Batalha do Sarriá completa 40 anos; ouça narrações de rádio

Por Rodney Brocanelli (*)

O dia 5 de julho marcou uma das datas mais tristes na história da seleção brasileira de futebol. Jogando no estádio Sarriá, em Barcelona, os comandados de Telê Santana perdiam para a Itália pelo placar de 3 a 2 e davam adeus à Copa que no ano de 1982 era disputada na Espanha. Mesmo com as conquistas de 1994 e 2002, torcedores e jornalistas se perguntam até hoje sobre o que deu errado naquele dia. Bastava apenas um empate para que o Brasil chegasse às semifinais. Mas a Squadra Azurra apareceu pelo caminho. Além de adiar o sonho da conquista do título mundial, aquele resultado serviu para sepultar de vez a prática do futebol arte. Desde então, tivemos apenas alguns lampejos que apareciam de forma individual, graças ao talento de Romário e Ronaldo, cada um em sua época.

O blog Radioamantes leva você de volta ao dia 5 de julho de 1982. A nossa máquina do tempo é o rádio.

O quinto sinal da Rádio Bandeirantes marcava pontualmente 12h15, 16h15, horário local. Fiori Gigliotti anuncia o início da partida.

Para espanto geral, a Itáia saia na frente, logo aos 4 minutos de partida. Defesa brasileira vacilou. Paolo Rossi marcava, de cabeça. José Silvério estava na Jovem Pan.

A resposta brasileira não tardou. Sócrates recebeu um belo lançamento de Zico e avançou até entrar na área. O goleiro Dino Zoff tentou fechar o ângulo. Mas o Doutor, com o sangue frio que lhe era pecuilar, mandou para o gol. Osmar Santos narrou esse lance na Rádio Globo.

Mas Paolo Rossi se aproveitava mais uma vez de uma falha da defesa brasileira para marcar o segundo gol da Itália. O lance pegou muita gente desprevenida. José Silvério narrou esse lance na Jovem Pan.

No segundo tempo, o Brasil veio com tudo para tentar ao menos o empate. Falcão, na época o Rei de Roma, mandou um belo chute de média distância. E um detalhe que a televisão não mostrou: Cerezo, um dos responsáveis pelo lance que originou o segundo gol da Itália, chorou de emoção. José Silvério observou bem esse detalhe na Pan.

Armindo Antônio Ranzolin traduziu na Rádio Guaíba todo o orgulho pelo gol do “compatriota” Falcão.

E mais: a emoção de Willy Gonser, enaltecendo o corta luz de Cerezo, pela Rádio Itatiaia.

Mas aquela não era a tarde do Brasil. Em um escanteio aparentemente inofensivo, a Itália chegaria ao seu terceiro gol. Mais uma vez, Paolo Rossi. Flávio Araújo, então na Rádio Gazeta (SP) não escondeu a decepção.

Na Rádio Nacional, o garotinho ligeiro José Carlos Araújo ficou de queixo caído com o gol de Rossi.

O Brasil quase conseguiu o empate em uma cabeçada do zagueiro Oscar. O goleiro Dino Zoff operou um verdadeiro milagre. José Carlos Araújo, na Rádio Nacional, viu essa bola no gol.

Não teve jeito para o Brasil. O árbitro israelense (o Wikipedia diz que ele tem também nacionalidade romena) Abraham Klein apitou o fim de jogo. A perplexidade tomava conta da torcida brasileira. Fiori Gigliotti traduzia bem esse sentimento na Rádio Bandeirantes.

Passado o impacto da derrota, nada melhor que uma avaliação fria para se concluir em que a seleção brasileira errou. Eis a palavra de João Saldanha, então na Rádio Tupi. A metáfora do macaquinho é impagável.

(*) post atualizado e republicado. O original foi divulgado há dez anos (veja aqui). Estamos mesmo ficando velhos.

Arquivo Guaíba relembra a história de Gérson, craque do Inter que foi diagnosticado com HIV

Por Rodney Brocanelli

No último final de semana (18 e 19), o Arquivo Guaíba veiculou uma edição especial de aproximadamente duas horas relembrando a história do jogador Gérson. Destaque do Internacional no início da década de 1990, atuando como centroavante, ele teve de parar com sua carreira após ser diagnosticado com o vírus HIV.

