Nesta segunda-feira, dia 20, a Rádio BandNews FM comemora oito anos de história. A emissora nasceu em 20 de maio de 2005, se expandiu e hoje já está presente em oito capitais do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza –, além de transmitir para todo o país pela internet.
A BandNews FM trouxe dinamismo ao rádio brasileiro: no ar o ouvinte tem 24 horas de notícias atualizadas a cada 20 minutos. Atingindo as pessoas pelo rádio, na internet e em smartphones, a BandNews FM se posiciona como uma rádio moderna que atrai cada vez mais o público formador de opinião, ávido por novidades, e que procura jornalismo ágil para se manter informado.
A emissora conta com um time de comentaristas e âncoras como Ricardo Boechat, José Simão, Milton Neves, Mônica Bergamo, Dora Kramer, Ruy Castro, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Antonio Lavareda, Inês de Castro, Rosely Sayão, Salomão Schvartzman, entre muitos outros.
Categoria: Memória
Arquivo sonoro do Radioamantes. O que já fez sucesso e merece ser lembrado, em áudio ou texto.
Julliany Moraes “narra” gol que classificou o Vitória de Santo Antão à final da Copa do Brasil feminina
Por Rodney Brocanelli
Mais uma vez, as web rádios Premium Esportes e Rede Nacional de Notícias abriram espaço em suas respectivas programações para a transmissão do futebol feminino. Em pool, ambas as emissoras transmitiram a partida entre Centro Olímpico (SP) x Vitória de Santo Antão (PE), válida pela semifinal da Copa do Brasil de futebol feminino, organizada pela CBF. Na partida de ida, empate pelo placar em 1 a 1. O segundo jogo teve como palco o estádio do Pacaembu. A estrela da transmissão da Premium Esportes/RNN foi a jogadora Julianny Moraes, com passagens pelo Palmeiras e pelo próprio Centro Olímpico, que ajudou não apenas nos comentários, mas também na hora do gol do time de Vitória de Santo Antão. Ouça no player abaixo a narração de Luiz Alexandre Eiras e as reportagens de Rafael Alves.
O Vitória de Santo Antão está classificado para a grande final da Copa do Brasil. Seu adversário será o São José. Haverá sorteio para definir os mandos dos jogos, que acontecerão nos dias 27/04 e 04/05.
Há dois anos, ia ao ar a Rádio Estadão/ESPN
Por Rodney Brocanelli
Além da estreia do projeto de futebol da Band News FM (veja aqui), o dia 27 de março também marcou o estreitamento dos laços entre a ESPN e o Grupo Estado, com o lançamento da Rádio Estadão/ESPN. A parceria começou antes, nos 700Khz do AM com a Rádio Eldorado/ESPN. Nessa outra fase, a programação da amplitude modulada, mais as transmissões esportivas, começaram a ser veiculadas também nos 92,9Mhz. A programação musical da Eldorado FM migrou para os 107,3Mhz, freqüência em que está no ar até hoje. O mesmo não se pode dizer do casamento entre ESPN e Grupo Estado, que foi desfeito no ano passado. Hoje, tanto no AM como no FM a Rádio Estadão está no ar com sua programação jornalística. Em janeiro, houve uma promessa do diretor Acácio Luiz Costa de um novo investimento em transmissões esportivas, mas apenas com repórter em campo, independente de onde aconteça o jogo. O narrador iria narrar do estúdio. Entretanto, até agora tal projeto não foi colocado em prática. Por sua vez, a ESPN está no ar com um projeto de rádio web, mas sem perder de vista uma volta para o dial. Pelo menos uma negociação está em andamento, com a Rádio Capital AM.
Ouça abaixo o gol 100 de Rogério Ceni na narração de Paulo Soares, na antiga Rádio Estadão/ESPN.
Ouça também a transição da Brasil 2000 para a Eldorado FM nos 107,3Mhz
Projeto de futebol na Band News FM comemora seu segundo aniversário
Por Rodney Brocanelli
O gol número 100 da carreira de Rogério Ceni (pelas contas do jogador, bem entendido) comemora dois anos neste dia 27 de março. Há dois anos, neste mesmo dia, entrava no ar o projeto de futebol da Band News FM. De lá para cá, ocorreram alumas mudanças de profissionais. Os narradores Odnei Edson e Carlos Fernando deram lugar a Dirceu Marchiolli e Alex Muller. Eric Beting, um de seus primeiros comentaristas, também não faz mais parte da equipe. Ouça no player abaixo o gol de Rogério Ceni na partida contra o Corinthians, que marcou a estreia da Band News no Futebol. A narração é de Odnei Edson.
Site da EBC recupera entrevista de Elis Regina concedida à Rádio Nacional em 1979
Por Rodney Brocanelli
Se estivesse viva, Elis Regina completaria 68 anos neste domingo. O site da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) aproveita a data para relembrar uma entrevista que a cantora concedeu à Rádio Nacional (RJ) no ano de 1979. Ela estava no processo de divulgação do disco (sim, disco) “Essa Mulher”, o primeiro lançado pela antiga gravadora WEA. Um dos grandes sucessos desta obra é “O Bêbado e a Equilibrista”.
Clique no link abaixo para ouvir o depoimento de Elis sobre “Essa Mulher”.
http://www.ebc.com.br/essa-mulher-entrevista-de-elis-regina-a-radio-nacional-em-1979
Morre Wilson Fittipaldi
Por Rodney Brocanelli
A Rádio Jovem Pan anunciou na madrugada desta segunda-feira a morte de Wilson Fittipaldi, aos 92 anos. Ele vivia atualmente no Rio de Janeiro. A causa ainda não foi divulgada. O Barão, como era conhecido, teve seu nome intimamente ligado ao automobilismo nacional. Pela emissora (seja como Panamericana ou Jovem Pan), ele transmitiu as principais competições do automobilismo mundial, muitas delas com seus dois filhos, Wilsinho e Émerson, na pista. Além disso, foi comentarista do Jornal da Manhã, ao lado de Ney Gonçalves Dias nos anos 70. Vamos atualizando este post com mais informações.
Ouça no player abaixo trechos da transmissão do GP da Itália, de 1972, corrida célebre na história da F-1 por marcar o primeiro título de um brasileiro na categoria: Émerson Fittipaldi, filho de Wilson.
No ano passado, por ocasião do aniversário de 40 anos do primeiro título de Émerson, a Jovem Pan conseguiu reunir três gerações da família Fittipaldi. Christian Fittipaldi, integrante da equipe que cobre o esporte para a emissora, ganhou o reforço de seu pai, Wilson Jr., seu tio, Emerson, e seu avô, Wilson. O Barão chegou a brincar com o neto naquela que é a marca registrada da emissora: o “repita”, a cada vez que se dá a hora certa.
Leia e (ouça) 0 registro que a Jovem Pan fez sobre a morte de Wilson Fittipaldi clicando no link abaixo:
Comentarista esportivo Vitor Moran morre aos 72 anos
O repórter e comentarista esportivo Vitor Moran faleceu na madrugada deste domingo (17). O conhecido “Agulha” sofreu falência múltipla dos órgãos e faleceu na sua residência, em Santos. A informação é de Luiz Lombardi, assessor de Vanderlei Luxemburgo, que também mora no litoral paulista.
