Willy Gonser comemora 76 anos

Por Rodney Brocanelli

Curtindo sua aposentadoria, o narrador Willy Gonser hoje comemora aniversário. Ele completa 76 anos. Gonser é mais conhecido por sua atuação na Rádio Itatiaia (BH), como narrador oficial dos jogos do Atlético-MG. Contudo, o profissional já passou por emissoras dos outros três grandes centros do país. Em Porto Alegre, ele foi narrador da Rádio Gaúcha. No Rio de Janeiro, ele empunhou o microfone da Rádio Nacional. Já em São Paulo, ele atuou pela Rádio Jovem Pan. É dessa época que vamos recuperar dois áudios. O primeiro é o registro da final do campeonato brasileiro de 1972, vencido pelo Palmeiras após o empate em 0 a 0 com o São Paulo.

No ano seguinte, Gonser narraria a final do campeonato paulista de 1973, envolvendo Santos e Portuguesa, aquela em que Armando Marques se atrapalhou com os pênaltis.

Os sons de 1977

Por Rodney Brocanelli

Todo 13 de outubro é dia de relembrar o título paulista de 1977 vencido pelo Corinthians. Para o torcedor, este dia tem um significado importante, pois se trata do fim de um longo jejum que vinha desde 1954 (a história é conhecida). A partir dessa data, o Timão não parou mais de colecionar conquistas. Se hoje, o time do povo está às portas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, é porque Basílio pegou de primeira um rebote e acertou o gol, há 35 anos.

O Radioamantes traz de volta até você os registros que o rádio fez daquele grande momento. Começamos com Fiori Gigliotti, então na Rádio Bandeirantes.

Abaixo, um registro mais raro. José Italiano, então na Rádio Gazeta (SP), narrou e vibrou com o gol de seu time do coração. Geraldo Blota, outro corinthiano, era o repórter-meta da ocasião.

José Silvério estava entrando numa gelada. Sua missão naquela noite era complicada: substituir Osmar Santos, como narrador titular da Jovem Pan. Osmar estava se transferindo para a Rádio Globo. Com o gol de Basílio, Silvério passou pelo seu batismo de fogo.

Por sua vez, Osmar Santos começava uma nova fase em sua carreira. A fase de maior sucesso, pela Globo.  Naquele dia 13, ele acordou com problemas na garganta. Mas graças ao seu talento, poucos perceberam a dificuldade. Oswaldo Maciel narrou alguns minutos daquele jogos. Mas na hora do grande momento, Osmar retomou o microfone e também entrou para a história.

(Este post é uma homenagem a Marco Ribeiro, apresentador do programa Rádio Base Urgente, da Rádio USP, e corinthiano. Ele tem um poster do Basílio na parede de seu quarto).

corinthians

40 anos de Emerson em Monza, por Flávio Araújo

Por Flávio Araújo, do portal Ribeirão Preto On Line

EMERSON FITTIPALDI, O PRECURSOR

Nunca acompanhara uma corrida de Fórmula 1, espetáculo nascente no mundo do automobilismo esportivo e ainda com pouco reflexo nas transmissões esportivas do Brasil.

Wilson Fittipaldi, o Barão, grande praça, amigo de todo mundo era o único brasileiro a narrar as corridas automobilísticas pela Rádio Jovem Pan, então Panamericana, de São Paulo.

De acordo com alguns, o Barão narrava mais para acompanhar o filho Emerson do que por interesse real dos ouvintes de rádio.

Acontece que Emerson Fittipaldi poderia ganhar em Monza, na Itália, o título inédito de campeão mundial na divisão de maior expressão do automobilismo.

Foi então que a Bandeirantes resolveu transmitir o grande evento e como eu era pau para toda obra não deu outra.

Sem conhecer nada do assunto fui escalado para transmissão do Grande Prêmio de Monza, cidade do norte da Itália, próxima a Milão.

