Novo clipe dos Racionais MCs destaca acontecimento importante no rádio paulista

Por Marcos Lauro

15 de agosto de 1969. Membros da Ação Libertadora Nacional (ALN) invadem a Rádio Nacional de Santo André. Uma voz feminina avisa aos ouvintes: entra no ar a Rádio Libertadora.

Pela Rádio Libertadora, o líder revolucionário Carlos Marighella lê o seu famoso texto “Manual do Guerrilheiro Urbano”, chamando a população para pegar em armas e lutar contra a ditadura militar que tomara conta do país alguns anos antes.

Esse é o cenário do novo clipe que o grupo Racionais MCs lançou ontem, com exclusividade para o portal da MTV.

A música “Mil Faces de um Homem Leal (Marighella)” estará também na trilha sonora do documentário que contará a vida do combatente da esquerda brasileira. O filme tem previsão de estreia para agosto.

5 de julho de 1982. Há 30 anos, Brasil e Itália faziam uma das mais eletrizantes partidas da história das Copas

Por Rodney Brocanelli

O dia 5 de julho marcou uma das datas mais tristes na história da seleção brasileira de futebol. Jogando no estádio Sarriá, em Barcelona, os comandados de Telê Santana perdiam para a Itália pelo placar de 3 a 2 e davam adeus à Copa que no ano de 1982 era disputada na Espanha. Mesmo com as conquistas de 1994 e 2002, torcedores e jornalistas se perguntam até hoje sobre o que deu errado naquele dia. Bastava apenas um empate para que o Brasil chegasse às semifinais. Mas a Squadra Azurra apareceu pelo caminho. Além de adiar o sonho da conquista do título mundial, aquele resultado serviu para sepultar de vez a prática do futebol arte. Desde então, tivemos apenas alguns lampejos que apareciam de forma individual, graças ao talento de Romário e Ronaldo, cada um em sua época.

O blog Radioamantes leva você de volta ao dia 5 de julho de 1982. A nossa máquina do tempo é o rádio.

O quinto sinal da Rádio Bandeirantes marcava pontualmente 12h15, 16h15, horário local. Fiori Gigliotti anuncia o início da partida.

Para espanto geral, a Itáia saia na frente, logo aos 4 minutos de partida. Defesa brasileira vacilou. Paolo Rossi marcava, de cabeça. José Silvério estava na Jovem Pan.

A resposta brasileira não tardou. Sócrates recebeu um belo lançamento de Zico e avançou até entrar na área. O goleiro Dino Zoff tentou fechar o ângulo. Mas o Doutor, com o sangue frio que lhe era pecuilar, mandou para o gol. Osmar Santos narrou esse lance na Rádio Globo.

Mas Paolo Rossi se aproveitava mais uma vez de uma falha da defesa brasileira para marcar o segundo gol da Itália. O lance pegou muita gente desprevenida. José Silvério narrou esse lance na Jovem Pan.

No segundo tempo, o Brasil veio com tudo para tentar ao menos o empate. Falcão, na época o Rei de Roma, mandou um belo chute de média distância. E um detalhe que a televisão não mostrou: Cerezo, um dos responsáveis pelo lance que originou o segundo gol da Itália, chorou de emoção. José Silvério observou bem esse detalhe na Pan.

Armindo Antônio Ranzolin traduziu na Rádio Guaíba todo o orgulho pelo gol do “compatriota” Falção.

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Mas aquela não era a tarde do Brasil. Em um escanteio aparentemente inofensivo, a Itália chegaria ao seu terceiro gol. Mais uma vez, Paolo Rossi. Flávio Araújo, então na Rádio Gazeta (SP) não escondeu a decepção.

Na Rádio Nacional, o garotinho ligeiro José Carlos Araújo ficou de queixo caído com o gol de Rossi.

O Brasil quase conseguiu o empate em uma cabeçada do zagueiro Oscar. O goleiro Dino Zoff operou um verdadeiro milagre. José Carlos Araújo, na Rádio Nacional, viu essa bola no gol.