Primo do célebre dirigente esportivo do Santos FC Nicolau Moran Vilar, Emilio Vitorino Moran sempre morou em Santos e trabalhou em todas as principais emissoras de rádio de lá. Era viúvo de dona Lourdes e não tinha filhos.
Comentário: Vitor Moran também trabalhou em São Paulo. Entre o final dos anos 1970 e 1980, ele emprestou seu talento para as rádios Tupi (a antiga, dos Diários Associados) e Capital (Rodney Brocanelli)
Rádio Globo pede desculpas ao ouvinte por enquete de mau gosto
Por Rodney Brocanelli
A Rádio Globo emitiu comunicado nesta quarta-feira pedindo desculpas aos seus ouvintes por causa de uma enquete do programa Roberto Canázio. Alguém da produção resolveu lançar o seguinte tema: “Algumas meninas de 12 anos têm hoje corpo de mulher. Pensar ‘maldade’ seria pedofilia por parte dos homens?”. Tremendo mau gosto.
Leia aqui o comunicado:
http://radioglobo.globoradio.globo.com/manha-da-globo-rj/2013/01/30/PEDIDO-DE-DESCULPAS.htm
Entretanto, não é a primeira vez que a emissora tem emite uma nota oficial aos seus ouvintes devido a problemas de produção . Em setembro de 2011, a Rádio Globo recorreu ao mesmo expediente devido a uma falsa entrevista veiculada no Show do Antonio Carlos. O programa levou ao ar a palavra de alguém que se passou pela blogueira Leticia Fernandes. Relembre o caso nos links abaixo.
https://radioamantes.wordpress.com/2011/08/31/radio-globo-entrevista-falsa-blogueira/
https://radioamantes.wordpress.com/2011/09/01/radio-globo-se-pronuncia-sobre-falsa-entrevista/
Memória: Roberto Miller Maia abre o jogo sobre a Brasil 2000 FM
Por Rodney Brocanelli
Há quase dez anos, publiquei uma entrevista com Roberto Miller Maia em uma revista eletrônica chamada Ruídos. Meses antes, ele tinha deixado o comando da Rádio Brasil 2000 FM (107,3Mhz) de forma surpreendente, causando assim a insatisfação de muitos fãs. Não por coincidência, a emissora entrou uma trajetória descendente. Hoje, sua frequência é ocupada pela Eldorado FM. Depois de um longo tempo fora do rádio, excetuando uma pequena passagem pela Rádio América AM, ele está de volta aos microfones, desta vez na UOL 89 FM, ao lado do parceiro Tatola.
Leia abaixo a íntegra da entrevista.
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A primeira pergunta é simples: quem é Roberto Maia?
Roberto Maia – Dos meus 43 anos de vida mais da metade foi ligado ao jornalismo, principalmente o jornalismo cultural enfocado basicamente na música. Foi um caminho natural, porque gostar de música sempre me fazia muito bem, e foi um caminho de sensibilização para mim. Minha formação primeiramente foi a de engenheiro eletrônico. A ligação entre a comunicação com a tecnologia é algo que eu já vislumbrava nos anos 70. Eu achava que num futuro essas coisas iriam estar muito ligadas e as pessoas que entendessem um pouco mais de tecnologia poderiam utilizá-la melhor nessa área da comunicação, dentro da área da mídia de massa. É o que está acontecendo agora, com essa questão da possibilidade de redes. A tecnologia hoje é um grande aliado para a democratização da comunicação, uma coisa que eu sempre gostei muito de fazer. Então eu comecei como engenheiro, depois por necessidade profissional me tornei jornalista e fiz faculdade. Eu comecei em rádio em 1977 na Rádio Cultura AM escrevendo textos. Depois, trabalhei em estúdios de gravação, fiz produção de discos e fiquei 14 anos na Brasil 2000.
Você foi um dos fundadores da rádio?
Maia – Praticamente isso, porque eu dava aula de comunicação na Faculdade Anhembi-Morumbi, tinha uma longa amizade com todos lá dentro e eles conheciam meu acervo musical, que eu estava começando. Eu fazia uma rádio interna no pátio, numa proposta de socialização dos alunos. Essa idéia deu tão certo que fui convidado para participar da rádio. No começo da Brasil 2000 eu cuidava de uns boletins sobre videotexto.
Em que ano e quais circunstâncias começou a rádio?
Maia – Foi em 1986, mas foi aos trancos e barrancos. Eu ainda não estava lá como diretor, fazia apenas algumas colaborações, como esses boletins. Na época a Anhembi-Morumbi tinha uma parceira com a Faculdade Ibero-Americana e isso dificultava muito para se fazer as coisas lá dentro da emissora. Numa sociedade acaba tendo esse tipo de problema: ou os dois são muito afinados esteticamente ou não, o que era o caso. Então a Brasil 2000 tinha uma linha mais neutra e nunca chegou a ser uma rádio efetivamente universitária, um projeto que depois eu pude conduzir.
Como é que se deu a virada na Brasil 2000?
Maia – A rádio naquela época tocava até pagode, numa visão errada de populismo. As pessoas achavam que o Brasil era vítima de um imperialismo musical vindo do exterior e o fato de tocar pagode seria uma forma de resistência. Eu pensei na questão de se dar um salto de popularidade, no sentido de dar uma abrangência maior e ter umas pinceladas de anarquia, nonsense, diferenciação para captar essas pessoas que estavam aí perdidas. E foi uma coisa certeira, muito bem-vinda, uma coisa necessária. Eu fiquei feliz com essa captação de ouvintes a partir dessa mescla de popularidade com diferenciação.
A proposta de se mudar a filosofia e fazer uma rádio underground foi aceita logo de cara?
Maia – Teve aquele problema da transição, de tirar aquele passado, aquelas coisas que tinham um certo ranço. Não foi fácil pegar uma rádio que tinha pagode e funk e transformar numa coisa alternativa. Essa idéia de ter uma diferenciação dentro do grande mercado acabou sendo aceita depois. O mercado gosta de algumas pessoas que o desafiem, por incrível que pareça. Uma das coisas que a Brasil 2000 sempre teve de muito positivo foi ser simpática a vários segmentos. A imprensa gostou, o mercado respondeu bem, os artistas também, isso porque era uma rádio muito sincera, trabalhávamos com pessoas sem vícios. Isso nos ajudou a crescer.
Você se inspirou em algum modelo que já existia ou seguiu uma linha própria que estava na sua cabeça?
Maia – Basicamente não foi seguir um modelo ou outro, mas juntar várias possibilidades. Uma coisa que mais me atraia mesmo foi o conceito de “college radios”, uma coisa que mudou o mercado norte-americano, um dos mercados mais difíceis de serem mudados; mas isso aconteceu porque era uma rede em todos os Estados Unidos. A dureza aqui era fazer uma coisa isolada, uma espécie de oásis no mercado. Eu me inspirava mesmo nessa questão de pegar uma rádio e poder trabalhar com universitários. Queria tocar uma música que ninguém tava tocando, possibilitar que bandas novas aparecessem e novos valores em outras áreas culturais pudessem dar o seu recado. Eu gostaria que isso tivesse sido expandido, que outras faculdades tivessem comprado essa idéia. Eu acho que o grande mérito, mais do que a diferenciação da linguagem de alguns programas, foi o de a gente trabalhar
com pessoas muito novas, saindo da faculdade.
