Rádio 102.3 lança campanha para reforço de posicionamento de marca

102.3, há mais de três décadas, é sinônimo de música boa, lifestyle, sofisticação e exclusividade. Do pop ao jazz, do rock ao blues, sempre com clássicos e novidades, a rádio mescla programação informativa com curadoria musical leve e orgânica. Para resgatar os anos de história e a confiança do público que a fizeram chegar até aqui, a rádio lança uma campanha 360º, reforçando o posicionamento da marca.  

Criado pela agência Kreative, o filme (veja abaixo) apresenta a relação da emissora com a música, destaca o sentimento de pertencimento e reafirma o posicionamento traduzido no conceito “A melhor playlist do rádio”. A partir de agora, a 102 também ganha uma nova linha gráfica e identidade visual, que trazem um estilo elegante e aspiracional. Alexandre Fetter, líder de produto da rádio, destaca:  

– A 102.3 é a rádio que acolhe, conforta, entretém e diverte a galera que viveu intensamente os anos 80 e 90.   

O projeto também se materializa no jornal (anúncios), no rádio (spots) e no digital, além de ações especiais de endomarketing e para parceiros do mercado. Com programação diária, o sucesso da emissora passa pelo time de comunicadores, formado por Denise Cruz, Julio Fürst, Leandro Bortholacci, Martin TJ e Sara Bodowsky e com a curadoria de Alexandre Fetter. 

Morre Voltarie Porto

Por Rodney Brocanelli

Apresentador da Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Voltarie Porto foi encontrado sem vida por familiares em sua casa na última terça (13). Ele estava na emissora desde 2007. Nos últimos anos, apresentava o Bom Dia, jornalístico que abria a programação da emissora. Além disso, Porto também trabalhou na Record TV, do mesmo grupo. Nela, comandou as versões regionais do Balanço Geral e do Cidade Alerta. Deixou a tevê em março deste ano, ficando apenas no rádio. Tinha 47 anos.

Leia abaixo a nota de pesar emitida pela Guaíba:

Rádio Guaíba lamenta profundamente a morte do jornalista e apresentador Voltaire Porto, ocorrida nesta terça-feira.

Voltaire comandava o programa Bom Dia, um dos mais tradicionais da grade da emissora, entre segunda e sexta-feira, das 5h30min às 7h.

Profissional versátil, dono de uma espontaneidade ímpar e detentor do dom da comunicação, o jornalista tinha uma audiência cativa.

Os amigos e colegas se solidarizam com a família neste momento de profunda dor.

O velório ocorre nesta quarta-feira, a partir das 15h30min, na capela 9 do Cemitério João XXIII (Av. Natal, 60), em Porto Alegre. O sepultamento está marcado para as 19h, no mesmo local.

A triste notícia foi dada pela Rádio Guaíba durante o programa Contraponto, apresentado por Fabiano Brasil na noite da terça-feira.

Veja abaixo a última edição do Bom Dia sob o comando de Voltarie Porto.

Feliz FM retorna à Grande São Paulo e toma o lugar da Play FM

Por Rodney Brocanelli

O final de 2022 nos apresenta uma grande reviravolta no dial da Grande São Paulo. A Feliz FM, fora do ar nesta região desde 2019 está preparando seu retorno triunfal. E será em uma frequência por um grande grupo de comunicação. A partir do dia 1º de janeiro, a emissora ligada à Comunidade Cristã Paz e Vida passa a operar em 92,1Mhz. Essa frequência hoje veicula a programação da Play FM, projeto voltado ao segmento adulto controlado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. As informações foram divulgadas nesta quarta (14) pelo Tudo Rádio.

Não deixa de ser uma movimentação interessante. A Feliz FM por muitos anos entrou no ar via 92,9Mhz, faixa que por muitos anos foi propriedade do mesmo grupo que edita o jornal O Estado de S. Paulo. Em 2019, ela foi vendida ao empresário Carlos Massa, o Ratinho, que colocou no ar a sua Massa FM.

Na ocasião, em uma tentativa de se manter no ar, o pastor Juanribe Pagliarin fez um apelo solicitando contribuições em dinheiro. “Precisamos que 50 mil ouvintes se levantem e depositem cada um R$ 1000,00 para calarmos a boca do inimigo que está querendo calar a Feliz FM”, disse.

Aliás, a manifestação de Juanribe deu o que falar na época. Ele disse (e o áudio está aí para quem quiser ouvir) que sua rádio daria lugar à Linguiça FM. O grande problema é que essa rádio nunca chegou a existir. Ela era parte de uma campanha publicitária de uma empresa de comunicação (clique abaixo para ler).

Dois anos depois, e uma pandemia no meio, muita coisa mudou. Quem pedia dinheiro antes, hoje consegue desalojar um grande player da comunicação brasileira.

A frequência dos 92,1Mhz pertence à Rede Metropolitana e a sede de sua concessão é em Mogi das Cruzes. Várias projetos já foram ao ar por ela: a Líder FM, da própria Metropolitana, a Emoção FM, da Record/IURD. A parceira com o Grupo Bandeirantes se iniciou com o lançamento da Rádio SulAmérica Trânsito, em 2007. Em 2020, após a explosão dos aplicativos de rotas, o projeto de uma emissora de prestação de serviços no trânsito foi descontinuado. No mesmo ano, surgiu a Play FM.

O blog Radioamantes procurou a assessoria de imprensa do Grupo Bandeirantes no final da manhã desta quarta para falar sobre o futuro da Play FM. Até o momento da publicação deste post, por volta das 18h20, não houve qualquer resposta. Caso ocorra alguma manifestação, ela será devidamente registrada.