Não teve jeito para o Brasil. O árbitro israelense (o Wikipedia diz que ele tem também nacionalidade romena) Abraham Klein apitou o fim de jogo. A perplexidade tomava conta da torcida brasileira. Fiori Gigliotti traduzia bem esse sentimento na Rádio Bandeirantes.

Passado o impacto da derrota, nada melhor que uma avaliação fria para se concluir em que a seleção brasileira errou. Eis a palavra de João Saldanha, então na Rádio Tupi. A metáfora do macaquinho é impagável.

Exclusivo: Ricardo Taves fala sobre situação da Voz do Futebol

Por Rodney Brocanelli

Fora do ar, a rádio web Voz do Futebol está passando por um processo de reformulação, mas sem previsão de retorno. Se voltar ao ar, certamente não será com Ricardo Taves, um de seus responsáveis. Em entrevista exclusiva ao blog Radioamantes, o radialista  faz um balanço de tudo o que aconteceu com a emissora desde 2010, ano em que foi lançada.  A Voz (como era conhecida no meio) fazia transmissões de jogos ao vivo, se fazendo presente com equipe completa no  estádio, além de se aventurar em grandes coberturas jornalísticas, como o sorteio dos grupos da Copa Libertadores, em 2011.

Ricardo Taves não nega que existem dívidas financeiras resultantes dessa experiência. Ele ressalta que todas elas  serão pagas. Lentamente, por conta do momento financeiro, mas ele pagará todas as pendências.

Apesar da falta de patrocínio (o principal motivo que faz a Voz hoje não estar no ar),  Taves diz que é possível fazer na Internet tudo o que se faz em uma rádio no dial. Basta paciência. Paciência, aliás, é uma das palavras-chave que marcam essa entrevista. Leia a seguir.

*

Qual é a atual situação da Voz do Futebol? Existe a perspectiva dela voltar ao ar?

Atualmente está parada. Creio que passará por um processo de reformulação mas não comigo. Me desliguei completamente.

Em que momento você teve a ideia de colocar em prática esse projeto de rádio web só com esportes?

Foi uma consequência. Começou com a Rádio Coringão que fundei junto com outras pessoas e está aí até hoje. Por divergências sai, e ao lado do LF Marinho surgiu a oportunidade de montar a Voz. Foi uma sequência. Sem ligação com clube algum, as idéias foram surgindo e o horizonte foi se expandindo.

Quais as principais dificuldades em se levar adiante um projeto desse porte?

Patrocínio. A Voz do Futebol foi criada a partir de investimento. Alto investimento. Só assim foi possível realizar o que realizamos. Acreditei que montando um produto muito próximo do que é uma rádio convencional os anunciantes viriam naturalmente. Falhei nessa aposta, o planejamento administrativo estava mal feito, aconteceu o pior.

O que você pode falar sobre os números de audiência da Voz do Futebol?

Tivemos audiências muito boas, com o grande pico no sorteio das chaves da Libertadores e audiências muito baixas. Tudo variava de acordo com a agenda da TV. Jogo de pay per view, sempre a audiência era maior. O São Paulo em especial tem uma audiência muito boa, seguido do Corinthians. Acho que os tricolores são maioria em acompanhar futebol na web.

Nesse tempo em que a Voz ficou no ar, qual o principal legado que ela deixou?

Acho que fizemos um trabalho extremamente profissional. Gente muito competente trabalhava na Voz do Futebol. Dois grandes narradores em especial, Gomão Ribeiro e Leandro Chaves que trabalhavam na maioria dos jogos davam um tom de alto nível as nossas jornadas. Gustavo Dario e Diego Salgado foram gratas revelações como comentaristas. O trabalho de vestiário, as viagens, entrevistas, o fato de fazer os jogos in loco, isso tudo acrescentava. Não devíamos em qualidade a ninguém. Isso fica de lição. É possível fazer na web o que se faz no rádio. Basta paciência.

E qual foi a sua principal decepção?