Em minha companhia estaria o colega Borghi Junior, que já tinha alguma experiência no tema por ter trabalhado exatamente com o Barão na Pan.

Sempre que avisto algo novo em meu caminho não deixo nunca que ele chegue e me encontre desprevenido.

Comecei naquele ano em Monza e a partir de então segui pelos 10 anos seguintes a machucar meus ouvidos com o ronco dos motores da Fórmula-1.

Sabia que Emerson não fora o primeiro brasileiro a correr pela categoria, li tudo a respeito e fui procurar uma verdadeira lenda do automobilismo nacional dos tempos anteriores a Fittipaldi.

Chico Landi era citado todas as vezes em que nós, cronistas esportivos, nos aventurávamos a falar sobre corridas de automóveis.

Fui descobri-lo em sua oficina mecânica no Itaim-bibi e me relacionei com uma das personalidades mais cativantes que a carreira me proporcionou.

Assim como Aristides Jofre no boxe, Chico Landi me deu algumas aulas do novo esporte onde minha emissora pretendia se introduzir.

Nesta última segunda-feira, 10 de setembro, fez 40 anos que o fato se deu.

Ainda estou me revendo ao chegar ao autódromo de Monza para acompanhar os treinos e me deslumbrar, e me assustar também, com as cores daquela máquina preta com filetes dourados onde Emerson seria coroado 3 dias depois como novo campeão mundial.

Sinceramente, a Lotus que já matara Jochen Rindt, o antecessor de Fittipaldi, naquele mesmo circuito dois anos antes se assemelhava a um esquife.

Minha inexperiência no assunto uniu-se ao meu imenso desejo de transmitir uma grande vitória brasileira e um frio agudo me correu a espinha.

O automobilismo daqueles anos vivia pleno de graves acidentes onde vidas preciosas de pilotos famosos eram ceifadas com constância.

Principalmente na própria Lotus, onde antes de Rindt, Jim Clark, na época o maior de todos, se espatifara num carro de segunda linha da escuderia ao participar de uma corrida de Fórmula 2 em Hockenheim no ano de 1968.

Esses fatos ocuparam meus pensamentos por minutos incalculáveis.

Vai que …

A corrida de Emerson foi simplesmente perfeita da largada à bandeirada da vitória e o Brasil, inscrito no clube seleto, passou a colecionar títulos.

Foram 8 conquistados, esse primeiro de Emerson cujos 40 anos estamos rememorando, um outro também do filho do Barão, 3 de Nelson Piquet e 3 de Ayrton Senna, o último em 1992.

Depois veio o jejum e que se agravou com a trágica morte de Ayrton em Ímola no ano de 1994 e por mais que faça a rede Globo e por mais que torça o Galvão nada conseguimos depois seja com Rubens Barrichello ou na atualidade com Felipe Massa.

De qualquer maneira os 40 anos da vitória de Emerson Fittipaldi em Monza merecem a reverência de todos os que sabem que toda caminhada vitoriosa começa sempre com a primeira.

Emerson abriu esse trajeto que seguiu vitorioso nos anos seguintes.

Está na hora de ser retomado.

Só não sei com quem.

O Horário eleitoral gratuito no rádio em 1985

Por Rodney Brocanelli

Nessa semana, começou o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Candidatos a prefeito e vereador vão se revezar para conseguiu um espaço nessas mídias e tentar, dentro das limitações de tempo, falar sobre aquilo que pretendem fazer e conquistar a simpatia do eleitor. Em 1985, tivemos no país a primeira eleição para prefeito depois de muitos anos. No vídeo abaixo, uma pequena amostra de como era o horário eleitoral pelo rádio, tendo como base a eleição em São Paulo. O áudio foi gravado em uma fita cassete e posteriormente digitalizado. Procurou-se manter a ordem dos programas como estavam na fita. Há alguns cortes abruptos, típicos para tentar economizar espaço. Não perguntem pela data exata, porque não houve essa preocupação no dia. Na ocaisão, alguns partidos estavam com a propaganda suspensa. Em seu lugar, tocava-se uma música instrumental e o locutor de plantão fazia o anúncio. Ouça mais no player abaixo.