“Troféu Isabelly Morais”: três narradores gritaram gol 50 ou mais vezes após 60 partidas

Por Edu Cesar, do Papo de Bola, especial para o Radioamantes

Ao longo de toda a Copa realizada no Catar, tenho destacado no Twitter a cada jogo as emissoras que os transmitem e seus narradores, servindo como uma indicação de alternativas para quem eventualmente não quiser o som das exibidoras televisivas e de internet.

E nos 60 jogos realizados entre primeira fase, oitavas e quartas-de-final, quem narrou mais gols? A lista abaixo destaca isso, trazendo a quantidade de gols e de jogos, além da média de gols por jogo. Três locutores gritaram “goool!” cinco dezenas de vezes ou mais: Guilherme Lage, Ulisses Costa e Alexandre Costa.

Mas por motivo chamo essa contabilidade de “Troféu Isabelly Morais”? Não é apenas por curtir o trabalho da profissional da Bandeirantes desde seu começo como narradora naquele América Mineiro 2 x 0 ABC pela Inconfidência em 2017, mas porque relatou um lance histórico que, infelizmente, está fora desta conta toda.

Portugal 3 x 2 Gana não foi transmitido pela RB, que preferiu um pré-jogo espichado da Seleção Brasileira. Isabelly cobriu a partida em posto durante o “Concentração”. Um polêmico pênalti permitiu a Cristiano Ronaldo ser o primeiro jogador a marcar ao menos uma vez em cinco Copas do Mundo masculinas consecutivas.

Aí entrou o feito da Isabelly: incentivada no ar pelos apresentadores Milton Neves e Ricardo Capriotti, ela narrou o pênalti e o gol histórico – não só pelo lance em si, mas porque possivelmente pela primeira vez houve uma narração feminina de gol de Copa do Mundo masculina no dial AM/FM comum.

Ocorre que foi o único gol narrado, sendo os outros quatro reportados, alguns até saídos quando o programa estava no intervalo comercial. Para não deixar passar batido o fato pelo simbolismo que possui, nomearei esta contabilidade especial desta forma em homenagem à repórter que narrou um momento eterno dos Mundiais: “Troféu Isabelly Morais”.

Em tempo: a contabilidade abaixo trará não 40 vozes, como foi na primeira publicação após a fase de grupos, mas sim 41. O último locutor a narrar ao menos um jogo de Copa do Mundo foi Renan Moura, da Globo/CBN carioca. Ele transmitiu França 3 x 1 Polônia, nas oitavas-de-final.

TOTAL DE GOLS POR NARRADOR A QUATRO JOGOS DO FIM DA COPA

56 gols em 16 jogos (média de 3,50): Guilherme Lage (Transamérica)

54 gols em 18 jogos (média de 3,00): Ulisses Costa (Bandeirantes)

50 gols em 15 jogos (média de 3,33): Alexandre Costa (Jornal)

48 gols em 15 jogos (média de 3,20): Gustavo Manhago (Gaúcha)

45 gols em 12 jogos (média de 3,75): Silva Júnior (BandNews)

43 gols em 15 jogos (média de 2,86): Marcelo de Bona (Gaúcha)

42 gols em 12 jogos (média de 3,50): Vinícius Moura (CBN SP)

41 gols em 11 jogos (média de 3,72): Hugo Lago (Globo/CBN RJ)

37 gols em 11 jogos (média de 3,36): Domenico Gatto (Energia)

36 gols em 11 jogos (média de 3,27): José Carlos Araújo (Tupi)

36 gols em 13 jogos (média de 2,76): Fausto Favara (Jovem Pan)

36 gols em 14 jogos (média de 2,57): Marcelo do Ó (BandNews)

35 gols em 11 jogos (média de 3,18): Fernando Camargo (Energia) e Gabriel Dias (Jovem Pan)

33 gols em 13 jogos (média de 2,53): José Manoel de Barros (Jovem Pan)

31 gols em 12 jogos (média de 2,58): Rogério Assis (Bandeirantes)

29 gols em 11 jogos (média de 2,63): Luís Cláudio de Paula (Energia)

29 gols em 12 jogos (média de 2,41): Aroldo Costa (Jornal)

28 gols em 8 jogos (média de 3,50): Antônio Carlos (Itatiaia)

28 gols em 9 jogos (média de 3,11): Ênio Lima (Itatiaia)

27 gols em 11 jogos (média de 2,45): Éder Luiz (Transamérica)

25 gols em 10 jogos (média de 2,50): Luiz Penido (Tupi) e Pedro Ernesto Denardin (Gaúcha)

24 gols em 8 jogos (média de 3,00): André Silva (Gaúcha)

24 gols em 10 jogos (média de 2,40): Edson Mauro (Globo/CBN RJ)

23 gols em 9 jogos (média de 2,55): Mário Henrique (Itatiaia)

21 jogos em 9 jogos (média de 2,33): Oscar Ulisses (CBN SP)

20 gols em 5 jogos (média de 4,00): Bruno Cantarelli (Transamérica)

18 gols em 6 jogos (média de 3,00): Rogério Silva (Jornal)

17 gols em 9 jogos (média de 1,88): Oswaldo Maciel (Transamérica) e Pedro Martelli (Bandeirantes)

15 gols em 7 jogos (média de 2,14): Nilson Cesar (Jovem Pan)

15 gols em 10 jogos (média de 1,50): Napoleão de Almeida (BandNews)

14 gols em 9 jogos (média de 1,55): Luciano Périco (Gaúcha)

13 gols em 5 jogos (média de 2,60): Jota Santiago (Tupi)

10 gols em 7 jogos (média de 1,42): Zé Henrique (Energia)

8 gols em 5 jogos (média de 1,60): Edílson de Souza (Transamérica)

6 gols em 6 jogos (média de 1,00): Marcelo Araújo (Jornal)

5 gols em 1 jogo (média de 5,00): Yuri Queiroga (BandNews)

4 gols em 1 jogo (média de 4,00): Renan Moura (Globo/CBN RJ)

1 gol em 1 jogo (média de 1,00): João Paulo Cappellanes (Bandeirantes)

Crédito da Imagem: Agência Brasil

Decepção do Brasil faz com que craques da narração tenham um vazio em seus currículos

Por Rodney Brocanelli

Oscar Ulisses, da CBN, e Nilson Cesar, da Rádio Jovem Pan, craques da narração esportiva, seguem sem narrar um título brasileiro de campeão mundial. Um grande vazio em seus gloriosos currículos. Mais uma vez a culpa não é deles. A seleção brasileira que decepcionou novamente, ao ser desclassificada pelos croatas nas cobranças de tiros livres da marca do pênalti.