Explique o conceito de college radio.
Maia – Varia muito, mas a questão básica é que é uma coisa para o campus. Ela tem permissão oficial para funcionamento. É tudo feito pelos próprios alunos. O modo de transmissão pouco importa, pode ser por AM e até mesmo por fios mesmo que levam a programação para ser veiculada em caixas de som dentro dos dormitórios dos estudantes, que é onde eles passam a maior parte da vida deles. Isso é uma coisa interessante até porque é um país mais frio, as pessoas lá são mais estudiosas (risos). De uma certa maneira eles levam muito a sério esse período na universidade, assim como eles levam muito a sério o lazer na universidade. Tem desde transmissão por onda eletromagnética até transmissão por cabo, mas o importante mesmo é que está todo mundo ouvindo uma mensagem, isso é dinâmico.
Qual é a college radio mais proeminente?
Maia – Não existe. Lá o que ganha é a força vinda pela massa. São 500, 600… Nenhum DJ de college rádio fica famoso, mas o que acontece de legal é que todos exercitam alguma coisa e os mais ousados partem para o grande mercado. Aí, vai se trabalhar com música ou virar um profissional de rádio.
Voltando para a Brasil 2000, essa virada para o underground se deu em qual época?
Maia – Eu entrei com essa idéia entre 1989 e 1990 e depois teve uma reformulação estrutural total, mas como a rádio era muito pobre em termos tecnológicos e financeiros o processo foi muito lento. Era uma emissora que não faturava nada, não tinha ibope. Foi uma reforma que aconteceu passo a passo, mas deu para fazer uma estrutura muito respeitada.
Quais as coisas que você destacaria dessa fase?
Maia – Aconteceram muitas experiências, muitas noovidades e uma coisa acabou complementando a outra. Fiz alguns programas muito interessantes que eu desenvolvi, mas que foram escutados somente por algumas pessoas e passaram despercebidos. Tinha um programa que eu fazia à noite chamado Noites Futuristas. Era uma auto-entrevista de um músico contando a sua vida, um documentário sonoro. As rádios da Alemanha vinham fazendo isso de se criar ambientações sonoras e foi uma fonte de inspiração. É uma coisa que eu gostaria de retomar em termos de rádio. Uma coisa que eu estava achando brilhante era o de expandir o papel da emissora dentro da realização de shows. Estávamos conseguindo abrir espaços para bandas do exterior virem fazer shows aqui. Era interessante que acabávamos colocando bandas underground em locais que não faziam parte do circuito, como a Broadway, e pensávamos expandir isso para outros lugares aqui de São Paulo.
E em termos musicais?
Maia – Nós trouxemos essa coisa de gravadoras novas e independentes, foi uma revolução invisível. Fui responsável pelo lançamento de coisas que nunca iriam sair aqui no Brasil. O Creed não tinha nem gravadora aqui no Brasil. Cheguei a procurar uma representação para a banda aqui. Eles tinham contrato com a Sony, mas o contrato de distribuição deles não abrangia a América Latina. Teve o disco do Santana, o “Supernatural”. Era um disco que iria ser lançado aqui, mas os próprios caras da gravadora não acreditavam. Eu fiz com que eles investissem no álbum. Eu também procurei representação para a Sub Pop no Brasil depois do estouro do Grunge. Fiz um esforço danado para trazer o Mangue Beat para São Paulo, que foi através de um festival chamado Rec Beat. Foi uma loucura, muito suado. Veio o Chico Science quando ninguém nem sabia falar o nome dele. Esse movimento liderado por ele foi uma das coisas mais interessantes que apareceu, mas não foi devidamente explorada como devia.
Vocês chegaram a ter um selo para lançar discos, não?
Maia – Pois é, tentamos fazer uma coisa. O primeiro foi o do Nuno Mindeles Na verdade, eu o DJ Magoo fizemos uma vaquinha e bancamos o lançamento de um álbum dele, isso em 1991. E colocamos lá o selo Brasil 2000 para ajudar na divulgação. Depois lançamos o Clip Independente, que era um programa com bandas novas e todos tocavam ao vivo no estúdio da emissora. Nenhuma chegou a dar um passo maior na carreira, mas dá para destacar Anjo dos Becos e Malaco Soul, que é um grupo que hoje toca na noite. Tinha também A Casa Caiu, de um cara bem talentoso, mas que era meio maluco, o Paulo De Tarso.
E a resposta do mercado publicitário para essas iniciativas?
Maia – Nessa primeira fase foi difícil. Os empresários que ouviam tinham uma simpatia pela Brasil 2000 e ajudavam com anúncios. Isso eu vejo isso muito hoje na Kiss FM: eles têm uma dificuldade tremenda de sobreviver comercialmente. Mas como não sei quem é dono de não sei o que lá ouve a rádio acaba dando uma forcinha, mas isso acaba não sendo suficiente porque os custos de uma rádio são muito altos. Uma emissora tem uma despesa mensal de R$ 40 a R$ 50 mil, dependendo de sua estrutura, e há um montante de investimento na casa de R$ 1 milhão. Os equipamentos são muito caros, o consumo de energia é alto e caro.
E a audiência?
Maia – O problema é que tínhamos uma estrutura muito precária. Quem chegasse na Rua Heitor Penteado, onde ficava a rádio, não conseguia ver a antena porque ela ficava coberta por um monte de prédios. Nossa antena era pequena, bem mais baixa que os prédios, então era impossível de se ouvir. O sinal saía por trás dos prédios, dava uma volta e nunca chegava na região da Av. Paulista, na Zona Sul, no bairro do Jabaquara. Ficávamos presos à zona oeste. Enfim, nosso alcance era limitado e não tínhamos como fazer milagres. Nosso transmissor era de 5 kW. Com um transmissor que era ruim, antena ruim, tudo, então não tinha como… Qualquer rádio transmitia mais do que a gente. Nós ficávamos com tudo isso contra nossa estrutura. Se a nossa antena ficasse na Paulista seria melhor.
E a questão do jabá. Como a Brasil 2000 lidava com isso?
Maia – O consumidor em geral não sabe o que o preço do disco significa, mas você tem embutido no valor uma porcentagem de custo e a verba de marketing. Entenda marketing como quiser, esse dinheiro pode ser usado para o que se quiser: fazer cartazes, levar a banda para entrevistas, fazer camisetas, adesivos etc. De um disco que vende 100 mil cópias, pelo menos o dinheiro lucrado da venda de 20 mil cópias é para isso.