O programa veiculou reportagens de arquivo, datados do ano de 1992 (portanto, há 30 anos) entremeadas com um depoimento recente de Andréa da Silva, com quem Gérson estava casado na ocasião. Em alguns momentos, ela disse ter ficado emocionada ao ouvir esses registros.

Chama a atenção um dos áudios que é de uma entrevista de Luiz Carlos Reche, então repórter da Guaíba, feita com Gérson e sua então esposa na residência do casal. Nos dias de hoje, com atletas de futebol sendo blindados por assessorias, algo do tipo seria impensável.

O programa fez um bom painel de todos os acontecimentos daquela época, com áudios de entrevistas também de médicos e dirigentes do Internacional.

A produção é de Rodrigo Ramos e a apresentação de Luís Magno. Ouça abaixo.

Maria Luiza Benitez: a pioneira na reportagem de futebol no Brasil

Por Rodney Brocanelli

Maria Luiza Benitez, cantora, locutora, jornalista, apresentadora, jogadora de futebol, foi a primeira mulher a fazer reportagem de campo em transmissões de futebol. Benitez, atualmente na Rádio Guaíba, de Porto Alegre, concedeu uma entrevista ao podcast Dus 2 na última sexta (20), em que contou esses e outros detalhes de sua trajetória na comunicação e na música.

Natural de Bagé, em 1969, Benitez escrevia uma crônica para o jornal Correio do Sul, da mesma cidade. Segundo ela, houve um convite vindo da Rádio Cultura, também de Bagé, para que ela participasse do jornal apresentado ao meio dia lendo seus textos. Com o tempo, passou a desempenhar outras atividades na emissora, comandando um programa infantil, programa sobre moda e lendo os avisos tradicionais em rádios do interior.

Foi o radialista Edgar Muza que a chamou para fazer reportagem de futebol, em 1970, ainda em Bagé. Na época, a reação do público que ia aos estádios não era simpática: “Puta! Puta! Puta!”. O xingamento em uníssono não abalou Benitez: “Eu abanava, sorria, distribuía brindes como se nada estivesse acontecendo”, disse. Sua atuação era limitada apenas ao campo de jogo, não havia acesso aos vestiários.

Foi por intermédio de uma reportagem assinada Edegar Schmidt na Folha da Tarde (RS) que a história de Maria Luiza Benitez como repórter de campo ficou conhecida em todo o Rio Grande do Sul.

Um belo dia, em 1976, Benitez decidiu ir até Porto Alegre foi bater logo na porta da Rádio Gaúcha. Após esperar muito, ela fez um teste de locução, de redação e ainda teve de criar um programa feminino: ” A Hora e a Vez da Mulher”.

Da Gaúcha ela foi trabalhar na Rádio Princesa, mas já pensando em um outro salto. Ela foi ouvida por um diretor da Rádio Guaíba e chamada para fazer um teste, em que desta vez ela leu diversos textos comerciais.

Sua rotina não era fácil. Como cantava na noite, Benitez saia direto de suas apresentações para fazer a locução no período da manhã. Entre uma intervenção e outra, ela tirava um cochilo em um piano de cauda que tinha na emissora e coberta com páginas do jornal Correio do Povo. Na crise que assolou a emissora, ela pediu para sair. Voltou algum tempo tempo, como locutora dos tradicionais noticiosos.

No papo conduzido por Cristiano Silva e Geison Lisboa, Benitez também falou sobre sua carreira musical, que começou até antes de sua carreira como comunicadora. Seu nome é intimamente ligado à música nativista (saiba mais o que é clicando aqui), lançou discos, CDs e faz shows pelo interior gaúcho.

Veja a íntegra da entrevista abaixo.

José Aldo Pinheiro na Super Rádio Tupi

Por Rodney Brocanelli

Calma, não é isso que vocês estão pensando. O narrador da Rádio Guaíba fez uma participação especial no programa de Clóvis Monteiro, na Super Rádio Tupi nesta última sexta, 29 de abril. Engana-se quem pensou que o tema foi algo ligado ao futebol. José Aldo Pinheiro entrou no ar para relatar dois casos policiais, chacinas ocorridas em um intervalo de 48 horas na cidade de Porto Alegre. A vítimas eram de classe média e as tragédias tiveram motivações financeiras. Ouça abaixo.