O fim é sempre decepcionante. Eu tinha uma equipe qualificada e unida mas cometi erros pontuais. Uma contratação equivocada, um ego que se infla, uma dificuldade financeira e pronto. Tudo foi por terra. Faltou estruturação em todos os sentidos. É tal qual um time de futebol. O resultado não vem, o técnico perde o comando. Depois sobra o ônus. E quando tem dinheiro envolvido, e com os erros que cometi essencialmente no final, o clima ficou péssimo, poucos lembram das oportunidades dadas, da experiência adquirida e acham que tudo foi por mérito próprio. E a realidade é que ninguém fez nada sozinho. Alguém teve que abrir a porta.

O que falta para o mercado publicitário investir parte de sua verba em rádios web?

Profissionalismo no ramo. Hoje qualquer um acha que pode pegar um microfone e sair narrando um jogo. Não é bem assim. É preciso qualificação profissional. Existem web rádios que fazem um trabalho de qualidade. Algumas outras que tem como característica dar oportunidades para estudantes ou para jornalistas que querem migrar para o rádio. O resto estraga o mercado.

Você não acha que deveria existir uma união entre as rádios web para tentar convencer às agências de propaganda ou quem seja de que o investimento vale a pena?

Tentamos fazer isso. O Guga Mendonça, o qual você conhece bem (Nota do Redator:  ex-Expressão da Bola), surgiu com essa ideia. Mas é utópico ainda, acredito. Cada dia surge uma nova web rádio e fica difícil excluir um ou outro porque começa futrica no twitter, no facebook, e daí já viu. Eu mesmo dei algumas pancadas quando percebi que havia besteirol. Mas aí eu fico de malvado, a idéia não progride e tudo segue igual.

Qual o conselho que você daria a quem está pensando em montar uma rádio web de esportes?

Que tenha paciência e que procure montar uma equipe profissional. Porcaria tem de monte, o que se sobressairá é a qualidade.

Internauta deseja saber paradeiro de integrantes da antiga equipe de esportes da rede LBV

O internauta João Batista Viturino Freire deixou a seguinte mensagem no nosso sistema de comentários:

Prezados Marcos Lauro e Rodney Brocanelli, acho bastante válido o trabalho de voces sobre o radio em geral, pena que aqui em Brasília, que tambem tem muitas histórias e nomes importantes do rádio, não se divulga quase nada. Eu gostaria de saber de voces por onde andam os integrantes da equipe esportiva que fazia parte da Rede Boa Vontade de Rádio? Nomes como Paulo Sodate (narrador), Orlando Viggiani e Baltazar Trigueiro (comentaristas), Roberto Soares, Naamã do Vale, Rogério Voltan, Edilson Lima (repórteres). A Rede Boa Vontade aqui em Brasília era a unica opção de rádio que falava dos times paulistas até a chegada da Jovem Pan AM no ano 2000.


Se alguém puder ajudar, basta deixa uma mensagem no sistema de comentários

Em 1982, Clube Paranaense e Gazeta uniam forças para transmitir a copa da Espanha

Por Rodney Brocanelli

A volta da Rádio Clube Paranaense, agora como RB2 AM (leia mais aqui), é uma boa oportunidade para lembrarmos de um momento interessante da história do rádio. Há exatos 30 anos, a emissora de Curitiba se unia à Rádio Gazeta para uma transmissão em pool da Copa de 1982. O investimento valia a pena. A seleção brasileira treinada por Telê Santana era uma das favoritas ao título e contava com craques como Zico, Sócrates, Falcão e Toninho Cerezzo.

A união das duas emissoras fez com que grandes profissionais do microfone dividissem as transmissões dos principais jogos daquela competição. Representado a Clube estavam, entre outros, Lombardi Junior e José Hidalgo, o Capitão Hidalgo. Pela Gazeta estavam Flávio Araújo e Chico de Assis, entre outros.

Em seu livro, “O Rádio, o Futebol e a Vida”, Flávio Araújo conta que os indíces de audiência foram bastante expressivos na época. “Ganhamos o primeiro lugar em cidades como Presidente Prudente; ficamos em terceiro em muitas pesquisas realizadas em São Paulo”.

Na obra, Flávio destaca ainda um texto de Silvio Lancellotti, na Folha de S. Paulo, em que o articulista “comentava o êxito em que consistia nosso trabalho.”.