Por ocasião da Copa da Rússia, em 2018, o blog Radioamantes fez um levantamento sobre o momento que cada um vivia na carreira em suas respectivas emissoras, por ocasião dos mundiais, a partir de um alerta feito pelo jornalista Celso Luís Gallo. Clique no link abaixo para ler.

Novas anotações sobre a cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

Por Rodney Brocanelli

Algo que incomoda muito em algumas transmissões futebolísticas, em rádio ou tevê, é tentar prever o que vai acontecer. Com o 1 a 0, já tinha narrador chamando plantão para informar que o Brasil iria pegar Argentina ou Holanda, sem colocar nada no condicional. Tinha gente até dizendo que iria deixar de ir ao cinema (as salas do Catar são de qualidade?). Pouco depois, a seleção brasileira levava o gol de empate. O resto o amigo leitor já sabe. Antes, esses profissionais tivessem bola de cristal para prever o futuro. Seriam milionários e aposto que não estariam no Catar e sim em uma ilha paradisíaca tomando um solzinho e uma birita. O jeito vai ser assistir ao filme do Pelé.

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E teve abraço para político durante a transmissão de Brasil x Holanda. Desta vez, foi para prefeito de capital. Não teve saudação para o presidente eleito, por que será?

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O sempre alerta Edu Cesar fez uma observação importante: resta ver como rádios como Bandeirantes, Gaúcha e Itatiaia (e acrescento a Band News) deverão se comportar após a desclassificação do Brasil. Certamente, muitos profissionais dessas emissoras citadas que estão no Catar já deverão estar arrumando as malas a fim de voltar pra casa. O Edu imagina que seja uma debandada em massa e que pouquíssimos profissionais permaneçam no país. Eu espero que não, mas entendo. Trata-se de um país muito caro.

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Outra questão a ser observada é o revezamento, que foi algo constante em muitas emissoras que transmitiram os jogos da Copa. Luiz Penido, da Super Rádio Tupi, e Luis Claudio de Paula, da Energia 97, narraram a desclassificação do Brasil (ou o triunfo da Croácia, dependendo do ponto de vista, é claro).

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José Carlos Araújo, também da Tupi, narrou Argentina x Holanda.

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Ausência sentida na transmissão de Brasil x Coreia do Sul, Washington Rodrigues, o Apolinho, voltou à cobertura da Copa pela Super Rádio Tupi na transmissão da partida entre Brasil x Croácia.

Luciano Potter, comunicador do Grupo RBS, deu sequência ao seu lado “repotter”, foi almoçar no mesmo restaurante em que é servida a tal “carne de ouro” e fez uma bela descrição da experiência no Show do Esporte, da Rádio Gaúcha. Ouça aqui.

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Esta coluna volta após a grande final da Copa do Mundo ou antes, em edição extraordinária.

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Ouça abaixo a narração de Pedro Ernesto Denardin para (mais uma) desclassificação do Brasil.

Outras anotações sobre a cobertura do rádio na Copa do Mundo

Por Rodney Brocanelli

Pedro Ernesto Denardin voltou a narrar um jogo do Brasil nesta Copa. Ele comandou a transmissão da goleada contra a Coreia do Sul pelo placar de 4 a 1 pela Rádio Gaúcha. No último jogo da fase de grupos, Marcelo de Bona transmitiu a derrota para Camarões. Pedrão esteve com a voz firme e forte.

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Plantão do revezamento: narraram este jogo do Brasil nas quartas Domenico Gatto, pela Energia 97 e José Carlos Araújo, pela Super Rádio Tupi.

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Quem surpreendeu foi a Itatiaia. Mario Caixa fez dois jogos seguidos da seleção brasileira: contra os camaroneses e contra os coreanos. Ênio Lima transmitiu o jogo contra a Tunísia.

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Por falar em Itatiaia, a emissora mineira foi a que mandou a maior quantade de profissionais ao Catar: 20 ao todo. No entanto, isso não significa a transmissão de uma grande quantidade de jogos. Japão x Croácia, partida que interessava muito ao torcedor brasileiro, foi deixada de lado e em seu lugar entrou uma edição do Rádio Esportes.

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A Nova FM, do Rio de Janeiro estava entrando em cadeia com a Super Rádio Tupi para a transmissão dos jogos do Brasil. E as transmissões da dupla Garotinho-Penido também podem ser ouvidas pela Rádio Central, de Campinas.

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Pelo tom de voz que adota nas jornadas esportivas, Eduardo Gabardo, da Rádio Gaúcha, pode ser chamado de “repórter João Gilberto”. Algo diferente.

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Eduardo Castro, que apresenta o principal telejornal da Band News TV, atuou em várias transmissões da Rádio Bandeirantes como comentarista, especialmente nas partidas das seleções africanas. O jornalista morou muitos anos em Moçambique e de lá acompanhou as grandes competições do futebol no continente africano.