Clóvis Monteiro celebra aniversário da Rádio Guaíba

Por Rodney Brocanelli

Nesta sexta-feira (29), a Rádio Guaíba veiculou uma programação especial em comemoração aos seus 65 anos de existência (a data oficial da fundação é 30 de abril de 1957). Durante todo o dia, convidados especiais entraram no ar para as tradicionais felicitações e até mesmo contar suas experiências, como ouvintes, com a emssora. Um deles foi Clóvis Monteiro, comunicador da Super Rádio Tupi. Em uma mensagem pré-gravada e divulgada no programa Ganhando o Jogo, Clóvis disse ter conhecido a sede da Guaíba, no Edifício Caldas Júnior, em seu início de carreira. “Passado tanto tempo, tô aqui para saudar, viu Luís Magno, ao Zé Aldo Pinheiro, a todos os nossos colegas da Rádio Guaíba, tão importante na história da comunicação do Brasil, em especial de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul. Parabéns, Rádio Guaíba e parabéns ouvintes da Rádio Guaíba, esse ícone da comunicação no ano em que o rádio completa 100 anos aqui no Brasil”, disse. Ouça abaixo.

Cláudio Cabral é relembrado na Rádio Guaíba

Por Rodney Brocanelli

Na última quinta-feira (14), o programa Esperando o Futebol, da Rádio Guaíba, dedicou alguns minutos para relembrar o comentarista Cláudio Cabral. Não foi por acaso. A data marcava os dez anos de sua morte. Cristiano Silva e Carlos Guimarães falaram sobre a convivência com o Mestre Cabral, como ele era chamado pelos companheiros.

Durante a lembrança, foi rodado o trecho de uma homenagem feita na ocasião pela Rádio Bandeirantes, onde Cláudio Cabral trabalhava. No programa pós-jogo de Internacional x Cerâmica, partida válida pelo campeonato gaúcho de 2012, deu-se um jeito para que as notas dos jogadores do Inter fossem divulgadas pelo próprio Cabral.

Carlos Guimarães, que foi o âncora de toda a cobertura da morte de Cláudio Cabral pela Bandeirantes, em 2012, ficou comovido com a recuperação desse registro (ouça outros no post abaixo).

Cristiano Silva compartilha perda (e localização) de cartão de banco com ouvinte da Guaíba

Por Rodney Brocanelli

Neste sábado (09), o apresentador Cristiano Silva passou por momentos de fortes emoções durante o Vestiário, pós-jogo da Rádio Guaíba ao dar por falta de seu cartão de banco. No entanto, não sua preocupação não durou muito tempo. Tudo isso devidamente compartilhado com os ouvintes da emissora. Ouça abaixo.

Rádio Gaúcha celebra 95 anos e renova posicionamento de marca

A Gaúcha comemora 95 anos de histórias ao lado de quem, diariamente, sintoniza na rádio para se informar sobre as notícias do Estado, do país e do mundo. Desde 1927 no ar, se consolidou porta-voz de confiança de milhares de pessoas que acompanham as coberturas esportivas e a programação breaking news da emissora. Resgatando os símbolos que a fizeram chegar até aqui, a rádio celebra a data histórica com conteúdos especiais para os ouvintes e um novo posicionamento de marca.

Para festejar o aniversário ao lado do público, nesta terça-feira (08), os programas Gaúcha Hoje, Atualidade, Timeline, Sala de Redação e Hoje nos Esportes estão sendo transmitidos diretamente do Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, enquanto o Gaúcha Mais está sendo produzido do Largo e da praia de Capão da Canoa. À noite, o Show dos Esportes será apresentado do Gaúcha Sports Bar. Durante esta semana, a rádio irá rodar sonoras e minientrevistas com histórias de ouvintes e sua relação com a Gaúcha nos programas Gaúcha Hoje, Timeline e Gaúcha Mais. A partir de agora, a rádio também terá a plástica renovada com trilhas e vinhetas atualizadas.