Ouça no player abaixo duas amostras deste trabalho da parceira Clube/Gazeta. Um gol narrado por Lombardi Junior e outro narrado por Flávio Araújo.

O Mundo pela Tupi

Por Rodney Brocanelli

Em setembro de 1978, a Rádio Tupi de São Paulo, que operava na época em 1040Khz, levava ao ar um jornalístico chamado O Mundo Pela Tupi. No player abaixo, trecho de uma edição, com a locução do grande Ciro Cesar. O aúdio foi extraído dos arquivos de Onofre Favotto, que estão disponíveis na Internet.

Comemorações pelo aniversário de 75 anos da Rádio Bandeirantes marcaram o fim de semana

O final de semana foi de comemorações pelos 75 anos da Rádio Bandeirantes (AM 840 e FM 90,9) completados ontem, dia 6. No sábado, o craque Neto comandou uma edição especial do programa “Concentração” direto do Museu do Futebol das 15h às 20h30. O apresentador recebeu convidados especiais como o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, os treinadores Toninho Cecílio e Estevam Soares, o ídolo corintiano Basílio, o mito palmeirense Evair, o preparador físico José Teixeira, entre muitos outros.

No Museu do Futebol também aconteceu o lançamento da coleção “Futebol é com a Bandeirantes”. Editada pela Panda Books, a coleção é formada por quatro áudio-livros, cada um deles dedicado a um dos quatro mais populares times paulistas com depoimentos apaixonados de José Paulo de Andrade (São Paulo), Salomão Ésper (Corinthians), Milton Neves (Santos) e Mauro Beting (Palmeiras). Os profissionais da emissora autografaram centenas de exemplares e receberam o carinho dos ouvintes na tarde de sábado.

O presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad, prestigiou o evento no estádio do Pacaembu. “Fiquei comovido e emocionado ao ver tanta gente aqui. Desejo que possamos comemorar os próximos 75 anos continuando a ser uma empresa que está ao lado do povo nas situações mais difíceis”, declarou.

No domingo, dia do aniversário da emissora, José Paulo de Andrade, Salomão Ésper, José Silvério, Rafael Colombo, José Luis Datena, Joelmir Beting e Walker Blaz conversaram com o apresentador Milton Neves durante a edição especial do “Domingo Esportivo Bandeirantes”. Eles contaram grandes momentos da história da emissora e falaram de perspectivas para o futuro. Alguns trechos do programa podem ser ouvidos no site da Rádio Bandeirantes: http://bit.ly/K46F64

José Silvério e Neto

Mauro Beting e João Carlos Saad

Osmar Santos, da Rádio Globo, foi prestigiar a festa da Bandeirantes

50 anos do Primeira Hora

Por Rodney Brocanelli

O Primeira Hora, jornalístico da Rádio Bandeirantes, completa 50 anos neste Primeiro de maio. Com a ajuda de Marcelo Abbud, do blog Peças Raras, e Edu Cesar, do Papo de Bola, registramos um trecho da edição levada ao ar nesta data em 2012, registrando a efeméride.

Em 2009, José Paulo de Andrade fez um breve depoimento no Jornal Gente sobre o principal jornalístico da Rádio Bandeirantes.

Morre Célio Marinho, do rádio de Itajaí

do blog do Rodrigo Santos

O Blog informa com pesar o falecimento do narrador Célio Marinho, um dos maiores expoentes da história do rádio de Itajaí, neste sábado.

Ele estava em uma sessão de hemodiálise e acabou falecendo, vítima de parada cardíaca.

Seu corpo está sendo velado no Cemitério Municipal da Fazenda e será sepultado em Itajaí, terra do seu Marcílio Dias em que narrou tantas partidas.

Um cara que cresci ouvindo, seja pela Rádio Clube ou pela Difusora, e pessoa exemplar. Nesse ano, não estava narrando jogos, mas o encontrei na arquibancada do Gigantão no Marcílio x Brusque neste Campeonato Catarinense. Fiz questão de cumprimentá-lo.

Uma grande perda para o rádio esportivo.

