking de audiência do rádio na Grande São Paulo em 1985 Veja se a sua emissora preferida já existia e, caso afirmativo, em qual colocação ela estava. Clique e veja.

Para quem quiser ver melhor, clique no link: https://x.com/rbrocanelli/status/1821908575603601897/photo/1

Narrador Orestes de Andrade comemora duplo aniversário

Por Rodney Brocanelli

O mês de fevereiro é muito importante não na vida, mas na carreira do narrador esportivo Orestes de Andrade. Neste último sábado (15), ele completou 76 anos de vida. Poucos dias antes, na terça (11), o locutor chegou à marca de 30 anos de trabalho ininterrupto na Rádio Guaíba, de Porto Alegre.

E se enganou quem pensou que ele curtiu uma folga merecida nesta semana que passou. Na terça, ele esteve à frente da transmissão de Grêmio x Pelotas, partida válida pelo campeonato gaúcho de 2025. Graças ao auxílio do grande Edu Cesar, a efeméride foi lembrada com direito a veiculação do primeiro gol narrado por Orestes na emissora. Foi em na partida Guarani (Venâncio Aires) x Juventude, em 1995,

Já no sábado, mais comemorações desta vez relacionadas ao aniversário natalício, desta vez na abertura do duplex Internacional x Monsoon/Ypiranga x Grêmio. Orestes esteve na partida do Beira Rio. O comentarista Rogério Amaral disse ter puxado os parabéns na fica do credenciamento.

Em 2023, Oresetes concedeu uma entrevista ao hoje saudoso podcast Dus 2 contando um pouco de sua história. Veja abaixo.

Elimination: a narração que foi parar no vestiário do Santos

Depois do Mazembe Day (veja aqui), Rodney Brocanelli recupera a história do Elimination. Para quem não sabe ou lembra, foi uma narração de Daniel Oliveira, pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre para um gol do Grêmio na Copa do Brasil de 2010 que também virou notícia e foi parar na concentração do Santos. Robinho e seus companheiros torceram o nariz para o que foi dito, mas confundiram o narrador. Relembre (ou conheça essa história – até o Fabiano Baldasso, Cristiano Silva, Pedro Ernesto Denardin e Paulo Pires estavam nela também).

Morre Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Seu Tuta, fundador da Jovem Pan

Por Marcos Lauro

Morreu na tarde desta segunda-feira (4/11) Seu Tuta, como era conhecido o empresário Antonio Augusto Amaral de Carvalho. O fundador da Jovem Pan tinha 93 anos de idade e, segundo o portal da emissora, estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“Na década de 1960, na TV Record, criou os festivais, que além de marcarem época, contribuíram para a explosão de movimentos como a Tropicália e a Jovem Guarda”, destaca também o portal, ressaltando a importância da sua trajetória não apenas para a empresa, mas para a radiodifusão brasileira. “Ele foi responsável, ainda, pelas primeiras transmissões esportivas ao vivo a partir de estádios fora do eixo Rio-São Paulo”, continua o site.

Em 2009, Seu Tuta lançou sua autobiografia, “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”, ditada pelo próprio e escrita por José Nêumanne Pinto. O livro ganhou o Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual este integrante do Radioamantes fez parte na ocasião. A nota de bastidores fica para o longo discurso de agradecimento de Seu Tuta na noite de entrega dos prêmios, para desespero da organização que não sabia como tirar o dono da Jovem Pan do palco para que a celebração continuasse.

Ainda na ocasião, escrevi sobre o livro para o antigo blog “Rádio Base” e reproduzo abaixo:

Uma conversa com Tuta

De filho do dono da empresa a dono que tem filhos (e netos) na empresa. Antonio Augusto Amaral de Carvalho (A. A. A. de Carvalho ou simplesmente Tuta), conta sua trajetória no recém-lançado “Ninguém Faz Sucesso Sozinho”, livro ditado por ele e com texto final/edição do jornalista José Nêumanne Pinto.