– A Gaúcha tem a tradição, mas também a leveza de quem está cheio de história pra contar. É uma alegria poder comemorar esses 95 anos olhando para um longo caminho que temos pela frente, sempre mantendo a conexão, a informação e a emoção que são típicas do rádio. Estamos em constante renovação para acompanhar um público exigente e apaixonado por notícias daqui e por futebol – afirma a editora-chefe da Rádio Gaúcha, Andressa Xavier.

A Gaúcha posiciona-se como uma marca de jornalismo forte e contundente, com território, signos e identidade visual próprios e atualizados. A nova proposta amplia a percepção de valor para os públicos e retroalimenta o posicionamento do Grupo RBS em ser arena de temas importantes para o desenvolvimento do Estado.

A materialização desses elementos pode ser percebida no novo conceito: Gaúcha. A tua voz. O slogan traduz a pluralidade que a rádio proporciona, em que muitas vozes se somam para amplificar uma única: a dos ouvintes. Sempre presente na hora em que os fatos acontecem, reforça a agilidade, a tradição e a emoção que os gaúchos conhecem e confiam. É essa relação de proximidade que coloca a Gaúcha, há quase sete anos, como líder de audiência na Grande Porto Alegre – única emissora news do país com essa distinção.

– A Gaúcha é o palco onde os temas mais relevantes do Estado são debatidos, onde o público torce junto com seu time do coração. É uma grande companheira de quem vai pegar a Freeway para a praia ou para fugir dos alagamentos na Capital. Nosso microfone amplifica as causas locais, mas tem dimensão nacional. O novo posicionamento da marca tem o objetivo de traduzir esse jeitão da Gaúcha, o que ela significa para os gaúchos e, especialmente, o que os gaúchos significam para a marca. Estamos muito felizes com o resultado final, uma tradução da contundência e da emoção que todos os dias acompanhamos nas ondas da rádio. A RBS se orgulha muito dessa jovem senhora, que chega aos 95 anos mais atual do que nunca – destaca a gerente-executiva de Comunicação do Grupo RBS, Caroline Torma.

A aposta deste ciclo de transformação começou ainda em 2021, quando a RBS anunciou um investimento de R$ 70 milhões na modernização dos parques tecnológicos de rádio e televisão, no desenvolvimento de produtos e em digital até 2024, dos quais R$ 14 milhões serão destinados a suas operações de rádio. O aporte possibilita acelerar e intensificar a conexão da empresa com as principais tendências para o futuro do setor.

O novo momento da marca pode ser acompanhado por meio de uma campanha publicitária 360º que contempla peças para TV (VT 60’’ e redução de 30’’), jornal (anúncios), rádio (jingles e spots) e digital, além de mídia externa, ações especiais de endomarketing e para parceiros do mercado. O filme foi lançado nesta terça-feira (08), no Jornal do Almoço.

José Aldo Pinheiro conta histórias e elege Osmar Santos como o grande narrador da história

Por Rodney Brocanelli

Em entrevista ao podcast Dus 2, o narrador esportivo José Aldo Pinheiro, atualmente empunhando o microfone da Rádio Guaíba, de Porto Alegre, teceu fortes elogios a um colega que marcou história no rádio esportivo brasileiro: Osmar Santos. “Se nós podemos dizer que tem um narrador que alcançou um nível de perfeição na narração, este narrador é o Osmar Santos. Ele tinha dicção, ele tinha carisma, ele tinha improviso, ele tinha voz e ele tinha criatividade. Então, o Osmar tinha uma linguagem universal. O Osmar foi o grande narrador de todos os tempos”, afirmou.

Mesmo colocando Osmar no topo, ainda houve espaço para que outros grandes locutores fossem citados por Zé Aldo: “Nós temos um outro que desenvolveu com com perfeição a técnica da narração esportiva que é o (Armindo Antônio) Ranzolin, mas ele era um narrador com linguagem clássica, mas com característica de um comunicador regional. Não era tão universal como o Osmar Santos. Então, ele era um narrador mais conservador, atingia um público mais maduro”, disse.

Ainda na mesma resposta, Zé Aldo fez uma comparação entre Ranzolin e Osmar: “O Osmar pegava todos os públicos. Ele (Osmar) pegava o povão, mas ele pegava também a elite intelectual que se identificava com a linguagem dele”.