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Informa o sempre solerte Edu Cesar, do Papo de Bola: Renan Moura, da CBN/Globo, do Rio, foi o 41º narrador a transmitir um jogo nesta competição. Ele transmitiu a vitória da França sobre a Polônia.

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Zé Henrique narrou pela Energia 97 a partida entre Holanda x Estados Unidos. Talvez pelo nome, poucos lembrem de quem se trata. Ele é o Zé Mistério, que por muitos anos narrou jogos do Palmeiras na Web Rádio Verdão. Mais um bom exemplo de quem surgiu no rádio web e agora está mostrando seu talento no rádio dial.

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No post passado, falamos aqui de revezamentos históricos de narradores ao longo das Copas do Mundo. Então lá vai mais uma pitadinha histórica. Em 1978, na Rádio Gazeta, de São Paulo, Jota Jr. narrou a decisão do terceiro lugar do Mundial na Argentina, envolvendo Brasil e Itália. José Italiano havia feito todos os jogos da seleção brasileira até então. O Garganta de Aço foi deslocado para transmitir a grande final Alemanha x Argentina.

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Um aviso ao pessoal de rádio: está bem que alguns jogos da Copa são aborrecidos, mas não dá para deixar de lado a bola rolando e ficar passando o tempo com o estoque de curiosidades de histórias de almanaque. Neste domingo, o Radioamantes ouviu a transmissão de Inglaterra x Senenal. Em um determinado momento da segunda etapa, o narrador (um grande profissional, por sinal) passou a falar sobre dados históricos da seleção inglesa enquanto o jogo corria solto. E quem não está vendo o jogo por algum motivo e só tem o rádio, como fica? Tem um monte de gente que está no trânsito, nas estradas e não tem acesso às imagens da televisão. E mais. Existem muitos deficientes visuais que tem apenas na narração do rádio uma forma de poder acompanhar partidas de futebol. Tem que se pensar neles também.

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Força Pelé! Fique bem logo.

Morre Renato Otranto

Por Rodney Brocanelli

Morreu neste sábado (03) o jornalista e radialista Renato Otranto. Por muitos anos, ele trabalhou na Rádio Jovem Pan, como correspondente em Campinas. Ele participava ativamente da programação esportiva, com o noticiário de Guarani e Ponte Preta, os dois times da cidade. Participou também de jornadas esportivas envolvendo essas equipes. Também fez reportagens para o jornalismo geral da emissora. Além de se fazer presente no microfone da Pan, trabalhou no jornal Correio Popular.

A causa da morte não foi revelada oficialmente. Ele tinha 71 anos.

Tanto Guarani como Ponte Preta divulgaram notas de pesar. “Aos familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos e os votos de conforto”, diz a nota da equipe bugrina. Por sua vez, o rival destacou o lado profissional de Otranto. “Renato foi o “pai” de toda uma geração do jornalismo esportivo de Campinas. O amor com que tratava a profissão serviu de referência para recém-formados que miravam uma especialidade ainda em ascensão na época”.

Para a ACEESP (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), “Renato Otranto foi referência para toda uma geração do jornalismo esportivo de Campinas, por sua competência técnica e pelo incondicional amor que dispensava à profissão”, conforme diz nota divulgada no começo de madrugada deste domingo.

Otranto deixou a Jovem Pan em 2013. Muitos de seus ex-colegas se manifestaram via redes sociais.

Velório e enterro estão previstos para acontecer neste domingo, no cemitério da Saudade, em Campinas.

Ouça abaixo Renato Otranto em ação pela Rádio Jovem Pan.

Outras anotações sobre a cobertura da Copa do Mundo pelo rádio

Por Rodney Brocanelli

Pedro Ernesto Denardin não narrou o terceiro compromisso da seleção brasileira nesta fase de grupos da Copa do Mundo do Catar. Marcelo de Bona foi escalado para essa transmissão. No final do pós-jogo, Balanço Final, Pedro fez uma breve participação e disse que estava “entupido”. Pouco depois, ele comandou uma edição especial do Sala de Redação.

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E segue o rodízio de narradores nos jogos do Brasil na Energia 97. Fernando Camargo (ex-Bradesco Esportes) foi o titular de Camarões x Brasil. Domenico Gatto fez a estreia, contra a Sérvia. Por sua vez, Luiz Claudio de Paula transmitiu o jogo contra a Suíça.

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Luiz Penido irradiou o jogo do Brasil pela Super Rádio Tupi. E Mario Caixa levou as emoções da mesma partida pela Itatiaia. Ambos também estão no esquema de revezamento em suas emissoras. Espera-se que a seleção brasileira faça os sete jogos para conseguir administrar tantos narradores.

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Todos os citados narraram a derrota do Brasil para a seleção de Camarões: 0 x 1.

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Sem medo de errar, escrevo que o revezamento, antes pontual, é a grande novidade do rádio esportivo brasileiro em termos de Copa do Mundo.

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Pitadinha histórica, nos anos 1970, Fiori Gigliotti era o narrador principal da Rádio Bandeirantes. Nos mundiais de 1974 e 1978, respecitvamente, o Brasil participou da disputa do terceiro lugar e Flávio Araújo irradiou esses jogos.

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Por sua vez, em 1978, José Silvério fez jornada dupla: a decisão do terceiro lugar, envolvendo Brasil e Itália no sábado, e Argentina x Holanda, a final, no domingo. Tudo definido pelo Seu Tuta, o dono da Rádio Jovem Pan. Aquele final de semana foi complicado parao locutor porque ele teve um grave problema de saúde, com uma úlcera estourada. Silvério foi para o sacrifício e com mais um agravante: o segundo narrador já havia rumado para o Brasil.

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Em 1990, na Copa da Itália, Haroldo de Souza só conseguiu transmitir um jogo do Brasil naquela competição (contra a Costa Rica) porque ele foi falar com Nara, esposa de Nelson Sirotsky.