Rádio paulista já teve transmissão duplex em 1973

Por Rodney Brocanelli

O Edemar Annuseck, comentarista dos canais PFC e Sportv, procura o blog para informar que o rádio paulista já teve uma transmissão feita ao estilo duplex dos gaúchos em 1973. Naquele ano a Jovem Pan transmitiu duas partidas de forma simultânea: Palmeiras x Internacional, que teve narração de Osmar Santos, e Cruzeiro x São Paulo, com narração do próprio Edemar. Ele nos encaminhou a cópia de um anúncio publicado à época,  destacando essa jornada. Tomara que a Pan tenha esse registro histórico em seus arquivos.

 

 

 

Vale destacar também que Edemar escreveu um post em seu blog detalhando os sistemas de transmissão em duplex e em carrosel. Leitura orbigatória para quem gosta da história do rádio.

http://edemarannuseck.blogspot.com.br/2012/08/transmissoes-esportivas-diferenciadas.html

Novo clipe dos Racionais MCs destaca acontecimento importante no rádio paulista

Por Marcos Lauro

15 de agosto de 1969. Membros da Ação Libertadora Nacional (ALN) invadem a Rádio Nacional de Santo André. Uma voz feminina avisa aos ouvintes: entra no ar a Rádio Libertadora.

Pela Rádio Libertadora, o líder revolucionário Carlos Marighella lê o seu famoso texto “Manual do Guerrilheiro Urbano”, chamando a população para pegar em armas e lutar contra a ditadura militar que tomara conta do país alguns anos antes.

Esse é o cenário do novo clipe que o grupo Racionais MCs lançou ontem, com exclusividade para o portal da MTV.

A música “Mil Faces de um Homem Leal (Marighella)” estará também na trilha sonora do documentário que contará a vida do combatente da esquerda brasileira. O filme tem previsão de estreia para agosto.

5 de julho de 1982. Há 30 anos, Brasil e Itália faziam uma das mais eletrizantes partidas da história das Copas

Por Rodney Brocanelli

O dia 5 de julho marcou uma das datas mais tristes na história da seleção brasileira de futebol. Jogando no estádio Sarriá, em Barcelona, os comandados de Telê Santana perdiam para a Itália pelo placar de 3 a 2 e davam adeus à Copa que no ano de 1982 era disputada na Espanha. Mesmo com as conquistas de 1994 e 2002, torcedores e jornalistas se perguntam até hoje sobre o que deu errado naquele dia. Bastava apenas um empate para que o Brasil chegasse às semifinais. Mas a Squadra Azurra apareceu pelo caminho. Além de adiar o sonho da conquista do título mundial, aquele resultado serviu para sepultar de vez a prática do futebol arte. Desde então, tivemos apenas alguns lampejos que apareciam de forma individual, graças ao talento de Romário e Ronaldo, cada um em sua época.

O blog Radioamantes leva você de volta ao dia 5 de julho de 1982. A nossa máquina do tempo é o rádio.

O quinto sinal da Rádio Bandeirantes marcava pontualmente 12h15, 16h15, horário local. Fiori Gigliotti anuncia o início da partida.

Para espanto geral, a Itáia saia na frente, logo aos 4 minutos de partida. Defesa brasileira vacilou. Paolo Rossi marcava, de cabeça. José Silvério estava na Jovem Pan.

A resposta brasileira não tardou. Sócrates recebeu um belo lançamento de Zico e avançou até entrar na área. O goleiro Dino Zoff tentou fechar o ângulo. Mas o Doutor, com o sangue frio que lhe era pecuilar, mandou para o gol. Osmar Santos narrou esse lance na Rádio Globo.