E, logo de cara, digo que a missão foi cumprida. Se a intenção foi publicar um bate papo com Tuta, foi isso que saiu. Por vezes, temos a impressão de estarmos no sofá com o radialista, ouvindo suas histórias pessoais e profissionais, os erros e os acertos e os companheiros que participaram da sua história. Para reforçar essa impressão, a ordem da história não é exatamente cronológica. Até segue um esqueleto, uma estrutura que vem lá da TV Record de seu pai, Paulo Machado de Carvalho (o Marechal da Vitória) e termina na Jovem Pan Online, mas como uma história puxa outra, os acontecimentos vão surgindo conforme as lembranças. Afinal, é uma conversa, certo?

Quem vê Tuta somente como aquele senhorzinho pacato, pode até se surpreender com o livro. Sobram farpas para o Barão, Wilson Fittipaldi, que saiu da Pan após uma briga “por dinheiro”. Já o subcapítulo “Descrédito no ser humano” é dedicado ao jornalista Milton Neves. Acho que, só pelo título, não é preciso explicar. Mas quem leva as principais e mais ferrenhas críticas é o empresário João Carlos Di Gênio.

Seu parceiro no projeto da TV Jovem Pan, uma concessão UHF obtida por Tuta, Di Gênio é criticado por ter acabado com o empreendimento da pior forma possível: colocando os funcionários contra Tuta, com reclamações trabalhistas indevidas. No livro, obviamente, só há a versão do radialista, na qual ele sai como o grande injustiçado. E a versão é reforçada por um de seus filhos, Marcelo Leopoldo e Silva de Carvalho, em depoimento. O curioso é que, de parceiro, Di Gênio se tornou um dos principais concorrentes de Tuta com a Mix FM.

E por falar em filhos, todos eles estão na Pan com o pai. Talvez o mais “famoso” seja Tutinha, que é o responsável pela Jovem Pan FM e criador e programas e personagens como Djalma Jorge e Pânico. Nos depoimentos dos filhos, conhecemos um Tuta ciumento e bastante bravo com a prole, muito diferente do que é com os netos (alguns já na Pan também).

Ao final do livro, listas para os curiosos. Todos os profissionais que já passaram ou que estão na Jovem Pan e seu tempo de permanência. Assim, sabemos que Cláudio Carsughi já presta bons serviços à emissora há 39 anos. Elpídio Reali Junior, há 40. José Nêumanne Pinto (o editor desta obra), há 12. E assim por diante.

Tuta não para quieto. Praticamente não ocupa sua sala, fica circulando pelos corredores da emissora, vendo o que está acontecendo, opinando e, sim, dando ordens. É uma das suas funções. E, com esse livro, podemos perceber que se cada rádio tivesse um Tuta pelos corredores, o nosso meio não estaria assim, tão abandonado e tão desvalorizado.

Tem gravações de rádios do Recife dos anos 1970/1980? Kleber Mendonça quer falar com você

Por Marcos Lauro

O diretor de cinema Kleber Mendonça Filho (Bacurau, Aquarius, O Som Ao Redor) fez uma publicação em seu perfil do Facebook com um pedido muito comum entre os profissionais do audiovisual: para uma próxima produção, ainda não divulgada, Kleber precisa de gravações de rádios da cidade de Recife, preferencialmente dos anos 1970.

Esse tipo de pedido é comum, mas dificilmente tem seu fim com êxito quando o profissional de pesquisa procura as emissoras. Poucas delas têm um acervo próprio organizado e que compreende toda a sua existência. Quanto mais antigo o arquivo procurado, mais difícil.

Nesse caso, o audiovisual conta quase sempre com a colaboração dos próprios profissionais do rádio, que por conta própria se gravavam ou gravavam os colegas, e também dos fãs de rádio, que acumularam fitas e fitas de gravações durante a vida. Como exemplo: a produção do filme Carandiru (2003, Hector Babenco) precisava de gravações de rádios do começo dos anos 1990 para ambientar algumas cenas, já que o som do rádio era muito presente nos corredores do presídio. O filme acabou contando com a ajuda de colaboradores da Rádioficina, que se mobilizaram para cederem seus acervos pessoais.

Enfim, se você tem gravações de rádios do Recife, entre em contato com Kleber por meio do seu Facebook oficial. O audiovisual brasileiro agradece.