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Instituição no rádio esportivo do Rio Grande do Sul, a Rádio Gaúcha apelou para o duplex, ou, traduzindo, a transmissão simultânea de dois jogos. Isso foi útil porque os jogos da terceira rodada foram no mesmo horário para evitar possíveis marmeladas. O blog Radioamantes acompanhou a definição do grupo E que teve Gustavo Manhago em Espanha x Japão, e André Silva com Alemanha x Costa Rica.

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Homenageando o grande e saudoso Joelmir Beting. Para pensar na cama: será que um dia vamos ter duplex nos rádios esportivos do Rio e de São Paulo?

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A Rádio Bandeirantes interrompeu uma tradição que vinha das duas últimas copas anteriores. Ela não chamou ninguém de sua filial de Porto Alegre para a cobertura desta edição de 2022, pelo menos nesta primeira fase. Em 2014, Daniel Oliveira e Luiz Carlos Reche transmitiram Holanda x Austrália. Quatro anos depois, em 2018, Marco Antônio Pereira e Claudio Duarte foram convocados para a partida Uruguai x Arábia Saudita.

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Marcelo do Ó vem se destacando não apenas pelas suas transmissões na Band News FM, mas por sempre procurar mostrar detalhes de bastidores de cobertura em suas redes sociais. Em muitas das postagens, ele sempre lembra de sua trajetória e de quanto ralou para chegar a um grande evento como a Copa.

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Outro destaque é Luciano Potter, da Rádio Gaúcha. Ele tem participado das transmissões dos jogos de outras seleções, sempre como repórter (ou Repotter) nos estádios e conseguiu registrar declarações de estrelas internacionais do futebol. O craque francês não escapou do microfone de Potter, mas ele se limitou apenas a dizer um “thank you”. Bom, já é alguma coisa.

Quantos gols cada voz da Copa do Mundo no rádio narrou na primeira fase? (ou: “Troféu Isabelly Morais”)

Por Edu Cesar, do Papo de Bola, especial para o Radioamantes

Ao longo de toda a Copa realizada no Catar, tenho destacado no Twitter a cada jogo as emissoras que os transmitem e seus narradores, servindo como uma indicação de alternativas para quem eventualmente não quiser o som das exibidoras televisivas e de internet.

E nos 48 jogos realizados antes do início do mata-mata, quem narrou mais gols? A lista abaixo destaca isso, trazendo a quantidade de gols e de jogos, além da média de gols por jogo. Seis locutores gritaram “goool!” três dezenas de vezes ou mais: Silva Júnior, Guilherme Lage, Gustavo Manhago, Alexandre Costa, Marcelo de Bona e Ulisses Costa.

Mas por motivo chamo essa contabilidade de “Troféu Isabelly Morais”? Não é apenas por curtir o trabalho da profissional da Bandeirantes desde seu começo como narradora naquele América Mineiro 2 x 0 ABC pela Inconfidência em 2017, mas porque relatou um lance histórico que, infelizmente, está fora desta conta toda.

Portugal 3 x 2 Gana não foi transmitido pela RB, que preferiu um pré-jogo espichado da Seleção Brasileira. Isabelly cobriu a partida em posto durante o “Concentração”. Um polêmico pênalti permitiu a Cristiano Ronaldo ser o primeiro jogador a marcar ao menos uma vez em cinco Copas do Mundo masculinas consecutivas. Aí entrou o feito da Isabelly: incentivada no ar pelos apresentadores Milton Neves e Ricardo Capriotti, ela narrou o pênalti e o gol histórico – não só pelo lance em si, mas porque possivelmente pela primeira vez houve uma narração feminina de gol de Copa do Mundo masculina no dial AM/FM comum.

Ocorre que foi o único gol narrado, sendo os outros quatro reportados, alguns até saídos quando o programa estava no intervalo comercial. Para não deixar passar batido o fato pelo simbolismo que possui, nomearei esta contabilidade especial desta forma em homenagem à repórter que narrou um momento eterno dos Mundiais: “Troféu Isabelly Morais”.

TOTAL DE GOLS POR NARRADOR NA FASE DE GRUPOS

35 gols em 9 jogos (média 3,88): Silva Júnior (BandNews FM)

35 gols em 11 jogos (média 3,18): Guilherme Lage (Transamérica)

33 gols em 11 jogos (média 3,00): Gustavo Manhago (Gaúcha)

30 gols em 10 jogos (média 3,00): Alexandre Costa (Jornal)

30 gols em 11 jogos (média 2,72): Marcelo de Bona (Gaúcha)

30 gols em 12 jogos (média 2,50): Ulisses Costa (Bandeirantes)

29 gols em 8 jogos (média 3,62): Gabriel Dias (Jovem Pan)

24 gols em 8 jogos (média 3,00): Domenico Gatto (Energia) e André Silva (Gaúcha)

23 gols em 9 jogos (média 2,55): Fausto Favara (Jovem Pan)

22 gols em 6 jogos (média 3,66): Hugo Lago (Globo/CBN RJ)

22 gols em 7 jogos (média 3,14): Vinícius Moura (CBN SP)

22 gols em 8 jogos (média 2,75): Fernando Camargo e Luís Cláudio de Paula (ambos Energia)

22 gols em 9 jogos (média 2,44): Rogério Assis (Bandeirantes)

21 gols em 6 jogos (média 3,50): Ênio Lima (Itatiaia)

21 gols em 10 jogos (média 2,10): José Manoel de Barros (Jovem Pan)

20 gols em 5 jogos (média 4,00): Bruno Cantarelli (Transamérica)

18 gols em 9 jogos (média 2,00): Aroldo Costa (Jornal)