Mas Paolo Rossi se aproveitava mais uma vez de uma falha da defesa brasileira para marcar o segundo gol da Itália. O lance pegou muita gente desprevenida. José Silvério narrou esse lance na Jovem Pan.

No segundo tempo, o Brasil veio com tudo para tentar ao menos o empate. Falcão, na época o Rei de Roma, mandou um belo chute de média distância. E um detalhe que a televisão não mostrou: Cerezo, um dos responsáveis pelo lance que originou o segundo gol da Itália, chorou de emoção. José Silvério observou bem esse detalhe na Pan.

Armindo Antônio Ranzolin traduziu na Rádio Guaíba todo o orgulho pelo gol do “compatriota” Falção.

[

Mas aquela não era a tarde do Brasil. Em um escanteio aparentemente inofensivo, a Itália chegaria ao seu terceiro gol. Mais uma vez, Paolo Rossi. Flávio Araújo, então na Rádio Gazeta (SP) não escondeu a decepção.

Na Rádio Nacional, o garotinho ligeiro José Carlos Araújo ficou de queixo caído com o gol de Rossi.

O Brasil quase conseguiu o empate em uma cabeçada do zagueiro Oscar. O goleiro Dino Zoff operou um verdadeiro milagre. José Carlos Araújo, na Rádio Nacional, viu essa bola no gol.

Não teve jeito para o Brasil. O árbitro israelense (o Wikipedia diz que ele tem também nacionalidade romena) Abraham Klein apitou o fim de jogo. A perplexidade tomava conta da torcida brasileira. Fiori Gigliotti traduzia bem esse sentimento na Rádio Bandeirantes.

Passado o impacto da derrota, nada melhor que uma avaliação fria para se concluir em que a seleção brasileira errou. Eis a palavra de João Saldanha, então na Rádio Tupi. A metáfora do macaquinho é impagável.

Exclusivo: Ricardo Taves fala sobre situação da Voz do Futebol

Por Rodney Brocanelli

Fora do ar, a rádio web Voz do Futebol está passando por um processo de reformulação, mas sem previsão de retorno. Se voltar ao ar, certamente não será com Ricardo Taves, um de seus responsáveis. Em entrevista exclusiva ao blog Radioamantes, o radialista  faz um balanço de tudo o que aconteceu com a emissora desde 2010, ano em que foi lançada.  A Voz (como era conhecida no meio) fazia transmissões de jogos ao vivo, se fazendo presente com equipe completa no  estádio, além de se aventurar em grandes coberturas jornalísticas, como o sorteio dos grupos da Copa Libertadores, em 2011.

Ricardo Taves não nega que existem dívidas financeiras resultantes dessa experiência. Ele ressalta que todas elas  serão pagas. Lentamente, por conta do momento financeiro, mas ele pagará todas as pendências.

Apesar da falta de patrocínio (o principal motivo que faz a Voz hoje não estar no ar),  Taves diz que é possível fazer na Internet tudo o que se faz em uma rádio no dial. Basta paciência. Paciência, aliás, é uma das palavras-chave que marcam essa entrevista. Leia a seguir.

*

Qual é a atual situação da Voz do Futebol? Existe a perspectiva dela voltar ao ar?

Atualmente está parada. Creio que passará por um processo de reformulação mas não comigo. Me desliguei completamente.

Em que momento você teve a ideia de colocar em prática esse projeto de rádio web só com esportes?

Foi uma consequência. Começou com a Rádio Coringão que fundei junto com outras pessoas e está aí até hoje. Por divergências sai, e ao lado do LF Marinho surgiu a oportunidade de montar a Voz. Foi uma sequência. Sem ligação com clube algum, as idéias foram surgindo e o horizonte foi se expandindo.

Quais as principais dificuldades em se levar adiante um projeto desse porte?

Patrocínio. A Voz do Futebol foi criada a partir de investimento. Alto investimento. Só assim foi possível realizar o que realizamos. Acreditei que montando um produto muito próximo do que é uma rádio convencional os anunciantes viriam naturalmente. Falhei nessa aposta, o planejamento administrativo estava mal feito, aconteceu o pior.