“Não consigo ensaiar, só funciono ao vivo” 

Célio começou no rádio oficialmente em 1964. Era jovem e precisava arrumar um emprego. Soube de um concurso na rádio Difusora, e foi fazer um teste. Acabou escolhido e nunca mais parou. Desde criança o rádio sempre o fascinou. Perto da sua casa havia um campinho de futebol onde os meninos jogavam. Ele e outro colega ficavam do lado do campo narrando a partida, usando latinhas de leite em pó como microfone.

Seu maior sonho era narrar um jogo no Maracanã. Em entrevista concedida em 2005 à jornalista Melissa Aragão, ele contou a experiência: “Todo narrador sonha em transmitir um jogo no Maracanã. Eu fui à busca deste sonho. Consegui ser o narrador de uma partida decisiva entre Vasco e Flamengo no Maracanã. Saímos de Itajaí para ir narrar a partida, quando chegamos no Rio de Janeiro a minha voz começou a falhar e sumiu. Fiquei rouco mais de um mês. Não narrei a partida e ainda meu time, o Vasco, perdeu para os flamenguistas. Fui uma coisa trágico-cômica que nunca vou esquecer.” 

 Ele sai de cena sem cumprir o seu principal sonho: “Eu sou marcilista há muito tempo. Sonho em ainda narrar um jogo do Marcílio Dias, na final do Campeonato Catarinense. Só que do jeito que o time está, acho que vai demorar um pouquinho para realizar este sonho”.

Como o rádio funciona?

Por Marcos Lauro

Ok, estamos aqui discutindo o rádio, comentando as notícias sobre o meio… mas você ja parou para pensar, REALMENTE, sobre como o rádio funciona?

Acabei de achar num desses links perdidos pela internet um vídeo de 1937 (!!!!) que explica, passo a passo, como o som sai do estúdio e vai parar na sua orelha.

A única coisa ruim é que está em inglês. Mas o vídeo é tão didático e bem ilustrado que dá pra entender, viu? Mas se alguma alma bondosa quiser legendar e subir uma versão em português para o YouTube, nos avise que a gente publica aqui novamente.

Aos 71 anos, morre em Porto Alegre o comentarista Cláudio Cabral

do site da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre

O comentarista Cláudio José Quintana Cabral faleceu na madrugada deste sábado, após sofrer uma parada cardíaca. Aos 71 anos, Cabral deixa uma lacuna no rádio esportivo gaúcho. Filho do consagrado cronista esportivo Cid Pinheiro Cabral, formou-se em Ciências Políticas e Econômicas. Também teve passagem pela Agência France Presse e rádios Sucesso, Gaúcha e Guaíba. Em 1995, retornou ao Grupo Bandeirantes, onde atuava até os dias de hoje. Além disso, Cláudio Cabral foi, até 1985, ligado diretamente ao Sport Club Internacional. Esteve à frente da vice-presidência de futebol por duas vezes na vitoriosa década de 70, além de ter sido integrante do famoso movimento dos Mandarins, que modificou a cara do clube. O velório do mestre Cabral, como era conhecido na crônica esportiva, será realizado na Capela B do Cemitério São Miguel e Almas. O enterro está marcado para as CINCO e meia da tarde deste sábado.

Ouça uma homenagem feita por seus colegas de Rádio Bandeirantes.

No link abaixo, leia texto do jornalista Nando Gross, da Rádio Gaúcha.

http://wp.clicrbs.com.br/nandogross/?topo=52,1,1,,171,e171

Leia uma entrevista que Claudio Cabral concedeu ao projeto Vozes do Rádio, da PUC/RS

http://eusoufamecos.uni5.net/vozesdoradio/entrevista-19/

O vídeo abaixo é o registro de uma edição do Apito Final feita no Shopping Lindóia, em 2008. Além de Cabral, participam Marcos Couto, Daniel Oliveira, João Carlos Belmonte e Cristiano Silva.

No link abaixo, outra entrevista de Cabral, desta vez, recente, em que ele fala um pouco mais sobre sua carreira, e manifesta suas preferências na mídia esportiva.

http://impedimento.org/2012/04/14/uma-entrevista-com-o-mestre-claudio-cabral/

Ouça a participação de Cabral na jornada esportiva de domingo passado, quando comentou São Luiz x Internacional. Sua última transmissão como comentarista nos microfones da Rádio Bandeirantes.