15 gols em 6 jogos (média 2,50): Luiz Penido e José Carlos Araújo (ambos Tupi)

15 gols em 7 jogos (média 2,14): Pedro Ernesto Denardin (Gaúcha)

14 gols em 7 jogos (média 2,00): Éder Luiz (Transamérica)

14 gols em 8 jogos (média 1,75): Luciano Périco (Gaúcha)

13 gols em 5 jogos (média 2,60): Antônio Carlos (Itatiaia)

13 gols em 6 jogos (média 2,16): Mário Henrique (Itatiaia) e Oswaldo Maciel (Transamérica)

13 gols em 8 jogos (média 1,62): Marcelo do Ó (BandNews FM)

12 gols em 4 jogos (média 3,00): Rogério Silva (Jornal)

12 gols em 6 jogos (média 2,00): Pedro Martelli (Bandeirantes)

11 gols em 6 jogos (média 1,83): Edson Mauro (Globo/CBN RJ)

10 gols em 7 jogos (média 1,42): Napoleão de Almeida (BandNews FM)

8 gols em 5 jogos (média 1,60): Oscar Ulisses (CBN SP), Nilson Cesar (Jovem Pan) e Edílson de Souza (Transamérica)

6 gols em 3 jogos (média 2,00): Jota Santiago (Tupi)

5 gols em 1 jogo (média 5,00): Yuri Queiroga (BandNews FM)

5 gols em 4 jogos (média 1,25): Marcelo Araújo (Jornal) e Zé Henrique (Energia)

1 gol em 1 jogo (média 1,00): João Paulo Cappellanes (Bandeirantes)

Eli Corrêa diz que Cléber Machado questionou músicas de Dalto e Ritchie

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o comunicador Eli Corrêa, atualmente na Rádio Capital, revelou uma história curiosa envolvendo o hoje narrador Cléber Machado, que está participando da cobertura da Copa do Mundo do Catar pela TV Globo com grande sucesso. De acordo com o relato do apresentador, Cléber, ocupando um cargo de gestão na Rádio Globo AM, de São Paulo, começou questionar algumas músicas, digamos, modernas, que Eli tocava em seus programas. “Quando eu toquei Dalto, ‘Muito Estranho’, e toquei o Ritchie com ‘Menina Veneno’, ele chegou para mim e falou assim: ‘você não acha que essas músicas não são condizentes com seu programa?’ Ele era o coordenador da rádio, era um garotão ainda”, disse.

Eli questionou o motivo e teve como resposta que elas eram muito modernas. Mesmo assim o Homem Sorriso do Rádio decidiu mantê-las no playlist.

Ainda nessa mesma entrevista, Eli Corrêa contou também sobre como começou a tocar Mamonas Assassinas. Segundo ele, o divulgador da então gravadora do conjunto levou o trabalho deles, mas disse que era apenas para curtir em casa. Elio ouviu, gostou e mandou colocar em seu programa a música Vira Vira. Isso provocou a reação de um colega, Paulo Barboza, que até fez uma enquete com os ouvintes para saber o que eles acharam da música. A resposta foi positiva.

Veja o trecho abaixo.

Festival de Música 100 anos de Rádio anuncia vencedores em show no Rio

Para encerrar as comemorações do centenário do rádio no país, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realiza a cerimônia de premiação do Festival de Música 100 anos de Rádio com um espetáculo especial no palco da Sala Cecilia Meireles, no Rio de Janeiro, no dia 6 de dezembro, terça-feira, às 20h.

A apresentação reúne os três finalistas de cada uma das cinco categorias da primeira edição do festival promovida em formato integrado pelas tradicionais emissoras públicas Rádio MEC e Rádio Nacional. As obras foram selecionadas através de voto popular e por meio da indicação da Comissão Julgadora. A iniciativa busca descobrir novos talentos musicais e estimular o lançamento de projetos inéditos.

Além de conferir a decisão ao vivo, direto da capital fluminense, o público também pode acompanhar na programação da Rádio MEC e da Rádio Nacional as atrações do evento que combina show com a solenidade de premiação. Os apresentadores Dylan Araújo e Raquel Júnia conduzem a cerimônia de reconhecimento.

O repertório traz a interpretação de canções que disputam o troféu com a participação dos artistas concorrentes. Também têm a performance da Nova Orquestra com a execução, em arranjo sinfônico, de obras representativas da história do rádio e da música brasileira que o veículo ajudou a impulsionar.

Os ingressos para o evento podem ser adquiridos na bilheteria da Sala Cecília Meireles a preço popular nos valores de R$10 (inteira) e R$5 (meia). Os bilhetes para a entrada também estão à venda através do site https://funarj.eleventickets.com.

Os interessados podem assistir ao especial na programação da TV Brasil. A produção será exibida na faixa musical da emissora no sábado, dia 10 de dezembro. O conteúdo transmitido na telinha do canal ainda vai ficar disponível nas plataformas digitais da EBC como o app TV Brasil Play.

Repertório do espetáculo

O show da Nova Orquestra resgata dez temas que celebram a história do rádio e ajudam a traçar um panorama sobre a música brasileira nos 100 anos do veículo. O repertório inclui dez sucessos do cancioneiro nacional em arranjo sinfônico com uma obra para cada década desde 1920.

As composições escolhidas são “Ô Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, representa os anos 1920; um pot-pourri do clássico “Carinhoso”, de Pixinguinha, e da marcha “Cantores do Rádio”, sobre 1930; uma obra de Villa-Lobos para ilustrar a década de 1940; a canção “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, rememora a Bossa Nova e a década de 1950.

A seguir, a Jovem Guarda é lembrada no sucesso “Festa de Arromba”, de Erasmo Carlos, que remete aos anos 1960. A Tropicália da década de 1970 inspira outro ícone: “Panis et Circencis”, música de autoria de Caetano Veloso e Gilberto Gil. O rock dos anos 1980 chega no hit “Exagerado”, de Cazuza.