O que você pode falar sobre os números de audiência da Voz do Futebol?

Tivemos audiências muito boas, com o grande pico no sorteio das chaves da Libertadores e audiências muito baixas. Tudo variava de acordo com a agenda da TV. Jogo de pay per view, sempre a audiência era maior. O São Paulo em especial tem uma audiência muito boa, seguido do Corinthians. Acho que os tricolores são maioria em acompanhar futebol na web.

Nesse tempo em que a Voz ficou no ar, qual o principal legado que ela deixou?

Acho que fizemos um trabalho extremamente profissional. Gente muito competente trabalhava na Voz do Futebol. Dois grandes narradores em especial, Gomão Ribeiro e Leandro Chaves que trabalhavam na maioria dos jogos davam um tom de alto nível as nossas jornadas. Gustavo Dario e Diego Salgado foram gratas revelações como comentaristas. O trabalho de vestiário, as viagens, entrevistas, o fato de fazer os jogos in loco, isso tudo acrescentava. Não devíamos em qualidade a ninguém. Isso fica de lição. É possível fazer na web o que se faz no rádio. Basta paciência.

E qual foi a sua principal decepção?

O fim é sempre decepcionante. Eu tinha uma equipe qualificada e unida mas cometi erros pontuais. Uma contratação equivocada, um ego que se infla, uma dificuldade financeira e pronto. Tudo foi por terra. Faltou estruturação em todos os sentidos. É tal qual um time de futebol. O resultado não vem, o técnico perde o comando. Depois sobra o ônus. E quando tem dinheiro envolvido, e com os erros que cometi essencialmente no final, o clima ficou péssimo, poucos lembram das oportunidades dadas, da experiência adquirida e acham que tudo foi por mérito próprio. E a realidade é que ninguém fez nada sozinho. Alguém teve que abrir a porta.

O que falta para o mercado publicitário investir parte de sua verba em rádios web?

Profissionalismo no ramo. Hoje qualquer um acha que pode pegar um microfone e sair narrando um jogo. Não é bem assim. É preciso qualificação profissional. Existem web rádios que fazem um trabalho de qualidade. Algumas outras que tem como característica dar oportunidades para estudantes ou para jornalistas que querem migrar para o rádio. O resto estraga o mercado.

Você não acha que deveria existir uma união entre as rádios web para tentar convencer às agências de propaganda ou quem seja de que o investimento vale a pena?

Tentamos fazer isso. O Guga Mendonça, o qual você conhece bem (Nota do Redator:  ex-Expressão da Bola), surgiu com essa ideia. Mas é utópico ainda, acredito. Cada dia surge uma nova web rádio e fica difícil excluir um ou outro porque começa futrica no twitter, no facebook, e daí já viu. Eu mesmo dei algumas pancadas quando percebi que havia besteirol. Mas aí eu fico de malvado, a idéia não progride e tudo segue igual.

Qual o conselho que você daria a quem está pensando em montar uma rádio web de esportes?

Que tenha paciência e que procure montar uma equipe profissional. Porcaria tem de monte, o que se sobressairá é a qualidade.

Internauta deseja saber paradeiro de integrantes da antiga equipe de esportes da rede LBV

O internauta João Batista Viturino Freire deixou a seguinte mensagem no nosso sistema de comentários:

Prezados Marcos Lauro e Rodney Brocanelli, acho bastante válido o trabalho de voces sobre o radio em geral, pena que aqui em Brasília, que tambem tem muitas histórias e nomes importantes do rádio, não se divulga quase nada. Eu gostaria de saber de voces por onde andam os integrantes da equipe esportiva que fazia parte da Rede Boa Vontade de Rádio? Nomes como Paulo Sodate (narrador), Orlando Viggiani e Baltazar Trigueiro (comentaristas), Roberto Soares, Naamã do Vale, Rogério Voltan, Edilson Lima (repórteres). A Rede Boa Vontade aqui em Brasília era a unica opção de rádio que falava dos times paulistas até a chegada da Jovem Pan AM no ano 2000.