É uma conta meio maluca, isso vira um dinheiro em caixa. Se você tem uma banda nova não vai possuir essa verba porque ninguém te conhece, então se pega emprestado de um conjunto muito famoso. Por isso é que se fala erroneamente que uma banda consagrada ajuda a lançar bandas novas. Não é isso, é porque a verba que sobrou para divulgar um cara que vendeu dois milhões de cópias vai ser usada para divulgar a banda nova. Essa verba é o que se convencionou a se chamar de jabá porque ela é utilizada ao bel prazer do diretor de marketing. Dá para se fazer todo tipo de coisa com essa verba: comprar um Mercedes para sortear na emissora ou então levar o ouvinte para ver um show do U2 em Miami e depois passear com o Bono de limusine, por exemplo. Tudo isso é fruto dessa verba de marketing que o pessoal chama de jabá. Isso em outras épocas entrava no bolso de alguém diretamente, sem constrangimento, para o programador ou qualquer pessoa que mande na rádio. Essa verba de marketing virou um conforto, faz-se tudo para a rádio com essa grana, tornou-se uma facilidade para quem trabalha. E qual a moeda disso? Divulgar o determinado artista.
Não existe o estar pagando para tocar, mas existe um acordo de cavalheiros. Como o U2 está dando ao ouvinte da rádio uma oportunidade de uma promoção que leva o sujeito para Miami, em contrapartida tem que se mostrar o trabalho dos caras. Por que uma banda fica famosa? Tem sempre aquele trabalho de marketing. Por mais que uma banda seja brilhante ou excelente alguém precisou falar sobre ela, instigar as pessoas a gostarem daquilo. E também existem as armações, que não duram nada. Se a banda for ruim, não vai adiantar. Tem que existir um mínimo de talento, de empatia com aquele grupo de pessoas a quem você vai oferecer esse produto. Isso tudo deveria ser uma coisa mais clara, ficou uma coisa obscura durante todos esses anos. Se tudo fosse às claras, não existiria corrupção.
E a entrada do Tatola, como aconteceu?
Maia – Eu o conhecia há muito tempo, ele trabalhava em gravadora, tinha o Não Religião. O Tatola respeitava o meu trabalho, sempre dizia que eu era o crítico de que ele mais gostava pelo fato de eu ser o menos radical e mais abrangente. A gente conversava muito sobre música e ele me pedia dicas. O Tatola tinha saído da 89 FM e nos encontramos numa outra circunstância. Eu não sei lidar bem com o mercado fonográfico, não sei conversar essa conversa deles, não tinha paciência para ouvir que tem que tocar Pink Floyd, não tenho mesmo paciência para isso. Eu acabava sendo perigoso para uma coisa mais de conversar com o mercado.
E o Tatola veio para isso, para ser a cara da Brasil 2000 no mercado. E eu continuava na minha área. Acabou sendo uma equação incessante. No nosso programa o que funcionava é o fato de cada um ter a sua opinião. Tínhamos opiniões diferentes. A gente discordava mesmo e não tínhamos problema nisso. É arriscada uma coisa dessas, pois quando se faz um programa onde há discordâncias pode dar briga porque um vai entrar no mundo infantil do outro. Tínhamos diferenças ideológicas fortes, de gosto, mas afinidades profissionais muito grandes.
Nessa época em que o Tatola entrou, a rádio mudou um pouco sua filosofia…
Maia – Foi um passo no sentindo de se angariar mais ouvintes. Nós conseguimos um bom transmissor e eu queria chegar cada vez mais na audiência jovem. Naquela época houve um salto pop de mercado. O que tínhamos de combater, no bom sentido, eram expressões justamente pops, as boys bands, o axé. Então tivemos que utilizar ferramentas extremamente pops também.
Acabamos colocando bandas mais aceitáveis para conseguir isso. Então, a rádio atraía as pessoas com mais Deep Purple, Pink Floyd, Led Zeppelin, com canções conhecidas e misturávamos com coisas novas, mais underground.
Hoje se reclama de que o rádio sempre toca as mesmas músicas e que não há mais ousadia. De quem é a culpa? Dos ouvintes ou dos programadores?
Maia – Ambos, primeiro porque os programadores de rádio não conhecem música. São pessoas que vão parar nas emissoras por algum motivo que não é a vocação. Ou então são pessoas queriam exercer a função de locutor e não conseguiram. Todo mundo entra numa emissora querendo ser locutor. Se em troca se oferece uma vaga de produtor o fulano se assusta, nem sabe o que é isso e recusa. O que se quer mesmo é falar, porque existe a imagem de que quem está falando manda em tudo, mas na verdade não manda. Então o programador não conhece muito, o coordenador conhece menos ainda, existe a pressão das gravadoras. A programação de rádio fica aquela coisa pré-fabricada e não se ousa nunca, pois quem ousar está mais arriscado a ficar sozinho.
O ouvinte, por incrível que pareça, compactua com esse tipo de coisa. Se é tocada uma coisa muito diferente, ele troca de estação e vai buscar uma emissora que tenha alguma música conhecida na qual ele possa cantar junto, tem muito isso. É uma coisa difícil de equacionar, mas é verdade. Deve existir um feeling. É a mesma coisa que um show, nenhuma banda dá um show só com hits, a não ser Rolling Stones com seus 40 anos de estrada. No caso de uma banda que não tem esse passado, ela deve misturar os hits com coisas novas até compor o show. E tem que fazer bem isso.
Como é que você encarava a concorrência?
Maia – O rádio no Brasil é autoral. É como o cinema de diretor famoso, ele conduz as coisas como quer. Era o que eu fazia na Brasil 2000. Agora, as rádios mais empresariais, como a 89 FM, estão acima de qualquer oscilação. Tem uma ou outra coisa nova, mas acaba sendo muito padronizado, muito cerceado pelos limites do mercado. Quando se é mais autoral, não se tem essa preocupação com a concorrência, uma vez que.eles não estão pensando no novo, mas no mercado, como se manter nele.
Quando se quer ousar, a preocupação é outra, mais estética, em trazer coisas novas: programas novos, bandas novas. Não tem ninguém preocupado na 89 FM em comprar discos, saber qual é banda que tem um potencial porque a divulgação da gravadora vai trazer isso pronto para ele. A 89 FM tem o mérito de se manter acima dos modismos, apesar de algumas fases mais horríveis. Por outro lado, a rádio teve algumas fases mais ousadas, como na época do Fábio Massari.
Nessa segunda fase da rádio, depois da vinda do Tatola, você criou novos programas. Fale um pouco sobre eles.
Maia – Eu queria fazer coisas que diferenciassem do que estava acontecendo nas outras rádios, como a idéia do Lançamento Nosso de Cada Dia. Pegamos um horário no qual a regra era tocar músicas conhecidas e pouco papo e fizemos o contrário. Era uma opção e deu certo, porque alguém vai parar para ouvir. No mínimo os ouvintes iriam escutar para xingar, tipo: “pô, esses caras não param mais de falar!”.