Para destacar a MPB e a música sertaneja que marcaram época na década de 1990, a ideia é levar a plateia a cantar em coro “Evidências”. Uma música do grupo Tribalistas representa a nova geração da MPB nos anos 2000, enquanto a obra “Oração”, de meados de 2010, sucesso d’A Banda Mais Bonita da Cidade, encerra a sessão.

O espetáculo ainda tem a participação de uma banda base que interpreta as canções concorrentes das categorias música infantil, popular e regional. Os artistas aspirantes ao título participam da performance no palco da Sala Cecilia Meireles.

Os músicos ganhadores conquistam os troféus: Prêmio Rádio MEC de Melhor Música Clássica, Prêmio Rádio MEC de Melhor Música Instrumental, Prêmio Rádio MEC de Melhor Música Infantil, Prêmio Rádio Nacional de Melhor Música Popular e Prêmio Rádio Nacional do Alto Solimões de Melhor Música Regional.

Etapas, critérios de seleção e reconhecimento artístico

Festival de Música 100 anos de Rádio no Brasil organizado pela EBC em 2022 abriu inscrições em agosto para as etapas de seleção, divulgação e veiculação de obras inéditas. As canções classificadas foram ao ar na programação da Rádio MEC e da Rádio Nacional, de acordo com o perfil de cada emissora.

As produções escolhidas mediante votação popular na internet e análise da Comissão Julgadora também estavam disponíveis no site do festival. Os critérios do júri para avaliar as obras observaram a qualidade artística (música, letra, partitura e interpretação), originalidade e a qualidade da gravação. A equipe é formada por personalidades de notório saber ou em atividade na área musical e profissionais da EBC.

Os autores das composições inscritas no festival autorizam a execução na grade da Rádio MEC e Rádio Nacional, além de permitir a veiculação nas emissoras afiliadas que integram a Rede Pública de Rádios, bem como nos demais veículos da EBC, como a TV Brasil, e suas plataformas digitais.

Além da conquista do respectivo prêmio, os laureados ainda obtêm um reconhecimento artístico com a audiência dos ouvintes que podem acompanhar suas criações artísticas na programação. As músicas escolhidas nas fases decisivas repercutem junto ao público e nas emissoras.

Serviço
Festival de Música 100 anos de Rádio no Brasil


Show da final com cerimônia de premiação
Local: Sala Cecília Meireles
Endereço: Largo da Lapa, 47, Lapa, Rio de Janeiro
Dia: 6/12, terça-feira
Horário: 20h
Ingresso: R$10 (inteira) e R$5 (meia) na bilheteria ou https://funarj.eleventickets.com
https://festival.ebc.com.br

Rádio MEC na internet e nas redes sociais
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Como sintonizar a Rádio MEC
Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
Celular – App Rádios EBC para Android iOS

Fifa e AIPS prestam homenagem a jornalistas com mais Copas do Mundo no currículo

Por Rodney Brocanelli

Hoje foi um dia diferente para boa parte dos jornalistas que estão cobrindo a Copa do Mundo no Catar. Dentro de um evento chamado Jornalistas no Pódio, eles receberam uma homenagem da Fifa em parceria com a AIPS (International Sports Press Association), uma entidade internacional de cronistas esportivos. Uma pequena réplica da Taça Fifa foi entregue pelo craque Ronaldo (o Fenômeno) a 82 jornalistas do mundo todo que atingiram a um número superior de 8 coberturas da competição como credenciados. 11 profissionais brasileiros estão nesta lista. A cerimônia aconteceu no Virtual Staduim 1, em Doha.

Entre os brasucas homenageados, muitos nomes do rádio: Pedro Ernesto, da Rádio Gaúcha, com 12 participações, Osires Nadal (“o Parana te abraça”), da Rádio Lagoa Dourada, com 11, Éder Luiz, da Transamérica, com 10, Eraldo Leite, das rádios Globo/CBN, também com 10, Wellington Campos, da Rádio Itatiaia, com 9, Ricardo Capriotti, da Rádio Bandeirantes, com 8.

Galvão Bueno, que dispensa apresentações, tem 12 copas em seu currículo, Juca Kfouri, credenciado pelo UOL, tem 11 participações, Jorge Rodrigues, da Conmebol, tem 9, João Estevam Ramalho Neto e o narrador Luis Roberto, ambos da TV Globo, tem 9.

Sobre Juca Kfouri, curioso notar que em 1998 ele teve sua credencial negada pela Fifa, ainda na gestão de João Havelange, em um primeiro momento, mas que depois foi revertida após a péssima repercussão gerada pela medida.

A listagem completa pode ser vista aqui.

Dez anos sem Joelmir Beting

Por Rodney Brocanelli

Há dez anos, o jornalismo perdia um de seus expoentes. Joelmir Beting, homem de jornal, rádio e televisão, que com sua linguagem simples procurou descomplicar os meandros da economia. Seu início de carreira foi no jornalismo esportivo, trabalhando nos jornais Diário Popular e O Esporte. Quando percebeu que não iria conciliar a paixão pelo Palmeiras com a sua área de atuação, decidiu muda de área, em 1962.

Após ter passado pela Jovem Pan e rádio e tv Gazeta, Joelmir trabalhou muitos anos na Rádio Bandeirantes, como comentarista e depois integrante do Jornal Gente (ou Jornal da Bandeirantes Gente, como José Paulo de Andrade gostava de dizer). Nesse período, ele foi fazer o antigo Jornal Bandeirantes, na TV Bandeirantes.