Se alguém puder ajudar, basta deixa uma mensagem no sistema de comentários

Em 1982, Clube Paranaense e Gazeta uniam forças para transmitir a copa da Espanha

Por Rodney Brocanelli

A volta da Rádio Clube Paranaense, agora como RB2 AM (leia mais aqui), é uma boa oportunidade para lembrarmos de um momento interessante da história do rádio. Há exatos 30 anos, a emissora de Curitiba se unia à Rádio Gazeta para uma transmissão em pool da Copa de 1982. O investimento valia a pena. A seleção brasileira treinada por Telê Santana era uma das favoritas ao título e contava com craques como Zico, Sócrates, Falcão e Toninho Cerezzo.

A união das duas emissoras fez com que grandes profissionais do microfone dividissem as transmissões dos principais jogos daquela competição. Representado a Clube estavam, entre outros, Lombardi Junior e José Hidalgo, o Capitão Hidalgo. Pela Gazeta estavam Flávio Araújo e Chico de Assis, entre outros.

Em seu livro, “O Rádio, o Futebol e a Vida”, Flávio Araújo conta que os indíces de audiência foram bastante expressivos na época. “Ganhamos o primeiro lugar em cidades como Presidente Prudente; ficamos em terceiro em muitas pesquisas realizadas em São Paulo”.

Na obra, Flávio destaca ainda um texto de Silvio Lancellotti, na Folha de S. Paulo, em que o articulista “comentava o êxito em que consistia nosso trabalho.”.

Ouça no player abaixo duas amostras deste trabalho da parceira Clube/Gazeta. Um gol narrado por Lombardi Junior e outro narrado por Flávio Araújo.

O Mundo pela Tupi

Por Rodney Brocanelli

Em setembro de 1978, a Rádio Tupi de São Paulo, que operava na época em 1040Khz, levava ao ar um jornalístico chamado O Mundo Pela Tupi. No player abaixo, trecho de uma edição, com a locução do grande Ciro Cesar. O aúdio foi extraído dos arquivos de Onofre Favotto, que estão disponíveis na Internet.

Comemorações pelo aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes marcaram o fim de semana

O final de semana foi de comemorações pelos 75 anos da Rádio Bandeirantes (AM 840 e FM 90,9) completados ontem, dia 6. No sábado, o craque Neto comandou uma edição especial do programa “Concentração” direto do Museu do Futebol das 15h às 20h30. O apresentador recebeu convidados especiais como o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, os treinadores Toninho Cecílio e Estevam Soares, o ídolo corintiano Basílio, o mito palmeirense Evair, o preparador físico José Teixeira, entre muitos outros.

No Museu do Futebol também aconteceu o lançamento da coleção “Futebol é com a Bandeirantes”. Editada pela Panda Books, a coleção é formada por quatro áudio-livros, cada um deles dedicado a um dos quatro mais populares times paulistas com depoimentos apaixonados de José Paulo de Andrade (São Paulo), Salomão Ésper (Corinthians), Milton Neves (Santos) e Mauro Beting (Palmeiras). Os profissionais da emissora autografaram centenas de exemplares e receberam o carinho dos ouvintes na tarde de sábado.

O presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad, prestigiou o evento no estádio do Pacaembu. “Fiquei comovido e emocionado ao ver tanta gente aqui. Desejo que possamos comemorar os próximos 75 anos continuando a ser uma empresa que está ao lado do povo nas situações mais difíceis”, declarou.