Foi também a idéia do Clube das Mulheres. Eu achei interessante acordar com mulheres no ar. Queria quebrar um pouco o conceito de que as rádios de rock eram uma coisa mais masculina. E no lugar coloquei as mulheres falando o que os homens queriam ouvir delas. Unimos dois perfis: o da Marcela, desbocada, que não tinha papas na língua e não tinha um verniz intelectual para ficar filtrando o que ia dizer, com o da Fabi, que é jornalista formada. Elas interagiam com o ouvinte, sendo mães, vamps, coitadas… A química entre a Fabi e a Marcela era uma coisa muito legal.
A Brasil 2000 era uma das poucas emissoras que abriam espaço para o ouvinte…
Maia – Nós nunca atendemos o ouvinte fora do ar para perguntar o que ele queria dizer; no máximo, era para pedir que ele esperasse um pouco. Hoje na rádio alguns telefonemas de ouvintes são gravados para serem colocados no ar depois. Nós tínhamos um método interessante, que era o de colocar o ouvinte no ar sozinho com dois apresentadores. Isso servia para abafar qualquer tipo de imprevisto, como o fulano xingar. Mas o nosso segredo era a espontaneidade. Nós que estávamos no ar não sabíamos o que iria acontecer. A idéia do Discagem Direta do Ouvinte era do cara do outro lado mostrar o que ele queria ouvir e falar o que ele quisesse, criticar alguma coisa. Mas obviamente vai viciando um pouco, as mesmas pessoas acabam ligando e acaba cerceando um pouco os outros ouvintes que gostariam de ligar.
E o Garagem?
Maia – Eu conhecia o André Barcinski desde a época em que ele lançou o livro dele, o Barulho. Ele e o André Forastieri já tinham feito um programa ao vivo na Brasil 2000 com o Joey Ramone, em 1991, numa das vezes em que ele esteve no Brasil, e foi uma loucura. Daí eles tinham ido para a Gazeta FM, numa experiência que acabou sendo traumática para eles porque tiveram de sair de lá meio às pressas. Eu lembro que aconteceram varias pressões lá. Muito tempo depois, eles retomaram a idéia do programa, levaram o projeto a várias emissoras e eles acertaram conosco. As pessoas que se ofendem com eles são muito infantis; eu acho que eles são necessários, saudáveis e engraçados. Eu gostava mais de ouvir o falatório deles em vez das músicas que tocavam no programa.
Vocês chegaram a ter algum tipo de problema por causa do Garagem? Pressão de gravadora, coisas do tipo?
Maia – Não, o único episódio que teve foi com o Nando Reis, que xingou os caras no programa do João Gordo na MTV. Eu achei isso uma bobagem da parte dele. Penso que agora ele não teria mais essa postura. Outro dia eu vi os Titãs naquele programa do Marcos Mion, o Descontrole. O Mion estava detonando a banda e eles lá junto, dando risada. Se fosse há algum tempo, eles achariam isso o fim da picada. Nós vivíamos brincando com o pessoal do Gagarem e vice-versa. Quando o André virou editor do Folhateen, a gente dedicou um programa inteiro a ele numa homenagem. Da mesma forma, quando ele saiu a gente começou a criticar o caderno. Tudo isso era de brincadeira, uma coisa de brincar com a gente mesmo. A gente gozava muito da cara dos Titãs. Na parada, a gente dizia “não agüento mais esse primeiro lugar” ou então “pô, essa música tocando de novo!”, o tipo de coisa que todo mundo que trabalha em rádio tem vontade de dizer.
Com todo esse trabalho desenvolvido nesses 14 anos, programas de sucesso, experimentações de linguagem, tudo isso que fez a fama da Brasil 2000, por que você acabou saindo?
Maia – Primeiramente aconteceu um desentendimento do Tatola com a diretoria, que acabou virando uma coisa muito pessoal. Como o Tatola fazia a parte comercial da rádio, ele tinha direito uma porcentagem na receita da rádio. Era um contrato de risco, quanto mais a rádio faturava, mais ele ganhava. Ele quis refazer o acordo, numa tentativa de reajustar esse percentual, e houve a briga. Ele acabou não continuando. Existem versões mirabolantes, mas o mais incrível é que foi uma coisa besta, uma briga de comadres, uma coisa estúpida. Trabalhar com o Tatola era bom. Era uma das pessoas com quem mais me entendia profissionalmente, apesar de termos diferenças totais. Ele era aberto ao meu discurso anarquista-revolucionário e me aceitava como crítico.
Foi uma enorme tristeza acabar com a dupla, ela merecia um pouco mais de sobrevida para fazer um pouco mais do que queríamos fazer. Depois da saída dele, continuei fazendo meu trabalho e queria retomar um pouco o experimentalismo. Agora que eu tinha uma antena melhor, um alcance melhor, um público maior, pensei em porque não tirar os Smoke In The Waters da vida e colocar coisas mais novas ou diferentes. Daí eu tomei conhecimento indiretamente da contratação do Lélio Márcio Teixeira para administrar a rádio e eu achei isso uma atitude muito estranha e arbitrária. Ele até é um amigo meu fora do meio, mas achei estranho a diretoria, ligada à Faculdade, contratar uma pessoa sem que eu soubesse. E foi por isso que eu saí.
O fato do Lélio ter mantido muito do que você criou na Brasil 2000 foi uma vitória sua?
Maia – É como você ter um restaurante no qual sai o cozinheiro chefe e todo mundo vai sentir que o sabor é diferente. Eu acho o Kid Vinil uma pessoa brilhante, não tenho nada a falar contra ele, mas de jeito nenhum um programa do estilo dele vai preencher a lacuna do era o Lançamento Nosso de Cada Dia. Não era um programa técnico, não era um programa para quem queria conhecer as músicas. A idéia do programa era a ironia. O que falta na Brasil 2000 hoje não é o Lançamento, mas era o espírito do programa.
A rádio hoje está querendo reviver alguns programas, algumas coisas em termos de parada musical que fazíamos, mas é por aí. Tem que enterrar tudo e mudar, tirar o nome de Sessão da Tarde, mudar… Do contrário vai ficar a ameaça que a nova direção ainda não assumiu, que ela está com medo. O interesse do Lélio é outro, é uma questão de afinidade. E também a universidade não quer perder aquilo que ela conseguiu. É uma rádio respeitada pelo universitário, tem uma certa simpatia. O Lélio se tornou um cara administrativo, que não dá muito palpite na programação, a não ser ouvir o que as gravadoras querem. Ele não tem o instrumental, nem a vontade de mudar. O que ele quer fazer é o programa de futebol.
Você tem alguma inimizade com o Lélio?
Maia – Tenho mágoa apenas com as pessoas que o colocaram lá na emissora sem me falar nada. Acho ele interessante naquilo que faz, mas se eu quisesse trabalhar com ele já o teria chamado há muito tempo. Quando eu e o Tatola estávamos na Brasil 2000, ele nos procurou logo depois que ele saiu da 97 FM, e uma das idéias dele era colocar aquele programa de futebol no horário da Voz do Brasil logo após o 2000 Volts, mas não tinha nada a ver… Nós fizemos alguns programas de futebol com o Marcelo Frommer e o Casagrande, mas era uma outra coisa. Ouvíamos o programa deles na 97 FM e achávamos sofrível. Não era o tipo de programa que a gente queria, muito menos o tipo de linguagem.