UPDATE (23h00) O Grupo Bandeirantes divulgou mais uma homenagem à Cláudio Cabral. Veja abaixo

Antes da partida entre Internacional x Cerâmica, válida pelo campeonato gaúcho, foi observado um minuto de silêncio. Detalhe: Cláudio Cabral estava escalado para comentar essa partida pela Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre.

No pós-jogo de Inter x Cerâmica, mais uma homenagem. As notas aos jogadores do Inter foram dadas pelo próprio Cláudio Cabral. Ouça abaixo.

José Paulo de Andrade comemora 39 anos no comando do “Pulo do Gato”‏

Na próxima segunda-feira, o jornalista José Paulo de Andrade completa 39 anos no comando do programa “O Pulo do Gato”, um dos mais tradicionais do rádio. A atração da Rádio Bandeirantes AM 840 e FM 90,9 é recordista de permanência no ar no rádio brasileiro com suas características: mesma emissora, mesmo horário e mesmo apresentador. O programa foi ao ar pela primeira vez no dia 2 de abril de 1973.

“Quando penso que tinha 30 anos de idade quando comecei, levo um susto. Como passou depressa! E não pesou, cada dia é como se fosse o primeiro. O segredo é não perder o entusiasmo”, afirma o jornalista, que está na Rádio Bandeirantes há 49 anos.

Líder absoluto de audiência, “O Pulo do Gato” leva ao ar as manchetes das principais notícias do dia além de mesclar informações sobre trânsito, tempo, estradas, aeroportos, hora certa, mercado financeiro e reportagens da área esportiva e policial. Um dos destaques do programa é o quadro “Boca no Trombone”, com reclamações de ouvintes e as respostas de representantes de órgãos públicos e privados. Uma agenda econômica (Imposto de Renda, prazos para pagamentos de contribuições, aposentadoria e outras informações) é outra atração do “Pulo”.

“O Pulo do Gato” vai ao ar de segunda a sábado, das 5h30 às 7h, pela Rádio Bandeirantes AM 840 e FM 90,9.

Há um ano…

Por Rodney Brocanelli

…duas estreias agitavam o mercado radiofônico no mesmo dia. A primeira delas foi a entrada da Band News FM nas transmissões de futebol. Abaixo, dois registros da ocasião. O primeiro deles é um editorial anunciando a proposta da emissora nessa área.

Odnei Edson começou como narrador, mas depois não prosseguiu nesse projeto de futebol, ficando apenas na Fórmula 1. Mas seu nome entrou para a história como a voz do primeiro gol na Band News. E com um gol que também entrou para a história do futebol: o centésimo da carreira de Rogério Ceni.

No mesmo dia, começava oficialmente a Rádio Estadão/ESPN, parceria do Grupo Estado com a ESPN. O centésimo gol de Rogério Ceni também serviu como marco oficial. Ouça a narração de Paulo Soares.

O vídeo abaixo mostra os bastidores desse início.

Nesse mesmo dia, só que um pouco antes, a 107 FM saia do ar e dava lugar à Rádio Eldorado, que deixava livre a freqüência dos 92,9Mhz para a nova Estadão/ESPN. O registro da transição pode ser ouvido abaixo.

Chico Anysio e o rádio

Por Rodney Brocanelli (com a colaboração da equipe Webfutmundi)

Chico Anysio, morto nesta sexta-feira aos 80 anos, começou sua carreira no rádio. É célebre a história de que ele sempre ficou na segunda colocação em testes para locutor, derrotado por Silvio Santos. Mesmo assim, ele conseguiu seu espaço no veículo. Começou na Rádio Guanabara (atual Bandeirantes), nos anos 40, e lá desempenhou várias funções: ator, redator, locutor e comentarista esportivo. Mudou-se para a Rádio Mayrink Veiga algum tempo depois e nessa emissora criou um de seus tipos mais famosos: o professor Raymundo.