No domingo, dia do aniversário da emissora, José Paulo de Andrade, Salomão Ésper, José Silvério, Rafael Colombo, José Luis Datena, Joelmir Beting e Walker Blaz conversaram com o apresentador Milton Neves durante a edição especial do “Domingo Esportivo Bandeirantes”. Eles contaram grandes momentos da história da emissora e falaram de perspectivas para o futuro. Alguns trechos do programa podem ser ouvidos no site da Rádio Bandeirantes: http://bit.ly/K46F64

José Silvério e Neto

Mauro Beting e João Carlos Saad

Osmar Santos, da Rádio Globo, foi prestigiar a festa da Bandeirantes

50 anos do Primeira Hora

Por Rodney Brocanelli

O Primeira Hora, jornalístico da Rádio Bandeirantes, completa 50 anos neste Primeiro de maio. Com a ajuda de Marcelo Abbud, do blog Peças Raras, e Edu Cesar, do Papo de Bola, registramos um trecho da edição levada ao ar nesta data em 2012, registrando a efeméride.

Em 2009, José Paulo de Andrade fez um breve depoimento no Jornal Gente sobre o principal jornalístico da Rádio Bandeirantes.

Morre Célio Marinho, do rádio de Itajaí

do blog do Rodrigo Santos

O Blog informa com pesar o falecimento do narrador Célio Marinho, um dos maiores expoentes da história do rádio de Itajaí, neste sábado.

Ele estava em uma sessão de hemodiálise e acabou falecendo, vítima de parada cardíaca.

Seu corpo está sendo velado no Cemitério Municipal da Fazenda e será sepultado em Itajaí, terra do seu Marcílio Dias em que narrou tantas partidas.

Um cara que cresci ouvindo, seja pela Rádio Clube ou pela Difusora, e pessoa exemplar. Nesse ano, não estava narrando jogos, mas o encontrei na arquibancada do Gigantão no Marcílio x Brusque neste Campeonato Catarinense. Fiz questão de cumprimentá-lo.

Uma grande perda para o rádio esportivo.

“Não consigo ensaiar, só funciono ao vivo” 

Célio começou no rádio oficialmente em 1964. Era jovem e precisava arrumar um emprego. Soube de um concurso na rádio Difusora, e foi fazer um teste. Acabou escolhido e nunca mais parou. Desde criança o rádio sempre o fascinou. Perto da sua casa havia um campinho de futebol onde os meninos jogavam. Ele e outro colega ficavam do lado do campo narrando a partida, usando latinhas de leite em pó como microfone.

Seu maior sonho era narrar um jogo no Maracanã. Em entrevista concedida em 2005 à jornalista Melissa Aragão, ele contou a experiência: “Todo narrador sonha em transmitir um jogo no Maracanã. Eu fui à busca deste sonho. Consegui ser o narrador de uma partida decisiva entre Vasco e Flamengo no Maracanã. Saímos de Itajaí para ir narrar a partida, quando chegamos no Rio de Janeiro a minha voz começou a falhar e sumiu. Fiquei rouco mais de um mês. Não narrei a partida e ainda meu time, o Vasco, perdeu para os flamenguistas. Fui uma coisa trágico-cômica que nunca vou esquecer.” 

 Ele sai de cena sem cumprir o seu principal sonho: “Eu sou marcilista há muito tempo. Sonho em ainda narrar um jogo do Marcílio Dias, na final do Campeonato Catarinense. Só que do jeito que o time está, acho que vai demorar um pouquinho para realizar este sonho”.

Como o rádio funciona?

Por Marcos Lauro

Ok, estamos aqui discutindo o rádio, comentando as notícias sobre o meio… mas você ja parou para pensar, REALMENTE, sobre como o rádio funciona?

Acabei de achar num desses links perdidos pela internet um vídeo de 1937 (!!!!) que explica, passo a passo, como o som sai do estúdio e vai parar na sua orelha.

A única coisa ruim é que está em inglês. Mas o vídeo é tão didático e bem ilustrado que dá pra entender, viu? Mas se alguma alma bondosa quiser legendar e subir uma versão em português para o YouTube, nos avise que a gente publica aqui novamente.