Por que você, com uma bagagem dessas, não tem convite de outras emissoras?
Maia – As pessoas sempre me perguntam isso. Quem trabalha em rádio não entende de música, acha que é uma coisa “empresarial”. E tem outro lance: as pessoas acham que quem tem uma especialidade como eu é uma coisa muito cara
e também não tem como encaixar naquele buraquinho onde querem colocar. Enfim, convite nem de rádio comunitária (risos).
Raridade: áudio da apresentação de DJ Hum na Nova FM, em 1991, no YouTube
Por Marcos Lauro
A dica veio da página do DJ Hum no Facebook.
Um usuário do YouTube postou diversas gravações de rádios, a maioria da primeira metade da década de 1990. Entre elas, uma das primeiras vezes em que DJ Hum tocou no rádio. Foi em 1991, na Nova FM.
A qualidade do áudio, claro, não é 100%. Em alguns trechos tem aquele som característico de fita “mastigada”. Mas tem (muito!) valor histórico. Ouça abaixo:
No canal do usuário fefedj há outras gravações, como o Metrô Mix com o DJ Oswaldo, da Sound Factory.
Não costumo usar o termo “raridade” para coisas que estão na internet (afinal, é só acessar!). Mas esses áudios, até pelo baixo número de audições, merecem o carimbinho: RARIDADE.
Retrospectiva 2012
O blog Radioamantes publica a sua retrospectiva do ano de 2012 no meio rádio. Um ano marcado pela mudança. E pelas perdas irreparáveis. Basta clicar nos links abaixo.
Janeiro
Morcego e Bactéria derrubam repórter esportivo na hora da escalação
Qual é a Bosta FM da sua cidade?
Morre o operador de externa Mané Jaime
Alex Muller será narrador da Band News FM
Alex Muller narra título do Corinthians em estreia na Band News FM como narrador
Fora de campo, ou fora de casa, Haroldo?
Fevereiro
Marcos Couto de volta à Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre
Esporte da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, deixa de ser terceirizado a partir de 1º de março
Houve uma época em que a Globo não limitava o trabalho dos profissionais de rádio nos estádios…
E mais uma vez o rádio salvou o torcedor de futebol…
Edu Cesar, do Papo de Bola emula Afanásio Jazadi dos bons tempos ao falar de Ricardo Teixeira
Diretoria do Atlético-PR nega credenciamento à repórter da Rádio Banda B
Mario Lima, o narrador amigo da galera, de volta à Eldorado (SC)
Equipe Expressão do Vôlei tem mais um parceiro: Rede Nacional de Notícias
Diretoria do Atlético-PR nega credenciamento à repórter da Rádio Banda B
Globo pede 850 mil dólares das rádios por direitos da Copa de 2014
Depois de incidente, José Luiz Datena comanda Manhã Bandeirantes normalmente
Março
Nova Esportes sai do ar na Rádio Nova Difusora
Kleber e Haroldo de Souza mandam a Gorduchinha para a rede
Nova Difusora é arrendada pela Rádio Transmundial
TV no Rádio: “CQC” passa a ser transmitido pela Rádio Bandeirantes
Cornetas desafinadas incomodam Cledi Oliveira na Estadão/ESPN
Emissora de rádio registra briga entre goleiro e técnico do São Bento (Sorocaba)
Rádio Banda B repercute confusão entre goleiro e técnico do São Bento
José Paulo de Andrade comemora 39 anos no comando do “Pulo do Gato”
Transamérica Pop rumo ao norte!
Emocionado, Alex Muller se despede da Rádio Bandeirantes
Abril
Histórico: Haroldo de Souza e Marcos Couto juntos em duplex da Bandeirantes, de Porto Alegre
Aos 71 anos, morre em Porto Alegre o comentarista Cláudio Cabral
Equipe Expressão do Vôlei marca presença na grande final da Superliga
José Carlos Araújo deixa Rádio Globo e se transfere para a Rádio Bradesco Esportes
Morre Célio Marinho, do rádio de Itajaí
Luiz Penido fala pela primeira vez como novo narrador titular da Rádio Globo RJ
Série de audiolivros conta a história do futebol na Rádio Bandeirantes
Maio
Milton Neves recebe Alberto Canelone no Terceiro Tempo
Narrador da Rádio Jornal AM 820 pede desculpas aos torcedores do Atlético-MG
Com pneumonia, comunicador Paulo Barboza está internado na UTI
Comemorações pelo aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes marcaram o fim de semana
Daniel Oliveira, da Rádio Bandeirantes, lembra de batalha jurídica em narração do gol de Oscar
Rádio Capital reforça programação para consolidar a liderança à tarde
Grupo Bandeirantes e Bradesco lançam a primeira rádio com programação esportiva 24 horas por dia
Gol de letra marcado por Ganso arranca reações emocionadas da equipe da Rádio Terra Litoral
Equipe da Band News FM lembra de Chaves durante transmissão de São Paulo x Ponte
Gilson Ricardo se despede da Rádio Globo
Suderj informa: troca na Rádio Globo. Sai Garotinho, entra Luiz Penido
Ouça a estreia da rádio Bradesco Esportes FM
Ouça o primeiro gol da Rádio Bradesco Esportes
Ouça os primeiros gols narrados por José Aldo Pinheiro na Rádio Bandeirantes (RS)
Rádio Capital prepara a sede de sua nova etapa de crescimento
José Luiz Datena vai deixar o comando do Manhã Bandeirantes. Só não se sabe quando
José Carlos Araújo estreia no Grupo Bandeirantes pela Band News FM
Blog Radioamantes chega ao seu segundo aniversário
Junho
Gol de Neymar. Narração de Oscar Ulisses, Doni Vieira…Pelé….e Osmar Santos
Fim dos arrendamentos no rádio é questão mais complexa
Rádio Bradesco Esportes abre espaço para transmissões dos jogos de voleibol
Rafael Marques, da Rádio Globo (RJ), se recupera bem de infecção generalizada
Ivan Zimmermann narra as emoções do campeonato brasileiro pelo rádio
Rádio GreNal é a nova opção para se ouvir futebol em Porto Alegre
Felipe Motta narra e reporta GP do Canadá na Jovem Pan
MPB FM 90,3 passa a integrar o Grupo Bandeirantes de Comunicação
A Rádio Clube Paranaense está de volta
A Rádio Cúpula dos Povos está no ar – agora legalizada
Internauta deseja saber paradeiro de integrantes da antiga equipe de esportes da rede LBV
Na Jovem Pan, Rogério Assis diz que Palmeiras “destroçou”, “pisoteou” e “humilhou” o Grêmio
Equipe Verdade deixa de transmitir os jogos do Santos na Rádio Terra Litoral
Exclusivo: Ricardo Taves fala sobre situação da Voz do Futebol
Ouça a narração de uma rádio da Argentina para o gol de Romarinho
Cantora Paula Lima e cartunista Paulo Caruso estreiam na Rádio Eldorado
Portal IG é campeão da Copa Aceesp. Cobertura da Rede Nacional de Notícias é destaque
Julho
Dono de rádio obriga comentarista esportivo a deixar programa de tv
Ouça o gol de Emerson, do Corinthians, na narração da Rádio Mitre, de Buenos Aires
Emissoras goianienses recorrem ao Skype para transmitir Chapecoense x Vila Nova
Técnico do Paraná diz à reporter da Banda B: “Agora você pode se emocionar de outra forma”
Já está no ar a Rádio Esportes, em Porto Alegre
Rádio Dalila FM transmite emoções do campeonato brasileiro
A Premium Esportes está de volta
Novo clipe dos Racionais MCs destaca acontecimento importante no rádio paulista
Narrador da Rádio Itatiaia manda “gol do Galo” em vez de “gol do Brasil”
Rádio Globo chega aos 50 mil fãs no Facebook
Mané de Oliveira vai mais uma vez ao Serra Dourada para pedir justiça no caso Valério Luiz
Tradição do rádio gaúcho, duplex chega ao rádio de São Paulo pela Bradesco Esportes
Agosto
A Voz do Brasil ganha transmissão em vídeo pela Internet
Rádio paulista já teve transmissão duplex em 1973
Alô pessoal da APCA: que tal dar um prêmio para Segredos do Esporte, da ESPN?