Em 1985, ele se transferiu para a TV Globo e se destacou como comentarista do Jornal Nacional. Paralelamente às suas aparições nos meios eletrônicos, o jornalista manteve colunas nos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Retornou ao Grupo Bandeirantes em 2004. No rádio, voltou a fazer parte da bancada do Gente e em televisão, coapresentou o Jornal da Band e comandou o Canal Livre.

O anúncio de sua morte proporcionou um dos momentos mais tocantes da história do rádio. Ele foi feito ao vivo por um de seus filhos, Mauro Beting, que estava no ar pela Rádio Bandeirantes, trabalhando como comentarista da transmissão de São Paulo 0 x 0 Universidad Católica, partida que começara no dia anterior 28 de novembro de 2012 e era válida pela Copa Sul-americana.

Corria o Terceiro Tempo da madrugada do dia 28. O programa seguia seu ritmo normal. Houve espaço até para uma série de alfinetadas entre o apresentador Milton Neves e o então goleiro do São Paulo, Rogério Ceni (ouça aqui). Pouco depois, chegou a triste notícia. Mauro foi encarregado de informá-la aos ouvintes e à grande legião de fãs de Joelmir. Ouça abaixo.

Mais algumas anotações sobre a cobertura da Copa pelo rádio brasileiro

Por Rodney Brocanelli

Novidade na lista de rádios autorizadas a transmitir esta Copa do Mundo, a Energia 97 está revezando seus narradores nos jogos do Brasil. Luis Claudio de Paula (ex-Bradesco Esportes) narrou Brasil x Suíça. Domenico Gatto irradiou a estreia da seleção brasileira.

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E por falar em revezamento, José Carlos Araújo, o Garotinho, narrou Brasil x Suíça na Super Rádio Tupi.

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Mais uma de revezamento: na Itatiaia, Ênio Lima fez Brasil x Suiça. Por sua vez, Mario Henrique, o Caixa, esteve presente na estreia brasileira.

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Orgulho da Região Nordeste, a Rádio Jornal, de Recife, contou com a narração de Aroldo Costa para este segundo compromisso do escrete canarinho.

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Já recuperado de um problema na voz, Nilson Cesar transmitiu o segundo jogo do Brasil pela Jovem Pan.

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José Luiz Datena foi um dos comentaristas de Brasil x Suiça na Rádio Bandeirantes. Se a seleção brasileira vive a Neymardependência, o Grupo Bandeirantes tem a sua Datenodependência.

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Foi só elogiar. No post anterior, o Radioamantes destacou que a Rádio Gaúcha havia transmitido todos os jogos desta Copa, incluindo aqueles que se iniciam às 07 da manhã (aliás, sobre esses jogos falarei mais adiante). Na última sexta, a emissora deixou de lado Gales x Irã e no dia seguinte, um sábado ignorou Tunísia x Austrália.

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CBN/Globo (RJ) e CBN (SP) transmitem os jogos da Copa com equipes regionalizadas. Uma exceção se deu neste último final de semana quando houve a formação de rede Hugo Lago transmitiu Canadá x Croácia. Por sua vez, Vinicius Moura foi o responsável pelas emoções de Bélgica x Marrocos.

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Por falar em CBN, três registros positivos 1) Edson Mauro pela primeira vez em sua carreira como titular dos jogos do Brasil, no Rio de Janeiro, 2) a sobriedade de Oscar Ulisses e 3) a presença de Eraldo Leite no Catar.

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Aliás, um grande abraço ao Eraldo Leite.

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As emissoras de rádio estão agradecendo pelo fim dos jogos iniciados às 07 de manhã. Como já registramos (clique aqui para ver), muitas emissoras abriram mão da transmissão dessas partidas. Está certo que o cardápio apresentado nesse horário não foi o mais convidativo. Argentina x Arábia Saudita foi a exceção. Não deixa de ser estranha essa opção. Afinal, o preço pago pelos diretos de transmissão não foi barato. E tem rádio que está investindo mais, colocando seus profissionais no estádio. Sabe-se que o período matinal é o considerado horário nobre do rádio, que tem maior audiência e correspondente procura de patrocinadores. Agora, se existe um evento especial não seria o caso de negociar com aqueles que já anunciam na programação normal? Uma semana a mais de veiculação após o fim do contrato de veículação não faz mais a ninguém.

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O Radioamantes ouviu dois jogos em uma mesma rádio: a estreia do Brasil e o parto da montanha que foi a vitória da Argentina sobre o México. Chamou a atenção o excesso de abraços, muitos deles mandados durante a bola rolando. Após um aviso do sempre solerte Edu Cesar, percebeu-se que as saudações foram endereçadas a diretores, presidentes e “cabeças coroadas” dos patrocinadores. É uma forma de driblar a proibição dos foguetes publicitários durante os jogos. Até aí, tudo bem. O grande problema começa quando os abraços são enviados a políticos, muitos deles deputados estaduais.

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Enquanto escrevo este texto, ouço pela Rádio Oriental, de Montevidéu, a partida entre Portugal x Uruguai. Narração de Javier Máximo Goñi. Os patrocinadores de emissora são divulgados durante a partida sem qualquer tipo de problema. Um locutor destacado especialmente para isso lê os textos do estúdio.

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Como já deve ser de conhecimento geral, a Globo não detém mais a exclusividade total da Copa do Mundo. Ela vai apenas transmitir a próxima edição, em 2026, sem a possiblidade de revender direitos a outros veículos. Ou seja, a negociação deverá ser feita diretamente com a Fifa. Vamos aguardar para saber se a entidade máxima do futebol mundial deverá mais flexível ou não, especialmente com o meio rádio.

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Aguarem pelas próximas anotações. Mais uma vez, o Radioamantes agradece a Edu Cesar. Ouça abaixo a narração de Aroldo Costa para o gol de Casimiro, que livrou o Brasil do sufoco.