Outro profissional elogiado foi José Carlos Araújo, o Garotinho: “ele tem uma narração que não se desatualiza, que não envelhece porque ele é à frente do tempo dele. Ele nos anos 90 já narrava numa linguagem dos anos 2000. Ele cata na linguagem das pessoas das ruas os seus bordões. Essa linguagem do povo, toca no povo”, falou.

Mas a entrevista não ficou apenas nessa questão dos narradores. José Aldo Pinheiro falou sobre aspectos de sua carreira, iniciada precocemente, em São Luis Gonzaga. Ainda houve espaço para uma importante história de bastidores: ele foi convidado por Leonardo Meneghetti, diretor geral do Grupo Bandeirantes, em Porto Alegre, para voltar à Rádio Bandeirantes local, para um projeto em que narradores e outros integrantes da equipe de transmissão seriam identificados com os times locais.

O time que Zé Aldo iria acompanhar não foi revelado. Essa ideia seria igual ao que já faz a Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que tem uma equipe engajada transmitindo os jogos do Atlético-MG e outra cobrindo as partidas do Cruzeiro.

Como se nota pelo estilo de transmissão adotado pela Bandeirantes porto-alegrense, a medida não foi adotada, ao menos até agora.

Outra questão colocada na mesa foi a saída de Zé Aldo da Rádio Gaúcha. Embora ele tenha usado um tom comedido para abordar o tema, fica claro que a saída não foi amistosa.

O Dus 2 é comandado por Cristiano Silva e Geison Lisboa. Ouça e veja a íntegra abaixo.

Cristina Ranzolin informa que Armindo Ranzolin, seu pai, está com o mal de Alzheimer

Por Rodney Brocanelli

A edição deste final de semana (22/23) do Zero Hora, de Porto Alegre, trouxe um artigo escrito por Cristina Ranzolin, apresentadora do Jornal do Almoço, da RBS TV, também de Porto Alegre. O tema central é o estado de saúde de seu pai, Armindo Antônio Ranzolin, histórico narrador esportivo que fez carreira nos principais prefixos locais, entre os quais as rádios Guaíba e Gaúcha.

“Infelizmente meu pai tem Alzheimer, essa doença danada que no início provoca esquecimentos, aos poucos vai roubando a memória e depois vai trazendo outras complicações e limitando cada vez mais os pacientes”, escreveu Cristina.

Alguns parágrafos antes ela explicou a decisão de divulgar o estado de saúde de Armindo Ranzolin: “Os mais de 50 anos de carreira fizeram com que aqueles que ele chamava de amigos também acabassem considerando o Ranzolin um grande amigo, ou até alguém da família. E é para essas pessoas que resolvi escrever hoje. Muitos, mesmo depois de tanto tempo, não entenderam a sua aposentadoria e perguntam por onde ele anda e por que sumiu. Outros, quando veem uma postagem com fotos de minha família nas redes sociais, questionam por que ele não está ali…”.

Cristina informa seu pai está limitado. A voz não sai mais e as pernas já não permitem que ele caminhe. Porém, segundo ela, a família não poupa esforços para que ele se sinta confortável: “Minha mãe, eu e meu irmão fazemos todo o possível para que ele tenha conforto, estamos sempre atrás de tudo que possa lhe dar melhor qualidade de vida e bem-estar, mas sempre ficamos longe do que realmente gostaríamos de dar para ele”.

Leia o texto na íntegra, clicando no link abaixo.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2022/01/cristina-ranzolin-alo-amigos-ckyototcz008d01885vu821yn.html

Em abril 2020, em uma brevíssima entrevista à Rádio Guaíba, Cristina já havia antecipado que a situação de seu pai inspirava cuidados, mas sem citar diretamente a doença: “Meu pai está bastante limitado, infelizmente. Ele está adoentado há muito tempo. Agora ele está mais acamado. Ele está bastante debilitado. Tá indo, sabe? Ele é muito forte. Segue aqui com a gente, mas ele está, infelizmente,  numa situação difícil”, afirmou.

A apresentadora fez uma breve participação na rádio de um grupo concorrente por ocasião da reprise de dois jogos do arquivo da Guaíba com a narração de Armindo Antono Ranzolin. Saiba mais abaixo.