Bolada na cabeça do assistente Altemir Hausmann provoca risos em narrador e repórter
A medalha de ouro do vôlei brasileiro nas ondas do rádio
105 FM dá o drible da vaca na audiência do rádio esportivo paulistano
Portuguesa espera fim da Voz do Brasil para sair na frente do marcador no Olímpico
Hugo Botelho leva drible da torcida
Bandeirantes a caminho do sol, por Edu Cesar, do Papo de Bola
Equipe Verdade volta a transmitir os jogos do Santos na Terra Litoral
Milton Neves e Mauro Beting se desentendem no ar pela 924ª vez
Anunciada oficialmente, detalhes da dobradinha Capital-Tupi na Copa só saem em 2013
Super Rádio Tupi, de São Paulo, deixa o FM e fica apenas no AM
Setembro
José Silvério narra gol inexistente de Luis Fabiano na partida contra o Santos
Jovem Pan leva clã Fittipaldi para a transmissão do GP da Itália
Dance Night Away substitui Oxydance na USP FM
Elia Junior integra grade de âncoras da Bradesco Esportes FM
Kiss FM toca Satriani para ocupar vazio de propaganda eleitoral
Projeto de rádio web futebolística une operadora Oi e Esporte Interativo
Documentário da Jovem Pan mostra trajetória de Émerson Fittipaldi rumo ao título da F1 em 1972
Transamérica Rio de Janeiro investe na transmissão do futebol
Cinco vozes juntas no Dia do Rádio
José Calil de volta ao futebol da Transamérica SP
O rugby ganha espaço na Bradesco Esportes FM
Outubro
Super Rádio Tupi (SP) divulga seu novo logotipo no Facebook
Rádio Ampola é extensão 24 horas da novela Balacobaco no portal R7
Ipanema FM, do Grupo Band de Porto Alegre, pode ser vendida ao Grupo RBS
Haroldo de Souza deixa a Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre
Haroldo de Souza acerta com a Rádio Grenal
Chinês Zizao finalmente estreia pelo Corinthians e Band News registra
Gremio e Coritiba não colaboram e Haroldo de Souza não narra seu primeiro gol na Rádio Grenal
Zagueiro Neto, do Guarani, se emociona ao microfone da Rádio Bandeirantes (Campinas)
Rádio perde processo por causa de pegadinha do humorista
Mução
89 FM tem maratona com Tatola e anuncia volta da Rádio Rock na web
Haroldo de Souza narra os primeiros gols do Internacional na Rádio Grenal
A emoção de River Plate x Boca Juniores na Rádio Mitre
Mudanças no dial de Brasília. Nativa FM deixa o dial
Novembro
Estadão/ESPN: chefias já não se entendiam há um bom tempo
Tarde Premium é a nova atração da Premium Esportes
Emissoras de rádio sofrem em São Caetano
O rádio está sendo companheiro?
Rádio Clips Teen é a nova opção da galera
Chapecoense consegue acesso à série B e torcida espera pelo Palmeiras
Agora sim: A 89 volta a ser A Rádio Rock
Ipanema FM terá debate de futebol só com mulheres
FMs de São Paulo não transmitiram jogo que interessava ao torcedor do São Paulo
Narrador Jaques Santos deixa Rádio Banda B, de Curitiba
Premium Esportes transmite final da Copa Kaiser
Haroldo de Souza narra Internacional x Corinthians pelo celular na Rádio Grenal
Quênia tem emissora de rádio para promover a paz entre refugiados
Morre o jornalista Joelmir Beting
Dezembro
Conheça os vencedores do Prêmio Aceesp 2012
O último Gre-Nal do estádio Olímpico na Rádio Grenal
Técnico da seleção brasileira de futebol feminino fala à Premium Esportes
A novela do rádio digital no Brasil continua
Os sons da inauguração da nova arena do Grêmio
Tri FM deixa de transmitir os jogos do Santos
José Silvério se emociona com exibição do gol narrado por ele em trio elétrico do Corinthians
A dupla Maia e Tatola está de volta
Ouça os primeiros minutos da UOL 89 FM
ESPN Brasil lança central de podcasts
Não deixe de ver as retrospectivas dos últimos dois anos
Uma nota atrasada sobre Wilson de Freitas
Por Rodney Brocanelli
Como já foi publicado em vários sites e blogs sobre rádio e mídia esportiva, morreu no último sábado o narrador esportivo Wilson de Freitas, com passagens pelas rádios Tupi (a dos 1040Khz) e Bandeirantes. Na tv, ele atuou nas tvs Gazeta, Cultura e Sportv. Mas eu queria mesmo era falar que certa vez meu pai me levou para assistir a uma final da Copa São Paulo de Futebol Junior, no Pacaembu. O ano era 1983. Atlético-MG e Botafogo (o de Ribeirão Preto) faziam a grande final. Como a entrada era gratuita, ficamos nas numeradas cobertas. E as cabines das rádios Bandeirantes e Jovem Pan, naquela época, ficavam próximas ao público. Nos instalamos, por acaso, ao lado da posição da Bandeirantes e lá estava Wilson de Freitas para irradiar a partida por sua rádio. Eu não sabia se prestava atenção ao jogo ou se ficava observando ao modo como Wilson desempenhava sua função. O que me chamou a atenção foi o fato dele mexer no fone de ouvido enquanto narrava. Meu pai até perguntou se eu queria falar com ele, mas, por bobeira e acanhamentos meus, achei melhor não. Apenas o observei e guardei essa lembrança comigo. Nunca tive a chance de revê-lo ao vivo. Somente por seus trabalhos posteriores no rádio e na tv.
*
Sobre aquela final, o Atlético-MG venceu o Botafogo por 2 a 1. Certa vez, sugeri, via Twitter, ao Milton Neves que ele pudesse colocar na Bandeirantes os gols narrados por Wilson de Freitas. No You Tube, existe um breve registro desta partida. O segundo gol do Atlético eu lembro até hoje como foi, pois foi uma das poucas oportunidades que não estava olhando para a cabine da Bandeirantes.