Como era de se esperar, Chico migrou para a televisão, veículo no qual ele conquistou o sucesso nacional e admiração dos fãs. Contudo, ele nunca deixou o rádio de lado. Um de seus personagens era uma verdadeira homenagem à estética e as figuras que fizeram este veículo ser o que é: Roberval Taylor.

Abaixo, Roberval dá as últimas do esporte.

No programa de Roberval não poderia faltar o horóscopo.

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Mas teve gente que não gostou muito desse personagem. O grande Helio Ribeiro achou que Roberval Taylor era uma paródia não muito lisonjeira ao seu estilo de fazer rádio. Quem conta mais detalhes é Sérgio Mattar, em texto extraído de seu blog.

Um certo dia, nos corredores da Rádio Bandeirantes de São Paulo, um acontecimento singular, foi a visita que Chico Anysio de Paula fez à Hélio Ribeiro, no estúdio A, durante o programa de maior audiência da rádio brasileira: “O Poder da Mensagem“.

Ribeiro com seus cabelos ondulados comprimia-os com enormes fones de ouvido plugados em um grande rádio portátil instalado ao lado de seu microfone. Sua voz personalíssima, ecoava naquele momento sobre a voz melodiosa de Frank Sinatra, versando nada mais do que “All the way”.

Os velhos “olhos azuis” como era tratado o bom e velho Frank, irmanava-se ao dueto maravilhoso, na tradução simultânea do talento e criatividade de Hélio Ribeiro.

Neste exato momento adentra ao estúdio o genial Chico Anysio que, apesar de não conhecer Hélio pessoalmente se pôs ao seu lado, e sem nenhum constrangimento passou a imitá-lo. Tal e qual.

Terminada a música, com tradução do Hélio Ribeiro, houve a apresentação recíproca entre Chico e Hélio e aí, rolou um papo fenomenal intercalado por outras música e traduções, além, do “filosofar poético” do “O Poder da Mensagem”.

Após as despedidas Chico retorna ao Rio e a “vidinha” segue na sua normalidade.

A Rede Globo lança um novo programa no ar com forte alarido e participação de grande elenco do humorismo nacional… “Chico City”.

Programa idealizado por Chico Anysio colocava suas personagens em atividade plena. Seus coadjuvantes faziam a escada para Chico deitar e rolar.

De repente, um fato novo, uma personagem nova, uma voz nova na cidade de Chico, era um Chico diferente, “aquele” Chico do estúdio do “Poder da Mensagem”.

Surgia “Roberval Taylor” ou a caricatura de Hélio Ribeiro elevada a potência “n”.

Foi uma balbúrdia nacional. O meio artístico entrou em ebulição. Hélio Ribeiro que entendeu “Roberval Taylor” como uma ofensa ao seu trabalho e desempenho, disparou pelas ondas médias da Rádio Bandeirantes uma ofensiva à Chico Anysio.

Evidentemente, Chico que, quis homenageá-lo ao criar “Roberval Taylor”, se pôs a satirizar mais ainda a sua criação.

Por um tempo o “mal-estar” entre ambos pairava. Um dia, por iniciativa de amigos comuns de Chico e Hélio, foi improvisado um encontro no mesmo estúdio A, no mesmo horário do “Poder da Mensagem”, para a desfeita daquele tremendo mal entendido.

De fato, apesar de, temperamentos difíceis e personalidades fortes, tanto Hélio como Chico deram grandes gargalhadas e efusivos abraços, colocando um ponto final naquele equívoco que pairava na genialidade daquelas cabeças.

Chico, com o concentimento do Hélio Ribeiro, continuou com seu “Roberval Taylor” melhor e… com mais um fã de carteirinha.

Está aí uma ótima oportunidade para a Rádio Bandeirantes, na figura de Milton Parron, recuperar o áudio desse programa histórico reunindo dois gênios.

Abaixo, uma tradução toda especial de Roberval Talyor à musa do Karmanguia batido.