Falha da tv atrapalha transmissão das rádios em Inter x Chapecoense

Por Edu Cesar, do Papo de Bola

As rádios de Porto Alegre e Chapecó que fizeram Internacional 5 x 2 Chapecoense na manhã deste domingo quase foram atrapalhadas por uma falha técnica da televisão – e isso está registrado em vídeos e áudios no fim deste post. Foi o seguinte: o Premiere errou o tempo de exibição dos comerciais no fim do intervalo e o segundo tempo começou enquanto eles ainda eram exibidos (muitas vezes ao longo dos anos houve o hábito de exibidores televisivos pedirem para inícios e reinícios serem segurados até que viesse o OK deles, mas não foi o caso desta vez). A questão é que, ao invés de pegar o jogo em andamento – foram perdidos quarenta segundos neste erro -, o recomeço foi mostrado desde o início com atraso, logo, o primeiro minuto e meio foi visto com quarenta segundos de atraso, ficando na dependência de uma brecha para o realinhamento com o tempo absolutamente real da imagem ao vivo gerada diretamente do Beira-Rio até a Globosat no Rio de Janeiro. Tal realinhamento aconteceu quando deu falta para o Colorado e, logo após cerca de cinco segundos de close no técnico alviverde Pintado, veio enfim a imagem ao vivo com todo mundo já alinhado para a cobrança da infração.

Isto pegou de surpresa três das rádios esportivas do dial porto-alegrense. A que mais ficou vendida nessa brincadeira foi a Bandeirantes, a única com narração no estúdio e apenas e tão somente o repórter no estádio (enquanto as demais estão presencialmente ou com narrador e dois repórteres ou com narrador, comentarista e repórter). Assim que Ribeiro Neto terminou um comentário sobre o primeiro tempo, Thaigor Janke alertou que a bola voltara a rolar e que a televisão não estava mostrando – há monitores disponibilizados nas cabines de rádio do Beira-Rio e da Arena, o que sei que não necessariamente acontece em estádios de outras partes do Brasil e que permite que os presentes nelas tenham tanto a visão direta pelos próprios olhos quanto a chance de recuperar algo pela imagem do replay no televisor ao lado. Ribeiro e o apresentador Diogo Rossi ficaram evidentemente surpresos e Thaigor chegou a perguntar se precisaria narrar, mas o Diogo acionou Marcos Couto no mesmo momento e, devido à falha televisiva, o “Gigante do Vale” narrou o primeiro minuto e meio em cima da imagem mostrada com atraso, o que ficou perceptível quando o áudio-ambiente do Beira-Rio captou o apito na marcação da falta. Por causa disso, aliás (e como não poderiam imaginar que seria exatamente aí que haveria o realinhamento com a imagem ao vivo), trocaram momentaneamente o áudio-ambiente legítimo por um som falso de torcida pois o que seria persistir o atraso na imagem da TV, dar gol, a torcida gritar e o Marcão só poder narrá-lo depois de 40 segundos pois só então ele seria mostrado? Pouco depois, assim que perceberam que a TV voltou efetivamente ao vivo, voltou o áudio-ambiente legítimo também.

No caso da Grenal, ela estava com o narrador Jean Soares e dois repórteres no estádio. Kalwyn Corrêa (que não sei se trabalhou no estúdio ou de casa) seguia com seu comentário de intervalo e o Jean disse “começou” duas vezes, mas somente ao ser chamado nominalmente pelo narrador o comentarista interrompeu sua fala e veio o relato do jogo – claro, o Kalwyn jamais poderia imaginar que a televisão fosse cometer um erro desses e passar um minuto e meio com atraso de 40 segundos para o ao vivo. Na live da Grenal no YouTube, inclusive, deu para perceber neste momento o repórter Lucas Katsurayama fazendo uma cara de espanto, como que se perguntando: “mas o que diachos está acontecendo???” Na Guaíba, Gutiéri Sanchez (único comentarista no estádio dentre as quatro porto-alegrenses de dial aqui citadas) finalizava seu comentário e pôde ser escutado o apito de início do segundo tempo, mas o apresentador Geison Lisboa não percebeu isso e, baseado no que a TV mostrava, dava sequência ao intervalo, até que o narrador Orestes de Andrade o avisou de que a bola estava rolando. Geison ficou estupefato, catatônico, incrédulo, como nem poderia deixar de ser, e passou imediatamente o comando da jornada pro “Galo”. Já a Gaúcha escapou deste porém pois o apresentador Filipe Gamba devolveu na hora certinha para Marcelo de Bona narrar tudo desde o começo, sem “atropelos” necessários. E teve quem tocou tudo sem nem saber do problema no Premiere, como foi na Rádio ABC de Novo Hamburgo, que teve o narrador Daniel Oliveira e o comentarista e apresentador Nando “Avallone” Gross trabalhando apenas com o que os próprios olhos testemunhavam, presentes que estavam na tribuna de imprensa descoberta, na qual não há televisores e na qual é preciso trabalhar com máscara o tempo todo, diferentemente das cabines fechadas, onde dá para dispensá-las durante o jogo.