Foto extraída do site Terceiro Tempo
Willy Gonser comemora 76 anos
Por Rodney Brocanelli
Curtindo sua aposentadoria, o narrador Willy Gonser hoje comemora aniversário. Ele completa 76 anos. Gonser é mais conhecido por sua atuação na Rádio Itatiaia (BH), como narrador oficial dos jogos do Atlético-MG. Contudo, o profissional já passou por emissoras dos outros três grandes centros do país. Em Porto Alegre, ele foi narrador da Rádio Gaúcha. No Rio de Janeiro, ele empunhou o microfone da Rádio Nacional. Já em São Paulo, ele atuou pela Rádio Jovem Pan. É dessa época que vamos recuperar dois áudios. O primeiro é o registro da final do campeonato brasileiro de 1972, vencido pelo Palmeiras após o empate em 0 a 0 com o São Paulo.
No ano seguinte, Gonser narraria a final do campeonato paulista de 1973, envolvendo Santos e Portuguesa, aquela em que Armando Marques se atrapalhou com os pênaltis.
Os sons de 1977
Por Rodney Brocanelli
Todo 13 de outubro é dia de relembrar o título paulista de 1977 vencido pelo Corinthians. Para o torcedor, este dia tem um significado importante, pois se trata do fim de um longo jejum que vinha desde 1954 (a história é conhecida). A partir dessa data, o Timão não parou mais de colecionar conquistas. Se hoje, o time do povo está às portas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, é porque Basílio pegou de primeira um rebote e acertou o gol, há 35 anos.
O Radioamantes traz de volta até você os registros que o rádio fez daquele grande momento. Começamos com Fiori Gigliotti, então na Rádio Bandeirantes.
Abaixo, um registro mais raro. José Italiano, então na Rádio Gazeta (SP), narrou e vibrou com o gol de seu time do coração. Geraldo Blota, outro corinthiano, era o repórter-meta da ocasião.
José Silvério estava entrando numa gelada. Sua missão naquela noite era complicada: substituir Osmar Santos, como narrador titular da Jovem Pan. Osmar estava se transferindo para a Rádio Globo. Com o gol de Basílio, Silvério passou pelo seu batismo de fogo.
Por sua vez, Osmar Santos começava uma nova fase em sua carreira. A fase de maior sucesso, pela Globo. Naquele dia 13, ele acordou com problemas na garganta. Mas graças ao seu talento, poucos perceberam a dificuldade. Oswaldo Maciel narrou alguns minutos daquele jogos. Mas na hora do grande momento, Osmar retomou o microfone e também entrou para a história.
(Este post é uma homenagem a Marco Ribeiro, apresentador do programa Rádio Base Urgente, da Rádio USP, e corinthiano. Ele tem um poster do Basílio na parede de seu quarto).
40 anos de Emerson em Monza, por Flávio Araújo
Por Flávio Araújo, do portal Ribeirão Preto On Line
EMERSON FITTIPALDI, O PRECURSOR
Nunca acompanhara uma corrida de Fórmula 1, espetáculo nascente no mundo do automobilismo esportivo e ainda com pouco reflexo nas transmissões esportivas do Brasil.
Wilson Fittipaldi, o Barão, grande praça, amigo de todo mundo era o único brasileiro a narrar as corridas automobilísticas pela Rádio Jovem Pan, então Panamericana, de São Paulo.
De acordo com alguns, o Barão narrava mais para acompanhar o filho Emerson do que por interesse real dos ouvintes de rádio.
Acontece que Emerson Fittipaldi poderia ganhar em Monza, na Itália, o título inédito de campeão mundial na divisão de maior expressão do automobilismo.
Foi então que a Bandeirantes resolveu transmitir o grande evento e como eu era pau para toda obra não deu outra.
Sem conhecer nada do assunto fui escalado para transmissão do Grande Prêmio de Monza, cidade do norte da Itália, próxima a Milão.
Em minha companhia estaria o colega Borghi Junior, que já tinha alguma experiência no tema por ter trabalhado exatamente com o Barão na Pan.
Sempre que avisto algo novo em meu caminho não deixo nunca que ele chegue e me encontre desprevenido.
Comecei naquele ano em Monza e a partir de então segui pelos 10 anos seguintes a machucar meus ouvidos com o ronco dos motores da Fórmula-1.
Sabia que Emerson não fora o primeiro brasileiro a correr pela categoria, li tudo a respeito e fui procurar uma verdadeira lenda do automobilismo nacional dos tempos anteriores a Fittipaldi.
Chico Landi era citado todas as vezes em que nós, cronistas esportivos, nos aventurávamos a falar sobre corridas de automóveis.
Fui descobri-lo em sua oficina mecânica no Itaim-bibi e me relacionei com uma das personalidades mais cativantes que a carreira me proporcionou.
Assim como Aristides Jofre no boxe, Chico Landi me deu algumas aulas do novo esporte onde minha emissora pretendia se introduzir.
Nesta última segunda-feira, 10 de setembro, fez 40 anos que o fato se deu.
Ainda estou me revendo ao chegar ao autódromo de Monza para acompanhar os treinos e me deslumbrar, e me assustar também, com as cores daquela máquina preta com filetes dourados onde Emerson seria coroado 3 dias depois como novo campeão mundial.
Sinceramente, a Lotus que já matara Jochen Rindt, o antecessor de Fittipaldi, naquele mesmo circuito dois anos antes se assemelhava a um esquife.
Minha inexperiência no assunto uniu-se ao meu imenso desejo de transmitir uma grande vitória brasileira e um frio agudo me correu a espinha.
O automobilismo daqueles anos vivia pleno de graves acidentes onde vidas preciosas de pilotos famosos eram ceifadas com constância.
Principalmente na própria Lotus, onde antes de Rindt, Jim Clark, na época o maior de todos, se espatifara num carro de segunda linha da escuderia ao participar de uma corrida de Fórmula 2 em Hockenheim no ano de 1968.
Esses fatos ocuparam meus pensamentos por minutos incalculáveis.
Vai que …
A corrida de Emerson foi simplesmente perfeita da largada à bandeirada da vitória e o Brasil, inscrito no clube seleto, passou a colecionar títulos.
Foram 8 conquistados, esse primeiro de Emerson cujos 40 anos estamos rememorando, um outro também do filho do Barão, 3 de Nelson Piquet e 3 de Ayrton Senna, o último em 1992.
Depois veio o jejum e que se agravou com a trágica morte de Ayrton em Ímola no ano de 1994 e por mais que faça a rede Globo e por mais que torça o Galvão nada conseguimos depois seja com Rubens Barrichello ou na atualidade com Felipe Massa.
De qualquer maneira os 40 anos da vitória de Emerson Fittipaldi em Monza merecem a reverência de todos os que sabem que toda caminhada vitoriosa começa sempre com a primeira.
Emerson abriu esse trajeto que seguiu vitorioso nos anos seguintes.
Está na hora de ser retomado.
Só não sei com quem.