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Chico teve uma relação estreita com o rádio esportivo. Nos anos 90, chegou a ser comentarista nas transmissões de futebol na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. No livro Paixão pelo Rádio”, do Rodrigo Taves, José Carlos Araújo, narrador da Rádio Globo (RJ) deu seu depoimento sobre o humorista:

“(…) Chico Anysio puxa pela memória um grande amigo, a quem deu conselhos no início da carreira e convidou algumas vezes para participar de seu programa “Chico City”, na TV Globo. E solta um elogio:

“Existem três grandes locutores: Zé Carlos, Osmar Santos e Luís Penido. Cheguei a comentar dois jogos com o Osmar, cheguei a trabalhar com o Penido, mas nunca trabalhei com Zé Carlos, o melhor de todos. Gostaria de ter recebido um convite, sinto-me frustrado por nunca ter comentado um jogo com ele”.

Garotinho pensa o mesmo. Para ele, Chico é um dos três maiores artistas que o ajudaram. (…) E dele, guarda um ensinamento sábio, passado quando se conheceram nos anos 60 no estúdio da Rádio Globo: “A maior fonte de criação é o povo e, em contato com o povo, você aprende muito”.

“Sempre fomos chegados. Eu queria fazer um “Coalhada” (um dos grandes personagens de Chico) com ele, mas não teve jeito, não sei porque não foi possível. O vejo sempre aos domingos, gosto muito dele como pessoa e profissional também”, relata Chico.

(…) A relação de Garotinho com Chico Anysio sempre foi muito boa. Bruno Mazzeo, filho do humorista, foi um dos “torcedores do futuro” quando criança, e Chico já nem se lembra mais dos inúmeros bordões que sugeriu a Zé Carlos, mas sabe que sempre deu muitas ideias.

“Os bordões fazem o locutor, têm de existir. O Zé Carlos tem e usa na hora exata, não atrasa um segundo, você não perde um lance com ele. É um dos poucos que consegue inserir a propaganda sem você perder o jogo, o que é uma coisa difícil. Zé Carlos é um espetáculo!”, finaliza Chico”.

E o salário, ó!…

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O Show do Apolinho, na Rádio Tupi (RJ), veiculou uma reportagem especial sobre a perda de Chico Anysio.

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No programa Ensaio, da TV Cultura, Chico falou dessas suas passagens pelo rádio.

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Um de seus personagens mais marcantes, Alberto Roberto, em ação, entrevistando Galvão Bueno, que parece ter se divertido muito com essa participação em um quadro dos primórdios do Zorra Total.

Pró-memória

domingo, 22 de março de 2009

 

Rádio Paulista, uma rádio sem identidade

Neste sábado eu estava conversando via Twitter com o considerado Anderson Diniz Bernardo. Ele me perguntou se eu lembrava de uma apresentadora da extinta Rádio Atual chamada Bárbara, que entre os anos de 1993 e 1994 comandava o horário entre meia-noite e 04h. Respondi que não. Contudo, uma série de twittadas anteriores por parte dele me chamaram a atenção: falava da Rádio Paulista, que opera aqui em São Paulo nos 560Khz.

José Maria Marin é um nome conhecido da política e do futebol de São Paulo. Ele foi vice-governador de São Paulo, na gestão de Paulo Maluf (que começou em 1978). Assumiu o cargo de governador quando Maluf se licenciou para concorrer a uma cadeira a deputado federal nas eleições de 1982. Além disso, foi manda-chuva da Federação Paulista de Futebol e tem ligações com o São Paulo Futebol Clube.

Marin é proprietário da Rede Associada de Rádiodifusão Ltda. que ganhou a concessão para os 560Mhz em São Paulo. Com o nome de Rádio Paulista, ela iniciou suas transmissões de forma experimental, em 1989, com música e comunicadores. No entanto, poucos meses depois, ela passou a veicular uma programação de responsabilidade da igreja Deus é Amor.

Desde então, a Rádio Paulista nunca mais teve programação própria, nem que seja por poucas horas. O Anderson lembrou que durante uma certa época ela transmitiu o conteúdo fornecido pela Legião da Boa Vontade. Atualmente, os programas da Deus é Amor dominam novamente a frequência. O que se lamenta na história de vinte anos da Rádio Paulista é o fato dela não possuir uma identidade.

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=28827