(Em tempo, explico o “Nando ‘Avallone’ Gross”: é que nas transmissões da ABC ele comenta a partida e apresenta o intervalo e o pós-jogo “Sala de Imprensa”, diferentemente do habitual de um cronista fazer os comentários e outro fazer a apresentação da jornada; o “Avallone” é porque um raríssimo profissional que me lembro que fazia estas duas funções simultâneas era o saudoso Roberto Avallone na Rádio Bandeirantes de São Paulo entre 2002 e 2003, o pós da época sendo o “Jogo Aberto” – para melhor ilustrar pegando uma fase posterior da própria RB: Roberto Francisco “era Mauro Beting e Milton Neves ao mesmo tempo”, no sentido de fazer sozinho as funções de ambos nos anos seguintes).

Termino esse post colocando em vídeos e áudios os ilustrativos disso tudo que escrevi – subi no Dailymotion pois no YouTube não conseguiria fazê-lo.

Como foi na transmissão do Premiere: https://www.dailymotion.com/video/x84rqjq

Como foi na transmissão da Rádio Bandeirantes: https://www.dailymotion.com/video/x84rqjp

Como foi na transmissão da Rádio Grenal: https://www.dailymotion.com/video/x84rqjo

Como foi na transmissão da Rádio Guaíba: https://www.dailymotion.com/video/x84rqjn

Como foi na transmissão da Rádio Gaúcha: https://www.dailymotion.com/video/x84rqjm

Como foi na transmissão da Rádio ABC: https://www.dailymotion.com/video/x84rqjl

Orestes de Andrade é vacinado contra o Covid-19

Por Rodney Brocanelli

Outro dos grandes nomes do rádio esportivo de Porto Alegre, Orestes de Andrade, da Rádio Guaíba também foi imunizado contra o Covid-19, popularmente conhecido como Coronavírus. O narrador, de 72 anos, recebeu a primeira dose da vacina na última quarta (24). O registro foi postado por seu filho, Orestes de Andrade Jr, nas redes sociais.

Além de Orestes, outros grandes nomes da comunicação, esportiva ou não,  já iniciaram o processo de imunização contra este virus nefasto (veja aqui,  aqui e aqui).

Orestes de Andrade voltou a narrar na Guaíba

Por Edu Cesar, do Papo de Bola 

Eram sete meses sem narrações do “Galo Missioneiro” na Rádio Guaíba, que tem deixado em casa os acima de 60 anos desde o estouro da pandemia – e ele completa exatamente hoje 72 anos, sendo um dos três locutores desta geração ainda ativos no dial AM/FM de Porto Alegre. Quando o futebol europeu foi retomado na metade de 2020, a emissora da Record transmitiu alguns jogos do Espanhol e do Alemão e Orestes fez alguns deles, mas sempre da sua residência, o que não mantido nas partidas da dupla Grenal. Ele continuou no ar esse tempo todo como debatedor do “Ganhando o Jogo” na hora do almoço, mas sem fazer jornadas esportivas, tocadas todas sendo desde então por José Aldo Pinheiro, Luís Magno e os repórteres/narradores Rafael Pfeiffer e Bruno Ravazzolli.

Orestes de Andrade não narrava desde Villarreal 1 x 4 Barcelona em 5 de julho e, especificamente na dupla Grenal, ausente estava desde Grêmio 3 x 2 São Luiz em 15 de março. Seu retorno aconteceu no Grêmio x São Paulo deste domingo (clique aqui), que fez dos estúdios na Caldas Júnior, enquanto Ravazzolli e o comentarista Gutiéri Sanchez estiveram na Arena. Bem quisto e querido por colegas e ouvintes, teve sua volta às locuções altamente celebrada e mostrou não ter sentido o efeito da parada de sete meses. A narração limpa, categórica, firme e vibrante escutada há 26 anos completados neste mês (quando chegou à Guaíba para substituir justamente Zé Aldo, que se transferira para a Rádio Gaúcha) deu conta do recado com segurança. O “Galo Missioneiro” está de volta.

Memória: ouça grandes lances de Maradona em narrações do rádio esportivo brasileiro

Por Rodney Brocanelli

O mundo perdeu hoje uma de suas maiores referências: Diego Maradona. Ele teve uma parada cardiorrespiratória em sua residência. Apesar do socorro de seis ambulâncias, não foi possível reanimá-lo. O mundo do futebol está de luto e a Argentina em estado de choque. Ele tinha 60 anos. Ainda não foram divulgadas informações sobre velório e enterro. 

Vamos relembrar aqui alguns momentos de Maradona no mundo do futebol registrados pelo rádio brasileiro.

Não poderíamos começar com outro registro que não fosse o gol de mão que ele marcou na partida entre Argentina x Inglaterra, válida pela fase de quartas-de-final da Copa do Mundo de 1986. Um gol marcado com “la mano de Dios”. Narração de Éder Luiz e reportagens de Roberto Silva, pela Rádio Bandeirantes.

O segundo gol de Maradona naquela partida foi uma pintura. Ouça a descrição de Samuel de Souza Santos, pela Rádio Guaíba.

Haroldo de Souza transmitiu este histórico jogo pela Rádio Gaúcha.

O último gol de Maradona em Copas aconteceu no mundial dos EUA, em 1994. Um belo chute de média distância com o pé esquerdo. Entretanto, pouco depois, ele foi excluido da competição, por ser pego no exame antidoping. Ouça a narração de Alberto Cesar e reportagens de Marcelo di Lallo, pela Rádio Gazeta.

Ouça esse mesmo lance com a narração de Jota Santiago, da Super Rádio Tupi.

Outro lance histórico de Maradona não foi exatamente um gol, mas sim um passe que ele deu para Caniggia fazer o gol da vitória da Argentina sobre o Brasil. Diego veio com a bola dominada no meio campo, conseguiu se livrar da marcação de Dunga e, mesmo cercado por pelo menos dois outros jogadores brasileiros, passou a bola para que seu companheiro saísse livre, de frente para o gol.

Só mesmo um lance genial de Maradona para fazer Fiori Gigiotti falar um palavrão no ar. Ouça abaixo e saiba mais clicando aqui.

Ouça o mesmo lance com a narração de José Silvério, então pela Rádio Jovem Pan.

E ainda, a narração de Marco Antonio Pereira, pela Rádio Guaíba.

 

 

Rádio Guaíba também demite Rodrigo Constantino

Por Rodney Brocanelli

Rodrigo Constantino também está fora da Rádio Guaíba, de Porto Alegre. A decisão foi divulgada pelo Grupo Record RS hoje (05) por meio de suas redes sociais e pelos sites de seus veículos (veja uma delas clicando aqui). Desde outubro passado, Constantino participava do recém-lançado programa Boa Tarde Brasil. Além disso, foi interrompida  sua colaboração com o jornal Correio do Povo.

A nota oficial (leia abaixo) informa que a decisão foi tomada em sintonia com o Grupo Record nacional, que também desligou Rodrigo Constantino de seus veículos, o site R7 e a Record News, emissora de notícias que transmite em  canal aberto.

Na última quarta (04), Rodrigo Constantino foi demitido da Jovem Pan após fazer comentários infelizes sobre estupro em uma live divulgada em seu perfil no YouTube. Saiba mais sobre o caso clicando aqui. Em seu Twitter, o comentarista vem falando sobre o caso. Clique aqui para acompanhar.

Diante dos fatos recentes e em sintonia com a decisão tomada pelo Grupo Record, a Rádio Guaíba e o jornal Correio do Povo optaram por rescindir o contrato com o colunista Rodrigo Constantino, que ocupava espaços semanais na rádio e também no jornal.